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GDF apresenta proposta de Orçamento de 2009 à Câmara Legislativa

Publicado em 06/11/2008 19h00
O secretário de Planejamento do governo do DF, Ricardo Penna, apresentou, em audiência pública promovida pela Comisssão de Economia Orçamento e Finanças (CEOF) da Câmara, a proposta orçamentária para o exercício de 2009, no plenário da Casa. Serão R$ 12 bilhões para cobrir folha de pessoal, custeio da máquina pública e investimentos na melhoria da qualidade de vida da população do Distrito Federal.

Para investimentos estão previstos R$ 1,76 bilhão, cerca de R$ 600 milhões - algo em torno de 60% - a mais do que vai ser aplicado até o final de 2008.
 Os dois principais focos de investimentos serão: redução das desigualdades sociais (trabalho e moradia) e modernização da malha viária e estrutura urbana (Metrô, veículos leves sobre pneus - VLP, viadutos, ciclovias, asfalto e outros) - com R$ 596 milhões e R$ 828,9 milhões, respectivamente. Para concluir a construção da nova sede da Câmara Legislativa, estão previstos R$ 54 milhões.

:Durante a descrição das despesas do GDF para o próximo ano, Penna mostrou-se preocupado com possíveis efeitos da crise econômica internacional na receita de 2009. O presidente da CEOF, deputado Cristiano Araujo (PTB), perguntou se o governo pretende fazer alterações no projeto enviado à Casa, visto que com menos dinheiro em caixa o governo teria que rever sua previsão de gastos."Essa projeção foi feita em um momento pré-crise, diferente do cenário atual. Estamos cautelosos, torcendo para que o impacto seja reduzido.
 Não serão feitas alterações, mas podemos trabalhar com contingenciamentos", afirmou Penna. O secretário de Planejamento avaliou que a economia do DF, como não tem uma grande base industrial, deve sofrer menos com a crise.

O deputado Berinaldo Pontes (PP) quis saber que áreas serão as primeiras a sofrer com possíveis cortes, mas Penna disse que ainda não há este estudo. "Faremos uma avaliação até o final do ano, pois o efeito da crise influencia diversos fatores de arrecadação de receita, como o Fundo de Participação dos Estados, o Fundo Constitucional do DF, convênios com o governo federal e empréstimos tomados no exterior', observou.

Compondo a mesa da audiência, os membros da CEOF, Cristiano Araújo - presidente, Roberto Lucena (PMDB), Geraldo Naves (DEM), Berinaldo Pontes (PP) e o secretário-geral da Câmara Legislativa, Arlécio Alexandra Gazal.

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