Ampliação de pavimentos de hotéis é debatida na CLDF
Ampliação de pavimentos de hotéis é debatida na CLDF

Com a presença de um grande número de representantes de diversas áreas do governo, entidades de classe, organizações de defesa do patrimônio histórico e sociedade civil, os empresários do setor expuseram a necessidade de ampliação dos hotéis, que hoje possuem até três pavimentos, como forma de ampliação do número de leitos disponíveis no DF.
De acordo com o representante da categoria, Roberto Ortega, a mudança ideal permitiria que as edificações pudessem alcançar até dez andares. O argumento é de que o número atual de leitos é insuficiente e com a realização da Copa do Mundo de futebol em Brasília, a demanda será muito maior.
O assunto não é novidade para o governo. Segundo o secretário-adjunto da Secretaria de Desenvolvimento Habitacional, Rafael Oliveira, a solicitação já está sendo estudada no Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília (PPCUB). "Recebemos a demanda dos empresários há cerca de um mês. A proposta passa por uma avaliação técnica e ainda não há um posicionamento da secretaria em relação às mudanças", relatou. O secretário-adjunto informou que o PPCUB deve chegar à Câmara Legislativa ainda este semestre.
De acordo com a representante do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), Ana Clara Giannechini, o maior questionamento não é quanto à mudança no gabarito, mas sim na realização de um planejamento que atenda a todo o setor hoteleiro e não apenas às edificações em discussão. Ana Clara defendeu ainda a qualificação do uso e contrapartidas que beneficiem e gerem mobilidade aos espaços públicos do local e adjacências.
Os deputados Olair Francisco (PTdoB), Liliane Roriz (PRTB) e Agaciel Maia (PTC) se manifestaram sobre o tema. Para Olair, a demanda dos empresários é justa. Segundo o parlamentar, o setor produtivo deve receber o apoio necessário para se adequar às necessidades do turismo na cidade. Liliane defendeu a preservação do patrimônio histórico da capital, mas com a possibilidade de melhorias em setores que não comprometam o plano original da Capital. Agaciel manifestou-se favorável à mudança. "Temos que levar em consideração a geração de empregos".
O contraponto foi apresentado pela arquiteta Tânia Batela. Para ela, a mudança não deve ser analisada apenas levando em conta os fatores econômicos.
Nemer finalizou a discussão informando que os posicionamentos e questionamentos levantados durante a audiência serão encaminhados ao poder Executivo, junto com um pedido de que o PPCUB seja enviado com a máxima celeridade à CLDF.
Com informações da assessoria de imprensa do deputado Rôney Nemer (PMDB).Coordenadoria de Comunicação Social