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Deputados criticam número excessivo de partidos políticos

Publicado em 02/10/2013 14h12

Um dos temas debatidos pelos deputados distritais na sessão ordinária da Câmara Legislativa do Distrito Federal desta quarta-feira (2) foi o grande número de partidos políticos existentes no Brasil. O deputado Chico Vigilante (PT) foi o primeiro a abordar o assunto e classificou a situação como "bagunça partidária". Segundo ele, o Brasil não suporta os atuais 32 partidos existentes e ainda outros 26 em "gestação". "Não há espaço para mais de cinco partidos no País. É necessário uma profunda reforma política e partidária", afirmou.

Chico Vigilante defendeu a realização de uma assembleia constituinte exclusiva para tratar das reformas política e tributária e do Judiciário. Em sua opinião, os constituintes deveriam resolver os problemas dessas três áreas e ficarem impedidos de se candidatarem nas eleições seguintes.

Também para o deputado Joe Valle (sem partido), a realização de uma reforma política no País é fundamental. Ele defendeu, ainda, a mudança no jeito de fazer política: "Os partidos precisam ter projetos claros".

Já o deputado Agaciel Maia (PTC) lembrou que num passado recente o Brasil contava com apenas dois partidos, a Arena e o MDB, e justificou o grande número de partidos atualmente como um processo natural da redemocratização. No entanto, o distrital concordou que o País está muito próximo de um limite. Segundo ele, a situação é parecida com a comparação entre remédio e veneno: "O remédio em excesso se torna um veneno, como acontece com a explosão de partidos".

Para a deputada Eliana Pedrosa (PPS), o tema é rico e deve ser amplamente debatido para o bem da democracia. Para exemplificar a complexidade do tema, a parlamentar disse que está muito preocupada com a forma como o PPL e o PSL estão atuando no Distrito Federal neste período de definição de filiações, com vistas às eleições do próximo ano. "Estou perplexa e indignada com o que está acontecendo. Esses dois partidos estão usando instrumentos muito pouco republicanos para atrair candidatos. A situação é muito grave", denunciou a parlamentar, que vai pedir ao Ministério Público que investigue o caso. 

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