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DCL n° 241, de 03 de novembro de 2025
Portarias 449/2025
Diretoria de Gestão de Pessoas
CCÂÂMMAARRAA LLEEGGIISSLLAATTIIVVAA DDOO DDIISSTTRRIITTOO FFEEDDEERRAALL
PRIMEIRA SECRETARIA
Diretoria de Gestão de Pessoas
PPOORRTTAARRIIAA--DDGGPP NNºº 444499,, DDEE 3311 DDEE OOUUTTUUBBRROO DDEE 22002255
O DIRETOR DE GESTÃO DE PESSOAS DA CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL, no
uso da competência que lhe foi delegada pelo art. 1º, inciso III, da Portaria nº 32/2005 do Gabinete
da Mesa Diretora; com base nos artigos 166, inciso I, e 167, da Lei Complementar nº 840/2011; no
art. 101 da Lei Complementar nº 769/2008; e no que consta no Processo nº 00001-00033332/2025-
17, RESOLVE:
RREETTIIFFIICCAARR a Portaria-DGP nº 414, de 30 de setembro de 2025, publicada no DCL de
1º/10/2025, que averba o tempo de serviço/contribuição, não concomitante com o período laborado
nesta Casa e averbações anteriores, prestado pela servidora FABIANA DE OLIVEIRA MARTINS,
matrícula nº 24.867-00, ocupante do cargo efetivo de Consultor Técnico-legislativo, categoria
Pedagogo, passando a ser da seguinte forma: 1.016 dias, de 10/4/2008 a 20/1/2011, ao FUNDO
NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO – FNDE; e 5.163 dias, de 21/1/2011 a 10/3/2025,
ao SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA – STJ, totalizando 6.179 dias para efeitos de aposentadoria e
disponibilidade, correspondentes a 16 anos, 11 meses e 9 dias, conforme certidões emitidas pelo
FNDE e pelo STJ.
IINNAALLDDOO JJOOSSEE DDEE OOLLIIVVEEIIRRAA
Diretor de Gestão de Pessoas - Substituto
Documento assinado eletronicamente por IINNAALLDDOO JJOOSSEE DDEE OOLLIIVVEEIIRRAA -- MMaattrr.. 1111110088, DDiirreettoorr((aa)) ddee GGeessttããoo
ddee PPeessssooaass -- SSuubbssttiittuuttoo((aa)), em 31/10/2025, às 13:27, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de
2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025.
A autenticidade do documento pode ser conferida no site:
http://sei.cl.df.gov.br/sei/controlador_externo.php?acao=documento_conferir&id_orgao_acesso_externo=0
Código Verificador: 22339977772288 Código CRC: FF8822BBDD002200.
Praça Municipal, Quadra 2, Lote 5, 4º Andar, Sala 4.15 ̶ CEP 70094-902 ̶ Brasília-DF ̶ Telefone: (61)3348-9291
www.cl.df.gov.br - dgp@cl.df.gov.br
00001-00033332/2025-17 2397728v2
Portaria-DGP 449 (2397728) SEI 00001-00033332/2025-17 / pg. 1
DCL n° 241, de 03 de novembro de 2025
Portarias 451/2025
Diretoria de Gestão de Pessoas
CCÂÂMMAARRAA LLEEGGIISSLLAATTIIVVAA DDOO DDIISSTTRRIITTOO FFEEDDEERRAALL
PRIMEIRA SECRETARIA
Diretoria de Gestão de Pessoas
PPOORRTTAARRIIAA--DDGGPP NNºº 445511,, DDEE 3311 DDEE OOUUTTUUBBRROO DDEE 22002255
O DIRETOR DE GESTÃO DE PESSOAS DA CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL, no
uso da competência que lhe foi delegada pelo art. 5º da Portaria nº 381/2024 do Gabinete da Mesa
Diretora, tendo em vista o que estabelecem os artigos nº 139 e 140 da Lei Complementar nº
840/2011, alterados pela Lei Complementar nº 952/2019, e o que consta no Processo 00001-
00029102/2025-45, RESOLVE:
CCOONNCCEEDDEERR ao servidor DIEGO FERREIRA GARCIA, matrícula nº 22.708-05, ocupante do
cargo efetivo de Consultor Técnico-legislativo, categoria Analista de Sistemas, 3 (três) meses de
licença-servidor, referentes ao período aquisitivo de 29/7/2019 a 26/7/2024, a serem usufruídos até
28/12/2028.
IINNAALLDDOO JJOOSSEE DDEE OOLLIIVVEEIIRRAA
Diretor de Gestão de Pessoas - Substituto
Documento assinado eletronicamente por IINNAALLDDOO JJOOSSEE DDEE OOLLIIVVEEIIRRAA -- MMaattrr.. 1111110088, DDiirreettoorr((aa)) ddee GGeessttããoo
ddee PPeessssooaass -- SSuubbssttiittuuttoo((aa)), em 31/10/2025, às 13:26, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de
2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025.
A autenticidade do documento pode ser conferida no site:
http://sei.cl.df.gov.br/sei/controlador_externo.php?acao=documento_conferir&id_orgao_acesso_externo=0
Código Verificador: 22339977777711 Código CRC: FF66EE77557733FF.
Praça Municipal, Quadra 2, Lote 5, 4º Andar, Sala 4.15 ̶ CEP 70094-902 ̶ Brasília-DF ̶ Telefone: (61)3348-9291
www.cl.df.gov.br - dgp@cl.df.gov.br
00001-00029102/2025-45 2397771v2
Portaria-DGP 451 (2397771) SEI 00001-00029102/2025-45 / pg. 1
DCL n° 241, de 03 de novembro de 2025 - Suplemento
Ata Sucinta Sessão Ordinária 95/2025
Ata de Sessão Plenária
63ª SESSÃO LEGISLATIVA DA 9ª LEGISLATURA
ATA SUCINTA DA 95ª (NONAGÉSIMA QUINTA)
SESSÃO ORDINÁRIA,
EM 29 DE OUTUBRO DE 2025
SÚMULA
PRESIDÊNCIA: Deputados Pastor Daniel de Castro, Paula Belmonte e Wellington Luiz
SECRETARIA: Deputado Eduardo Pedrosa
LOCAL: Plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal
INÍCIO: 15 horas e 40 minutos
TÉRMINO: 17 horas e 6 minutos
Observação: A versão integral desta sessão encontra-se na ata circunstanciada.
1 ABERTURA
Presidente (Deputado Pastor Daniel de Castro)
– Declara aberta a sessão.
1.1 LEITURA DE EXPEDIENTE
– O Deputado Eduardo Pedrosa procede à leitura do expediente sobre a mesa.
2 COMUNICADOS DE LÍDERES
Deputado Fábio Félix
– Repudia a ação truculenta do governo do Rio de Janeiro contra o crime organizado, ocorrida ontem em duas comunidades da capital do estado, e ressalta que a operação foi um fracasso, causando a morte indiscriminada de inocentes locais, sem contribuir para a redução da criminalidade.
– Critica a possibilidade de a vice-governadora do Distrito Federal visitar o Rio de Janeiro para apoiar o governador e diz que a solidariedade deveria ser dirigida às famílias das vítimas.
– Defende o impeachment do governador e manifesta sua repulsa ao referido governante.
Deputado Gabriel Magno
– Lamenta a operação policial, realizada no dia 28 de outubro, no Rio de Janeiro, considerada a mais letal e criminosa da história, orquestrada pelo Governador Cláudio Castro, pertencente à bancada da extrema direita.
– Repudia a tentativa de responsabilizar o governo Lula pelo fracasso da política de segurança pública do estado.
– Afirma que a ação não apresentou resultados concretos e compara com a operação realizada na Avenida Faria Lima, em São Paulo, que desmantelou o financiamento do Primeiro Comando da Capital – PCC e é exemplo de combate ao crime organizado com inteligência.
– Lê nota de repúdio do Presidente do PCdoB-DF sobre a Lei nº 7.754, de 2025, sancionada pelo Governador Ibaneis, e noticia que sua bancada protocolará proposição para revogar a referida lei.
– Critica a demolição do primeiro coreto de Brasília, classificando o ato como ataque à memória, à cultura e ao patrimônio histórico da cidade, e informa ter apresentado requerimento pedindo explicações ao Governo do Distrito Federal.
Deputada Paula Belmonte
– Informa ter participado, hoje, do Fórum Otimista, que contou com a presença do Ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, dentre outras autoridades, e ressalta a importância da segurança jurídica para o bem-estar da população.
– Elogia o trabalho que a Procuradoria Especial da Mulher desta Casa tem realizado em defesa dos direitos das mulheres e pela efetivação de políticas públicas.
– Lamenta a perda da vida de tantos jovens por crimes violentos, como o adolescente Isaac Augusto, de 16 anos, assassinado por outros adolescentes na Asa Sul.
– Classifica como degradante a forma como o sistema de saúde pública trata as mulheres e os jovens da capital.
Deputado Chico Vigilante
– Considera a chacina ocorrida ontem no Rio de Janeiro uma demonstração de falência da segurança pública do estado.
– Classifica a ação do governador da cidade, Cláudio Castro, contra o tráfico como uma política de extermínio e defende a intervenção federal no Rio de Janeiro.
– Enaltece o encontro oficial do Presidente Lula com o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Malásia.
– Comenta decisão do Senado americano contra tarifas impostas por Trump a produtos brasileiros e estima que as relações entre os países voltarão ao normal.
– Informa que foram apresentadas 580 emendas ao projeto do Plano Diretor de Ordenamento Territorial – PDOT e acentua a necessidade de realização de reunião com deputados e assessores parlamentares para análise.
Deputado Pastor Daniel de Castro
– Solidariza-se com as famílias dos policiais mortos na operação contra o narcotráfico realizada no dia de ontem, no Rio de Janeiro.
– Manifesta sua indignação com a postura dos parlamentares da esquerda que atacam o governador Ibaneis Rocha e sua vice-governadora, Celina Leão.
– Tece críticas à declaração feita pelo Presidente da República sobre o tráfico de drogas e deplora as ações promovidas pela esquerda que se posicionam a favor de meliantes.
3 COMUNICADOS DE PARLAMENTARES
Deputado Chico Vigilante
– Esclarece a fala do Presidente Lula, na Indonésia, sobre a relação entre traficantes e usuários de drogas e desmente a afirmação de que presidiários teriam comemorado a vitória do presidente.
– Contrapõe o trabalho da Polícia Federal no combate ao tráfico de drogas à ação da polícia do Rio de Janeiro, que deixou mais de cem mortos, e condena o apoio do Governador Caiado à operação.
– Afirma que o desânimo dos parlamentares da extrema-direita deve-se à mudança no tratamento do Presidente Trump com o Presidente Lula.
Deputado Gabriel Magno
– Acusa a direita de não ter compromisso com a democracia e de usar mentiras como método de atuação.
– Aplaude o desempenho da Polícia Federal, que tem trabalhado para o desmonte do crime organizado, sem matar inocentes.
– Mostra-se chocado com as mortes ocorridas nas comunidades do Rio de Janeiro e defende que os moradores não são bandidos.
– Reprova o discurso dos pregadores da fraternidade que defendem a política de morticínio.
Deputado Pastor Daniel de Castro
– Discorre sobre o encontro do Presidente Lula com o bispo Samuel Ferreira, da Assembleia de Deus de Madureira.
– Advoga que o Partido dos Trabalhadores atua com narrativas falsas e critica os membros do partido de serem seletivos nas ações em defesa da nação.
– Reitera que o ex-presidente Jair Bolsonaro, caso estivesse elegível, seria o novamente líder do país.
4 COMUNICADO DA PRESIDÊNCIA
Presidente (Deputado Wellington Luiz)
– Comunica que, nos termos do art. 114, § 2º, do Regimento Interno, não será designada Ordem do Dia para a Sessão Ordinária de amanhã, dia 30 de outubro de 2025, sendo a referida sessão apenas de debates.
5 ENCERRAMENTO
Presidente (Deputado Wellington Luiz)
– Declara encerrada a sessão.
Observação: O relatório de presença, encaminhado pela Secretaria Legislativa, está anexo a esta ata.
Nos termos do art. 135, I, do Regimento Interno, lavro a presente ata.
TIAGO PEREIRA DOS SANTOS
Chefe do Setor de Ata e Súmula
| Documento assinado eletronicamente por TIAGO PEREIRA DOS SANTOS - Matr. 23056, Chefe do Setor de Ata e Súmula, em 30/10/2025, às 12:19, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025. |
| A autenticidade do documento pode ser conferida no site: |
DCL n° 241, de 03 de novembro de 2025 - Suplemento
Ata Circunstanciada Sessão Ordinária 92/2025
Ata de Sessão Plenária
| 3ª SESSÃO LEGISLATIVA DA 9ª LEGISLATURA ATA CIRCUNSTANCIADA DA DE 21 DE OUTUBRO DE 2025. | |
| INÍCIO ÀS 15H33 | TÉRMINO ÀS 20H39 |
PRESIDENTE DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Sob a proteção de Deus, iniciamos os nossos trabalhos.
Está aberta a sessão.
Convido o deputado Pastor Daniel de Castro a secretariar os trabalhos da mesa.
Sobre a mesa, expediente que será lido pelo secretário.
(Leitura do expediente.)
(Assume a presidência o deputado Wellington Luiz.)
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Dá-se início ao comunicado de líderes.
Peço encarecidamente que os deputados cumpram o tempo regimental. Dado o número de projetos, eu vou ter que ser um pouco mais rigoroso do que costumo ser. Peço o cumprimento do Regimento Interno também no que diz respeito à quantidade de pedidos pela ordem, questão de ordem. Cada deputado, conforme o Regimento Interno, pode formular 1 pedido. Senão, não votaremos os importantes projetos do dia de hoje.
Concedo a palavra ao deputado Rogério Morro da Cruz.
DEPUTADO ROGÉRIO MORRO DA CRUZ (Bloco União Democrático. Como líder.) – Uma ótima tarde, presidente, pares e galeria – contem com o nosso apoio.
Presidente, vou direto ao ponto. Quero falar diretamente com os moradores do Residencial Morro da Cruz sobre a falta de infraestrutura no Morro da Cruz. A conta é simples. O Morro da Cruz existe há mais de 18 anos, e o nosso mandato caminha para o terceiro ano. Estamos iluminando todo o Morro da Cruz e o Zumbi dos Palmares. Além disso, com um recurso de R$2,8 milhões, também pavimentamos vias, construímos calçadas, instalamos placas de endereçamento, garantimos transporte público, levamos o Programa Energia Legal e demos andamento aos projetos de água potável, que já estão prontos.
Atualmente, estão em elaboração os projetos de infraestrutura do Morro da Cruz, orçados em mais de R$8 milhões, dos quais R$3,7 milhões foram destinados pelo nosso mandato. Esses projetos contemplam levantamento topográfico, drenagem pluvial, esgotamento sanitário, infraestrutura do sistema viário, pavimentação e sinalização.
Paralelamente, seguem em andamento os projetos de regularização fundiária, infraestrutura e escritura pública, sob a responsabilidade da Codhab. Isto é histórico e nunca foi realizado: projeto de infraestrutura e regularização juntos. Nesta primeira fase, o investimento é de mais de R$5 milhões, sendo R$1,5 milhão fruto de recurso destinado pelo nosso mandato.
Nosso compromisso é claro: trabalhar com sinceridade, planejamento e resultado para garantir dignidade e qualidade de vida da nossa população.
Presidente, quero dizer isso porque, desde 2010, o Morro da Cruz, em São Sebastião, sofreu com a opressão dos representantes. As pessoas eram algemadas, as mulheres eram agredidas. Isso acontecia nas Chácaras 40 e 41 do Zumbi dos Palmares, onde o pior governador do Distrito Federal, o Rodrigo Rollemberg, mandou um aparato de guerra para demolir mais de 70 casas. Nós conseguimos vencê-lo após muita pressão da população.
Hoje, o governador Ibaneis Rocha autorizou a Neoenergia a instalar energia legalizada nessas chácaras. Deputado Max Maciel, esse local foi batizado como uma praça da guerra. Eu fui algemado quando estava defendendo aqueles moradores. Estou trabalhando incansavelmente, destinando recursos para regularização. Somente a regularização traz segurança jurídica para esses moradores.
Eu vejo muitas pessoas que torcem contra o desenvolvimento da cidade. É muito mais fácil criticar do que apresentar sugestões, mas eu estou trabalhando, fazendo o que os outros representantes não fizeram. Eles ganhavam eleição, depois sumiam e se escondiam da população. Eu continuo morando no mesmo endereço, no mesmo lugar, lutando com a mesma vontade, deputado Gabriel Magno, de levar dignidade e qualidade de vida para essa população sofrida, deputado Pepa. Ela nos colocou aqui para representá-la. Muitos estão preocupados apenas com o próprio bem-estar.
Nós estamos lutando por todos. Aqui é o coletivo. Estamos trabalhando pelo povo. Sou um dos deputados que mais destinou recursos para regularização. Nós precisamos que o Governo do Distrito Federal realmente dê uma atenção maior para aquela região. O cinturão de São Sebastião, os bairros novos merecem atenção do Estado. Eu fui eleito para representar a população e continuarei lutando por qualidade de vida. Isso não é favor, é mais do que obrigação.
Presidente, para finalizar, eu quero dizer que sou um ex-porteiro e hoje estou como deputado para abrir portas para a sociedade brasiliense. Quero deixar escrito nesta casa como se trabalha, como se representa com muita dignidade. Eu digo não à corrupção.
Obrigado, presidente.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Obrigado, deputado Rogério Morro da Cruz.
Concedo a palavra ao deputado Chico Vigilante.
DEPUTADO CHICO VIGILANTE (PT. Como líder.) – Senhor presidente, senhoras e senhores deputados, estou vendo o pessoal da Polícia Penal. Vossa excelência é policial, deputado Wellington Luiz. Eu estive conversando com o pessoal do sindicato ontem. É preciso que esta casa e o Governo do Distrito Federal atentem para a realidade desses profissionais.
Eles não podem ser tratados da maneira como o governo os está tratando, como se fossem uns excluídos. Todas as forças policiais, deputado Wellington Luiz, foram beneficiadas, mas eles não ganharam nada. Esses policiais estão batalhando pelas contratações, mas elas também não acontecem.
Portanto, eu chamo a atenção desta cidade para esse assunto, porque, se continuar da maneira que está, vai acontecer rebelião nos presídios. Deputado Wellington Luiz, vossa excelência sabe o que representa uma rebelião em presídio. Deixo toda a minha solidariedade e o meu apoio a vocês. Eu estou na luta para que suas reivindicações sejam atendidas. (Palmas.)
Presidente, daqui a pouco, certamente será votado aquilo, deputado Wellington Luiz, que tenho chamado de projeto do barulho. Esse projeto não deveria estar tramitando nesta casa. Trata-se do projeto que permite colocar câmeras de videomonitoramento dentro de sala de aula. (Palmas.) Eu já falei aqui mais de uma vez e vou repetir, deputado Ricardo Vale: sala de aula é lugar sagrado dos educadores. São homens e mulheres que estão lá para educar nossos filhos. Aquele é um território em que ninguém deve penetrar.
O objetivo desse projeto – nós vamos debater isso, quando ele entrar em discussão – não é coibir violência nas escolas. Se fosse, estariam pedindo para que todas as escolas tivessem, além dos vigilantes, reforço do Batalhão Escolar. Na verdade, o que querem é monitorar vocês. Isso é inaceitável! Nós não podemos, em hipótese nenhuma, aceitar isso.
E mais: quanto vai custar isso? Quanto custa isso? Eu visito escolas. As escolas estão precisando é de revitalizar toda a rede elétrica para se colocar ar-condicionado na sala de aula. As escolas estão precisando é de reformar as cozinhas, para que as merendeiras tenham o mínimo de conforto no trabalho que elas fazem. As escolas estão precisando é de internet potente, coisa que não têm – os educadores têm que tirar do próprio bolso para pagar a internet nas escolas. As escolas estão precisando é de tirarmos aquelas grades que ainda existem em centenas – por que não dizer milhares – de salas, que mais parecem um presídio. Por que não colocar vidro Blindex em todas as salas? É disso que as escolas precisam.
Esse projeto, que deve ser votado daqui a pouco e que receberá da bancada do PT voto contrário, é uma excrescência! Ele não poderia sequer estar tramitando aqui – até porque, em todos os estados em que algo similar foi votado, a justiça já disse que é inconstitucional. Esse projeto – quero falar em alto e bom som – é o projeto da visão educacional que os bolsonaristas têm, é o pensamento deles! É o pensamento deles que está traduzido nesse projeto. Este projeto é para perseguir professores. Não venham me dizer que aquele fato que aconteceu naquela escola no Guará foi causado por falta de câmeras, porque lá há câmeras nos pontos comuns que a população usa. O que não queremos é câmera dentro da sala de aula.
Monitoramento e perseguição a professores nunca mais! Obrigado! (Palmas.)
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Obrigado, deputado Chico Vigilante, pelo cumprimento do tempo.
Quero registrar e agradecer a presença da dona Maria Célia, minha amiga, importante política do Distrito Federal, mãe da nossa vice-governadora Celina Leão. É um prazer, dona Maria Célia, tê-la conosco. Eu acompanhei sua história por muito tempo.
(Vaias na galeria.)
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – O mínimo que esperamos de pessoas civilizadas é respeito, principalmente às pessoas que vêm aqui. É lamentável uma postura como essa, que demonstra exatamente quem são as pessoas que aí estão. É uma pena.
Dona Maria Célia, mais uma vez, obrigado. Parabéns por sua presença. Quem conhece sua história, como eu, a aplaude e tem muito a agradecer à senhora. Que Deus a abençoe sempre!
Quero registrar e agradecer a presença dos estudantes e professores do colégio Sagrado Coração de Maria, que estão participando do programa Conhecendo o Parlamento, sob a coordenação da Escola do Legislativo do Distrito Federal. Sejam muito bem-vindos. Muito obrigado pela presença de vocês, nossas alunas, nossos alunos e professores. (Palmas.)
Quero lembrá-los que houve uma luta incansável para que fosse instalada a TV Câmara Distrital e que, nesta semana, ela completa 4 anos de existência. São 4 anos de intenso trabalho e dedicação daqueles que abraçaram o projeto de levar para a população do Distrito Federal a atuação da Câmara Legislativa do Distrito Federal. Hoje somos a TV legislativa que mais gera conteúdo no Brasil.
Em pouco tempo, a TV já acumula 4 mil horas de gravação e transmissão de eventos legislativos, 150 horas de jornalismo, 165 horas de esporte, 120 horas de educação, música e cultura. Tudo isso com o objetivo de garantir a transparência desta casa e divulgar as boas ações da nossa cidade.
Parabéns a todos que trabalham na TV, servidores e terceirizados! Vida longa à TV Câmara Legislativa! Faço um registro especial quanto ao deputado Thiago Manzoni, que tem tratado disso junto com o amigo Saulo Diniz.
Concedo a palavra ao deputado Roosevelt.
DEPUTADO ROOSEVELT (PL. Como líder.) – Muito obrigado, presidente.
Eu gostaria de iniciar também cumprimentando a dona Maria Célia, mãe da nossa vice-governadora e futura governadora daqui a alguns dias, e a minha mãe, dona Isabel, que está aqui no plenário comigo.
Quero, inicialmente, externar minha tristeza de ver, em tese, professores que não respeitam as mães.
(Vaias na galeria.)
DEPUTADO ROOSEVELT (PL. Como líder.) – Presidente, deixa-me muito preocupado esse assunto. Este plenário vai enfrentar hoje, doa a quem doer, a violência nas escolas e em sala de aula. Fico muito triste de saber que essa turma aqui...
(Manifestação da galeria.)
DEPUTADO ROOSEVELT (PL. Como líder.) – Presidente, solicito a vossa excelência que restabeleça a minha fala, inclusive alertando a galeria...
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Vou parar o tempo do deputado.
Enquanto o deputado estiver falando, eu gostaria que houvesse respeito. Depois que o deputado falar, vocês podem aplaudir, vaiar, o que quiserem, mas, enquanto sua excelência estiver falando, eu vou pedir que seja garantida a fala, independentemente do partido ou ideologia.
DEPUTADO ROOSEVELT (PL. Como líder.) – Exato. Obrigado presidente.
O projeto diz respeito à segurança nas escolas. Em nenhum momento, ele fala em cercear a autoridade e o direito do professor.
Peço a vossa excelência que solicite à equipe técnica que solte um vídeo, para que mostremos que quem mais vai ganhar, deputado Wellington Luiz, com esse projeto são os professores.
(Apresentação de vídeo.)
DEPUTADO ROOSEVELT (PL. Como líder.) – Deputado Pastor Daniel de Castro, agora eu fiquei muito preocupado, fiquei confuso. Em tese, os senhores e as senhoras são professores, e ali, se vocês não prestaram atenção, é um professor que está sendo agredido, um companheiro de vocês. Vocês não prestaram atenção?
Deputado Pastor Daniel de Castro e deputado Martins Machado, eu fiquei confuso sabe por quê? Eles estão pedindo um posto do Batalhão Escolar.
(Manifestação da galeria.)
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Enquanto não for respeitada a fala do deputado Roosevelt, solicito que parem o tempo.
Peço à nossa assessoria que, enquanto as pessoas estiverem atrapalhando a fala do deputado, o tempo pare. Se o deputado ficar na tribuna por 10 ou 15 minutos, não haverá problema. Deputado, por gentileza, retome sua fala, e o tempo voltará a correr.
DEPUTADO ROOSEVELT (PL. Como líder.) – Presidente, quando eles veem o colega ser agredido – talvez aqui nós não tenhamos professores – eles pedem o posto do Batalhão Escolar. Mas eu fico confuso, presidente, porque eles não querem as escolas cívico-militares, nas quais o bombeiro e o policial estão no interior da escola. Como é isso? Deputado Thiago Manzoni, como é isso? Eu vejo o professor ser agredido e não me importo. Eu peço policial, mas sou contra a escola cívico-militar.
No mínimo, deputado Chico Vigilante, aqui não há professores de matemática, pessoas que conhecem a lógica. Não há aqui professores de lógica ou de matemática. O que mais me preocupa é saber que, em tese, professores que estarão amanhã em sala de aula com nossos filhos têm essa postura no parlamento, sem respeitar o direito de fala de um deputado.
(Vaias na galeria.)
DEPUTADO ROOSEVELT (PL. Como líder.) – Isso me preocupa. Inclusive, professores, vocês não repararam, mas há alguns clientes de vocês – alguns alunos – ao lado. Que vergonha que os nossos alunos estejam presenciando isso! Com certeza, vocês não são professores desses alunos.
(Manifestação na galeria: “Respeito à educação”.)
DEPUTADO ROOSEVELT (PL. Como líder.) – Agora nós chegamos a um consenso: respeito à educação.
(Manifestação na galeria.)
DEPUTADO ROOSEVELT (PL. Como líder.) – Presidente, eu vou solicitar a vossa excelência que garanta a fala deste parlamentar. Esta é uma casa do povo, mas também é uma casa em que o processo democrático é respeitado e, nitidamente, há um desrespeito.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Deputado Roosevelt, é lamentável a postura de algumas pessoas na galeria. Nós lamentamos isso. Peço um pouco de paciência a vossa excelência.
Lembro aos deputados que, às 16 horas e 30 minutos, eu vou encerrar as falas. Se o deputado Roosevelt ficar na tribuna até às 16 horas e 30 minutos, eu encerrarei nesse horário. Então, enquanto o deputado Roosevelt não terminar de falar, o seu tempo não vai acabar. Às 16 horas e 30 minutos, as falas serão encerradas e começaremos a votação. Isso vai cercear, inclusive, o direito de fala de outros deputados que defendem a bandeira. Lamento, deputado. Infelizmente, às 16 horas e 30 minutos, eu encerrarei.
DEPUTADO ROOSEVELT (PL. Como líder.) – Eu vou ficar aqui, presidente.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Se a intenção é tumultuar a sessão, comigo na presidência isso não funcionará. Às 16 horas e 30 minutos, eu vou encerrar. Então, se o deputado Roosevelt ficar na tribuna até às 16 horas e 30 minutos, não haverá problema algum.
(Manifestação na galeria.)
DEPUTADO ROOSEVELT (PL. Como líder.) – Eu acho que vocês queriam falar “debate”, mas vocês estão falando “Bate, bate no professor!” Já estavam batendo nos professores.
Esse projeto deveria ter sido votado há, pelo menos, 3 semanas. Quiçá não haveria essa cena horrorosa, que envergonha não só a classe dos professores mas também todo o Distrito Federal. Esse caso, deputado Pastor Daniel de Castro, está tendo repercussão nacional. Na capital do país, um professor foi espancado dentro da sua sala de aula.
(Manifestação na galeria.)
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Lembro que às 16 horas e 30 minutos começarão as votações. Esse será o primeiro item a ser votado.
Infelizmente, essas manifestações vão atrapalhar, inclusive, os deputados que vão votar favoravelmente ao projeto. Vocês vão acabar atrapalhando o deputado Gabriel Magno, o deputado Fábio Félix e outros. Infelizmente, vocês vão impedir que esses deputados usem a palavra, porque às 16 horas e 30 minutos nós iniciaremos o processo de votação.
(Manifestação na galeria.)
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Não, essa é uma informação.
Deputado Roosevelt, pode continuar a falar.
O tempo do deputado Roosevelt está parado. Enquanto sua excelência não puder falar, não vou passar a palavra para outros deputados. Às 16 horas e 30 minutos, impreterivelmente, esta presidência dará início ao processo de votação.
DEPUTADO ROOSEVELT (PL. Como líder.) – Presidente, obrigado. O meu tempo está parado nos 35 segundos.
DEPUTADO PASTOR DANIEL DE CASTRO (PP) – Vossa excelência me concede um aparte?
DEPUTADO ROOSEVELT (PL. Como líder.) – Concedo o aparte.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Deputado Roosevelt, conclua a sua fala primeiro.
DEPUTADO ROOSEVELT (PL. Como líder.) – Não, presidente. Conceder aparte é um direito meu.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Vou pedir uma gentileza aos deputados. O deputado Roosevelt vai conceder o aparte ao final de sua fala. Quando o deputado Roosevelt terminar de falar, concederá aparte ao deputado Pastor Daniel de Castro por 1 minuto.
Deputado Roosevelt, por favor, conclua. Vossa excelência ainda tem 1 minuto para falar.
DEPUTADO ROOSEVELT (PL. Como líder.) – Obrigado, presidente.
Eu gostaria de dizer da importância desse projeto. Houve aquele infeliz episódio. Deixo claro que não concordamos com a conduta daquele pai. Os maiores beneficiários desse projeto são os professores. O ambiente escolar é vivo, com adolescentes em formação. Nós não estamos livres da possibilidade de um adolescente criar uma história fantasiosa contra um professor.
Como um professor, um diretor, um profissional de educação podem se defender? Quais são os mecanismos que os profissionais de educação têm para se defender? O mecanismo é o videomonitoramento, que é uma realidade. No final do vídeo, a repórter fala bem assim: “Graças a Deus, hoje, nós temos filmadoras e gente filmando para todo lado.” Isso é importante.
(Manifestação na galeria.)
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Deputado Roosevelt, vossa excelência tem mais 30 segundos para falar.
DEPUTADO ROOSEVELT (PL. Como líder.) – Presidente, solicito que meu tempo seja zerado porque as manifestações quebraram o meu raciocínio. Preciso voltar ao meu raciocínio.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Deputado Roosevelt, não há problema. Vossa excelência vai continuar a falar.
DEPUTADO ROOSEVELT (PL. Como líder.) – Presidente, lembro que um colega deputado, dias atrás, teve seu direito à fala e ficou mais de meia hora fazendo seu relatório.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Eu não vou impedir que vossa excelência continue falando. As pessoas são responsáveis. Estou dizendo: daqui a pouquinho, vou encerrar a discussão. As manifestações vão impedir que o deputado Fábio Félix, o deputado Gabriel Magno e outros deputados possam se pronunciar. O prejuízo é para a própria discussão. Às 16 horas e 30 minutos, encerrarei as falas.
Deputado Roosevelt, continue.
DEPUTADO ROOSEVELT (PL. Como líder.) – É importante apresentarmos dados. Presidente e deputado Joaquim Roriz Neto, segundo o site da Secretaria de Estado de Segurança Pública do Distrito Federal, só no ano de 2024, houve mais de 350 episódios de violência no interior das escolas públicas do Distrito Federal.
O que isso representa? Houve 1 incidente de violência, em média, por dia. No ano de 2025, com certeza esses números, infelizmente...
(Manifestação na galeria.)
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Conclua, deputado.
DEPUTADO ROOSEVELT (PL. Como líder.) – Quero deixar claro que os maiores beneficiários são os professores.
Outro dado que eu queria apresentar é que a oposição citou os custos das instalações do videomonitoramento.
(Manifestação na galeria.)
DEPUTADO ROOSEVELT (PL. Como líder.) – Não, presidente. Eu não estou conseguindo desenvolver o raciocínio.
Vou citar outro argumento importante, que é sobre os custos. Existem 700 e tantas escolas públicas no Distrito Federal. Cada escola dessas, deputado Thiago Manzoni, possui em torno de 20 salas de aula. O deputado da oposição afirmou que 1 kit com 8 câmeras custa, em média, R$6.000. Haverá mais ou menos 16 mil câmeras. Se dividirmos isso por 8, dará 2 mil kits. Portanto, 2 mil kits a R$6.000 dariam R$12.000.000. Só eu destinei mais de R$35.000.000 em emendas para as escolas. Então, isso é perfeitamente absorvível.
Há deputados que também destinam recursos altos para as escolas, que defendem o ambiente escolar e querem, verdadeiramente, uma escola mais segura como o deputado Thiago Manzoni, o deputado Pastor Daniel de Castro, o deputado Joaquim Roriz Neto e o deputado Martins Machado.
Dessa forma, presidente, eu vou encerrar e quero dizer da felicidade de fazer essa entrega para vocês, que não sabem nem o que é bom. Por meio de Deus, da pátria e da família, nós iremos proteger vocês, que, em tese, são professores. Podem ter certeza disso.
Obrigado, presidente.
Concedo o aparte ao deputado Pastor Daniel de Castro.
DEPUTADO PASTOR DANIEL DE CASTRO (PP) – Quero apenas dar uma sugestão ao presidente, revestidos do mandato que nós temos. Todos nós somos iguais, os 24 deputados. Há nesta casa os prós e os contras, os que são a favor das matérias e os que não são a favor delas. Só peço a vossa excelência que organizemos o plenário.
Presidente, o que está acontecendo nesta casa não pode acontecer. Isso é uma falta de respeito com o parlamentar.
(Manifestação na galeria.)
DEPUTADO PASTOR DANIEL DE CASTRO (PP) – Estou pedindo a vossa excelência que, com a inteligência, elegância, educação que o senhor sempre teve, mas também com a firmeza que lhe é característica, que seja concedida a fala do deputado e que a galeria se manifeste após a fala de qualquer deputado. Não dá para continuar do jeito que está. Essa é uma estratégia para que não se vote o projeto.
Obrigado, deputado.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Esta presidência vai iniciar o processo de votação às 16 horas e 30 minutos.
Concedo a palavra ao deputado Fábio Félix.
DEPUTADO FÁBIO FÉLIX (Bloco PSOL-PSB. Como líder.) – Presidente, qual é o nosso tempo? Só para eu me organizar.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – São 5 minutos, deputado.
DEPUTADO FÁBIO FÉLIX (Bloco PSOL-PSB. Como líder.) – Muito obrigado.
Boa tarde, a quem está na galeria da Câmara Legislativa, aos deputados e às deputadas, aos servidores e ao presidente da CLDF.
Nós vimos agora um vídeo muito triste de uma agressão de um pai a um professor, a um educador, dentro de sala de aula. Eu me atrevo a achar, presidente, que nós temos que refletir sobre isso.
Tem havido, nesse contexto que vivemos, um estímulo muito grande a ataques e violência contra o professor e a escola. Percebemos que há um setor da sociedade que gera uma desconfiança muito grande sobre o educador. Inclusive, essa desconfiança é estimulada contra os conteúdos, contra a autonomia pedagógica, contra a escola o tempo inteiro.
Eles fazem discurso de perseguição e censura, questionam o papel do educador a ponto de, lá na ponta, pais, mães, familiares estarem desconfiados da escola, porque há um setor político que estimula a violência contra educadores e educadoras. Isso é algo, presidente, intolerável. Não podemos tolerar isso! A escola tem que ser um espaço de acolhimento, de diálogo.
Professores e professoras compõem hoje uma carreira fundamental, porque gerem e executam uma política pública muito importante e enraizada. Os nossos professores, presidente, não merecem ver um parlamentar subir à tribuna para provocá-los. Presidente, eu queria a combatividade desse parlamentar para vir aqui defender um plano de carreira decente para os nossos professores.
Eu queria que esse deputado tivesse vindo aqui defender aumento salarial para os professores, mas ele não defendeu! Estamos falando de uma das piores carreiras do serviço público do DF. Precisamos abraçar os nossos educadores, que querem ajuda devido à falta de condições das nossas escolas, para as quais, infelizmente, o governador virou as costas.
Porém, eu não estou dizendo isso para apontar o dedo para o deputado. Quero tentar gerar reflexão nos meus colegas. O deputado que veio aqui é servidor público. Ele não pode virar as costas para a escola e para os professores dessa forma. Nós não podemos ter uma postura de provocação. Não somos provocadores! Nós somos parlamentares e temos que assumir essa responsabilidade. Não somos provocadores. Isso aqui, deputados, não pode ser usado só para corte no TikTok. Isso é responsabilidade com política pública pela cidade. Temos que falar sobre isso hoje na Câmara Legislativa.
Quero ser bem sincero com vocês. Obviamente, somos favoráveis a mais segurança na sala de aula. Somos favoráveis a mais segurança para os nossos professores. Porém, sabe o que achamos? Que o pano de fundo desse projeto, a verdadeira intenção, não é essa. Temos que ser francos nisso.
Desconfiamos da intencionalidade desses parlamentares, porque eles sempre buscaram censurar os conteúdos pedagógicos dos professores. Se querem segurança pública – inclusive, o parlamentar é militar –, que lutem pela volta real do Batalhão Escolar na porta das escolas públicas.
O Batalhão Escolar, presidente – vossa excelência é policial – foi esvaziado. Era o batalhão, quando eu estudava na escola, que ajudava no diálogo com a direção para colaborar com a segurança pública dos educadores em diálogo com a família. É por isso que temos que lutar.
Se queremos monitoramento de câmera na escola, no ambiente predial, sem censura, temos que dialogar, realizar debate, audiência pública, comissão geral. Essa é a discussão que precisa ser feita. Para ser bem franco no meu último minuto, os parlamentares que apresentaram esse projeto estão gastando nosso tempo há 3 semanas, mas já sabem que o projeto deles é inconstitucional. Eles estão gastando dinheiro do povo, ainda que saibam que o projeto vai cair no Tribunal de Justiça do Distrito Federal ou no Supremo Tribunal Federal.
O projeto que querem votar – e talvez tenham maioria para aprová-lo daqui a pouco – já está esvaziado obviamente. Contudo, o projeto, que conta com a maioria para a sua aprovação, é inócuo. Amanhã esse projeto vai cair na justiça, mas querem gastar nosso tempo, nossa inteligência.
Quero dizer para vocês que vamos seguir na luta com firmeza em defesa da educação de verdade no Distrito Federal, em defesa da segurança de verdade no Distrito Federal. Esse é o nosso compromisso. Não sou provocador. Sou deputado em defesa da educação. (Palmas.)
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Obrigado, deputado Fábio Félix, inclusive pelo cumprimento rigoroso do tempo.
Lembro a todos os presentes que vou respeitar o tempo do deputado Pastor Daniel de Castro. Se houver interrupção, vou parar o tempo, o que pode gerar prejuízo, inclusive à manifestação do nobre deputado Gabriel Magno. Então, gostaria de pedir que houvesse respeito. É importante ouvir o deputado Gabriel Magno e o deputado Pastor Daniel de Castro, mas às 16 horas e 30 minutos eu vou encerrar o comunicado de líderes. Peço encarecidamente que respeitem a fala do deputado Pastor Daniel de Castro para que possamos ter tempo de ouvir todos os parlamentares inscritos.
Concedo a palavra ao deputado Pastor Daniel de Castro.
DEPUTADO PASTOR DANIEL DE CASTRO (Bloco A Força da Família. Como líder.) – Obrigado, presidente, a quem cumprimento nesta tarde. Cumprimento também todos os deputados e todas as deputadas presentes, galeria, pais, mães, alunos que estão assistindo a esta sessão – nós estamos conversando aqui por eles –, todos os servidores da educação – professores e auxiliares da educação.
Senhoras e senhores deputados, eu quero dizer que o tema que me traz à tribuna nesta tarde é de extrema gravidade. Tenho convicção de que a sociedade brasileira deve refletir seriamente sobre o tempo em que estamos vivendo e sobre o legado que estamos deixando para as próximas gerações.
O vídeo que eu ia passar já foi exibido aqui para contextualizar a minha fala, mas eu quero trazer dados, e vou apresentá-los sedimentados em matérias.
Primeiro, o portal CNN Brasil, em matéria do dia 9 de maio de 2025, publicou um texto com o seguinte título: “Adolescente é hospitalizado após ser agredido em escola do DF”. Estou trazendo matéria e nome dos portais desta cidade.
O portal G1, em matéria do dia 9 de setembro de 2025, publicou: “Estudante fica inconsciente após ser enforcado por jovem usando capuz em saída de escola no DF”. O mesmo portal, em matéria do dia 3 de outubro deste ano, publicou: “Adolescente de 15 anos é esfaqueado por colega em escola pública no DF”.
O portal Metrópoles, em matéria do dia 29 de setembro de 2025, publicou: “Em 7 meses, 970 crianças sofreram violência doméstica no Distrito Federal”.
Senhoras e senhores deputados, vivenciamos o resultado da desconstrução de nossos valores e da destruição dos pilares que sempre nos sustentaram. Essa é a verdade. Nos últimos 50 anos, nós permitimos, deputado Joaquim Roriz Neto, consciente ou inconscientemente, que os valores que historicamente moldaram a nossa sociedade fossem, ao longo do tempo, destruídos. Nós fechamos os olhos, silenciamos a nossa voz e não denunciamos os desmandos que hoje estão acontecendo. Toda a sociedade, que abandonou suas raízes e não reagiu à degeneração moral e cultural que contaminou a alma de seu povo, experimentou um severo e doloroso processo de colapso das relações humanas.
Vivemos um tempo perigoso no qual a apologia ao crime não apenas é tolerada, mas – incrivelmente – é incentivada; um tempo no qual emissoras de televisão expõem crianças e adolescentes a padrões de comportamento de sexualização precoce e de violência, e muitos pais e mães já não se indignam contra isso; um tempo no qual a liberdade de expressão – maior expressão da liberdade de um povo verdadeiramente soberano – agora é relativizada; um tempo no qual a simples instalação de câmeras em salas de aula para protegerem – repito, protegerem – alunos e professores e para que pais e mães saibam exatamente o que está acontecendo em ambiente escolar se torna algo inaceitável para a esquerda.
A erosão moral corrói as bases da nossa convivência. A violência doméstica chegou a níveis estarrecedores. A violência em ambiente escolar assemelha-se, deputado Thiago Manzoni, a uma guerra de facções.
A pergunta a ser feita a todos nós – pais, mães, políticos, juízes, promotores, professores, ministros da Suprema Corte, ministros do Superior Tribunal de Justiça, cantores e atores – é a seguinte: que tipo de sociedade estamos construindo para as próximas gerações?
No início do século passado, Rui Barbosa nos alertou que, se em algum momento o direito e a justiça entrassem em conflito, a justiça deveria prevalecer, pois o direito poderia ser instrumento da injustiça, quando utilizado para soltar...
(Manifestação na galeria.)
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Peço que conclua, deputado.
DEPUTADO PASTOR DANIEL DE CASTRO (Bloco A Força da Família. Como líder.) – Estou concluindo, presidente.
... para soltar quem deveria estar preso.
O direito é o meio, a justiça...
(Manifestação na galeria.)
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Por favor, o deputado está quase concluindo.
Por gentileza, deputado, conclua cumprindo o tempo, conforme solicitado.
DEPUTADO PASTOR DANIEL DE CASTRO (Bloco A Força da Família. Como líder.) – Peço apenas 1 minutinho à galeria para concluir minha fala. Logo em seguida, eu agradeço até a manifestação dos senhores.
O direito é o meio, a justiça é o fim. Portanto, a sociedade brasileira deve urgentemente resgatar seus valores e seus princípios e proteger suas crenças. E, quanto aos adolescentes, é necessário educá-los e impor limites a eles. O Estado deve cumprir a finalidade para a qual foi instituído.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Por favor, deputado, conclua.
DEPUTADO PASTOR DANIEL DE CASTRO (Bloco A Força da Família. Como líder.) – O Estado deve cumprir a finalidade para a qual foi instituído, pois atualmente parece exercer o monopólio da força apenas contra quem tenta viver honestamente.
O atual governo cria impostos diariamente, subtrai direitos e mantém 94 milhões de pessoas dependentes apenas dos programas sociais, que são importantes, mas está fazendo essa sociedade se tornar dependente de uma única linha ideológica.
Presidente, para não me estender e obedecer ao tempo...
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Deputado, por gentileza, conclua.
DEPUTADO PASTOR DANIEL DE CASTRO (Bloco A Força da Família. Como líder.) – Logo depois da votação, trarei um tema a esta casa e um vídeo que mostrará o que verdadeiramente está acontecendo por trás da negativa de aceitar o videomonitoramento nas escolas.
(Vaias na galeria.)
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Concedo a palavra à deputada Paula Belmonte. (Pausa.)
Concedo a palavra ao deputado Gabriel Magno.
DEPUTADO GABRIEL MAGNO (Minoria. Como líder.) – Presidente, boa tarde. Boa tarde a todas as pessoas neste plenário, em especial, a professoras, professores, orientadoras e orientadores educacionais que ocupam este plenário em defesa da escola, em defesa da sociedade.
Eu lamento, presidente, que a esta tribuna suba um parlamentar para provocar e desrespeitar essa categoria tão importante. Fica evidente na fala desse parlamentar que ele não entende nada de escola mesmo. (Palmas.)
A ignorância do parlamentar fica evidente em seu discurso. Ele afirmou que ficou confuso. Ficou confuso porque não entende bulhufas de educação pública. O negócio dele é outro, e sempre que aborda temas relacionados à escola e educação, acaba falando bobagem.
Para começar, ele disse que aluno é cliente. Aluno não é cliente, deputado. Professores e professoras tratam os estudantes da escola pública como seres de direito, como cidadãos e cidadãs que merecem respeito, merecem escola de qualidade, e não salas superlotadas. Aliás, o deputado não deu um pio sobre isso.
O aluno merece professor e profissional valorizado, e o deputado não dá um pio sobre isso; merece sala de aula adequada, com ar-condicionado e conforto térmico, e o deputado não fala nada sobre isso. Os estudantes merecem monitor na sala de aula para acompanhar as atividades, merecem mais escolas, merecem psicólogo, merecem assistente social, merecem mais PDAF, mas sobre isso o deputado não tem opinião, porque ele não entende nada disso.
Aliás, a extrema-direita entende de uma coisa: mentir. Mente muito. Apresentaram aqui um vídeo para justificar as câmeras. Só que o vídeo que o deputado mostrou é de uma câmera que estava na escola. Isso é a prova, presidente, de que a câmera não impede a violência. Se impedisse, não estaria filmado. Se impedisse, não haveria vídeo para ser exibido.
O que realmente combate a violência, se o deputado quiser fazer um debate sério, qualificado e honesto, é a valorização. Qual é a opinião do deputado e do partido ao qual ele pertence sobre o orçamento público do Distrito Federal?
Nós vamos votar hoje vários projetos do governo que atacam aposentados, atacam a escola e favorecem os ricos. Aliás, o partido do deputado que fala tanto de transparência votou, no Congresso Nacional, a favor da PEC da bandidagem e por voto secreto de deputado. É essa a transparência pública que o deputado e o PL defendem? Para os deputados e para a classe política, voto secreto para proteger bandido; para as escolas e para os professores, vigilância e punição, inclusive com áudio dentro das salas de aula e nas salas dos professores. É por isso que nós vamos votar contra.
O que nós estamos propondo, presidente, não é simplesmente votar contra. Infelizmente, esta casa se recusará a fazer um debate amplo, ouvindo os diretores de escola.
Ontem, estive com mais de 100 diretores de escolas desta cidade. Todos pediram uma coisa: “Mais tempo para debater, queremos ser escutados”. Alguns defendiam as câmeras, outros eram contrários, mas todos estavam de acordo em um ponto: não dá para votar desse jeito; não dá para votar esse projeto assim, porque ele tem problemas. Esse é o pedido que nós temos feito aqui desde sempre.
Presidente, quero concluir reafirmando o meu mais profundo respeito a essa categoria, mas alerto quem está assistindo à sessão de que hoje vocês verão, neste plenário, o que tem acontecido: o descaso do governo Ibaneis, Celina, Michelle Bolsonaro, Damares e Bia Kicis com esta cidade.
O que será votado aqui é exatamente isto, presidente: em vez de cuidarmos do caos na saúde, nós vamos votar aqui, mais uma vez, um Refis para os ricos. Em vez de cuidarmos do caos na educação, nós vamos votar o perdão de dívidas para o andar de cima; vamos votar a ampliação da margem fiscal; vamos votar contra os aposentados. É isto o que vai acontecer nesta casa a partir dos projetos do Governo do Distrito Federal: o profundo descaso desse governo com esta cidade.
Nossa bancada vai fazer o debate. Nossa bancada vai resistir, porque nós temos o mais profundo respeito por cada um e cada uma que, mais uma vez, ocupa este plenário para fazer o debate democrático, o debate justo em defesa de Brasília e dos servidores públicos.
Encerro, presidente, dizendo que tenho muito orgulho de ser professor. Tenho muito orgulho de ser professor da rede pública do Distrito Federal. Expresso o meu mais profundo respeito a essa categoria, que todos os dias está em sala de aula defendendo e protegendo nossas crianças, nossos adolescentes, jovens e adultos; combatendo os desmontes promovidos pelo Governo do Distrito Federal e por um setor da classe política que odeia a educação, odeia o professor, odeia a escola pública – e que aqui faz discurso para as redes sociais, mas, na hora de votar em defesa dos interesses coletivos, se nega a fazê-lo.
Parabéns, professoras e professores, contem com o nosso mandato, contem com a nossa bancada.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Está encerrado o comunicado de líderes.
Dá-se início à ordem do dia.
(As ementas das proposições são reproduzidas conforme ordem do dia disponibilizada pela Secretaria Legislativa; as dos itens extrapauta, conforme PLe.)
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Item da ordem do dia.
Discussão e votação, em primeiro turno, do Projeto de Lei nº 944/2024, de autoria do deputado Thiago Manzoni, que “Institui o Sistema de Registro Atividades - SRA nas instituições públicas de ensino do Distrito Federal”, em tramitação conjunta com Projeto de Lei nº 1.211/2024, de autoria do deputado Roosevelt, que “dispõe sobre o uso obrigatório de sistema de segurança baseado em monitoramento por meio de câmeras de vídeo nas escolas e creches públicas e privadas do Distrito Federal e dá outras providências”.
Conforme disposto no art. 74, § 5º, da Lei Orgânica do Distrito Federal, consulto os líderes sobre existência de acordo para superarmos o sobrestamento decorrente dos 154 vetos do quadro demonstrativo da ordem do dia e apreciarmos as demais proposições das sessões ordinárias e extraordinárias.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Concedo a palavra ao deputado Chico Vigilante.
DEPUTADO CHICO VIGILANTE (PT. Como líder.) – Presidente, para este projeto que está entrando na pauta neste momento, não há consenso dos líderes. Nós somos contrários.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Vamos proceder à consulta dos líderes.
Concedo a palavra ao deputado Fábio Félix.
DEPUTADO FÁBIO FÉLIX (Bloco PSOL-PSB. Como líder.) – Presidente, não há acordo para votar esse item neste momento.
(Manifestação na galeria.)
DEPUTADO PASTOR DANIEL DE CASTRO (PP) – Presidente, pela ordem.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Concedo a palavra.
DEPUTADO PASTOR DANIEL DE CASTRO (PP) – Presidente, não há necessidade de consultar os líderes, é só continuar a sessão. Não houve acordo, mas houve votação e, pela maioria...
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Deputado, vamos consultar os líderes para ganharmos tempo.
Concedo a palavra ao deputado Rogério Morro da Cruz.
DEPUTADO ROGÉRIO MORRO DA CRUZ (Bloco União Democrático. Como líder.) – Presidente, é pautar o projeto. Vota “sim” quem quiser, “não” quem não quiser, e segue a sessão.
(Vaias na galeria.)
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Então é “sim” para o deputado Rogério Morro da Cruz.
Concedo a palavra ao deputado Chico Vigilante.
DEPUTADO CHICO VIGILANTE (PT. Como líder.) – Presidente, só para que fique claro para as pessoas que estão assistindo a esta sessão e para os deputados que estão no plenário, o que está se discutindo não é o que foi deliberado no Colégio de Líderes. O que se está discutindo neste momento é se nós aceitamos superar o sobrestamento decorrente dos mais de 200 vetos.
Há deputados que votaram sem saber o que estavam votando.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Deputado, eu estou consultando os líderes. Por gentileza, faça a sua manifestação.
DEPUTADO CHICO VIGILANTE (PT. Como líder.) – Eu fiz questão de esclarecer isso primeiro, porque há muitas pessoas assistindo a esta sessão da Câmara Legislativa.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Qual é a sua manifestação?
DEPUTADO CHICO VIGILANTE (PT. Como líder.) – Presidente, vossa excelência é um homem paciente, sempre tem paciência conosco.
A nossa posição do Partido dos Trabalhadores é não aceitar votar hoje.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – O voto do deputado Chico Vigilante é “não”.
Concedo a palavra ao deputado Roosevelt. (Pausa.)
Concedo a palavra ao deputado Thiago Manzoni.
DEPUTADO THIAGO MANZONI (PL. Como líder.) – Em nome do PL, há acordo para superar a questão dos vetos e votarmos hoje.
(Manifestação na galeria.)
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Concedo a palavra ao deputado Fábio Félix.
DEPUTADO FÁBIO FÉLIX (Bloco PSOL-PSB. Como líder.) – Presidente, não há acordo para superar o sobrestamento decorrente dos vetos.
Eu queria dizer a vossa excelência que, se houver uma inversão de pauta, se houver outra prioridade, nós podemos abrir a discussão. Mas, no caso, como o primeiro item que querem votar é o da censura nas escolas, nós não temos acordo para superar o sobrestamento.
(Manifestação na galeria.)
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Concedo a palavra ao deputado João Cardoso. (Pausa.)
Concedo a palavra ao deputado Pastor Daniel de Castro.
DEPUTADO PASTOR DANIEL DE CASTRO (Bloco A Força da Família. Como líder.) – De acordo para superar o sobrestamento e votar hoje, presidente.
(Manifestação na galeria.)
DEPUTADO CHICO VIGILANTE (PT) – Presidente, pela ordem.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Concedo a palavra.
DEPUTADO CHICO VIGILANTE (PT) – Presidente, eu peço verificação de presença, e coloco a nossa bancada do PT em obstrução.
(Manifestação na galeria.)
DEPUTADO FÁBIO FÉLIX (PSOL) – Presidente, solicito o uso da palavra para orientar a bancada.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Concedo a palavra.
DEPUTADO FÁBIO FÉLIX (Bloco PSOL-PSB. Como líder. Para orientar a bancada.) – Presidente, oriento a bancada do PSOL-PSB a entrar em obstrução também.
(Manifestação na galeria.)
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Pela maioria dos líderes, há acordo para superar o sobrestamento decorrente dos 154 vetos do quadro demonstrativo da ordem do dia.
Conforme solicitação do deputado Chico Vigilante para verificação de quórum, solicito que os deputados registrem a presença nos terminais.
(Realiza-se a verificação de presença.)
DEPUTADO THIAGO MANZONI (PL) – Presidente, pela ordem.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Concedo a palavra.
DEPUTADO THIAGO MANZONI (PL) – Presidente, vou aguardar a verificação de quórum e, em seguida, farei a minha solicitação.
(Manifestação na galeria.)
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Neste momento, há quórum para votarmos.
DEPUTADO CHICO VIGILANTE (PT) – Presidente, pela ordem.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Concedo a palavra.
DEPUTADO CHICO VIGILANTE (PT) – Presidente, eu tenho um voto em separado. Quando iniciar a discussão da CCJ, eu lerei o meu voto em separado e quero tempo destinado para leitura, porque o meu voto é longo.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Não há problema, deputado.
Proferidos os pareceres das comissões favoráveis, a CEC concluiu pela rejeição do projeto. Foi concedido pedido de vista ao deputado Chico Vigilante na sessão ordinária de 15 de outubro de 2025.
DEPUTADO THIAGO MANZONI (PL) – Presidente, pela ordem.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Antes de conceder a palavra ao deputado Chico Vigilante para proferir seu voto em separado, se assim o desejar, concedo a palavra ao deputado Thiago Manzoni.
DEPUTADO THIAGO MANZONI (PL) – Presidente, não há previsão regimental para tempo de leitura de voto em separado. O deputado tem o tempo da discussão para ler o voto em separado. Não há previsão regimental para a leitura de todo o voto.
Dessa forma, presidente, elaboro o meu requerimento para que seja concedido apenas o tempo da discussão para que deputado Chico Vigilante profira o seu voto em separado.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Deputado Thiago Manzoni, entendo a situação, mas eu não posso impedir que o deputado faça a leitura integral do seu voto. Então, que tenhamos paciência suficiente.
Concedo a palavra ao deputado Chico Vigilante, a quem solicito que se atenha ao voto em separado, por gentileza. Peço que não haja comentários sobre o voto. Eu gostaria de pedir a compreensão de todos, inclusive para garantir imparcialidade por parte desta presidência.
DEPUTADO CHICO VIGILANTE (PT. Para apresentar voto em separado.) – Presidente, vou proferir o que está no voto. Os comentários ficarão para o debate.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Agradeço a compreensão de vossa excelência.
DEPUTADO CHICO VIGILANTE (PT. Para apresentar voto em separado.) – Voto em separado à CCJ ao Projeto de Lei nº 944/2024, de autoria do deputado Thiago Manzoni, que “Institui o Sistema de Registro Atividades – SRA nas instituições públicas de ensino do Distrito Federal”, em tramitação conjunta com Projeto de Lei nº 1.211/2024, de autoria do deputado Roosevelt, que “dispõe sobre o uso obrigatório de sistema de segurança baseado em monitoramento por meio de câmeras de vídeo nas escolas e creches públicas e privadas do Distrito Federal e dá outras providências”.
Nos termos do art. 172, XV, b, do Regimento Interno desta casa, venho apresentar o presente voto em separado por discordar frontalmente do voto proferido pelo nobre deputado relator na CCJ, durante a sessão plenária de 15 de outubro de 2025, pela admissibilidade do Projeto de Lei nº 944/2024, em tramitação conjunta com o Projeto de Lei nº 1.211/2024.
A esta Comissão de Constituição e Justiça compete examinar a admissibilidade das proposições em geral...
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Deputado Chico Vigilante, só um minutinho. Acabo de receber a informação da assessoria de que vossa excelência está em obstrução. O senhor tem direito a voz, mas não tem direito a voto, conforme o regimento. Preciso que vossa excelência declare saída da obstrução para poder manifestar o voto.
DEPUTADO CHICO VIGILANTE (PT) – Pois eu me declaro fora da obstrução neste momento, porque já se alcançou o quórum. A obstrução era para impedir que houvesse quórum.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Isso consta aqui e está sendo feito apenas para que vossa excelência dê continuidade à leitura de forma regimental.
O deputado saiu da obstrução, tem direito ao voto.
Desculpe-me, deputado. Pode dar continuidade.
DEPUTADO CHICO VIGILANTE (PT. Para apresentar voto em separado.) – Está bem, presidente.
Presidente, vou começar a leitura do meu voto e quero dizer...
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Não, deputado, por favor, dê continuidade de onde parou.
DEPUTADO CHICO VIGILANTE (PT. Para apresentar voto em separado.) – Presidente, quero dizer para algumas pessoas que estão na galeria – são poucas, não é o caso dos professores, que são altamente educados – e não sabem como as coisas funcionam aqui e vêm querer atrapalhar o funcionamento da casa...
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Não vamos permitir isso. Vossa excelência sabe que sou extremamente imparcial em relação a isso.
DEPUTADO CHICO VIGILANTE (PT. Para apresentar voto em separado.) – Pois vou começar novamente a leitura do voto.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Não, deputado, dê continuidade de onde estava, por gentileza. Não há razão para começar novamente.
DEPUTADO CHICO VIGILANTE (PT. Para apresentar voto em separado.) – O Projeto de Lei nº 1.211/2024, de autoria do deputado Roosevelt, dispõe sobre o uso obrigatório de sistema de segurança baseado em monitoramento por meio de câmeras de vídeo nas escolas e creches públicas e privadas do Distrito Federal e dá outras providências.
A esta Comissão de Constituição e Justiça compete examinar a admissibilidade das proposições em geral quanto à constitucionalidade, juridicidade, legalidade, regimentalidade, técnica legislativa e redação.
Como procuro demonstrar a seguir, a matéria que ora examinamos padece de vícios insanáveis quanto à constitucionalidade, juridicidade e legalidade, razão pela qual deve ser considerada inadmissível no âmbito desta comissão.
A proposta de instalação obrigatória de câmeras de gravação de áudio e vídeo em todas as salas de aula das escolas públicas do Distrito Federal fere de morte o princípio constitucional da liberdade de cátedra, entalhado no art. 206, inciso II, da Constituição federal, que preceitua como princípio do ensino no país a liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar os pensamentos, a arte e o saber. É por isso que sempre reafirmamos aqui: a sala de aula é o ambiente sagrado da professora e do professor.
Esse princípio da liberdade de cátedra tem longa vida constitucional no Brasil, pois já constava na Constituição federal de 1934 como garantia aos docentes, e foi reforçado na Constituição de 1946, quando passou à categoria de princípio orientador da ordem constitucional da educação. E pasmem: também na Constituição de 1967, sob a ditadura, ainda assim constava que devia ser garantida a liberdade de cátedra. Se tal mandamento não era seguido na prática, era tão somente porque as ditaduras não costumam obedecer às leis.
Alegam os propositores da medida que ela servirá para aumentar a segurança nas salas de aula, à vista de diversos casos de violência contra professores. Ora, a disciplina e a construção de relações respeitosas entre educadores e educandos fazem parte do processo educativo e, como tal, devem ser conduzidas e orientadas pelos especialistas na área: professoras e professores.
Ademais, ocorrências de violência contra professores, repugnantes e inaceitáveis como a ocorrida no Centro Educacional 4 do Guará, o CED 4, não foram impedidas pela existência de câmeras de vídeo na escola e não seriam impedidas pela existência de câmeras em salas de aula.
Então, a insistência na colocação de câmeras de captação de áudio e vídeo nas salas de aula, se não tem o poder de coibir a violência e sequer tem o apoio da entidade representativa da categoria dos educadores, o Sindicato dos Professores, sugere o objetivo inconfesso de impor vigilância e viabilizar perseguição a professoras e professores. O objetivo parece ser, de fato, criminalizar a categoria docente, já que parte do princípio de que professores devem ser monitorados porque podem estar ensinando algo de indevido em sala de aula.
Como conciliar o princípio constitucional da liberdade de cátedra com a vigilância das aulas? Inventando um novo conceito de liberdade vigiada? Ora, mas o regime de liberdade em nossa ordem constitucional é o da presunção de inocência, não o da presunção de culpa.
Cidadãos livres, profissionais qualificados e concursados, exercendo sua profissão com zelo e competência, não devem ter seu trabalho vigiado, mas sim protegido e valorizado, coisa a que os defensores da proposta parecem não dar igual importância, como seria o caso se estivessem perfilados conosco para cobrar do governador Ibaneis o reforço e o reaparelhamento do Batalhão Escolar.
Portanto, é impossível conciliar o princípio constitucional da liberdade de cátedra com a vigilância das aulas por câmeras de áudio e vídeo. Isso torna a proposta frontalmente inconstitucional.
Por isso, a única posição possível dentro da ordem jurídica para a Comissão de Constituição e Justiça e esta casa tomarem em relação aos projetos de lei é pela sua inadmissibilidade, por afronta a princípio constitucional basilar de nossa ordem jurídica educacional.
Não bastasse isso, as proposições, ao tentarem disciplinar matéria que envolve a autonomia didático-científica dos professores e a liberdade de aprendizado, incorrem em invasão de competência privativa da União, como julgou o Tribunal de Justiça de Santa Catarina ao considerar inconstitucional a Lei Estadual nº 18.637/2023. Portanto, as propostas de lei são inconstitucionais por afronta a princípio constitucional basilar de nossa ordem jurídica educacional – a liberdade de cátedra – e, ainda, por vício de iniciativa, ao invadirem competência privativa da União para legislar sobre matérias que afetem a autonomia didático-científica dos professores e a liberdade de aprendizado.
Ocorre, senhor presidente e senhoras e senhores deputados, que as proposições que estamos analisando aqui não são apenas inconstitucionais. Elas são também ilegais, na medida em que não observam as disposições da Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998, que consolida a legislação sobre direitos autorais, os direitos de autor e os que lhes são conexos. Segundo o art. 7º dessa lei, são obras intelectuais protegidas as criações do espírito, expressas por qualquer meio ou fixadas em qualquer suporte, tangível ou intangível.
As aulas ministradas por professoras e professores se enquadram perfeitamente nesse contexto. Elas são fruto de seu conhecimento, método de exposição, organização de conteúdo didático e estilo – ou seja, são uma obra intelectual.
Portanto, a disciplina que se quer criar aqui para gravação e armazenamento em áudio e em vídeo das aulas das escolas públicas deve seguir o regramento da Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998, incluindo suas vedações, como, por exemplo, a da publicação, integral ou parcial, sem autorização prévia e expressa de quem as ministrou – art. 46, IV.
Qualquer tentativa de se firmar regramento diverso sobre o direito autoral da professora e do professor sobre suas aulas colide frontalmente com a disciplina da lei federal do direito autoral.
Por fim, por trás de todo esse esforço de vigiar e controlar educadores, existe a velha, “velhaca”, e famigerada ideologia da Escola sem Partido, com sua obsessão por controlar tudo que professoras e professores ensinam para assegurar que nada ali vá de encontro aos valores das famílias – tese já amplamente rejeitada pelos tribunais do país.
Não entendem, ou fazem questão de não entender, que, em nossa ordem constitucional, a educação é direito de todos e dever do Estado e da família – art. 205 da Constituição federal –; ou seja, a educação que cada família dá a seus filhos é assunto exclusivamente dela e de seus filhos. Acontece que, em nossa ordem constitucional, a educação não é dever só da família, mas também do Estado e, no cumprimento dessa obrigação, o Estado o faz, principalmente, por meio do ensino, cujos princípios são aqueles listados no art. 206 e não as convicções morais e religiosas de quem quer que seja.
O que eles querem com essa iniciativa é dizer o que a professora e o professor podem ou não ensinar; ou seja, censura, em frontal oposição aos princípios constitucionais.
É esse o nosso voto, presidente. (Palmas.)
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Obrigado, deputado Chico Vigilante. Agradeço a compreensão.
Quero agradecer a presença do nosso professor e deputado federal Prof. Reginaldo Veras. É sempre um prazer recebê-lo na sua casa, na nossa casa. O deputado federal Prof. Reginaldo Veras pediu para comunicar que o seu voto é contrário.
Deputado federal Prof. Reginaldo Veras, obrigado.
Registro as presenças do presidente da Adasa, meu amigo e ex-deputado Raimundo Ribeiro – obrigado, Raimundo, logo que votarmos o primeiro item, passaremos para a sua recondução; e do Daniel, secretário adjunto da Seduh-DF – não vi o Marcelo. Agradeço a presença. É um prazer tê-lo conosco, sempre dispostos a tirar eventuais dúvidas dos colegas.
Em discussão os pareceres.
Concedo a palavra à deputada Dayse Amarilio.
DEPUTADA DAYSE AMARILIO (PSB. Para discutir.) – Boa tarde a todos. Presidente, quero discutir o parecer e o projeto.
Trarei alguns apontamentos para que vocês da galeria permaneçam conosco.
É muito triste percebermos que, na casa da representação popular – algo falado pelos deputados que dizem estar aqui representando o Distrito Federal –, não tenhamos tido a sensibilidade de ouvir as pessoas que fazem educação todo santo dia. É muito ruim isso. Essa é uma mensagem muito ruim que esta casa passa. A preocupação com segurança é de todos, mas segurança não é feita com vigilância. Segurança é feita com coerência, com diálogo, com participação, com escuta ativa e com proteção do Estado. É preciso falar isso!
Além disso, presidente, há um princípio fantástico inerente à educação pelo qual precisamos prezar: o princípio da democracia. As escolas são regidas por esse princípio, que é constitucional. Se nós, nesta casa, estivéssemos realmente preocupados com a segurança das nossas crianças e dos nossos professores, no mínimo precisaríamos ter feito uma audiência pública, considerando uma instância máxima da educação, que é a assembleia geral escolar, prevista por lei. A assembleia geral escolar respeita as diferenças das escolas dentro das suas respectivas regiões administrativas.
Hoje, os professores são heróis e heroínas. A preocupação desta casa deve ser com isso, porque a violência se reflete nessa questão. Nós temos visitado as escolas e conhecemos a vida dos professores. O que temos percebido, professores, é que vocês são verdadeiros heróis e heroínas por muitas razões. Primeiramente, há déficit de servidores, o voluntariado é escravizado, falta segurança. Não existe dimensionamento para cuidar de uma escola tão diversa e cheia de peculiaridades. Muitas vezes, o professor vê que a criança tem uma deficiência, uma necessidade especial. Diante da inexistência de um laudo, os professores, os orientadores, o pessoal da educação faz milagre para acolher e atender com decência essa criança. Essa é a realidade que estamos enfrentando. (Palmas.)
Quero dizer a vocês que infelizmente é muito triste o que estamos votando nesta casa. Faço esse registro para que vocês reflitam. Se vocês acompanharem a sessão até o final, verão que votaremos aqui alterações orçamentárias de mais de R$100 milhões. Enquanto isso, estamos sofrendo contingenciamento na saúde e na educação. Então, quero que vocês entendam que a prioridade desse governo não é a saúde nem a educação. Isso teria que ser discutido aqui. Nós vamos votar renúncia fiscal e suplementação para outros órgãos enquanto a saúde e a educação ficam se humilhando aqui para ter o básico. Acompanhem a sessão. Hoje o meu voto, como professora, enfermeira e servidora – com muito orgulho –, é pela confiança que tenho nas pessoas que têm feito o chão diário das escolas, mesmo sem condições. Eu voto pela prioridade de fato, de verdade, no orçamento, para saúde e educação. (Palmas.)
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Registro e agradeço a presença do Vitor, diretor do Senac; do secretário Marcelo Vaz – obrigado, Marcelo, é sempre um prazer tê-lo conosco, tirando nossas dúvidas; e do Allan Freire, diretor-presidente do Jardim Botânico, que faz um excelente trabalho – receba o meu obrigado, Allan, em meu nome, no do deputado Thiago Manzoni e no de todos os demais parlamentares.
Continua a discussão.
Concedo a palavra ao deputado Pepa. (Pausa.)
Concedo a palavra ao deputado Ricardo Vale.
DEPUTADO RICARDO VALE (PT. Para discutir.) – Senhor presidente, senhoras e senhores deputados, eu não poderia deixar de vir a esta tribuna, primeiramente, para me solidarizar com o professor do CED 4 do Guará, que foi brutalmente agredido por um pai de aluno. Eu quero me solidarizar com vários professores que são agredidos fisicamente – como esse professor do Guará – e psicologicamente nas escolas. Muitas vezes, o Estado não reconhece a importância dos professores e não concede o reajuste digno que eles merecem. Eu me solidarizo porque o Estado não dá estrutura às escolas do Distrito Federal, não melhora as condições de trabalho, seja para os professores, seja para os alunos. Então, primeiramente, eu gostaria de me solidarizar com esse profissional, que certamente deve estar passando por um momento muito difícil, porque a agressão foi terrível. Eu também presto solidariedade a todos os profissionais da educação que sofrem assédio moral, muitas vezes, por parte do próprio Estado, que não reconhece a profissão deles.
Eu quero pedir ao deputado Thiago Manzoni e ao deputado Roosevelt que retirem esse projeto de lei, pois é uma aberração, um desrespeito aos professores do Distrito Federal. Peço que o retirem e não exponham nossos colegas a um projeto de lei inconstitucional, que certamente será derrubado nos tribunais. Fazer os deputados, principalmente os da base do governo, aprovarem um projeto inconstitucional também não deixa de ser um desrespeito com esta casa.
Portanto, fica esse apelo. Ainda há tempo de retirarmos esse projeto da pauta ou, se não for possível, de derrotá-lo. Devemos votar contrariamente e trabalhar para que nunca mais nenhum parlamentar desta casa volte a apresentar um projeto tão ruim para os profissionais da educação. Ninguém, nenhum profissional, seja da educação, seja da Polícia Militar ou do Corpo de Bombeiros Militar merece ser vigiado. Ninguém merece ficar sob observação do Estado.
Deputado Gabriel Magno, como as escolas vão administrar essa possibilidade de, a todo momento, um pai ir à escola relatar o que aconteceu com a filha? Como ficará a escola? Como o diretor atuará? Toda hora haverá um inquérito aberto, uma investigação, uma solicitação para ver as imagens das câmeras. É um projeto muito ruim, um projeto horrível.
Para encerrar, quero fazer um apelo aos deputados que protocolaram essa aberração de projeto para que o retirem desta casa. Se não o retirarem, peço que os demais deputados votem contra e derrotem esse projeto nefasto aos professores do Distrito Federal.
Muito obrigado.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Obrigado, deputado Ricardo Vale.
Continua a discussão.
Concedo a palavra ao deputado Gabriel Magno.
DEPUTADO GABRIEL MAGNO (PT. Para discutir.) – Presidente, vou reafirmar vários questionamentos que já fizemos sobre esse processo. Reforço o pedido do deputado Ricardo Vale para que não deliberemos hoje sobre o projeto.
Presidente, eu quero apresentar as contradições de quem defende o projeto. Foi dito aqui que o debate trata de segurança, deputado Hermeto. Vossa excelência é reconhecido como um parlamentar de uma força de segurança do Distrito Federal. O debate sobre segurança nas escolas é essencial. Nenhum professor ou professora nega isso. Pelo contrário, o que mais queremos é debater segurança nas escolas – deputado Rogério Morro da Cruz, em São Sebastião, recentemente, houve um caso – e queremos o debate de maneira muito séria e sóbria.
No ano passado, houve uma auditoria do Tribunal de Contas do Distrito Federal que apontou falhas de segurança e estrutura nas escolas públicas desta cidade. De acordo com essa auditoria, a maior parte das escolas públicas do DF não possui estrutura básica adequada. Sabe o que é estrutura básica adequada, presidente? Água. Falta água nas escolas. As salas estão superlotadas, abarrotadas de gente. As condições sanitárias das escolas não são as condições adequadas. Não há quadra coberta, não há laboratório, não há internet. Essa é a realidade, essa é a vida real em uma sala de aula no Distrito Federal. E isso tem impacto sobre a violência. Uma coisa é uma sala de aula e uma escola que respeitam o que está na lei, com um número mínimo de estudantes por turma – 15 ou 20 alunos. Eu desafio os parlamentares a amanhã visitarem uma escola em sua cidade e perguntarem se no ensino médio estão respeitando a estratégia de matrícula. Não estão! No ensino médio, há 45 estudantes matriculados em uma sala. Na alfabetização, há escola com mais de 30 estudantes matriculados por sala. Vamos falar dessa violência! Por que os deputados se calam sobre isso? Vamos falar da violência diária a que os professores e estudantes estão submetidos nas escolas! O Estado não garante o acompanhamento do monitor, não garante o acompanhamento psicológico, não garante a assistência social. Isso está na lei, mas o Estado não cumpre a lei. O Estado e o Governo do Distrito Federal violam a lei e cometem violência.
Encerro, presidente, fazendo uma pergunta aos parlamentares e ao Governo do Distrito Federal – infelizmente, vimos o silêncio total da secretária de Educação sobre este processo. Qual é o planejamento do Governo do Distrito Federal para cumprir as metas do Plano Distrital de Educação, que está na lei aprovada nesta casa? Precisamos enfrentar o debate sobre a qualidade e a garantia do direito à educação, bem como sobre a dignidade dos estudantes, dos profissionais da educação e da comunidade escolar. Devemos também discutir o financiamento, a estrutura física das escolas e a preservação dos direitos fundamentais de crianças e adolescentes.
Infelizmente, presidente, votar esse projeto de lei, do jeito que ele está sendo pautado hoje, é virar as costas para a maior categoria de servidores públicos desta cidade, é virar as costas para as mais de 700 escolas desta cidade e não apresentar uma resposta concreta aos problemas que professores e professoras enfrentam diariamente na sala de aula. Obrigado, presidente.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Continua a discussão.
Concedo a palavra ao deputado Fábio Félix.
DEPUTADO FÁBIO FÉLIX (PSOL. Para discutir.) – Presidente, deputados, deputadas, tenho visitado muito as escolas públicas do Distrito Federal. Sei que vários deputados têm feito isso também. Temos conhecido de perto os problemas das escolas. Existe um que é muito grave e que acontece especialmente em algumas regiões administrativas: a falta de vagas. Fui ontem a São Sebastião; falta vaga de ensino infantil, falta vaga de ensino médio. No Recanto das Emas, falta vaga de ensino infantil, falta vaga de ensino médio. Recentemente, fui a Água Quente. Acho que a maioria dos deputados conhece Água Quente – o deputado Jorge Vianna com certeza é um deles e sabe que aquela é uma região administrativa extremamente precarizada, com pouquíssimas escolas, nas quais há dificuldade de se estudar em razão da falta de estrutura. Esse é um dos problemas, entre tantos que enfrentamos na educação pública do Distrito Federal.
Como já foi dito hoje, a maior parte das escolas não é climatizada. Muitos projetos pedagógicos não vão para a frente. Cerca de 70% dos nossos professores têm contrato temporário, não são professores efetivos. Se houvesse visita da Vigilância Sanitária, como as que acontecem a algumas cozinhas, elas seriam interditadas por falta de insumos e condições para que a comida seja feita na escola. Há problemas estruturais de telhado e problemas prediais em inúmeras escolas do Distrito Federal. Essa é a situação. Essa é a radiografia, o diagnóstico da educação no Distrito Federal.
E nem de longe essa é a prioridade do governador do DF e da secretária de Estado de Educação. É só lembrarmos as declarações do governador na época da greve dos professores. Ele falava que queria ver até onde os professores iriam aguentar. Era esse o discurso do governador em relação à educação. E, agora, esta casa faz um péssimo gesto à educação, que é não construir uma lista de prioridades para essa política pública.
Sabe o que estamos fazendo aqui na prática? Nós estamos desgastando o Plenário da Câmara Legislativa para votar um projeto vazio, inócuo. Se sancionado amanhã, nós vamos à justiça para declará-lo inconstitucional.
Esse projeto não tem valor formal, não foi discutido com professores e vem de parlamentares que gostam de censurar professores e professoras. Mesmo com as emendas propostas para que o projeto seja votado hoje, nós não acreditamos que essa seja uma solução para a segurança e a integridade de crianças e adolescentes nas nossas escolas.
Está muito claro o que está acontecendo aqui: eles não estão preocupados com a segurança de crianças e adolescentes, estão preocupados com a mordaça contra professores e contra a educação.
O voto do PSOL, hoje, é contra esse projeto, presidente.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Obrigado, deputado Fábio Félix.
Continua a discussão.
Concedo a palavra ao deputado Chico Vigilante.
DEPUTADO CHICO VIGILANTE (PT. Para discutir.) – Presidente, eu acho importante pontuarmos algumas questões nesta tribuna. O discurso que está sendo feito, inclusive por meio das redes sociais dos defensores do projeto, é o de que a partir de amanhã não haverá mais violência nas escolas.
É isso que eles estão dizendo – e estão dizendo que a culpa pela violência nas escolas é da esquerda.
Eu quero ver como é que vai ficar a cara deles depois da aprovação desse projeto, até porque, presidente, se ele for aprovado, vai ser declarado inconstitucional. Portanto, vai cair. Além disso, esse projeto, se virasse lei, levaria 2 anos, no mínimo, para ser implementado, porque teria que haver licitação e não está dito qual é o valor.
A verdade – e daqui a pouco vamos debater outros assuntos – é que o governo está tomando bucha de jegue, achando que é dinheiro. O que justifica, deputado Wellington Luiz, aquele desconto dos aposentados? Vão levar R$2.300 de cada aposentado, especialmente dos da rede de educação do Distrito Federal. Estão dizendo que estão fazendo isso para ajustar as contas, mas é o aposentado que está pagando a conta! No entanto, não estão dizendo aqui quanto que vão gastar com essas benditas câmeras. Vão gastar quanto? Custa quanto? Isso tem que ser implementado por meio de licitação pública. Não vai haver esquema de indicação de quem quer que seja, até porque, presidente, nós estaremos de olho, fiscalizando de perto!
Eu lamento que tenhamos que ficar uma tarde inteira discutindo uma questão inócua, uma questão que não vai resolver absolutamente nada. Querem discutir coisa séria para a educação? Eu estou disposto. Eu topo. Mas eu não topo esse tipo de discussão que não resolve absolutamente nada!
Portanto, presidente, espero – ainda é tempo – que esta casa tenha juízo e vote contra esse projeto.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Obrigado, deputado Chico Vigilante.
Continua a discussão.
Concedo a palavra ao deputado Thiago Manzoni.
DEPUTADO THIAGO MANZONI (PL. Para discutir.) – Presidente, quero falar muito rapidamente apenas para fazer uma elucidação.
O deputado Jorge Vianna foi o primeiro que solicitou que o projeto fosse alterado de modo que a colocação das câmeras não fosse uma obrigatoriedade, mas uma faculdade das escolas.
Deputado Jorge Vianna, eu queria tornar público outra vez – já o fiz na semana passada – que apresentamos o substitutivo, e que a colocação de câmeras é uma faculdade das escolas. A escola que quiser botar câmera em sala de aula bota. A escola que não quiser botar câmera em sala de aula não bota.
As narrativas que vão sendo criadas e as vaias que foram proferidas aqui ao deputado Roosevelt e ao deputado Pastor Daniel de Castro só mostram 1 coisa: o autoritarismo do Sinpro. (Vaias.)
Não é que eles não querem câmeras nas escolas. Eles não querem que os professores tenham o direito de escolher. Eles querem tirar dos professores o direito de escolher se querem ou não as câmeras. Quem quer coloca as câmeras, quem não quer não coloca as câmeras.
Respondendo de maneira muito objetiva, afirmo que a não obrigatoriedade já revela, por si só, que não há dúvida quanto à existência ou não de valores. Por exemplo, se houver emenda parlamentar – eu destinarei emenda para a colocação de câmeras nas escolas que assim quiserem –, a escola coloca as câmeras. Se não houver recurso, a escola não coloca as câmeras.
(Manifestação na galeria.)
DEPUTADO THIAGO MANZONI (PL. Para discutir.) – Presidente, por fim, ouvi aqui que segurança não se faz com vigilância, mas com diálogo. Esse é um erro crasso. Segurança não se faz com diálogo. Perguntem para a menininha de 4 anos de idade que foi estuprada se ela teve a chance de dialogar com o agressor dela. Perguntem para um menino de 16 anos, como o que foi assassinado com uma facada para roubarem seu celular, se segurança se faz com vigilância ou com diálogo. Segurança se faz com vigilância.
(Manifestação na galeria.)
DEPUTADO THIAGO MANZONI (PL. Para discutir.) – Não é a primeira vez que sou interrompido por essa falta de educação do Sinpro. O Sinpro passa uma mensagem ruim para a sociedade em geral. É por isso que ele não representa mais os professores. Imaginem se isso é representação! É uma vergonha!
(Manifestação na galeria.)
DEPUTADO THIAGO MANZONI (PL. Para discutir.) – Presidente, vou pedir para vossa excelência garantir o meu tempo e vou encerrar...
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Solicito que parem o tempo do deputado Thiago Manzoni.
(Manifestação na galeria.)
DEPUTADO THIAGO MANZONI (PL. Para discutir.) – Não, presidente. Eu falo! Eu falo competindo com eles! Aqui está a educação do Sinpro.
Câmera de vigilância não é sobre repressão, é sobre prevenção! Câmera de vigilância é para inibir atos criminosos como o estupro de uma criança de 4 anos de idade. Câmera de vigilância é para inibir atos criminosos como o de um pai – que, infelizmente, não foi inibido – que vai à escola e bate no professor. Câmera de vigilância é sobre prevenção, não é sobre repressão.
Eu gostaria de deixar claro para o Distrito Federal e para o Brasil que o Sinpro e a educação do Sinpro não são a educação dos professores do Distrito Federal e não representam a classe dos professores! O Sinpro que está aqui me vaiando e me xingando é uma vergonha para os professores e para a educação do Distrito Federal!
Obrigado, presidente.
(Manifestação na galeria.)
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Obrigado, deputado Thiago Manzoni.
Continua a discussão.
Concedo a palavra ao deputado Max Maciel.
DEPUTADO MAX MACIEL (PSOL. Para discutir.) – Presidente deputado Wellington Luiz, eu gostaria de saudar os professores e os orientadores do sindicato que se fazem presentes.
Bem, qualquer pessoa que escutar que videomonitoramento nas escolas vai trazer segurança vai concordar com isso. O problema, historicamente, é com os nossos professores e orientadores. Eu nunca vi, num governo, uma classe ser tão atacada. (Palmas.) Essa classe não recebe seu reajuste salarial, é criminalizada e sofre agressões nas ruas. O fato de um pai invadir uma escola e agredir um professor é reflexo de discursos como os que escutamos neste plenário. Isso é inadmissível em qualquer instância! Isso é inadmissível em qualquer instância!
As nossas escolas podem, sim, ter câmeras – inclusive a maioria tem. Mas, dentro de sala de aula, em respeito à cátedra, já é outro debate.
As escolas estão pedindo algo que esta casa não faz, que é debater a instalação de energia eficiente para que haja ar-condicionado nas escolas. As escolas não têm ar-condicionado não porque não enviamos emendas para elas, deputado. As nossas emendas estão lá. Isso acontece porque a secretaria, junto com a Neoenergia, não tem capacidade de instalar transformadores com potência suficiente para os ares-condicionados nas escolas. As nossas escolas não têm cobertura nas quadras. Isso também é um processo pedagógico.
Os dados da secretaria e estudos desta casa – que já compartilhei por e-mail com os senhores – demonstram que a maior violência no ambiente escolar ocorre fora dos muros da escola; não é dentro dela. Na escola, há violência? Sim, há. Ninguém está dizendo que não há. Mas, nas escolas, para mediar relações de conflito, não há orientadores, não há psicólogos, não há monitores.
Se uma criança sofrer violência sexual dentro da escola, não há educação sexual reprodutiva nem espaço para que ela possa denunciar isso, caso saiba que sofreu esse tipo de violência. Então, não adianta o videomonitoramento se não houver investimento concreto na educação.
Há um detalhe: mesmo se a instalação da câmera for facultada à escola, quem vai monitorar isso? Quem vai armazenar essas imagens e para onde elas irão? Isso gera uma série de preceitos administrativos e de regramentos financeiros, que são de competência do Executivo, ou seja, não passam por esta casa.
Nesta casa, já ouvi propostas de se colocar policial em sala, de se militarizar as escolas, de se instalar concertina nas escolas. Os senhores querem transformar nossas escolas em presídios – essa é a realidade – e não em escolas para o futuro, com laboratório, com ciência e tecnologia, abertas.
As nossas escolas não têm sequer ônibus para levar as crianças a passeios. A minha filha estuda em escola pública. Para fazer passeio escolar, os pais têm que ratear um valor para pagar um ônibus. Vamos destinar dinheiro para que haja ônibus nas escolas, para que nossas crianças possam participar dos eventos.
Para concluir, presidente, tenho que ser sincero no debate. A realidade é esta: a escola que os senhores querem é uma escola com mordaça. Isso não vai acontecer.
Obrigado, presidente.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Obrigado, deputado Max Maciel.
Continua a discussão.
Concedo a palavra ao deputado Jorge Vianna.
DEPUTADO JORGE VIANNA (PSD. Para discutir.) – Presidente, quero reiterar o que falei na semana passada. Na minha opinião, o professor tem total direito de optar por ter ou não a câmera em sala de aula. É óbvio que isso é foro íntimo desse profissional.
Quero até elogiar o deputado Thiago Manzoni por ter coragem de enfrentar o debate – que existe quando há 2 pontos. Há professores e comunidades que querem essa câmera – isso é fato. Senão, ele não faria um projeto como esse, se não tivesse sido dada a ele essa sugestão.
Eu não gostaria de ter câmeras na minha sala e não sou a favor disso. Mas, se eu desse aula numa sala de adolescentes que faltassem com respeito, e eu chamasse a atenção deles, chamasse a direção, chamasse os pais, e a situação não se resolvesse, eu colocaria câmera na sala, sem problema nenhum. Mas eu faria isso individualmente.
Eu não estou entendendo o que está acontecendo, porque, na semana passada, estive com o Sinpro-DF aqui fora e falei que eu era contra – e continuo contra – a obrigatoriedade da câmera. O Sinpro-DF falou: “Se isso fosse pelo menos facultativo...” Aí eu fiz esse pedido ao deputado Thiago Manzoni e ao deputado Roosevelt, e eles o acataram.
Então, pessoal, quem vai decidir isso será o professor, porque o diretor de uma escola é um professor, sobretudo. A lei está prevendo a ação facultativa, em que o diretor, que é professor, vai decidir sobre a instalação ou não da câmera na escola, junto com a comunidade. Então, se os professores daquela escola, que o elegeram, disserem que não querem câmera na sala, não haverá câmera.
Estamos discutindo este assunto. É normal virem à tona todos os problemas da educação, porque o foro é este mesmo. Eu posso dizer: eu, deputado Jorge Vianna, ajudei mais de 200 escolas no DF. Então, posso afirmar que estou na comunidade escolar e sei o que ela quer e o que não quer. Particularmente, sou contra o monitoramento de forma obrigatória. Porém, agradeço o acatamento da emenda. Ela foi um pedido nosso, fruto de uma conversa que tive com o Sinpro. A emenda foi acatada. Por esse motivo, agora o projeto está em condições de ser aprovado.
Obrigado, presidente.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Obrigado, deputado Jorge Vianna.
Concedo a palavra ao deputado Hermeto.
DEPUTADO HERMETO (MDB. Para discutir.) – Presidente, sou da área de segurança. Também, como o deputado Jorge Vianna, digo que destinei mais de R$10.000.000 em emendas para as escolas – isso pode ser verificado no Portal da Transparência. Podem verificar a estrutura de qualquer uma das escolas do Núcleo Bandeirante, da Candangolândia e do Riacho Fundo, que são a minha maior base eleitoral.
Ainda existe a escola em que estudei quando vendia jornal, no Núcleo Bandeirante, na década de 1970. Essa é a escola onde fui alfabetizado. Tenho um amor muito grande por aquelas escolas. Aquelas escolas me tiraram do ofício de engraxar sapato.
Fui criado sem pai no Núcleo Bandeirante. Em 1972, minha mãe chegou do Ceará. Meu pai morreu, só deixou água no pote, e meus 6 irmãos vieram para cá. Vendi jornal no Núcleo Bandeirante, fui engraxate, vigia, fiz frete com carrinho de madeira na feira do Bandeirante.
A escola sempre foi o meu pilar. Por meio da escola, estudei para passar no concurso da PM, quando se exigia apenas primeiro grau, há 35 anos. Graças a Deus entrei na PM, graças a Deus me formei e, por causa da escola pública, estou aqui hoje.
Vou dizer uma coisa, deputado Jorge Vianna: a sua emenda é fantástica. Quem fará a escolha não é o diretor? Não é a comunidade escolar que decidirá se quer ou não câmeras? Quem vota no diretor não é a comunidade? Então, a comunidade está representada pela escola, pelo diretor. Se o diretor, com a comunidade escolar, achar necessária a instalação de uma câmera, ele tem todo o direito de fazer isso. Se o diretor achar que não é necessário, ele vai optar pela não instalação.
(Manifestação na galeria.)
DEPUTADO HERMETO (MDB. Para discutir) – Só um pouquinho, pessoal. Estou sendo educado com os senhores, só um pouquinho.
Eu sou do tempo em que havia educação moral e cívica na escola. Sou do tempo em que, na sexta-feira, hasteávamos a bandeira na escola, com 10, 12 anos de idade. Sou do tempo em que chamávamos professor de senhor e professora de senhora. Nunca, nunca se destratava um professor!
Lembro-me de uma vez em que o professor reclamou para minha mãe – dona Julieta, que trabalhava nas cantinas de obra. À noite, ela chegou em casa, pegou um fio de ferro e me deu uma surra. Ela disse: “Isso é para nunca mais você responder a um professor”.
Eu sou desse tempo. Sou fruto da escola pública e estou aqui hoje. Estou deputado e sou policial militar. Então, quero dizer o seguinte: quem falou que monitoramento não é policiamento, não é segurança, está errado. É, sim! Todas as nossas cidades hoje são vigiadas 24 horas. Entretanto, cabe ao diretor, à comunidade escolar, escolher se quer isso ou não.
Por que esse medo, Sinpro? Por que esse medo? Quem vai fazer a escolha são vocês. Então, parem com isso, parem com essa demagogia. Quem fará essa escolha será o diretor. Vocês estão com medo de que eles escolham!
Presidente, pela liderança do governo, recomendo que toda a base do governo vote “sim”.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Obrigado, deputado Hermeto.
Concedo a palavra ao deputado Pastor Daniel de Castro.
DEPUTADO PASTOR DANIEL DE CASTRO (PP. Para discutir.) – Presidente, deixe-me começar com uma frase de uma entrevista que dei: “Câmeras não vigiam professores, câmeras protegem vidas”. Porém, quero dizer, presidente, que está muito claro quem o Sinpro representa. Lamentavelmente, o Sinpro já não fala mais pela categoria, ele se tornou um braço do PT.
O Sinpro não fala pelos professores. Estou aqui ao lado do deputado João Cardoso. Nós estamos recebendo, neste momento, mensagens de professores e diretores dizendo: “Deputados, votem pelas câmeras de monitoramento nas salas de aula”.
Quem está no Sinpro não está na sala de aula. A realidade é outra. Alguns que estão no Sinpro há muito tempo não sabem mais o que significa estar em sala de aula, dar aula. Não sabem o que significa ser atacado por um aluno. O que me deixa estarrecido, deputado Roosevelt, é isso.
Vemos a diferença entre o Sinpro e o professor, o educador. O professor é educado, cortês e respeitoso. O professor sabe respeitar, sabe ouvir, sabe falar, sabe se calar, sabe a hora de entrar, sabe a hora de sair.
O Sinpro é isso aí, só sabe nos atacar. Só sabe atacar os parlamentares desta casa. E, lamentavelmente, não nos respeita.
Permita-me dizer algo, presidente. Estou prestes a completar 3 anos de mandato. O maior orgulho no meu mandato é o serviço prestado à educação. Foram mais de R$15 milhões para essa área. Foi a área em que mais investi, em Planaltina, em Sobradinho, em Brazlândia, em Taguatinga, em Ceilândia, em Samambaia, no Recanto das Emas, no Gama e em Santa Maria. Todas essas regiões receberam emendas de minha autoria, tamanha é a consideração que tenho. Respeito, de coração, o professor.
Agora, vai um aviso duro: está na hora de os professores conservadores e cristãos cancelarem suas filiações ao Sinpro. O Sinpro não nos representa. O Sinpro presta um desserviço à cidade, querendo essa esquerda ou não. O Sinpro hoje é um braço estendido do PT.
As vaias de vocês para mim são aplausos bem-vindos. Eu agradeço os aplausos de vocês para mim.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Obrigado, deputado Pastor Daniel de Castro.
Continua a discussão.
Como não há quem queira discutir, encerro a discussão.
DEPUTADO GABRIEL MAGNO (PT) – Presidente, pela ordem.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Concedo a palavra.
DEPUTADO GABRIEL MAGNO (PT) – Presidente, só para esclarecer, a votação é do parecer?
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Do voto em separado do deputado Chico Vigilante.
DEPUTADO FÁBIO FÉLIX (PSOL) – Presidente, pela ordem.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Concedo a palavra.
DEPUTADO FÁBIO FÉLIX (PSOL) – Presidente, solicito que seja retirada a obstrução, neste momento, para que possamos votar o voto em separado do deputado Chico Vigilante.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Fica retirada a obstrução, a pedido do deputado Fábio Félix. Imagino que isso seja extensivo aos demais deputados.
Solicito que sejam retiradas as demais obstruções.
DEPUTADO THIAGO MANZONI (PL) – Presidente, pela ordem.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Concedo a palavra.
DEPUTADO THIAGO MANZONI (PL) – Presidente, há um parecer de autoria do deputado Gabriel Magno, na Comissão de Educação e Cultura, pela rejeição do projeto.
Eu só gostaria de saber como será o procedimento. Nós vamos votar o voto em separado do deputado Chico Vigilante. Vamos rejeitar o voto em separado e, depois, vamos votar o parecer do deputado Gabriel Magno.
É isso?
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Essa é a sequência, deputado.
DEPUTADO CHICO VIGILANTE (PT) – Presidente, pela ordem.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Concedo a palavra.
DEPUTADO CHICO VIGILANTE (PT) – Presidente, peço a vossa excelência que proceda à votação nominal do meu voto em separado.
E mais: quero dizer a todas as pessoas que estão assistindo a esta sessão e a vossa excelência, presidente deputado Wellington Luiz, que foi um sindicalista brilhante, que o Sindicato dos Professores merece respeito.
(Manifestação na galeria.)
DEPUTADO CHICO VIGILANTE (PT) – Portanto, eu não aceito os ataques que são feitos a esse sindicato.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Obrigado, deputado Chico Vigilante.
DEPUTADO THIAGO MANZONI (PL) – Presidente, pela ordem.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Concedo a palavra.
DEPUTADO THIAGO MANZONI (PL) – Presidente, trata-se novamente da mesma questão formal.
Havia sido proferido parecer, na CCJ, pelo deputado Iolando, pela admissibilidade.
O deputado Chico Vigilante apresentou voto em separado.
Minha pergunta é: nós vamos votar o voto do relator, deputado Iolando, que já foi proferido, ou o voto em separado do deputado Chico Vigilante?
Porque ou aprovamos o voto do relator ou rejeitamos o voto em separado. É preciso saber o que vamos votar.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Primeiro, será votado o voto em separado do deputado Chico Vigilante.
A pedido do deputado Chico Vigilante, a votação se dará pelo processo nominal.
DEPUTADO FÁBIO FÉLIX (PSOL) – Presidente, pela ordem.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Concedo a palavra.
DEPUTADO FÁBIO FÉLIX (PSOL) – Presidente, eu sei que vossa excelência está na presidência hoje, mas, na semana passada, o deputado Ricardo Vale estava na presidência e eu gostaria de elogiar a postura irrepreensível, democrática, séria e comprometida com o Regimento Interno de sua excelência, que o substituiu à altura.
Agradecemos ao deputado Ricardo Vale de forma muito democrática. Sei que vossa excelência já o elogiou e tem plena confiança na condução do deputado Ricardo Vale, mas eu gostaria de agradecer ao deputado a condução na última semana.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Obrigado, deputado Fábio Félix. Sinto-me contemplado.
DEPUTADO PASTOR DANIEL DE CASTRO (PP) – Presidente, pela ordem.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Concedo a palavra.
DEPUTADO PASTOR DANIEL DE CASTRO (PP) – Presidente, o que entendo – vossa excelência, juntamente com a mesa, corrija-me se eu estiver errado – é que precisávamos votar o parecer do deputado Iolando. Tacitamente, o parecer em separado do deputado Chico Vigilante já estaria automaticamente rejeitado. É o que eu entendo, regimentalmente.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – A sequência é a seguinte: primeiro, votamos o voto em separado do deputado Chico Vigilante. Depois, o parecer do deputado Iolando.
(Intervenção fora do microfone.)
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Um momento. Vamos discutir a dúvida suscitada pelo deputado Pastor Daniel de Castro.
(Pausa.)
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Senhores deputados, caberá a mim tomar a decisão.
Primeiro, votaremos o voto em separado do deputado Chico Vigilante pelo processo nominal. Em seguida, votaremos o parecer do deputado Iolando.
DEPUTADO PASTOR DANIEL DE CASTRO (PP) – Presidente, pela ordem.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Concedo a palavra.
DEPUTADO PASTOR DANIEL DE CASTRO (PP) – Presidente, eu gostaria de propor uma combinação para garantir que o procedimento fique correto. Não é exatamente como foi dito, pois, ao votar o voto do relator na comissão, automaticamente o voto em separado fica rejeitado. Mas concordo com o encaminhamento. Quero apenas deixar isso registrado formalmente para não criar precedente.
Obrigado.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Obrigado.
Vamos fazer a votação pelo processo nominal, lembrando que o que está sendo votado é o voto em separado do deputado Chico Vigilante.
DEPUTADO CHICO VIGILANTE (PT) – Presidente, solicito o uso da palavra para orientar a bancada.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Concedo a palavra.
DEPUTADO CHICO VIGILANTE (PT. Como líder. Para orientar a bancada.) – Peço à bancada do Partido dos Trabalhadores que vote a favor do meu voto.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Obrigado.
DEPUTADO ROOSEVELT (PL) – Presidente, solicito o uso da palavra para orientar a bancada.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Concedo a palavra.
DEPUTADO ROOSEVELT (PL. Como líder. Para orientar a bancada.) – Oriento os integrantes do PL a votarem contra: “não”.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Obrigado.
DEPUTADO FÁBIO FÉLIX (PSOL) – Presidente, solicito o uso da palavra para orientar a bancada.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Concedo a palavra.
DEPUTADO FÁBIO FÉLIX (Bloco PSOL-PSB. Como líder. Para orientar a bancada.) – Presidente, oriento o bloco PSOL-PSB a votar favoravelmente ao voto em separado do deputado Chico Vigilante.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Obrigado, deputado Fábio Félix.
DEPUTADO PASTOR DANIEL DE CASTRO (PP) – Presidente, solicito o uso da palavra para orientar a bancada.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Concedo a palavra.
DEPUTADO PASTOR DANIEL DE CASTRO – (Bloco A Força da Família. Como líder. Para orientar a bancada.) – Presidente, em nome do meu presidente e do Bloco A Força da Família, a orientação é para rejeitar o parecer do deputado Chico Vigilante, na CCJ.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Em votação.
Solicito aos deputados que aprovam o voto em separado que votem “sim” e aos que o rejeitam que votem “não”.
(Realiza-se a votação nominal.)
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Votação encerrada.
Houve 6 votos favoráveis, 14 votos contrários e 1 abstenção.
Foi rejeitado.
Esta presidência informa que passaremos à votação do parecer do deputado Iolando.
DEPUTADO FÁBIO FÉLIX (PSOL) – Presidente, solicito o uso da palavra para orientar a bancada.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Concedo a palavra.
DEPUTADO FÁBIO FÉLIX (Bloco PSOL-PSB. Como líder. Para orientar a bancada.) – Presidente, o bloco PSOL-PSB vota “não” ao parecer do deputado Iolando.
DEPUTADO ROOSEVELT (PL) – Presidente, solicito o uso da palavra para orientar a bancada.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Concedo a palavra.
DEPUTADO ROOSEVELT (PL. Como líder. Para orientar a bancada.) – Presidente, como líder do PL, a orientação é “sim” ao parecer do deputado Iolando.
DEPUTADO CHICO VIGILANTE (PT) – Presidente, solicito o uso da palavra para orientar a bancada.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Concedo a palavra.
DEPUTADO CHICO VIGILANTE (PT. Como líder. Para orientar a bancada.) – Presidente, nós temos um problema que precisa ser resolvido. Ainda temos a apreciação do parecer da Comissão de Educação e Cultura, do deputado Gabriel Magno. Portanto, presidente, a CCJ é a última comissão a ser apreciada.
Portanto, regimentalmente, deve-se votar primeiro o parecer do deputado Gabriel Magno e, em seguida, o da CCJ. É o que diz o Regimento Interno.
DEPUTADO HERMETO (MDB) – Presidente, solicito o uso da palavra para orientar a bancada.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Concedo a palavra.
DEPUTADO HERMETO (Governo. Como líder. Para orientar a bancada.) – Pela base do governo, o voto é “sim” ao parecer do deputado Iolando.
DEPUTADO PASTOR DANIEL DE CASTRO (PP) – Presidente, solicito o uso da palavra para orientar a bancada.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Concedo a palavra.
DEPUTADO PASTOR DANIEL DE CASTRO – (Bloco A Força da Família. Como líder. Para orientar a bancada.) – Pelo Bloco A Força da Família, o voto é “sim” ao parecer do deputado Iolando.
DEPUTADO CHICO VIGILANTE (PT) – Presidente, pela ordem.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Concedo a palavra.
DEPUTADO CHICO VIGILANTE (PT) – Presidente, solicito que a votação seja pelo processo nominal.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Acato a solicitação de vossa excelência.
Em votação.
Solicito aos deputados que aprovam o parecer que votem “sim” e aos que o rejeitam que votem “não”.
(Realiza-se a votação nominal.)
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Votação encerrada.
Houve 15 votos favoráveis e 6 votos contrários.
Foi aprovado.
Passaremos à votação do parecer da Comissão de Educação e Cultura.
DEPUTADO FÁBIO FÉLIX (PSOL) – Presidente, solicito o uso da palavra para orientar a bancada.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Concedo a palavra.
DEPUTADO FÁBIO FÉLIX (Bloco PSOL-PSB. Como líder. Para orientar a bancada.) – Presidente, para encaminhar o voto quanto ao belíssimo parecer lido pelo deputado Gabriel Magno, na Comissão de Educação e Cultura, um verdadeiro educador desta cidade, uma liderança da educação: o nosso voto, do PSOL-PSB, é “sim” ao parecer.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Obrigado, deputado.
DEPUTADO CHICO VIGILANTE (PT) – Presidente, pela ordem.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Concedo a palavra.
DEPUTADO CHICO VIGILANTE (PT) – Presidente, eu peço votação nominal para o parecer do deputado Gabriel Magno.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Acato a solicitação de vossa excelência.
DEPUTADO ROOSEVELT (PL) – Presidente, solicito o uso da palavra para orientar a bancada.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Concedo a palavra.
DEPUTADO ROOSEVELT (PL. Como líder. Para orientar a bancada.) – O PL orienta a votar “não” ao parecer sem sentido do deputado Gabriel Magno.
(Manifestação na galeria.)
DEPUTADO HERMETO (MDB) – Presidente, solicito o uso da palavra para orientar a bancada.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Concedo a palavra.
DEPUTADO HERMETO (Governo. Como líder. Para orientar a bancada.) – Eu respeito que o deputado Gabriel Magno tenha lido por 2 horas o parecer dele, mas, pela base do governo, a orientação é para votar “não”.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Em votação.
Solicito aos deputados que aprovam o parecer que votem “sim” e aos que o rejeitam que votem “não”.
(Realiza-se a votação nominal.)
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Votação encerrada.
Houve 6 votos favoráveis, 14 votos contrários e 1 abstenção.
O parecer da Comissão de Educação e Cultura foi rejeitado.
Designo o deputado Pastor Daniel de Castro como relator substituto e solicito que apresente novo parecer sobre a matéria.
DEPUTADO PASTOR DANIEL DE CASTRO (PP. Para apresentar parecer.) – Parecer da Comissão de Educação e Cultura ao Projeto de Lei nº 944/2024, de autoria do deputado Thiago Manzoni, que “Institui o Sistema de Registro Atividades – SRA nas instituições públicas de ensino do Distrito Federal”, em tramitação conjunta com o Projeto de Lei nº 1.211/2024, de autoria do deputado Roosevelt, que “dispõe sobre o uso obrigatório de sistema de segurança baseado em monitoramento por meio de câmeras de vídeo nas escolas e creches públicas e privadas do Distrito Federal e dá outras providências”.
Presidente, no âmbito da Comissão de Educação e Cultura, o parecer ao Projeto de Lei nº 944/2024 é pela aprovação, na forma do substitutivo, da Emenda nº 6, rejeitadas as Emendas nºs 1, 2, 3, 4 e 5.
Esse é o voto, presidente.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Em discussão os pareceres da CAS e CEOF.
DEPUTADO CHICO VIGILANTE (PT) – Presidente, pela ordem.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Concedo a palavra.
DEPUTADO CHICO VIGILANTE (PT) – Presidente, eu peço novamente votação nominal.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Não é preciso votar esse, deputado Chico Vigilante.
DEPUTADO CHICO VIGILANTE (PT) – O parecer da CAS precisa.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Como não há quem queira discutir, encerro a discussão.
DEPUTADO CHICO VIGILANTE (PT) – Presidente, pela ordem.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Concedo a palavra.
DEPUTADO CHICO VIGILANTE (PT) – Presidente, a nossa bancada do Partido dos Trabalhadores – eu, o deputado Gabriel Magno e o deputado Ricardo Vale – votará contra o parecer do deputado Pastor Daniel de Castro.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Essa votação é dos pareceres da CAS e CEOF. Não é o parecer vencido, não.
DEPUTADO FÁBIO FÉLIX (PSOL) – Presidente, solicito o uso da palavra para orientar a bancada.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Concedo a palavra.
DEPUTADO FÁBIO FÉLIX (Bloco PSOL-PSB. Como líder. Para orientar a bancada.) – Presidente, nós votaremos contra o parecer emitido tanto na CAS quanto na CEOF.
Obviamente, é um projeto que gera despesa e que nasce morto, porque é inconstitucional e contra a Lei Orgânica do Distrito Federal, além de não atender à boa técnica legislativa. Então, o nosso voto será contrário ao parecer.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Em votação.
Solicito aos deputados que aprovam os pareceres da CAS e CEOF que votem “sim” e aos que os rejeitam que votem “não”.
(Realiza-se a votação nominal.)
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Votação encerrada.
Houve 14 votos favoráveis e 6 votos contrários.
Foram aprovados.
Em discussão o Projeto de Lei nº 944/2024, em tramitação conjunta com o Projeto de Lei nº 1.211/2024.
Concedo a palavra ao deputado Chico Vigilante.
DEPUTADO CHICO VIGILANTE (PT. Para discutir.) – Presidente, eu pedi para falar novamente porque há uma questão que temos de abordar. Nós temos que fazer uma reparação aos ataques feitos ao Sinpro.
Eu conheço o Sindicato dos Professores do Distrito Federal há 46 anos. Nós estávamos fazendo uma greve dos vigilantes, e vocês, naquele tempo, enfrentando a ditadura, fizeram uma greve. Os ataques que foram feitos naquela época são, praticamente, os mesmos que estão sendo feitos hoje. Atacavam vocês de petistas quando nem sequer o PT existia. Os que atacam os petistas deveriam assumir que são bolsonaristas!
É muito triste ver, hoje, recomendações para que os professores conservadores se desfiliem do sindicato. Eu quero ver na hora em que esses professores se desfiliarem, deputado Gabriel Magno, quem os defenderá! Na hora em que acontecer um problema judicial, quem irá defendê-los! Na hora dos ataques no local de trabalho, quem irá defendê-los!
Se há uma coisa que merece respeito é a atividade sindical. O sindicato acabou de passar por uma eleição. Por que não montaram uma chapa e mostraram que são bons, conservadores, defensores de não sei o quê e ganharam as eleições? O sindicato foi a campo e ganhou uma eleição. Portanto, merece respeito. Haver divergência ideológica é normal, mas deve haver respeito acima de tudo!
Eu estava me lembrando – talvez por eu ter mais tempo na estrada, tenha mais histórias para contar – de que houve um período em que havia um cidadão chamado Joaquim Domingos Roriz. Eu o procurava para negociar quando os professores faziam greve e eu era presidente da CUT. Quando eu chegava lá, tabulávamos um processo de negociação – e ele sempre respeitava a negociação. Ele me dizia: “Chico, eu vou vender um lote da Terracap para pagar o aumento desse povo”. Eu sabia que aquilo que ele estava dizendo não iria resolver, mas ele concedia o aumento. Depois, houve o período do José Roberto Arruda, que resolveu enfrentar o Sindicato dos Professores, dizendo que iria transformar o sindicato em pó. Eu fui conversar com ele e acertamos um processo de negociação, do qual saiu um grande plano de carreira dos professores.
Portanto, o que os professores precisam neste momento, ao invés de ataques de deputados, é da união de todos dizendo para o governador Ibaneis que ele precisa cumprir o que foi negociado e apresentar o plano de reestruturação da carreira dos professores!
Daqui a alguns anos, nós não mais estaremos aqui, mas o Sinpro continuará existindo. Os professores e as professoras vão continuar existindo, porque o Sinpro é uma ideia, e ideia não morre! O Sinpro não é uma pessoa, é uma ideia; e ideia sempre prevalece.
Sei que não me pediram, mas vou dar um conselho a quem atacou os professores: é melhor ir à igreja e orar pelos professores e pela direção do sindicato, para que tenhamos paz, que é o que estamos precisando. Acho que isso é o mais importante.
Amanhã – e quando digo amanhã, falo de 2026 –, todo mundo vai estar nas ruas pedindo voto. Quero ver qual é o cidadão ou a cidadã que vai ter a coragem de dizer: “Eu não quero voto de professor porque eles são esquerdistas”. Desafio eles a dizerem isso. Nenhum vai dizer. Assim como eu, que sou de esquerda, não vou dizer: “Eu não quero voto de professor de direita porque eu sou de esquerda”. Eu quero o voto de todos e de todas, para que eu continue lutando efetivamente por eles.
Presidente, para concluir, esses homens, essas mulheres – especialmente as mulheres, que são a maioria nas salas de aula –, que estão sofridas, endividadas, superendividadas no BRB, merecem respeito. Portanto, ressalto todo o meu apoio, toda a minha solidariedade a vocês.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Continua a discussão.
Concedo a palavra à deputada Dayse Amarilio.
DEPUTADA DAYSE AMARILIO (PSB. Para discutir.) – Presidente, fiz questão de falar novamente porque foi dito aqui que a vigilância é o que traz segurança para as escolas – e não o diálogo. Fico muito triste de ver a discussão aqui na CLDF ser tão rasa, tão minimamente rasa.
Quero dizer também que é muito sem sentido estarmos aqui, inclusive com pessoas e deputados que se dizem conhecedores de técnica jurídica e legislativa, votando, por exemplo, um projeto inconstitucional. Isso é que é sem sentido.
Sem sentido é passarmos semanas e semanas neste parlamento e não conseguirmos votar projetos que vão impactar a realidade das pessoas lá na ponta. Aí quero ver esse compromisso. Não é, de fato, deputado, só a vigilância que vai trazer proteção. Não é. É discutirmos com responsabilidade o orçamento do Distrito Federal. É não estarmos preocupados com uma dicotomia para fazer stories no Instagram. É não pensarmos em uma pauta eleitoreira, mas realmente transformarmos a vida das pessoas. Para isso fomos eleitos aqui.
Sem sentido é passarmos semanas e semanas, deputado Chico Vigilante, sem quórum. Aí, quando querem fazer uma pauta eleitoreira, começa a haver diálogo, discussão. Aí não tem hora para acabar. Tem que votar os projetos da cidade, a vereança da cidade. Há projetos parados desde 2023 que não votamos aqui por falta de quórum.
Então, acho que temos que ter responsabilidade com o que estamos falando. Sem sentido é não discutirmos, de fato, o que é mais importante aqui: o orçamento desta cidade.
E, por fim, quero dizer que sou sindicalista. Foi no sindicalismo que me formei. Sempre fui, muitas vezes, criticada por outras pessoas – inclusive por pessoas que estão na pauta sindical – que dizem que é romantizar demais afirmar que um sindicato transforma a realidade onde está inserido. Transforma. É este sindicato que, inclusive, tem feito um papel, muitas vezes, maior que esta casa: o de lutar, de trazer dignidade para essas crianças. Então, nós temos responsabilidade.
Quero deixar registrado o meu respeito aos sindicalistas, que, inclusive, fazem eleição, porque há sindicato por aí que nem eleição divulga.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Continua a discussão.
Concedo a palavra ao deputado Pastor Daniel de Castro.
DEPUTADO PASTOR DANIEL DE CASTRO (PP. Para discutir.) – Obrigado, presidente. Vou falar da tribuna.
Começo dizendo que não tenho vergonha. Sou Bolsonaro.com. Vou repetir: sou Bolsonaro. E ninguém vai tirar isso de mim.
Depois, damos respeito quando recebemos respeito. Respeito o sindicato quando ele é plural, quando ele sabe... Aqui está um pessoal que veio trabalhar uma pauta ideológica. Nunca vieram aqui discutir uma pauta quando é conservadora, de direita, o que mostra, mais uma vez – e vou referendar – que o Sinpro não representa a totalidade dos professores. E não representa.
Se quiser, tiro os prints aqui que estou recebendo dos professores no meu telefone, dizendo: “Pastor, você me representa”. E é isso mesmo. Aqui é a casa do debate. Os que vaiam, seguramente, não votaram em mim.
Não sou covarde. Não tenho medo de vaia. Ouvi muitos dizendo ali que, amanhã, eu, o deputado Thiago Manzoni e o deputado Roosevelt estaremos nos painéis do Sinpro. Obrigado. Sejam bem-vindos! Vocês estão apenas divulgando a minha imagem e dizendo que sou um deputado de coragem.
Respeito qualquer sindicato, desde que ele respeite a pluralidade e não a ideologia.
(Manifestação na galeria.)
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Continua a discussão.
Concedo a palavra ao deputado Gabriel Magno.
DEPUTADO GABRIEL MAGNO (PT. Para discutir.) – Presidente, vossa excelência é sindicalista. Quero lamentar profundamente quem sobe a esta tribuna para atacar sindicato. Isso é método de autoritários. Atacar sindicatos é o método de autoritários, de quem não respeita a democracia, de quem não preza a democracia e o debate. Mas isso não me surpreende, porque é a mesma turma que defendeu a tentativa de golpe de Estado, que está defendendo anistia para golpistas, para quem cometeu crimes. É a turma que defendeu a PEC da bandidagem. É a turma que está defendendo, inclusive no caso do servidor público, a reforma administrativa, que acaba com o serviço público. Isso não nos surpreende, mas lamentamos.
Quero de novo expressar o meu mais profundo respeito ao Sindicato dos Professores, o Sinpro, com seus 46 anos de história e mais de 35 mil filiados e filiadas. Vossa excelência é sindicalista e sabe como é difícil para um sindicato manter 35 mil filiados em suas estruturas. Parabéns, Sinpro! Isso só é feito, presidente, por quem tem respeito, coerência e história.
Tenho muito orgulho de fazer parte da direção do Sindicato dos Professores, de ser filiado a ele – e continuarei filiado. Mas lamento profundamente, presidente, e repudio muito quem sobe a esta tribuna, eleito pela democracia, para atacar uma entidade sindical. Quem ataca entidade sindical é autoritário, é quem gosta de ditaduras, de tortura, de morte; não é quem gosta de diálogo.
Quero ainda, presidente, fazer algumas observações sobre o projeto de lei.
O deputado Jorge Vianna falou que atenderam a demanda do Sinpro. Atenderam a uma parte dela. O sindicato enviou uma carta aos 24 parlamentares. De fato, deputado Jorge Vianna, a questão da gestão democrática estava lá, mas não foi completamente atendida no substitutivo. Havia outras demandas, como a questão dos áudios, por exemplo. Portanto, não é verdade – este é o debate aqui – dizer que foram atendidas as reivindicações, mas, agora, estamos votando sem elas. Vamos estabelecer a verdade.
A responsabilidade dos diretores de escola está prevista no projeto. Eles terão de armazenar, inclusive conforme o projeto anterior, por no mínimo 90 dias, os áudios e vídeos. Caso não o façam, eles serão responsabilizados. Escolas que não têm internet terão de armazenar áudio e vídeo por no mínimo 90 dias – aquela que não cumprir, o diretor responderá por isso, inclusive criminalmente. É disso que se trata. Portanto, não há respeito à gestão democrática.
Por fim, com todo o respeito que tenho ao deputado Hermeto, quero elogiar sua fala e seu discurso sobre o papel da escola em sua formação. Esse é, deputado Hermeto, o papel da escola, das professoras e dos professores na vida de milhares, de milhões de brasileiros e brasileiras.
Porém, presidente, por que o medo? A liberdade não é privilégio de quem não tem nada a temer ou de quem não deve nada. A liberdade é um direito de todos. A presunção de inocência é um direito de todos. Digo isso porque debatemos nesta casa o uso de câmeras corporais na polícia e nas forças de segurança. E o argumento foi: “Quero monitorar vagabundo, não policial”. Então, professores e estudantes são vagabundos?
(Manifestação na galeria.)
DEPUTADO GABRIEL MAGNO (PT. Para discutir.) – Eu quero, presidente, ter essa coerência. Não podemos fazer isso, senão vale o mesmo argumento. Estão com medo do quê? Nós precisamos e estamos pedindo respeito, diálogo com as representações sindicais, com as entidades de classe e com quem constrói, todos os dias, uma escola pública de muita qualidade nesta cidade, apesar de um governo que odeia professor, de um governo que odeia Brasília e o Distrito Federal, que tira dinheiro e faz ameaças, que é covarde com essa categoria.
Por isso, presidente, o nosso voto hoje é “não” a esse projeto de lei, que quer censurar e, mais uma vez, perseguir professores e professoras nesta cidade.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Obrigado, deputado.
Continua a discussão.
Concedo a palavra ao deputado Fábio Félix.
DEPUTADO FÁBIO FÉLIX (PSOL. Para discutir.) – Presidente, deputados, deputadas, eu sei que está todo mundo cansado, mas eu quero dizer que o debate ainda vai durar, porque nós temos várias emendas de segundo turno nesse projeto. Ele ainda vai tramitar nas comissões, porque queremos fazer o debate, com a sociedade, sobre as câmeras. Acho que esse é o nosso papel.
Várias pessoas questionaram a representatividade do Sinpro, dizendo que há pluralidade dos professores.
Esse projeto está em pauta há 3 semanas. Eu nunca vi uma mobilização de professores aqui favorável, para vir à tribuna defender esse projeto. Não aconteceu uma mobilização favorável a esse projeto.
Eu quero dizer que os sindicatos são instituições plurais importantes. Quem diverge dos sindicatos – e muitas vezes divergimos – tem que se organizar e disputar a eleição sindical. Inclusive, na eleição do Sinpro, houve 3 chapas que disputaram a eleição sindical e há uma chapa vitoriosa, que hoje é a gestão do Sinpro e que tem de ser respeitada pelo conjunto de professores e professoras de toda a categoria.
Que fique registrada a nossa deferência ao Sindicato dos Professores! Não nos cabe atacá-lo.
Eu quero tocar em 2 pontos, presidente, para encerrar. Primeiro, deputada Dayse Amarilio, eu fui um adolescente que sofreu muito na escola e na escola pública. Sofri por ser LGBT e a escola não saber lidar com essa questão, que é delicada.
Muitas pessoas hoje não querem que a questão da diversidade seja debatida na escola. Eu sofri homofobia, sofri violência física dentro da escola e sei como é difícil para as pessoas LGBTs dentro da escola pública. Infelizmente, deputado Hermeto, deputado Jorge Vianna, há um grupo, um setor da sociedade, hoje, que está organizado para censurar professores e quer impedir que os professores, professoras, orientadores educacionais sejam acolhedores com a comunidade LGBT e com adolescentes LGBTs. E eles vão utilizar esse tipo de tecnologia para perseguir professoras e professores que pautem este tema com dignidade e com seriedade. Não se enganem, porque eles já fazem isso hoje. Sem câmera de áudio e vídeo, eles já se utilizam de outras formas para perseguir professores e professoras. Esse é o pano de fundo da proposta. E, por isso, infelizmente, deputado Jorge Vianna, apesar do esforço de vossa excelência, não foram suficientes as modificações neste projeto, porque é um projeto de cima para baixo, porque é um projeto que não teve discussão coletiva com o conjunto da categoria, porque é um projeto em que eles optaram, deputado Hermeto, por fazer uma discussão ideológica, uma imposição ideológica, em vez de um projeto pluripartidário, que podia ser de fôlego para discutir segurança de crianças e adolescentes a partir de uma lógica de debate com professores e professoras.
A nossa sorte é que não há dedicação técnica legislativa desse setor. Fizeram um projeto precário, que amanhã nós vamos conseguir, com muita luta, derrubar na Justiça, seja no Tribunal de Justiça ou no Supremo Tribunal Federal. E essa será a nossa luta. Contem conosco, professores, professoras que nos assistem, neste compromisso em defesa da educação e contra a censura dentro de sala de aula.
Muito obrigado, presidente.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Obrigado, deputado.
Continua a discussão.
Concedo a palavra ao deputado Ricardo Vale.
DEPUTADO RICARDO VALE (PT. Para discutir.) – Presidente, eu quero me solidarizar com os sindicalistas, com o Sinpro, pela agressão proferida pelo deputado. Talvez sua excelência não saiba o que é um sindicato.
O sindicato é uma associação de trabalhadores e trabalhadoras eleitos para representar, no caso do Sinpro, os professores. Quando um deputado ofende o sindicato, agride o sindicato, ele está agredindo os profissionais, os professores. O sindicato é formado por trabalhadores. Estou vendo vários aqui que deram sua vida inteira pela defesa dos trabalhadores do Distrito Federal. Quero dizer que sou solidário ao sindicato.
No que diz respeito ao projeto, eu já disse que ele é inconstitucional. Nós estamos perdendo tempo aqui. O projeto é muito ruim. É um projeto que persegue os professores, que coloca câmeras para que as salas de aula virem uma espécie de Big Brother e os professores sejam intimidados. Enfim, esse projeto serve para que se crie um clima muito ruim nas escolas. Por qualquer motivo estará lá um pai de aluno, pedindo para ver vídeo. É um projeto muito ruim! Portanto, ainda dá tempo, meus companheiros e amigos, deputados e deputadas, de votar contra esse projeto. Ele é muito ruim. Ele é péssimo! Como eu falei, ele será considerado inconstitucional e logo, logo estaremos aqui, olhando uns para as caras dos outros, e vendo o erro que esta Câmara Legislativa cometeu hoje. O projeto é ruim e inconstitucional. Fica aqui o meu registro de que, assim como os companheiros da nossa bancada e alguns deputados e deputadas, votarei contra esse projeto. Esse, sim, é um projeto inútil para os trabalhadores.
DEPUTADO PASTOR DANIEL DE CASTRO (PP) – Presidente, pela ordem.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Concedo a palavra.
DEPUTADO PASTOR DANIEL DE CASTRO (PP) – Presidente, eu sei que o deputado Ricardo Vale se referiu a mim. Acho que ele está fazendo confusão quanto à minha fala. Eu não ataquei sindicato. Eu falei de membros do sindicato que deveriam estar nas escolas, mas estão aqui. Eles estão atacando o parlamento. Quer dizer que, se eu falo do Sinpro, estou atacando todos os professores? Isso não é verdade, até porque eu sei dos professores que temos em nossas igrejas. Se assim for, eles estão atacando este parlamento em sua totalidade, porque, desde que aqui chegaram, estão atacando parlamentares de direita.
Outrossim, essa esquerda diz que protegemos a PEC da blindagem, à qual sou totalmente contrário. Eu já abri aqui – está escrito nos anais – o meu sigilo bancário, fiscal e telefônico. Sou contra tudo isso e abri. Essa mesma esquerda está lá na CPMI do INSS proibindo e freando a convocação do irmão do Lula. São 2 pesos e 2 medidas? Sejam sinceros: aqui, não pode; lá, vocês protegem os bandidos, os ladrões que assaltaram o maior patrimônio que temos, nossos velhinhos, velhinhas e o INSS.
DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Presidente, pela ordem.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Concedo a palavra.
DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Presidente, eu fui citado.
(Manifestação na galeria.)
DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Pessoal, infelizmente, o deputado Pastor Daniel de Castro falou e saiu da sala. Mas eu quero, mais uma vez, reafirmar – ele de novo agrediu os professores presentes – que o sindicato é eleito para representar os trabalhadores. Os membros do sindicato têm que estar aqui mesmo. Eles não estão matando aula, eles são sindicalistas eleitos para estar aqui! Principalmente diante de um projeto tão ruim para a categoria como este. Eles não estão aqui matando aula ou cometendo crime. Eles estão aqui para defender o que eles acreditam. Mais uma vez manifesto minha solidariedade a eles. Peço respeito ao Sinpro e aos sindicalistas que estão aqui.
Muito obrigado.
DEPUTADO JORGE VIANNA (PSD) – Presidente, pela ordem.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Concedo a palavra.
DEPUTADO JORGE VIANNA (PSD) – Presidente, eu vou me manifestar com relação à minha experiência de sindicalista. Se a coisa está quente aqui, é porque os 2 estão cumprindo bons papéis, seja o parlamentar que defende sua pauta – radical ou não –, seja o sindicato defendendo a pauta dele. Sindicato bom é aquele odiado pela oposição. Esse é o bom sindicato.
O Sinpro tem história aqui. Eu tenho uma história com o Sinpro. Já estivemos muitas vezes em várias batalhas. Algumas ganhamos, algumas perdemos. Isso faz parte. Eu sou de um sindicato, deputado Chico Vigilante, que nunca foi filiado à CUT. Quem falou que sindicalista é da esquerda? Quem falou que sindicalista é cutista? Eu já defendi pautas da direita, da esquerda, do centro. Tudo isso é bom senso.
Obviamente, o Sinpro está defendendo uma pauta que a maioria daqueles que o procuram defende. Ele está cumprindo muito bem o papel dele, porque está conseguindo mobilizar todas essas pessoas. Isso faz parte do que chamamos, pelo menos na teoria, de democracia. Um grupo perde, outro grupo ganha, e é assim que as coisas seguem.
Eu não farei discursos emocionados, porque sabemos que existem sindicatos e sindicatos. Nós sabemos que existem sindicatos cartoreiros. O deputado Chico Vigilante sabe muito bem disso, pois é mais antigo do que eu no mundo sindical. Há sindicato que não faz absolutamente nada e que vivia do imposto sindical. Nós nunca precisamos de imposto sindical. Particularmente, eu sou contra o imposto sindical. Eu sempre fui a favor de que os trabalhadores se filiem e paguem voluntariamente. Isso demonstra a força e a competência do sindicato.
Recentemente, nosso sindicato recebeu o chamado imposto sindical dos servidores públicos. Nós estamos aguardando o parecer do Ministério Público do Trabalho para devolver esse valor. Eu e a direção do sindicato queremos devolver esse imposto. Nós precisamos saber se isso é legítimo, se realmente é possível devolver algo que já se tornou patrimônio do sindicato, dinheiro do sindicato. Para mim, esse valor não é nosso, mas do trabalhador. Cada um tem seu ponto de vista.
Seria redundante falar aqui da luta do Sinpro, da importância que esse sindicato tem para a cidade, da história que ele carrega. O Sinpro está cumprindo o papel dele. Parabéns pela luta que sempre travou nesta casa, conosco ou sem nós.
Com relação às liberações para atividade sindical, eu faço uma defesa: houve um governador que passou por aqui – o Willemann até participou do movimento – e, naquela época, conseguiu liberar os servidores para exercerem atividade sindical. Isso ajudou muito e fortaleceu bastante o sindicato. Eu não quis citar o nome, mas o pessoal do sindicato está falando. Ele foi um governador. O fato é que tudo está funcionando.
DEPUTADO CHICO VIGILANTE (PT) – Presidente, pela ordem.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Concedo a palavra.
DEPUTADO CHICO VIGILANTE (PT) – Presidente, não dá para ignorarmos algumas coisas. O deputado que antecedeu o deputado Jorge Vianna veio fazer acusações à esquerda. Ele disse que é de direita e tal. Veio atacar o irmão do Lula. É covardia atacar quem não está aqui para se defender. O cidadão que falou isso é de um partido que tinha o Pedro Corrêa como presidente. Eu vi o Pedro Corrêa preso na Papuda por desvio de recursos públicos. Quantos deputados, prefeitos, vereadores e outros mais do PP já foram cassados? Presidente, não dá para o cidadão ficar aqui desviando o foco das questões.
Eu quero retomar a defesa do movimento sindical. Na nossa frente, há um cidadão que espera a votação de um projeto. Nós tínhamos uma série de divergências. Eu respeito a trajetória do Raimundo Ribeiro.
Presidente, no tempo em que o servidor público não tinha direito de constituir sindicato, o Raimundo Ribeiro estava junto com a Maria Laura, na Asmec, lutando pelos servidores.
Raimundo, vou votar a favor do projeto. Eu já estou adiantando meu voto.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Continua a discussão.
Como não há quem queira discutir, encerro a discussão.
DEPUTADO CHICO VIGILANTE (PT) – Presidente, solicito o uso da palavra para orientar a bancada.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Concedo a palavra.
DEPUTADO CHICO VIGILANTE (PT. Como líder. Para orientar a bancada.) – Presidente, oriento a bancada do Partido dos Trabalhadores a votar contra este projeto inconstitucional.
DEPUTADO FÁBIO FÉLIX (PSOL) – Presidente, solicito o uso da palavra para orientar a bancada.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Concedo a palavra.
DEPUTADO FÁBIO FÉLIX (Bloco PSOL-PSB. Como líder. Para orientar a bancada.) – Presidente, o bloco PSOL-PSB é orientado a votar contra este projeto.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Em votação.
Solicito aos deputados que aprovam o projeto que votem “sim” e aos que o rejeitam que votem “não”.
(Realiza-se a votação nominal.)
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Votação encerrada.
Houve 15 votos favoráveis e 6 votos contrários.
Foi aprovado.
Item extrapauta.
Discussão e votação, em turno único, do Projeto de Decreto Legislativo nº 376/2025, de autoria da Comissão de Desenvolvimento Econômico Sustentável, Ciência, Tecnologia, Meio Ambiente e Turismo, que “Aprova a Indicação do nome do Senhor Raimundo da Silva Ribeiro Neto para recondução ao cargo de Diretor-Presidente da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal – Adasa”.
O projeto foi aprovado na Comissão de Desenvolvimento Econômico Sustentável, Ciência, Tecnologia, Meio Ambiente e Turismo.
Em discussão o projeto, em turno único.
Como não há quem queira discutir, encerro a discussão.
Em votação.
Solicito aos deputados que aprovam o projeto que votem “sim” e aos que o rejeitam que votem “não”.
(Realiza-se a votação nominal.)
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Votação encerrada.
Houve 20 votos favoráveis.
Foi aprovado.
Nos termos do art. 208, inciso II, do Regimento Interno, declaro aprovada a redação final.
Quero parabenizar o senhor Raimundo Ribeiro. Que Deus continue abençoando a sua caminhada! O senhor tem uma passagem histórica por esta casa.
DEPUTADO PASTOR DANIEL DE CASTRO (PP) – Presidente, pela ordem.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Concedo a palavra.
DEPUTADO PASTOR DANIEL DE CASTRO (PP) – Presidente, gostaria de cumprimentar o ex-deputado Raimundo Ribeiro. Somos amigos desde a década de 1990, eu tenho muito carinho e admiração por ele.
Parabéns, Raimundo Ribeiro.
DEPUTADO THIAGO MANZONI (PL) – Presidente, pela ordem.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Concedo a palavra.
DEPUTADO THIAGO MANZONI (PL) – Presidente, eu gostaria de parabenizar o ex-deputado Raimundo Ribeiro. Muitas vezes ele está aqui conosco, sempre de maneira cordial, educada, nos tratando de maneira excelente. Ele é uma pessoa especial. Quero parabenizá-lo pela recondução.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – É um cara nota 10, apesar de ser tricolor – ele tem esse defeito.
DEPUTADO THIAGO MANZONI (PL) – Eu vinha falando com ele, mais cedo, que, apesar de ele ser tricolor, a cordialidade dele atrai a todos nós.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Ainda dá tempo de ele mudar.
Item extrapauta.
Discussão e votação, em primeiro turno, do Projeto de Lei Complementar nº 84/2025, de autoria do Poder Executivo, que “Dispõe sobre a concessão de direito real de uso para ocupação de áreas públicas intersticiais contíguas aos lotes destinados ao uso residencial, localizados nas Regiões Administrativas do Lago Sul e do Lago Norte e dá outras providências”.
A proposição não recebeu parecer das comissões. Foram apresentadas 5 emendas de Plenário. A CAF, a CDESCTMAT, a CEOF e a CCJ deverão se manifestar sobre o projeto e as emendas.
Solicito à presidente da CAF, deputada Jaqueline Silva, que designe relator ou avoque a relatoria.
DEPUTADA JAQUELINE SILVA (MDB) – Designo o deputado Hermeto.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Solicito ao relator, o deputado Hermeto, que apresente parecer sobre a matéria.
DEPUTADO HERMETO (MDB. Para apresentar parecer.) – Parecer da Comissão de Assuntos Fundiários ao Projeto de Lei Complementar nº 84/2025, de autoria do Poder Executivo, que “Dispõe sobre a concessão de direito real de uso para ocupação de áreas públicas intersticiais contíguas aos lotes destinados ao uso residencial, localizados nas Regiões Administrativas do Lago Sul e do Lago Norte e dá outras providências”.
O projeto de lei complementar objetiva regulamentar as ocupações consolidadas em becos, passagens de pedestres e áreas de servidão nas regiões administrativas do Lago Sul e do Lago Norte, por meio da Concessão de Direito Real de Uso, a CDRU.
A proposição cumpre os requisitos de mérito, razão pela qual votamos pela aprovação do Projeto de Lei Complementar nº 84/2025, acatando as Emendas nºs 3 e 4 e rejeitando as Emendas nºs 1, 2 e 5.
Esse é o meu parecer, presidente.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Obrigado, deputado.
Solicito ao presidente da CDESCTMAT, deputado Daniel Donizet, que designe relator ou avoque a relatoria.
DEPUTADO DANIEL DONIZET (MDB) – Avoco a relatoria.
DEPUTADO CHICO VIGILANTE (PT) – Presidente, pela ordem.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Concedo a palavra.
DEPUTADO CHICO VIGILANTE (PT) – Presidente, eu peço a leitura das 2 emendas acatadas.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Vou passar a palavra para o deputado Daniel Donizet e ele já fará a leitura, deputado Chico Vigilante.
DEPUTADO FÁBIO FÉLIX (PSOL) – Presidente, pela ordem.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Concedo a palavra.
DEPUTADO FÁBIO FÉLIX (PSOL) – Presidente, solicito a leitura das emendas de minha autoria, que foram rejeitadas no primeiro parecer.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Solicito ao relator, deputado Daniel Donizet, que proceda à leitura de todas as emendas e apresente parecer sobre a matéria.
DEPUTADO DANIEL DONIZET (MDB. Para apresentar parecer.) – Emenda nº 3, de autoria do deputado Chico Vigilante e do deputado Ricardo Vale, ao Projeto de Lei Complementar nº 84/2025, que “Dispõe sobre a concessão de direito real de uso para ocupação de áreas públicas intersticiais contíguas aos lotes destinados ao uso residencial, localizados nas Regiões Administrativas do Lago Sul e do Lago Norte e dá outras providências”.
“Dê-se ao art. 4º do projeto de lei complementar em epígrafe a seguinte redação:
Art. 4º O contrato de concessão de direito real de uso das áreas intersticiais contíguas às unidades imobiliárias somente pode ser celebrado pelos proprietários das unidades imobiliárias vinculadas, conforme regulamentação.”
Emenda nº 1, aditiva, de autoria da deputada Paula Belmonte.
“Adicione-se o seguinte artigo 10 ao projeto de lei complementar, renumerando os demais:
Art. 10 São parte integrante desta Lei Complementar:
I – Anexo I: Becos passíveis de concessão;
II – Anexo II: Becos não passíveis de concessão que devem ser desobstruídos;
III – Anexo III: representação gráfica da tipologia de ocupação permitida.”
A Emenda nº 2, aditiva, de autoria da deputada Paula Belmonte, adiciona o Anexo III ao projeto de lei complementar. É a foto de uma tipologia.
Emenda nº 4, de autoria do deputado Chico Vigilante e do deputado Ricardo Vale.
“Dê-se ao art. 9º do Projeto de Lei Complementar nº 84/2025 a seguinte redação:
Art. 9º As ocupações existentes nas áreas públicas intersticiais contíguas aos lotes destinados ao uso residencial identificadas no Anexo II desta lei complementar devem ser removidas no prazo de 180 dias, a contar da notificação.
§ 1º Publicado o regulamento, os ocupantes de áreas públicas intersticiais contíguas devem ser notificados para que procedam à desobstrução, na forma indicada pelo órgão gestor do planejamento territorial e urbano do Distrito Federal, observado o prazo de que trata este artigo.
§ 2º A desobstrução de que trata este artigo é realizada às expensas dos proprietários das unidades imobiliárias contíguas, sob pena de demolição e da reconstituição da área pública pelo órgão de fiscalização, sendo os valores dos serviços cobrados do infrator e, em caso de não pagamento, inscritos em dívida ativa.”
Emenda nº 5, modificativa, de autoria do bloco PSOL-PSB.
“Dá-se ao inciso II do art. 2º a seguinte redação:
Art. 2º
[…]
II – garantir o acesso de pedestres para equipamentos públicos comunitários, áreas comerciais e institucionais, paradas de transporte coletivo, bem como à orla do lago Paranoá.”
As emendas foram lidas.
Parecer da CDESCTMAT ao Projeto de Lei Complementar nº 84/2025, de autoria do Poder Executivo, que “Dispõe sobre a concessão de direito real de uso para ocupação de áreas públicas intersticiais contíguas aos lotes destinados ao uso residencial, localizados nas Regiões Administrativas do Lago Sul e do Lago Norte e dá outras providências”.
Diante do exposto, nesta comissão, no mérito, manifestamos voto pela aprovação do Projeto de Lei Complementar nº 84/2025, pela aprovação das Emendas nºs 3 e 4 e pela rejeição das Emendas nºs 1, 2 e 5.
É o parecer, presidente.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Obrigado, deputado Daniel Donizet.
Solicito ao presidente da CEOF, deputado Eduardo Pedrosa, que designe relator ou avoque a relatoria.
DEPUTADO EDUARDO PEDROSA (UNIÃO) – Avoco a relatoria.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Solicito ao relator, deputado Eduardo Pedrosa, que apresente parecer sobre a matéria.
DEPUTADO EDUARDO PEDROSA (UNIÃO. Para apresentar parecer.) – Parecer da CEOF ao Projeto de Lei Complementar nº 84/2025, de autoria do Poder Executivo, que “Dispõe sobre a concessão de direito real de uso para ocupação de áreas públicas intersticiais contíguas aos lotes destinados ao uso residencial, localizados nas Regiões Administrativas do Lago Sul e do Lago Norte e dá outras providências”.
Presidente, o parecer é pela admissibilidade do projeto com as Emendas nºs 3 e 4 e pela rejeição das demais emendas.
É o parecer.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Obrigado, deputado Eduardo Pedrosa.
Solicito ao presidente da CCJ, deputado Thiago Manzoni, que designe relator ou avoque a relatoria.
DEPUTADO THIAGO MANZONI (PL) – Avoco a relatoria.
PRESIDENTEDEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Solicito ao relator, deputado Thiago Manzoni, que apresente parecer sobre a matéria.
DEPUTADO THIAGO MANZONI (PL. Para apresentar parecer.) – Parecer da CCJ ao Projeto de Lei Complementar nº 84/2025, de autoria do Poder Executivo, que “Dispõe sobre a concessão de direito real de uso para ocupação de áreas públicas intersticiais contíguas aos lotes destinados ao uso residencial, localizados nas Regiões Administrativas do Lago Sul e do Lago Norte e dá outras providências”.
O parecer da CCJ, presidente, é pela admissibilidade do PLC com as Emendas nºs 3 e 4. Estão inadmitidas as Emendas nºs 1, 2 e 5.
É o parecer.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Obrigado, deputado.
Em discussão os pareceres em bloco.
Concedo a palavra ao deputado Gabriel Magno.
DEPUTADO GABRIEL MAGNO (PT. Para discutir.) – Presidente, este é um projeto que retorna a esta casa. Nós já o debatemos no ano passado, havia vários problemas como a falta do desenho da Seduh-DF e os critérios para ocupação dos lotes públicos no Lago Sul e Lago Norte não apresentados por ela.
Para quem está nos ouvindo, estamos falando dos becos, dos lotes, das áreas vizinhas aos lotes residenciais no Lago Sul e no Lago Norte, para os quais está sendo autorizada cessão de uso, para ocupação privada desses espaços públicos. Não houve um desenho, um critério objetivo, como debatemos no ano passado. Foi aplicado um preço muito baixinho, simbólico. Foi quase um presente do Governo do Distrito Federal para esses moradores, diferentemente do que acontece em outras regiões da cidade, onde se passa o trator para derrubar casa. O governo trata os moradores da cidade de forma diferente.
Contudo, presidente, o TJ questionou a lei, porque ela tinha problemas. O governo tentou mandar outra lei para corrigir a anterior, mas os problemas permanecem. Ela não garante a liberação das passagens de pedestres, porque agora as pessoas podem obstruir os equipamentos públicos, o acesso à cidade, o direito à cidade.
Mais uma vez, a Seduh-DF e o Governo do Distrito Federal mandam um projeto de lei para pensar uma cidade para os privilegiados, só para o andar de cima, sem que haja planejamento.
Qual é o impacto disso para quem precisa da cidade, para quem vai pegar um ônibus, descer na parada e se locomover no Lago Sul ou no Lago Norte? Essa pessoa vai ter que caminhar muito, porque estão autorizando o fechamento e a obstrução de espaço público, inclusive rejeitando uma emenda que, pelo menos, preservaria isso.
Eu vou votar contra esse projeto, por se tratar de mais um projeto que chega de última hora, sem justificativa, sem apresentação do impacto real e, neste caso, com a gravidade de estar sendo questionado judicialmente pelos mesmos vícios que o outro já teve. Este projeto de lei é, novamente, a cara do Governo do Distrito Federal: contra a cidade, contra as pessoas que moram nela, contra o direito de a cidade se organizar.
Não há uma linha no projeto, por exemplo, para regulamentar a ocupação de áreas de preservação, áreas de conservação. Quais serão os critérios, inclusive, para a cobrança de quem vai usar esses espaços públicos?
Pelo contrário, daqui a pouco, vamos votar um projeto de lei do governo para perdoar quem não pagou Onalt, quem não pagou taxa pública. O governo faz isto: para um lado da cidade, libera área pública, não cobra taxa e quem não paga os valores recebe perdão de dívida; para o outro lado da cidade, é trator, é derrubada de casa, é negação do direito fundamental à moradia e à cidade.
Por isso, presidente, meu voto será o mesmo da votação do ano passado: não a este projeto de lei, que, novamente, vai ter problema na justiça, como teve o primeiro.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Obrigado, deputado Gabriel Magno.
Concedo a palavra ao deputado Fábio Félix.
DEPUTADO FÁBIO FÉLIX (PSOL. Para discutir.) – Presidente, chegou a esta casa, no final de setembro, o Projeto de Lei Complementar nº 84/2025. Ele não chegou sem aviso nosso. Quando ele foi discutido pela primeira vez, nós avisamos que o instrumento utilizado pelo governo era errado. Fizemos o debate aqui, e o governo não aceitou. Voltou como projeto de lei, e agora o Tribunal de Justiça está declarando que ele é inconstitucional, por várias razões. Uma delas é o instrumento equivocado utilizado pelo governo, mas outras tantas foram apresentadas, inclusive do ponto de vista do mérito.
Precisamos traduzir para a população do DF o que está acontecendo com esse projeto. Do nosso ponto de vista, esse é um projeto que põe em xeque a orla livre. A orla do Lago Paranoá livre, democrática, com acesso à população do DF, é uma luta histórica.
Sabemos que há uma ocupação irregular da elite econômica desta cidade, dos mais ricos. Há uma ocupação irregular que ninguém tem coragem de enfrentar de verdade, de frente. Como disse o deputado Gabriel Magno, o trator do governador Ibaneis é muito rápido nas áreas em vulnerabilidade social, nas ocupações irregulares dos mais pobres. Está ligado o trator do governador Ibaneis. Porém, no Lago Sul, ele vai fazer uma concessão de presente. Alguns vão pagar R$50 para utilizar os becos de passagem.
Temos que lembrar que no Lago Sul moram os mais ricos, os milionários, pois é um setor da classe média alta – classe média alta, mais ou menos. São os bem mais ricos desta cidade que moram no Lago Sul. Porém, ali transitam, deputado João Cardoso, trabalhadores, trabalhadoras, empregadas domésticas, motoristas, jardineiros. Sabe qual é a dificuldade deles, presidente? Transitar da parada de ônibus até chegar a uma casa. Agora, todos os becos – muitos deles – vão ser fechados. Não haverá nem passagem para sair da parada de ônibus e chegar a uma casa na QL, na beira do lago. Vão andar, e andar muito, para conseguirem chegar ao trabalho.
Estamos falando de direito à cidade. Não estão preocupados com mobilidade, não estão preocupados com acessibilidade. Acho que essa é uma questão importante. A preocupação ali são as ocupações consolidadas. Há uma lista, segundo nos informou o DF Legal, das ocupações que estão consolidadas. Consolidadas por quem? Pela ocupação irregular! Contudo, não fazem uma discussão de cidade, de democratização da cidade.
Por fim, presidente, muitos acessos à orla do Paranoá vão ser fechados. A orla do Paranoá pode ser impedida. É óbvio que as pessoas, presidente, podem chegar ali por outros caminhos, mas querem dificultar isso – e querem dificultar muito. Algumas áreas da orla não serão mais acessíveis com um projeto como esse, que põe em xeque a orla do Paranoá para a população do DF. A orla não pertence aos moradores do Lago Sul. O lago Paranoá é de todos os moradores do DF: do Gama, de Santa Maria, da Ceilândia, do Recanto das Emas, de Samambaia. A orla é de todo mundo.
O que está sendo discutido aqui é uma concessão que representa a privatização da orla livre. Esse é mais um passo nesse sentido. Votei contra ele da primeira vez, presidente, e votarei contra de novo.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Obrigado, deputado.
Continuam em discussão os pareceres em bloco.
Como não há quem queira discutir, encerro a discussão.
DEPUTADO FÁBIO FÉLIX (PSOL) – Presidente, pela ordem.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Concedo a palavra.
DEPUTADO FÁBIO FÉLIX (PSOL) – Presidente, queria destacar a Emenda nº 5. Há muitos becos que não dão acesso à orla, mas há becos que dão. A nossa emenda é para que o acesso à orla não seja impedido. Então, queria destacar a Emenda nº 5 para realizarmos votação nominal.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Vamos fazer o destaque, deputado, podemos discutir a emenda. Não vejo problema. Vamos destacar a emenda, conforme solicitado pelo deputado Fábio Félix.
Em votação.
Solicito aos deputados favoráveis aos pareceres que permaneçam como estão e aos contrários que se manifestem. Foi destacada a Emenda nº 5.
Há 21 deputados presentes. Houve 4 manifestações contrárias: deputado Gabriel Magno, deputado Fábio Félix, deputado Max Maciel e deputada Dayse Amarilio.
Foram aprovados.
Em discussão a Emenda nº 5, destacada.
Como não há quem queira discutir, encerro a discussão.
DEPUTADO FÁBIO FÉLIX (PSOL) – Presidente, solicito o uso da palavra para orientar a bancada.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Concedo a palavra.
DEPUTADO FÁBIO FÉLIX (PSOL. Para orientar a bancada.) – Presidente, a Emenda nº 5 trata de preservar a orla do lago Paranoá livre.
Deputado Hermeto, a orla do Paranoá é para o povo da Candangolândia, para o povo do Núcleo Bandeirante. Não é apenas para o povo do Lago Sul, não.
Nós precisamos manter a orla do Paranoá livre.
Por isso, recomendo a todos os deputados, especialmente àqueles que não são ricaços, que votem “sim” à emenda, para que a orla continue livre e para que a população das cidades possa utilizá-la.
DEPUTADO HERMETO (MDB) – Presidente, solicito o uso da palavra para orientar a bancada.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Concedo a palavra.
DEPUTADO HERMETO (MDB. Para orientar a bancada.) – O voto é “não”.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Em votação a Emenda nº 5, destacada.
Solicito aos deputados que aprovam a emenda que votem “sim” e aos que a rejeitam que votem “não”.
(Realiza-se a votação nominal.)
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Votação encerrada.
Houve 6 votos favoráveis e 15 votos contrários.
Foi rejeitada.
Em discussão, em primeiro turno, o Projeto de Lei Complementar nº 84/2025.
Como não há quem queira discutir, encerro a discussão.
DEPUTADO CHICO VIGILANTE (PT) – Presidente, solicito o uso da palavra para orientar a bancada.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Concedo a palavra.
DEPUTADO CHICO VIGILANTE (PT. Para orientar a bancada.) – Senhor presidente, a bancada do Partido dos Trabalhadores está liberada para votar de acordo com a sua consciência.
Eu e o deputado Ricardo Vale votaremos “sim”.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – E agora, deputado Gabriel Magno?
DEPUTADO GABRIEL MAGNO (PT) – O meu líder liberou a bancada. Portanto, nós estamos livres para votar de acordo com a nossa consciência.
Eu já declarei, pelos comentários, o meu voto “não”, pois este é o voto pela privatização do lago Paranoá, e o instrumento está equivocado.
Nós devemos respeitar o PPCUB, e o governo não o está respeitando.
Haverá problemas no TJDFT novamente.
DEPUTADO FÁBIO FÉLIX (PSOL) – Presidente, solicito o uso da palavra para orientar a bancada.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Concedo a palavra.
DEPUTADO FÁBIO FÉLIX (Bloco PSOL-PSB. Para orientar a bancada.) – Para deixar registrado, o bloco PSOL-PSB vota “não”.
Avisamos na primeira vez. Votamos “não”. E, como avisamos, foi declarado inconstitucional e deverá ser declarado novamente.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Em votação.
Solicito aos deputados que aprovam o projeto que votem “sim” e aos que o rejeitam que votem “não”.
(Realiza-se a votação nominal.)
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Votação encerrada.
Houve 17 votos favoráveis e 4 votos contrários.
Foi aprovado.
DEPUTADO CHICO VIGILANTE (PT) – Presidente, pela ordem.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Concedo a palavra.
DEPUTADO CHICO VIGILANTE (PT) – Presidente, eu gostaria de esclarecer para a população que está assistindo a esta sessão o motivo pelo qual eu e o deputado Ricardo Vale votamos a favor deste projeto. Especificamente, apenas 1 emenda, de autoria do deputado Robério Negreiros, relacionada às áreas verdes, foi considerada inconstitucional. O restante do projeto foi mantido e, pelo que sei, foi feito um acordo com o Tribunal de Justiça do Distrito Federal para que o projeto fosse encaminhado a esta casa.
Portanto, a maneira como o projeto está não prejudica a população nem veda sua participação. Agora, vamos dar uma olhada em como está a orla após todo aquele carnaval com tratores durante a gestão Rollemberg.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Deputado, em primeiro lugar, quero registrar e agradecer as emendas que foram apresentadas por vossa excelência, pois elas aprimoraram o projeto e esclareceram algumas dúvidas que todos nós discutimos.
Eu também tive a oportunidade de discutir com o Tribunal de Justiça sobre a necessidade de que este projeto retornasse para a Câmara Legislativa. Cumprimos algumas etapas apresentadas pela Seduh-DF, com a presença do secretário Marcelo Vaz e sua equipe, e outras propostas por nós, no Legislativo. Dessa forma, estamos cumprindo exatamente o que foi acordado com o Tribunal de Justiça, corrigindo eventuais equívocos que existiam.
Agradecendo ao nosso secretário Marcelo Vaz e à manifestação de vossa excelência, declaro aprovado o projeto com 17 favoráveis e 4 votos contrários.
Concedo a palavra ao deputado Hermeto para declaração de voto.
DEPUTADO HERMETO (MDB. Para declaração de voto.) – Vou aproveitar o momento para deixar registrado que o preguiçoso e incompetente Rollemberg, o pior governador da história de Brasília, que hoje ataca o governador Ibaneis, apenas administrou folha de pagamento durante a sua gestão.
Deputado Chico Vigilante, o que o Rollemberg fez em Brasília em 4 anos foi apenas administrar folha de pagamento. Ele era um medroso que sentou na cadeira de governador, mas não fez nada pelo Distrito Federal. A única coisa que ele fez foi destruir a orla do lago Paranoá, que permanece vulnerável até hoje. O governador mais preguiçoso que Brasília já teve foi o Rodrigo Rollemberg.
Você tinha que ter vergonha de atacar o governo Ibaneis, Rollemberg – você e seus asseclas!
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Deputado Hermeto, se administrou, administrou mal, pois ele frequentemente atrasava o pagamento dos servidores, incluindo o 13º salário. Concluo que ele não administrou nada, nem as folhas de pagamento.
DEPUTADO THIAGO MANZONI (PL) – Presidente, pela ordem.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Concedo a palavra.
DEPUTADO THIAGO MANZONI (PL) – Presidente, quero apenas me somar ao nosso líder, o deputado Hermeto, e falar de obras. No governo dele, foi derrubado um viaduto no Eixão, que não foi reconstruído. Realmente, fica difícil.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Além da queda do viaduto.
DEPUTADO PASTOR DANIEL DE CASTRO (PP) – Presidente, pela ordem.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Concedo a palavra.
DEPUTADO PASTOR DANIEL DE CASTRO (PP) – Presidente, quero apenas fazer um convite à população de Brasília. O lago Paranoá é um de nossos maiores patrimônios, uma coisa linda.
Eu gostaria que a população pegasse um barquinho e navegasse no lago Paranoá, já que lá a pesca esportiva é permitida por lei. Recentemente, presidente, eu estive no lago e fiquei assustado com o nível de deterioração da orla do Paranoá, especialmente pela quantidade de lixo. Inclusive, dias atrás, foi retirada 1 tonelada de lixo do lago Paranoá.
Presidente, aquela área que era protegida pelas cercas das casas está toda destruída. Há lixo, inclusive, dentro do lago. O que fizeram foi um desserviço para a população do Distrito Federal.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Obrigado, deputado.
DEPUTADO FÁBIO FÉLIX (PSOL) – Presidente, pela ordem.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Concedo a palavra.
DEPUTADO FÁBIO FÉLIX (PSOL) – Presidente, já que todos estão comentando sobre coisas boas, vamos falar das obras do governo Ibaneis – das obras paradas. Há muitas obras paradas na cidade.
O prazo de entrega da obra do Buraco do Tatu já foi ultrapassado. Além disso, parece que 1 ou 2 empresas responsáveis pela execução da obra já faliram, e há outras obras do governo atual com resultados questionáveis.
Sei que alguns deputados estão fazendo oposição a ex-governos, mas é importante lembrar que fomos eleitos para esta legislatura e precisamos discutir o governo atual. As obras paradas do Ibaneis são uma marca deste governo. Além disso, algumas obras entregues não têm apresentado o resultado esperado para a população do DF.
Eu queria finalizar dizendo que a denúncia feita pelo deputado Pastor Daniel de Castro é grave, pois a orla está deteriorada. Há um governador responsável pela gestão da orla hoje: o governador Ibaneis Rocha, que deveria cuidar da preservação ambiental, da limpeza urbana e que deveria ter cuidado com a orla. Nós temos que fazer em conjunto, deputado Pastor Daniel de Castro, uma representação na Prodema contra o governador, porque, se ele não está cuidando da orla, nós devemos denunciá-lo.
Está certíssimo o deputado Pastor Daniel de Castro pela denúncia que faz no plenário, hoje.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Obrigado, deputado.
DEPUTADO GABRIEL MAGNO (PT) – Presidente, pela ordem.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Concedo a palavra.
DEPUTADO GABRIEL MAGNO (PT) – Presidente, quero concordar com o deputado Pastor Daniel de Castro. É um absurdo a falta de cuidado do Governo do Distrito Federal com a cidade. Precisamos lembrar que o governador Ibaneis está há 7 anos no governo e a cidade está abandonada. A orla do lago está abandonada. São 7 anos de governo Ibaneis e eles não cuidaram do Distrito Federal. É um absurdo o que está acontecendo nesta cidade. Eu me somo ao deputado Pastor Daniel de Castro.
Nós temos que entrar com representações no Ministério Público e no Tribunal de Contas, a fim de cobrar transparência deste governo, porque está sendo gasto muito dinheiro. São R$2 bilhões previstos para o próximo ano, para mais obras, mais pontes, e tudo permanece parado. O governo não entrega e a cidade está abandonada.
Parabéns, deputado Pastor Daniel de Castro, pela denúncia. São 7 anos de governo Ibaneis, e a orla do lago continua abandonada, suja e malcuidada.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Item da ordem do dia.
Discussão e votação, em primeiro turno, do Projeto de Lei Complementar nº 85/2025, de autoria do deputado Ricardo Vale, que “Altera a Lei Complementar nº 970, de 8 de julho de 2020, que “Estabelece regras do Regime Próprio de Previdência Social do Distrito Federal, de acordo com a Emenda Constitucional nº 103, de 2019””.
A proposição não recebeu parecer das comissões. A CAS, a CEOF e a CCJ deverão se manifestar sobre o projeto.
Solicito ao presidente da CAS, deputado Rogério Morro da Cruz, que designe relator ou avoque a relatoria.
DEPUTADO ROGÉRIO MORRO DA CRUZ (PRD) – Designo o deputado Max Maciel.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Solicito ao relator, deputado Max Maciel, que apresente parecer sobre a matéria.
DEPUTADO MAX MACIEL (PSOL. Para apresentar parecer.) – Parecer da CAS ao Projeto de Lei Complementar nº 85/2025, de autoria do deputado Ricardo Vale, que “Altera a Lei Complementar nº 970, de 8 de julho de 2020, que “Estabelece regras do Regime Próprio de Previdência Social do Distrito Federal, de acordo com a Emenda Constitucional nº 103, de 2019”.
Presidente, no âmbito da Comissão de Assuntos Sociais, no mérito, somos pela aprovação do Projeto de Lei Complementar nº 85/2025, que estabelece regras do Regime Próprio de Previdência Social do Distrito Federal, de acordo com a Emenda Constitucional nº 103/2019.
É o parecer.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Obrigado, deputado.
Solicito ao presidente da CEOF, deputado Eduardo Pedrosa, que designe relator ou avoque a relatoria.
DEPUTADO EDUARDO PEDROSA (UNIÃO) – Avoco a relatoria.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Solicito ao relator, deputado Eduardo Pedrosa, que apresente parecer sobre a matéria.
DEPUTADO EDUARDO PEDROSA (UNIÃO. Para apresentar parecer.) – Parecer da CEOF ao Projeto de Lei Complementar nº 85/2025, de autoria do deputado Ricardo Vale, que “Altera a Lei Complementar nº 970, de 8 de julho de 2020, que “Estabelece regras do Regime Próprio de Previdência Social do Distrito Federal, de acordo com a Emenda Constitucional nº 103, de 2019””.
Presidente, o parecer é pela admissibilidade do projeto.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Obrigado, deputado.
Solicito ao presidente da CCJ, deputado Thiago Manzoni, que designe relator ou avoque a relatoria.
DEPUTADO THIAGO MANZONI (PL) – Presidente, esse projeto está tramitando em regime de urgência?
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Não.
DEPUTADO THIAGO MANZONI (PL) – Em que pese a importância do projeto, quero pedir vista, presidente.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Deputado, com todo respeito a vossa excelência, concedo o pedido de vista, mas considero que 15 minutos são suficientes para análise.
DEPUTADO THIAGO MANZONI (PL) – Presidente, respeito muito vossa excelência. É claro que, se o senhor está concedendo 15 minutos de vista, assim será. Contudo, na semana passada, tivemos um caso idêntico, em que foram concedidos 5 dias de vista. Precisamos definir o precedente, se serão 15 minutos ou o prazo máximo de 5 dias; qualquer que seja a decisão de vossa excelência, para mim, estará consolidada.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Há uma discricionariedade de quem está na presidência. Neste caso, considero 15 minutos suficientes. Aliás, em outros momentos, também fixamos esse prazo. Havendo maior complexidade ou um pedido coletivo dos deputados, é claro que poderemos ampliá-lo. Neste caso, não vejo necessidade de ultrapassar os 15 minutos.
DEPUTADO PASTOR DANIEL DE CASTRO (PP) – Presidente, pela ordem.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Concedo a palavra.
DEPUTADO PASTOR DANIEL DE CASTRO (PP) – Presidente, quero apenas corroborar com vossa excelência e pedir a devida vênia ao deputado Thiago Manzoni. Neste momento, vossa excelência está coberto de razão, 15 minutos são suficientes. Concordo plenamente.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Já se passaram 2, restam apenas 13. (Risos.)
Obrigado, deputado Thiago Manzoni, pela compreensão. São 15 minutos de vista.
DEPUTADO CHICO VIGILANTE (PT) – Presidente, pela ordem.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Concedo a palavra.
DEPUTADO CHICO VIGILANTE (PT) – Presidente, só quero esclarecer para a população que está acompanhando esta sessão por meio da TV Câmara Distrital – que completou 4 anos e hoje tem uma boa audiência – o projeto que está sendo votado e do qual se pediu vista.
Trata-se de um projeto do deputado Ricardo Vale. O projeto é constitucional e suspende aquela cobrança determinada pelo governador Ibaneis aos aposentados, especialmente professores e professoras aposentados. Só para as pessoas que estão assistindo a esta sessão terem uma ideia, há aposentados que ganham R$6 mil e estão sendo descontados deles R$2.300. Trata-se de arrimos de família, de pessoas que têm netos que vivem às custas dos avós.
Vossa excelência concedeu os 15 minutos. O deputado Thiago Manzoni está de acordo e já combinou comigo que irá passar a relatoria para que eu possa...
(Intervenção fora do microfone.)
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Pessoal, enquanto passam os 15 minutos – há muitas pessoas esperando –, eu vou dar continuidade à sessão e fazer a leitura do próximo item.
DEPUTADO FÁBIO FÉLIX (PSOL) – Presidente, pela ordem.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Concedo a palavra.
DEPUTADO FÁBIO FÉLIX (PSOL) – Presidente, só para fazer um registro do governo das obras paradas, porque eu acho que esse é um registro importante. Há, hoje, no Distrito Federal, uma maioria de obras atrasadas. Esta casa precisa entrar nesse debate. Nós precisamos olhar com força o que está acontecendo no Distrito Federal. Não sei se isso acontece com vossa excelência, imagino que sim, mas eu estou recebendo muitas mensagens da população reclamando disso. Nós temos que entrar nesse debate, porque o nosso papel é a fiscalização.
A população quer a entrega do que o governo prometeu. Não era o governo das obras? Cadê as entregas? Nós temos aprovado uma série de créditos para a Novacap. A preocupação da população são os resultados.
Nós queremos fazer esse debate na Câmara Legislativa do DF. É reclamação de lado a lado desta cidade. Nós somos deputados distritais, temos que debater isso com muita força na casa no próximo período.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Lembro que às 19 horas e 15 minutos se encerra a vista solicitada pelo deputado Thiago Manzoni.
Item da ordem do dia.
Discussão e votação, em primeiro turno, do Projeto de Lei Complementar nº 81/2025, de autoria do Poder Executivo, que “Altera a Lei Complementar nº 1.038, de 16 de julho de 2024, que “institui o Programa de Incentivo de Regularização de Débitos Não Tributários do Distrito Federal – Refis-N e isenta o pagamento da Outorga Onerosa da Alteração de Uso – ONALT, nas formas e condições específicas, e dá outras providências””.
A proposição não recebeu o parecer das comissões. Foi apresentada 1 emenda na comissão. A CEOF e o CCJ deverão se manifestar sobre o projeto e a emenda.
Solicito ao presidente da CEOF, deputado Eduardo Pedrosa, que designe relator ou avoque a relatoria.
DEPUTADO EDUARDO PEDROSA (UNIÃO) – Avoco a relatoria.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Solicito ao relator, deputado Eduardo Pedrosa, que apresente parecer sobre a matéria.
DEPUTADO EDUARDO PEDROSA (UNIÃO. Para apresentar parecer.) – Parecer da CEOF ao Projeto de Lei Complementar nº 81/2025, de autoria do Poder Executivo, que “Altera a Lei Complementar nº 1.038, de 16 de julho de 2024, que “institui o Programa de Incentivo de Regularização de Débitos Não Tributários do Distrito Federal – Refis-N e isenta o pagamento da Outorga Onerosa da Alteração de Uso – ONALT, nas formas e condições específicas, e dá outras providências””.
Presidente, o projeto visa permitir a utilização de créditos líquidos e certos de qualquer natureza formalizados por meio de precatórios para compensação com débitos não tributários, inclusive aqueles ainda não inscritos em dívida ativa, desde que devidamente registrados no Sistema Integrado de Lançamento de Créditos do Distrito Federal.
A proposta atende aos requisitos legais e constitucionais, estando acompanhada de estimativa de impacto orçamentário e financeiro.
Diante disso, manifesto meu voto favorável à admissibilidade do PLC.
É o parecer.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Obrigado, deputado.
Informo que a emenda apresentada foi cancelada.
Solicito ao presidente da Comissão de Constituição e Justiça, deputado Thiago Manzoni, que designe relator ou avoque a relatoria.
DEPUTADO THIAGO MANZONI (PL) – Presidente, este projeto já tinha relator designado, era o deputado Robério Negreiros. Ele está de licença, mas ele já havia inserido o parecer no nosso sistema.
Por isso, avoco a relatoria.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Solicito ao relator, deputado Thiago Manzoni, que apresente parecer sobre a matéria.
DEPUTADO THIAGO MANZONI (PL. Para apresentar parecer.) – Parecer da Comissão de Constituição e Justiça ao Projeto de Lei Complementar nº 81/2025, de autoria do Poder Executivo, que “Altera a Lei Complementar nº 1.038, de 16 de julho de 2024, que “institui o Programa de Incentivo de Regularização de Débitos Não Tributários do Distrito Federal – Refis-N e isenta o pagamento da Outorga Onerosa da Alteração de Uso - ONALT, nas formas e condições específicas, e dá outras providências”.
Assumo a relatoria ad hoc e adoto as razões e o voto que o deputado Robério Negreiros consignou no sistema.
O parecer é pela admissibilidade da proposição.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Em discussão os pareceres.
Concedo a palavra ao deputado Gabriel Magno.
DEPUTADO GABRIEL MAGNO (PT. Para discutir.) – Presidente, o projeto trata de mais uma alteração no Refis. O governo Ibaneis tem feito um bolsão empresário para esta cidade. Então, para os ricos, é isenção fiscal lá em cima. A renúncia fiscal para os ricos desta cidade bateu, neste ano, R$10 bilhões. É o valor do orçamento da escola pública. É quase igual ao orçamento do SUS o valor da renúncia fiscal concedida para os grandes empresários do Distrito Federal. E não há contrapartida, deputado Ricardo Vale.
Pesquisas recentes – desta semana – mostram que a fome aumentou por aqui, enquanto no Brasil ela diminuiu. Aqui, a desigualdade social é a maior do país. Aqui, a cobertura da educação integral é a menor do Brasil. Aqui, a cobertura de saúde mental é a segunda pior do Brasil. E chega um projeto para isentar o pagamento da Onalt.
A Onalt é a Outorga Onerosa de Alteração de Uso. Para quem está nos ouvindo, é o seguinte: eu tenho um lote e me permitem ocupar uma parte dele. Por exemplo, eu tenho um lote de 100 metros quadrados e posso fazer uma ocupação padrão de 60 metros quadrados. Por que há isso? Por causa do planejamento urbano, para se saber a demanda ambiental, a demanda de mobilidade, a demanda de serviços públicos, o impacto que a construção civil terá sobre a cidade. Se eu quiser construir além do que é permitido, eu preciso pagar para o Estado justamente essa contrapartida, correspondente à demanda por serviço público, que aumenta. O que o governo está fazendo com esse projeto de lei? Está isentando o pagamento. Então, quem constrói além do que é permitido na lei está ganhando mais um perdão.
Por isso é que falei do projeto anterior, dos becos e da ocupação das áreas verdes no Lago Sul e no Lago Norte. O governo permite a ocupação de área pública e agora está querendo isentar as pessoas de uma taxa que todo mundo paga. Isso traz impacto. Esse é o pacto social, fiscal e tributário da cidade.
De novo, isso acontece só para um lado, porque, no debate que nós fizemos aqui para zerar o ICMS da cesta básica, o governo foi contra. O governador disse: “Eu não vou fazer isso! Eu não vou isentar para baixar o preço da cesta básica para a maioria da população.” Quando falamos de IPTU social, o governador fala: “Não; sou contra”. Mas para os amigos do governador, vale tudo.
Isso aqui é a isenção da Onalt. Eu vou votar contra, presidente. Quero deixar isso registrado, porque, mais uma vez, o governo não faz justiça tributária. Mais uma vez, o governo joga só para um lado da cidade e não pensa o Distrito Federal para quem, de fato, mais precisa.
Eu gostaria de ver, presidente, uma lei, um Refis para os servidores públicos que estão superendividados com o BRB. O governo poderia fazer esse debate com quem, de fato, precisa.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Continua a discussão.
Concedo a palavra à deputada Dayse Amarilio.
DEPUTADA DAYSE AMARILIO (PSB. Para discutir.) – Presidente, eu quero sensibilizar os deputados. Nós iremos votar daqui a pouco esse projeto, que, como o deputado Chico Vigilante explicou, trata de uma dívida que ficou lá atrás e estão cobrando agora. Trata-se de um erro que não foi cometido pelos aposentados, que estão em um momento mais difícil. Eu gostaria de deixar isso registrado, porque, mais uma vez, falo que esta casa precisa se preocupar com quem mais precisa, pois política é cuidar dessas pessoas.
O deputado Gabriel Magno trouxe uma boa explicação para quem está assistindo à nossa sessão pela TV Câmara Distrital e para quem acompanha o trabalho desta casa. Nós iremos votar não só esse projeto, deputado Gabriel Magno. Nós temos outros projetos na ordem do dia que tratam de renúncia e de realocação de recursos, nos quais não é discutida realmente a prioridade desses recursos.
Eu não sei o que alguns parlamentares desta casa têm, infelizmente, contra os servidores públicos. Parece que há uma raiva tão grande, que chega a ser, realmente, uma grande covardia.
Espero que tenhamos a sensibilidade de votar pela proteção dos aposentados. No momento em que as pessoas têm mais necessidades, que é a aposentadoria – quando elas não têm, muitas vezes, condição de acesso à saúde; nem os aposentados da saúde têm acesso à saúde, por causa do caos em que ela está –, que elas alcancem pelo menos a dignidade de não pagar por algo de que não têm culpa! Aliás, o governador sinalizou que isso não iria ser cobrado.
Então, peço que tenhamos sensatez ao votar este projeto, pois sinalizo que estamos agora, quando se diz que não há dinheiro para a saúde e para a educação, renunciando a orçamento em favor de quem realmente descumpriu uma lei e está sendo perdoado.
Obrigada, presidente.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Continua a discussão.
Concedo a palavra ao deputado Chico Vigilante.
DEPUTADO CHICO VIGILANTE (PT. Para discutir.) – Presidente, nós discutimos este projeto no Colégio de Líderes. Eu alertei para uma situação muito séria. Inclusive, quero pedir ao líder do governo, deputado Hermeto, que solicite a retirada deste projeto de lei de tramitação.
O que o projeto está dizendo é que está isentando uma conta de R$2.977,50. Estou falando de R$2.000. É isso que está escrito no projeto. E aí vem uma posição da Subsecretaria da Receita do Distrito Federal que diz o seguinte: “Diante da magnitude do impacto da proposta – R$2.977,50 – sugerimos, ainda, uma avaliação sobre o encaminhamento dela, em razão do princípio da economicidade”. Isso quer dizer que se vai fazer uma alteração na lei para alcançar míseros R$2.977,50. É a Subsecretaria da Receita do Distrito Federal que está dizendo isso. Portanto, presidente, vale a pena a Câmara Legislativa votar isso sem saber, efetivamente, quais são as intenções por trás do projeto?
Sugiro ao líder do governo e ao doutor Maurício a retirada do projeto da ordem do dia. Não tem sentido um negócio desses – a não ser que haja outras intenções por trás disso – porque não creio que alguém mande um projeto de isenção de R$2.000, que o governo mande um projeto de isenção de R$2.000? Trata-se de só 1 devedor ou de milhares de devedores de R$2.000? O projeto está dizendo que é só 1.
Eu já li o que o governo escreveu. O governo questionou como é que se manda um projeto com algo tão irrisório. Está escrito isso. Foi a Subsecretaria da Receita do Distrito Federal que disse isso. E aí somos nós, da Câmara Legislativa, que vamos chancelar esse tipo de projeto? Está errado, presidente.
Vossa excelência pode, inclusive, retirar de pronto o projeto, e sugiro que faça isso, para que o governo explique, efetivamente, o que está ocorrendo.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Continua a discussão.
Concedo a palavra ao deputado Max Maciel.
DEPUTADO MAX MACIEL (PSOL. Para discutir.) – Presidente, queria chamar atenção para o fato de que, se a votação seguir, vai entrar na ordem do dia o Projeto de Lei nº 1.953/2025, que trata justamente da revisão de metas orçamentárias. Um dos argumentos para isso era a necessidade de fazer esse ajuste porque há um déficit. Aí o governo, no mesmo dia, antes dessa votação, manda este PLC que propõe uma série de desonerações – ou pequenos Refis, como podemos chamar –, como se a vida orçamentária do governo estivesse saudável.
Quero dizer para quem está acompanhando em casa que um dos itens da ordem do dia tem me chamado muita atenção. Acho que o governo tem, sim, o direito de pagar as coisas, mas esse item trata de facilitar a adesão e dar utilidade a precatórios parados. Isso me chama muita atenção. Precatórios, nesta gestão, são algo que não têm ficado parado. Têm sido pagos de forma rápida, até. Vamos, depois, fazer um levantamento sincero da casa: quem são os grandes escritórios que recebem precatórios nesta cidade? Todo mês há, no Diário Oficial, ordens de pagamento. É isso que precisamos entender.
Então, quero deixar claro que concordo com o encaminhamento do deputado Chico Vigilante: ou há um déficit orçamentário no Distrito Federal, ou estamos com a saúde financeira saudável para continuar fazendo Refis. Salvo engano, no ano passado ou no ano retrasado, houve um Refis, e chegou a esta casa um comunicado que informava que o governo não faria mais esse tipo de desoneração. Mas, a cada semestre, chegam a esta casa encomendas para isentar alguém de alguma coisa.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Continua a discussão.
Como não há quem queira discutir, encerro a discussão.
Em votação.
Solicito aos deputados favoráveis aos pareceres que permaneçam como estão e aos contrários que se manifestem.
DEPUTADO CHICO VIGILANTE (PT) – Presidente, solicito o uso da palavra para orientar a bancada.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Concedo a palavra.
DEPUTADO CHICO VIGILANTE (PT. Como líder. Para orientar a bancada.) – Presidente, oriento nossa bancada a votar contra, até porque muitos aqui não sabem o que estão votando. Eu sei.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Obrigado, deputado.
Há 21 deputados presentes. Houve 5 manifestações contrárias: da deputada Dayse Amarilio, do deputado Max Maciel, do deputado Gabriel Magno, do deputado Chico Vigilante e do deputado Ricardo Vale.
Os pareceres foram aprovados.
Em discussão, em primeiro turno, o Projeto de Lei Complementar nº 81/2025.
Como não há quem queira discutir, encerro a discussão.
Em votação.
Solicito aos deputados que aprovam o projeto que votem “sim” e aos que o rejeitam que votem “não”.
(Realiza-se a votação nominal.)
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Votação encerrada.
Houve 14 votos favoráveis e 5 votos contrários.
Foi aprovado.
Já cumpridos os 15 minutos do pedido de vista, com mais 3 minutos adicionais concedidos, retornamos à apreciação do item nº 48 da ordem do dia.
Isso lhe atende, deputado Thiago Manzoni?
Solicito ao relator da Comissão de Constituição e Justiça, deputado Thiago Manzoni, que apresente parecer sobre a matéria.
DEPUTADO THIAGO MANZONI (PL. Para apresentar parecer.) – Parecer da Comissão de Constituição e Justiça ao Projeto de Lei Complementar nº 85/2025, de autoria do deputado Ricardo Vale, que “Altera a Lei Complementar nº 970, de 8 de julho de 2020, que “Estabelece regras do Regime Próprio de Previdência Social do Distrito Federal, de acordo com a Emenda Constitucional nº 103, de 2019”.
Presidente, retomo o parecer da CCJ, mas, antes de tratar dele propriamente dito, eu gostaria de parabenizá-lo pela forma como vossa excelência conduz esta casa. Na semana passada, infelizmente, houve muitos problemas de interpretação e concessões que, na minha opinião, não deveriam acontecer, tanto mais porque foram realizadas por deputados do mesmo partido do deputado Ricardo Vale, por quem também tenho respeito.
Se vossa excelência concedeu os 15 minutos, serão 15 minutos – e ainda me deu 3 minutos de acréscimos.
A questão do projeto de lei sob análise da CCJ é controversa do ponto de vista jurídico. Portanto, preliminarmente eu avoco a relatoria para dizer que se trata de uma questão controversa do ponto de vista jurídico e que, no mérito, ela afeta milhares de servidores públicos do Distrito Federal e suas respectivas aposentadorias.
Há uma discussão quanto à constitucionalidade da proposição. Se ela for discutida sob o prisma do direito previdenciário, a iniciativa pode ser de deputado distrital. Se, por outro lado, nós interpretarmos que o que está sendo discutido é direito de servidor público, a iniciativa é privativa do governador do Distrito Federal. Há dúvida quanto a esse aspecto; na verdade, há controvérsia quanto a esse especial aspecto do projeto que vai ser votado.
Na medida em que todos nós deputados vamos apreciar o mérito, eu tenho o meu parecer pessoal, mas vou admitir a proposição, já adiantando que, quando ela for votada pelo plenário desta casa, eu vou me abster porque tenho conflito de interesse. Tenho parentes que serão afetados pela votação que vai acontecer.
Por isso, mesmo que haja essa dúvida, eu vou admitir a proposição na Comissão de Constituição e Justiça, em homenagem ao deputado Ricardo Vale, apesar de o deputado nem sempre homenagear os deputados da base na mesma proporção. Em homenagem ao deputado Ricardo Vale, mesmo que haja controvérsia, eu vou admitir o projeto na CCJ e já adianto, presidente, que na votação em plenário eu vou me abster.
O projeto está admitido na Comissão de Constituição e Justiça.
É o parecer.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Obrigado, deputado Thiago Manzoni.
DEPUTADO PASTOR DANIEL DE CASTRO (PP) – Presidente, pela ordem.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Concedo a palavra.
DEPUTADO PASTOR DANIEL DE CASTRO (PP) – Presidente, eu sou preocupado com a questão de presença e de votação, e eu quero que vossa excelência deixe registrado que no projeto anterior eu estava presente. Dei uma saída e acabei não votando. Meu voto era com o governo e eu não estava no plenário.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Solicito que seja registrado nas notas taquigráficas.
Em discussão os pareceres.
Concedo a palavra ao deputado Ricardo Vale.
DEPUTADO RICARDO VALE (PT. Para discutir.) – Senhor presidente, senhoras e senhores deputados, primeiro, quero dizer o motivo por que eu apresentei esse PLC. É muito simples. Eu fui procurado por vários trabalhadores aposentados e pensionistas, assim como acredito que vocês também. Eles estavam preocupados com a possibilidade de um desconto referente a um projeto de lei de 2020, dos meses de novembro e dezembro. Estavam preocupados em ter descontado nos seus contracheques um valor de, aproximadamente, R$2.300, em média.
Como foi dito por alguns deputados, em média, um aposentado do Distrito Federal, pensionista, recebe em torno de R$6.000, R$7.000. Ora, tirar R$2.300, de surpresa, no final do ano, de aposentados e pensionistas é um absurdo. E não houve culpa deles, houve culpa do Iprev, porque, quando o governo alterou a lei em 2020, deveria ter começado a fazer a cobrança logo nesses 2 meses de 2020. Não o fez. E agora, de repente, o governo alegou que, em função de uma demanda, de um pedido da procuradoria, teve que fazer essa cobrança.
É uma cobrança injusta. É uma cobrança que, do ponto de vista jurídico, do ponto de vista político, os aposentados não merecem. Muitos aposentados serão prejudicados se esta casa não alterar essa lei hoje. Além dos seus gastos com medicação, com saúde, porque a maioria está acima de 70 anos, muitos deles têm que ajudar a família, ajudar os netos. Nós sabemos como é difícil a vida de um aposentado e de um pensionista no Distrito Federal.
Eu faço um apelo aos deputados: mesmo com a orientação do governo de votarmos contra esse projeto, façamos esse gesto pelos trabalhadores. São 60 mil pessoas que estão esperando desta casa a nossa solidariedade.
Eu ouvi falar que o governo orientará a base a votar contrariamente. Eu quero fazer um apelo aos secretários de governo que estão aqui, agora: não façam isso. Se depois o governo avaliar que deve vetar, que o vete! Mas peço que esta casa, que nós não sejamos injustos com os aposentados do Distrito Federal. Peço que sejamos solidários com esses trabalhadores que contribuíram durante a vida inteira com o serviço público. Agora, na hora em que precisam da Câmara Legislativa para que esse desconto não aconteça, peço que os ajudemos. Algumas categorias já estão recorrendo à Justiça e já estão ganhando. Alguns sindicatos já estão ganhando causas. Não podemos prejudicar os aposentados e pensionistas do Distrito Federal. É por isso que faço esse apelo.
Se vossas excelências quiserem – não há problema –, todos nós assinamos o projeto. Eu não tenho vaidade com relação a isso. O projeto ficará registrado com autoria de todos os deputados desta casa. É um gesto de solidariedade aos aposentados do Distrito Federal, que não são responsáveis pelo que aconteceu. A culpa é de um erro do Iprev, do Governo do Distrito Federal. Temos a oportunidade de corrigir isso aqui, agora.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Deputado Ricardo Vale, não há essa orientação por parte do governo. Pelo contrário, conversei com o deputado Roosevelt, com o deputado Hermeto, com o secretário Maurício e com o deputado João Cardoso. Nós conversamos com o Buriti, e, em nenhum momento, houve essa ideia de orientar a bancada a votar contrariamente. Pelo contrário, eu pedi que o projeto fosse incluído na ordem do dia dada a importância dele. Há uma sensibilidade muito grande de todos nós parlamentares quanto a isso, em especial de nós que somos servidores públicos. Vossa excelência traz algo importante e tenho certeza de que essa Câmara Legislativa não irá faltar.
DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Obrigado, presidente. Eu saí dali muito triste, porque tive a informação de que o governo iria orientar que a base votasse contrariamente. Se isso não aconteceu, eu retiro o que disse e peço desculpas. Reafirmo aos deputados que faremos um grande gesto pelos trabalhadores aposentados e pensionistas do Distrito Federal.
DEPUTADO HERMETO (MDB) – Presidente, pela ordem.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Concedo a palavra.
DEPUTADO HERMETO (MDB) – Presidente, não é que o governo tenha orientado a votar contrariamente. O que está acontecendo é um conflito jurídico. Nós precisamos de tempo para resolver isso. Se vossa excelência continuar com o projeto, nós vamos nos abster neste momento. Em nenhum momento o governo pediu para que a base votasse contrariamente ao projeto. O problema é que há um impasse jurídico com relação a ele. Como disse o presidente da CCJ, nós não podemos entrar em um impasse jurídico desses. Vossa excelência tem que entender isso. O próprio presidente da CCJ já abordou esse assunto.
Então, eu vou orientar a base do governo a que se abstenha de votar o projeto até que o impasse se resolva. Votar contra, jamais!
DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Deputado Hermeto, talvez vossas excelências ainda não tenham conhecimento de algo. Darei uma informação para ver se a base muda de ideia. Nos contracheques deste mês já haverá desconto. Portanto, precisamos votar isso hoje. Se esperarmos a semana que vem...
DEPUTADO HERMETO (MDB) – Há vício de iniciativa no projeto.
DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Não há. Não há.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Deputado Hermeto, vossa excelência não pode liberar os deputados da base para votar conforme suas consciências? É um pedido que faço.
DEPUTADO HERMETO (MDB) – A orientação que dou é para que se abstenham. Cada deputado tem sua consciência, se quiserem fazer diferente... Pela base do governo, a orientação é a abstenção.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Todos me conhecem pela transparência. Eu tenho discutido isso há algum tempo e deixarei bem claro que votarei favoravelmente. Se houver algum questionamento jurídico, o próprio governo – como foi falado aqui – terá a oportunidade de analisar a questão. Mas eu já manifesto que votarei favoravelmente, até porque, como servidor público – o deputado João Cardoso está falando a mesma coisa –, não aprovar isso é problemático.
DEPUTADO HERMETO (MDB) – Esse projeto está judicializado, presidente. Como votaremos um projeto judicializado? Vossa excelência tem que entender que ninguém está querendo votar contra aposentados, não.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Para que fique registrado aqui: o governador fez um gesto extremamente importante. Ele buscou solução e entendeu que houve um equívoco.
DEPUTADO HERMETO (MDB) – Peço ao deputado Ricardo Vale que retire esse projeto da ordem do dia até que o analisemos melhor. Precisamos de um parecer jurídico favorável. Quantas vezes o deputado Chico Vigilante chega a este plenário e pede que eu retire um projeto do governo sobre o qual há impasse jurídico ou vício de iniciativa?
DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Presidente, pela ordem.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Concedo a palavra.
DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Presidente, quero informar ao deputado Hermeto que não posso fazer isso. Se eu fizer, posso prejudicar 60 mil aposentados do Distrito Federal. Pode não haver mais tempo para corrigir o problema.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Continua a discussão.
Concedo a palavra à deputada Dayse Amarilio.
DEPUTADA DAYSE AMARILIO (PSB. Para discutir.) – Presidente, eu gostaria que tivéssemos bom senso. Se o governador realmente estivesse preocupado com os aposentados, poderíamos resolver esse problema. Inclusive, deputado Hermeto, o governo poderia ter enviado o projeto para esta casa, mas não enviou. Ele usou um conhecimento jurídico. Nesses momentos, aparece o conhecimento jurídico. Nós acabamos de aprovar um projeto inconstitucional, o das escolas. Eu gostaria de saber qual é a justificativa desta casa. São 2 pesos e 2 medidas diferentes? Isso não é justiça, presidente. Se existe mesmo essa preocupação, por que o projeto não foi enviado para nós? Fala-se de um certificado, mas poderíamos resolver isso por meio de uma lei. Se a preocupação fosse o vício de iniciativa, o governo teria enviado uma proposição.
Na realidade, não estamos preservando quem mais prestou serviço para esta cidade. Infelizmente, os aposentados não têm direito a voz nem a vez. Eu quero ser a voz deles. Eu conheço diversos profissionais de saúde, por exemplo, que estão com hérnia de disco, com distúrbios mentais, com problemas de ansiedade. Eles têm diversos problemas por conta do trabalho. Eles trabalharam anos e anos sem condições adequadas. Há muitos professores na mesma situação. Deputado Hermeto, muitas vezes, o pessoal da polícia trabalha, faz o trabalho voluntariado sem condição de continuar. Eles pegam atestado porque precisam desse dinheiro. Quando o aposentado mais precisa, quando ele não tem acesso a uma saúde digna, com o caos que vemos, o trabalhador não tem direito a nada. Nem os profissionais aposentados da saúde nem os profissionais da ativa conseguem ser atendidos. Nós vamos virar as costas aos aposentados do Distrito Federal?
Esta casa precisa ter coerência. Se o motivo é a inconstitucionalidade, por que aprovamos um projeto inconstitucional há pouco? De repente, todo mundo entende de constitucionalidade, de dever jurídico. Nós não podemos nos abster. Precisamos dar uma resposta ao assunto. Nós vamos votar projetos assim?
Vemos que haverá um aumento de valor aqui. Estão querendo aumentar – como se fosse um ajuste do cheque especial do governo – para R$2 bilhões o gasto em obra. Quando eles vão expandir o metrô ou construir mais obras, pedem empréstimo. Porém, não há uma forma de resolver o problema dos aposentados? Nós temos que resolver a questão. A Câmara Legislativa não pode se furtar ao dever de cuidar de quem mais precisa. A política deve cuidar de quem mais precisa. Peço a sensibilidade de vocês, principalmente dos que são servidores, que conhecem suas categorias. Não façam isso com os aposentados do Distrito Federal. Eles não merecem essa injustiça.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Deputada Dayse Amarilio, não é justo dizer que o governador virou as costas aos aposentados, porque ações foram adotadas. Por isso, eu estou votando com o projeto do deputado Ricardo Vale, exatamente pela forma como o governador está tratando a matéria. O próprio governador conversou com o deputado Ricardo Vale. Precisamos ser justos com o que está acontecendo. Deixo bem claro que votarei com o projeto do deputado Ricardo Vale. Não vejo qualquer prejuízo nisso. Inclusive vemos uma proposta que o governo apresentou para solucionar a situação.
Eu entendo que o assunto é importante para mim porque sou servidor público. Como dito, eu fui sindicalista por 12 anos à frente do Sindicato dos Policiais Civis. Eu jamais votaria contra o direito de um servidor público. Não farei isso enquanto eu puder. Dessa maneira, voto com tranquilidade, porque o governador está buscando soluções. Ele já deixou isso bem claro.
Continua a discussão.
Concedo a palavra ao deputado Roosevelt.
DEPUTADO ROOSEVELT (PL. Para discutir.) – Presidente, no Colégio de Líderes, eu levantei um questionamento e o trago agora ao plenário. O governador já suspendeu o desconto. Há decisões judiciais a respeito disso. Se aprovarmos na Câmara Legislativa um projeto que é claramente inconstitucional, esse projeto terá o condão de suspender realmente o desconto até que seja declarado inconstitucional. Assim, a medida administrativa que o governador tomou para suspender o desconto estará contaminada por um projeto desta casa.
Portanto, eu sugiro ao presidente que consulte os líderes desta casa no plenário, como foi feito com um projeto de nossa autoria há 2 semanas. Pergunte se devemos tirar este projeto da ordem do dia para que possamos discuti-lo de forma mais plena. Todos os deputados, sejam eles de cidades, sejam eles de categorias, têm eleitores aposentados. Nós não queremos prejudicar nossos aposentados.
Deputado Ricardo Vale, faço esse clamor porque, no afã de ajudar, eu tenho o temor de aprovarmos o projeto e contaminarmos uma decisão administrativa que já foi tomada pelo governador. Este é o meu posicionamento.
Deixo, presidente, como encaminhamento, o pedido de consulta aos líderes sobre a retirada deste projeto de lei da ordem do dia para que possamos discuti-lo melhor.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Peço a compreensão dos deputados. O deputado Roosevelt pediu, de forma legítima, que sejam consultados os líderes. Porém, precisamos manter a coerência. Não vejo necessidade disso, pois houve um acordo feito entre os líderes, há pouco, com aprovação por maioria – não foi por unanimidade. Então, o projeto continua na ordem do dia e os deputados que concordarem com ele votem “sim” e os que o rejeitarem votem “não”.
Continua a discussão.
Concedo a palavra ao deputado Chico Vigilante.
DEPUTADO CHICO VIGILANTE (PT. Para discutir.) – Presidente, vamos aos fatos. O projeto está amparado pelo art. 125, V, da Lei Orgânica do Distrito Federal. E mais, deputado Hermeto, líder do governo: nós já temos precedente neste caso. Ali em Samambaia, havia 6 mil casas. A Shis uma vez cometeu um erro e não cobrou algumas mensalidades. Depois, ela foi cobrá-las dos moradores. Era então governador do Distrito Federal o Arruda. O Benício, que é uma liderança comunitária de Samambaia, me procurou. Eu apresentei um projeto que isentava os moradores desse pagamento. Eram milhões que aqueles moradores teriam que pagar. A Câmara Legislativa aprovou o projeto, o governo o sancionou e não cobrou o valor daquelas pessoas. Eles estão até hoje sem receber essa cobrança.
O que está acontecendo aqui hoje – nós ouvimos dizer isso nos bastidores, todo mundo sabe que isso foi dito – é que o governo fez isso para tentar ajustar contas com o dinheiro dos aposentados. Não foram os aposentados que erraram, quem errou foi o Iprev. Portanto, o Iprev que pague pelo erro dele, não os aposentados! Foi o Iprev que errou em não cobrar.
O governador, deputado Hermeto, falou no Metrópoles que iria conceder a isenção. Apresentem-me o Diário Oficial em que se diz que os aposentados estão isentos. Não existe! Aí vêm falar que vão determinar o pagamento em 60 meses. Pior! Isso é pior para o aposentado, que vai ficar 60 meses com essa espada sobre a cabeça.
Esta casa, neste momento, vai tomar uma posição – uma posição de coragem. É hora de mostrar de que lado nós estamos: se nós estamos do lado dessas aposentadas e desses aposentados, ou se estamos do lado de uma direção relapsa que agora quer ferrar com as aposentadas e os aposentados.
Portanto, presidente deputado Wellington Luiz, minha posição é que devemos votar. Quem quiser votar contra, vote e arque com suas responsabilidades. Quem quiser se abster, saiba que o voto de abstenção, hoje, é o voto contrário ao projeto do deputado Ricardo Vale. Quem se abstiver, lavar as mãos, der uma de Pilatos, saiba que os aposentados vão continuar sofrendo. Nós sabemos a situação que eles vivem. Portanto, faço um apelo à chamada base do governo.
Vou repetir um velho ditado, dito pelo senhor Joaquim Roriz, avô do deputado Joaquim Roriz Neto. Ele disse: “Eu vou com o defunto até a beira da cova, mas não entro junto”. Vocês, hoje, estão querendo entrar junto, no sentido de ferrar com os aposentados do Distrito Federal.
A minha proposta, presidente, é que votemos o projeto e conclamemos os deputados e deputadas a demonstrarem sua independência e votarem a favor do projeto.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Continua a discussão.
Como não há quem queira discutir, encerro a discussão.
Em votação.
Solicito aos deputados favoráveis aos pareceres que permaneçam como estão e aos contrários que se manifestem.
Há 21 deputados presentes. Não houve manifestações contrárias.
Foram aprovados por unanimidade.
Em discussão, em primeiro turno, Projeto de Lei Complementar nº 85/2025.
Como não há quem queira discutir, encerro a discussão.
Em votação.
Solicito aos deputados que aprovam projeto que votem “sim” e aos que o rejeitam que votem “não”.
(Realiza-se a votação nominal.)
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Votação encerrada.
Houve 17 votos favoráveis e 4 abstenções.
Foi aprovado.
Quero agradecer o apoio aos deputados e enaltecer a postura do nosso líder, deputado Hermeto. Este é o papel do líder de governo: exercer os objetivos que são apresentados pelo governo. Eu tinha uma posição, nesse caso, contrária à do deputado Hermeto, mas reafirmo o meu sentimento: vossa excelência é o meu verdadeiro líder.
DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Presidente, solicito a palavra para declaração de voto.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Concedo a palavra.
DEPUTADO RICARDO VALE (PT. Para declaração de voto.) – Presidente, eu, na verdade, quero agradecer a todos os deputados presentes. Quero agradecer ao deputado Hermeto, principalmente. Eu sei da situação de sua excelência como líder do governo aqui na casa. Sei que é um tema complexo, mas esta casa hoje fez justiça com os trabalhadores aposentados do Distrito Federal. Espero que o governo sancione essa lei.
Como foi dito anteriormente, os sindicalizados de algumas carreiras já estão recorrendo e estão ganhando e quem não é sindicalizado poderia ficar prejudicado, sem ter ninguém para defendê-lo. Então, a Câmara Legislativa cumpriu o papel que cabe a ela. Todos nós cumprimos nosso papel.
Quero agradecer ao deputado Thiago Manzoni, ao deputado Pastor Daniel de Castro, a todos vocês, da base do governo e da oposição, esse gesto lindo em defesa dos aposentados. Inclusive, alguns estão aqui agora.
Desejo que tudo dê certo. Estamos juntos!
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Deputado Ricardo Vale e deputado Hermeto, eu gostaria de consolidar o que estamos falando. O governador acabou de ligar para informar que está adotando as devidas providências com a procuradoria para que não seja feito qualquer desconto. Portanto, há um cuidado inclusive jurídico, por parte do governador, como advogado, para que depois não haja questionamento.
Então, o governador Ibaneis está de parabéns pela postura, assim como o deputado Ricardo Vale.
Muito obrigado.
DEPUTADO THIAGO MANZONI (PL) – Presidente, solicito a palavra para declaração de voto.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Concedo a palavra.
DEPUTADO THIAGO MANZONI (PL. Para declaração de voto.) – Presidente, eu só gostaria de reiterar o que eu falei anteriormente. Esse projeto afeta dezenas de milhares de pessoas no Distrito Federal inteiro. Tenho certeza de que essas pessoas comemorarão muito a atitude do Governo do Distrito Federal em impedir as cobranças e comemorarão também a aprovação do projeto de lei. A matéria eventualmente vai ser discutida, mas foi aprovada nesta casa, hoje.
Felicito as pessoas que vão celebrar. Algumas delas são parentes meus e me colocavam em conflito de interesses na hora de votar. Essa é a razão da minha abstenção, além, claro, do pedido do líder do governo, deputado Hermeto.
Obrigado, presidente.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Obrigado, deputado Thiago Manzoni.
DEPUTADO PASTOR DANIEL DE CASTRO (PP) – Presidente, solicito a palavra para declaração de voto.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Concedo a palavra.
DEPUTADO PASTOR DANIEL DE CASTRO (PP. Para declaração de voto.) – Presidente, obrigado.
Quero justificar o meu voto. O meu voto foi “sim”. Talvez esse tenha sido o meu primeiro voto divergente, na história dos meus 3 anos de mandato. Eu tenho consciência do que estou fazendo pelos aposentados, inclusive pelos da minha família. Eu não me sentia, de maneira nenhuma, desconfortável em votar favoravelmente à matéria.
Deixo registrado o papel do meu líder, o deputado Hermeto. A abstenção do líder deputado Hermeto não significa que sua excelência seja contrário ao projeto. Sua excelência deu a posição do governo. O GDF, que eu exalto, referenda essa posição agora, ao tomar todas as providências jurídicas para que o projeto seja sancionado.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Obrigado, deputado Pastor Daniel de Castro.
DEPUTADA DAYSE AMARILIO (PSB) – Presidente, pela ordem.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Concedo a palavra.
DEPUTADA DAYSE AMARILIO (PSB) – Presidente, eu queria parabenizar, em primeiro lugar, o deputado Ricardo Vale, pela propositura do projeto em tempo hábil para que não houvesse os descontos.
Presidente, agradeço a vossa excelência. Parabenizo a sua coerência e a sua conduta, até este momento, em especial quanto a este projeto. Vossa excelência tem o meu respeito e a minha admiração.
Eu queria agradecer aos deputados da base e da oposição que votaram favoravelmente ao projeto. Com a sinalização do governador, ficamos esperançosos. Esse gesto foi importante, mas precisávamos fazer essa defesa.
Sairei daqui com o coração grato por ter representado os aposentados e feito justiça nesta noite.
Obrigada, presidente.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Obrigado, deputada Dayse Amarilio.
DEPUTADO JORGE VIANNA (PSD) – Presidente, pela ordem.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Concedo a palavra.
DEPUTADO JORGE VIANNA (PSD) – Presidente, há alguns dias, votamos um projeto do Iprev. Fomos massacrados por entender que não havia saque ao Iprev porque o dinheiro dele ia pagar a ele mesmo. O mesmo grupo que votou favoravelmente àquele projeto e foi massacrado foi o grupo que aprovou o projeto de lei para salvar os aposentados.
Provamos que nesta casa não existe obrigatoriedade em seguir a vontade do governo. Nesta casa, os parlamentares são conscientes do que fazem. Eis a prova: houve determinada orientação do líder do governo e, mesmo assim, os deputados se compadeceram.
Os aposentados não deveriam nem pagar Iprev. Nós sabemos disso. Depois da reforma, aqueles que ganhavam até R$6 mil eram isentos e passaram a pagar. É óbvio que esse desconto seria um grande prejuízo a mais para eles. Eu falo isso porque a minha mãe é pensionista do meu pai e, provavelmente, vai faltar dinheiro para ela.
Acho que o governador vai fazer um gol de placa se conseguir resolver isso juridicamente, até em consideração ao que foi feito nesta casa ao longo dos anos, quando todos os projetos por meio dos quais ele quis alterar o Iprev foram aprovados.
Nós deputados em geral vamos pedir: governador, resolva isso, como bom jurista que o senhor é.
Parabéns a todos que votaram com consciência. A palavra é esta: consciência.
Parabéns aos aposentados por terem fé nesta casa. Temos bom senso também.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Deputado Jorge Vianna, quero destacar que o próprio governador fez questão de nos ligar para dizer que submeteu isso à procuradoria a fim de que ela apresente uma solução.
Com essa atitude, o governador demonstra sensibilidade e cuidado com os aposentados. Está se encontrando solução pelas mãos dele para os problemas que foram criados por outros. Nós que somos da base sabemos do comprometimento do governador e do nosso, da Câmara Legislativa, quando demonstramos isso por meio dos nossos atos.
Tenho certeza de que essa matéria, daqui a alguns dias, estará pacificada, inclusive com a ação do próprio Executivo, determinada pelo governador Ibaneis.
Obrigado, deputado Jorge Vianna.
DEPUTADO HERMETO (MDB) – Presidente, pela ordem.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Concedo a palavra.
DEPUTADO HERMETO (MDB) – Presidente, parabéns. A liderança do governo cumpriu o papel dela, e o governador, sensatamente, voltou atrás em relação a esse projeto. Parabéns a todos que votaram nesta matéria.
Eu cumpri meu papel como líder, e o governo cumpriu o papel dele. O governador demonstrou sensibilidade ao aceitar esse projeto e reconhecer que ele realmente beneficiava todos os aposentados.
Tenho certeza de que, como vossa excelência disse, juridicamente o governador – que é um bom jurista – vai encontrar, no campo da procuradoria e do Judiciário, uma forma de ressarcir os aposentados, sem que precise vetar ou aprovar nada. Ele mesmo, juridicamente, consegue fazer isso.
Parabéns a todos.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Obrigado, deputado Hermeto.
DEPUTADO CHICO VIGILANTE (PT) – Presidente, pela ordem.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Concedo a palavra.
DEPUTADO CHICO VIGILANTE (PT) – Presidente, quero ser franco, nesta casa, neste momento. É preciso falar às pessoas que estão assistindo a nossa sessão da força que vossa excelência tem nesta casa. Sem o voto do senhor, não teríamos tido o resultado que tivemos. Obtivemos esse resultado, primeiro, com a apresentação do deputado Ricardo Vale e, depois, com o posicionamento de vossa excelência, que tem lado. É fundamental e importante ter lado – vossa excelência tem. Portanto, orgulho-me de ter votado em vossa excelência 2 vezes.
Acho, presidente, que o governo poderia ter resolvido essa questão sem necessidade da votação do projeto. Ele poderia ter enviado a esta casa um projeto, já que o erro foi do Iprev, e não dos aposentados. Portanto, está de parabéns o deputado Ricardo Vale por ter apresentado o PLC, mas está de parabéns vossa excelência por ter tido posicionamento e nos mostrado de que lado está. Tenho orgulho da direção de vossa excelência nesta casa.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Obrigado, deputado Chico Vigilante. Sinto-me extremamente honrado com as palavras de vossa excelência, que é uma das grandes referências políticas deste país.
Muito obrigado.
Incluo como item extrapauta o Projeto de Lei nº 1.986/2025, de autoria do Poder Executivo, conforme acordo de líderes.
Item extrapauta.
Discussão e votação, em primeiro turno, do Projeto de Lei nº 1.986/2025, de autoria do Poder Executivo, que “Abre crédito suplementar à Lei Orçamentária Anual do Distrito Federal no valor de R$ 41.148.434,00”.
A proposição não recebeu parecer das comissões. A CEOF deverá se manifestar sobre o projeto.
Solicito ao presidente da CEOF, deputado Eduardo Pedrosa, que designe relator ou avoque a relatoria.
DEPUTADO EDUARDO PEDROSA (UNIÃO) – Avoco a relatoria.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Solicito ao relator, deputado Eduardo Pedrosa, que apresente parecer sobre a matéria.
DEPUTADO EDUARDO PEDROSA (UNIÃO. Para apresentar parecer.) – Parecer da CEOF ao Projeto de Lei nº 1.986/2025, de autoria do Poder Executivo, que “abre crédito suplementar à Lei Orçamentária Anual do Distrito Federal no valor de R$ 41.148.434,00”.
Presidente, o projeto visa abrir crédito à Lei Orçamentária Anual de 2025, no valor de R$41.148.434, assim discriminados: R$31.743.240 em favor da Secretaria de Estado de Obras e Infraestrutura do Distrito Federal, destinados ao atendimento de despesas com concessão do serviço de iluminação pública do DF; R$910.869 em favor da Secretaria de Estado da Mulher do Distrito Federal, destinados ao programa de amparo a crianças e adolescentes que perderam a genitora em virtude de feminicídio; R$5.634.285 em favor do Fundo de Assistência Social do DF, para atendimento ao serviço de acolhimento de crianças e adolescentes no DF; R$2.792.042 em favor do Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal, destinados à manutenção do túnel Rei Pelé, manutenção de máquinas e equipamentos, manutenção de serviços administrativos e gestão de informática; e R$67.998 em favor da Administração Regional de Planaltina, destinados à manutenção de áreas urbanizadas e ajardinadas.
Tendo em vista que a proposição observa as exigências formais e materiais do ordenamento jurídico, no âmbito desta comissão, manifestamos voto pela admissibilidade do Projeto de Lei nº 1.986/2025.
É o parecer.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Obrigado, deputado Eduardo Pedrosa.
Em discussão o parecer.
Como não há quem queira discutir, encerro a discussão.
Em votação.
Solicito aos deputados favoráveis ao parecer que permaneçam como estão e aos contrários que se manifestem.
Há 21 deputados presentes. Não houve manifestações contrárias.
Foi aprovado.
Em discussão, em primeiro turno, o Projeto de Lei nº 1.986/2025.
Concedo a palavra ao deputado Fábio Félix.
DEPUTADO FÁBIO FÉLIX (PSOL. Para discutir.) – Presidente, só quero fazer um registro para quem está assistindo à sessão agora. Nós estamos aprovando R$31 milhões para a iluminação pública. Trata-se de um valor robusto, significativo para a iluminação pública no Distrito Federal. Nós sabemos todos os problemas que temos enfrentado quanto a esse tema. É sempre bom lembrar que, no começo desta legislatura, no início da CEB Ipes, eles vieram aqui nos apresentar o projeto deles.
Entre as muitas coisas faladas lá atrás, deputado Chico Vigilante, disseram que nem sequer iam precisar do orçamento do Distrito Federal, porque a CEB Ipes ia virar praticamente uma empresa autônoma, com capacidade de investimento altíssima. O que vemos é que há muitos problemas de iluminação pública na cidade. No primeiro semestre do mandato, nós fizemos uma campanha, visando saber das pessoas os problemas relativos à iluminação pública – e havia problemas de iluminação pública para todo lado.
Nós enviamos para a CEB Ipes tudo que nós mapeamos de iluminação pública, de Planaltina a Brazlândia. Vários dos problemas foram resolvidos, inclusive novos LEDs foram instalados. Porém, agora, vemos de novo muitos apagões na cidade. Queremos saber qual é a qualidade da empresa que faz o fornecimento de LED. Por que nós continuamos com tantos problemas, por exemplo, no cabeamento? A segurança do cabeamento é que garante a iluminação pública.
A questão da iluminação pública é muito importante, porque tem a ver com segurança, com lazer, com direito à cidade, com mobilidade. Nós sabemos disso. Nós vamos votar a favor dos R$31 milhões, mas existe uma demanda da população do DF pela melhoria – com critérios objetivos – da iluminação pública. Essa é a nossa luta nesta cidade.
Estamos aprovando esse crédito hoje, mas, deputados e deputadas, vamos ficar de olho nesse recurso, para que a iluminação pública se dê com qualidade. No final do primeiro semestre, eles melhoraram um monte de coisas, num ponto ou no outro. Agora nós vemos áreas inteiras, de novo, apagadas. Qual é a qualidade do fornecedor desse LED? Qual é a qualidade da iluminação pública que, inclusive, está sendo revitalizada? A população, as associações de bairro e as associações comunitárias estão questionando isso.
Eu acho que é nosso papel fiscalizar. Não adianta só aprovarmos o crédito de R$31 milhões. Nós queremos saber sobre a qualidade da iluminação pública entregue para a população.
Obrigado, presidente.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Obrigado, deputado Fábio Félix.
DEPUTADO PASTOR DANIEL DE CASTRO (PP) – Presidente, pela ordem.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Concedo a palavra.
DEPUTADO PASTOR DANIEL DE CASTRO (PP) – Presidente, eu só queria fazer uma consulta à mesa. Ainda nesta noite nós vamos apreciar o projeto de lei dos quiosques?
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Vamos.
DEPUTADO PASTOR DANIEL DE CASTRO (PP) – Obrigado.
(Manifestação na galeria.)
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Continua a discussão.
Concedo a palavra ao deputado Max Maciel.
DEPUTADO MAX MACIEL (PSOL. Para discutir.) – Presidente, gostaria de colaborar com o que foi falado, porque acho que isso é importante. Além dos R$31 milhões, é importante dizer que existe a taxa de iluminação pública cobrada de cada unidade habitacional.
Nós não vemos problema de investir na iluminação. Só queria deixar um registro, porque amanhã vou fazer um discurso na tribuna. Essa iluminação tem precariamente iluminado apenas vias, rodovias, estacionamentos públicos e algumas praças. Nós fizemos um projeto em acordo com o presidente da CEB Ipes. Nós fomos à CEB Ipes, apresentamos proposta para incluírem algo que não gera despesa nenhuma, porque iluminação pública já é uma despesa corrente no Distrito Federal. Propusemos que fossem incluídos equipamentos de mobilidade: faixa de pedestres, paradas e passarelas.
No entanto, a vice-governadora em exercício vetou esse projeto. Era um projeto que continha dados – amanhã trarei os dados – sobre ocorrências de violência, inclusive em uma das passarelas em frente à residência oficial do governador, onde uma mulher foi estuprada. Nós vamos trazer vídeos para mostrar à população as diligências da Comissão de Transporte e Mobilidade Urbana.
Nós vamos investir, mas isso não pode ser apenas uma política de governo, precisa ser uma política de Estado. Iluminação pública é segurança, é sensação de segurança, é qualidade nos territórios.
Fica aqui registrado o nosso repúdio.
Amanhã, traremos os dados e as informações referentes a esse projeto que recebeu o veto da governadora.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Obrigado, deputado Max Maciel.
Continua a discussão.
Concedo a palavra ao deputado Pepa.
DEPUTADO PEPA (PP. Para discutir.) – Já que Planaltina foi citada, quero ressaltar que, tanto em Planaltina quanto no Arapoanga, nós temos feito um trabalho constante de acompanhamento da atuação da CEB Ipes. Nós não estamos enfrentando esse problema mencionado aqui, não.
Por isso, peço que indiquem exatamente onde isso está ocorrendo, pois afirmo com clareza que estou acompanhando de perto. A maioria das quadras esportivas está iluminada, as praças esportivas estão iluminadas, os bairros estão iluminados com lâmpadas de LED.
Além disso, nos locais onde não havia braços de iluminação, nós alocamos recursos justamente para corrigir os chamados pontos cegos. Cito como exemplo a Quadra 26 da Vila Buritis IV, que não possuía braços compatíveis com as novas lâmpadas de LED. Nós destinamos recursos, e 12 pontos estão sendo feitos.
Estamos acompanhando e fazendo valer esse trabalho em Planaltina, que hoje conta com 90% a 95% de cobertura com LED, assim como no Arapoanga.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Obrigado, deputado Pepa.
Continua a discussão.
Concedo a palavra ao deputado Rogério Morro da Cruz.
DEPUTADO ROGÉRIO MORRO DA CRUZ (PRD. Para discutir.) – Presidente, nesta casa de leis, nós devemos continuar esse debate e ser justos com o que realmente está acontecendo no Distrito Federal.
Resido no Morro da Cruz, em São Sebastião. Eu represento a área de São Sebastião e do Jardim Botânico. Essa região tem recebido emendas parlamentares do nosso mandato.
Para se ter uma ideia, São Sebastião está com 95% de cobertura em LED e não está enfrentando esse tipo de problema. A situação mencionada pelo deputado Fábio Félix não se aplica à nossa região. Se em outras regiões está ocorrendo esse pisca-pisca, essa escuridão, é necessário revisá-las.
Eu não posso deixar de parabenizar o trabalho e o empenho do presidente Edson Garcia, bem como de toda a diretoria: o Landim, o Paulo Afonso e o Dudinha.
O Morro da Cruz está recebendo iluminação, com a implantação de uma nova rede pela Neoenergia. Além disso, a CEB está realizando um trabalho de excelência.
Lógico, é necessário revisar alguns pontos, até porque o compromisso do nosso presidente Edson é deixar 100% do Distrito Federal com LED.
Nós vamos continuar essa fiscalização.
Quero apenas registrar que, na nossa região leste, estão de parabéns pelo trabalho.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Continua a discussão.
Concedo a palavra ao deputado Chico Vigilante.
DEPUTADO CHICO VIGILANTE (PT. Para discutir.) – Presidente, no início da gestão do presidente da CEB Ipes, em reunião nesta casa, ele afirmou que estava suspensa a apresentação de emendas parlamentares para redes já existentes e que seriam permitidas emendas somente para redes novas.
Sabemos que, em relação às redes, nenhum deputado, mesmo que destine R$30 milhões, conseguirá implementar redes novas sozinho.
Nós questionamos essa decisão e continuamos questionando. Embora eu seja bastante crítico, há momentos em que é necessário reconhecer os avanços.
O bairro onde moro, o Setor P Sul, está completamente iluminado com LED. Toda a região está iluminada. Isso não foi resultado de emenda, mas sim de uma luta para que a iluminação com LED fosse instalada ali.
Entretanto, ainda enfrentamos um problema grave que precisa ser resolvido, deputado Wellington Luiz. É a questão dos ladrões de fios. Eu não sei como é que se acaba com essa praga de ladrões de fio. Os caras vão lá, arrancam os fios e apagam um bairro inteiro, áreas inteiras. Eles não se lembram que há pessoas que dependem de pulmões artificiais, pois estão ligadas a uma máquina. Quando arrancam o fio, a pessoa pode morrer, em função da falta da energia. Efetivamente, temos que estar ligados nisso.
Há outro problema que gostaria de destacar rapidamente. Trata-se da questão da Neoenergia. Começou a época da chuva. Na minha região, no Setor P Sul, no último domingo, choveu, e a energia caiu e voltou 15 vezes seguidas na minha casa. Liguei até para a Juliana e disse: “Não é possível um negócio desse!” O problema começou sábado à noite e continuou até domingo, com mais 15 quedas de energia. Isso é algo que precisa ser cobrado da Neoenergia para que não continuemos enfrentando esse tipo de situação.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Obrigado, deputado Chico Vigilante.
Deputado, talvez o agravamento das penas para o furto seja uma solução, já que atualmente a pena para esse crime é muito branda. Além disso, é importante que os receptadores também sejam punidos, pois só há furto porque existe quem compra.
A polícia tem sido extremamente rigorosa e tem prendido quadrilhas. No entanto, infelizmente, mal a polícia prende, a justiça acaba sendo obrigada a soltar, porque as nossas legislações são muito brandas para crimes dessa natureza. Inclusive, alguns criminosos saem das audiências de custódia e voltam a furtar. O deputado Pastor Daniel de Castro, que é advogado, conhece bem esse processo.
O Judiciário não tem muito o que fazer, pois cumpre as legislações. Por isso, é necessário que haja punições mais rigorosas, como mencionado anteriormente, já que esses crimes geram prejuízos enormes para a população, para as comunidades e podem até colocar vidas em risco. Aqueles que estão em home care, por exemplo, podem enfrentar situações de risco de vida se ficarem sem luz.
Obrigado, deputado.
Continua a discussão.
Concedo a palavra ao deputado Hermeto.
DEPUTADO HERMETO (MDB. Para discutir.) – Presidente, eu também quero abordar o tema da iluminação com LED. Sou um entusiasta e admirador do trabalho que está sendo feito no Distrito Federal.
Vou falar da minha região, que engloba Candangolândia, Park Way, Núcleo Bandeirante e Riacho Fundo I. Eu desafio o deputado que me antecedeu a andar pelas cidades da região onde moro, cidades em que reside grande parte do meu eleitorado.
Todas as cidades da minha região estão com iluminação em LED. À noite, o Núcleo Bandeirante parece dia. Nós iluminamos também toda a região da Candangolândia e do Park Way. A ciclovia que integra o Núcleo Bandeirante à Candangolândia está toda iluminada. Estamos estendendo isso, e a ciclovia – até o Riacho Fundo – será toda iluminada em LED.
Quando alguém me informa que um posto está apagado, eu aconselho a pessoa a fazer uma reclamação na ouvidoria. A CEB vai ao local e realiza a troca do poste ou faz o reparo necessário.
Esse discurso de que não há iluminação é discurso da oposição, que está começando a perceber que o governo está trabalhando. A base do governo vai defender cada ataque que o governo receber aqui. A cada menção feita ao governo, a base vai defender o legado do governador Ibaneis. Se for preciso ficar até 1 hora da manhã, nós ficaremos. Nós vamos ficar!
Deputado, se o senhor andar pela região da minha cidade, verá que parece Paris, a Cidade Luz.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Obrigado, deputado Hermeto.
Continua a discussão.
Concedo a palavra ao deputado Pastor Daniel de Castro.
DEPUTADO PASTOR DANIEL DE CASTRO (PP. Para discutir.) – Presidente, quero fazer a mesma defesa. Tenho pelo doutor Edison Garcia o maior carinho e admiração.
O governador mantém uma parceria com a base, o que torna natural o envolvimento de todos na tarefa de cuidar das cidades, mesmo reconhecendo que o deputado tem responsabilidade sobre todo o Distrito Federal.
Em Vicente Pires, em Águas Claras e agora na 26 de setembro, estamos instalando iluminação de LED.
Até me assustei, porque começou uma obra na chamada Avenida da Misericórdia, sobre a qual eu havia dito ao doutor Edison: “Edison, vão colocar asfalto novo, calçada, e lá ainda há aquelas lâmpadas amarelas. Precisamos colocar LED.” Passaram-se uns 60 dias, cobrei dele, e ele me respondeu: “Deputado, acho que o senhor está equivocado, dê uma passada lá”. No mesmo dia, à noite, passei por lá e toda a avenida estava iluminada com LED, exceto um poste, que ainda tinha lâmpada amarela. Agradeci a ele.
Quero fazer um questionamento e faço isso com muito respeito, pois não sou deputado de atacar o governo, uma vez que faço parte da base. Já avisei o doutor José Humberto, a Cleriane e a Juliana disto. Por causa da chuva, houve um problema na 26 de Setembro, e um poste caiu. A iluminação da 26 de Setembro foi parcialmente feita com emenda parlamentar. Agora o governador liberou R$18 milhões para fazer uma licitação para contemplar toda a iluminação nova com LED. Entretanto, como a cidade cresceu, muitos moradores acabaram puxando energia por conta própria, de forma improvisada. Esses moradores doaram a estrutura à CEB, que, por sua vez, fez a concessão à Neoenergia.
Desde ontem, presidente, há um poste caído, e eu estou suplicando à Neoenergia que o substitua. Sabe o que ela respondeu? “Não podemos trocar, porque a rede é clandestina.” Sabe o que aconteceu? A comunidade foi lá e trocou o poste. É uma vergonha o que a Neoenergia faz o governo passar, porque, se ela não pode executar o serviço, o morador não deveria ter de fazê-lo.
Eu pergunto, presidente: se um morador faz esse serviço, sem competência para isso, toma um choque e morre, de quem será a responsabilidade? Do governo. Eu entendo que a Neoenergia pode levantar todos os argumentos, mas errou. Quero deixar registrada essa crítica. Faltou sensibilidade, porque, desde ontem, a população estava sem energia. Foi preciso fazer uma vaquinha para comprar e trocar o poste. Custava nada à Neoenergia ter ido lá e ter feito esse trabalho.
Obrigado, presidente.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Obrigado, deputado Pastor Daniel de Castro.
DEPUTADO FÁBIO FÉLIX (PSOL) – Presidente, pela ordem.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Concedo a palavra.
DEPUTADO FÁBIO FÉLIX (PSOL) – Presidente, primeiro, estou muito feliz em ver alguns parlamentares eufóricos de estarem aqui, a esta hora, debatendo. Nós sempre estamos aqui, presidente, a todas as horas. Infelizmente, muitas vezes o quórum cai, mas nós permanecemos à disposição para votar e debater projetos, com compromisso com essa pauta.
É muito bom ouvir o líder do governo dizer que todos os parlamentares estarão aqui, até porque é o nosso papel, é a nossa obrigação. Que bom que todos estarão presentes para debater os problemas da cidade! Bato palmas, mas todos nós estamos apenas cumprindo a nossa obrigação, porque fomos eleitos para isso. É muito positivo que isso aconteça a partir de agora. Tarde demais? Talvez. Mas é importante que nós estejamos aqui para debater.
Em segundo lugar, presidente, quero dizer que não fui eleito para passar a mão na cabeça de governo algum. Se a luz apaga, se o LED pisca, nós vamos denunciar. Até porque política pública não se sustenta apenas com emenda parlamentar. Quando a CEB Ipes foi criada, havia uma série de expectativas, porque houve compromissos do governo. Eu falo com propriedade, pois votei a favor da criação da CEB Ipes após ouvir o doutor Edison, quando ele veio à Câmara Legislativa.
Portanto, eu não faço mais do que minha obrigação, que é cobrar. Se a função de alguns é defender, fingir que não estão vendo, tudo bem. Mas a minha função eu cumpro bem, que é cobrar do Governo do Distrito Federal.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Obrigado, deputado Fábio Félix.
Continua a discussão.
Concedo a palavra ao deputado Max Maciel.
DEPUTADO MAX MACIEL (PSOL. Para discutir.) – Presidente, considero ótima essa discussão. Inclusive, gostaria de pedir a ajuda do líder do governo para desbloquear os R$450 mil, que estão parados, destinados à iluminação de toda a EPTG. Ou só vão executar o que for da base? Se for da base, há luz; se não for, não há. Então, o projeto é assim?
Infelizmente, na Ceilândia há muitos postes apagados, seja por furto de energia, seja por problema técnico. Vou explicar novamente que os postes são voltados para as rodovias, não para os pedestres. Nas calçadas de pedestres, as copas das árvores bloqueiam a iluminação. A solução é retirar as árvores? Não. Coloquem luminárias adequadas para os pedestres. Isso tudo foi planejado e discutido. O problema é que, para algumas áreas, há luz o tempo todo; enquanto, para outras, nem internet há para registrar reclamação no Ilumina DF. Estas ficam a deus-dará.
Com muito respeito aos colegas e às cidades deles, quero dizer que nós andamos bastante à noite. Vamos começar a enviar imagens, alertando que há áreas escuras na região de vocês. Há muitas cidades com pontos mal iluminados.
Fica o registro para que o Governo do Distrito Federal desbloqueie a nossa emenda, para conseguirmos garantir a iluminação nos abrigos e nas passarelas da EPTG.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Continua a discussão.
Concedo a palavra à deputada Doutora Jane.
DEPUTADA DOUTORA JANE (MDB. Para discutir.) – Obrigada, presidente.
Só para registrar, eu anotei uns valores a respeito desse crédito que nós estamos aprovando agora.
Parabenizo o governador Ibaneis Rocha pela preocupação e pelo cuidado com a política da infância e adolescência, com os adolescentes hoje abrigados – especialmente, quando nós falamos dos filhos do feminicídio. Infelizmente, nós estamos, mais uma vez, tratando da consequência, do resultado. Nós temos que focar na causa, que é a não violência contra a mulher. Mas não posso perder a oportunidade de parabenizar o governador Ibaneis Rocha e a vice-governadora Celina Leão por essa preocupação e por esse cuidado.
A lei que trata da defesa dos filhos do feminicídio é, inclusive, de autoria do Poder Executivo.
Fica o meu registro de que nós devemos continuar insistindo na política de cuidado e de defesa da mulher.
Esse final de semana, no Paranoá, uma mulher foi queimada pelo companheiro. Ela está na UTI. Nós estamos cuidando do atendimento dela. Isso é resultado, infelizmente, da incapacidade de todos nós. Eu não falo só do Estado, até porque a rede de proteção do DF é bem robusta. É uma realidade a incapacidade do Estado, das pessoas, das famílias, das igrejas, das próprias mulheres, em alguma medida – quando se fala de autocuidado. Todos nós precisamos refletir sobre o nosso comportamento e o nosso posicionamento em relação à defesa da mulher.
Por fim, parabenizo novamente o governo por esse cuidado com as crianças abrigadas devido, infelizmente, a essa grande covardia que é a violência contra as mulheres.
Obrigada, presidente.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Continua a discussão.
Concedo a palavra ao deputado Joaquim Roriz Neto.
DEPUTADO JOAQUIM RORIZ NETO (PL. Para discutir.) – Pessoal, eu só queria aproveitar a oportunidade para falar que Samambaia nunca esteve tão iluminada, não somente por causa da troca de lâmpadas LED, das amarelas para as branquinhas, mas também pela instalação de novos postes.
Eu agradeço à CEB e ao governador Ibaneis a iluminação dos restaurantes comunitários, que agora estão servindo jantar a R$0,50 – jantar a R$0,50! Nós sabemos que iluminação é segurança pública. Então, ela tem que existir.
Eu gostaria também, deputado Hermeto, de corroborar a sua fala em relação ao Núcleo Bandeirante. Ontem, eu fui lá com a minha filhinha. Nós fomos comprar espetinho na Avenida Central. Nós chegamos lá em torno das 19 horas, 19 horas e 30 minutos. O local estava claro, bem iluminado. Eu me senti superseguro andando lá à noite com a minha filha. Então, eu quero agradecer o trabalho do deputado Hermeto pelo Núcleo Bandeirante e por todo o Distrito Federal e o trabalho do nosso governador.
Muito obrigado.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Obrigado, deputado Joaquim Roriz Neto. Parabéns.
Samambaia começa com Roriz e se solidifica com o Ibaneis.
Continua a discussão.
Concedo a palavra ao deputado Hermeto.
DEPUTADO HERMETO (MDB. Para discutir.) – Só quero completar a fala do meu nobre amigo, deputado Joaquim Roriz Neto.
O governo mais incompetente e mais preguiçoso do Distrito Federal não deu café da manhã no restaurante comunitário, não abriu para o jantar. Ele simplesmente aumentou o preço. O mais incompetente de Brasília, hoje, vai para as redes sociais pousar de paladino, atacando o governo atual. O incompetente Rollemberg aumentou os preços dos restaurantes comunitários.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Continua a discussão.
Como não há quem queira discutir, encerro a discussão.
Em votação.
Solicito aos deputados favoráveis ao Projeto de Lei nº 1.986/2025 que permaneçam como estão e aos contrários que se manifestem.
Há 21 deputados presentes. Não houve manifestações contrárias.
Foi aprovado.
Item da ordem do dia.
Discussão e votação, em primeiro turno, do Projeto de Lei nº 1.964/2025, de autoria do Poder Executivo, que “Abre crédito adicional à Lei Orçamentária Anual do Distrito Federal no valor de R$ 56.454.653,00”.
A proposição não recebeu o parecer das comissões. Foram apresentadas 54 emendas na CEOF. A CEOF deverá se manifestar sobre o projeto e as emendas.
Solicito ao presidente da CEOF, deputado Eduardo Pedrosa, que designe relator ou avoque a relatoria.
DEPUTADO EDUARDO PEDROSA (UNIÃO) – Avoco a relatoria.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Solicito ao relator, deputado Eduardo Pedrosa, que apresente parecer sobre a matéria.
DEPUTADO EDUARDO PEDROSA (UNIÃO. Para apresentar parecer.) – Parecer da CEOF ao Projeto de Lei nº 1.964/2025, de autoria do Poder Executivo, que “Abre crédito adicional à Lei Orçamentária Anual do Distrito Federal no valor de R$ 56.454.653,00”.
O projeto de lei visa à abertura de crédito à Lei Orçamentária Anual do Distrito Federal no montante de R$56.454.653, assim discriminados: R$2 milhões em favor do
Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal, destinados a atender a despesas com a execução das obras de pavimentação da Escola Classe Rajadinha I; R$39.127.551 em favor do Departamento de Trânsito, em atendimento aos programas de trabalho, realização de atividades de comunicação social, tecnologia da informação, modernização do sistema de informação, engenharia de trânsito e manutenção da sinalização semafórica do Distrito Federal; R$15.247.419 em favor do Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores do Distrito Federal, destinados à concessão de planos de saúde dos servidores do GDF; R$69.683 em favor da Administração Regional de Planaltina, destinados à compensação florestal, em decorrência de supressão de vegetação para a instalação do galpão do produtor rural em Planaltina; e R$10.000 em favor da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências de Saúde, destinados à inclusão de ação, subtítulos, outros ressarcimentos, indenizações e restituições.
Foram apresentadas 54 emendas à proposição, destinadas à realocação de recursos oriundos de emendas parlamentares de autoria dos próprios proponentes. A Emenda nº 10 foi cancelada.
Diante do cumprimento dos requisitos legais e constitucionais, considerando que a matéria contribui para a implementação de políticas públicas relevantes, manifesto o voto pela admissibilidade do projeto de lei com as emendas apresentadas.
É o parecer.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Obrigado, deputado.
Em discussão o parecer.
Como não há quem queira discutir, encerro a discussão.
Em votação.
Solicito aos deputados favoráveis ao parecer que permaneçam como estão e aos contrários que se manifestem.
Há 21 deputados presentes. Não houve manifestações contrárias.
Foi aprovado.
Em discussão o projeto, em primeiro turno.
Como não há quem queira discutir, encerro a discussão.
Em votação.
Solicito aos deputados favoráveis ao projeto que permaneçam como estão e aos contrários que se manifestem.
Há 21 deputados presentes. Não houve manifestações contrárias.
Foi aprovado.
O próximo item diz respeito aos quiosques. Parabenizo todos pela luta e pela persistência.
DEPUTADA DAYSE AMARILIO (PSB) – Presidente, pela ordem.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Concedo a palavra.
DEPUTADA DAYSE AMARILIO (PSB) – Presidente, eu gostaria de trazer uma informação.
As pessoas têm me perguntado muito, eu tenho travado uma luta diuturna em relação ao contingenciamento que aconteceu na saúde e na educação. Na saúde, foram R$415 milhões.
Hoje, votamos créditos suplementares para algumas coisas necessárias, sim; mas precisamos entender que não temos nenhuma definição sobre a saúde. Hoje, inclusive, perguntei sobre isso, na reunião de Colégio de Líderes, ao representante da Secretaria de Economia. Fala-se que ainda estamos no contingenciamento. Isso nós sabemos. Não conseguimos fazer nada na saúde. É importante ressaltar que, realmente, a saúde está em estado de colapso total. Isso estaria, inclusive, dentro da excepcionalidade do próprio contingenciamento.
Dessa forma, não temos previsão de melhora de leitos, de nomeação e de estruturação dos centros de saúde, dos hospitais. Eu estive na UPA de Samambaia e, infelizmente, havia ares-condicionados quebrados há mais de 30 dias, sem conserto; pacientes pelos corredores; pessoal perdendo exame e consulta.
Eu gostaria de registrar que a minha luta vai continuar. Nós temos cobrado, mas, infelizmente, não há previsão de quando sairemos do contingenciamento. Continuo falando que a saúde do Distrito Federa tem jeito, sim. Esse jeito passa pela prioridade do orçamento, que, infelizmente, não tem acontecido.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Obrigado, deputada Dayse Amarilio.
Item da ordem do dia.
Discussão e votação, em primeiro turno, do Projeto de Lei Complementar nº 68/2025, de autoria do Poder Executivo, que “Estabelece critérios de utilização de áreas públicas no Distrito Federal por mobiliários urbanos do tipo quiosque e trailer para o exercício de atividades econômicas e dá outras providências”.
A proposição não recebeu parecer das comissões. Foram apresentadas 34 emendas. A CAF, CDESCTMAT, CEOF e CCJ deverão se manifestar sobre o projeto e as emendas.
Solicito à relatora da CAF, deputada Jaqueline Silva, que apresente parecer sobre a matéria.
DEPUTADA JAQUELINE SILVA (MDB. Para apresentar parecer.) – Parecer da Comissão de Assuntos Fundiários ao Projeto de Lei Complementar nº 68/2025, de autoria do Poder Executivo, que “Estabelece critérios de utilização de áreas públicas no Distrito Federal por mobiliários urbanos do tipo quiosque e trailer para o exercício de atividades econômicas e dá outras providências”.
Antes de apresentar nosso parecer, gostaria de aproveitar a oportunidade para parabenizar não apenas os trabalhadores – eles lutaram muito para que conseguíssemos sanar as pendências e construir um projeto bom para todos –, mas também o governo, que se empenhou para que alcançássemos esse consenso e elaborássemos um ótimo projeto.
Passo ao parecer. O projeto em análise tem como objetivo aprimorar a legislação sobre a utilização de áreas públicas por quiosques e trailers no Distrito Federal, substituindo a Lei nº 4.257/2008, atualmente em vigor.
Considerando as competências regimentais da Comissão de Assuntos Fundiários e a instrução do projeto, votamos pela aprovação, no mérito, do Projeto de Lei nº 68/2025, juntamente com as Emendas nºs 1, 6, 7, 12 e 15, na forma da Emenda nº 34, substitutiva. Votamos pela rejeição das Emendas nºs 2, 3, 4, 5, 8, 9, 10, 13, 16, 17, 18, 19, 20, 21, 22, 23, 24, 25, 26, 27, 28, 29, 30, 31, 32 e 33, no âmbito da Comissão de Assuntos Fundiários.
Registro, presidente, que as Emendas nºs 11 e 14 foram canceladas.
Esse é o nosso parecer.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Obrigado, deputada.
Solicito ao relator da CDESCTMAT, deputado Daniel Donizet, que apresente parecer sobre a matéria.
DEPUTADO DANIEL DONIZET (MDB. Para apresentar parecer.) – Parecer da Comissão de Desenvolvimento Econômico Sustentável, Ciência, Tecnologia, Meio Ambiente e Turismo ao Projeto de Lei Complementar nº 68/2025, de autoria do Poder Executivo, que “Estabelece critérios de utilização de áreas públicas no Distrito Federal por mobiliários urbanos do tipo quiosque e trailer para o exercício de atividades econômicas e dá outras providências”.
Presidente, no âmbito desta comissão, no mérito, manifestamos voto pela aprovação do Projeto de Lei Complementar nº 68/2025 e das Emendas nºs 1, 6, 7, 12 e 15, na forma do substitutivo – nº 34 –, e pela rejeição das demais emendas.
Esse é o parecer, Presidente.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Obrigado, deputado Daniel Donizet.
Solicito ao presidente da CEOF, deputado Eduardo Pedrosa, que designe relator ou avoque a relatoria.
DEPUTADO EDUARDO PEDROSA – Avoco a relatoria.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Solicito ao relator, deputado Eduardo Pedrosa, que apresente parecer sobre a matéria.
DEPUTADO EDUARDO PEDROSA (UNIÃO. Para apresentar parecer.) – Parecer da Comissão de Economia, Orçamento e Finanças ao Projeto de Lei Complementar nº 68/2025, de autoria do Poder Executivo, que “Estabelece critérios de utilização de áreas públicas no Distrito Federal por mobiliários urbanos do tipo quiosque e trailer para o exercício de atividades econômicas e dá outras providências”.
No âmbito desta comissão, somos pela admissibilidade do Projeto de Lei Complementar nº 65/2025 e das Emendas nºs 1, 6, 7, 12 e 15, na forma da Emenda nº 34, substitutiva, e pela rejeição das Emendas nºs 2, 3, 4, 5, 8, 9, 10, 13, 16, 17, 18, 19, 20, 21, 22, 23, 24, 25, 26, 27, 28, 29, 30, 31, 32 e 33.
Registro que as Emendas nºs 11 e 14 foram canceladas.
É o parecer.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Obrigado, deputado Eduardo Pedrosa.
Solicito ao presidente da CCJ, deputado Thiago Manzoni, que designe relator ou avoque a relatoria.
DEPUTADO THIAGO MANZONI (PL) – Avoco a relatoria.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Solicito ao relator, deputado Thiago Manzoni, que apresente parecer sobre a matéria.
DEPUTADO THIAGO MANZONI (PL. Para apresentar parecer.) – Parecer da CCJ ao Projeto de Lei Complementar nº 68/2025, de autoria do Poder Executivo, que “Estabelece critérios de utilização de áreas públicas no Distrito Federal por mobiliários urbanos do tipo quiosque e trailer para o exercício de atividades econômicas e dá outras providências”.
Presidente, o parecer da CCJ é pela admissibilidade do projeto e das Emendas nºs 1, 6, 7, 12 e 15, na forma do substitutivo, que é a Emenda nº 34.
Estão inadmitidas as Emendas nºs 2, 3, 4, 5, 8, 9, 10, 13, 16, 17, 18, 19, 20, 21, 22, 23, 24, 25, 26, 27, 28, 29, 30, 31, 32 e 33.
Foram canceladas as Emendas nº 11 e nº 14.
É o parecer.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Em discussão os pareceres das comissões.
Concedo a palavra ao deputado Martins Machado.
DEPUTADO MARTINS MACHADO (REPUBLICANOS. Para discutir.) – Presidente, lamento que a Emenda nº 8 tenha sido rejeitada. Embora estejamos juntos nesse projeto e embora pretendamos votar favoravelmente a ele, em relação a Brasília, houve uma redução na metragem. Esta foi de 60 metros quadrados para 15 metros quadrados. Existem quiosques que estão instalados há 20 anos, 30 anos. Realizar agora uma alteração nesses estabelecimentos será algo complicado.
Minha emenda sugeria que a nova metragem de 15 metros quadrados deveria valer para quem abrir quiosques daqui para frente; para aqueles que já estão instalados há muito tempo, deveria permanecer a medida de 60 metros quadrados.
Entendemos a decisão, mas eu queria pontuar isso.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Continua a discussão.
Como não há quem queira discutir, encerro a discussão.
Em votação.
Solicito aos deputados favoráveis aos pareceres que permaneçam como estão e aos contrários que se manifestem.
Há 21 deputados presentes. Não houve manifestações contrárias.
Os pareceres foram aprovados.
Em discussão, em primeiro turno, o Projeto de Lei Complementar nº 68/2025.
Concedo a palavra ao deputado Chico Vigilante.
DEPUTADO CHICO VIGILANTE (PT. Para discutir.) – Presidente, durante o governo Agnelo, nós elaboramos uma boa lei de feiras – ela foi escrita pelo Willemann – e uma excelente lei de quiosques. De lá para cá, já houve uma série de alterações, mas o problema dos quiosques não foi resolvido.
O deputado Martins Machado tem razão. Quero ver, deputado, como uma lei que autorizava quiosques de 45 metros quadrados no Plano Piloto agora vai permitir apenas 15 metros quadrados! Como eles vão caber em 15 metros quadrados? E não há de se dizer que é área tombada, porque Brasília já é tombada há quase 1 século. O problema não é o tombamento, o problema é um erro na concepção do projeto.
Quero ver como será possível, deputado Wellington Luiz, reduzir de 45 metros quadrados para 15 metros quadrados. Há famílias inteiras trabalhando nesses quiosques. De repente, não vai caber nem quem está trabalhando neles. Haverá uma confusão séria no Plano Piloto.
Há outra questão – e está todo mundo eufórico, dizendo que está resolvendo tudo. O projeto – que autoriza a licitação – determina que os quiosques sejam licitados. Quanto às áreas de quiosque, ele concede direito de preferência para quem estava instalado até 1º de janeiro de 2019; mas preferência não é compra direta. Se o local for altamente valorizado – por exemplo, custar uns R$200 mil –, a pessoa tem o direito de preferência; mas, se ela não tiver esse valor, quem levará aquela área? Quem tiver os R$200 mil. Preferência é diferente de compra direta.
Há outro problema que levantei hoje. Até onde sei, especialmente nas cidades satélites – Ceilândia, Santa Maria, Gama, entre outras –, está todo mundo devendo e devendo muito, tanto é, deputado Wellington Luiz, que as pessoas não conseguem tirar autorização nas administrações por isso.
Como vai ficar a situação de quem está devendo? As pessoas não vão dar conta de pagar. Como resolver a questão deles? Porque eles estão devendo, não dão conta de pagar e devem muito. Até porque remissões que foram dadas, deputado Wellington Luiz, durante a pandemia nem sequer foram aplicadas. Há dezenas, centenas de quiosques sem água porque não têm autorização porque estão devendo na administração e, por isso, não lhes dão autorização. Não têm luz.
No P Sul estamos fazendo um trabalho em quiosques, e em outros lugares da Ceilândia. A Caesb estava fazendo seu trabalho. Mas chegou um ponto em que a administração disse: “Ou paga ou não tem autorização para colocar água”. Eles continuam sem água, levando galão de água de casa para fazer com que o quiosque funcione.
Isso tem que ficar claro, para que as pessoas não achem que, porque se votou o projeto ou porque ele está sancionado, tudo está resolvido. Não está; definitivamente, não está resolvido. Eu estou falando com a autoridade de quem conhece profundamente essa situação das feiras e dos quiosques.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Obrigado, deputado Chico Vigilante.
Em votação.
Solicito aos deputados que aprovam o projeto que votem “sim” e aos que o rejeitam que votem “não”.
(Realiza-se a votação nominal.)
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Votação encerrada.
Houve 20 votos favoráveis.
Foi aprovado.
Agradeço a presença do Jairo, representante da Secretaria de Governo. Obrigado, Jairo. Não registrei antes porque eu não tinha visto você.
Não há mais assunto a tratar. Nos termos do Regimento Interno, convoco sessão extraordinária com início imediato após o encerramento desta sessão, para discussão e votação, em segundo turno, dos seguintes projetos:
– Projeto de Lei nº 944/2024;
– Projeto de Lei Complementar nº 84/2025;
– Projeto de Lei Complementar nº 81/2025;
– Projeto de Lei Complementar nº 85/2025;
– Projeto de Lei nº 1.986/2025;
– Projeto de Lei nº 1.964/2025;
– Projeto de Lei Complementar nº 68/2025.
Está encerrada a sessão.
Observação: nas notas taquigráficas, os nomes próprios ausentes de sites governamentais oficiais são reproduzidos conforme informados pelos organizadores dos eventos.
Todos os discursos são registrados sem a revisão dos oradores, exceto quando indicado, nos termos do Regimento Interno da Câmara Legislativa do Distrito Federal.
Siglas com ocorrência neste evento:
Adasa – Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal
Asmec – Associação dos Servidores do Ministério da Educação e da Cultura
Iprev – Instituto de Previdência dos Servidores do Distrito FederalCAF – Comissão de Assuntos Fundiários
CAF – Comissão de Assuntos Fundiários
CAS – Comissão de Assuntos Sociais
CCJ – Comissão de Constituição e Justiça
CDESCTMAT – Comissão de Desenvolvimento Econômico Sustentável, Ciência, Tecnologia, Meio Ambiente e Turismo
CDRU – Concessão de Direito Real de Uso
CEB – Companhia Energética de Brasília
CEB Ipes – CEB Iluminação Pública e Serviços S.A.
CEC – Comissão de Educação e Cultura
CED – Centro Educacional
CEOF – Comissão de Economia, Orçamento e Finanças
CLDF – Câmara Legislativa do Distrito Federal
Codhab – Companhia de Desenvolvimento Habitacional
CPMI – Comissão Parlamentar Mista de Inquérito
CUT – Central Única dos Trabalhadores
DF – Distrito Federal
EPTG – Estrada Parque Taguatinga
GDF – Governo do Distrito Federal
INSS – Instituto Nacional do Seguro Social
Iprev – Instituto de Previdência dos Servidores do Distrito Federal
IPTU – Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana
Onalt – Outorga Onerosa de Alteração de Uso
PDAF – Programa de Descentralização Administrativa e Financeira
PEC – Proposta de Emenda à Constituição
PL – Projeto de Lei
PLC – Projeto de Lei Complementar
PM – Polícia Militar
PPCUB – Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília
Prodema – Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente e do Patrimônio Cultural
PT – Partido dos Trabalhadores
QL – Quadra do Lago
Refis – Programa de Recuperação Fiscal
Refis-N – Programa de Incentivo de Regularização de Débitos Não Tributários do Distrito Federal
Seduh-DF – Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Habitação do Distrito Federal
Senac – Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial
Shis – Sociedade de Habitação de Interesse Social
Sinpro – Sindicato dos Professores
Sinpro-DF – Sindicato dos Professores no Distrito Federal
SRA – Sistema de Registro de Atividades
SUS – Sistema Único de Saúde
TJ – Tribunal de Justiça
TJDFT – Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios
UPA – Unidade de Pronto Atendimento
As proposições constantes da presente ata circunstanciada podem ser consultadas no portal da CLDF.
| Documento assinado eletronicamente por MIRIAM DE JESUS LOPES AMARAL - Matr. 13516, Chefe do Setor de Registro e Redação Legislativa, em 30/10/2025, às 18:58, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025. |
| A autenticidade do documento pode ser conferida no site: |