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DCL n° 117, de 11 de junho de 2026
Portarias 164/2026
Diretoria de Gestão de Pessoas
CCÂÂMMAARRAA LLEEGGIISSLLAATTIIVVAA DDOO DDIISSTTRRIITTOO FFEEDDEERRAALL
MESA DIRETORA
Gabinete da Mesa Diretora
PPOORRTTAARRIIAA DDOO SSEECCRREETTÁÁRRIIOO--GGEERRAALL NNºº 116644,, DDEE 1100 DDEE JJUUNNHHOO DDEE 22002266
O SECRETÁRIO-GERAL DO GABINETE DA MESA DIRETORA DA CÂMARA LEGISLATIVA DO
DISTRITO FEDERAL, no uso da atribuição que lhe foi delegada pelo art. 1º, inciso XX, do Ato do
Presidente nº 12, de 2025, e considerando o Despacho 2699274, RESOLVE:
AArrtt.. 11ºº Fica autorizada a participação do servidor João Cesar Sampaio Neto, matrícula
22.610, Analista Legislativo, lotado no Setor de Apoio às Comissões Temporárias – SACT, em curso
de pós‑graduação stricto sensu (Mestrado Profissional em Processo Legislativo), a ser realizado em
Brasília/DF, nas seguintes datas: 7 e 21 de agosto de 2026; 4 e 18 de setembro de 2026; 9,16 e 23
de outubro de 2026; e 27 de novembro de 2026.
Parágrafo único. A participação do servidor será sem ônus para a CLDF, com a dispensa de
ponto e sem prejuízo de sua remuneração, nos termos do art. 10, inciso III, alínea "b", do Ato da
Mesa Diretora nº 79, de 2020.
AArrtt.. 22ºº Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.
JJOOÃÃOO MMOONNTTEEIIRROO NNEETTOO
Secretário-Geral/Presidência
Documento assinado eletronicamente por JJOOAAOO MMOONNTTEEIIRROO NNEETTOO -- MMaattrr.. 2244006644, SSeeccrreettáárriioo((aa))--GGeerraall ddaa
MMeessaa DDiirreettoorraa, em 10/06/2026, às 19:24, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025,
publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025.
A autenticidade do documento pode ser conferida no site:
http://sei.cl.df.gov.br/sei/controlador_externo.php?acao=documento_conferir&id_orgao_acesso_externo=0
Código Verificador: 22770022882244 Código CRC: 881122AA22CC0099.
Praça Municipal, Quadra 2, Lote 5, 5º Andar, GMD ̶ CEP 70094-902 ̶ Brasília-DF ̶ Telefone: (61)3348-9270
www.cl.df.gov.br - gabmd@cl.df.gov.br
00001-00020966/2026-82 2702824v3
Portaria do Secretário-Geral 164 (2702824) SEI 00001-00020966/2026-82 / pg. 1
DCL n° 117, de 11 de junho de 2026
Portarias 165/2026
Diretoria de Gestão de Pessoas
CCÂÂMMAARRAA LLEEGGIISSLLAATTIIVVAA DDOO DDIISSTTRRIITTOO FFEEDDEERRAALL
MESA DIRETORA
Gabinete da Mesa Diretora
PPOORRTTAARRIIAA DDOO SSEECCRREETTÁÁRRIIOO--GGEERRAALL NNºº 116655,, DDEE 1100 DDEE JJUUNNHHOO DDEE 22002266
O SECRETÁRIO-GERAL DO GABINETE DA MESA DIRETORA DA CÂMARA LEGISLATIVA DO
DISTRITO FEDERAL, no uso da atribuição que lhe foi delegada pelo art. 1º, inciso XX, do Ato do
Presidente nº 12, de 2025, e considerando a Nota Técnica 47 (2655668), RESOLVE:
AArrtt.. 11ºº Fica autorizada a participação da servidora Danielle Ferreira Vasconcelos, matrícula nº
24.860, Consultora Técnico-Legislativa - Psicologia Clínica, lotada no Núcleo de Saúde Ocupacional,
no I Congresso Paraibano de Psicanálise Lacaniana, em João Pessoa/Paraíba, nos dias 21 e 22 de
agosto de 2026.
Parágrafo único. A participação da servidora será sem ônus para a CLDF, com a dispensa de
ponto e sem prejuízo de sua remuneração, nos termos do art. 10, inciso III, alínea "b", do Ato da
Mesa Diretora nº 79, de 2020.
AArrtt.. 22ºº Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.
JJOOÃÃOO MMOONNTTEEIIRROO NNEETTOO
Secretário-Geral/Presidência
Documento assinado eletronicamente por JJOOAAOO MMOONNTTEEIIRROO NNEETTOO -- MMaattrr.. 2244006644, SSeeccrreettáárriioo((aa))--GGeerraall ddaa
MMeessaa DDiirreettoorraa, em 10/06/2026, às 19:24, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025,
publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025.
A autenticidade do documento pode ser conferida no site:
http://sei.cl.df.gov.br/sei/controlador_externo.php?acao=documento_conferir&id_orgao_acesso_externo=0
Código Verificador: 22770022995566 Código CRC: 2266CC5533665522.
Praça Municipal, Quadra 2, Lote 5, 5º Andar, GMD ̶ CEP 70094-902 ̶ Brasília-DF ̶ Telefone: (61)3348-9270
www.cl.df.gov.br - gabmd@cl.df.gov.br
00001-00014739/2026-18 2702956v3
Portaria do Secretário-Geral 165 (2702956) SEI 00001-00014739/2026-18 / pg. 1
DCL n° 117, de 11 de junho de 2026 - Suplemento
Ata Circunstanciada Sessão Ordinária 49/2026
CCÂÂMMAARRAA LLEEGGIISSLLAATTIIVVAA DDOO DDIISSTTRRIITTOO FFEEDDEERRAALL
TERCEIRA SECRETARIA
Diretoria Legislativa
Setor de Registro e Redação Legislativa
AATTAA DDEE SSEESSSSÃÃOO PPLLEENNÁÁRRIIAA
44ªª SSEESSSSÃÃOO LLEEGGIISSLLAATTIIVVAA DDAA 99ªª LLEEGGIISSLLAATTUURRAA
AATTAA CCIIRRCCUUNNSSTTAANNCCIIAADDAA DDAA
4499ªª SSEESSSSÃÃOO OORRDDIINNÁÁRRIIAA,,
DDEE 33 DDEE JJUUNNHHOO DDEE 22002266..
IINNÍÍCCIIOO ÀÀSS 1155HH0055 TTÉÉRRMMIINNOO ÀÀSS 1166HH2255
PRESIDENTE DEPUTADO CHICO VIGILANTE (PT) – Sob a proteção de Deus, iniciamos os
nossos trabalhos.
Como não se verifica o quórum mínimo de presença, suspendo os trabalhos até que ele se
complete.
(Os trabalhos são suspensos.)
PRESIDENTE DEPUTADO CHICO VIGILANTE (PT) – Reinicio os trabalhos. Está aberta a
sessão.
Dá-se início ao comunicado de líderes.
Concedo a palavra ao deputado Rogério Morro da Cruz.
(Assume a presidência o deputado Ricardo Vale.)
DEPUTADO ROGÉRIO MORRO DA CRUZ (Bloco União Democrático. Como líder.) –
Presidente, primeiramente registro a minha gratidão a Deus. Pedi para falar daqui porque fiz alguns
exames há poucas horas, estou cuidando da saúde. A saúde é prioridade, porque, sem saúde, não
conseguimos avançar em nossos trabalhos.
Presidente, nesta tarde, mais uma vez quero agradecer a Deus pela oportunidade de
estarmos aqui, com muita alegria. Desejo uma ótima tarde aos pares e a todos que assistem a esta
sessão pela TV Câmara Distrital.
Estou recebendo aqui o nosso amigo Gael – peço que se levante. O Gael é morador da Vila
do Boa, em São Sebastião, e, para nossa alegria – ele tem apenas 7 anos de idade –, foi contratado
pelo Santos Futebol Clube. Isso é motivo de muita alegria para São Sebastião e para o Distrito
Federal.
Quero deixar registrado que São Sebastião tem coisas boas para mostrar. Como morador de
São Sebastião há 28 anos, e hoje representante da cidade, peço às pessoas que dizem amar São
Sebastião que mostrem que temos coisas boas para apresentar.
O futebol da cidade de São Sebastião conta com o primeiro campeonato e o maior
campeonato amador do Distrito Federal – eu tenho fomentado o futebol desde o meu primeiro ano
de mandato. Temos na cidade esportistas como o Gabriel Bonfim, o Marreta, que estará nos
representando, representando São Sebastião, o Distrito Federal e o Brasil, em Las Vegas, numa luta
neste próximo sábado pelo UFC.
Quero desejar a você, Gael, que Deus o abençoe e lhe dê sabedoria. Eu disse ao Gael, no
Ata de Sessão Plenária Circunstanciada da 49ª S.O. (2697103) SEI 00001-00021930/2026-16 / pg. 1
gabinete, que ele deve colocar Deus à frente de todos os projetos. Você será motivo de orgulho para
Brasília e para o Brasil.
Parabéns. Que Deus o abençoe.
PRESIDENTE DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Parabéns, Gael. Boa sorte. Que dê tudo
certo para você. Quero também parabenizar sua família, seus professores e todos aqueles que o
treinam em alguma escola.
No Distrito Federal, há um celeiro de jovens que podem, sim, se tornar jogadores de futebol.
Muitos se destacam e acabam, inclusive, saindo do DF sem que sequer nós os conheçamos, como é
o caso dele, que já vai para o Santos. Por isso, é importante incentivarmos o esporte e o futebol
amador. Eu faço isso e vossa excelência também. Muitas vezes, destinamos emendas para
campeonatos amadores, mas, por um motivo ou outro, essas emendas não chegam. Elas acabam
sendo bloqueadas.
Este é um exemplo da importância de incentivar o esporte, de incentivar o futebol amador do
DF, que é muito forte, muito organizado. Eu sou oriundo do futebol amador. Eu joguei no futebol
amador durante muito tempo da minha vida, assim como meus irmãos e muitos amigos meus. Eu
não me tornei jogador de futebol, mas me tornei uma boa pessoa, porque o esporte nos afasta de
coisa errada.
Parabéns! Sucesso! Que Deus o abençoe! Futuramente, você jogará no Palmeiras e na
Seleção Brasileira.
DEPUTADO ROGÉRIO MORRO DA CRUZ (PSD) – Presidente, pela ordem.
PRESIDENTE DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Concedo a palavra.
DEPUTADO ROGÉRIO MORRO DA CRUZ (PSD) – Presidente, eu estava me esquecendo de
mencionar que o Gael começou na Escolinha de Futebol Vila do Boa. Hoje, ele está no Legião, mas já
assinou contrato com o Santos. Vai viajar – acredito – no final de julho.
Quero parabenizar o nosso amigo Loro, da Escolinha de Futebol Vila do Boa. Eu tenho
fomentado 12 escolinhas da cidade de São Sebastião para ajudar no esporte.
Muito obrigado, presidente.
PRESIDENTE DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Parabéns.
Concedo a palavra ao deputado Chico Vigilante.
DEPUTADO CHICO VIGILANTE (PT. Como líder.) – Senhor presidente, senhoras e senhores
deputados, a situação do Banco Master e BRB continua rendendo, e fedendo – a verdade é essa. O
Governo do Distrito Federal, o governador Ibaneis Rocha, juntamente com a vice-governadora,
conseguiu afundar o Distrito Federal. Essa compra que o BRB tentou fazer do Banco Master
praticamente acabou com o BRB.
O governo enviou a esta casa um projeto que foi lido ontem e está com pressa na sua
aprovação. Ontem, eu reuni a bancada do Partido dos Trabalhadores, e decidimos votar contra esse
projeto.
Eu nunca tomei dinheiro emprestado de agiota, mas, até onde eu sei, quem toma dinheiro
emprestado de agiota sabe o valor dos juros que vai pagar por aquele empréstimo. Como o Governo
do Distrito Federal vai tomar um empréstimo – sendo o governo o fiador – do Fundo Garantidor de
Créditos, junto com o sindicato dos bancos, e não sabe quais juros pagará?
Também não está explícito no projeto qual é a duração do contrato. Foi dito que poderá ser
de 15 anos. Durante esses 15 anos, o Distrito Federal ficará proibido de contratar servidores e de
expandir os serviços que são prestados hoje – e a saúde está precisando demais expandir o
atendimento. Portanto, haverá praticamente um sufocamento do Distrito Federal. Quando olhamos
para Ceilândia, a maior cidade do Distrito Federal, vemos que 85% de sua população usa o serviço
Ata de Sessão Plenária Circunstanciada da 49ª S.O. (2697103) SEI 00001-00021930/2026-16 / pg. 2
público de saúde. Em Ceilândia, apenas 15% da população tem plano de saúde; o restante depende
da saúde pública.
Portanto, é inaceitável essa proposta apresentada, e, por isso, votaremos contra ela. Não
creio que haja deputado disposto a votar nesse projeto, porque ele é um verdadeiro absurdo. É,
efetivamente, inaceitável o que está sendo colocado nele.
Outro ponto que quero abordar na tarde de hoje é a questão das feiras do Distrito Federal.
Deputada Dayse Amarilio, eu venho trabalhando nessa questão das feiras há anos. Conheço
cada uma das feiras do DF e sei da realidade que elas estão vivendo. Liberei recursos para a reforma
de uma série de feiras, a começar pela Feira Modelo de Sobradinho, de Ceilândia e de várias outras.
Semana passada nós tivemos uma audiência com o presidente da Novacap, Fernando Leite,
que me disse que a Novacap estava impedida de fazer um trabalho na feira de São Sebastião. Eu
falei para ele: “Fernando, a feira vai pegar fogo”. Eu não sou vidente, mas eu estive na feira e vi o
tanto de gato de energia que havia, fio solto e falei: “Vai pegar fogo!” Não precisava ser técnico em
eletricidade para saber que ali pegaria fogo. E pegou. Quatro boxes queimaram. Ainda bem que os
bombeiros do Distrito Federal são eficientes e combateram as chamas, senão teria queimado um
pavilhão inteiro. Um pavilhão inteiro teria sido destruído. Foram 4 boxes.
É preciso que o Governo do Distrito Federal tenha um olhar diferente, um olhar de cuidado
com as feiras do Distrito Federal. Nós tínhamos o que era uma feira modelo, que pessoas de
qualquer canto do Brasil, quando vinham a Brasília, iam visitá-la, que é a Feira do Guará – a
deputada Dayse Amarilio é moradora do Guará. Agora, a Feira do Guará está abandonada. Essa é a
situação. É preciso que o governo efetivamente tenha preocupação com a recuperação das nossas
feiras, com a dignidade dos feirantes, para terem o mínimo de tranquilidade para desenvolver as
suas funções.
As feiras representam um marco. No Distrito Federal, cerca de 80% da população é oriunda
do Nordeste, lugar onde amamos as feiras, elas fazem parte do nosso DNA. O governo precisa ter
um olhar diferente na recuperação das nossas feiras, elas não podem continuar sendo tratadas da
maneira como estão sendo tratadas no Distrito Federal.
Obrigado.
PRESIDENTE DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Obrigado, deputado Chico Vigilante.
Concedo a palavra ao deputado Max Maciel.
DEPUTADO MAX MACIEL (Bloco PSOL-PSB. Como líder.) – Presidente desta sessão, nosso
vice-presidente da casa, deputado Ricardo Vale; saúdo todos que nos acompanham nesta sessão e
pela TV Câmara Distrital.
Presidente, acho que hoje não será votado nada. Se o governo estava preocupado em votar
o projeto do BRB, está precisando conversar com a base, porque o desconforto está geral diante do
histórico.
As pessoas que defendem o banco, os funcionários, aqueles que têm ido às nossas redes
sociais com toda preocupação, quero dizer a essas pessoas que não somos nós os culpados de
deixar o banco na situação em que está. Pelo contrário, nós estamos presentes! Neste exato
momento, no plenário, somos nós que, desde o primeiro dia, abordamos este assunto nesta casa.
Nós estamos alertando e tentando preservar o banco público. Vamos cobrar aqueles que colocaram o
banco na real crise e na real situação que está hoje no Distrito Federal.
Presidente, eu quero falar sobre o PDL nº 3/2025 do Senado Federal, que a senadora
Damares, eleita pelo Distrito Federal, apresentou e conseguiu aprovar ontem, a toque de caixa. O
projeto não estava nem na ordem do dia. Só para mostrar um pouco dos efeitos de debates que não
levam em consideração a construção popular, social, o entendimento médico, inclusive, o
entendimento das famílias.
Ata de Sessão Plenária Circunstanciada da 49ª S.O. (2697103) SEI 00001-00021930/2026-16 / pg. 3
O que vimos ontem no Senado Federal, com a aprovação do PDL nº 3, é mais um ataque ao
direito das mulheres e das meninas vítimas de violência sexual no Brasil. Esse projeto não combate
abusadores e não protege as crianças. O que ele faz é criar mais barreiras para quem vive uma das
maiores violências possíveis: uma gravidez decorrente de estupro. A resolução do Conanda buscava
garantir atendimento humanizado e acesso ao aborto legal, previsto na legislação brasileira. O PDL,
aprovado pela maioria conservadora, desmonta essa proteção e fortalece o medo, a burocracia e o
controle sobre os corpos das mulheres e das meninas.
Sabemos onde ocorre a maior parte das violências sexuais, e isso é muito grave, deputada
Dayse Amarilio: dentro das casas das pessoas, muitas vezes cometidas por familiares. Exigir
consentimento ou ampliar obstáculos significa, na prática, empurrar as vítimas para a
clandestinidade, para o sofrimento e para o silêncio. Defender o aborto legal não é apenas uma
defesa abstrata. A decisão é das mulheres, das pessoas, dos corpos; não pode ser uma decisão do
Estado, de uma pessoa ou de um segmento. É defender saúde pública, que é exatamente o que
estamos exigindo. A maioria das mulheres que possuem dinheiro realiza seus abortos. As
empobrecidas ficam sujeitas a todo tipo de clandestinidade, o que provoca ainda mais sofrimento,
dano e, às vezes, até a morte.
O que buscamos é dignidade humana e cumprimento da legislação brasileira. Esse é o
debate que o Senado Federal deveria ter feito ontem, e nem houve debate. Os senadores deveriam
ter debatido essa pauta exaustivamente, realizado audiências públicas para compreender melhor o
tema. Nenhuma menina violentada deveria ser obrigada pelo Estado a carregar a gravidez de seu
agressor. Nenhuma, absolutamente nenhuma! E foi isso que foi aprovado ontem no Senado Federal.
Seguiremos denunciando esse retrocesso e defendendo o direito das mulheres de viver sem
violência, sem tutela e sem fundamentalismo religioso sobre suas vidas, base de grande parte dos
discursos que vimos na aprovação do PDL, ontem, no Senado Federal.
Assim encerro, neste momento, deputada Dayse Amarilio, alertando para o grave problema
que isso pode gerar para o futuro do Brasil. Não podemos mais tolerar retrocessos no Estado
democrático de direito. Todos os grandes países que legalizaram o aborto reduziram, inclusive, o
próprio número de abortos, porque houve mais educação, mais consciência e mais saúde sexual e
reprodutiva, que é o que está faltando.
Eu realizei educação de pares nas escolas. Nos anos de 2002 e 2003, percorríamos as
escolas de ensino médio em Ceilândia, criando salas de acolhimento para jovens, promovendo
debate sobre saúde sexual e reprodutiva, uso de preservativo e gravidez na adolescência. Não
gravidez não planejada, porque qualquer pessoa pode ter uma gravidez não planejada em qualquer
faixa etária, mas gravidez na adolescência. O Brasil reduziu o índice de ISTs e de Aids não por
milagre, mas com debate, com política pública, com projetos e mobilização social dos movimentos na
ponta. Chegamos a ser reconhecidos, com moção de louvor – quero saudar o grupo Atitude que
estava presente à época –, por organismos internacionais, pelo trabalho realizado com a juventude,
explicando os riscos de uma relação sexual não protegida, não segura e não prazerosa. Se
realizássemos esse trabalho hoje, estaríamos presos. Se a juventude entrasse nas escolas hoje para
falar sobre saúde sexual e reprodutiva, com esses fundamentalistas que existem, estaria presa.
Naquela época, conseguimos reduzir as taxas de gravidez na adolescência e de infecção por ISTs por
meio de debate sincero com a população, apresentando formas de prevenção e também a rede de
proteção para acolhimento, caso ocorresse.
É nesse sentido que reforço o repúdio ao Projeto de Decreto Legislativo nº 3, aprovado
ontem no Senado Federal.
Obrigado, presidente.
(Assume a presidência a deputada Dayse Amarilio.)
PRESIDENTE DEPUTADA DAYSE AMARILIO (PSB) – Obrigada, deputado Max Maciel. É
importante a colocação de vossa excelência sobre a violência pela qual nós passamos.
Ata de Sessão Plenária Circunstanciada da 49ª S.O. (2697103) SEI 00001-00021930/2026-16 / pg. 4
Concedo a palavra ao deputado Gabriel Magno.
DEPUTADO GABRIEL MAGNO (Minoria. Como líder.) – Boa tarde, deputada Dayse Amarilio,
presidente desta sessão – a senhora fica bem nessa cadeira. Boa tarde a todas as pessoas.
Infelizmente, o plenário está vazio. A governadora deu uma declaração, hoje mais cedo,
dizendo que o projeto de lei que supostamente salva o BRB – o que não é verdade – é mera
formalidade. É bom que a base, deputado Chico Vigilante, está convencida e que, de acordo com a
governadora Celina Leão, até a oposição pode votar a favor.
Governadora Celina, não! Na verdade, há um problema neste governo Celina e Ibaneis...
Que é a mesma coisa, deputada Dayse Amarilio, mudou só a cor do ipê; era amarelo, ficou roxo,
mas o governo é o mesmo. É o governo da falta de diálogo; é o governo da truculência; é o governo
que mente, inclusive para esta casa; é o governo ausente no debate público sobre as contas do
Distrito Federal e sobre as políticas públicas no Distrito Federal. Hoje, houve audiência pública da
CEOF e, adivinhem, o secretário de Economia não veio; ele mandou representantes. O presidente do
BRB não veio. É o mesmo governo, é o mesmo padrão de ignorar e tentar jogar para a plateia.
No entanto, está aqui o projeto de lei e o acordo assinado, deputado Chico Vigilante. É
importante que as pessoas entendam o que está em jogo. A cláusula 3.1 do acordo diz que o
compromisso do Distrito Federal é de adotar todas as vedações previstas nos incisos I a X do art.
167-A da Constituição. O que significa isso? Significa o fim dos concursos públicos e o congelamento
salarial dos servidores. Serão 15 anos, deputada Dayse Amarilio, sem ampliação dos investimentos. É
frear ou interromper a construção de novas escolas, de hospitais – que o governo prometeu e não
entregou –, de UPAs, de UBS, de equipamentos públicos. É o fim do investimento na assistência
social, é ameaça direta à previdência e à aposentadoria dos servidores. É isso que significa o item
3.1 do acordo.
Chama-nos a atenção o item 3.2, no qual as vedações de que trata esta cláusula 3.1, ou
seja, o conjunto dessas proibições, continuarão a ser aplicadas até a quitação integral da operação
de crédito contratada com base nesse acordo, ou até que o ente, o DF, atinja Capag A+, segundo a
metodologia da Secretaria do Tesouro Nacional. Isso demonstra a ausência de transparência, que é
comum no governo Celina e Ibaneis.
Quais são as condições do empréstimo? Ontem, houve uma reunião na salinha. É o governo
que gosta de reunião em salinha, e nós já vimos que não dá para confiar no Governo do Distrito
Federal. Estava presente nessa reunião o secretário da Casa Civil, o secretário de Economia, o
secretário de Saúde. Alguns não vêm porque não gostam nem disso. Eles não cumprem nada do que
falam na salinha.
Ontem, nós perguntamos, deputada Dayse Amarilio, quais são os juros, nós sabemos que o
empréstimo é de R$6,5 bilhões. Eu fiz 2 simulações, já que o governo não as apresenta.
A primeira foi baseada no que o secretário nos apresentou, que é juros de IPCA mais 4,5%.
O IPCA mais 4,5%, deputada Dayse Amarilio, em 15 anos para pagar, significa que o DF vai pegar
R$6,5 bilhões e vai ter de pagar R$12,5 bilhões em 15 anos. Sabe o que significa isso? São R$840
milhões por ano, do orçamento da cidade, destinados ao pagamento de empréstimo ao banco. Esse
valor, por ano, para quem está assistindo a esta sessão, equivale a 76 escolas que deixarão de ser
construídas todo ano, pelos próximos 15 anos. São 170 UBS, deputada Dayse Amarilio, que não
serão construídas nesta cidade, pelos próximos 15 anos. São 7 mil casas que poderiam ser
construídas todos os anos, para zerarmos o déficit habitacional desta cidade, pelos próximos 15
anos.
Fiz uma simulação mais próxima da realidade de quem vai ao BRB, por exemplo, pedir um
empréstimo, que é a taxa de juros atual no Brasil, de 14,75%. Nesse caso, deputada Dayse Amarilio,
o empréstimo de R$6,5 bilhões transforma-se em uma dívida de R$18 bilhões, o que significa que o
DF se compromete a reservar R$1,2 bilhão do seu orçamento por ano, pelos próximos 15 anos.
Multiplicando-se isso, são 100 novas escolas que não serão construídas por ano; são 240 UBS que
Ata de Sessão Plenária Circunstanciada da 49ª S.O. (2697103) SEI 00001-00021930/2026-16 / pg. 5
não serão construídas por ano; é a tarifa zero, deputado Max Maciel, todos os anos, por 15 anos;
são 10 mil casas.
É disso que se trata a lei. Eu quero ver se a governadora Celina Leão tem coragem de dizer
isso à população. Quero debater, inclusive, com os parlamentares da base do governo, se é isso que
vamos votar!
O que estamos dizendo e que o governo também precisa dizer é que o rombo nas contas é
fruto de um esquema criminoso de corrupção dentro do BRB. O ex-presidente do BRB está preso! Há
uma investigação sendo feita na Polícia Federal e no Supremo Tribunal Federal. Roubaram o Distrito
Federal e agora querem apresentar uma solução que condena a cidade pelos próximos 15 anos.
Nós não temos acordo nenhum, governadora Celina Leão! Não temos confiança nenhuma
em um governo que se nega a dialogar, que se nega ao debate e a apresentar os dados e os
números para esta casa.
Infelizmente, deputada Dayse Amarilio, parece que hoje não haverá quórum. Queremos
debater isso abertamente, no plenário, com a sociedade do Distrito Federal. Qual é a solução que a
população do Distrito Federal considera adequada? A nossa, deputada Dayse Amarilio, é que quem
roubou deve estar preso e devolver o dinheiro aos cofres do Distrito Federal, o que infelizmente este
governo não tem feito. E ele quer jogar a conta nas costas da população, que já está sofrendo com a
sua incompetência. Ao que tudo indica, temos atualmente um governo corrupto no Distrito Federal.
Obrigado, presidente.
PRESIDENTE DEPUTADA DAYSE AMARILIO (PSB) – Obrigada, deputado Gabriel Magno.
Infelizmente, não tivemos hoje a presença do secretário. Fiz perguntas que não foram
respondidas, e esta casa não pode se esquivar de um problema que vem se arrastando. Precisamos
ter respostas, inclusive, para a votação da LDO, prevista para o final deste mês.
Está encerrado o comunicado de líderes.
Dá-se início ao comunicado de parlamentares.
Concedo a palavra ao deputado Fábio Félix.
DEPUTADO FÁBIO FÉLIX (PSOL. Para comunicado.) – Presidente deputada Dayse Amarilio;
deputados; deputadas; quem nos acompanha na galeria; servidores e quem assiste a esta sessão
pela TV Câmara Distrital, boa tarde. Ontem vim a esta tribuna para demonstrar, mais uma vez,
minha profunda preocupação com o que estamos enfrentando, neste momento, no DF.
A nossa preocupação com o BRB, todos já conhecem. As pessoas sabem quem colocou o
BRB nessa crise imensa que estamos vivendo, uma crise brutal contra o nosso banco público, e têm
conhecimento da mentirada que esse povo contou na Câmara Legislativa e das consequências que
estamos enfrentando agora.
Qual é a minha preocupação neste momento? Há poucos meses, eles vieram à Câmara
Legislativa e afirmaram que a doação de 9 terrenos seria a solução para o BRB. O que se vê agora é
que o assunto dos terrenos morreu! Ninguém fala mais em terreno. Essa não era a solução; isso não
resolveu e não vai resolver o problema do BRB.
Agora, eles apresentam uma nova solução: um empréstimo acordado no Supremo Tribunal
Federal de R$6,5 bilhões.
Nós fizemos um cálculo rápido, deputado Chico Vigilante, olhando o valor dos juros que o
secretário de Economia falou que poderiam ser um juro possível, que é o IPCA mais 4,5%. Nós
colocamos ali 9% ao ano, um pouco menos, para fazer um
cálculo de quanto o GDF vai pagar pelo empréstimo de R$6,5 bilhões. No nosso cálculo
inicial, presidente, nós pagaremos R$23 bilhões. É o triplo do valor que foi contratado.
Ata de Sessão Plenária Circunstanciada da 49ª S.O. (2697103) SEI 00001-00021930/2026-16 / pg. 6
Nós estamos falando de um empréstimo de R$6,5 bilhões, que não se sabe se é a solução
para o problema ou se é uma estratégia para protelar o problema para depois do calendário eleitoral,
mas que gera um endividamento de cerca de R$23 bilhões para o Governo do Distrito Federal, isso
no melhor cenário, considerando juros de 9%, que são juros de empréstimo de longo prazo, juros
camaradas, o que não me parece ser o gesto que o mercado vai fazer para o Banco de Brasília.
Essa é a situação que nós estamos enfrentando. Mais uma vez, querem submeter, sujeitar
esta casa a votar um projeto que não me parece ser a solução definitiva para o Banco de Brasília e
que, ao mesmo tempo, expõe esta casa, mais uma vez, à opinião pública. Essa é a nossa
preocupação. Não se trata agora de um empréstimo contraído pelo Banco de Brasília, mas de um
empréstimo contraído pelo Governo do Distrito Federal.
Entre as muitas limitações que serão consequência desse empréstimo, nós estamos falando
da contratação de servidores públicos por meio de concurso, nós estamos falando do aumento dos
investimentos sociais, nós estamos falando da limitação nos reajustes de todas as categorias, mesmo
verbas indenizatórias. Isso é grave. Esse é o compromisso que o DF está assumindo quando assina
aquele termo.
Eu encerro esta fala dizendo que nós não temos nenhuma confiança de que os atuais
agentes políticos que governam o DF tenham condições de apontar uma saída para essa crise,
porque nós não podemos esquecer que foram esses agentes políticos que afundaram o BRB e o GDF
nessa condição que nós estamos vivendo hoje. Eu fico feliz que deputados e deputadas da base não
estejam confortáveis para votar esse projeto, até porque já foram enganados 2 vezes.
Espero que esta casa tenha altivez para que busquemos uma nova saída. Essa nova saída é
uma nova audiência de conciliação no Supremo que preserve o GDF, que tenha a participação do
Tribunal de Justiça, do Tribunal de Contas, da Câmara Legislativa. É preciso uma nova agenda de
conciliação no Supremo, para que se revejam os termos assinados pela governadora do DF. Ela
sozinha, nesse caso, me parece que não pode representar, pelo clima que nós estamos vivendo, o
DF e os anseios do DF. Só haverá uma saída para a crise do BRB que seja combinada com todos os
poderes e que gere um ambiente de confiança pública nas alternativas apresentadas. E não me
parece que seja o caso do que acontece neste momento com esse projeto de lei.
Por isso, a nossa posição é contrária ao projeto de lei, por todas as preocupações. A nossa
intenção é salvar o BRB, mas nós sabemos que o projeto de lei apresentado hoje não terá esse
salvamento como consequência, porque nós não temos confiança nas alternativas apresentadas.
Presidente, eu queria também aproveitar este 1 minuto final para lamentar e repudiar a
postura do Senado Federal ontem, por 2 razões. A primeira é porque ele se insere contra um
conselho. O Conanda é um conselho muito importante, que representa os direitos das crianças e dos
adolescentes. É preciso respeitar os conselhos participativos, que têm a sociedade civil ali
defendendo os direitos de crianças e adolescentes no nosso país, que deveriam ser prioridade
absoluta. Mas parece-me que a sanha conservadora, o ímpeto conservador, ultraconservador é tão
grande neste país que senadores preferem atacar também o direito da criança e do adolescente.
Criança, em nenhuma hipótese, é mãe e pode ser considerada mãe. Nós não podemos
legitimar o abuso sexual contra crianças e adolescentes, votando um projeto como aquele que
dificulta os procedimentos de interrupção legal da gravidez. Esses procedimentos são para preservar
o direito da criança e do adolescente, porque uma criança de 10 anos não pode ser considerada
mãe. E, quando se criam barreiras para esse processo, submete-se mais uma vez a infância e a
adolescência a uma violência.
Isso não pode acontecer em nenhuma hipótese. Os serviços têm de funcionar conforme a
legislação brasileira, que já prevê, nesses casos, o aborto legal. Então, tudo o que se cria para
impedir que ele aconteça da melhor forma e com a condução correta estabelece barreiras e
desrespeita os direitos da infância e da adolescência. E este é o intuito dos setores
ultraconservadores: atrapalhar os direitos de crianças e adolescentes. Mas, com isso, eles legitimam
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a lógica do abuso sexual contra esse segmento. Ontem chamaram o projeto de PDL da pedofilia,
porque ele legitima o abuso sexual. Gente, é sabido que 80% do abuso sexual contra crianças e
adolescentes acontece no ambiente familiar, dentro da família. Então, é preciso que os órgãos de
proteção atuem para proteger a infância e a adolescência.
É lamentável que o Senado Federal tenha tomado uma postura como essa, sem que
nenhuma voz se levantasse contra ela, em uma votação relâmpago, consensual. Não ouviram os
movimentos sociais, nem as pessoas que tecnicamente entendem e trabalham nos serviços.
Lamentável. É um ataque direto ao direito de crianças e adolescentes. Fica aqui o meu repúdio,
presidente.
PRESIDENTE DEPUTADA DAYSE AMARILIO (PSB) – Obrigada, deputado Fábio Félix.
Quero registrar a presença dos estudantes da Escola Atual, que participam do programa
Conhecendo o Parlamento, sob a coordenação da Escola do Legislativo do Distrito Federal.
Concedo a palavra ao Deputado Chico Vigilante.
DEPUTADO CHICO VIGILANTE (PT. Para comunicado.) – Pessoal, eu volto a esta tribuna
novamente e quero dialogar com as pessoas que estão assistindo à sessão pela TV Câmara Distrital,
especialmente com os servidores do Banco de Brasília. Essa história de que esse projeto,
encaminhado pelo governo, com base no acordo assinado no Supremo Tribunal Federal, é para
salvar o Banco de Brasília é a maior mentira que existe.
Esse acordo, firmado sob a coordenação do ministro Fux, do Supremo Tribunal Federal,
Deputada Dayse Amarilio, não é para salvar o BRB; é para salvar a situação de 5 tribunais que
botaram milhões, bilhões, nas contas do BRB. É o Tribunal de Justiça da Bahia, o Tribunal de Justiça
da Paraíba, o Tribunal de Justiça do meu querido estado do Maranhão, o Tribunal de Justiça do
Tocantins. Eles botaram bilhões, e agora estavam em uma situação terrível, porque não tinham
dinheiro para sacar e cobrir o rombo que havia nesses tribunais.
Portanto, esse acordo é para fazer com que o Banco de Brasília tenha os R$6,5 bilhões, para
que os tribunais resolvam o seu problema. Mas a situação do BRB vai continuar inalterada. É um
desastre completo, é uma situação dramática! A governadora diz: “Estamos salvando o BRB”. Estão
salvando o BRB coisa nenhuma. O BRB vai continuar afundado nas contas que eles fizeram. Os
tribunais é que vão resolver o problema deles.
O ministro Fux estava pronto para dar uma liminar que obrigava a União a descumprir a lei –
descumprir a lei, repito – e assegurar esse empréstimo, que, pela lei, a União não poderia, em
hipótese nenhuma, conceder. A liminar que seria dada pelo ministro Fux é exatamente no sentido de
salvar a operação feita pelos tribunais.
Estou vendo agora uma matéria do jornal O Globo, que está aqui no 247 também,
informando – vocês que estão assistindo ao comunicado, pasmem – que esse Vorcaro gastou quase
R$12 milhões em umas festinhas em Nova Iorque. A matéria diz que havia político brasileiro, juiz
brasileiro, deputado brasileiro, havia o diabo lá nessas festas, com degustação de uísque e
degustação de charuto, deputada Dayse Amarilio. As pessoas estavam lá para experimentar charuto.
Uma festa foi regada a uísque, charuto e meninas, moças que eles contrataram da Rússia e da
Ucrânia, todas vestidas de prata, para entreter os marginais do Brasil que estavam lá nesse
regabofe. Essa festa foi chamada de noite das astronautas.
Agora querem que nós paguemos a conta? Querem que a população do Distrito Federal
pague a conta? O caos está estabelecido na saúde do Distrito Federal. Essa conta eu me nego a
pagar. Eu não vou pagar essa conta. Portanto, o Governo do Distrito Federal tem que ter a
dignidade de ir atrás – não ficar acobertando – de cada centavo que foi roubado dos cofres do
Distrito Federal. E quem roubou tem que ir para a cadeia. O BRB tinha a maior dificuldade de
financiar alguma coisa de cultura no Distrito Federal, mas financiou campeonato de vela em Dubai
enquanto não financiava nada aqui no Distrito Federal. Portanto, essa conta eu não vou pagar. Eu
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me recuso a isso e os quero todos na cadeia para pagar pelo que fizeram.
Obrigado.
(Assume a presidência o deputado Fábio Félix.)
PRESIDENTE DEPUTADO FÁBIO FÉLIX (PSOL) – Assumo a presidência.
Concedo a palavra à deputada Dayse Amarilio pelo comunicado de parlamentares.
DEPUTADA DAYSE AMARILIO (PSB. Para comunicado.) – Boa tarde a todos.
É muito triste o que nós estamos passando aqui. Eu acho que não somos só nós que vamos
pagar a conta, deputado Chico Vigilante, é a população do Distrito Federal também, porque a
arrecadação está aumentando, inclusive na perspectiva de pagar essa dívida. Mas nós não
lembramos, na verdade, nós nos esquecemos de falar que a tributação é feita para os trabalhadores,
porque o que nós vimos de renúncia para as grandes fortunas está só aumentando.
Infelizmente, hoje foi feita uma audiência pública na Comissão de Economia, Orçamento e
Finanças para que nós analisássemos uma prévia para 2027, do que nós planejamos para 2027, do
que o Executivo planeja. Eu saí bem frustrada da reunião. Eu fiz cerca de 7 perguntas e não
consegui resposta a nenhuma delas. Infelizmente, nós não tivemos a presença do secretário de
Economia.
Uma das perguntas era sobre a conjuntura que nós estamos vivendo. Esse projeto de
diretrizes da LDO, que nós vamos votar ainda neste mês, foi encaminhado em momento anterior ao
encaminhamento desse acordo que foi feito no Supremo Tribunal Federal, que altera toda a
perspectiva de planejamento do Distrito Federal.
Nós precisamos deixar bem claro que o DF vai ser o tomador direto do empréstimo junto ao
fundo garantidor e não o garantidor de uma operação contratada pelo BRB. Com essa alteração, nós
precisamos repensar a Lei de Diretrizes Orçamentárias para refletirmos sobre algumas coisas, entre
elas: o fato de que nós vamos ser o tomador direto de um crédito pelo qual não sabemos nem
quanto vamos pagar de juros nem por quantos anos; o fato de que o Fundo de Participação dos
Estados e também o Fundo de Participação dos Municípios vão ser as contragarantias constitucionais
vinculadas; e a vigência das vedações do art. 167-A, que trata da questão dos recursos humanos, se
altera também. Então, isso muda completamente. Inclusive, quando nós pegamos como
contragarantia a Fonte 100 do DF, nós temos que pensar que a base de cálculo para o mínimo
constitucional em áreas essenciais, como saúde e educação, modifica-se.
E a resposta não tivemos hoje. Segundo eles, a lei foi encaminhada anteriormente. Sendo
assim, a primeira coisa em relação à qual nós precisamos nos posicionar nesta casa é que é
impossível votarmos a LDO no dia 30 de junho sem que o governo apresente um novo projeto que
reflita as alterações de conjuntura que estamos vivendo com esse acordo. Não podemos votar algo
sem saber a repercussão em gastos tão importantes como os da saúde, da educação, da segurança
e da assistência social.
Em relação à inadimplência, quando afirmamos que o Governo do Distrito Federal será o
garantidor da dívida, surge a dúvida: em caso de inadimplência, quem vai pagar? Quem vai pagar
será o Governo do Distrito Federal. Ao pagar, como será feito esse enfrentamento? De onde virá
esse recurso? De onde será remanejado esse recurso? Nas políticas públicas, nós já observamos que
quase não houve investimento. Precisamos que isso seja esclarecido.
Outra grande questão que está sendo levantada é sobre essa vedação. De fato, existe no
art. 167 a previsão de que, infelizmente, com o acordo, haverá um congelamento e, em
consequência disso, será necessário interromper todos os concursos e todas as nomeações, sendo
permitida apenas a reposição de vacâncias. Perguntamos ao Governo do Distrito Federal qual o
planejamento para enfrentar o déficit gigantesco, por exemplo, na saúde, que tem elevado número
de leitos bloqueados e serviços fechados. Como nós vamos enfrentar essa situação e por quanto
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tempo ela vai persistir? Se o que já é ruim pode piorar – estamos vivendo esse colapso na saúde –,
como enfrentar os próximos 15 anos sem investimento na saúde e sem ampliar recursos humanos,
na verdade, sem minimizar o déficit deles? Fica a pergunta.
A natureza do risco mudou completamente. É necessário que a LDO seja reencaminhada.
Infelizmente, estão tentando nos jogar contra os trabalhadores do BRB; colocar os
trabalhadores do BRB contra os servidores públicos e os servidores públicos contra o BRB, quando,
na verdade, todos estão sofrendo o impacto de uma dívida que nenhum deles causou: nem o BRB,
nem os servidores, nem os colaboradores, nem os servidores públicos. E quem vai pagar a dívida? A
dúvida permanece: quem vai pagar essa dívida? Quem deveria pagar são aqueles que contribuíram e
praticaram improbidade administrativa, gastando recursos que não existiam.
A grande realidade, deputado Fábio Félix, é que não sabemos qual é a dívida real do
Governo do Distrito Federal. Hoje, mencionaram um valor em torno de 1 e alguma coisa; em outra
reunião, disseram que é quase 4 bilhões. Qual é a dívida do BRB? Será que R$6 bilhões vão salvar o
BRB? Não vão salvar o BRB? A verdade é que nós não sabemos nada.
É constrangedor ver o plenário vazio no momento em que recebemos esse acordo, pois, no
futuro, não poderemos alegar que não sabíamos o que estávamos votando. A realidade é que, se
aprovado, não sabemos exatamente o que está sendo votado – assim como parecia uma grande
oportunidade a compra da carteira do Master, e falávamos que não sabíamos o que estávamos
comprando. Já passou a fase dos terrenos. Ninguém mais fala dos terrenos, realmente. Agora, surge
a possibilidade de um crédito que supostamente vai salvar o BRB, mas a que custo? Precisamos
dessas respostas. Esta casa não pode votar a LDO sem que essas respostas sejam apresentadas.
Estamos encaminhando vários requerimentos de informação, inclusive hoje na Comissão de
Economia, Orçamento e Finanças. Pedimos ao deputado Eduardo Pedrosa que esse requerimento
seja encaminhado pela própria comissão, a fim de que possamos obter as informações necessárias e
votar a LDO. Vemos isso com muita preocupação, enfrentamos um colapso geral na saúde, e isso
pode piorar muito, infelizmente, com esse acordo. Precisamos, sim, a várias mãos, tentar salvar o
BRB, mas não ao custo de vidas que sabemos que serão impactadas pela questão do não
investimento na saúde.
Ficam essas preocupações e fica também o pedido para que os colegas votem com
responsabilidade, para que só votemos essa matéria quando tivermos, realmente, a repercussão de
tudo isso em relação a áreas essenciais.
Obrigada, presidente.
PRESIDENTE DEPUTADO FÁBIO FÉLIX (PSOL) – Obrigado, deputada Dayse Amarilio.
Concedo a palavra ao deputado Gabriel Magno.
DEPUTADO GABRIEL MAGNO (PT. Para comunicado.) – Deputado Fábio Félix, eu volto à
tribuna para continuar falando da gestão desastrosa do Ibaneis e Celina e as suas relações com o
Banco Master. O deputado Chico Vigilante e vários parlamentares têm alertado para o fato de que o
projeto, na verdade, não é para salvar o BRB. O Supremo Tribunal Federal entrou no jogo para
tentar proteger o próprio sistema judiciário. Hoje, o BRB tem R$30 bilhões de depósitos judiciais dos
tribunais da Bahia, de Alagoas, da Paraíba e do Maranhão.
Faço novamente as perguntas que o governo Celina e Ibaneis não responde. Qual é o
tamanho do rombo? Qual é o tamanho da dívida? Quais as condições do plano de negócios? Eles
não apresentaram, deputada Dayse Amarilio. O BRB não apresentou a operação estruturada. Por
outro lado, os trabalhadores do BRB estão muito preocupados, deputado Fábio Félix, deputada
Dayse Amarilio, diante de um governo inoperante, diante de um governo incompetente, diante de
um governo ligado supostamente – as investigações apontam as suas responsabilidades – com o
esquema de corrupção envolvendo o Master, que utilizou o BRB, que não foi vítima, porque o
presidente do BRB que está preso foi um operador do esquema. Utilizaram o BRB. Os trabalhadores
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do BRB não têm nada a ver com isso e estão preocupados.
É possível apresentar uma solução e um caminho para os trabalhadores do BRB, seja no
fortalecimento do banco, seja na própria incorporação desses trabalhadores na dinâmica e na
estrutura do governo, da administração pública. E isso a Celina e o Ibaneis não tiveram coragem até
agora de apresentar. Esse é um debate que nós podemos fazer, inclusive dentro do orçamento do
Distrito Federal, porque a Celina e o Ibaneis não têm nenhum compromisso com os trabalhadores do
BRB, não têm nenhum compromisso com o próprio banco, como um banco público de
desenvolvimento social e econômico da cidade. O compromisso deles não é com isso. O
compromisso deles, nós estamos vendo, é com a falta de transparência. Precisamos saber o que de
fato está por trás desses negócios. É por isso que nem a base está aqui hoje para validar a proposta
do governo Celina e Ibaneis.
Deputado Fábio Félix, nos minutos que me faltam, quero falar de mais 2 questões. A
primeira é a votação relâmpago feita ontem no Senado. Foi votado um PDL. A senadora Damares, do
Distrito Federal, apresentou o relatório desse projeto, que é de autoria de uma deputada do PL, o
partido do Bolsonaro, do Flavinho Rachadinha, do Bolsonarinho, dessa turma envolvida em um
monte de esquema. De novo.
O que foi votado ontem no Congresso Nacional foi o PDL dos estupradores. É um PDL que
protege o estuprador, porque dificulta e atrapalha o acesso de crianças, de menores de 14 anos de
idade, ao direito de interromperem uma gravidez que é fruto de um crime, de um estupro, conforme
a lei brasileira. Qualquer criança grávida com menos de 14 anos é fruto de um crime, é fruto de um
estupro, não é fruto de uma relação consensual. A criança e a sua família têm o direito de
interromper uma gravidez fruto de um crime.
O que a senadora Damares fez ontem no seu relatório desse PDL de uma deputada do PL,
do partido do Bolsonaro, foi defender estuprador. O que essa turma apresentou foi a proteção dos
estupradores, da pedofilia no Brasil. O Congresso, que é inimigo do povo, amigo da bandidagem, é
também, pela votação de ontem, inimigo das crianças a favor dos estupradores.
Eu encerro, deputado Fábio Félix, anunciando mais uma representação do nosso mandato no
Tribunal de Contas e voltando ao debate sobre as contas do Distrito Federal. O que o secretário de
Economia não tem coragem de vir a esta casa dizer e o que a governadora evitou responder, quando
questionada pela jornalista Heloisa Villela, do portal ICL Notícias, na saída do Supremo Tribunal
Federal, e cujos dados ela não tem coragem de apresentar aqui, é qual é o tamanho da bolsa
empresário do governo Ibaneis e Celina. Estamos criando o beneficiômetro, um contador dos
benefícios que o governo Ibaneis e Celina tem dado, nos últimos anos, aos amigos empresários, em
renúncia fiscal. Eles atacam o Bolsa Família, as políticas sociais, a saúde – deputada Dayse Amarilio
–, os profissionais da saúde, a educação, os profissionais da educação e a assistência social, mas são
muito amigos dos grandes empresários.
Nós apresentamos uma denúncia ao Tribunal de Contas, porque identificamos que, no ano
de 2025, o GDF ultrapassou, em mais de R$4,5 bilhões, o limite legal de benefícios tributários
previsto na LDO. Esta casa votou uma lei orçamentária que já trazia uma previsão de renúncias
fiscais que extrapola muito o que seria razoável, e o governo, em 2025, concedeu isenções sem
respaldo normativo ou legal, o que constitui flagrante violação da legislação do Distrito Federal para
beneficiar os amigos empresários. Foram R$4,5 bilhões, mas querem que a população do Distrito
Federal pague mais uma conta que não é sua, que não é nossa – e nós não vamos autorizar.
Nós apresentamos hoje, ao Tribunal de Contas do Distrito Federal, uma denúncia contra
mais esse crime, essa ilegalidade cometida pelo governo dos ricos para os ricos. É este o governo
Ibaneis e Celina: um consórcio de interesses voltado aos amigos e àqueles muito poderosos.
É impressionante – e eu me calo em seguida, deputado Fábio Félix – como, neste governo,
os poderosos têm portas abertas, deputada Dayse Amarilio, enquanto a população sofre com a falta
de atendimento na ponta, na educação, na saúde, na mobilidade, na segurança, na assistência social
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e na cultura. O caos está instalado no DF para a população, enquanto os poucos amigos do governo,
como estamos denunciando, foram beneficiados em R$4,5 bilhões só em 2025. O beneficiômetro do
governo Ibaneis e Celina está em nossas páginas, para que possamos acompanhar, dia após dia, o
quanto os amigos do governo estão ganhando e enchendo os bolsos, enquanto a população sofre na
nossa cidade.
Obrigado, deputado.
PRESIDENTE DEPUTADO FÁBIO FÉLIX (PSOL) – Obrigado, deputado Gabriel Magno.
Pergunto se mais algum parlamentar quer fazer uso da palavra.
DEPUTADA DAYSE AMARILIO (PSB) – Presidente, pela ordem.
PRESIDENTE DEPUTADO FÁBIO FÉLIX (PSOL) – Concedo a palavra.
DEPUTADA DAYSE AMARILIO (PSB) – Presidente, eu queria só dizer que esqueci de
mencionar, na minha fala, que há destinações de hospitais que já estão, por vezes, com 30%, 50%
ou 60% das obras entregues, e não foi respondido hoje, na Comissão de Economia, Orçamento e
Finanças, se as obras desses hospitais serão finalizadas. Então, nós podemos até perder recursos de
obras que ficaram inacabadas. O Iprev também não respondeu aos questionamentos, porque nós
sabemos que há ações do BRB que caíram demais, o que já gerou um déficit no Iprev.
Eu também queria chamar a responsabilidade dos colegas – e vou fazer um pedido ao
Colégio de líderes –, porque já existem muitas emendas de colegas que, inclusive, aumentam a
solicitação de orçamento para, por exemplo, convocações, nomeações e reestruturações. Porém,
isso não vai poder ser feito se esse projeto for aprovado. Nós temos que ser responsáveis, inclusive,
com o sonho das pessoas e temos que enfrentar esse projeto, como Câmara Legislativa, para
sabermos, realmente, o que nós vamos fazer com relação à votação da LDO. Se esse projeto for
aprovado dessa forma, quem pagará a conta será o contribuinte, por meio da saúde, da educação,
da segurança e da assistência social, infelizmente.
PRESIDENTE DEPUTADO FÁBIO FÉLIX (PSOL) – Obrigado, deputada Dayse Amarilio.
Pergunto se mais algum parlamentar quer fazer uso da palavra.
Encerrado o comunicado de parlamentares.
Dá-se início à ordem do dia.
(As ementas das proposições são reproduzidas conforme ordem do dia disponibilizada pela
Secretaria Legislativa; as dos itens extrapauta, conforme PLe.)
PRESIDENTE DEPUTADO FÁBIO FÉLIX (PSOL) – Não há quórum regimental para a
deliberação da ordem do dia, com as presenças registradas deste parlamentar, deputado Fábio Félix,
do deputado Gabriel Magno e deputada Dayse Amarilio.
Como não há mais assunto a tratar, declaro encerrada a sessão.
Observação: nas notas taquigráficas, os nomes próprios são reproduzidos conforme informados pelo Cerimonial ou
pelos organizadores dos eventos.
Todos os discursos são registrados sem a revisão dos oradores, exceto quando indicado, nos termos do Regimento
Interno da Câmara Legislativa do Distrito Federal.
Siglas com ocorrência neste evento:
Capag – Capacidade de Pagamento
CEOF – Comissão de Economia, Orçamento e Finanças
Conanda – Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente
GDF – Governo do Distrito Federal
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IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo
Iprev-DF – Instituto de Previdência dos Servidores do Distrito Federal
IST – Infecção Sexualmente Transmissível
LDO – Lei de Diretrizes Orçamentárias
PDL – Projeto de Decreto Legislativo
UBS – Unidade Básica de Saúde
UFC – Ultimate Fighting Championship
UPA – Unidade de Pronto Atendimento
As proposições constantes da presente ata circunstanciada podem ser consultadas no portal da CLDF.
Documento assinado eletronicamente por AALLEESSSSAANNDDRRAA RROODDRRIIGGUUEESS BBAARRBBOOSSAA -- MMaattrr.. 2244441199, CChheeffee ddoo
SSeettoorr ddee RReeggiissttrroo ee RReeddaaççããoo LLeeggiissllaattiivvaa, em 09/06/2026, às 12:15, conforme Art. 30, do Ato da Mesa
Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de
março de 2025.
A autenticidade do documento pode ser conferida no site:
http://sei.cl.df.gov.br/sei/controlador_externo.php?acao=documento_conferir&id_orgao_acesso_externo=0
Código Verificador: 22669977110033 Código CRC: DDEE22DD883300AA.
Praça Municipal, Quadra 2, Lote 5, Piso Inferior 1, Sala TI.3 - CEP 70094-902 - Brasília-DF - Telefone: (61)3348-9241
www.cl.df.gov.br - serel@cl.df.gov.br
00001-00021930/2026-16 2697103v2
Ata de Sessão Plenária Circunstanciada da 49ª S.O. (2697103) SEI 00001-00021930/2026-16 / pg. 13
DCL n° 117, de 11 de junho de 2026 - Suplemento
Ata Circunstanciada Sessão Ordinária 48/2026
CCÂÂMMAARRAA LLEEGGIISSLLAATTIIVVAA DDOO DDIISSTTRRIITTOO FFEEDDEERRAALL
TERCEIRA SECRETARIA
Diretoria Legislativa
Setor de Registro e Redação Legislativa
AATTAA DDEE SSEESSSSÃÃOO PPLLEENNÁÁRRIIAA
44ªª SSEESSSSÃÃOO LLEEGGIISSLLAATTIIVVAA DDAA 99ªª LLEEGGIISSLLAATTUURRAA
AATTAA CCIIRRCCUUNNSSTTAANNCCIIAADDAA DDAA
4488ªª SSEESSSSÃÃOO OORRDDIINNÁÁRRIIAA,,
DDEE 22 DDEE JJUUNNHHOO DDEE 22002266..
IINNÍÍCCIIOO ÀÀSS 1166HH4400 TTÉÉRRMMIINNOO ÀÀSS 1177HH5588
PRESIDENTE DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Sob a proteção de Deus, iniciamos os nossos
trabalhos.
Sobre a mesa, expediente que será lido por mim.
(Leitura do expediente.)
PRESIDENTE DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Pessoal, ainda está em andamento a
reunião com o secretário de Economia do Distrito Federal, Valdivino, sobre toda essa problemática do
déficit fiscal do GDF e do Banco Master. Os deputados estão reunidos, a reunião está próxima de
encerrar. Eu espero que, ao final da reunião, os deputados venham para cá para que haja o quórum
necessário para deliberação – 15 deputados.
Nós fizemos um compromisso com vocês. Eu estava aqui na semana passada, e lembro
perfeitamente que me foi comunicado que o Colégio de Líderes decidiu que o primeiro projeto a ser
votado seria a Pelo nº 20/2026. Portanto, nós vamos exigir que se cumpra o acordo. Vamos esperar
o encerramento da reunião e verificar como ficará o quórum. O item será o primeiro da ordem do
dia.
Como não se verifica o quórum mínimo de presença, suspendo os trabalhos por 20 minutos
ou até que se encerre a reunião com o secretário de Economia, o Valdivino.
(Os trabalhos são suspensos.)
(Assume a presidência o deputado Robério Negreiros.)
PRESIDENTE DEPUTADO ROBÉRIO NEGREIROS (PODEMOS) – Reinicio os trabalhos. Está
aberta a sessão.
Dá-se início ao comunicado de líderes.
Concedo a palavra ao deputado Gabriel Magno.
DEPUTADO GABRIEL MAGNO (Minoria. Como líder.) – Presidente, boa tarde. Boa tarde a
todas as pessoas presentes, boa tarde aos servidores da carreira PPGG, que aguardam a votação da
Proposta de Emenda à Lei Orgânica nº 20, fruto de um debate que nós fizemos com o conjunto dos
servidores, das servidoras e com o conjunto das representações dos servidores no Colégio de
Líderes, para abrir mão da Proposta de Emenda à Lei Orgânica nº 15, já aprovada em primeiro
turno.
Nós vamos pedir para os parlamentares descerem. Contudo, há um problema. Precisamos
falar para os servidores presentes – que têm expectativa nesta luta – que o Governo do Distrito
Ata de Sessão Plenária Circunstanciada da 48ª S.O. (2695786) SEI 00001-00021727/2026-40 / pg. 1
Federal quer tentar fazer um debate nesta casa achando que as coisas estão desconectadas.
O debate no Colégio de Líderes é, mais uma vez, sobre a crise em que o governo Ibaneis e
Celina colocaram o Distrito Federal. Por conta da crise, por conta da falta de transparência, por conta
da falta de dados de novo, a reunião foi basicamente sem nenhum documento, sem nenhum
número. O pedido do governo é: “Confia, vai dar certo”. Isso é falta de respeito com a cidade, com
os órgãos de controle, com esta casa e com os servidores presentes.
Imagino que a base do governo está desconfortável de vir ao plenário porque, obviamente,
não dá para votar projeto de lei que não salva o BRB, que não salva Brasília, e dá mais um cheque
em branco para um governo que não tem nenhuma credibilidade.
Eu insisto, presidente, que cumpramos o que foi acordado no Colégio de Líderes e que
votemos imediatamente, em primeiro turno, a Proposta de Emenda à Lei Orgânica nº 20.
Deputado Robério Negreiros, infelizmente tenho subido nesta tribuna todas as semanas para
apresentar denúncias graves de corrupção envolvendo a Secretaria de Educação do Distrito Federal.
Hoje eu trago mais uma. Inclusive, estamos há mais de 3 semanas tentando obter informações
sobre o caso, e a imprensa as deu. Talvez agora a Secretaria de Educação responda aos nossos
ofícios, aos nossos requerimentos.
A denúncia que trago é que a Secretaria de Educação do Distrito Federal firmou um acordo
com a FAP-DF, Fundação de Apoio à Pesquisa, por meio de MROSC – ou seja, sem realizar licitação –
com o Instituto Conhecer Brasil, aquele mesmo que está sendo investigado por desvios de recursos
públicos e captação de recursos do Master – do Vorcaro, do irmãozão do Flávio Bolsonaro – para a
produção do Pangaré, aquele filme que custou mais de R$100 milhões, a maior produção
cinematográfica da história do cinema brasileiro.
Sabe o que chama atenção, deputado Robério Negreiros? Que, por esse termo, sem licitação,
a Secretaria de Estado de Educação do GDF pagou R$5 milhões. Há 3 notas de empenho que
comprovam o pagamento para o ICB, organização envolvida nos escândalos de corrupção do Master
e de desvio de dinheiro público, para apresentar, nas escolas, um programa chamado Steam Maker,
de ciência e educação científica. São R$5 milhões para 16 escolas, mais de R$300 mil por escola.
Enquanto as escolas estão sem recursos e sem dinheiro e o PDAF não chega à ponta, a Secretaria
de Educação está gastando horrores nesse projeto.
O que chama atenção é que a secretaria se cala quanto ao fato, deputado Robério
Negreiros, de, nos relatórios individuais das 16 unidades escolares, na pesquisa de avaliação do
programa, todas as escolas apontarem início tardio do projeto devido a entraves de horário;
ausência completa de treinamento para uso dos equipamentos, como impressora 3D; entrega de
materiais danificados; falta de equipamentos de proteção individual para estudantes e profissionais;
ausência de orientação de uso para os materiais didáticos; omissão por parte da OSC que recebeu os
R$5 milhões no acompanhamento após a capacitação teórica; inexistência de fichas de apoio
pedagógico na plataforma virtual e várias outras reclamações.
A OSC – a do filme Pangaré, do Flávio Bolsonaro – recebeu R$5 milhões e entregou os
materiais às escolas, vários, inclusive, danificados; e depois desapareceu. Ela nunca mais prestou
esclarecimento, apoio ou suporte. Para onde foram os R$5 milhões, deputado Robério Negreiros?
Essa é a pergunta que fazemos novamente no plenário desta casa.
Aciono, mais uma vez, a Polícia Civil do Distrito Federal – porque isso faz parte de uma
investigação policial que envolve uma OSC, uma organização ligada a um caso de corrupção
nacional, inclusive com desvio de dinheiro para o exterior –, o Tribunal de Contas do Distrito Federal
e o próprio Ministério Público.
É triste e lamentável, deputado Robério Negreiros, ver a situação da Secretaria de Estado de
Educação do Distrito Federal. Toda semana há um escândalo novo envolvendo o mau uso e, talvez,
o uso indevido do dinheiro público que deveria chegar às nossas escolas, aos nossos estudantes e à
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comunidade escolar para a valorização dos profissionais de educação. Infelizmente, não. Esses
recursos estão indo para esses acordões, contratos com amigos do Governo do Distrito Federal, do
governo Celina e Ibaneis.
Obrigado, deputado.
PRESIDENTE DEPUTADO ROBÉRIO NEGREIROS (PODEMOS) – Concedo a palavra ao
deputado Pastor Daniel de Castro.
DEPUTADO PASTOR DANIEL DE CASTRO (PP. Como líder.) – Boa tarde, presidente,
deputados, deputadas e aos que assistem à sessão pela TV Câmara Distrital.
Presidente, gostaria de falar ao pessoal que está pedindo a retirada da emenda. O doutor
Samuel está conversando com vocês. Essa emenda foi solicitada pelo próprio secretário de Governo.
A retirada do trecho em questão decorre da necessidade de adequação do texto aos princípios da
isonomia, da razoabilidade e da correta delimitação das atribuições das carreiras do serviço público
distrital. O doutor Samuel e o secretário estão aí em cima.
(Manifestação na galeria.)
DEPUTADO PASTOR DANIEL DE CASTRO (PP. Como líder.) – Prestem atenção. Estou dando
uma satisfação a vocês; se não quiserem, eu não a dou.
(Manifestação na galeria.)
DEPUTADO PASTOR DANIEL DE CASTRO (PP. Como líder.) – Vocês querem ouvir?
(Manifestação na galeria.)
DEPUTADO PASTOR DANIEL DE CASTRO (PP. Como líder.) – Senhores, é um pedido do
secretário de Governo para fazer a adequação.
Prestem atenção, por favor. Ouçam o que eu vou falar; depois vocês falam.
A redação anteriormente proposta poderia conduzir à interpretação de que a formulação, a
coordenação ou a implementação de políticas públicas constituiriam atribuição exclusiva dos
integrantes da carreira de política pública e gestão governamental, PPGG, o que não encontra
amparo na organização administrativa do Distrito Federal.
Foi por isso que pediram apenas para tirar o texto final.
(Manifestação na galeria.)
PRESIDENTE DEPUTADO ROBÉRIO NEGREIROS (PODEMOS) – Eu gostaria que a galeria
respeitasse o orador.
DEPUTADO PASTOR DANIEL DE CASTRO (PP. Como líder.) – Daqui a pouco, o secretário vai
subir aí para conversar com vocês. O Samuel está aí? Conversem com ele, por favor.
(Manifestação na galeria.)
DEPUTADO PASTOR DANIEL DE CASTRO (PP. Como líder.) – Fui eu mesmo; a emenda é
minha, é um pedido do governo. Foi o Executivo que pediu para eu colocar a emenda, e eu só a
coloquei. Até então, não havia aquiescência; eu não sabia disso. Colocaram a emenda no meu nome
agora. Vamos aguardar. Foi o governo que pediu isso.
(Manifestação na galeria.)
DEPUTADO PASTOR DANIEL DE CASTRO (PP. Como líder.) – Presidente, garanta-me a
palavra.
PRESIDENTE DEPUTADO ROBÉRIO NEGREIROS (PODEMOS) – Eu peço novamente à galeria
que respeite o orador, por gentileza.
DEPUTADO PASTOR DANIEL DE CASTRO (PP. Como líder.) – Conversem aí com o secretário.
Se houver entendimento, da minha parte não há nenhum problema, podem retirar a emenda. Não
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fui eu que pedi para colocá-la, não; foi o governo. Até falei com a assessoria e com o secretário. Não
fui eu. Eu vi agora que ela está no meu nome. Alguém colocou a emenda no meu nome sem a
minha autorização. É isto que eu estou tentando justificar para vocês: não fui eu que pedi isso.
Presidente, quero tratar de uma matéria extremamente importante. O tema que me traz
hoje a esta tribuna é simples, mas profundamente sério: a relação entre o Estado e a população,
presidente.
Na vida pública, às vezes, é preciso repetir o óbvio: o Estado existe para servir à sociedade e
não para explorar economicamente as suas necessidades. Faço esse registro porque a Terracap
lançou edital para regularização fundiária em Vicente Pires, medida que deveria trazer segurança
jurídica, tranquilidade e justiça para centenas de famílias, mas que, infelizmente, foi conduzida com
uma lógica muito mais próxima da arrecadação do que da responsabilidade social.
Vicente Pires não surgiu ontem. Ali existem famílias que, há décadas, enfrentam poeira,
lama, insegurança jurídica, falta de infraestrutura e ausência do poder público. Lá há famílias que
construíram suas casas, criaram seus filhos, valorizaram a região e fizeram de Vicente Pires uma
comunidade viva, produtiva e consolidada. Agora, depois de todos esses esforços, a Terracap
apresenta valores que muitos moradores simplesmente não têm condição de pagar.
Estou há 2 meses ouvindo a comunidade de Vicente Pires. São mulheres e homens idosos
que estão com depressão; pessoas que, por uma imposição de que, se não comprarem o seu lote,
perdem-no porque ele vai a leilão, associaram-se ao edital, foram morar na casa de parente,
alugaram suas casas para poder fazer frente ao pagamento do valor da mensalidade, presidente.
Agora, depois de todo esse esforço, a Terracap apresenta valores que muitos moradores não
têm condição de pagar. Isso não é regularização fundiária; isso é sufocamento econômico. Isso é
transformar o sonho da escritura definitiva em medo de perder o próprio lar, porque todos sabem o
que acontece quando o morador não consegue pagar o lote. Aquela casa, aquele lar construído com
anos de sacrifício pode sair da venda direta e ir para uma licitação comum, podendo ser adquirido
por qualquer outra pessoa.
E, aí, eu pergunto: que regularização é essa que pode terminar retirando justamente quem
ajudou a construir, ocupar e valorizar aquela região?
A Terracap não pode agir, presidente, como se fosse uma imobiliária privada. Ela é uma
empresa pública; administra patrimônio público, terras públicas, de interesse público. É preciso dizer
isto com clareza: quem indica o presidente da Terracap é o governador – no caso, a governadora do
Distrito Federal –, mas quem elege a governadora e os deputados é a população do Distrito Federal.
E é justamente essa população que está sofrendo agora com esse edital.
Não é justo que, com uma mão, o Governo do Distrito Federal diga que quer garantir
moradia e fornecer lares às famílias e, com a outra, por meio da Terracap, permita um edital com
valores tão altos, que podem retirar o lar de muitas pessoas. Não é justo que o Estado fale em
dignidade habitacional, mas imponha condições que empurram famílias para o endividamento, para a
insegurança ou para a perda da sua casa, do seu lar e da sua família.
Por esse motivo, diante da gravidade da situação, acabei de protocolar uma representação
perante o Tribunal de Contas do Distrito Federal, com pedido de medida cautelar urgente para a
suspensão do Edital nº 4/2026 da Terracap. E o fiz com um fundamento muito objetivo.
Presidente, o senhor não tem noção do quanto a comunidade de Vicente Pires está sofrendo.
Há moradores que choram e vêm conversar conosco. Não consigo entender, deputado Rogério
Morro da Cruz, como uma companhia pode ter mais poder e mais força do que um deputado. Não
consigo entender como uma companhia pode ter mais força e mais voz do que a governadora do
Distrito Federal. Não fizeram uma audiência pública e não há documentos técnicos acostados a esse
edital.
Primeiro, a regularização fundiária não pode ser tratada como simples instrumento de
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arrecadação. Ela deve garantir moradia, permanência dos ocupantes e a função social da
propriedade, como estabelecido na Constituição da nossa nação.
Segundo, há sérias dúvidas sobre a metodologia utilizada pela Terracap para definir valores.
A população tem o direito de saber como esses preços foram calculados.
Terceiro, falta transparência. É necessário que a Terracap apresente laudos de avaliação,
memória de cálculo, critérios técnicos e estudos que justifiquem os valores cobrados.
Quarto, o edital cria uma verdadeira pressão econômica. O morador é empurrado a pagar
agora, mesmo sem condição, sob o risco de perder benefícios e ver seu imóvel levado a disputa
pública.
Quinto, porque há risco concreto de dano social. Se esse edital seguir como está, famílias
podem ser empurradas para fora do lugar onde vivem há décadas – 10, 15, 20, 30 anos ou mais.
Por isso, pedimos ao Tribunal de Contas do Distrito Federal a suspensão cautelar do edital, a
oitiva da Terracap, a apresentação dos documentos técnicos, a realização de auditoria ou inspeção e,
ao final, a anulação ou republicação do edital, com preços, critérios e condições compatíveis com a
realidade dos moradores e com a finalidade social da regularização fundiária.
Vicente Pires não está pedindo favor; Vicente Pires está pedindo justiça. A valorização
daquela cidade, presidente, quem fez foi o morador, que, há 20 anos, vendeu tudo o que tinha,
comprou um lote e construiu uma casa. Veio toda essa transformação, e o lote passou a valer 2, 3
vezes mais. Aí, a companhia faz uma avaliação in loco, coloca o imóvel à venda e diz que concede
um desconto de 25% para quem o comprar na primeira chamada. Ela não está fazendo favor
nenhum; está devolvendo o que nós, moradores, investimos.
Há uma inquietude na cidade – deixo isso claro nesta tribuna. Não só inquietude, os
moradores de Vicente Pires estão me procurando, e eu estou avisando o governo: Vicente Pires vai
parar! Eles vão parar a Estrutural, vão parar a EPTG, vão para a frente do tribunal, porque querem
ser ouvidos. A Terracap não fez uma audiência pública com os moradores, não conhece a realidade
de cada um deles. Ela não sabe que 30% a 40% da comunidade de Vicente Pires é composta por
idosos que não têm como comprar esses imóveis.
Rogo, peço por misericórdia! Governadora Celina Leão, tenha misericórdia da população de
Vicente Pires. Presidente, deputado Robério Negreiros, vossa excelência conhece muito bem a
realidade daquela cidade, que está pedindo socorro.
Finalizo. Se eles não comprarem as suas casas, alguém as comprará, e eles serão postos
para fora, sem nenhum benefício pelo que fizeram. Serão expulsos de sua cidade, que construíram
com suor e que sonharam que fosse o que é hoje.
Peço, pelo amor de Deus, governadora Celina, socorra a população de Vicente Pires!
Obrigado, presidente.
DEPUTADO ROGÉRIO MORRO DA CRUZ (PSD) – Presidente, pela ordem.
PRESIDENTE DEPUTADO ROBÉRIO NEGREIROS (PODEMOS) – Concedo a palavra.
DEPUTADO ROGÉRIO MORRO DA CRUZ (PSD) – Presidente, primeiramente, uma ótima
tarde.
Quero dizer, deputado Pastor Daniel de Castro, que vossa excelência pode contar com o meu
apoio como representante do Poder Legislativo e defensor ferrenho da regularização fundiária.
Lutaremos pelo bem da Vicente Pires, assim como de todo o Distrito Federal.
Quero reforçar que o seu pedido é o meu pedido. Que a governadora olhe com bons olhos
para a situação e busque o entendimento!
DEPUTADO GABRIEL MAGNO (PT) – Presidente, pela ordem.
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PRESIDENTE DEPUTADO ROBÉRIO NEGREIROS (PODEMOS) – Concedo a palavra.
DEPUTADO GABRIEL MAGNO (PT) – Presidente, eu gostaria de informar que o deputado
Chico Vigilante, que é o líder da nossa bancada, está, neste momento, em uma audiência com o
ministro da Justiça. Ele está acompanhando o processo e, assim que terminar, retornará ao plenário.
O deputado Chico Vigilante está sempre presente, mas, neste momento, encontra-se nessa
audiência.
PRESIDENTE DEPUTADO ROBÉRIO NEGREIROS (PODEMOS) – Ok. Passo a presidência ao
nobre deputado Wellington Luiz.
(Assume a presidência o deputado Wellington Luiz.)
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Boa tarde a todos e a todas.
Saúdo todos os servidores e servidoras da PPGG, na pessoa do Ibrahim, presidente do
Sindireta. Há pouco, eu conversava com a Margarete. Eu estive no Sindireta esses dias e, de fato,
reafirmo o nosso compromisso para que esse projeto seja votado o mais rápido possível, em respeito
a esses servidores e servidoras.
Hoje, infelizmente, não conseguimos atingir o quórum. Amanhã, quarta-feira, haverá sessão,
e nós conclamamos todos os deputados a estarem presentes.
Ainda precisa ser feita a discussão, deputado Robério Negreiros, de algumas emendas
apresentadas. Se não for possível votar amanhã, precisamos avançar para votar na terça-feira que
vem.
Eu gostaria de convidar os representantes classistas a participarem da reunião de terça-feira,
às 14h30.
Peço, inclusive, ao nosso secretário Manoel que já inclua isso na pauta, para discutirmos
essas emendas apresentadas e não prejudicarmos o projeto, se esse é o sentimento de vocês.
Assim, vocês terão a oportunidade de fazer a defesa na terça-feira. Está certo?
DEPUTADO PASTOR DANIEL DE CASTRO (PP) – Presidente, pela ordem.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Concedo a palavra.
DEPUTADO PASTOR DANIEL DE CASTRO (PP) – Presidente, apenas para deixar claro à
galeria, mais uma vez, quero dizer que a minha assessoria apresentou a emenda. Eu não estava
nem sabendo. Fiquei sabendo agora que veio a pedido, se não me falhe a memória, do governo.
Para eu não entrar em choque com vocês – porque, se há alguém que apoia, como vossa excelência
e como outros aqui, os servidores, sou eu –, estou pedindo à minha assessoria que retire essa
emenda e que converse com alguém do governo.
Eu não estou aqui para atrapalhar o projeto da PPGG, até porque há uma emenda minha
para incluir os servidores do Procon.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Vejam só: o gesto de grandeza do
deputado Pastor Daniel de Castro demonstra o compromisso que ele tem com essa carreira.
Contudo, aliado a isso, é necessário, Ibrahim e Margarete, que, na terça-feira, vocês estejam
presentes, porque isso não impede... Está bem. Então, não é…
(Manifestação na galeria.)
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Então, vocês precisam descer para
votar, porque só há 6 deputados.
Como é que se vota projeto com apenas 6 deputados? Precisamos de 15 votos. Não adianta
pedir aquilo que não é viável. Se não há deputado, não há como votar. Como é que se vota projeto
com 5 deputados? Não tem jeito.
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Ibrahim, na terça‑feira é importante que você e a Margarete estejam na reunião para
discutirmos essa questão das emendas que foram apresentadas.
O Deputado Pastor Daniel de Castro já se comprometeu a retirar a emenda. Existem outras.
Há a possibilidade de que outro deputado também apresente emenda supressiva nos mesmos
termos, até porque essa foi uma matéria amplamente discutida no Colégio de líderes. Para evitar
que isso ocorra, é importante que os representantes participem da reunião na terça-feira. Fica aqui o
convite e o pedido ao nosso secretário Manoel para incluir novamente o projeto para discussão e
votação como primeiro item da ordem do dia.
Concedo a palavra ao deputado Max Maciel.
DEPUTADO MAX MACIEL (Bloco PSOL-PSB. Como líder.) – Presidente, boa tarde.
Saúdo a todos que nos acompanham online, pela TV Câmara Distrital, ou presencialmente,
no plenário. Saúdo também a galeria, na confiança de que, cumprido o quórum regimental, faremos
um bom debate para garantir que o projeto seja aprovado sem ônus para as categorias. Fica esse
nosso compromisso com cada um e cada uma de vocês.
Presidente, chegou a esta casa um projeto que autoriza o Poder Executivo a celebrar
operação de crédito com o Fundo Garantidor de Créditos, para darmos as garantias necessárias
diante da crise do BRB.
Primeiro, quero reforçar que queremos salvar o Banco de Brasília, os ativos do banco e os
empregos dos profissionais que atuam no BRB.
No entanto, presidente, faço um resgate histórico: desde 2024 a oposição tem afirmado
nesta casa que as tratativas envolvendo o Banco de Brasília não cheiram bem. A oposição afirmou
que esses movimentos e pedidos relacionados à compra do Banco Master não dariam certo. Não
deu. Depois a bomba estourou, e agora temos que salvar o banco.
Foi apresentado projeto de lei que oferecia terrenos como garantia. Nós dissemos na tribuna
que não havia condições de oferecermos esses terrenos como garantia, porque eram bens do povo
do Distrito Federal, vinculados à Caesb, à CEB, à área da saúde e à Serrinha do Paranoá. O projeto
foi refeito. E parece que chegou a esta casa um parecer contrário à compra do Master, o que já não
faz mais sentido, porque já está aí o prejuízo.
E agora chega mais um projeto para tentar salvar a conta. Como líder do bloco PSOL-PSB,
informo que votaremos contra esse projeto. Não é por sermos contrários ao Banco de Brasília; é
porque mais uma vez chega um projeto sem informações precisas para que a população saiba, de
fato, o que estamos votando.
A matemática é simples. Esta é a fala do deputado Max Maciel diante deste cenário: o
prejuízo do banco é de R$12 bilhões. O Banco de Brasília não apresentou o balancete – que está
atrasado desde março – e vem pagando multa diariamente. Sabe-se que, se o balancete fosse
apresentado, o Banco Central teria que decretar a liquidação do BRB, porque não há lastro, não há
liquidez. O prejuízo é de R$12 bilhões. E o patrimônio do banco é de R$4,5 bilhões.
Agora vamos pegar empréstimo com Fundo Garantidor de Créditos, que, a meu ver, prefere
emprestar dinheiro ao banco a permitir a liquidação e ter que arcar com bilhões de reais sem
garantia de retorno. O termo do acordo previsto no projeto é de R$6,5 bilhões, o que não salva o
BRB.
Por que não salva? Porque dará liquidez apenas para o BRB continuar no mercado e tentar
se salvar. Entretanto, isso gera ônus para a população: não realização de concursos durante 15
anos, impossibilidade de reajuste salarial para as categorias, inclusive as que estão presentes
tentando ser reconhecidas como típicas de Estado, ausência de política pública na ponta.
Presidente, eu quero fazer um pedido, um reforço. Nós protocolamos nesta casa um
memorando solicitando que, com a vinda do secretário hoje, já estivéssemos com estas informações:
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qual é a taxa de juros do empréstimo? Isso não está no projeto. Qual é o prazo de pagamento? Não
estão no projeto as projeções financeiras detalhadas, nem os estudos de retorno do investimento.
Qual é o cenário de risco? Isso não está no projeto.
A nossa estimativa é que, se contrairmos esse empréstimo com o Fundo Garantidor de
Créditos, em 20 anos, esses R$6,5 bilhões poderão sair por R$20 bilhões, considerando as taxas de
juros previstas legalmente. Se não é isso, o governo precisa trazer, então, o projeto certo, azeitado,
para a população saber o que está sendo votado nesta casa. Como eles não podem apresentar o
balancete, mais uma vez o projeto chega aqui sem que saibamos qual é, de fato, o prejuízo do
Banco de Brasília.
Bem, gente, quem colocou o banco nessa situação não foi a oposição desta casa. Como
estamos discutindo caminhos para tirar o BRB da crise, também temos que exigir a punição sumária
de todos os envolvidos, que devolvam ao erário o ônus que causaram.
Nós vamos reforçar esse memorando na esperança de que o projeto venha com as devidas
informações. Por quê? Porque não se trata apenas de um empréstimo de R$6,5 bilhões com o Fundo
Garantidor de Créditos. Existem critérios a seguir perante os bancos que vão conceder o empréstimo
e o governo federal. Se nós não os seguirmos, insisto, mesmo pegando R$6,5 bilhões, não vamos
conseguir salvar o Banco de Brasília.
Isso é muito sério. Isso congela o Distrito Federal pelos próximos períodos. E isso
independentemente de quem ganhar o governo. Não poderá haver concurso público no curto prazo,
por exemplo, para a Sedes-DF, o que pode congelar programas sociais. Vão se aposentar centenas,
milhares de profissionais da Sedes-DF e, se nós não tivermos a reposição do quadro, vai faltar
atendimento no Cras, no Creas e nas casas de acolhimento, que também precisam desses
profissionais. Isso é muito sério para a política pública!
Então, pedimos ao governo, por meio do nosso memorando, as devidas informações e os
devidos esclarecimentos para que, de fato, esse projeto passe por esta casa. Mais uma vez, querem
colocar a Câmara Legislativa em um cenário em que ela não precisa estar. Todas as vezes que
alertamos que isso iria dar problema, deu problema. E esse projeto – insisto – pode não resolver e,
sim, só trazer mais problemas para o Distrito Federal. Obrigado, presidente.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Concedo a palavra ao deputado
Rogério Morro da Cruz.
DEPUTADO ROGÉRIO MORRO DA CRUZ (Bloco União Democrático. Como líder.) – Uma
ótima tarde, presidente. Desejo uma ótima tarde aos meus pares e à galeria. Estou aqui para
manifestar a minha satisfação pela publicação da Portaria Conjunta nº 8/2026, no Diário Oficial do
último dia 28 de maio, que instituiu o grupo de trabalho destinado à elaboração do decreto
regulamentador da Lei Complementar nº 1.056, de 14 de novembro de 2025, a qual estabelece
critérios para a utilização de áreas públicas no Distrito Federal por mobiliários urbanos dos tipos
quiosque e trailer.
Aguardamos com grande expectativa essa publicação, tendo em vista a importância da plena
aplicação dessa norma para uma categoria de extrema relevância para a economia do Distrito
Federal. É sabido que as atividades desenvolvidas por trailers e quiosques geram milhares de
empregos, movimentam a economia local e contribuem significativamente para a arrecadação de
receitas públicas. Agradeço aos secretários Takane Nascimento, Juracy Cavalcante, Marcelo Vaz,
Cristiano Mangueira, bem como o presidente do DER-DF, o nosso amigo Fauzi Nacfur, e ao diretor-
geral do Detran-DF, Marcu Antônio, pela assinatura da referida portaria em conjunto. Ao mesmo
tempo, faço o apelo para que seja dada a máxima celeridade aos trabalhos do grupo de trabalho, a
fim de que, em breve, a governadora Celina possa assinar e determinar a publicação do decreto
regulamentador da Lei Complementar nº 1.056/2025.
Finalizo parabenizando a Unitrailers na pessoa do senhor Luiz Ribeiro e toda a sua diretoria
pelo importante trabalho realizado, que contribuiu tanto para a elaboração da lei complementar
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quanto para a edição da referida portaria em conjunto. Tenho a convicção de que o resultado desse
trabalho atenderá, como é de se esperar, aos interesses dos profissionais de trailers e quiosques do
Distrito Federal. Mais uma vez, muito obrigado por essa grande parceria e esse cuidado com os
trabalhadores desse segmento.
Presidente, ontem aconteceu uma situação na Feira Permanente de São Sebastião. Eu quero,
primeiramente, agradecer a Deus por não ter acontecido o pior. Foram somente prejuízos de bens
materiais: 4 boxes da feira permanente se incendiaram.
Eu não poderia deixar de parabenizar os nossos guerreiros do Corpo de Bombeiros Militar,
mas também quero destacar os guerreiros do 21º Batalhão de Polícia Militar. Estava passando uma
viatura de polícia na hora do incêndio nessas 4 bancas da Feira Permanente de São Sebastião, e ela
avisou rapidamente o Corpo de Bombeiros. Então, parabenizo cada guerreiro, cada guerreira que
participou desse combate a esse incêndio, que poderia ter destruído toda a feira, no Bloco A.
Por falar em Bloco A, presidente, também protocolei um documento desde o início do nosso
mandato. Está aqui o ofício. De 1º de janeiro de 2023 até agora, houve várias reuniões na Novacap
pedindo a reforma da Feira Permanente de São Sebastião. Ainda na gestão do governador Ibaneis
Rocha, foi construído o Bloco C. Estava muito feia a feira permanente. Os feirantes têm pedido a
reforma dela, porque precisam trabalhar num ambiente agradável. Graças a Deus, foi atendido o
nosso pedido. Agora já há previsão de serem revitalizados o Bloco A e o Bloco B. Em breve, se Deus
permitir, será construído o Bloco D, que é um pedido dos agricultores que expõem ali o seu produto,
que ficam na área interna da Feira Permanente de São Sebastião, mas não têm nenhuma cobertura,
não têm um banheiro exclusivo. Estamos acompanhando isso de perto. Se Deus permitir, esse
pedido será atendido.
Muito obrigado e vamos continuar trabalhando em prol da população de São Sebastião e do
Distrito Federal. Que Deus os abençoe.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Obrigado, deputado Rogério Morro da
Cruz.
Mais algum deputado quer falar?
Encerrado o comunicado de líderes.
Dá-se início ao comunicado de parlamentares.
Concedo a palavra ao deputado Fábio Félix.
DEPUTADO FÁBIO FÉLIX (PSOL. Para comunicado.) – Presidente, deputados, deputadas,
especialmente quem acompanha a sessão pela TV Câmara Distrital, eu acho que é muito importante
falarmos o que está acontecendo na Câmara Legislativa neste momento.
Mais uma vez, o Governo do Distrito Federal enviou um projeto para ratificar um acordo
supostamente para salvar o BRB, Banco de Brasília. Esse é o terceiro projeto de lei tratando da
matéria do BRB na Câmara Legislativa. Na minha opinião, ele é mais um projeto intuitivo, sem dados
concretos. Não se apresenta um arcabouço comprobatório para garantir que esse projeto vai
funcionar.
A situação da Câmara Legislativa é um tanto constrangedora com relação a essa matéria.
Ainda bem que não vamos votar esse projeto no dia de hoje, pois não havia a menor condição para
isso.
O projeto basicamente ratifica o acordo firmado pela governadora Celina no Supremo
Tribunal Federal. No entanto, aquilo com que os servidores e a população do Distrito Federal têm de
ficar muito atentos nesse projeto é a cláusula terceira do acordo firmado. Nessa cláusula terceira, a
governadora do Distrito Federal – olhem bem isso – compromete-se a cumprir os 10 requisitos da
Constituição federal referentes ao ajuste fiscal. Ela se compromete a isso sem contratação, sem
reajuste, sem investimentos sociais acima do teto da inflação. Qual é o prazo a que ela se
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compromete? Até a quitação do empréstimo – cujo prazo oficial é de 15 anos – ou até que a nota do
Distrito Federal na Capag, que é a Capacidade de Pagamento, esteja acima de A+. É esse o
compromisso que ela fez.
Desde 2018, o Distrito Federal não possui nota na Capag acima de A+. Desde 2018, a nota é
sempre B ou C. Atualmente, estão divulgando que vão resolver o problema do BRB e que, em agosto
e setembro, tudo será resolvido. Porém, a situação não é assim. É óbvio que ela não é assim.
Mais uma vez, está sendo vendida uma solução errada na Câmara Legislativa do Distrito
Federal. Nós deputados e deputadas que acompanhamos esta sessão não podemos fingir que vamos
acreditar nessa solução, porque já foram 2 projetos apresentados aqui que não resolveram o
problema.
Não dá para votarmos um projeto dessa forma. O que nós precisamos, presidente, é de um
comitê que inclua todos os Poderes, o Executivo, o Legislativo, o Judiciário, o presidente do TJ e o
presidente do Tribunal de Contas, para que todos possam ir juntos ao Supremo Tribunal Federal. O
grupo que colocou o BRB nessa situação não pode se apresentar como solução, porque nós não
confiamos nisso.
Se fosse só eu, deputado do PSOL, da oposição, que não confiasse nessa proposta, tudo
bem, mas eu não confio e imagino que muitos deputados da base também não confiem nisso. A
população não confia na solução que está sendo apresentada para o BRB novamente.
Estamos falando do mesmo tema. Estamos em uma crise sem precedentes nesta cidade, e
não há transparência sobre o que está acontecendo. A minha impressão, colegas, é que o governo
está empurrando com a barriga para esperar o calendário eleitoral passar, porque, assim, ele ganha
tempo para não revelar à população o tamanho da crise que estamos enfrentando.
Queremos salvar o BRB para valer. Temos compromisso com esta cidade para valer. No
entanto, essa disposição só acontece com transparência. Para isso, precisamos sentar-nos à mesa,
presidente, com o presidente da Câmara Legislativa, o presidente do Tribunal de Contas, o
presidente do Tribunal de Justiça e a governadora. Todos devem ir ao Supremo. Esta casa não pode
estar envolvida em uma falsa solução pela terceira vez, votando projetos às cegas, sem nenhum tipo
de orientação ou diretriz. Isso é inaceitável, presidente.
Então, eu já queria reforçar a posição do PSOL: somos contra esse projeto, e não teria como
ser diferente. Nossa posição é contra por uma única razão: não temos confiança política nenhuma
na proposta apresentada. Não acreditamos que ela salve o BRB nem que vá gerar para o Distrito
Federal algum tipo de consequência positiva, porque não vai. Quem vai pagar a conta é quem está
contraindo o empréstimo ao GDF. A consequência é negativa para a população do Distrito Federal.
Vamos refletir bem. O mínimo que o secretário e o presidente do BRB deveriam fazer era
sentar-se nesta bancada, em uma audiência pública, em uma comissão geral, e explicar para a
população do Distrito Federal o que estão propondo. Isso é o mínimo que deveriam fazer.
Presidente, eu queria aproveitar minha vinda a esta tribuna para tocar muito rapidamente
em mais um ponto que considero importante, que está acontecendo neste momento no Brasil e
envolve a assinatura de 2 senadores do Distrito Federal. A senadora Damares Alves e o senador
Izalci Lucas assinaram, no Senado Federal, a PEC do Patrão, que propõe pagar os trabalhadores por
hora. Assim, eles querem legalizar a escala 7 por 0, sem descanso para o trabalhador, porque – é
óbvio – o trabalhador que ganha pouco vai ter que trabalhar muito mais para sustentar sua família.
Vejam o que eles estão propondo no Senado Federal nessa PEC proposta pelo Tariflávio
Bolsomaster. A ela se somaram agora 2 senadores do DF, o senador Izalci e a senadora Damares.
Essa proposta quer legalizar a escala 7 por 0. Basicamente é isso.
Eles nunca estão do lado do trabalhador. Vossa excelência, presidente, é servidor público.
Nós sempre lutamos por melhores condições para os trabalhadores. Agora parece que o pessoal não
pode ver uma brecha que quer atacar o trabalhador. Tivemos uma conquista histórica, que foi o fim
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da escala 6 por 1 na Câmara dos Deputados sem redução de salário. Essa é uma conquista histórica
dos trabalhadores nesse país. Agora o Senado Federal quer subverter essa conquista por meio dessa
PEC apresentada pelo senador Flávio Bolsonaro, pela senadora Damares e pelo senador Izalci.
Senadora Damares, senador Izalci, vocês envergonham o Distrito Federal assinando essa
nova proposta de emenda constitucional. O que vocês deveriam fazer, se estivessem ao lado dos
trabalhadores, era votar pelo fim da escala 6 por 1 conforme foi aprovada na Câmara dos
Deputados. Qualquer outra manobra é golpe, é a PEC do Patrão. Nós não podemos permitir que ela
avance. Nós vamos continuar na luta para dizer que tem que existir vida além do trabalho. Vamos
constranger esses parlamentares para que eles retirem essa PEC, de forma que ela não seja
apensada nem seja votada. Essa é mais uma medida do Flávio Bolsonaro contra o país, que eu
chamei de Tariflávio Bolsomaster. Ele foi aos Estados Unidos lutar por um tarifaço e para que eles
intervenham nas eleições brasileiras. Ele é o aliado número 1 do Daniel Vorcaro, que é o amigão, o
irmão, o irmãozinho dele.
Esse é o Flávio Bolsomaster, que agora vai ser o candidato de um setor político. Espero que
a população brasileira dê o recado nas urnas.
Obrigado, presidente.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Obrigado, deputado.
Apenas fazendo a correção, o deputado Fábio Félix falou no comunicado de parlamentares.
Concedo a palavra ao deputado Pastor Daniel de Castro.
DEPUTADO PASTOR DANIEL DE CASTRO (PP. Para comunicado.) – Presidente, mais uma
vez, eu venho à tribuna desta casa pedir socorro para a população de Vicente Pires.
Eu quero deixar registrado na tribuna que a região administrativa de Vicente Pires não é
minha. Eu sou apenas um ator político que milita naquela região e que mora nela por paixão, por
amor. A região administrativa de Vicente Pires pertence ao Governo do Distrito Federal. Não dá,
presidente, para uma companhia como a Terracap ter mais poder do que um deputado
legitimamente eleito que representa aquela comunidade. Não dá para uma companhia ter mais
poder do que a governadora Celina Leão.
Presidente, um lote comercial está sendo vendido por R$1.400 o metro quadrado. Dizem que
será dado um desconto de 25% no lote para primeira chamada. Na verdade, são 2 facas no pescoço
para o cidadão se endividar. Eles não fizeram avaliação in loco, eles não fizeram a oitiva das
pessoas, eles não fizeram uma audiência pública. Eles estão matando a população envelhecida de
Vicente Pires! Lamentavelmente, a população não tem o telefone do diretor, nem do presidente da
Terracap, nem da governadora. A população de Vicente Pires só tem o meu contato e o de vossa
excelência no WhatsApp, que temos um monte de votos lá. O deputado Chico Vigilante também tem
muitos votos lá. Vossa excelência sabe disso, porque eles ligam para o senhor e para mim.
Há 3 dias eu não durmo, não como direito. Eu não posso pagar esse preço sozinho! Que
peguem a cidade de volta, então. Ponham outro administrador lá, mas não se pode jogar esse peso
nas costas de um deputado e não dar solução para a região.
A moradia tem uma função social. Essa função é constitucional. Estão usando Vicente Pires
para arrecadar dinheiro. Isso está errado!
Será que eu vou ficar falando sozinho? Será que eu não tenho uma parceria do governo? Eu
sou da base dele. Será que a governadora Celina Leão não está ouvindo a minha voz? Eu não
consigo falar com ela ao telefone. Presidente, eu peço ajuda a vossa excelência. Os membros do
governo não podem deixar de atender um deputado! Não sou deputado de oposição; sou deputado
da base e entreguei 100% a este governo. Já basta o desprestígio que o governador Ibaneis impôs a
este deputado, tão fiel a ele. Eu não aguento mais, presidente. Se essa questão não for resolvida, o
governo não terá mais nenhum voto meu nesta casa. A Terracap não vai passar por cima de
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mandato. Peço a ajuda de vossa excelência. Eu fui eleito. O presidente e os diretores da Terracap
são indicados por um governo eleito, do qual participei e ao qual dei meu voto. Respeitem o
parlamento e respeitem o deputado!
No gabinete da governadora Celina Leão, fui desrespeitado por uma autoridade da Terracap
– e não vou citar o nome. Como deputado, ela não me respeitou! Não aceito mais isso! Se continuar
assim, eu vou intimar e convocar as pessoas a virem a esta casa. Vou encher esta galeria de
moradores de Vicente Pires, de preferência idosos. Não aceito mais essa situação.
Estou protocolando uma representação perante o Tribunal de Contas. Espero que os
conselheiros do tribunal a recebam e socorram a população de Vicente Pires. É lamentável que um
deputado da base tenha que falar o que eu estou falando – uma pessoa tão fiel como eu, presidente.
Eu fiz um levantamento de todos os meus votos dos últimos dias, e não há um único voto contrário
ao governo.
Sou um deputado que prima pelo que recebe. Todo santo dia eu estou nesta casa, e lhe
garanto que, na esmagadora maioria das vezes, sou o primeiro a chegar e o último a sair. Tenho
responsabilidade com o mandato e com a população. Não tenho faltas nesta casa, e não faltaram
votos meus para este governo. Ou o governo resolve a questão de Vicente Pires, ou não contará
mais com meus votos nesta casa. Não sou oposição; sou do partido da governadora e lamento,
porque ela não merece isso.
Passo mal com isso, presidente. Tenho passado mal. Não tenho dormido. Tenho enfrentado
dias de angústia na minha alma, arrependido de ter um mandato. Eu achava que deputado de base
era respeitado. Fica aqui o desabafo.
Apresentei uma emenda, presidente, para incluir os servidores do Procon nesse projeto da
PPGG. Obrigado pelo apoio de vossa excelência e do doutor Maurício.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Obrigado, deputado.
Encerrado o comunicado de parlamentares.
Dá-se início à ordem do dia.
(As ementas das proposições são reproduzidas conforme ordem do dia disponibilizada pela
Secretaria Legislativa; as dos itens extrapauta, conforme PLe.)
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Não há quórum suficiente para as
votações da ordem do dia. Agradeço a presença de todas e todos.
Como não há mais assunto a tratar, declaro encerrada a sessão.
Observação: nas notas taquigráficas, os nomes próprios são reproduzidos conforme informados pelo Cerimonial ou
pelos organizadores dos eventos.
Todos os discursos são registrados sem a revisão dos oradores, exceto quando indicado, nos termos do Regimento
Interno da Câmara Legislativa do Distrito Federal.
Siglas com ocorrência neste evento:
Caesb – Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal
Capag – Capacidade de Pagamento
CEB – Companhia Energética de Brasília
Cras – Centro de Referência de Assistência Social
Creas – Centro de Referência Especializado de Assistência Social
DER-DF – Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal
Detran-DF – Departamento de Trânsito do Distrito Federal
EPTG – Estrada Parque Taguatinga
FAP-DF – Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal
GDF – Governo do Distrito Federal
ICB – Instituto Conhecer Brasil
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MROSC – Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil
OSC – Organização da Sociedade Civil
PDAF – Programa de Descentralização Administrativa e Financeira
PEC – Proposta de Emenda à Constituição
Pelo – Proposta de Emenda à Lei Orgânica
PPGG – Políticas Públicas e Gestão Governamental
Sedes-DF – Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social do Distrito Federal
Sindireta – Sindicato dos Servidores Públicos Civis da Administração Direta, Autarquias, Fundações e Tribunal de Contas
do Distrito Federal
TJ – Tribunal de Justiça
Unitrailers-DF – União dos Proprietários de Trailers, Quiosques e Similares do DF
As proposições constantes da presente ata circunstanciada podem ser consultadas no portal da CLDF.
Documento assinado eletronicamente por AALLEESSSSAANNDDRRAA RROODDRRIIGGUUEESS BBAARRBBOOSSAA -- MMaattrr.. 2244441199, CChheeffee ddoo
SSeettoorr ddee RReeggiissttrroo ee RReeddaaççããoo LLeeggiissllaattiivvaa, em 08/06/2026, às 12:14, conforme Art. 30, do Ato da Mesa
Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de
março de 2025.
A autenticidade do documento pode ser conferida no site:
http://sei.cl.df.gov.br/sei/controlador_externo.php?acao=documento_conferir&id_orgao_acesso_externo=0
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Praça Municipal, Quadra 2, Lote 5, Piso Inferior 1, Sala TI.3 - CEP 70094-902 - Brasília-DF - Telefone: (61)3348-9241
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