"É preciso resistir às leis eleitoreiras", prega Gilmar Mendes
"É preciso resistir às leis eleitoreiras", prega Gilmar Mendes

Mendes observou que a Constituição de 88 abriu a diversos órgãos e entidades a possibilidade de impugnar uma lei perante o STF, como a mesa do Senado, a OAB e partidos políticos representados no Congresso, entre outros, e que o Supremo "não é o dono da verdade absoluta, mas é o que fala por último".
O ministro afirmou que o número de normas declaradas inconstitucionais é muito expressivo e que por isso é preciso resistir à tentação das leis eleitoreiras. Mendes avaliou que o poder político das assembléias deve ser canalizado para a busca de soluções, como o suprimento de omissões existentes, por exemplo, nas competências compartilhadas.
Entre outros temas importantes na pauta dos debates e decisões no âmbito dos legislativos, o ministro do STF apontou a criação de um novo modelo para o Fundo de Participação dos Estados e Municípios, previsto na Constituição Federal, que leve em consideração não apenas a autonomia de tributar, mas também a exequibilidade desse direito.
Avisando que não se apresentou para trazer soluções, mas problemas, Gilmar Mendes garantiu que as casas parlamentares têm um grande papel no jogo democrático e deve empreender um diálogo altivo para superar a rigidez do sistema.
Leia mais: Presidente da Unale defende fortalecimento do legisltivo (https: //www.cl.df.gov.br/cldf/noticias/presidente-da-unale-defende-fortalecimento-do-legislativo)
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