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Deputados discutem delação premiada de Durval Barbosa

Publicado em 17/03/2011 18h51
As condições do acordo de delação premiada feito pela Justiça com o ex-secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa, foram discutidas na sessão ordinária desta quinta-feira (17). Vários deputados abordaram o tema em seus pronunciamentos, alguns pedindo a revisão do acordo e outros defendendo o benefício.

O líder do governo, deputado Wasny de Roure (PT) elogiou o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, pela decisão de analisar uma possível violação do acordo de delação premiada por Durval Barbosa.
 A possível violação seria a divulgação de provas a "conta gotas". Wasny condenou a prática e disse que a Justiça deve analisar o comportamento do ex-secretário.

Já o deputado Chico Vigilante (PT) acha que o benefício deve ser ampliado para que Durval Barbosa apresente todos os vídeos e provas em seu poder.
 Ele discorda que a crise esteja deixando a cidade intranquila. "Eu discordo desta intranquilidade, pois a grande maioria dos políticos da cidade não tem nenhum envolvimento com as denúncias apontadas na operação Caixa de Pandora", argumentou.

Vigilante destacou que é importante para a sociedade a apuração e a divulgação do "maior escândalo de corrupção" do DF, que, segundo ele, teria desviado cerca de R$ 4 bilhões dos cofres públicos. "Também é preciso aprofundar a investigação para apontar claramente os outros envolvidos no esquema, até porque Durval não agiu por conta própria e recebeu ordens de alguém para operar o sistema", assinalou.

O deputado também considerou que ainda falta vir a público o esquema de corrupção no transporte público. Ele sugeriu ainda que o Ministério Público realizasse uma entrevista coletiva e divulgasse todos os vídeos de Durval Barbosa.

O deputado Dr. Michel (PSL) declarou-se contrário à delação premiada. Segundo ele, Durval Barbosa deveria estar na cadeia e de lá informar tudo o que sabe sobre o esquema de corrupção. O parlamentar também defendeu a autonomia da polícia civil em relação ao governo e destacou que as investigações da Caixa de Pandora foram iniciadas por uma operação da polícia civil, posteriormente assumidas pela polícia federal.

 

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