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Obras em Brazlândia geram debate em plenário

Publicado em 09/04/2014 15h04

A divulgação da reforma do balneário de Brazlândia, por meio de licitação do GDF, trouxe à tona outras necessidades da cidade, na sessão ordinária desta quarta-feira (9). O deputado Wasny de Roure (PT) foi à tribuna da Câmara Legislativa para felicitar o governo pela iniciativa da obra. "Todos sabem quão aprazível é aquele espaço para os moradores da cidade. É uma obra de mais de R$ 4 milhões e o governo está de parabéns", afirmou.

O deputado Dr. Michel (PP), no entanto, não demonstrou tanto entusiasmo. "Vamos dar o circo, mas vamos dar o pão também. De que adianta balneário se os comerciantes da feira de Brazlândia estão até hoje esperando a reforma daquele lugar? A feira está funcionando na base da ‘gambiarra', com risco de choques elétricos e muita goteira de chuva", reclamou. Em seguida, questionou o motivo da falta de investimento no local: "Será que o governo não reforma a feira porque eu sou o autor da emenda parlamentar? Eu queria lembrar que sou da base do governo. Minha emenda é de R$ 800 mil, muito menos que os R$ 4 milhões para o balneário, e daria para resolver todos os problemas da feira".

Eliana Pedrosa (PPS) também manifestou indignação. "Também fiz uma emenda para a instalação de banheiros na feira. O que aconteceu foi que o governo fez a obra sem a emenda, para que não fosse de minha autoria. O governo não deveria se preocupar com a origem, mas sim com o destino, que é o povo", reclamou.

Saúde – A deputada Celina Leão (PDT) foi à tribuna dizer ter recebido um grupo de cirurgiões plásticos do Hospital de Santa Maria que reclamam da falta de leitos. "São 35 médicos para 20 leitos. Os cirurgiões plásticos me procuraram para relatar que estão recebendo sem trabalhar, pois não há condições para operarem. Isso é a prova da má gestão da saúde", criticou.

Cultura – Cláudio Abrantes (PT) comemorou a regulamentação da Lei de Incentivo à Cultura do DF, que será lançada na próxima sexta-feira (11). "É um avanço, pois vai fomentar a participação do setor produtivo no incentivo à cultura local. O DF está à frente de muitos estados brasileiros no que tange à gestão da cultura, mas não podemos nos esquecer de que metade da população brasileira nunca foi ao cinema, por exemplo", disse.

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