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Distritais comemoram Dia Internacional da Mulher

Publicado em 06/03/2009 14h57
O combate à violência e à discriminação contra as mulheres, além da abertura de maior espaço para as mulheres na política e no mercado de trabalho, foram os principais temas debatidos durante a sessão solene realizada hoje (6), no plenário da Câmara Legislativa, em comemoração ao Dia Internacional da Mulher. Presidida pela deputada Eurides Brito (PMDB), a sessão foi realizada também por iniciativa dos deputados Rôney Nemer (PMDB), Wilson Lima (PR), Erika Kokay (PT) e Jaqueline Roriz (PSDB), contando também com a presença do presidente da Câmara Legislativa, deputado Leonardo Prudente, do deputado Aylton Gomes (PMN) e de representantes de diversas entidades ligadas à defesa dos direitos das mulheres.

Para o presidente da Câmara, deputado Leonardo Prudente, a maior violência praticada contra as mulheres é a "silenciosa", traduzida na discriminação e no preconceito. Ressaltou que no Legislativo local muitas vozes, além da bancada feminina, se levantam contra essa violência, que é fonte de muitas injustiças.

A deputada Erika Kokay lembrou Clarice Lispector ao afirmar que "o que a mulher quer é ser humano". Fez um breve histórico das conquistas alcançadas pela mulher na sociedade brasileira, que somente teve direito ao voto em 1946. "Queremos uma sociedade em que todos sejam reconhecidos como seres humanos. Não é uma luta só para as mulheres, mas para toda a sociedade. Queremos que a sociedade abra os espaços necessários para que possamos exercer essa mágica condição humana", acrescentou Erika.

O deputado Rôney Nemer destacou que em função da importância das mulheres na sociedade elas deveriam ser homenageadas todos os dias e não apenas numa única data comemorativa. "Vivemos num tempo em que não há mais espaço para a discriminação. A Câmara Legislativa respeita, valoriza e defende os direitos das mulheres e elas não devem se calar diante do preconceito e da agressão", disse.

O deputado Aylton Gomes ressaltou que a importância da mulher está não apenas no dom de gerar a vida, mas também no dom de compartilhar sentimentos, tempo, trabalho e a própria vida.

Ao encerrar a sessão, a deputada Eurides Brito afirmou que entre as formas de discriminação contra as mulheres uma é especial e afeta a própria deputada: a discriminação em relação à idade. Lembrou o exemplo do falecido jurista Barbosa Lima Sobrinho, que presidia a Associação Brasileira de Imprensa (ABI)que morreu aos 102 anos e escrevia para um grande jornal de circulação nacional. "Se fosse uma mulher, perguntariam: o que uma velha de 102 anos pode produzir?". Para a deputada, o indicativo para que as mulheres idosas parem de produzir é a saúde física e mental e não a idade cronológica. Aproveitou para dar um aviso aos que pensam que pretende deixar em breve suas atividades políticas e profissionais: "não façam planos para o meu espólio!".

:As deputadas Erika Kokay e Eurides Brito receberam buquês de flores em homenagem simbólica a todas as mulheres. O aniversário de Eurides Brito, recentemente comemorado, também foi lembrado na homenagem. Os deputados Wilson Lima e Jaqueline Roriz, que não puderam estar presentes à sessão, enviaram suas mensagens em homenagem às mulheres.

Mulheres da segurança - Além da sessão, as mulheres foram homenageadas também com um ato solene, no auditório da Câmara Legislativa, promovido pelo gabinete do deputado Aylton Gomes. O ponto alto do evento foi a entrega de flores a dezenas de representantes femininas de entidades policiais.

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