Deputados discutem delação premiada de Durval Barbosa
Deputados discutem delação premiada de Durval Barbosa

O líder do governo, deputado Wasny de Roure (PT) elogiou o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, pela decisão de analisar uma possível violação do acordo de delação premiada por Durval Barbosa.
A possível violação seria a divulgação de provas a "conta gotas". Wasny condenou a prática e disse que a Justiça deve analisar o comportamento do ex-secretário.
Já o deputado Chico Vigilante (PT) acha que o benefício deve ser ampliado para que Durval Barbosa apresente todos os vídeos e provas em seu poder.
Ele discorda que a crise esteja deixando a cidade intranquila. "Eu discordo desta intranquilidade, pois a grande maioria dos políticos da cidade não tem nenhum envolvimento com as denúncias apontadas na operação Caixa de Pandora", argumentou.
Vigilante destacou que é importante para a sociedade a apuração e a divulgação do "maior escândalo de corrupção" do DF, que, segundo ele, teria desviado cerca de R$ 4 bilhões dos cofres públicos. "Também é preciso aprofundar a investigação para apontar claramente os outros envolvidos no esquema, até porque Durval não agiu por conta própria e recebeu ordens de alguém para operar o sistema", assinalou.
O deputado também considerou que ainda falta vir a público o esquema de corrupção no transporte público. Ele sugeriu ainda que o Ministério Público realizasse uma entrevista coletiva e divulgasse todos os vídeos de Durval Barbosa.
O deputado Dr. Michel (PSL) declarou-se contrário à delação premiada. Segundo ele, Durval Barbosa deveria estar na cadeia e de lá informar tudo o que sabe sobre o esquema de corrupção. O parlamentar também defendeu a autonomia da polícia civil em relação ao governo e destacou que as investigações da Caixa de Pandora foram iniciadas por uma operação da polícia civil, posteriormente assumidas pela polícia federal.
Mais notícias sobre
Não há notícias para esta página no momento.