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DCL n° 104, de 16 de maio de 2024 - Suplemento
Ata Sucinta Sessão Ordinária 36c/2024
LIDO
ATA SUCINTA DA 36ª (TRIGÉSIMA SEXTA) SESSÃO ORDINÁRIA
Ata considerada lida e aprovada na 37ª (TRIGÉSIMA SÉTIMA) Sessão Ordinária, em 07 de MAIO de
2024.
Documento assinado eletronicamente por LUCAS DEMETRIUS KONTOYANIS - Matr. 22405, Assessor(a)
Especial, em 07/05/2024, às 15:11, conforme Art. 22, do Ato do Vice-Presidente n° 08, de 2019, publicado no
Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 214, de 14 de outubro de 2019.
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DCL n° 105, de 17 de maio de 2024
Pautas 4/2024
CCJ
PAUTA - CCJ
PAUTA DA 4ª REUNIÃO ORDINÁRIA DA SEGUNDA SESSÃO LEGISLATIVA DA NONA
LEGISLATURA DA CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL
LOCAL: Sala de Reuniões
DATA: 21 de maio de 2024 (terça-feira), às 10h.
I – COMUNICADOS
1. DE MEMBROS DA COMISSÃO
2. DO PRESIDENTE DA COMISSÃO
II – EXPEDIENTES
Leitura e aprovação da Ata da 3ª Reunião Ordinária em 23/04/2024 (00001-00007855/2023-38)
III – MATÉRIAS PARA DISCUSSÃO E VOTAÇÃO
1. Parecer da emenda nº 02 da PELO 1/2019
Ementa: Altera o art. 150, §16, inciso I da Lei Orgânica do Distrito Federal. (SEI - 00001-
00003506/2020-02)
Autoria: Deputado Hermeto e outros
Relatoria: Deputado Thiago Manzoni
2. Parecer do PL 40/2023
Ementa: Dispõe sobre a implementação do diploma digital no âmbito do distrito federal e dá outras
providências. (PLe)
Autoria: Deputado Pastor Daniel de Castro
Relatoria: Deputado Thiago Manzoni
Parecer: Pela admissibilidade, na forma do substitutivo apresentado pela CESC
3. Parecer do PL 2209/2021
Ementa: Estabelece a Política de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista.
(PLe)
Autoria: Deputado Iolando
Relatoria: Deputado Thiago Manzoni
4. Parecer do PL 521/2023
Ementa: Institui e inclui no Calendário Oficial de Eventos do Distrito Federal o “Dia Distrital da
Regeneração e do Plantio de Árvores”, celebrado, anualmente, no primeiro domingo de dezembro. (PLe)
Autoria: Deputado Gabriel Magno
Relatoria: Deputado Chico Vigilante
Parecer: Pela admissibilidade, com a emenda supressiva apresentada pelo relator
5. Parecer do PL 811/2023
Ementa: Institui e integra, no Calendário Oficial de Eventos do Distrito Federal, o Dia da Advocacia
Trabalhista. (PLe)
Autoria: Deputado Ricardo Vale
Relatoria: Deputado Chico Vigilante
Parecer: Pela admissibilidade
6. Parecer do PL 2898/2022
Ementa: Institui o Dia do Influenciador Digital no âmbito do Distrito Federal a ser comemorado
anualmente todo dezessete de maio, e dá outras providências. (PLe)
Autoria: Deputado João Cardoso
Relatoria: Deputado Robério Negreiros
Parecer: Pela admissibilidade, na forma do substitutivo apresentado pelo relator
7. Parecer do PL 130/2023
Ementa: Disciplina a utilização de termos como “cartório”, “cartório extrajudicial”, “tabelionato”,
“serventia”, “serventia extrajudicial”, no âmbito do Distrito Federal e dá outras providências”. (PLe)
Autoria: Deputado Roosevelt
Relatoria: Deputado Robério Negreiros
Parecer: Pela admissibilidade, com a emenda modificativa apresentada pelo relator
8. Parecer do PL 1814/2021
Ementa: Altera a Lei nº 4.949/2012, que estabelece “normas gerais para realização de concurso público
pela administração direta, autárquica e fundacional do Distrito Federal.”
Autoria: Deputado João Cardoso
Relatoria: Deputado Robério Negreiros
Parecer: Pela admissibilidade
9. Parecer do PL 276/2023
Ementa: Institui no Distrito Federal o Dia do DJ, a ser comemorado anualmente no dia 09 do mês de
março. (PLe)
Autoria: Deputado João Cardoso
Relatoria: Deputado Robério Negreiros
Parecer: Pela admissibilidade, na forma do substitutivo apresentado pelo relator.
10. Parecer do PL 2376/2021
Ementa: Cria o Cadastro Distrital de Pessoas Punidas por Maus-tratos a Animais – Ficha Suja dos Maus-
tratos, no âmbito do Distrito Federal e dá outras providências. (PLe)
Autoria: Deputado Daniel Donizet
Relatoria: Deputado Fábio Felix
Parecer: Pela admissibilidade, com duas emendas supressivas apresentadas pelo relator
11. Parecer do PL 98/2023
Ementa: Institui e inclui no Calendário Oficial de Eventos do Distrito Federal o Dia Distrital da Gentileza
Urbana, a ser comemorado anualmente no dia 5 de maio. (PLe)
Autoria: Deputado Rogério Morro da Cruz
Relatoria: Deputado Fábio Felix
Parecer: Pela admissibilidade
12. Parecer do PL 2202/2021
Ementa: Dispõe sobre a obrigatoriedade de calibradores de pneus em plenas condições de uso pelos
usuários, em todos os postos de combustíveis no Distrito Federal, e dá outras providências. (PLe)
Autoria: Deputado João Cardoso
Relatoria: Deputado Fábio Felix
Parecer: Pela admissibilidade, na forma do substitutivo apresentado pelo relator
13. Parecer do PL 571/2019
Ementa: Institui e inclui no Calendário Oficial de eventos do Distrito Federal o Dia do Protetor de
Animais (Proc. SEI - 00001-00027519/2023-10)
Autoria: Deputado Daniel Donizet
Relatoria: Deputado Fábio Felix
Parecer: Pela admissibilidade, na forma do substitutivo apresentado pelo relator.
14. Parecer do PL 152/2023
Ementa: Dispõe sobre a obrigatoriedade da divulgação, no site oficial do Distrito Federal, da foto de
todo animal que tenha dado entrada nos centros de controle de zoonoses, e dá outras providências.
(PLe)
Autoria: Deputado Robério Negreiros
Relatoria: Deputado Fábio Felix
Parecer: Pela admissibilidade
15. Parecer do PL 2521/2022
Ementa: Altera a Lei n. 4.060, de 18 de dezembro de 2007, que “Define sanções a serem aplicadas
pela prática de maus-tratos a animais e dá outras providências”. (PLe)
Autoria: Deputado Daniel Donizet
Relatoria: Deputado Fábio Félix
Parecer: Pela admissibilidade, com a emenda modificativa apresentada pelo relator.
16. Parecer do PL 2505/2022
Ementa: Estabelece a Política Distrital de Fomento ao Futevôlei no Distrito Federal, denominada Lei
Pró-Futevôlei. (PLe)
Autoria: Deputado Delmasso
Relatoria: Deputado Fábio Félix
Parecer: Pela admissibilidade, com a emenda supressiva apresentada pelo relator.
17. Parecer do PL 123/2023
Ementa: Dispõe sobre a Política Distrital de Animais de Estimação perdidos, em condição de abandono
ou aptos para adoção, e dá outras providências. (PLe)
Autoria: Deputado Daniel Donizet
Relatoria: Deputado Fábio Félix
Parecer: Pela admissibilidade, na forma do Substitutivo apresentado pelo relator.
18. Parecer do PL 1607/2020
Ementa: Institui e Inclui no Calendário Oficial de Eventos do Distrito Federal o “Junho Vermelho Pet”
(Proc. SEI - 00001-00041014/2020-15)
Autoria: Deputado Daniel Donizet
Relatoria: Deputado Fábio Felix
Parecer: Pela admissibilidade, na forma do substitutivo apresentado pelo relator.
19. Parecer do PL 885/2024
Ementa: Altera a Lei 3.830, de 14 de março de 2006, para definir a base de cálculo do Imposto sobre a
Transmissão “Inter Vivos” de Bens Imóveis e de Direitos a eles Relativos - ITBI. (PLe)
Autoria: Deputado Thiago Manzoni
Relatoria: Deputado Iolando
20. Parecer do PDL 35/2023
Ementa: Concede a Alexandre Loyola o título de Cidadão Honorário de Brasília (PLe)
Autoria: Deputados Fábio Felix, Max Maciel e Dayse Amarílio
Relatoria: Deputado Chico Vigilante
Parecer: Pela admissibilidade, na forma do substitutivo apresentado pela CAS.
21. Parecer do PDL 58/2023
Ementa: Concede o título de Cidadão Benemérito de Brasília ao senhor Alexandre Carlo Cruz Pereira.
(PLe)
Autoria: Deputado Ricardo Vale
Relatoria: Deputado Chico Vigilante
Parecer: Pela admissibilidade
22. Parecer do PDL 245/2022
Ementa: Concede o título de Cidadã Honorária de Brasília à Sra. Lydia Garcia. (PLe)
Autoria: Deputados Fábio Felix, Chico Vigilante, Arlete Sampaio e Leandro Grass
Relatoria: Deputado Chico Vigilante
Parecer: Pela admissibilidade, na forma do substitutivo apresentado pelo relator
23. Parecer do PDL 272/2022
Ementa: Concede o título de Cidadã Honorária de Brasília à senhora Ivone Araújo. (PLe)
Autoria: Deputados Chico Vigilante, Dayse Amarílio e Fábio Felix
Relatoria: Deputado Robério Negreiros
Parecer: Pela admissibilidade, na forma do substitutivo apresentado pelo relator.
24. Parecer do PDL 293/2022
Ementa: Concede o Título de Cidadão Honorário de Brasília ao Senhor Sebastião Theodoro Gomes.
(PLe)
Autoria: Deputados Chico Vigilante, Agaciel Maia e Arlete Sampaio.
Relatoria: Deputado Fábio Félix
Parecer: Pela admissibilidade, na forma do Substitutivo apresentado pelo relator.
25. Parecer do PDL 24/2023
Ementa: Concede o Título de Cidadão Honorário de Brasília ao senhor Moustafa Nasser Mouhamad.
(PLe)
Autoria: Deputado Eduardo Pedrosa, Deputado Roosevelt, Deputado Pepa e Deputado Robério
Negreiros
Relatoria: Deputado Iolando
Parecer: Pela admissibilidade, com a emenda modificativa apresentada pelo relator
26. Parecer do PR 16/2023
Ementa: Institui a padronização da iluminação da Câmara Legislativa do Distrito Federal durante o mês
de agosto na cor lilás, em referência ao “Agosto Lilás” conforme estabelecido pela Lei Distrital nº 7.238
de 2023, concernente à proteção da mulher e conscientização pelo fim da violência. (PLe)
Autoria: Deputados Rogério Morro da Cruz, Roosevelt, Paula Belmonte, Pastor Daniel de Castro, Dayse
Amarílio, Gabriel Magno, Eduardo Pedrosa, Doutora Jane, Jorge Vianna, Max Maciel, Ricardo Vale
Relatoria: Deputado Robério Negreiros
Parecer: Pela admissibilidade
Brasília, 16 de maio de 2024.
RENATA FERNANDES TEIXEIRA
Secretária da CCJ
Documento assinado eletronicamente por RENATA FERNANDES TEIXEIRA - Matr. 23962, Secretário(a)
de Comissão, em 16/05/2024, às 15:12, conforme Art. 22, do Ato do Vice-Presidente n° 08, de 2019,
publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 214, de 14 de outubro de 2019.
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DCL n° 105, de 17 de maio de 2024
Resultado de Pautas 3/2024
CAS
RESULTADO DE PAUTA - CAS
3ª REUNIÃO ORDINÁRIA DA SEGUNDA SESSÃO LEGISLATIVA DA NONA
LEGISLATURA DA CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL
Local: Sala de Reunião
Data: 15 de maio de 2024, às 10h
I – COMUNICADOS
- Do Presidente da Comissão;
- De Membros da Comissão;
II - EXPEDIENTES
1. Apresentação da Cartilha "Fique por Dentro dos Seus Direitos";
2. Leitura e Aprovação da Ata da: 2ª Reunião Ordinária de 10/04/2024;
Resultado: aprovada com 3 votos favoráveis e 2 ausências
III - MATÉRIAS PARA DISCUSSÃO E VOTAÇÃO:
1. Projeto de Lei n° 667/2023, de autoria dos Deputado Dayse Amarilio e
Martins Machado, que “Institui e inclui no Calendário Oficial de Eventos do Distrito
Federal o Mês em Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa.”.
Relatoria: Deputado Pastor Daniel de Castro
Parecer: Pela aprovação da matéria.
Resultado: aprovado com 4 votos favoráveis e 1 ausência
2. Projeto de Lei n° 735/2023, de autoria do Deputado Joaquim Roriz
Neto, que “Assegura o direito à realização de doações, por meio de desconto em folha de
pagamento, aos agentes públicos do Distrito Federal .”.
Relatoria: Deputado Pastor Daniel de Castro
Parecer: Pela aprovação da matéria.
Resultado: aprovado com 4 votos favoráveis e 1 ausência
3. Projeto de Lei n° 1021/2024, de autoria do Deputado Pepa, que “Altera a
Lei nº 4.568, de 16 de maio de 2011, que "institui a obrigatoriedade de o Poder Executivo
proporcionar tratamento especializado, educação e assistência específicas a todos os
autistas, independentemente de idade, no âmbito do Distrito Federal.”.
Relatoria: Deputado Pastor Daniel de Castro
Parecer: Pela aprovação da matéria.
Resultado: aprovado com 4 votos favoráveis e 1 ausência
4. Projeto de Lei n° 15/2023, de autoria do Deputado Eduardo Pedrosa, que
“Estabelece diretrizes para a instituição do Programa TEAtivo, voltado para a prática
paradesportiva, no âmbito do Distrito Federal.”.
Relatoria: Deputado Pastor Daniel de Castro
Parecer: Pela aprovação da matéria.
Resultado: aprovado com 3 votos favoráveis e 2 ausências
5. Projeto de Decreto Legislativo n° 77/2024, de autoria do Deputado
Martins Machado, que “Concede o Título de Cidadã Honorária de Brasília a Damares
Regina Alves.”.
Relatoria: Deputado Pastor Daniel de Castro
Parecer: Pela aprovação da matéria.
Resultado: retirado de pauta
6. Projeto de Lei n° 304/2023, de autoria da Deputada Doutora Jane, que
“Dispõe sobre a instituição de programa de coleta e distribuição de doações de roupas no
âmbito das Administrações Regionais do Distrito Federal para a população carente na época
de frio.”.
Relatoria: Deputado Max Maciel
Parecer: Pela aprovação da matéria.
Resultado: retirado de pauta
7. Projeto de Lei n° 44/2023, de autoria do Deputado Ricardo Vale, que
“Altera a Lei nº 4.462, de 13 de janeiro de 2010, que dispõe sobre o Passe Livre Estudantil
nas modalidades de transporte público coletivo.”.
Relatoria: Deputado Max Maciel
Parecer: Pela aprovação da matéria.
Resultado: aprovado com 3 votos favoráveis e 2 ausências
8. Projeto de Lei n° 2210/2021, de autoria do Deputado Iolando
Almeida, que “Acrescenta dispositivos à Lei nº 6.857, de 27 de maio de 2021 que “Institui,
no Distrito Federal, a Política Distrital de Incentivo ao Voluntariado e dá outras
providências.”.
Relatoria: Deputado Max Maciel
Parecer: Pela aprovação da matéria.
Resultado: retirado de pauta
9. Projeto de Lei n° 624/2019, de autoria do Deputado Eduardo
Pedrosa, que “Altera a Lei nº 4.317, de 9 de abril de 2009, que Institui a Política Distrital
para Integração da Pessoa com Deficiência, consolida as normas de proteção e dá outras
providências, com o objetivo de ampliar o número de áreas reservadas ou lugares nos
ônibus do Sistema de Transporte Público Coletivo do Distrito Federal, para os usuários de
cadeira de rodas.”.
Relatoria: Deputado Max Maciel
Parecer: Pela aprovação da matéria.
Resultado: retirado de pauta
10. Projeto de Decreto Legislativo n° 76/2024, de autoria do Deputado
Eduardo Pedrosa, que “Concede o Título de Cidadão Honorário de Brasília ao senhor
Antonio Carvalho Duarte.”.
Relatoria: Deputado Max Maciel
Parecer: Pela aprovação da matéria.
Resultado: retirado de pauta
11. Projeto de Lei n° 1022/2024, de autoria do Deputado Wellington
Luiz, que “Inclui no Calendário Oficial de eventos do Distrito Federal o dia do Krav Magá.”.
Relatoria: Deputado Martins Machado
Parecer: Pela aprovação da matéria.
Resultado: aprovado com 3 votos favoráveis e 2 ausências
12. Projeto de Lei n° 904/2024, de autoria do Deputado Pastor Daniel de
Castro, que “Institui e inclui no Calendário Oficial de Eventos do Distrito Federal o Dia do
Atleta Paralímpico.”.
Relatoria: Deputado Martins Machado
Parecer: Pela aprovação da matéria.
Resultado: aprovado com 3 votos favoráveis e 2 ausências
13. Projeto de Lei n° 1897/2021, de autoria do Deputado João Cardoso, que
“Reconhece como de relevante interesse cultural, social e econômico do Distrito Federal o
Estádio Augustinho Pires de Lima, que está situado em Sobradinho.”.
Relatoria: Deputado Martins Machado
Parecer: Pela aprovação da matéria.
Resultado: aprovado com 3 votos favoráveis e 2 ausências
14. Projeto de Decreto Legislativo n° 84/2024, de autoria dos Deputados
Roosevelt Vilela e Pastor Daniel de Castro, que “Concede o Título de Cidadão
Honorário de Brasília ao senhor Darlan de Lima Barbosa.”.
Relatoria: Deputado Martins Machado
Parecer: Pela aprovação da matéria.
Resultado: aprovado com 3 votos favoráveis e 2 ausências
15. Projeto de Decreto Legislativo n° 101/2024, de autoria do Deputado
Pastor Daniel de Castro, que “Concede Título de Cidadão Honorário de Brasília ao
Sr.Valdecy Vieira da Silva.”.
Relatoria: Deputado Martins Machado
Parecer: Pela aprovação da matéria.
Resultado: aprovado com 3 votos favoráveis e 2 ausências
16. Projeto de Lei n° 532/2023, de autoria do Deputado Max Maciel, que
“Fica instituído o Programa Cozinha Solidária, que dispõe sobre a distribuição de
alimentação gratuita preferencialmente à população em situação de vulnerabilidade e risco
social, incluindo a população em situação de rua, visando a promoção de políticas de
segurança alimentar e nutricional, de assistência social, efetivação de direitos sociais,
dignidade humana, resgate social e melhoria da qualidade de vida.”.
Relatoria: Deputada Dayse Amarilio
Parecer: Pela aprovação da matéria.
Resultado: aprovado com 4 votos favoráveis e 1 ausência
17. Projeto de Lei n° 429/2023, de autoria do Deputado Max Maciel, que
“Institui a Política Distrital “Vinícius Jr.” de combate ao racismo nos estádios e arenas
esportivas no âmbito do Distrito Federal.”.
Relatoria: Deputada Dayse Amarilio
Parecer: Pela aprovação da matéria.
Resultado: aprovado com 4 votos favoráveis e 1 ausência
18. Projeto de Lei n° 3060/2022, de autoria do Deputado Jorge Vianna, que
“Institui as diretrizes do programa de acolhimento humanizado de recém-nascidos
desasistidos na rede pública de saúde do Distrito Federal, denominado Projeto “Hora do
Colinho”.”.
Relatoria: Deputada Dayse Amarilio
Parecer: Pela aprovação da matéria, com o acatamento da emenda n° 1 na
forma da subemenda proposta.
Resultado: aprovado com 3 votos favoráveis e 2 ausências
19. Projeto de Lei n° 337/2023, de autoria do Deputado Pastor Daniel de
Castro, que “Prevê a unificação dos sistemas de acesso às informações pertencentes aos
serviços de saúde pública do Distrito Federal e dá outras providências.”.
Relatoria: Deputada Dayse Amarilio
Parecer: Pela aprovação da matéria.
Resultado: aprovado com 3 votos favoráveis e 2 ausências
20. Projeto de Lei n° 2811/2022, de autoria do Deputado Iolando
Almeida, que “Acrescenta dispositivos ao art. 8º da Lei n°4.949/2012, que “Estabelece
normas gerais para realização de concurso público pela administração direta, autarquias e
fundacional do Distrito Federal”, para dispor sobre a exigência de laudos médicos
destinados às pessoas com deficiência permanente.”.
Relatoria: Deputada Dayse Amarilio
Parecer: Pela aprovação da matéria.
Resultado: aprovado com 3 votos favoráveis e 2 ausências
21. Indicação n° 4706/2024, de autoria da Deputada Dayse Amarilio que
“Sugere ao Excelentíssimo Governador do Distrito Federal o encaminhamento de projeto de
lei à Câmara Legislativa do Distrito Federal para criar a Bolsa Técnico, destinado aos
profissionais que treinam atletas e fomentam o esporte no Distrito Federal.”.
Resultado: aprovada com 3 votos favoráveis e 2 ausências
22. Indicação n° 4707/2024, de autoria do Deputado Iolando Almeida que
“Sugere ao Poder Executivo, a inclusão no anexo de metas da LDO, a construção do Centro
de Referência do Autismo.”.
Resultado: aprovada com 3 votos favoráveis e 2 ausências
23. Indicação n° 4722/2024, de autoria do Deputado Jorge Vianna que
“Sugere ao Excelentíssimo Senhor Governador do Distrito Federal a Instituição de Diretrizes
e Atribuições de Responsável Técnico Administrador para a gestão administrativa das
Unidades Básicas de Saúde do Distrito Federal.”.
Resultado: aprovada com 3 votos favoráveis e 2 ausências
24. Indicação n° 4738/2024, de autoria do Deputado Thiago Manzoni que
“Sugere ao Poder Executivo, por intermédio da Secretaria de Estado de Administração
Penitenciária do Distrito Federal - SEAPE/DF, providências para a remoção do Centro de
Progressão Penitenciária da Região Administrativa XXIX - SIA.”.
Resultado: aprovada com 3 votos favoráveis e 2 ausências
25. Indicação n° 4739/2024, de autoria da Deputada Jaqueline Silva que
“Sugere ao Poder Executivo que, por intermédio da Companhia Urbanizadora da Nova
Capital - NOVACAP, promova a construção de Ponto de Encontro Comunitário – PEC na
quadra 210/310, na Região Administrativa de Santa Maria - RA XIII.”.
Resultado: aprovada com 3 votos favoráveis e 2 ausências
26. Indicação n° 4750/2024, de autoria da Deputada Jaqueline Silva que
“Sugere ao Poder Executivo que, por intermédio da Secretaria de Transporte e Mobilidade
do Distrito Federal – SEMOB e Administração Regional de Santa Maria, promovam a
regularização dos vendedores ambulantes do terminal de ônibus BRT de Santa Maria, e
disponibilize um local separado para que os vendedores possam trabalhar sem atrapalhar o
fluxo dos passageiros, na Região Administrativa de Santa Maria - RA XIII.”.
Resultado: aprovada com 3 votos favoráveis e 2 ausências
27. Indicação n° 4751/2024, de autoria da Deputada Jaqueline Silva que
“Sugere ao Poder Executivo que, por intermédio da Secretaria de Estado de Justiça e
Cidadania - SEJUS, promova a construção da sede do Conselho Tutelar no Cruzeiro, na
Região Administrativa do Cruzeiro- RA XI.”.
Resultado: aprovada com 3 votos favoráveis e 2 ausências
28. Indicação n° 4778/2024, de autoria da Deputada Doutora Jane que
“Sugere ao Governo do Distrito Federal, por intermédio da Secretaria de Esportes e Lazer, a
viabilidade de abertura e disponibilidade dos Centros Olímpicos do Distrito Federal para
toda comunidade, nos dias e finais de semana, objetivando o estímulo e incentivo às
práticas esportivas, inclusive o uso das piscinas.
Resultado: aprovada com 3 votos favoráveis e 2 ausências
29. Indicação n° 4958/2024, de autoria da Deputada Doutora Jane que
“Sugere ao Governo do Distrito Federal, por intermédio da Secretaria de Estado de Governo
do Distrito Federal, proceder gestão ante precariedade das condições de atendimento no
Conselho Tutelar localizado na Região Administrativa de Brazlândia (RA IV), na forma que
especifica.”.
Resultado: aprovada com 3 votos favoráveis e 2 ausências
30. Indicação n° 4800/2024, de autoria do Deputado Joaquim Roriz
Neto que “Sugere ao Poder Executivo a criação de vagas de estacionamento para pessoas
com deficiência e idosos em Vicente Pires.”.
Resultado: aprovada com 3 votos favoráveis e 2 ausências
31. Indicação n° 4861/2024, de autoria do Deputado Robério Negreiros que
“Sugere ao Poder Executivo, por intermédio da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), que
capacite e disponibilize servidores(as) para a expedição de carteiras de identidade de
autistas, com a criação de uma unidade específica para a prestação deste serviço.”.
Resultado: aprovada com 3 votos favoráveis e 2 ausências
32. Indicação n° 4865/2024, de autoria do Deputado Rogério Morro da
Cruz que “Sugere providências ao Excelentíssimo Senhor Secretário de Estado de Esporte e
Lazer do Distrito Federal, no sentido de encaminhar as providências tendentes à instalação
de grama sintética em campo de futebol situado na Rua Crixá, Lote 3, bairro Crixá, Região
Administrativa de São Sebastião (RA-XIV).”.
Resultado: aprovada com 3 votos favoráveis e 2 ausências
33. Indicação n° 5010/2024, de autoria do Deputado Pastor Daniel de
Castro que “Sugere ao Poder Executivo que, por intermédio da Secretaria de
Desenvolvimento Social do Distrito Federal - SEDES, em razão da calamidade provocada
pelas chuvas no Estado do Rio Grande do Sul, sejam disponibilizadas medidas de apoio
imediato para auxiliar o transporte de pessoas, sobretudo brasilienses e familiares de
brasilienses, que se encontram deslocados ou em situação de vulnerabilidade em
decorrência do desastre.”.
Resultado: aprovada com 3 votos favoráveis e 2 ausências
34. Indicação n° 5016/2024, de autoria do Deputado Eduardo Pedrosa que
“Sugere ao Poder Executivo do Distrito Federal, por intermédio da Secretaria de Estado de
Desenvolvimento Social - SEDES, a implantação de restaurante comunitário na Região
Administrativa do Guará - RA X.”.
Resultado: aprovada com 3 votos favoráveis e 2 ausências
Brasília, 15 de maio de 2024.
FELIPE NASCIMENTO DE ANDRADE
Secretário da CAS
Documento assinado eletronicamente por FELIPE NASCIMENTO DE ANDRADE - Matr.
24028, Secretário(a) de Comissão, em 16/05/2024, às 15:24, conforme Art. 22, do Ato do Vice-Presidente
n° 08, de 2019, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 214, de 14 de outubro de
2019.
A autenticidade do documento pode ser conferida no site:
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Código Verificador: 1667920 Código CRC: 127256D8.
DCL n° 105, de 17 de maio de 2024
Portarias 239/2024
Gabinete da Mesa Diretora
PORTARIA-GMD Nº 239, DE 16 MAIO DE 2024
O GABINETE DA MESA DIRETORA DA CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL, no uso de
suas atribuições regimentais e nos termos do Ato da Mesa Diretora n.º 179/2023, RESOLVE:
Art. 1º Aprovar o(s) seguinte(s) Requerimento(s) de Sessão Solene:
Requerimento Autoria Assunto
Requer a realização de Sessão Solene em
1.383/2024 Dep. Pepa
homenagem ao Aniversário de Planaltina - RA VI.
Art. 2º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.
JOÃO MONTEIRO NETO
Secretário-Geral/Presidência
JOÃO TORRACCA JUNIOR EDSON PEREIRA BUSCACIO JUNIOR
Secretário-Executivo/Vice-Presidência Secretário-Executivo/Primeira Secretaria
ANDRE LUIZ PEREZ NUNES RUSEMBERGUE BARBOSA DE ALMEIDA
Secretário-Executivo/Segunda Secretaria Secretário-Executivo/Terceira Secretaria
Documento assinado eletronicamente por RUSEMBERGUE BARBOSA DE ALMEIDA - Matr.
21481, Secretário(a)-Executivo(a), em 16/05/2024, às 09:46, conforme Art. 22, do Ato do Vice-Presidente
n° 08, de 2019, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 214, de 14 de outubro de
2019.
Documento assinado eletronicamente por JOAO MONTEIRO NETO - Matr. 24064, Secretário(a)-Geral da
Mesa Diretora, em 16/05/2024, às 14:17, conforme Art. 22, do Ato do Vice-Presidente n° 08, de 2019,
publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 214, de 14 de outubro de 2019.
Documento assinado eletronicamente por ANDRE LUIZ PEREZ NUNES - Matr. 21912, Secretário(a)-
Executivo(a), em 16/05/2024, às 14:53, conforme Art. 22, do Ato do Vice-Presidente n° 08, de 2019,
publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 214, de 14 de outubro de 2019.
Documento assinado eletronicamente por EDSON PEREIRA BUSCACIO JUNIOR - Matr.
23836, Secretário(a)-Executivo(a), em 16/05/2024, às 16:28, conforme Art. 22, do Ato do Vice-Presidente
n° 08, de 2019, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 214, de 14 de outubro de
2019.
Documento assinado eletronicamente por JOAO TORRACCA JUNIOR - Matr. 24072, Secretário(a)-
Executivo(a), em 16/05/2024, às 17:46, conforme Art. 22, do Ato do Vice-Presidente n° 08, de 2019,
publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 214, de 14 de outubro de 2019.
A autenticidade do documento pode ser conferida no site:
http://sei.cl.df.gov.br/sei/controlador_externo.php?acao=documento_conferir&id_orgao_acesso_externo=0
Código Verificador: 1669175 Código CRC: 0F10BEC6.
DCL n° 105, de 17 de maio de 2024
Portarias 121/2024
Secretário-Geral
PORTARIA DO SECRETÁRIO-GERAL Nº 121, DE 15 DE MAIO DE 2024
O SECRETÁRIO-GERAL DO GABINETE DA MESA DIRETORA DA CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO
FEDERAL, no uso da atribuição que lhe foi delegada por meio do disposto no inciso XII, do art. 1º, do Ato
do Presidente nº 255, de 2023, publicado no DCL nº 87, de 25/04/2023, RESOLVE:
Art. 1º DESIGNAR os Fiscais da contratação objeto da Nota de Empenho nº 2024NE00361, decorrente da
Dispensa Eletrônica nº 90010/2024, entre a Câmara Legislativa do Distrito Federal e a empresa SILVENINA
UNIFORMES LTDA., cujo objeto é a aquisição de Enxoval Hospitalar (travesseiros, fronhas, lençóis,
colchas, aventais, toalhas de banho e de rosto), para atender as necessidades do Setor de Saúde da
CLDF. Processo nº 00001-00004671/2024-05.
Art. 2º Os Fiscais indicados por esta Portaria são os seguintes servidores, aos quais cabe exercer as
atribuições previstas na Lei nº 14.133/2021:
NOME FUNÇÃO LOTAÇÃO MATRÍCULA
Rafael Hermont Fonseca Fiscal NENF 23.923
Emanuella Barros dos Santos Fiscal Substituta NENF 22.906
Art. 3º Este Ato entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 4º Revogam-se as disposições em contrário.
JOÃO MONTEIRO NETO
Secretário-Geral/Presidência
Documento assinado eletronicamente por JOAO MONTEIRO NETO - Matr. 24064, Secretário(a)-Geral da
Mesa Diretora, em 15/05/2024, às 18:32, conforme Art. 22, do Ato do Vice-Presidente n° 08, de 2019,
publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 214, de 14 de outubro de 2019.
A autenticidade do documento pode ser conferida no site:
http://sei.cl.df.gov.br/sei/controlador_externo.php?acao=documento_conferir&id_orgao_acesso_externo=0
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DCL n° 105, de 17 de maio de 2024
Portarias 2/2024
Fascal
PORTARIA-FASCAL Nº 2, DE 09 DE MAIO DE 2024
O GERENTE-COORDENADOR DO FUNDO DE ASSISTÊNCIA À SAÚDE DOS DEPUTADOS
DISTRITAIS E DOS SERVIDORES DA CÂMARA LEGISLATIVA, no uso da competência e considerando o
contrato firmado entre o Fascal e o Banco de Brasília (BRB) para prestação de serviços descritos no
processo SEI 00001-00020519/2020-38, RESOLVE:
Art. 1º Dispensar a servidora Daniela Rodrigues do Prado Braga como executora do contrato
entre o BRB e o CLDF Saúde.
Art. 2º Designar NARA BERNARDO GUIGNHONE, matrícula 22.059, CPF 318.713.481-53,
lotada no Fascal, como fiscal do contrato entre o BRB e o Fascal, cabendo à designada a execução das
atribuições previstas na Lei nº 14.133/2021.
Art. 3º Este Ato entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 4º Revogam-se as disposições em contrário.
GEOVANE DE FREITAS OLIVEIRA
Gerente Coordenador do Fascal
Documento assinado eletronicamente por GEOVANE DE FREITAS OLIVEIRA - Matr. 24088, Diretor(a)
do Fascal, em 16/05/2024, às 15:57, conforme Art. 22, do Ato do Vice-Presidente n° 08, de 2019, publicado
no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 214, de 14 de outubro de 2019.
A autenticidade do documento pode ser conferida no site:
http://sei.cl.df.gov.br/sei/controlador_externo.php?acao=documento_conferir&id_orgao_acesso_externo=0
Código Verificador: 1660405 Código CRC: 249B0F0A.
DCL n° 105, de 17 de maio de 2024
Portarias 238/2024
Gabinete da Mesa Diretora
PORTARIA-GMD Nº 238, DE 15 DE MAIO DE 2024
O GABINETE DA MESA DIRETORA DA CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL, em
conformidade com o Ato da Mesa Diretora nº 50, de 2011, e com o Ato da Mesa Diretora nº 46, de
2017, considerando o Memorando 44 (1656200) e as demais razões apresentadas no Processo
SEI 00001-00017737/2024-19, RESOLVE:
Art. 1º Autorizar a utilização do Foyer do Plenário da CLDF, sem ônus, para a realização da
exposição Desenvolvimento da Cadeia de Produção Apícola na Comunidade Quilombola África em
Abaetetuba-PA, da Embaixada da Eslovênia, no período de 11 a 12 de julho de 2024, das 8h as 19h.
Parágrafo único. O evento será coordenado pela servidora Jane Mary Marrocos
Malaquias, matrícula nº 18.428, que será responsável por entregar o espaço nas mesmas condições
que o recebeu.
Art. 2º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.
JOÃO MONTEIRO NETO
Secretário-Geral/Presidência
JOÃO TORRACCA JUNIOR EDSON PEREIRA BUSCACIO JUNIOR
Secretário-Executivo/Vice-Presidência Secretário-Executivo/Primeira-Secretaria
ANDRÉ LUIZ PEREZ NUNES RUSEMBERGUE BARBOSA DE ALMEIDA
Secretário-Executivo/Segunda-Secretaria Secretário-Executivo/Terceira-Secretaria
Documento assinado eletronicamente por ANDRE LUIZ PEREZ NUNES - Matr. 21912, Secretário(a)-
Executivo(a), em 15/05/2024, às 15:26, conforme Art. 22, do Ato do Vice-Presidente n° 08, de 2019,
publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 214, de 14 de outubro de 2019.
Documento assinado eletronicamente por JOAO TORRACCA JUNIOR - Matr. 24072, Secretário(a)-
Executivo(a), em 15/05/2024, às 18:21, conforme Art. 22, do Ato do Vice-Presidente n° 08, de 2019,
publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 214, de 14 de outubro de 2019.
Documento assinado eletronicamente por RUSEMBERGUE BARBOSA DE ALMEIDA - Matr.
21481, Secretário(a)-Executivo(a), em 15/05/2024, às 19:03, conforme Art. 22, do Ato do Vice-Presidente
n° 08, de 2019, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 214, de 14 de outubro de
2019.
Documento assinado eletronicamente por EDSON PEREIRA BUSCACIO JUNIOR - Matr.
23836, Secretário(a)-Executivo(a), em 16/05/2024, às 16:28, conforme Art. 22, do Ato do Vice-Presidente
n° 08, de 2019, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 214, de 14 de outubro de
2019.
Documento assinado eletronicamente por JOAO MONTEIRO NETO - Matr. 24064, Secretário(a)-Geral da
Mesa Diretora, em 16/05/2024, às 18:01, conforme Art. 22, do Ato do Vice-Presidente n° 08, de 2019,
publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 214, de 14 de outubro de 2019.
A autenticidade do documento pode ser conferida no site:
http://sei.cl.df.gov.br/sei/controlador_externo.php?acao=documento_conferir&id_orgao_acesso_externo=0
Código Verificador: 1668074 Código CRC: 42FFB03E.
DCL n° 105, de 17 de maio de 2024
Atas de Reuniões 13/2024
Gabinete da Mesa Diretora
ATA DA 13ª REUNIÃO DO GABINETE DA MESA DIRETORA DE 2024
Aos dezesseis dias do mês de maio do ano de dois mil e vinte e quatro, às treze horas e trinta minutos,
por meio remoto, reuniram-se os membros do Gabinete da Mesa Diretora, os Senhores João Monteiro
Neto, Secretário-Geral, Presidência; João Torracca Júnior, Secretário-Executivo, Vice-Presidência; Edson
Pereira Buscacio Junior, Secretário-Executivo, Primeira-Secretaria; André Luiz Perez Nunes, Secretário-
Executivo, Segunda-Secretaria; e Rusembergue Barbosa de Almeida, Secretário-Executivo, Terceira-
Secretaria, para deliberar sobre o item a seguir: 1) Verbas Indenizatórias - Processo SEI: 00001-
00002626/2024-16 - Deputado João Cardoso; 00001-00003846/2024-59 - Deputada Paula
Belmonte; 00001-00004641/2024-91 - Deputado Martins Machado; 00001-00002844/2024-42 -
Deputado Iolando; 00001-00001049/2024-37 - Deputado Fábio Félix; 00001-00001669/2024-76 -
Deputado Max Maciel; 00001-00003488/2024-84 - Deputado Hermeto; 00001-00002541/2024-20 -
Deputado Robério Negreiros; 00001-00002904/2024-27 - Deputado Joaquim Roriz Neto; 00001-
00003232/2024-77 - Deputado Roosevelt; 00001-00002992/2024-67 - Deputado Ricardo Vale; 00001-
00003861/2024-05 - Deputado Chico Vigilante; 00001-00003306/2024-75 - Deputado Pastor Daniel de
Castro; 00001-00004109/2024-73 - Deputada Doutora Jane; 00001-00002492/2024-25 - Deputado
Gabriel Magno; 00001-00002392/2024-07 - Deputado Daniel Donizet; 00001-00003811/2024-10 -
Deputado Thiago Manzoni; 00001-00005121/2024-03 - Deputado Pepa; 00001-00002903/2024-82 -
Deputada Dayse Amarilio; 00001-00004935/2024-12 - Deputada Jaqueline Silva. Relatores: Secretários-
Executivos do GMD. Deliberação: aprovadas nos termos dos Pareceres do Núcleo de Verba
Indenizatória. Nada mais havendo a tratar, eu, João Monteiro Neto, Secretário-Geral, Presidência, lavro
esta Ata, que vai assinada por mim e pelos secretários do Gabinete da Mesa Diretora.
JOÃO MONTEIRO NETO
Secretário-Geral/Presidência
JOÃO TORRACCA JUNIOR EDSON PEREIRA BUSCACIO JUNIOR
Secretário-Executivo/Vice-Presidência Secretário-Executivo/Primeira-Secretaria
ANDRÉ LUIZ PEREZ NUNES RUSEMBERGUE BARBOSA DE ALMEIDA
Secretário-Executivo/Segunda-Secretaria Secretário-Executivo/Terceira-Secretaria
Documento assinado eletronicamente por ANDRE LUIZ PEREZ NUNES - Matr. 21912, Secretário(a)-
Executivo(a), em 16/05/2024, às 14:53, conforme Art. 22, do Ato do Vice-Presidente n° 08, de 2019,
publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 214, de 14 de outubro de 2019.
Documento assinado eletronicamente por EDSON PEREIRA BUSCACIO JUNIOR - Matr.
23836, Secretário(a)-Executivo(a), em 16/05/2024, às 16:28, conforme Art. 22, do Ato do Vice-Presidente
n° 08, de 2019, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 214, de 14 de outubro de
2019.
Documento assinado eletronicamente por JOAO TORRACCA JUNIOR - Matr. 24072, Secretário(a)-
Executivo(a), em 16/05/2024, às 17:46, conforme Art. 22, do Ato do Vice-Presidente n° 08, de 2019,
publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 214, de 14 de outubro de 2019.
Documento assinado eletronicamente por RUSEMBERGUE BARBOSA DE ALMEIDA - Matr.
21481, Secretário(a)-Executivo(a), em 16/05/2024, às 18:39, conforme Art. 22, do Ato do Vice-Presidente
n° 08, de 2019, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 214, de 14 de outubro de
2019.
Documento assinado eletronicamente por JOAO MONTEIRO NETO - Matr. 24064, Secretário(a)-Geral da
Mesa Diretora, em 16/05/2024, às 18:59, conforme Art. 22, do Ato do Vice-Presidente n° 08, de 2019,
publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 214, de 14 de outubro de 2019.
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DCL n° 105, de 17 de maio de 2024
Extratos - Contratos 2/2024
EXTRATO DE TERMO ADITIVO
Brasília, 15 de maio de 2024.
EXTRATO DE CONTRATO (2º TERMO ADITIVO)
Processo n.º 00001-00023420/2021-79. CONTRATO-PG Nº 18/2022-NPLC, firmado entre a Câmara
Legislativa do Distrito Federal e a empresa TAYTA SOLUTIONS LTDA., CNPJ: 21.024.602/0001-
59. Objeto do Contrato: Serviços técnicos especializados em business intelligence (BI). Objeto do Termo
Aditivo: Prorrogação do prazo contratual por 1 ano, iniciando-se em 24/05/2024 e terminando em
23/05/2025. Valor do Contrato: R$ 730.862,00. Programa de trabalho 01.126.8204.1471; subtítulo
0006; natureza da despesa 4490-40. Nota de Empenho: 2024NE00192, emitida em 26/02/2024, no
valor de R$ 248.976,23. Legislação: Lei nº 8.666/93 e suas alterações. Partes: Pela Contratante, JOÃO
MONTEIRO NETO - Secretário-Geral, em 13/05/2024, e, pela Contratada, SÉRGIO ALEXANDRE
CARVALHO MAIA DE FARIAS - Representante Legal, em 10/05/2024.
Documento assinado eletronicamente por JOAO MONTEIRO NETO - Matr. 24064, Secretário(a)-Geral da
Mesa Diretora, em 15/05/2024, às 18:31, conforme Art. 22, do Ato do Vice-Presidente n° 08, de 2019,
publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 214, de 14 de outubro de 2019.
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DCL n° 105, de 17 de maio de 2024
Extratos - CLDF - Saúde 5/2024
EXTRATO DE RATIFICAÇÃO INEXIGIBILIDADE LICITAÇÃO
Brasília, 14 de maio de 2024.
Fundamento Legal: Fundamento Legal: Inciso IV, do art. 74, da Lei 14.133 de 1º de abril de 2021 e
alterações. Justificativa: Objetos que devam ou possam ser contratados por meio de credenciamento.
Autorização da despesa: pelo Ordenador de Despesa, Geovane de Freitas Oliveira. Ratificação: pelo
Gerente-Coordenador do CLDF Saúde/FASCAL, conforme competência delegada pelo Presidente da
CLDF, por meio do Ato do Presidente nº 211/2023, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito
Federal nº 65, em 22 de março de 2023.
Processo SEI n.º 00001-00014922/2024-51. Contratada: OFTALMOCENTER OFTALMOLOGIA SAO
BRAZ LTDA - VIA OFTALMOCENTER, CNPJ: 02.687.267/0001-24 Objeto: prestação de serviços de
atividade oftalmologicas conforme Laudo Técnico de Vistoria para Credenciamento nº SEI 1663923 e
despacho da perícia médica do CLDF SAÚDE nº SEI 1665584.
Ratifico, nos termos do artigo 74 da Lei 14.133, de 1º de abril de 2021, a inexigibilidade de licitação de
que trata o referido processo, tendo em vista as justificativas constantes dos respectivos autos
processuais. Publique-se para as providências complementares.
GEOVANE DE FREITAS OLIVEIRA
Gerente-Coordenador do CLDF Saúde/FASCAL
Documento assinado eletronicamente por GEOVANE DE FREITAS OLIVEIRA - Matr. 24088, Diretor(a)
do Fascal, em 15/05/2024, às 16:34, conforme Art. 22, do Ato do Vice-Presidente n° 08, de 2019, publicado
no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 214, de 14 de outubro de 2019.
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DCL n° 105, de 17 de maio de 2024
Demonstrativos 1/2024
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33,037.51
00,057.8
34,653.1
09,326.5
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38,963.51
00,005.8
38,963.1
00,005.5
TEZINOD
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04,437.41
00,000.8
00,007
04,432.2
00,008.3
STTENOD
ZINID
20,237.31
75,289.5
00,685
54,363.2
00,008.4
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OIBÁF
81,864.21
65,258.2
00,000.3
26,516.6
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80,589.61
00,053.8
00,005.3
10,954
00,741.2
70,925.2
ONGAM
75,393.51
00,000.4
69,497.1
00,005.5
16,890.4
OTEMREH ODNALOI
21,338.71
99,994.5
00,000.4
31,330.2
00,003.6
ADIEMLA ENILEUQAJ
61,217.21
00,000.5
61,212.2
00,005.5
AVLIS OÃOJ
19,677.6
13,099
00,002.3
06,685.2
OSODRAC MIUQAOJ SOGNIMOD
17,675.31
89,845.2
00,005.2
37,720.3
00,005.5
ZIROR OTEN EGROJ
*ANNAIV SOCRAM
73,373.71
00,000.5
00,005.5
73,388
00,099.5
SNITRAM ODAHCAM
XAM
29,477.5
00,762.1
00,685
29,120.1
00,009.2
LEICAM
ALUAP
00,008.11
00,000.8
00,008.3
ETNOMLEB ROTSAP
80,671.11
00,000.5
80,670.1
00,001.5
ED LEINAD ORTSAC
ORDEP
00,630.91
00,005.4
00,685.3
00,008.3
00,008.3
00,053.3
ED
OLUAP
ARIEVILO ODRACIR
00,000.21
00,000.6
00,000.6
ELAV
OIRÉBOR
44,490.01
72,831.1
00,006
91,013.1
00,003
89,547.6
SORIERGEN
OIRÉGOR
50,514.21
00,001.6
50,515.1
00,008.4
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DCL n° 106, de 17 de maio de 2024 - Extraordinário
Atos 257/2024
Presidente
ATO DO PRESIDENTE Nº 257, DE 2024
O PRESIDENTE DA CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL, no uso de suas atribuições
regimentais e nos termos da Lei distrital nº 4.342/2009, RESOLVE:
1. EXONERAR OSCAR RAFAEL MONTES MONTERROJAS, matrícula nº 11.236, do cargo de
Chefe de Núcleo, CL-03, do Núcleo de Apoio Logístico - SEAUX, bem como NOMEÁ-LO para exercer o
Cargo em Comissão de Supervisão, CL-03, na Comissão de Produção Rural e Abastecimento. (CC).
2. NOMEAR MARCIA LOPES DE OLIVEIRA VALE, matrícula nº 11.279, ocupante do cargo
efetivo de Técnico Administrativo Legislativo, para exercer o cargo de Chefe de Núcleo, CL-03, no
Núcleo de Apoio Logístico - SEAUX. (CC).
Brasília, 17 de maio de 2024.
DEPUTADO WELLINGTON LUIZ
Presidente
Documento assinado eletronicamente por WELLINGTON LUIZ DE SOUZA SILVA - Matr.
00142, Presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, em 17/05/2024, às 09:45, conforme Art.
22, do Ato do Vice-Presidente n° 08, de 2019, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº
214, de 14 de outubro de 2019.
A autenticidade do documento pode ser conferida no site:
http://sei.cl.df.gov.br/sei/controlador_externo.php?acao=documento_conferir&id_orgao_acesso_externo=0
Código Verificador: 1670834 Código CRC: 6767B819.
DCL n° 107, de 20 de maio de 2024
Portarias 240/2024
Gabinete da Mesa Diretora
PORTARIA-GMD Nº 240, DE 16 DE MAIO DE 2024
O GABINETE DA MESA DIRETORA DA CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL, em
conformidade com o Ato da Mesa Diretora nº 50, de 2011, e com o Ato da Mesa Diretora nº 46, de
2017, considerando o Memorando 18 (1670381) e as demais razões apresentadas no Processo
SEI 00001-00006057/2024-70, RESOLVE:
Art. 1º Autorizar a utilização do auditório da CLDF, sem ônus, para a realização da gravação
de entrevistas da Série Memória Viva, no dia 17 de maio de 2024, das 9h às 17h.
Parágrafo único. O evento será coordenado pela servidora Cristiane Otaviano, matrícula nº
23.380, que será responsável por entregar o espaço nas mesmas condições que o recebeu.
Art. 2º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.
JOÃO MONTEIRO NETO
Secretário-Geral/Presidência
JOÃO TORRACCA JUNIOR EDSON PEREIRA BUSCACIO JUNIOR
Secretário-Executivo/Vice-Presidência Secretário-Executivo/Primeira-Secretaria
ANDRÉ LUIZ PEREZ NUNES RUSEMBERGUE BARBOSA DE ALMEIDA
Secretário-Executivo/Segunda-Secretaria Secretário-Executivo/Terceira-Secretaria
Documento assinado eletronicamente por ANDRE LUIZ PEREZ NUNES - Matr. 21912, Secretário(a)-
Executivo(a), em 16/05/2024, às 20:49, conforme Art. 22, do Ato do Vice-Presidente n° 08, de 2019,
publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 214, de 14 de outubro de 2019.
Documento assinado eletronicamente por EDSON PEREIRA BUSCACIO JUNIOR - Matr.
23836, Secretário(a)-Executivo(a), em 17/05/2024, às 11:24, conforme Art. 22, do Ato do Vice-Presidente
n° 08, de 2019, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 214, de 14 de outubro de
2019.
Documento assinado eletronicamente por RUSEMBERGUE BARBOSA DE ALMEIDA - Matr.
21481, Secretário(a)-Executivo(a), em 17/05/2024, às 11:38, conforme Art. 22, do Ato do Vice-Presidente
n° 08, de 2019, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 214, de 14 de outubro de
2019.
Documento assinado eletronicamente por JOAO TORRACCA JUNIOR - Matr. 24072, Secretário(a)-
Executivo(a), em 17/05/2024, às 13:47, conforme Art. 22, do Ato do Vice-Presidente n° 08, de 2019,
publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 214, de 14 de outubro de 2019.
Documento assinado eletronicamente por JOAO MONTEIRO NETO - Matr. 24064, Secretário(a)-Geral da
Mesa Diretora, em 17/05/2024, às 15:37, conforme Art. 22, do Ato do Vice-Presidente n° 08, de 2019,
publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 214, de 14 de outubro de 2019.
A autenticidade do documento pode ser conferida no site:
http://sei.cl.df.gov.br/sei/controlador_externo.php?acao=documento_conferir&id_orgao_acesso_externo=0
Código Verificador: 1670669 Código CRC: B2636FEE.
DCL n° 105, de 17 de maio de 2024
Portarias 120/2024
Secretário-Geral
PORTARIA DO SECRETÁRIO-GERAL Nº 120, DE 15 DE MAIO DE 2024
O SECRETÁRIO-GERAL DO GABINETE DA MESA DIRETORA DA CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO
FEDERAL, no uso da atribuição que lhe foi delegada por meio do disposto no inciso XII, do art. 1º, do Ato
do Presidente nº 255, de 2023, publicado no DCL nº 87, de 25/04/2023, RESOLVE:
Art. 1º ALTERAR a Comissão de Fiscalização do CONTRATO-PG Nº 21/2023-NPLC, decorrente do Pregão
Eletrônico nº 18/2023-CLDF, firmado entre a Câmara Legislativa do Distrito Federal e a EMPRESA NCT
INFORMÁTICA LTDA., inscrita no CNPJ/MF sob o nº 03.017.428/0001-35, cujo objeto é a expansão da
infraestrutura de rede sem fio, com garantia e suporte técnico. Processo nº 00001-00018187/2021-11.
Art. 2º A Comissão será integrada pelos seguintes servidores, aos quais cabe exercer as atribuições
previstas na Lei nº 14.133/2021:
NOME MATRÍCULA LOTAÇÃO FUNÇÃO
PAULO ANDRÉ VALADÃO DE BRITO 12.481 CMI/SEINF GESTOR DO CONTRATO
GESTOR SUBSTITUTO e FISCAL
HELIO MINORU SHIBATTA 11.326 CMI/SEINF
REQUISITANTE SUBSTITUTO
FISCAL REQUISITANTE e FISCAL
RONALDO MARCIANO DA SILVA 11.214 CMI/SEINF
TÉCNICO SUBSTITUTO
AIMBERE GIANNACCINI 18.327 CMI/SEINF FISCAL TÉCNICO
WILKER CARVALHO LEITE DA SILVA 23.683 NUCOD FISCAL ADMINISTRATIVO
FISCAL ADMINISTRATIVO
GUSTAVO TRINDADE OLIVEIRA 16.700 SACPRO
SUBSTITUTO
Art. 3º Este Ato entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 4º Revogam-se as disposições em contrário.
JOÃO MONTEIRO NETO
Secretário-Geral/Presidência
Documento assinado eletronicamente por JOAO MONTEIRO NETO - Matr. 24064, Secretário(a)-Geral da
Mesa Diretora, em 15/05/2024, às 15:44, conforme Art. 22, do Ato do Vice-Presidente n° 08, de 2019,
publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 214, de 14 de outubro de 2019.
A autenticidade do documento pode ser conferida no site:
http://sei.cl.df.gov.br/sei/controlador_externo.php?acao=documento_conferir&id_orgao_acesso_externo=0
Código Verificador: 1668239 Código CRC: 1A3ADAC5.
DCL n° 105, de 17 de maio de 2024
Editais 1/2024
EDITAL
Brasília, 15 de maio de 2024.
EDITAL DE CONVOCAÇÃO PARA AUDIÊNCIA PÚBLICA
O Presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, no uso de suas atribuições regimentais
e legais, tendo em vista o que dispõe o artigo 5º da Lei no 4.052, de 10 de dezembro de 2007, e o
Requerimento nº 1279/2024, de autoria do Deputado Distrital João Cardoso, aprovado em 09 de abril
2024, comunica a todos os interessados que será realizada Audiência Pública para debater sobre o PL
582/2023 que altera o nome do Parque Urbano Bosque do Sudoeste para Parque Urbano Monsenhor
Jonas Abib.
Informa, ainda, que a proposta e justificativa de alteração do nome do logradouro público
consta no Projeto de Lei 582 de 2023 disponível no site da CLDF.
Data: 19 de junho de 2024.
Horário: 10 horas.
Local: Plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal.
A transmissão será realizada pela TV Câmara Distrital, no YouTube e pelo portal e-Democracia.
DEPUTADO RICARDO VALE
Vice-Presidente no exercício da Presidência
Documento assinado eletronicamente por RICARDO VALE DA SILVA - Matr. 00132, Vice-Presidente da
Câmara Legislativa do Distrito Federal, em 15/05/2024, às 18:20, conforme Art. 22, do Ato do Vice-
Presidente n° 08, de 2019, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 214, de 14 de
outubro de 2019.
A autenticidade do documento pode ser conferida no site:
http://sei.cl.df.gov.br/sei/controlador_externo.php?acao=documento_conferir&id_orgao_acesso_externo=0
Código Verificador: 1668209 Código CRC: 94508656.
DCL n° 105, de 17 de maio de 2024
Atas de Reuniões 5/2024
Fascal
ATA DE REUNIÃO
ATA DA 5ª REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA DO ANO DE 2024 DO COMITÊ DE GOVERNANÇA E
GESTÃO ESTRATÉGICA DO FUNDO DE ASSISTÊNCIA À SAÚDE DOS DEPUTADOS DISTRITAIS
E DOS SERVIDORES DA CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL - CLDF SAÚDE
(FASCAL)
No dia quatorze de maio do ano de dois mil e vinte e quatro, às quinze horas, reuniram-se os senhores
servidores membros do Comitê de Governança e Gestão Estratégica do CLDF Saúde (Fascal): Anderson
Motta Barbosa - Diretor do Fascal - Substituto, Tamisa Corrêa da Costa Rocha - Chefe do SECREF
Substituta, Lauro Musumeci Alves Velho - Chefe do SECRE, Mario Alcides Medeiros Silva - Chefe do
SACPRO e Ricardo Ribeiro de Queiroz - Chefe do SAM. Aberta a reunião, os membros do Comitê
discutiram sobre os seguintes itens:
Item 1) Processo SEI 00001-00012915/2024-15 - Inclusão de novos procedimentos na tabela
odontológica para ampliação da cobertura do Fascal. Ciência do Parecer Procuradoria-
Geral. Deliberação: O CGFASCAL tomou ciência do Parecer-PG 149 e o SOFC deverá se manifestar a
respeito do impacto orçamentário. Item 2) Processos SEI - 00001-00014021/2024-60 - Reajuste
dos valores da tabela odontológica do Fascal. Ciência do Parecer da Procuradoria-Geral.
Deliberação: O CGFASCAL tomou ciência do Parecer-PG 178 e o SOFC deverá se manifestar a
respeito do impacto orçamentário. Item 3) Processos SEI - 00001-00009817/2024-09 - Sugestão
de alteração do Ato do CGFASCAL nº 01/2024 - Reembolso de Sessões
Seriadas. Deliberação: Aprovada a alteração do Ato do CGFASCAL nº 01/2024. Item 4) Processos
SEI - 00001-00014498/2024-45 - Requerimento de Associada. Deliberação: Requerimento
indeferido, conforme Resolução nº 332/2022. Item 5) Processos SEI -00001-00017896/2024-
13 - Requerimento de Associada. Deliberação: As dependentes do ex-associado poderão optar por
serem cadastradas como optantes, conforme Parecer-PG 394, até a análise da pensão. A esposa deverá
ser a titular e a mãe do ex-associado sua dependente, de acordo com Parecer-PG 134. Item
6) Processos SEI - 00001-00017898/2024-11 - Requerimento de Associada. Deliberação: A
dependente do ex-associado poderá optar por ser cadastrada como optante, conforme Parecer-PG 394,
até a análise da pensão.
Documento assinado eletronicamente por MARIO ALCIDES MEDEIROS SILVA - Matr. 11313, Membro
do Comitê de Governança do Fundo de Assistência à Saúde dos Deputados Distritais e Servidores,
em 15/05/2024, às 14:17, conforme Art. 22, do Ato do Vice-Presidente n° 08, de 2019, publicado no Diário da
Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 214, de 14 de outubro de 2019.
Documento assinado eletronicamente por RICARDO RIBEIRO DE QUEIROZ - Matr. 12069, Membro do
Comitê de Governança do Fundo de Assistência à Saúde dos Deputados Distritais e Servidores, em
15/05/2024, às 15:15, conforme Art. 22, do Ato do Vice-Presidente n° 08, de 2019, publicado no Diário da
Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 214, de 14 de outubro de 2019.
Documento assinado eletronicamente por ANDERSON MOTTA BARBOSA - Matr. 24183, Membro do
Comitê de Governança do Fundo de Assistência à Saúde dos Deputados Distritais e Servidores, em
15/05/2024, às 15:15, conforme Art. 22, do Ato do Vice-Presidente n° 08, de 2019, publicado no Diário da
Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 214, de 14 de outubro de 2019.
Documento assinado eletronicamente por LAURO MUSUMECI ALVES VELHO - Matr. 23582, Membro do
Comitê de Governança do Fundo de Assistência à Saúde dos Deputados Distritais e Servidores, em
15/05/2024, às 15:16, conforme Art. 22, do Ato do Vice-Presidente n° 08, de 2019, publicado no Diário da
Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 214, de 14 de outubro de 2019.
Documento assinado eletronicamente por TAMISA CORRÊA DA COSTA ROCHA - Matr. 23421, Membro
do Comitê de Governança do Fundo de Assistência à Saúde dos Deputados Distritais e Servidores,
em 16/05/2024, às 13:31, conforme Art. 22, do Ato do Vice-Presidente n° 08, de 2019, publicado no Diário da
Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 214, de 14 de outubro de 2019.
A autenticidade do documento pode ser conferida no site:
http://sei.cl.df.gov.br/sei/controlador_externo.php?acao=documento_conferir&id_orgao_acesso_externo=0
Código Verificador: 1664884 Código CRC: F1494047.
DCL n° 106, de 17 de maio de 2024 - Extraordinário
Atos 256/2024
Presidente
ATO DO PRESIDENTE Nº 256, DE 2024
O PRESIDENTE DA CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL, no uso de suas atribuições
regimentais e do que dispõe o art. 44 da Lei Complementar nº 840/2011 e o art. 9º da Resolução nº
232/2007, nos termos da Resolução nº 344/2024 RESOLVE:
1. DISPENSAR, a partir de 10/05/2024, GERSON ANDRE DA SILVA E SILVA, matrícula nº
23.047, dos encargos de substituto do cargo de Diretor, CL-15, da Escola do Legislativo. (CC).
2. DESIGNAR, a partir de 10/05/2024, GERSON ANDRE DA SILVA E SILVA, matrícula nº
23.047, ocupante do cargo efetivo de Consultor Técnico-Legislativo, para responder pelos encargos de
substituto do cargo de Diretor, CNE-01, na Escola do Legislativo, nas ausências e impedimentos legais
do titular. (CC).
3. DISPENSAR, a partir de 10/05/2024, DANIELA PRISCILA DE OLIVEIRA VERONEZI,
matrícula nº 23.081, dos encargos de substituta do cargo de Coordenador, CL-15, da Coordenadoria de
Cerimonial. (CC).
4. DESIGNAR, a partir de 10/05/2024, DANIELA PRISCILA DE OLIVEIRA VERONEZI,
matrícula nº 23.081, ocupante do cargo efetivo de Consultor Técnico-Legislativo, para responder pelos
encargos de substituta do cargo de Diretor, CNE-01, na Coordenadoria de Cerimonial, nas ausências e
impedimentos legais do titular. (CC).
5. DISPENSAR, a partir de 10/05/2024, CARLOS ROBERTO DOS SANTOS, matrícula nº
13.465, dos encargos de substituto do cargo de Coordenador de Polícia Legislativa, CL-15, da
Coordenadoria de Polícia Legislativa. (CC).
6. DESIGNAR, a partir de 10/05/2024, CARLOS ROBERTO DOS SANTOS, matrícula nº
13.465, ocupante do cargo efetivo de Analista Legislativo, para responder pelos encargos de substituto
do cargo de Diretor, CNE-01, na Diretoria de Polícia Legislativa, nas ausências e impedimentos legais
do titular. (CC).
7. DISPENSAR, a partir de 10/05/2024, LUIS FELIPE RABELLO TAVEIRA, matrícula nº
22.970, dos encargos de substituto do cargo de Coordenador, CL-15, da Coordenadoria de
Modernização e Inovação Digital. (CC).
8. DESIGNAR, a partir de 10/05/2024, LUIS FELIPE RABELLO TAVEIRA, matrícula nº
22.970, ocupante do cargo efetivo de Consultor Técnico-Legislativo, para responder pelos encargos de
substituto do cargo de Diretor, CNE-01, na Diretoria de Modernização e Inovação Digital, nas ausências
e impedimentos legais do titular. (CC).
9. DISPENSAR, a partir de 10/05/2024, DEBORA KELLY GARCIA MARTINS, matrícula nº
23.578, dos encargos de substituta do cargo de Coordenador, CL-15, da Coordenadoria de Serviços
Gerais. (CC).
10. DESIGNAR, a partir de 10/05/2024, DEBORA KELLY GARCIA MARTINS, matrícula nº
23.578, ocupante do cargo efetivo de Analista Legislativo, para responder pelos encargos de substituta
do cargo de Diretor, CNE-01, na Coordenadoria de Serviços Gerais, nas ausências e impedimentos
legais do titular. (CC).
11. DISPENSAR, a partir de 10/05/2024, ANDERSON MOTTA BARBOSA, matrícula nº
24.183, dos encargos de substituto do cargo de Gerente-Coordenador, CL-15, do Fascal. (RQ).
12. DESIGNAR, a partir de 10/05/2024, ANDERSON MOTTA BARBOSA, matrícula nº 24.183,
ocupante do cargo de Assessor, CL-01, para responder pelos encargos de substituto do cargo de
Diretor, CNE-01, no Fascal, nas ausências e impedimentos legais do titular. (RQ).
Brasília, 17 de maio de 2024.
DEPUTADO WELLINGTON LUIZ
Presidente
Documento assinado eletronicamente por WELLINGTON LUIZ DE SOUZA SILVA - Matr.
00142, Presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, em 17/05/2024, às 09:45, conforme Art.
22, do Ato do Vice-Presidente n° 08, de 2019, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº
214, de 14 de outubro de 2019.
A autenticidade do documento pode ser conferida no site:
http://sei.cl.df.gov.br/sei/controlador_externo.php?acao=documento_conferir&id_orgao_acesso_externo=0
Código Verificador: 1670827 Código CRC: 41EEFEC2.
DCL n° 107, de 20 de maio de 2024
Portarias 241/2024
Gabinete da Mesa Diretora
PORTARIA-GMD Nº 241, DE 17 DE MAIO DE 2024
O GABINETE DA MESA DIRETORA DA CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL, em
conformidade com o Ato da Mesa Diretora nº 50, de 2011, e com o Ato da Mesa Diretora nº 46, de
2017, considerando o Memorando 59 (1670048) e as demais razões apresentadas no Processo
SEI 00001-00019615/2024-67, RESOLVE:
Art. 1º Autorizar a utilização do auditório da CLDF, sem ônus, para a realização da Assembleia
da Categoria de Gestão e Assistência Pública à Saúde do Distrito Federal (GAPS), no dia 20 de junho de
2024, das 10h às 13h.
Parágrafo único. O evento será coordenado pela servidora Ana Helena de Oliveira Melo
Araújo, matrícula nº 24.337, que será responsável por entregar o espaço nas mesmas condições que o
recebeu.
Art. 2º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.
JOÃO MONTEIRO NETO
Secretário-Geral/Presidência
JOÃO TORRACCA JUNIOR EDSON PEREIRA BUSCACIO JUNIOR
Secretário-Executivo/Vice-Presidência Secretário-Executivo/Primeira-Secretaria
ANDRÉ LUIZ PEREZ NUNES RUSEMBERGUE BARBOSA DE ALMEIDA
Secretário-Executivo/Segunda-Secretaria Secretário-Executivo/Terceira-Secretaria
Documento assinado eletronicamente por EDSON PEREIRA BUSCACIO JUNIOR - Matr.
23836, Secretário(a)-Executivo(a), em 17/05/2024, às 11:24, conforme Art. 22, do Ato do Vice-Presidente
n° 08, de 2019, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 214, de 14 de outubro de
2019.
Documento assinado eletronicamente por RUSEMBERGUE BARBOSA DE ALMEIDA - Matr.
21481, Secretário(a)-Executivo(a), em 17/05/2024, às 11:38, conforme Art. 22, do Ato do Vice-Presidente
n° 08, de 2019, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 214, de 14 de outubro de
2019.
Documento assinado eletronicamente por JOAO TORRACCA JUNIOR - Matr. 24072, Secretário(a)-
Executivo(a), em 17/05/2024, às 13:47, conforme Art. 22, do Ato do Vice-Presidente n° 08, de 2019,
publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 214, de 14 de outubro de 2019.
Documento assinado eletronicamente por ANDRE LUIZ PEREZ NUNES - Matr. 21912, Secretário(a)-
Executivo(a), em 17/05/2024, às 15:31, conforme Art. 22, do Ato do Vice-Presidente n° 08, de 2019,
publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 214, de 14 de outubro de 2019.
Documento assinado eletronicamente por JOAO MONTEIRO NETO - Matr. 24064, Secretário(a)-Geral da
Mesa Diretora, em 17/05/2024, às 18:48, conforme Art. 22, do Ato do Vice-Presidente n° 08, de 2019,
publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 214, de 14 de outubro de 2019.
A autenticidade do documento pode ser conferida no site:
http://sei.cl.df.gov.br/sei/controlador_externo.php?acao=documento_conferir&id_orgao_acesso_externo=0
Código Verificador: 1670872 Código CRC: E7265D42.
DCL n° 107, de 20 de maio de 2024
Portarias 122/2024
Secretário-Geral
PORTARIA DO SECRETÁRIO-GERAL Nº 122, DE 17 DE MAIO DE 2024
O SECRETÁRIO-GERAL DO GABINETE DA MESA DIRETORA DA CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO
FEDERAL, no uso da atribuição que lhe foi delegada por meio do disposto no inciso XII, do art. 1º, do
Ato do Presidente nº 255, de 2023, publicado no DCL nº 87, de 25/04/2023, RESOLVE:
Art. 1º ALTERAR a Comissão de Fiscalização da Ata de Registro de Preços - PG nº 05/2024-NPLC,
decorrente do Pregão Eletrônico para Registro de Preços - SRP nº 90006/2024, firmada entre a Câmara
Legislativa do Distrito Federal e a empresa ESPLANADA INDUSTRIA E COMERCIO DE DIVISORIAS E
MOVEIS LTDA., inscrita no CNPJ/MF sob o nº 06.031.911/0001-62. Objeto: Registro de preços, para
fornecimento e instalação, sob demanda, de divisórias de painéis cegos e/ou vidro com todos os
complementos necessários (portas, fechaduras, maçanetas, etc.) para atender às necessidades do
edifício da CLDF. Processo nº 00001-00043254/2023-99.
Art. 2º A Comissão será integrada pelos seguintes servidores, aos quais cabe exercer as atribuições
previstas na Lei nº 14.133/2021:
NOME MATRÍCULA LOTAÇÃO FUNÇÃO
JOSE GOMES DA SILVA NETO 24.077 CESG GESTOR
DEBORA KELLY GARCIA MARTINS 23.578 CESG GESTORA SUBSTITUTA
ANA CAROLINA FONTES RODRIGUES
22.705 ASTEA FISCAL TÉCNICA
PANERAI
MARCELO ULISSES PIMENTA 24.522 ASTEA FISCAL TÉCNICO
Art. 3º Este Ato entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 4º Revogam-se as disposições em contrário.
JOÃO MONTEIRO NETO
Secretário-Geral/Presidência
Documento assinado eletronicamente por JOAO MONTEIRO NETO - Matr. 24064, Secretário(a)-Geral da
Mesa Diretora, em 17/05/2024, às 15:37, conforme Art. 22, do Ato do Vice-Presidente n° 08, de 2019,
publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 214, de 14 de outubro de 2019.
A autenticidade do documento pode ser conferida no site:
http://sei.cl.df.gov.br/sei/controlador_externo.php?acao=documento_conferir&id_orgao_acesso_externo=0
Código Verificador: 1671470 Código CRC: 414097B9.
DCL n° 107, de 20 de maio de 2024 - Suplemento
Ata Circunstanciada Sessão Ordinária 41/2024
ATA DE SESSÃO PLENÁRIA
2ª SESSÃO LEGISLATIVA DA 9ª LEGISLATURA
ATA CIRCUNSTANCIADA DA 41ª
(QUADRAGÉSIMA PRIMEIRA)
SESSÃO ORDINÁRIA,
TRANSFORMADA EM COMISSÃO GERAL
PARA DEBATER O PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR Nº 41/2024,
QUE APROVA O PLANO DE PRESERVAÇÃO
DO CONJUNTO URBANÍSTICO DE BRASÍLIA – PPCUB,
DE 15 DE MAIO DE 2024.
INÍCIO ÀS 15H08MIN TÉRMINO ÀS 19H23MIN
PRESIDENTE (DEPUTADO GABRIEL MAGNO) – Declaro aberta a sessão ordinária de quarta-
feira, 15 de maio de 2024, às 15 horas e 8 minutos.
Sob a proteção de Deus, iniciamos os nossos trabalhos.
Convido o nobre deputado Pastor Daniel de Castro a secretariar os trabalhos da mesa.
Dá-se início aos
Comunicados da Mesa.
Sobre a mesa, expediente que será lido pelo senhor secretário.
(Leitura do expediente.)
PRESIDENTE (DEPUTADO GABRIEL MAGNO) – O expediente lido vai a publicação.
Deputado Pastor Daniel de Castro, há mais 1 expediente a ser lido.
Enquanto a Secretaria Legislativa providencia o documento, quero registrar a presença da ex-
deputada, mas sempre deputada distrital Arlete Sampaio.
Obrigado pela presença, ex-deputada Arlete. É uma honra recebê-la aqui, no nosso plenário.
DEPUTADO PASTOR DANIEL DE CASTRO – Senhor presidente, solicito o uso da palavra.
PRESIDENTE (DEPUTADO GABRIEL MAGNO) – Concedo a palavra a vossa excelência.
DEPUTADO PASTOR DANIEL DE CASTRO (PP. Sem revisão do orador.) – Também quero, de
igual modo, saudar a presença da querida ex-deputada, mas eterna deputada Arlete Sampaio. É uma
alegria revê-la.
PRESIDENTE (DEPUTADO GABRIEL MAGNO) – Concedo a palavra ao deputado Pastor Daniel
de Castro para continuar a leitura do expediente.
(Leitura do expediente.)
PRESIDENTE (DEPUTADO GABRIEL MAGNO) – O expediente lido vai a publicação.
Em razão da aprovação do Requerimento nº 1.299/2024, de autoria da Comissão de Educação,
Saúde e Cultura, a sessão ordinária de hoje, quarta-feira, dia 15 de maio de 2024, fica transformada
em comissão geral para a discussão do Projeto de Lei Complementar nº 41/2024, que “Aprova o Plano
de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília – PPCUB e dá outras providências”.
(A sessão transforma-se em comissão geral.)
PRESIDENTE (DEPUTADO GABRIEL MAGNO) – Convido as senhoras e os senhores deputados,
todas as autoridades e todos aqueles que quiserem também a participar do debate em plenário.
Está suspensa a presente comissão.
(Suspensa às 15h13min, a sessão é reaberta às 15h33min.)
PRESIDENTE (DEPUTADO GABRIEL MAGNO) – Declaro reaberta esta comissão geral para
debater o Projeto de Lei Complementar nº 41/2024, que aprova o Plano de Preservação do Conjunto
Urbanístico de Brasília, o PPCUB.
Boa tarde.
Reiniciamos os nossos trabalhos. Agradeço a presença de todos e todas. Comporemos nossa
mesa inicial.
Informo que, depois das falas dos integrantes da mesa, abriremos as inscrições para quem
tiver interesse em se manifestar.
Convido para compor a mesa a deputada federal Erika Kokay; a ex-deputada e ex-vice-
governadora do Distrito Federal, a querida Arlete Sampaio; a representante e secretária-adjunta da
Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Habitação do Distrito Federal, Janaina Vieira; o
superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Iphan, Thiago Perpetuo,
representando o presidente do Iphan, Leandro Grass, que está em Pernambuco; a promotora da
Prourb do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, Marilda Fontinele; a conselheira do
Conselho Internacional de Monumentos e Sítios, Icomos, da Unesco, a arquiteta Maria Emilia Stenzel; a
representante do Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural do Distrito Federal, Condepac, professora
Angelina Nardelli; o representante do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Distrito Federal, CAU-
DF, o arquiteto e urbanista Ricardo Reis; o representante do Fórum de Entidades em Defesa do
Patrimônio Cultural Brasileiro, José Leme Galvão Júnior; e o professor da Faculdade de Arquitetura e
Urbanismo da nossa Universidade de Brasília, professor Benny – não vou ler seu sobrenome, Benny,
para não errar.
Convidamos também a Subsecretaria do Patrimônio Cultural, Supac, da Secretaria de Estado de
Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal. Assim que algum representante da subsecretaria
chegar, nós o convidaremos para compor a mesa.
Ao longo da nossa comissão geral, faremos o registro da presença de vários queridos amigos e
também de importantes lutadores em defesa da nossa cidade.
Antes de passar a palavra para a mesa, quero combinar uma ordem. Acho que a Erika
precisará falar primeiro, não?
Para iniciar a nossa comissão geral, quero dizer que o PPCUB chegou a esta casa no início
deste semestre. Nós conseguimos que ele tramitasse na Comissão de Educação, Saúde e Cultura desta
casa, que é a comissão que tem, pelo Regimento Interno, a responsabilidade das discussões de mérito
sobre os assuntos do patrimônio cultural.
Para nós, é importante fazer esse debate. O objetivo da nossa comissão geral hoje é discutir a
lógica não só do projeto de lei que chegou aqui mas também pensar nessa agenda da cidade com esse
recorte do patrimônio cultural.
Antes de eu continuar, quero saudar a presença dos estudantes e das estudantes da Escola
Classe 29 do Gama, que hoje participam do programa Conhecendo o Parlamento, sob a coordenação
da Escola do Legislativo. (Palmas.) Sejam bem-vindos. Sejam bem-vindas.
Este é o debate que nós queremos tratar aqui. Nós tivemos uma conversa com o conjunto dos
parlamentares para entendermos a tramitação do projeto de lei.
Estão acontecendo algumas séries de audiências. A Janaina tem participado de todas elas pela
Seduh, que tem coordenado esse processo. Semana que vem haverá a comissão geral da CAF, a
Comissão de Assuntos Fundiários.
A ideia é que possamos debater o PPCUB aqui antes de levá-lo ao Plenário e escutar também,
nesse processo, a sociedade civil e os poderes instituídos, que eu acho que são fundamentais.
Eu quero, antes de abrir a palavra, tratar de 2 assuntos que temos citado nesse debate.
Primeiro, para nós, uma diretriz é muito importante nesse processo de discussão: a de que o
tombamento de Brasília, o fato de ela ser patrimônio cultural da humanidade, é, na verdade, um aliado
para o desenvolvimento da cidade, e não algo contraditório a ele. Digo isso, porque nós escutamos
aqui, algumas vezes, que nós precisávamos fazer uma escolha: ou se preserva ou se desenvolve.
Na nossa concepção, é justamente o contrário. É a preservação que garante o desenvolvimento
sustentável desta cidade; o desenvolvimento social, cultural, ambiental e econômico também.
Nós estamos talvez em um território privilegiado por sermos a maior área tombada em termos
territoriais do mundo. Talvez todas as grandes cidades gostariam de ter esse título. Nós o temos e é
preciso, obviamente, cuidar dele, preservá-lo.
E não existe contradição com uma agenda em que a cidade também seja um organismo vivo.
Ela se comunica com as pessoas, com a realidade, com o tempo.
Eu quero, nesse sentido, ler uma carta. Na verdade, é um bilhete, de 1960, de Juscelino
Kubitschek para Rodrigo Melo de Franco Andrade, que, na época, era chefe do patrimônio histórico de
Brasília.
Ele dizia o seguinte no bilhete: “Rodrigo, a única defesa para Brasília está na preservação do
seu Plano Piloto. Pensei que o tombamento do mesmo poderia constituir elemento seguro, superior à
lei que está no Congresso e sobre cuja aprovação tenho dúvidas. Peço-lhe a fineza de estudar essa
possibilidade, ainda que forçando um pouco a interpretação do patrimônio. Considero indispensável
uma barreira às arremetidas demolidoras, que já se anunciam vigorosas. Grato pela atenção. Abraço,
Juscelino. Dia 15 de junho de 1960.”
Então, já naquela época, um pouco depois da inauguração de Brasília – a inauguração foi em
21 de abril –, Juscelino já estava preocupado, de fato, com os interesses que se organizam nas cidades
todas do mundo – os interesses da especulação imobiliária, que, em Brasília, também era composto
pelo interesse da grilagem de terra.
Essa preocupação da preservação já se constituía como um instrumento importante que,
depois, em 1978 e 1987, foi se organizando com o título recebido por Brasília de patrimônio cultural da
humanidade.
Então, isso é importante, porque nós temos essas diversas expressões. Nós estamos no
coração da reserva da biosfera do Cerrado. No momento, estamos discutindo no Brasil inteiro a
necessidade de serem pensados modelos diferentes de cidade – vejam a tragédia anunciada que está
vivendo, de maneira muito triste, o Rio Grande do Sul.
O modelo de desenvolvimento de várias cidades não se preocupa com o meio ambiente; vemos
teses que defendem “passar a boiada” para flexibilizar regulamentos, flexibilizar legislações ambientais.
Qual é o impacto real disso na dinâmica e na organização das cidades?
Nós estamos acompanhando isso com muita tristeza e muita organização de solidariedade no
Rio Grande do Sul, mas estamos falando também do nosso território no Distrito Federal. Este ano
mesmo nós vivenciamos na pele esses impactos. Acho que todo mundo se lembra da chuva do mês de
março; aquela chuva da sexta-feira de Carnaval, à noite, que alagou a Universidade de Brasília, a Asa
Norte, o Sol Nascente.
Esse processo de o Plano Piloto sofrer com as chuvas, com a água, está muito conectado, por
exemplo, com um bairro que é planejado – não é, Erika? As pessoas gostam muito de colocar a culpa
na ocupação desordenada do solo, dizem que o problema das cidades ocorre quando as pessoas mais
vulneráveis a ocupam para tentar garantir seu direito de moradia.
No Distrito Federal, nós estamos vivendo isso com um bairro planejado: o Noroeste;
considerado, inclusive, muitas vezes, um bairro modelo. Temos visto o impacto da impermeabilização
do solo, dessa falta de planejamento, da flexibilização das políticas ambientais. O Noroeste hoje
impacta nas águas que descem para o centro da cidade, para a Asa Norte, para a Universidade de
Brasília.
Inicio esse processo e, na sequência, vamos escutar vários componentes da mesa. Já vamos
apresentar os encaminhamentos também para a Seduh, Janaina, e sugerir o debate que nós vamos
fazer, na própria Comissão de Educação, Saúde e Cultura, referente às instâncias de preservação do
patrimônio.
Falo isso porque, para nós, em uma leitura inicial do projeto de lei que chegou aqui, sentimos
falta talvez de um capítulo mais específico sobre a preservação do patrimônio, as instâncias de
preservação, os organismos serão responsáveis pela gestão desse patrimônio. Deve-se pensar só o
presente, mas o futuro da cidade, inclusive aquilo que está nas diretrizes que a própria Unesco
apresenta em seu relatório – após a sua visita em 2001 – para Brasília, para o poder público fazer.
Quero parabenizar a consultoria legislativa desta casa pelo brilhante relatório sobre o PPCUB,
que tramita com importantes apontamentos, apontamentos também no sentido de estabelecermos
esses instrumentos, quais são, com mais nitidez.
Outra preocupação que quero levantar aqui – Janaina, eu a cito porque você representa a
Seduh, que coordena esse processo, nós precisamos pensar sobre isto coletivamente – é que, a nosso
ver, o PPCUB tira atribuições desta casa. No projeto de lei, em diversos momentos, estão previstas
futuras desafetações de áreas, inclusive futuras destinações de ocupação que não precisam, por
exemplo, passar por novas audiências públicas ou por esta casa legislativa.
Essa prerrogativa não é só do parlamento, mas ela é fundamental. Quando a Lei Orgânica do
Distrito Federal estabelece isso é para que inclusive pensemos e preservemos, independentemente de
quem ocupe a cadeira do Palácio do Buriti e da Seduh.
Se a lei eleitoral não mudar, esse processo será disputado a cada 4 anos. É preciso que haja
esses anteparos de preservação, de cuidado, de controle social e de participação; o parlamento é essa
ferramenta, é esse mecanismo. As audiências públicas também são um instrumento importante. Em
uma determinada parte do texto, muda-se a nomenclatura de “audiência pública” para “reunião
pública”; assim, perde-se a regulamentação sobre qual o caráter da reunião pública: se ela é
transmitida ou não, se ela é gravada ou não, se há ou não ato. A audiência pública é um instrumento
de maior controle, de maior rigidez.
Inicialmente eu faço esses apontamentos para que hoje nós possamos avançar nisso. Eu inicio
minha fala com essas questões; se for necessário, depois contribuiremos mais.
Começarei pela mesa estendida. Convido para fazer uso da palavra o nosso professor da
Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UnB, professor Benny.
Benny, o relógio marcará 5 cinco minutos para que você possa se pronunciar. Depois desse
tempo, você terá mais 2 minutos antes de a sirene tocar, e o microfone ser desligado.
Sempre escutamos a todos. Somos tolerantes quanto ao tempo. Isso é mais para que nós
possamos nos organizar e ouvir o máximo de pessoas possível com tranquilidade. Às vezes é preciso
extrapolar esse tempo, mas ele é marcado para que não nos percamos. Deixo essa observação para
todos e todas.
Benny, você será o primeiro, vamos testar o nosso sistema: 5 minutos, mais 2, quando a sirene
apitará. Assim nós controlaremos o tempo.
O senhor está com a palavra.
BENNY SCHVARSBERG – Boa tarde a todas e todos. Serei rápido.
Agradeço ao deputado Gabriel Magno o convite. Cumprimento a deputada federal Erika Kokay
e a ex-deputada Arlete Sampaio e, na pessoa delas, toda a mesa.
Eu quero começar a minha fala trazendo uma lembrança. Eu acho um equívoco histórico se o
PPCUB, ao ser aprovado, não fizer uma menção de homenagem, de honra, a uma pessoa que esteve
na primeira equipe que o pensou: a arquiteta Briane Bicca.
A arquiteta Briane Bicca foi da primeira equipe que pensou o PPCUB, e não há nenhuma
referência a ela em lugar nenhum. Eu acho que ela deve ser homenageada por todos nós.
Infelizmente, ela faleceu em 2018. Foi uma brilhante arquiteta, pensadora, preservadora da cidade.
Então, eu proponho desde já que o dia em que for aprovado o PPCUB – se é que vai ser aprovado –
comece com uma homenagem à grande arquiteta Briane Bicca.
O primeiro ponto que eu quero comentar são as contradições presentes no PPCUB na tripla
condição de plano de preservação, plano de desenvolvimento local e uma lei de uso e ocupação do
solo. Eu penso que esse triplo caráter, na verdade, estabeleceu contradições, dubiedades e lacunas nas
três condições: de plano de preservação – que, na minha opinião, é o que ele menos é –, de plano de
desenvolvimento local e de lei de ocupação do solo. Então, parece-me indubitavelmente que prevalece
a função de plano de uso e ocupação do solo, como pode ser conferido, por exemplo, nas observações
do Anexo IV.
O segundo ponto que eu quero comentar é a necessidade de dialogar de uma forma mais
complementar, mais detalhada, com a Portaria nº 166/2016 – uma portaria do Iphan nacional e local –,
que atualizou a antiga Portaria nº 314 – uma portaria muito importante, porque, durante um longo
período, foi a referência, do meu ponto de vista, mais relevante. Esse detalhamento, conduzido pela
equipe do Carlos Madson, com a Sanda Ribeiro, teve um apoio importante do arquiteto Ítalo
Campofiorito na sua formulação.
Eu tenho uma grande memória do Ítalo, porque foi a primeira pessoa com quem eu trabalhei
na minha vida depois de formado – isso foi no século XVII antes de Cristo. Faço questão de dizer isso,
porque o Ítalo foi uma pessoa fundamental para a formulação do modelo de preservação – que é único
– do tombamento de Brasília, que é por escala urbanística. Ítalo teve uma grande contribuição nesse
processo e deu um fundamento para a aprovação da Portaria nº 166.
No terceiro ponto, eu quero, dialogando com o meu amigo Soneca – José Leme Galvão –,
criticar a ausência de um capítulo específico sobre instrumentos de preservação e estratégias que
digam onde, como, por que e quando utilizar instrumentos de preservação.
Aqui estou me valendo da minha amiga urbanista Raquel Rolnik, que diz o seguinte: “Um plano
pode ser até feio, mas ele não morde se não tiver instrumentos que viabilizem estratégias e objetivos”.
Então, eu acho que, sem esses instrumentos estratégicos para a preservação, ele pode até ser PDL,
Plano de Desenvolvimento Local, ou Luos, mas ele fica muito prejudicado, do meu ponto de vista,
como plano de preservação.
Penso que esses instrumentos têm que ser organicamente articulados com os instrumentos que
são regulamentados pelo Estatuto da Cidade, como operações urbanas de preservação, instrumentos
de combate à retenção especulativa do solo – edificação e utilização compulsórios ,o IPTU progressivo
–, a transferência do direito de construção de áreas que podem reutilizar potenciais construtivos, as
outorgas onerosas etc. Eu penso que esses são instrumentos fundamentais para fazer cumprir a função
social da cidade e da propriedade sob a perspectiva da preservação do patrimônio histórico e
ambiental.
Eu aprendi com meu amigo Edésio Fernandes – a maior autoridade no Brasil e no mundo,
penso, no direito urbanístico – que cada vez mais são inseparáveis as 3 questões: o cumprimento da
função social da propriedade, a preservação do patrimônio histórico e a preservação ambiental. Como
disse o deputado Gabriel Magno, cada vez mais esses elementos são inseparáveis.
Quanto ao quarto ponto, quero dialogar também com minha amiga Vera Ramos e acompanhar
a reflexão que ela fez, na sessão conduzida pela deputada Paula Belmonte, sobre os vários cheques em
branco que estão sendo passados – Janaina, minha colega, sabe muito bem disso e o deputado Gabriel
Magno reiterou o fato claramente.
Todas essas questões que são remetidas posteriormente a destinações imprecisas ou genéricas
são compostas basicamente por cheques em branco – inclusive, para serem aprovados por decreto;
sem passar por esta casa, por audiências públicas e por todos esses fatos e elementos. Então, vamos
acabar aprovando coisas como, por exemplo, o Museu da Bíblia, que é um absurdo, do meu ponto de
vista, urbanístico, arquitetônico, paisagístico e de destinação de áreas nobres para a cidade – como o
Eixo Monumental.
Quero lembrar também um artigo muito importante do meu colega da UnB, Frederico Holanda,
que chamou o PPCUB – em uma versão anterior, mas ele reitera opinião para esta nova versão – de
um mundo de miudezas. Esse foi o nome do artigo que Holanda escreveu.
Eu não sei se os colegas leram esse artigo, mas recomendo a leitura desse artigo que se
chama Mundo de Miudezas. Mundo de miudezas porque o PPCUB deixa de considerar, na definição dos
passos da vida pública, questões históricas, problemáticas, da cidade, como rupturas do tecido urbano,
vazios sem justificativa funcional ou bioclimática etc. Há uma série de elementos dos quais não vou
entrar em pormenores, porque ocuparia muito tempo.
Acho também que a prolixidade do documento é impressionante na quantidade de unidades de
preservação e de siglas utilizadas. O PPCUB é um instrumento importante. Mesmo com as críticas que
estou fazendo, quero deixar bem claro que o PPCUB é importante para a cidade, mas não com esses
elementos; não com essa construção, com essa ausência de conteúdo de um lado e com o excesso de
conteúdo pormenorizado, de forma dispensável, por outro lado. Eu acho que perdemos uma grande
oportunidade de preservar, mas também de revitalizar, dinamizar e democratizar o centro da cidade
com a ausência de uma ênfase mais clara na questão da moradia.
Quero deixar bem claro que, no projeto Viva Centro, há uma proposta de moradia em áreas
centrais da cidade. Coube ao Iphan fazer um parecer – acho que o Thiago se lembra bem disso,
porque ele trabalhou nesse parecer – e, em nenhum momento, ele negou ou rejeitou a possibilidade
de moradia no centro da cidade. Ele fez, sim, considerações muito relevantes no sentido de que, por
exemplo, os térreos das edificações fossem com fachadas ativas para que a atividade comercial
seguisse como atividade predominante nessas áreas centrais.
Nós estamos vendo, na cidade, um enorme esvaziamento. Nós temos centenas, talvez
milhares, de unidades imobiliárias destinadas ao comércio vazias porque não conseguem ser alugadas
no Setor Comercial. Os imóveis vazios da W3 são impressionantes. O que eu estou falando aqui não é
novidade nenhuma.
Esta semana o Felipe me mandou um material interessantíssimo que mostrou que mais de 50%
das unidades de residência no Distrito Federal são para famílias com um casal sem filhos, para pessoas
que moram sós, e há áreas vazias. A vacância é impressionante nesta cidade. Há imóveis vazios e
desocupação. A possibilidade de se dar vida, sobretudo às áreas centrais, é fundamentalmente com
moradia, combinada com o comércio, de forma harmônica e equilibrada, que é o que está, no meu
ponto de vista, no parecer.
(Soa a campainha.)
PRESIDENTE (DEPUTADO GABRIEL MAGNO) – Para concluir.
BENNY SCHVARSBERG – Parece que esse ponto merece também uma maior lembrança e
consideração.
Quero lembrar também que houve o projeto de transformação da Quadra 901 Norte, que, no
meu ponto de vista, da maneira que estava proposta, seria uma aberração para a cidade. Houve um
grande movimento de arquitetos, sindicatos, entidades; movimentos de defesa da cidade, do meio
ambiente e da preservação do patrimônio que se manifestaram contrários àquela transformação da 901
Norte. Por sorte, de modo definitivo – espero eu –, o Iphan fez um parecer que nega aquela alteração,
a qual, do meu ponto de vista, seria um grande prejuízo para a cidade.
Eu acho que são muito importantes as iniciativas que foram colocadas no PPCUB na perspectiva
de uma maior mobilidade urbana, sustentável e com caminhabilidade. Estou olhando para o meu chefe,
o promotor Dênio, da nossa Rede Urbanidade, em defesa da mobilidade sustentável. Há avanços, sim,
porém, tímidos.
(Soa a campainha.)
PRESIDENTE (DEPUTADO GABRIEL MAGNO) – Para concluir, Benny.
BENNY SCHVARSBERG – O Wilde vai ter oportunidade depois de detalhar um pouco mais o que
eu acho que devam ser previsões mais específicas sobre propostas de fomento ao sistema de
mobilidade ativa.
Já é para concluir? Eu tinha mais de 17 pontos. (Risos.)
Eu vou concluir. Eu acho que, embora esse PLC tenha regramentos protetivos, etc., um
patrimônio tombado também pode ser ameaçado pelos projetos de desenvolvimento. Eu penso que,
por exemplo, no desempenho, até mesmo como plano de desenvolvimento local, eu concordo muito
com o estudo feito pela equipe técnica da Câmara Legislativa. Pena que não estou vendo o Josué e a
Ana Carolina, que estavam no comando dessa comissão – eles foram minhas vítimas, meus alunos da
UnB – e fizeram um excelente trabalho. Eu recomendo a todos que, se não leram, leiam; embora ele
seja longo, é um belíssimo estudo, com muito conteúdo crítico e propositivo e com muitas
recomendações.
Eu acho que esse é o caminho das transformações que precisamos a fim de que tenhamos uma
ferramenta para o desenvolvimento, mas sobretudo para a preservação, dinamização e democratização
da cidade em padrões sustentáveis mais democráticos e inclusivos.
Obrigado. (Palmas.)
PRESIDENTE (DEPUTADO GABRIEL MAGNO) – Obrigado, Benny. (Palmas.)
Eu falei que somos sempre muito tolerantes, mas peço aos próximos oradores que tentem ficar
dentro do tempo estipulado para podermos ouvir a todos.
Benny, é muito importante a sua contribuição.
Eu quero anunciar a presença do promotor da Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem
Urbanística do Ministério Público, doutor Dênio Augusto, o qual parabenizo pelo seminário
importantíssimo sobre extremos climáticos e desastres ambientais realizado, na semana passada, no
Ministério Público. Eu o parabenizo não somente pela atualidade do tema, mas também pela
preocupação e capacidade de ter envolvido diversos setores do poder público, da sociedade civil
organizada e por terem saído de lá apontamentos importantes.
Obviamente, esse assunto passará também por um debate do PPCUB e terá contribuições
fundamentais para o debate que ocorrerá, a princípio no ano que vem, do PDOT e de outros
instrumentos que iremos discutir nos próximos meses. Então, parabenizo-o e agradeço-lhe a presença.
Anuncio a presença do nosso querido professor e arquiteto José Carlos Coutinho, uma grande
inspiração. O Coutinho é cidadão honorário da cidade e professor benemérito da Universidade de
Brasília. É uma honra tê-lo aqui conosco.
Anuncio também a presença do Abrao Antonio, engenheiro da Embrapa; do vice-presidente do
Sinduscon, João Accioly; do deputado Chico Vigilante; e da deputada Paula Belmonte. Já os convido a
falar, deputados, se assim desejarem. Apertem o botão, e eu destinarei o uso da palavra.
Concedo a palavra ao senhor José Leme Galvão Júnior, representando o Fórum de Entidades
em Defesa do Patrimônio Cultural Brasileiro.
Pode usar a tribuna ou falar daí mesmo. Fique à vontade.
JOSÉ LEME GALVÃO JÚNIOR – Como eu não tenho muito traquejo, prefiro ficar aqui mesmo.
Muito obrigado, deputado Gabriel Magno. Agradeço a todos a lembrança, as referências. Quero
reiterar o que o senhor já disse, deputado, falando de uma maneira um pouco diferente:
desenvolvimento sem preservação é um contrassenso. Eu considero que preservar é não desperdiçar.
Simples assim.
Eu vim aqui para ler o texto do manifesto que o fórum que eu represento fez. Irei ler,
evidentemente, a parte que couber literalmente.
O Fórum de Entidades em Defesa do Patrimônio Cultural Brasileiro é composto, atualmente,
por 26 entidades nacionais da sociedade civil, desde 2021, propugnando por uma política de patrimônio
cultural – no nosso caso, do Distrito Federal.
Na ocasião, o nosso fórum no DF denunciou a inexistência, no projeto, de uma política clara de
preservação do patrimônio cultural, em que faltava – e no nosso ponto de vista ainda falta – vontade
política para implementar os instrumentos de planejamento, deliberação e gestão já previstos em lei.
Conselhos são ou desativados ou tornados bastante ineficientes por várias carências estruturais, de
planejamento etc. Inclusive, ainda se aguarda que a própria avaliação crítica, uma avaliação
construtiva do PPCUB, seja feita.
O fórum divulgava a criação de um conselho gestor – continua divulgando – do conjunto
urbano de Brasília envolvendo instâncias distritais, federais e da sociedade civil, com a
representatividade e as competências necessárias à gestão de um sítio inscrito na Lista do Patrimônio
Mundial; com implementação e revisão compartilhadas e acessíveis do PPCUB por meio de
sistematização de consultas e abordagens integradas nos planos arquitetônico, urbanístico e
paisagístico; com a unidade política no trato da preservação do patrimônio cultural, eliminando-se as
atuais divisões e conflitos interinstitucionais, como já foi dito aqui; também com a ampliação dos
espaços de participação comunitária dos diversos agentes intervenientes na preservação do patrimônio
cultural na própria gestão da cidade.
Retomada, então, a elaboração do PPCUB – que, antes, fora aberto para consulta e, agora,
para debate nesta Câmara Legislativa –, ainda entendemos que há a ausência de um verdadeiro
conselho gestor do conjunto urbano de Brasília, que, de fato, se existisse antes, elaborasse o próprio
PPCUB na ausência de uma verdadeira unidade institucional que o articulasse. Nesse caso, seria a
Seduh, porque a Secretaria de Cultura, no meu ponto de vista, no nosso ponto de vista, foi alijada da
construção do PPCUB.
O resultado é a elaboração de um projeto de lei complementar híbrido que mistura elementos
de um plano diretor de ordenamento territorial àqueles que deveriam ser realmente atinentes à
preservação de bens culturais inscritos no conjunto de Brasília. Tal contradição, quanto à definição da
matéria, resulta em um texto cheio de inconsistências conceituais, como já foi dito, carente de
instrumentos de preservação específicos, o que acaba por não prover o nosso patrimônio de uma
verdadeira política ativa que inclua sua gestão, desde o ponto de vista da preservação, e eventuais
restauros.
Nós estamos nos referindo também a que um plano de preservação deve ser um plano
propositivo em termos de intervenção, e não apenas uma legislação que dá alguma base para a
preservação. A própria proposta de preservação, um plano de preservação no seu conceito original –
pelo menos, o que foi trabalhado pelo Iphan há muitos anos –, era muito mais um plano que se
acoplasse à legislação urbana para realizar projetos, para implementar projetos urbanísticos,
Masterplan e projetos do tipo.
Parece que a nossa sociedade e nós arquitetos nos esquecemos dos ensinamentos que
vigoraram até os anos 1970. Eu sou especialista em coisa velha. O patrimônio tem uma legislação de
1937, e, quanto mais velha, melhor ela fica – é um ótimo vinho.
Planejamento hoje é muito mais elaboração de regras, de normativas, do que uma proposta
efetiva de conservação com seus projetos.
A inclusão de demanda, pelo PPCUB, na Lei Orgânica foi incluída pela emenda...
(Soa a campainha.)
JOSÉ LEME GALVÃO JÚNIOR – O Benny supriu superbem o que eu diria. Acho que o mais
importante, então, é eu citar além do que já foi dito.
Na última reunião, a doutora Marilda frisou, com toda razão, que não nos faltam leis, falta-nos
o cumprimento da lei em todos os sentidos. Nós estamos falando de aprovação de projeto na
fiscalização cotidiana da cidade. Eu fiz um desafio a mim mesmo: ver se eu conseguia enxergar algum
fiscal nos últimos 10 anos, 15 anos, fiscalizando – supõe-se. Não. Não o vejo. Não o vi e continuo não
o vendo.
Estamos vendo o desastre urbanístico que está sendo a preservação – estou falando no caso só
do Plano Piloto, não estou entrando em outras considerações. Eu faço esse alerta.
Não nos faltam leis. Por que o plano de preservação é importante? Porque, além da Lei de Uso
e Ocupação do Solo, ao planejamento tem-se que acrescentar, agregar, a preservação em si.
Vou citar um exemplo de que gosto bastante. Quando, pelo Iphan, estive trabalhando no
PPCUB, fazendo análise crítica, percebi que, por exemplo, o Touring, naquela época com uma situação
fundiária ainda bastante precária, era citado lá como um lote onde se poderiam construir tais coisas.
Como assim? O Touring já está construído e tem que ser preservado. Isso significa que ele não poderia
ter acréscimos ou intervenções? Sim. O que altera é a qualidade da intervenção, e não a possibilidade
ou não de se intervir.
(Soa a campainha.)
JOSÉ LEME GALVÃO JÚNIOR – Isso sempre é possível, intervenção faz parte da conservação.
Enfim, eu citaria n exemplos, pois a conversa é longa. Esse documento do fórum está
disponível, inclusive, no gabinete do senhor.
Quero parabenizar a equipe que fez o trabalho de varredura. É lógico que aqui marco a posição
de não conseguir reconhecer, nesse projeto, um plano de preservação; mas, nesses anos todos, o
conhecimento que se produziu, desde a época da equipe da Briane Bicca e das equipes subsequentes
dentro da Seduh, tem que ser considerado. O que estamos discutindo é o instrumento em si, na forma
como ele se apresenta.
Muito obrigado. (Palmas.)
PRESIDENTE (DEPUTADO GABRIEL MAGNO) – Obrigado.
Peço para a assessoria pegar o documento para, na produção do relatório que a comissão fará,
citar e incorporar uma série dessas sugestões apresentadas. Obrigado, José Leme, que representa o
Fórum das Entidades em Defesa do Patrimônio Cultural Brasileiro.
Anuncio a presença de Giselle Moll Mascarenhas, que já foi secretária-adjunta da Seduh, e Jacy
Afonso, presidente do PT do Distrito Federal.
Concedo a palavra ao arquiteto Ricardo Reis Meira, representante do Conselho de Arquitetura e
Urbanismo do Distrito Federal, CAU-DF.
Ricardo, fique à vontade para falar da mesa ou da tribuna, caso queira.
RICARDO REIS MEIRA – Boa tarde a todos e todas.
Quero agradecer o convite ao deputado Gabriel Magno e, na sua pessoa, cumprimentar todos
da mesa.
Sem querer ser redundante e repetir falas que já foram ditas pelo meu professor Benny, meu
professor Soneca, para os meus colegas que me sucederão, como representante do Conselho de
Arquitetura e Urbanismo, eu quero destacar 2 pontos – na verdade 1, que vai se desdobrar em 2
pontos. Serei muito breve, provavelmente alguém vai usar os meus minutos excedentes.
O CAU é um órgão que regula, orienta e fiscaliza o exercício da profissão.
Inicialmente, quero dizer que me sinto orgulhoso pela quantidade de arquitetos e urbanistas
presentes nesta reunião. É emblemático e necessário, em um tema que discute a preservação e o
desenvolvimento da cidade, urbanistas serem ouvidos. Isso sempre é digno de nota e de
reconhecimento. O conselho batalha, inclusive, para que microfones se mantenham abertos para a
nossa categoria. Estão presentes outros conselheiros, ex-conselheiros – a Giselle foi nossa conselheira
também, a Angelina é nossa conselheira, que está à mesa.
Eu queria destacar um ponto que poucos conhecem. Permitam-me só ler um trechinho do
nosso Código de Ética. Eu não sei se as pessoas sabem, mas, no exercício da profissão de arquiteto e
urbanista, não respeitar e não trabalhar pela preservação do patrimônio é uma infração ética, passível
de punição pelo conselho, inclusive. Por mais que isso se torne difícil na prática, eu acho emblemático
e simbólico que seja destacado.
Vou ler alguns pontos do nosso Código de Ética, para depois falar do segundo ponto, que tem
a ver com isso, que é o aspecto da fiscalização, que foi trazido pelo professor Soneca.
“O arquiteto e urbanista deve respeitar os valores e a herança natural e cultural da comunidade
na qual esteja prestando seus serviços profissionais.
O arquiteto e urbanista deve, no exercício das atividades profissionais, zelar pela conservação e
preservação do patrimônio público.
O arquiteto e urbanista deve respeitar o conjunto das realizações arquitetônicas e urbanísticas
do patrimônio histórico e artístico nacional, estadual, municipal, ou de reconhecido interesse local.
O arquiteto e urbanista deve considerar, na execução de seus serviços profissionais, a
harmonia com os recursos e ambientes naturais” – algo tão importante num momento de tragédia que
acomete os nossos irmãos no Rio Grande do Sul.
Eu quis destacar esses pontos do Código de Ética para mostrar a relevância e a importância
não só de ouvirmos nossos colegas da categoria de urbanistas, mas também de darmos a eles a caneta
e a possibilidade de elaborar planos e projetos, como foi o caso, e de sugerir mudanças, alterações
dentro daquilo que julgam necessário.
Além disso, faço coro com o que o professor Soneca disse: a importância de serem discutidos,
no corpo do PPCUB ou não, instrumentos efetivos de fiscalização do território, de preferência
integrados, porque o que acontece hoje, dentre as várias instâncias públicas, é que cada órgão fiscaliza
aquilo que é de sua atribuição. Há o DF Legal; há o CAU, que fiscaliza o exercício do arquiteto; há o
Crea, que fiscaliza o exercício do engenheiro; e há muitas pessoas fiscalizando, indo a obras ou sítios,
verificando aquilo que lhes compete, sem um diálogo ou, no mínimo, compartilhamento de
informações. Isso é algo que inclusive levei à nossa última reunião na Seduh como sugestão: a criação
de um grupo de trabalho, incluindo-se esses órgãos, para que se discuta um sistema integrado de
fiscalização, ainda que cada um nas suas atribuições, que garanta pelo menos o compartilhamento de
informações para otimizar aquilo que cada órgão tem como prerrogativa fiscalizatória. Eu não tenho
dúvidas de que a fiscalização daquilo que vier a ser aprovado dentro do PPCUB passe pela correta
instrumentalização desses órgãos fiscalizadores também.
De antemão, ressalto que o Conselho de Arquitetura e Urbanismo, mais uma vez, está à
disposição para participar de todas essas discussões, e reitero a importância de se discutir, além do
plano em si, como ele será instrumentalizado e fiscalizado efetivamente.
Obrigado. (Palmas.)
PRESIDENTE (DEPUTADO GABRIEL MAGNO) – Obrigado, Ricardo.
Ricardo, eu farei um comentário. Você falou corretamente, porque eu fiquei citando o professor
José Leme, e todo mundo ficou pensando assim: “Quem é o José Leme?”. (Risos.) Ele é o Soneca.
Então, fica registrado como todos nós conhecemos o grande mestre.
Anuncio a presença do Juliano Carvalho, coordenador do Icomos; da Bia Couto, arquiteta; e do
ex-deputado distrital, meu querido Cafu, que passou por esta casa brilhantemente.
Estão presentes, também, o deputado Chico Vigilante e a deputada Paula Belmonte. Reforço
que, quando quiserem fazer uso da palavra, basta apertarem o botão.
Concedo a palavra à professora Angelina Nardelli Quaglia Berçott, que representa o Condepac-
DF, Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural do Distrito Federal.
ANGELINA NARDELLI QUAGLIA BERÇOTT – Odeio esse cronômetro, mas vamos lá.
Prezados, boa tarde.
Eu cumprimento todos e todas na pessoa do deputado Gabriel Magno, a quem agradeço o
convite e a possibilidade de colaborar com essas questões, todas referentes a uma legislação de
tamanha importância que determinará, sim, o futuro de Brasília como a cidade que conhecemos.
Cumprimento os demais deputados presentes, os meus colegas arquitetos – professor
Coutinho, José Leme, Benny, Beatriz, Juliano – e todos os outros colegas do CAU.
Como todos nós, eu gostaria de externar a minha preocupação, não apenas como arquiteta
urbanista que trabalha com patrimônio cultural e com meio ambiente. Muito além de ser membro do
Icomos – aqui muito bem representado pela minha colega Emilia e pelos nossos coordenadores Beatriz
e Juliano, e com a presença do meu chefe no CAU, presidente Ricardo Meira, que tem feito um
trabalho muito bacana à frente do nosso Conselho de Arquitetura –, obviamente, sou membro de
outras entidades. Não venho, via de regra, como representante apenas da instituição convidada, como
vice-presidente do Condepac, que é o único conselho no Distrito Federal a lidar, de fato, com o nosso
patrimônio cultural.
Eu externo a minha preocupação, em especial como brasiliense, consciente da necessidade da
manutenção do nosso patrimônio, assim como eu aprendi em casa, desde criança, sobre a necessidade
de reconhecer e de compreender que Brasília tem um significado próprio e único dentro de um
contexto mundial, não apenas nacional.
Hoje eu trago, então, alguns questionamentos que foram elencados, no âmbito do Condepac,
sobre o PPCUB, aprovados, também, posteriormente, pelos colegas que formam o conselho. A partir da
avaliação daquilo que tem sido proposto nessa legislação, eu gostaria de falar sobre a importância em
ressaltar que ainda existe uma confusão quanto ao objeto da lei, na medida em que o PPCUB não
possui um caráter protetivo que, a priori, ele deveria ofertar. Ele é um plano híbrido, como disse o
professor José Leme. Ele é o resultado da junção de 2 tipologias de plano. Uma delas tange os
elementos de um Plano Diretor de Ordenamento Territorial; a outra, o que, possivelmente, poderia ser
um plano de preservação do conjunto urbano de Brasília.
Por ele ainda não foram representados, a partir desse PLC, alguns instrumentos de preservação
específicos e previstos, deixando em aberto o caráter, de fato, desse PLC, que segue sendo debatido.
É importante o aperfeiçoamento dos instrumentos de gestão, transição, monitoramento, bem
como a incorporação com maior precisão da questão normativa. Esse plano ainda não está pronto. Isso
é fato. Ele não responde a uma política ativa que inclui a gestão do território, a sua conservação e a
possibilidade de seu restauro posterior a qualquer movimentação do sítio, como citado em outros 2
documentos entregues no ano passado para a Seduh em audiências públicas – um deles entregue pelo
Fórum das Instituições com desejo de preservação do nosso patrimônio.
Ele inclui, sim, uma política ativa como ordenamento territorial para uma cidade comum,
convencional, sem as prerrogativas de Brasília, que é uma cidade patrimônio histórico. Algumas
determinações que deveriam constar no PLC encontram-se como propostas futuras, lidas como planos,
programas e projetos. Esses são os cheques em branco a que 2 dos meus colegas se referiram.
Menos ainda estão detalhadas as questões da paisagem, que, no PLC, muitas vezes, é
confundida com paisagismo. Para esclarecimento, cabe o reforço de que a paisagem é composta por
todos os elementos urbanos presentes no sítio – tais como malha viária – cheios e vazios,
representados por construções, elementos naturais que ocupam algum espaço e, em especial, a
questão visual pelos espaços propositalmente vazios compostos em Brasília, característica peculiar do
modernismo, composto também pela cobertura vegetal, que mescla momentos de ampla arborização e
menor incidência de vegetação, a depender da escala proposta e do seu propósito.
Paisagem é um conceito cultural, e acho importante dizer isso, tendo em vista que esse plano
de preservação...
(Soa a campainha.)
ANGELINA NARDELLI QUAGLIA BERÇOTT – ... não tem reconhecido a questão da paisagem.
Ela é uma construção histórica. Em Brasília, ela tem uma ordenação histórica, um ordenamento
específico para que ela se mantenha característica e que mantenha também as características
primordiais da sua conservação.
Para gestar Brasília como legislação, para criar essa legislação, é preciso compreender o nosso
tombamento, em especial a questão da paisagem, entendendo paisagem não como paisagismo, mas
como um contexto geral, que evoca todo um sentido que podemos entender e ver como característica
primordial para a cidade de Brasília, porque Brasília é única. Ela possui características diferentes. Ela
não é uma cidade convencional e, portanto, também deveria receber o respeito de uma legislação que
também a trate como uma cidade única.
Não há no PLC determinação de preservação da paisagem como um todo, porque não há a
fotografia da paisagem. É preciso demonstrar as prospecções futuras. Há de se atentar sobre questões
do impacto per se, inclusive sobre as questões que tangem a paisagem cultural. Por esse motivo, ela
não é lida de forma clara como uma legislação que descreve o objeto tombado per se. Ela não está
representada numa fotografia da paisagem atual para que ela possa servir de referência como uma
formação de uma prospecção de uma paisagem futura. Eu pergunto: como o sítio estará representado
se todas as propostas de criação de lotes, remodelação de áreas, permissões contidas em planos,
programas e projetos forem aplicadas? Qual será a característica de Brasília? E repito, qual será
o skyline atual, qual será o skyline futuro, com todas as propostas totalmente implementadas?
(Soa a campainha.)
ANGELINA NARDELLI QUAGLIA BERÇOTT – Esse, lembro, é um instrumento possível de
utilização, tanto dos projetos de preservação quanto para os ordenamentos territoriais.
Sobre essa questão, é interessante entender também que, quanto à questão do meio
ambiente, nas circunstâncias atuais, é necessária a sua observação. A descaracterização de muitas
áreas, sabendo de um desejo de algum tipo de adensamento e mudança de destinação de uso, além
de trazer prejuízos históricos, trará a questão do impacto ecológico imensurável.
A preservação das áreas verdes é fundamental para a importância da existência da própria
cidade, e muitas das implementações possíveis sobre esses impactos e sobre as próprias áreas verdes
– esses nossos vazios, que não são, de fato, vazios, mas têm um propósito – precisam ser revistos.
Existirá um impacto ambiental e isso é fato.
Um dos pontos mais importantes que foi pensado dentre todos – e termino aqui...
(Soa a campainha.)
ANGELINA NARDELLI QUAGLIA BERÇOTT – ... diz respeito ao que foi previsto: a criação de um
conselho gestor do conjunto urbano de Brasília, onde as instâncias federal, distrital e da sociedade civil,
compostas por membros qualificados, com representatividade e competência sabidas, possam garantir
a gestão do sítio inscrito na lista do patrimônio mundial como deve ser.
Eu finalizo, então, estendendo a participação efetiva do Condepac, não apenas quando
solicitado, mas com um trabalho já continuado, para auxiliar, via CTCUB – que é a CT criada para o
debate do patrimônio Brasília e dessa legislação proposta.
Lembro, mais uma vez, que Brasília é centro histórico tombado, inscrito na Unesco. Não se
trata apenas de uma cidade como as outras. É preciso responder aos desejos especulativos?
(Soa a campainha.)
ANGELINA NARDELLI QUAGLIA BERÇOTT – Não; é preciso responder aos desejos do
patrimônio.
Então, coloco-me à disposição, como tenho feito já há algum tempo, e repito: o Condepac está
à disposição para trabalhos e debates. Ele é um conselho importante no Distrito Federal, um tanto
quanto desconsiderado, tendo em vista que é o único conselho que, por lei, tem competência no trato
do patrimônio.
Falamos de uma cidade que é um sítio histórico tombado. Então, é impossível que o Condepac
fique de fora, tendo em vista que não temos algum conselho gestor do conjunto urbano de Brasília
essencialmente necessário para que possamos, de fato, entender uma cidade que seguirá como
patrimônio histórico e onde o respeito – como o Ricardo disse, em especial por nós arquitetos – pela
forma como trataremos esse sítio precisará seguir com...
(Soa a campainha.)
ANGELINA NARDELLI QUAGLIA BERÇOTT – ... respeitoso, com relação à Brasília.
Nós vamos passar, todos aqui vão morrer um dia. Eu quero viver 200 anos para ver o que
Brasília vai virar, com um medo enorme, mas com a certeza de que todos aqui presentes se
conscientizarão de que há ainda muito a ser feito para este plano estar perfeito; que há a necessidade,
sim, de que o PPCUB passe não agora, mas posteriormente a uma série de outros debates,
certamente, porque precisamos responder ao patrimônio, não apenas a uma questão temporal.
Lembro que Brasília toda é viva e existe um conceito cultural muito importante no que tange à
formação das cidades. Ela é uma cidade única. Então, por que não uma legislação que a perceba como
única, evitando, é lógico, que aquilo aplicado nas cidades comuns e convencionais – que deve, sim, ser
bem aplicado – seja aplicado aqui de forma – com o perdão da palavra que vou usar agora, por falta
de outra...
(Soa a campainha.)
ANGELINA NARDELLI QUAGLIA BERÇOTT – ... E paro aqui, senão não haverá tempo de
ninguém mais falar.
Obrigada, deputado Gabriel Magno. (Palmas.)
PRESIDENTE (DEPUTADO GABRIEL MAGNO) – Obrigado, Angelina.
É importante essa manifestação do Condepac. Uma sugestão que nós, da comissão, fizemos foi
a de escutar os conselhos e as instâncias deliberativas.
Quero anunciar a presença do Tico Magalhães e da Isabela Aquino, do Seu Estrelo, que
recebeu recentemente o título de patrimônio imaterial. É preciso avançar na questão do território – não
é, Tico? Entendemos que este debate do PPCUB é importante para a preservação de Brasília como
instrumento do patrimônio e para a valorização das manifestações culturais que existem nesta cidade.
Quero parabenizar o Tico, porque foi aprovada por esta casa a concessão do título de cidadão
honorário de Brasília a ele. Vamos organizar essa entrega. Será uma honra tê-lo como cidadão
honorário desta cidade. Obrigado pela presença.
Concedo a palavra à Maria Emilia Stenzel, conselheira do Conselho Internacional de
Monumentos e Sítios, Icomos, da Unesco. Se a senhora quiser falar da tribuna, fique à vontade.
MARIA EMILIA STENZEL – Boa tarde a todos.
Em primeiro lugar, agradeço o convite do deputado para a participação à mesa. Também saúdo
os demais membros.
Vou entrar em alguns aspectos muito importantes para o Icomos, que é um órgão de
assessoramento técnico da Unesco.
Talvez não seja muito compreendido ainda, para a maioria das pessoas, o que que o Icomos
faz. O Icomos é basicamente o responsável pela produção de toda a normativa internacional com
relação ao patrimônio para sítios tombados.
Desde a década de 1960, o Icomos elabora cartas e instrumentos com a participação de todos
os países signatários da convenção, no sentido de adequar constantemente os princípios da
preservação ao movimento do tempo.
Faço esse preâmbulo, porque um dos pontos que vou abordar é a dissociação muito grave que
identificamos, principalmente no Brasil, dos fundamentos teóricos da preservação mundial e do diálogo
com essas instâncias, no sentido de que a preservação de um sítio inscrito na lista atenda a esses
critérios acordados internacionalmente. Não se trata de critérios definidos por um órgão central de
cima para baixo; pelo contrário, são critérios estabelecidos a partir de um consenso legítimo, em
termos internacionais. Representantes de países de todos os continentes participam dessa elaboração e
buscam a adequação às novas dinâmicas urbanas que emergem.
Então, em primeiro lugar, é compromisso das Nações Unidas que o desenvolvimento dos sítios
inscritos na lista acompanhe o desenvolvimento econômico-social dos diferentes contextos do mundo.
Partindo dessa premissa, quero abordar e esclarecer a nossa posição com relação a essa
proposta que vem sendo discutida. O PPCUB é o resultado de um longo processo. Eu, particularmente,
participei de alguns grupos de trabalho em gestões anteriores ao governo que está há 2 legislaturas
tratando disso. Nós estamos acompanhando esse processo há bastante tempo. O PPCUB é previsto no
PDOT, o qual estabelece que aquele deve preservar, manter e valorizar as características essenciais, os
valores patrimoniais, os atributos fundamentais, a configuração espacial e as escalas urbanas – do
ponto de vista da nossa normativa.
Ela também propõe que haja atualização e flexibilização dos parâmetros de uso e de ocupação
do solo, conforme os limites estabelecidos na Portaria nº 166 do Iphan. Isso é um ponto muito
importante, porque o PDOT entra num ponto essencial, que é o papel da clarificação para gestores
públicos e para a sociedade. Clarificar os critérios de preservação, os instrumentos normativos tem uma
função essencial em termos de dar diretrizes para gestores públicos e para a sociedade.
Identificamos que o PPCUB traz uma série de lacunas conceituais, do ponto de vista do campo
disciplinar da preservação; e lacunas normativas – já mencionadas pelo professor Benny e pela
Angelina – que colocam os objetivos maiores do PPCUB em uma condição de não serem alcançados.
Nós estamos criando um instrumento, na forma como está, que vai permitir...
(Soa a campainha.)
MARIA EMILIA STENZEL – ... a idealização dessa normativa, porque ele prevê instrumentos que
podem alterar tudo, como dito na exposição da Vera, numa outra oportunidade. Isso já ficou bem claro
também.
Nós vemos com muita expectativa essa revisão, no sentido de que possam ser superadas essas
graves – que nós entendemos graves – lacunas normativas e equívocos conceituais. Vou ressaltar,
principalmente, 2 aspectos: primeiro, a inserção do patrimônio dentro das políticas de
desenvolvimento. O professor Benny chamou muito bem a atenção da necessidade de adequação a
isso.
As Nações Unidas entendem necessária a adequação. O que nós identificamos é uma
subsunção, uma submissão de todos os critérios de preservação a objetivos que são externos a um
sítio sob proteção do patrimônio mundial. Um sítio que está inscrito na lista, um sítio que nós
reconhecemos como um patrimônio da nossa sociedade, se insere na medida em que é um vetor de
desenvolvimento humano. Ele não é subsumido a políticas externas; ele requer políticas específicas
para o desenvolvimento de um sítio inscrito na lista.
E essas políticas nós não identificamos; nós identificamos a diluição. Do ponto de vista
conceitual, ele se dilui em objetivos da sociologia, da habitação, da antropologia, mas não se
reconhece a dimensão da memória no desenvolvimento urbano.
(Soa a campainha.)
MARIA EMILIA STENZEL – Tanto é assim que o PDOT se articula o tempo todo a partir da
preservação do meio ambiente – não sei se vocês repararam nisso. Mas a preservação da cultura é
como uma pedra a entravar um processo, uma dinâmica à qual ele tem que se subsumir. A pergunta é:
que dinâmica é essa? Em nenhum momento essa dinâmica é explicitada, mas ela acaba sendo a
dinâmica das forças imobiliárias dentro do processo de discussão social.
O PDOT sedimenta, nesse sentido, uma exclusão incorporada no PPCUB: nós só vamos tratar
da preservação do patrimônio material. Os usos, por exemplo, que são uma adequação fundamental e
necessária em qualquer contexto de preservação, são equacionados também sob o ponto de vista da
preservação
(Soa a campainha.)
MARIA EMILIA STENZEL – ... e não sob o ponto de vista da dinâmica social. Até mesmo em
órgãos da preservação, essa vinculação entre os usos e o aspecto intangível, que é o patrimônio, não
comparece. Por que ela não comparece? Porque nós não compreendemos a dimensão temporal do uso
no patrimônio.
É necessária a mudança? Sem dúvida! Nós sabemos que em Florença, por exemplo, no local
daquela ponte onde hoje em dia estão as joalherias que são a cobiça de 9 entre 10 pessoas, era tudo
açougue. Mas alguém se pergunta o tempo de transformação daquilo?
Então, é preciso equacionar o uso sob o ponto de vista de que os usos têm um tempo, de que
existe uma memória de usos. Se amanhã transformarmos o Congresso Nacional em habitação...
(Soa a campainha.)
MARIA EMILIA STENZEL – ... poderemos perfeitamente transferir o Congresso Nacional para
outro lugar, mas isso não terá um impacto que vai chocar a memória dos ocupantes da cidade? Com
certeza. E isso se dá não só nessa grande escala da representação, mas em pequenas escalas.
Outro ponto: a preservação em nível mundial é muito colocada como se fosse um interesse de
gringo, um interesse externo – “eles nos reconhecem”. Mas há uma dimensão que tem que ser
rebatida no nível local. É preciso que, no nível local, nós reconheçamos a nossa inserção em uma
construção humana com várias escalas de mediação. Nós não somos um país isolado da constituição
de todo o diálogo internacional, uma quimera que foi alimentada nos últimos anos.
(Soa a campainha.)
MARIA EMILIA STENZEL – Ao contrário, o Brasil se insere, sim, nesse diálogo. E essa inserção
implica que saibamos reconhecer como ela é importante para cada um de nós. Muitas vezes, o valor
universal é colocado distante e oposto à própria vivência da cidade, como uma exigência externa que
atravanca o desenvolvimento.
Por último, o mundo passa por transformações urbanas e territoriais portentosas, a partir do
desenvolvimento das novas tecnologias. As dinâmicas urbanas que estão sendo introduzidas muito
pouco se opõem à matriz urbanística de Brasília e muito a colocam em valoração.
Os graves problemas em decorrência da escala das mudanças climáticas – que, nos últimos
dias, temos vivenciado no Brasil e, em especial, no Rio Grande do Sul – exigem de nós o
equacionamento das novas possibilidades que as tecnologias trazem para o desenvolvimento.
A maior parte das críticas a Brasília sequer contempla o futuro da cidade e como as dinâmicas
a estão transformando.
Particularmente, participei da elaboração da Carta Brasileira para Cidades Inteligentes. É visível
como políticas antigas de desenvolvimento urbano se chocam com os novos dados. Temos que avaliar
Brasília a partir de agenda muito mais contemporânea que os dados da década de 1990. São eles que
ainda orientam muito, em termos conceituais, a análise de Brasília. Eles se opõem à matriz de Brasília.
(Soa a campainha.)
MARIA EMILIA STENZEL – É preciso atualizar a crítica a Brasília. Não é a preservação que não
está sendo atualizada. A preservação está sendo colocada como um dado estático, quando, na
verdade, toda a normativa existe justamente para elucidar o contexto contemporâneo.
O desenvolvimento está aí. Precisamos adequar as nossas políticas de desenvolvimento,
reconhecendo o nosso principal ponto: o tempo de constituição de uma memória urbana. Ela não é um
dado externo. Ela participa da elaboração e da definição das políticas de desenvolvimento. Se assim o
fizermos, não seremos aquilo que torna inviáveis muitas cidades: um caso de Alzheimer urbano.
O conselho da Europa – que nem é um órgão de preservação – incorporou, em todos os planos
diretores, a necessidade de diálogo com o passado. O passado é o de Brasília, não o de outras capitais.
Então, temos que nos adequar à matriz que mostra a sua vitalidade e a sua
contemporaneidade nos tempos atuais.
Era isso. (Palmas.)
PRESIDENTE (DEPUTADO GABRIEL MAGNO) – Obrigado, Maria Emilia. Foi muito importante a
sua fala e os indicativos que você trouxe. Agradeço demais sua presença e contribuição.
Anuncio a presença do João Carlos Bertolucci, presidente da SOS Navegar 24 horas, da
Asbranaut, a Associação Náutica, Esportiva e do Turismo de Brasília.
Concedo a palavra à promotora da Prourb do Ministério Público do Distrito Federal, doutora
Marilda dos Reis Fontinele – já agradecendo, mais uma vez, a sua presença, doutora Marilda.
MARILDA DOS REIS FONTINELE – Cumprimento, inicialmente, os componentes desta mesa, na
pessoa do deputado Gabriel Magno.
Cumprimento os senhores integrantes da sociedade civil. Cumprimento especialmente o meu
colega Dênio, meu companheiro de Ministério Público.
Estamos aqui, mais uma vez, para debater sobre esse projeto.
Quero agradecer ao deputado o convite ao Ministério Público, assim como à deputada Paula
Belmonte, que nos convidou também na primeira audiência pública em que estivemos aqui presentes.
A minha fala é basicamente voltada para uma questão jurídica, que é a constitucionalidade
desse projeto de lei.
Conversando com as pessoas que trabalham nesse plano, que emitem as suas opiniões e dão
as suas colaborações, eu descobri que vou ter muito trabalho se esse projeto for aprovado tal como
está. Eu vislumbro muitas inconstitucionalidades nesse projeto. E já falei, inclusive, com a deputada
Paula Belmonte que eu vou dar a minha contribuição. Vou enumerar quais são as
inconstitucionalidades que eu vejo nesse projeto. Já andei falando aqui nesta audiência sobre isso.
Temos que entender algo muito importante. O CUB passa pela preservação das 4 escalas: a
monumental, a gregária, a residencial e a monumental. Este é, basicamente, vamos dizer assim, o
norte do plano de preservação: a preservação dessas escalas.
O projeto de lei andou muito bem quando fez aqui umas considerações, e ele fala exatamente
sobre isso. O que se quer preservar? Lá no art. 10, o projeto fala que os valores patrimoniais do CUB
são: a concepção das 4 escalas urbanas – que eu acabei de citar – e suas características; os valores
históricos resultantes do processo de implantação da capital no interior do país, representando a
afirmação da sociedade brasileira e da sua identidade no cenário mundial e a contribuição brasileira
para a arquitetura e urbanismo mundiais.
Só nesses incisos nós observamos que o projeto de lei anda muito bem, obrigada. Mas, depois,
nós vamos nos deparar com alguns problemas. Como é que nós vamos preservar essas 4 escalas se
nós não temos um inventário prévio? O que é que nós estamos a preservar?
Infelizmente, o que é que eu observo? A própria lei, quando apresenta as Purps, que são as
planilhas de parâmetros urbanísticos e de preservação, eu confesso que me dá até arrepio quando eu
olho para elas. Por quê? Porque elas são exatamente o contrário do que está dito aqui na Seção I, do
que é que tem que ser preservado.
Só para dar um exemplo, na Seção II, diz o seguinte: a escala residencial tem um setor
específico. E nas planilhas de parâmetro, na Purp, nós vamos observar que essa escala residencial está
completamente desvirtuada, porque agora essa Purp prevê área residencial nas quadras 900, que é
basicamente destinada a uso institucional.
Então, como é que nós vamos preservar e ao mesmo tempo desenvolver? Já ouvi várias vezes
aqui que a preservação não é engessamento. De fato, não é. Mas se não fosse importante preservar,
por que teríamos um plano de preservação? Por que esse plano não foi consubstanciado em estudos?
Eu tenho muita dificuldade quando eu vou fazer hoje uma ação em que o norte, o objetivo central é a
preservação, por exemplo, da escala bucólica.
Nós não temos um inventário do que é a escala bucólica. E continuamos sem esse inventário
nesse plano de preservação, nesse projeto. Nós precisamos, primeiro, como a Angelina falou,
inventariar. Precisamos ter bem definido qual é o objeto de preservação. É como se fosse uma cláusula
pétrea. Nesse ponto, não se pode, vamos dizer, mexer.
E o que acontece? Como o deputado Gabriel Magno falou no início, esse plano é tão aberto que
ele passa por cima desse parlamento. Há um dispositivo na lei que fala assim: olha, ele sempre remete
aos planos, aos projetos. E de onde vêm esses planos e projetos? Se nós temos que preservar Brasília
como patrimônio, só quem pode mudar a estrutura e a destinação é o parlamento. Só que este
parlamento, se aprovar esse projeto, o que vai acontecer? Ele vai legalizar a possibilidade de se
modificar a qualquer momento. E quem vai modificar? Quem são os órgãos competentes para fazer
essa modificação? Nem isso o PPCUB e esse projeto conseguem chegar ao ponto de detalhar.
Então, essa norma muito aberta, eu digo que ela é extremamente prejudicial. Nós, do
Ministério Público, vamos trabalhar muito para tentar restaurar o pouco que resta de Brasília como
patrimônio. Só que eu tenho muita preocupação no seguinte sentido: hoje, nós estamos debatendo
isso na casa do povo. Os representantes do povo têm que estar com os olhos abertos, atentos, para
realmente saberem o que querem de uma futura Brasília.
Nós queremos, simplesmente, regularizar as irregularidades? Porque o que eu vejo nesse plano
é isto: a regularização de uma série de irregularidades. Chega-se ao ponto de definir – não na lei em si,
mas nos anexos – que uma área não é computável como área construída. Eu não sou arquiteta, mas
acredito que deve soar muito mal aos ouvidos dos arquitetos ouvir, por exemplo, que uma área de
subsolo não é uma área construída. Foi para isso que o PPCUB veio?
Finalizo a minha fala dizendo o seguinte – é até um apelo ao Legislativo: não deixem essa
questão, que é tão cara para Brasília, desaguar no Poder Judiciário. Aqui há a representatividade do
povo. O Judiciário olhará a letra fria da lei. E, por vezes, nem sempre a resposta é a mais adequada,
nem sempre ela representa os anseios de toda uma coletividade.
Muito obrigada.
PRESIDENTE (DEPUTADO GABRIEL MAGNO) – Muito obrigado, doutora Marilda.
Quero parabenizá-la pela brilhante fala. A senhora usa um termo muito feliz: nós não podemos
permitir que esse PPCUB seja um processo para regularizar as irregularidades para atender um
interesse específico. Muitas vezes, nós observamos a diferença, a dissonância de acordo com o
interesse que está colocado, muitas vezes, econômico, inclusive.
Está aqui a deputada Paula Belmonte, que também realizou uma comissão geral. Eu a
parabenizo. Vossa excelência tem se debruçado muito sobre esse tema. Também está presente o
deputado Chico Vigilante.
Um dos objetivos aqui é evitarmos, ao máximo, esses processos, essa judicialização e
resolvermos essas questões no espaço real, que também é o espaço do parlamento, com consultas
públicas, escutando a comunidade. Talvez se precise utilizar ou não esses instrumentos. A ideia é que
nós possamos sair desse processo de comissão geral, de audiência pública – mais uma vez, cito o
nome da Janaina, que aqui representa a Seduh –, tentando pactuar, ao máximo, essas mediações para
que nós possamos apresentar as emendas necessárias para que, de fato, tenhamos um instrumento de
tudo que já foi dito aqui.
Agradeço a presença da nossa ex-vice-governadora e deputada distrital Arlete Sampaio. Ela
falou “ex” aqui, mas ela não perdeu esse título.
Arlete, este é um debate importantíssimo. Inclusive há uma lei de sua autoria sobre educação
patrimonial. Que todo esse processo de preservação e discussão da cidade também permeie a
necessária formação, seja das novas gerações... Que entre nas escolas. Que a jornada do patrimônio,
de sua autoria, se materialize também como uma agenda curricular em nossas escolas, no conjunto
das escolas públicas. Que façamos esse processo.
Passo a palavra à deputada Arlete Sampaio e já levanto questões que são importantes para
pensarmos na cidade.
ARLETE SAMPAIO – Obrigada, deputado Gabriel Magno. Obrigada pelo convite. Meus
cumprimentos aos integrantes da mesa. Não nominarei cada um para não perder tempo, porque o
tempo para nós falarmos é curtíssimo. Cumprimento todos e todas presentes nesta nossa comissão
geral.
Eu vou encurtar, porque realmente esse é um tema que me apaixona. Eu adoro falar sobre
Brasília, sobre a criação de Brasília, sobre o processo que levou a inscrição de Brasília como Patrimônio
da Humanidade pela Unesco; a Portaria nº 314, que também define Brasília como patrimônio; depois, o
decreto de autoria do José Aparecido para transformar Brasília... São 3 designações de Brasília como
Patrimônio da Humanidade.
Então, nós somos a capital da nona economia do mundo, que, por acaso, é o maior território
tombado do mundo: 112 quilômetros quadrados. É o único bem contemporâneo que é Patrimônio da
Humanidade. Infelizmente, nem todo mundo consegue valorizar esse atributo.
Recentemente eu ouvi certas autoridades do Distrito Federal dizerem que o tombamento
engessa a cidade; e ouvi outra autoridade dizer que, para ela, qualidade de vida não é o Plano Piloto,
mas, sim, Águas Claras. Quer dizer, pela santa...
Um grupo de assessoria da Unesco tem acompanhado esse desenvolvimento de Brasília.
Quando Juscelino falava que precisava construir barreiras, as investidas já se mostravam vigorosas. É
claro que, naquele momento, não era possível pensar em tombar a cidade. A cidade tinha que se
desenvolver primeiro. Ela foi tombada. Todo esse processo se deu com o processo de democratização
do Brasil. Foi José Aparecido, como governador, que encaminhou todo esse processo para frente.
A Unesco nos observa. Eu morro de medo de que, em um dado momento, a assembleia da
Unesco tenha que discutir o Patrimônio da Humanidade em perigo – eles fazem sempre isso – e nós
percamos essa importante honraria.
Eu me lembro de que, quando eu era líder do governo Agnelo, o governo Agnelo encaminhou a
esta casa um projeto, que era o Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília. Nós fizemos
várias audiências públicas e constatamos que era preciso mudar o que estava escrito naquele texto.
Criamos um grupo de trabalho de que faziam parte a Câmara Legislativa – a nossa consultoria é
extremamente importante, o pessoal é muito competente –, o IAB, o Iphan, a Seduh. Com vários
órgãos, nós trabalhamos para melhorar esse plano, e houve a participação da sociedade civil.
Concluímos esse trabalho em 2014, justamente num ano de eleições, e não houve tempo de nós o
aprovarmos. Foi isso, inclusive, que levou o Iphan, na gestão da nossa querida Jurema Machado, a
fazer a nova Portaria nº 166, porque precisava-se atualizar a Portaria nº 314. E, como não havia sido
aprovado o PPCUB, criou-se essa portaria, que eu acho extremamente importante.
Eu queria dizer que nós somos uma cidade tombada, nós somos uma cidade inscrita na Unesco
como Patrimônio da Humanidade, mas nós não somos um sítio arqueológico, nem podemos confundir
tombamento com congelamento. Então, é preciso que nós saibamosi como administrar essas possíveis
mudanças que podem e devem acontecer, porque a cidade é dinâmica. O problema de Brasília é que
ela não tem um órgão gestor desse patrimônio. Esse é o problema central.
Então, pergunto à Seduh se ela teve a preocupação de falar com o Condepac ou com a Supac
sobre esse plano. Duvido que ela tenha falado. Duvido! São caixinhas que, às vezes, não se
conversam.
(Soa a campainha.)
ARLETE SAMPAIO – E a questão do patrimônio (Falha na gravação.) de Brasília é discutida ora
no Condepac ora na Supac. Os problemas de mudança são no Conplan. Nós já tivemos aqui órgãos
como o Conpresb, que se sentava com a sociedade civil para discutir o que pode e o que não pode ser
feito na área preservada, mas foi desmontado!
Eu quis ser governadora de Brasília em 2006, porque eu iria criar o Instituto Lúcio Costa para
fazer a gestão do patrimônio. Quem quiser saber dos problemas de Brasília, vá um dia se hospedar
nesses hotéis do centro e depois tentar andar pela cidade. Não conseguimos! Esta é uma cidade sem
acessibilidade e está totalmente detonada porque não existe um órgão gestor do patrimônio e não há
financiamento para garantir a preservação do patrimônio e fazer com que esse patrimônio transforme
Brasília em um centro turístico fundamental para o mundo inteiro. Devemos promover o turismo cívico,
o turismo religioso de toda a ordem, para que venham conhecer a inovação urbanística dessa cidade,
os prédios do Niemeyer e os vitrais da nossa querida Marianne Peretti, única mulher que fazia parte do
grupo que construiu essa cidade – e que nos deixou recentemente. Então, penso que esse é o
problema.
Para concluir, rapidamente, digo que esse também é o problema do projeto que está na casa.
Isso já foi dito pelo Benny, pela representante do Condepac e também pela representante do Ministério
Público. Esse plano parece ser simplesmente um plano para regularizar irregularidades. Ele não prevê
os instrumentos de preservação, como disse o Benny. Então, não é um plano de preservação!
(Soa a campainha.)
ARLETE SAMPAIO – Sabemos que a cidade é viva e que os interesses estão em disputa. Nós
moramos nesta cidade, e sou apaixonada por esta cidade. Eu acho que ela tem de ser preservada
dentro do projeto urbanístico previsto pelo Lúcio Costa, com todas as inovações possíveis, mas desde
que sejam pactuadas, discutidas, e que a Unesco, o Iphan e todos participem e as aprovem! Penso que
é assim que temos de trabalhar.
Acho que falta, deputado Gabriel Magno, de fato, um capítulo que possa definir os
instrumentos de preservação. Alguém perguntou: “Quem fiscaliza?” Pois é, quem fiscaliza? Não há
quem faça essa gestão! Portanto, não há quem fiscalize!
Então, esse é o problema maior que esta cidade possui, e temos de trabalhar para resolvê-lo
para que ela, de fato, possa continuar sendo patrimônio da humanidade.
Obrigada. (Palmas.)
PRESIDENTE (DEPUTADO GABRIEL MAGNO) – Obrigado, Arlete. Você me lembrou do ano de
2006. Que honra seria para Brasília se houvesse essa oportunidade de tê-la como governadora desta
cidade, não só pelo que você disse.
Uma das questões que também estão colocadas no título de patrimônio é que Brasília também
nasce para ser um laboratório de experiências de políticas públicas na saúde, na educação, na
assistência social e na mobilidade. E nós estamos também vivenciando hoje esse dilema na cidade, da
capacidade de o Estado responder às demandas da população nessas áreas, porque Brasília também
nasceu com esse sonho. Mas a justiça será feita, ex-deputada Arlete Sampaio. Nós estamos aqui
também para pensar em soluções para isso.
Nós deixamos para o final o Iphan e a Seduh, para que eles possam responder aos
questionamentos iniciais. A Luizinha e a Mônica, que são da nossa assessoria, vão fazer a inscrição
daqueles que quiserem fazer uso da palavra. Levantem a mão quem quiser falar. Depois da fala da
Janaina, da Seduh, nós abriremos a palavra para os inscritos no plenário.
Concedo a palavra ao superintendente do Distrito Federal, Thiago Perpetuo, do Iphan.
Obrigado, Thiago, pela presença. É sempre bom conversar nesta casa com o nosso Iphan.
THIAGO PERPETUO – Boa tarde a todas as pessoas presentes. Cumprimento o presidente da
mesa e todos os colegas. Já tivemos uma tarde bastante produtiva porque foram falas realmente muito
interessantes. Não vou cumprimentar todas as pessoas presentes porque a plateia está cheia de
amigos e ex-colegas de Iphan. Portanto, fiquem todos vocês com um abraço afetuoso meu e da equipe
que eu chefio neste momento.
É a segunda vez que vimos aqui para participar dessas comissões. A primeira foi a convite da
deputada Paula Belmonte, e estaremos aqui sempre que necessário para fazer e ampliar essa
discussão.
Deputado Gabriel Magno, o senhor citou esse recado – vou chamar de recado porque ele
literalmente foi entregue ao Rodrigo Melo Franco num papelzinho escrito de próprio punho – em que o
Juscelino Kubitschek já se atentava para as problemáticas relacionadas à preservação de Brasília, em
1960. Esse papelzinho, esse recado ficou bastante famoso, mas pouca gente sabe que esse recado
gerou um processo administrativo dentro do Iphan e foi respondido pelo Rodrigo Melo Franco. É
bastante interessante esse documento porque, naquele momento, na resposta do Rodrigo, ele já fez
uma série de análises que foram se repetindo ao longo do tempo a respeito dos desafios de se fazer a
preservação de uma cidade que tem uma perspectiva muito única, mas também como é possível
equacionar essa questão que estamos discutindo muito aqui – que foi repetida em diversas falas –, na
perspectiva de como se pode operar a preservação sem fazer com que a cidade perca o seu viés
natural de desenvolvimento?
O próprio Lúcio Costa insistia – há diversos depoimentos dele nesse sentido – em dizer que a
perspectiva da preservação de Brasília deveria ser feita com bastante cautela. Exatamente porque, no
próprio entendimento dele – e, mais uma vez, como historiador, eu cito documentos históricos –, no
processo de tombamento de Brasília, no segundo documento – por um acaso é uma carta do Lúcio
Costa –, ele faz apontamentos a respeito do que deveria ser preservado na cidade. E são basicamente
uns 10 apontamentos.
Na visão do Lúcio Costa, eram questões, na verdade, muito simples que deveriam ser
preservadas. Ele pensava em linhas mestras de preservação. E vejam vocês que, naquele momento,
ele pouco falou especificamente das escalas. Ele deu mesmo foi direcionamentos físicos, dizendo:
“Olha, é para preservar isso, isso e aquilo”. E o resto, deixa a cidade se desenvolver, que é a própria
vida desse organismo incrivelmente complexo, é o que determinará aquilo que serão as modificações
naturais de todos os sítios que são tombados ou não.
Com essa perspectiva e esse pensamento, a superintendência do Iphan, ao longo de todos
esses anos... Eu me acosto na fala do professor Benny, porque logo que eu entrei no Iphan, por um
acaso, uma das primeiras coisas que eu fiz foi analisar o produto número 1 elaborado pela equipe
chefiada pela Adriana Bica, que fazia uma descrição da cidade e que foi basicamente um trabalho de
fazer uma leitura do que era a cidade real naquele momento.
Desde esse momento, temos essa perspectiva na superintendência de dar contribuições para
que o PPCUB tenha o máximo possível de um rebatimento em relação à norma federal. Porque seria,
obviamente, um grande problema que, nesse enorme esforço de fazer essa redefinição normativa, ela
fosse incompatível com a Portaria nº 166. Então, o Iphan desenvolveu uma série de pareceres, ao
longo desses tempos, tentando dar essa indicação. E é claro, eu já fiz esta fala quando eu estive aqui
com a deputada Paula Belmonte: nós tivemos muito cuidado de não tomarmos para o Iphan a
prerrogativa do exercício do controle administrativo do ente local. Não é esse o ponto. Não é esse o
nosso objetivo e não é essa a competência do Iphan. Ou seja, o Iphan não tem a competência de
aprovar ou desaprovar o PPCUB. Resta ao Iphan dar essa contribuição técnica, que é o que temos
tentado fazer ao longo de todos esses tempos exatamente para que consigamos equilibrar essas
grandes questões.
Um outro aspecto foi muito comentado aqui nas falas que me precederam e penso ser muito
importante as utilizar, no pouco tempo que me resta, exatamente para dar essa contribuição que o
Iphan, enquanto instituição, pretende oferecer nos próximos tempos. Como todos sabemos, tivemos
um período muito difícil em termos de relação com o governo federal, no governo anterior, e uma das
perspectivas que não lembro se vocês recordam, mas que para o Iphan teve impacto muito grande, foi
aquele decreto presidencial que descontinuou uma série de comitês e organizações. Aquilo teve um
impacto muito específico, porque acabou atravancando um processo que estamos tentando retomar no
Iphan, que é o de exatamente fazermos a organização dos comitês gestores. Aliás, essa é uma
recomendação e não uma imposição, mas uma recomendação dos organismos internacionais para
todos os sítios declarados patrimônio da humanidade.
Temos em curso um debate interno na superintendência, que é um debate relativo à
especificidade de Brasília com relação a esses comitês gestores. Por quê? Brasília, como já foi dito, é o
maior centro urbano tombado de que se tem notícia e ele tem uma série de complexidades do ponto
de vista político-administrativo, porque nós somos a sede dos poderes da República, há diversas
regiões administrativas dentro da área tombada e uma série de instituições de interesse – e, em tese,
todas elas têm que ser contempladas nesse comitê gestor. A ideia é ter uma ampla participação
institucional e também social.
Então, o Iphan tem se deparado com esse enorme desafio. E o que temos de fazer? Como
vamos equacionar isso?
Vejam que a Pampulha tem um comitê de que participam 7 instituições. Nesta mesa, por
exemplo, há 13 pessoas que estão representando instituições. E não estamos falando a respeito, por
exemplo, de todos os ministérios que eventualmente queiram participar, de todos os conselhos
comunitários, de todos os administradores regionais. A complexidade de Brasília, para a aplicação
desse modelo, é enorme.
Neste momento, estamos passando por um período muito virtuoso em que o Iphan está
revendo uma série de políticas. Especificamente com relação a esse comitê gestor – que não será um
comitê gestor do Iphan, pelo amor de tudo o que é mais sagrado, pessoal; será um comitê da cidade,
um comitê para a gestão compartilhada desse sítio enormemente complexo –, quero dizer que farão
parte dele todas as instituições interessadas. É evidente que o cabe ao Iphan ser o mediador entre os
organismos internacionais, como o Icomos e alguns outros, não simplesmente o Icomos, mas não será
um conselho do Iphan.
Existe uma expectativa de que até o final do ano, internamente, haja uma nota técnica
orientativa para todas as superintendências que trabalham com essa perspectiva da gestão
compartilhada dos sítios declarados como patrimônio da humanidade. Será basicamente um manual
orientativo que dará início a esse processo de fazer essa junção do poder público local, das instituições
interessadas, das universidades e dos conselhos comunitários, para organizarmos esse fórum de
decisão de que tem sido falado bastante aqui.
É evidente que, se houver uma previsão específica no PPCUB com relação a dar apoio, aporte a
esse tipo de iniciativa, já vamos sair com um ganho muito positivo relacionado a essa perspectiva,
porque é muito difícil equacionar todas essas perspectivas, todas essas vozes. Isso é muito difícil.
Todos nós sabemos que o Estado brasileiro, de modo geral, mais repele do que agrega a participação
popular.
É um desafio que está posto e esperamos que, deste ano para o próximo, já consigamos fazer
as primeiras conversas com todos os interessados para montarmos esse comitê gestor, sob a
orientação da Unesco.
Muito obrigado. (Palmas.)
PRESIDENTE (DEPUTADO GABRIEL MAGNO) – Obrigado, Thiago.
Não vamos propor que o comitê gestor seja do Iphan, não; pode deixar, mas vamos convidar o
Iphan a sempre estar presente nos debates.
Passo a palavra à Janaina Vieira, secretária-adjunta e representante da Secretaria de
Desenvolvimento Urbano e Habitação. Obrigado pela presença e pela disponibilidade da Seduh quanto
a essa pauta, para o debate dessa agenda, em todo esse processo de discussão do PPCUB; não só do
PPCUB, mas de outros instrumentos sobre os quais nós temos nos debruçado nesse último ano.
Apresentados esses questionamentos, eu já anuncio que tivemos 12 inscrições. O deputado
Chico Vigilante e a deputada Paula Belmonte, quando quiserem falar, devem combinar com quem está
inscrito. Serão 3 minutinhos para cada inscrito, para dar tempo de todo mundo falar, organizando bem
a fala, porque o nosso teto para desocupar o plenário é às 19 horas, pois há outras agendas. Depois,
retornamos à mesa para as considerações finais, para passar algum detalhe e combinar os
encaminhamentos.
Concedo a palavra à Janaina Vieira, da Seduh.
JANAINA VIEIRA – Boa tarde a todos. Em nome do secretário Marcelo Vaz, eu quero agradecer
ao deputado Gabriel Magno, agradecer a todos os presentes à mesa e a todos que estão aqui.
Esse projeto de lei complementar não é um projeto de lei fácil, assim como todos os projetos
voltados para a questão de urbanismo, de gestão da cidade. O deputado Gabriel Magno tem nos
acompanhado em vários... Encaminhamos à Câmara Legislativa vários projetos de lei para tentar
melhorar essa questão da gestão da cidade, e esse é um dos grandes projetos importantes que a
cidade precisa.
O PPCUB é um projeto difícil, há muitos anexos, há muitas considerações, é um projeto que
está sendo discutido há mais de 10 anos, só para vocês verem o tempo que faz que ele está sendo
construído – o Benny comentou sobre a Briane, que começou com ela lá atrás. Ele já passou por várias
gestões, por vários secretários, vários subsecretários; é, sim, um projeto que está sendo discutido há
muito tempo; já foi e já voltou com muitas ideias.
Hoje, na nossa gestão, a equipe da Secretaria de Desenvolvimento Urbano é uma equipe
extremamente técnica, composta por arquitetos, urbanistas, todos com mestrado, doutorado, que
realmente estudaram e estudam isso há muitos anos e que chegou nessa proposta final que estamos
trazendo. Pode não ser o melhor projeto, mas é o projeto de lei que temos.
Por que isso é importante? Eu quero deixar claros alguns pontos que foram levantados aqui,
pois eu acho que talvez seja uma questão mesmo de leitura do projeto de lei, como eu falei, não é um
projeto muito fácil. Eu acho que é muito importante a secretaria estar sempre presente em todos esses
eventos – estivemos sempre presentes em tudo – para tentar esclarecer o máximo possível para a
população, para os deputados, o que significa esse projeto de lei.
A primeira coisa é exatamente o que todo mundo comenta sobre a questão dos 3 produtos: a
lei de preservação; a lei de uso e ocupação do solo; e o plano de desenvolvimento local. Com a lei de
preservação, tentamos ao máximo cumprir toda a legislação vigente; colocamos todos os pontos de
todas as legislações; tentamos não ultrapassar, em nenhum momento, o que está previsto na Portaria
nº 166 – nós estamos levando em consideração tudo o que está na Portaria nº 166 –; nós colocamos
alguns pontos a serem questionados, a serem discutidos com o Iphan – discutimos com o Iphan,
voltamos atrás em alguns pontos, deixamos algumas coisas para estudar mais para frente, como a
questão da moradia no Setor Comercial Sul.
O Iphan, no seu parecer, quando apresentamos o projeto de lei do programa “Viva Centro!”,
não negou a destinação residencial no Setor Comercial Sul; ele pediu para fazermos novos estudos
para saber como essa atividade ia ser encaixada nesse novo local. Foi isso que foi solicitado no parecer
do Iphan, e foi por isso que também colocamos esse estudo em “planos, programas e projetos”, como
plano para desenvolvimento de uma determinada região da área tombada.
O plano de desenvolvimento – que são os planos, programas e projetos – não é um cheque em
branco. Quero repetir isso mil vezes, se for preciso: ele não é um cheque em branco. Falo para vocês
que quase 100% dos estudos previstos em “planos, programas e projetos” terão que ter um projeto de
lei, uma lei específica, terão que ter audiência pública. Isso é bem claro para nós e para a secretaria.
Não há essa possibilidade de ser um cheque em branco. Nós nunca pensamos nisso, a equipe nunca
pensou. O que nós pensamos? Pensamos que tínhamos projetos para serem estudados, mas nós não
tínhamos equipe nem condições de resolver tudo o que queríamos resolver para colocar no PPCUB.
Então, pensamos: “Como vamos fazer? Vamos deixar para ser estudado um pouco mais para frente,
mais detalhadamente”. Esse era o objetivo.
No caso do residencial do Setor Comercial Sul, esse foi o objetivo. Não é porque “o Iphan fez
isso, ou a Seduh fez isso”. Esses não foram os objetivos nem de um nem do outro; nós só
precisávamos de tempo para melhorar a proposta que foi apresentada na época. Só isso. Eu queria
deixar claros esses pontos.
Hoje, para nós, a equipe técnica da Seduh, os planos, programas e projetos não são um
cheque em branco; são oportunidades que temos para desenvolver a cidade futuramente. Se isso vai
ser no mês que vem ou no ano que vem, essa vai ser uma definição que teremos que fazer com a
comunidade, em audiência pública, com as instituições necessárias para desenvolvermos esses
estudos. Esse é um ponto que eu gostaria de deixar bem claro.
Outro ponto é com relação ao plano de ocupação. Há que se deixar também bem claro que o
plano de ocupação é a atualização da legislação hoje existente para todos os lotes que estão dentro da
área do CUB. A lei de uso e ocupação tem 2 caracteres; há os parâmetros urbanísticos, que são:
coeficientes, afastamento, altura – esses são um ponto –; outra coisa é a questão do uso: o que eu
posso ter dentro desse lote.
Uma das maiores questões que temos aqui, de qualquer área, seja dos deputados, seja do
setor produtivo ou das associações, é: “O que eu posso fazer nesse meu lote?” “Qual é o uso permitido
nesse lote?” Para eu poder descobrir qual é o uso possível nesse lote, eu tenho que ler 2 ou 3 leis
existentes hoje. Então, isso não é transparente para a comunidade, isso não é transparente para a
sociedade, isso não é transparente para ninguém. E, aí, nós ficamos discutindo essa questão, o que
não é saudável – entenderam? – para a preservação da área tombada. Se eu não tenho claro o que eu
posso, passa a interpretação de que eu posso fazer qualquer coisa, e não é por aí. Não é. Não posso
fazer qualquer coisa, mas eu também não posso não fazer nada. Eu acho que isso também tem que
ficar claro.
Nessa proposta, nós evitamos, ao máximo, mexer em parâmetros urbanísticos. Quais são os
parâmetros? Altura, coeficiente, afastamento. Nós evitamos ao máximo. São poucas as atualizações,
sim. São poucas atualizações, querendo ou não, para poder atender o que hoje, infelizmente, já está
construído. Há alguns casos de regularização? Há, sim, casos de regularização, gente. Infelizmente as
coisas aconteceram, a cidade mudou. A legislação não acompanhou essas alterações; no entanto, a
questão de uso, sim. Nós estamos fazendo várias propostas de implementação de usos que antes não
eram permitidos nos lotes. O uso não vai interferir no tombamento. O que mais interfere no
tombamento é a questão de volumetria, se está interferindo nas áreas verdes, a questão de
mobilidade, de sistema viário, essas coisas.
É importante, também, deixar clara essa diferenciação na Lei de Uso e Ocupação do Solo
prevista. Uma coisa é a atualização dos usos permitidos para cada lote, outra coisa são os parâmetros
urbanísticos que influenciam diretamente nas características do tombamento. São duas coisas que
temos que separar. Essa é outra questão.
Desculpe-me, deputado Gabriel Magno, eu estar me estendendo, porque eu acabei tendo que
responder outras coisas.
PRESIDENTE (DEPUTADO GABRIEL MAGNO) – Não, Janaina, você pode falar, porque eu acho
que as suas explicações ajudam muito no debate. O controle, aqui, é feito pelo sistema mesmo.
JANAINA VIEIRA – Então, vamos lá.
Quero falar sobre 2 pontos importantes que o Benny e o próprio deputado Gabriel Magno
comentaram.
Primeiro, a questão dos instrumentos previstos e sobre como nós vamos fazer essas
preservações. Nós definimos, sim, no projeto de lei, no final do Título III, todos os instrumentos do
Estatuto da Cidade que nós podemos utilizar para ajudar essas preservações. Cada instrumento desse
ainda vai ter que ser regulamentado, porque está previsto na lei e nós vamos ter que regulamentá-los.
A regulamentação vai trazer as diretrizes específicas para a área tombada. Nós estamos prevendo, mas
como vai se fazer será visto a partir da regulamentação. Isso é bom também deixar claro.
Sobre a questão do comitê, o Thiago até comentou um pouquinho. Apesar de haver esse
comitê, que é uma proposta sobre a qual já havíamos conversado outras vezes, no PPCUB também há
um título inteiro sobre a questão da gestão compartilhada em relação à área tombada. Lá constam
todos os órgãos cuja participação é importante. Há a proposta do acordo de cooperação técnica que
temos com o Iphan. A Secretaria de Cultura e o DF Legal participam também. Quem mais que
participa? Secretaria de Cultura, Iphan... Hoje já fazemos essa gestão, temos reuniões periódicas com
esse grupo e todos os projetos que estão em desenvolvimento, dentro da área do CUB, são levados
para esse comitê. Discutimos as soluções, analisamos, vemos se isso vai acarretar algum impacto no
patrimônio, voltamos, mandamos para o interessado, conversamos. Então, isso já ocorre. Aqui no
PPCUB, estamos reforçando essa questão da gestão compartilhada. Isso é um instrumento
importantíssimo para conseguirmos manter todas essas características aqui da área tombada e as
características patrimoniais. Realmente, não estamos abrindo mão disso. Isso está previsto na lei.
Quanto a essa questão do plano de preservação, das escalas, eu vou deixar a minha amiga
Giselle comentar, porque ela adora explicar isso. Eu acho a explicação dela perfeita. Não há como
fazermos um projeto desse nível se não levarmos isso em consideração e dizer que isso não está sendo
considerado. Não há como fazermos isso. Isso está sendo considerado. Não sei se não está claro ou se
não é o suficiente. Podemos discutir isso, mas dizer que não levamos em consideração, que isso não foi
analisado, que isso não está previsto, não há como. Seria até uma ofensa para vocês aqui do
parlamento, eu não apresentar o princípio básico de qualquer projeto de preservação aqui na área
tombada. Não há como não fazermos isso. Eu quero deixar bem claro para vocês.
As questões das planilhas é o ponto mais crucial de todo esse plano. Tentamos colocar as
planilhas em uma leitura o mais acessível possível, mas não é uma leitura fácil. Nós vamos estar
sempre à disposição na secretaria. Estamos instruindo todo o GeoPortal agora. Vocês verão, daqui uns
dias, assim que – se Deus quiser, deputada – se aprovar o PPCUB, cada planilha no GeoPortal, lote a
lote. Em cada lote que você clicar, vai haver a planilha responsável por cada lote. Estamos tentando
deixar as coisas mais transparentes e mais legíveis possíveis para a população, que não tem tanta
facilidade de entender isso, exatamente porque sabemos que não é uma coisa fácil.
É um trabalho nosso na secretaria, é um compromisso nosso de realmente trazermos essas
questões para podermos conversar aqui. Estamos sempre à disposição e sempre estivemos. Eu quero
que vocês contem conosco também para tudo isso.
Deputado, desculpa ter me alongado um pouquinho, mas eu precisava esclarecer alguns
pontos para podermos dar início às próximas falas.
Obrigada, gente. (Palmas.)
PRESIDENTE (DEPUTADO GABRIEL MAGNO) – Obrigado, Janaina. Eu acho importante isso.
Nós vamos dialogar aqui e fazer alguns apontamentos.
Antes de passar a palavra ao primeiro orador aqui do nosso plenário, que vai ser o João
Almeida – já pode se preparar –, vou passar a palavra à deputada Paula Belmonte. Agradeço, deputada
Paula Belmonte, mais uma vez aqui, a presença, também reconhecendo como seu mandato tem se
debruçado sobre esse assunto.
DEPUTADA PAULA BELMONTE – Muito grata, presidente. Eu quero parabenizar pela realização
de mais uma audiência pública a respeito do PPCUB. Quero agradecer também a oportunidade desta
presidência. O senhor tem feito um trabalho de excelência na Comissão de Educação, Saúde e Cultura
da Câmara Legislativa, a qual preside.
Incrível, como eu sempre falo, quando tenho oportunidade, eu gosto de chamar a atenção da
população: na Câmara Legislativa, nesta legislatura, deputada Arlete Sampaio – espero que isso tenha
acontecido em todas as legislaturas –, temos pontos muito em comuns para fazermos a transformação
do Distrito Federal independentemente de ideologia.
Há, nesta casa, partidos que pensam diferentes ideologicamente, mas que estão unidos em
prol do Distrito Federal. Quero ressaltar isso do meu colega, amigo, deputado Gabriel Magno, porque,
muitas vezes, estamos juntos em prol do Distrito Federal. Isso faz com que o parlamento se fortaleça.
Aqui não há, vamos dizer, essa pauta é minha; não é sua, mas sim: essa pauta é de todos nós.
Esta é a terceira audiência pública que a Câmara Legislativa faz a respeito do PPCUB. Há uma
proposta que foi demandada pelo Colégio de Líderes e que vamos discutir. A nossa preocupação –
cumprimento a todos – é não termos pressa. Quando se fala: estamos estudando esse assunto há 10
anos. Ok. Há 10 anos estão estudando, mas com atores diferentes. Hoje estamos em uma legislatura
em que há atores diferentes, em um momento diferente. Eu não me sinto pressionada com essa
pressão de que temos que votar esse projeto em junho, julho. Muito menos me sinto pressionada em
votar esse projeto. Vejo que estamos na Câmara Legislativa – como foi dito pela doutora Marilda –
como representantes do povo. Precisamos opinar, porque temos essa responsabilidade, deputado, de
opinar a respeito do projeto.
Como foi dito, é um projeto que requer, realmente, muito conhecimento e cada um de nós aqui
têm. Eu sou empresária, não tenho conhecimento arquitetônico, mas precisamos estar juntos. A
Câmara Legislativa, com seus técnicos, está estudando o projeto para que tenhamos exatamente o
conhecimento, a informação para que votemos o melhor para Brasília.
Na audiência pública que tivemos, que foi o iniciar dessa discussão, proposta pela nossa
comissão da qual sou presidente, a Comissão de Fiscalização e Transparência, percebemos que
ninguém está falando: “não vamos votar o projeto”. Por mais que tenhamos divergências, queremos
votar um projeto que seja o melhor possível. É essa a responsabilidade que temos que ter, deputado.
Primeiro, votar o melhor possível para o Distrito Federal, cuidando para que os interesses individuais
não estejam acima dos interesses coletivos.
Quando se fala: nós vamos regularizar algumas situações. Quais são essas situações? É
importante dizer isso. Quais são essas pessoas que estão sendo beneficiadas com esse atual projeto do
PPCUB? O que elas têm de responsabilidade para pagar ao nosso Estado? Porque não podemos
também regularizar algumas situações individuais e ficar por isso mesmo.
Precisamos mostrar que o Estado é importante e que temos que ter responsabilidade perante
ele e pelo desenvolvimento econômico da nossa cidade. Agora, também, não podemos – como foi dito
aqui por muito dos senhores – colocar o engessamento como algo prioritário. Não. O desenvolvimento
não é antagônico ao tombamento. Podemos andar juntos. Temos que ter cuidado, sim – como foi dito
aqui –, porque esta é a capital federal da nona economia mundial, onde há uma aptidão.
Não sou brasiliense, vim para cá com 2 anos de idade, mas sinto muito honra de Brasília.
Brasília é linda! Ela é mesmo uma cidade abençoada por Deus! Brasília é uma cidade coesa. Somos a
possibilidade de sermos referência na educação, na saúde. Infelizmente, ainda não chegamos lá, mas
esse quadradinho tem essa possibilidade. Temos que procurar preservar esse quadradinho, para que
ele continue com a aptidão natural dele, que é ser a nossa capital federal.
Deputado Gabriel Magno, eu tenho visitado o setor de desenvolvimento, eu tenho visitado o
Ministério Público, eu tenho visitado entidades e institutos, para cada vez mais conhecer a matéria.
Pela minha visão, temos que continuar trabalhando, mas não temos que nos sentir
pressionados para votar isso no mês de julho. Há ainda um tempo para votar isso. A Janaina disse que
foi feito o melhor possível. Sim, mas é na hora do parlamento que realmente o projeto é aprimorado. É
na hora da discussão. Houve audiências públicas, mas muitas pessoas reclamam que ainda não houve
participação popular. Essas pessoas têm que ser escutadas! O que houver de contribuição e de
emendas para melhorar o projeto tem que ser passado por audiência pública, para que possamos
saber se as pessoas estão, pelo menos, aderindo ao que está sendo proposto pela Câmara Legislativa.
Há tempo, e isso não quer dizer que não vamos votar o projeto. Mas precisamos de tempo para
votarmos o que for melhor.
Há outra coisa, deputado, que chamou muito a minha atenção na fala da doutora Marilda. Eu
sou uma parlamentar que veio da Câmara dos Deputados e estou na Câmara Legislativa. O Poder
Legislativo é o primeiro poder abordado pela Constituição federal. Na sequência, vem o Poder
Executivo. Por que o Poder Legislativo é falado na Constituição em primeiro lugar? Poder Legislativo,
Poder Executivo e Poder Judiciário. Existe um porquê nisso. É que o Poder Legislativo representa 100%
da população! Então, não podemos abrir mão, em nenhum momento, de o Poder Legislativo legislar.
Se esse projeto, em algum momento, abre mão da participação do Poder Legislativo, já digo que ele
não funciona para mim. O que precisamos fortalecer aqui é o fato de o Poder Legislativo representar,
como foi dito aqui, 100% da população, para que seja fortalecida a participação popular, a participação
das pessoas.
Tenho a convicção de que este projeto está sendo olhado por muitos. Tenho certeza absoluta
de que a nossa capital federal... Fui visitar o Sinduscon, a Ademi...
Não gosto de falar que esse projeto só tem a visão empresarial. Não o vejo dessa maneira.
Vejo que o desenvolvimento da nossa cidade é importante para a geração de emprego, para a geração
de moradia. A estrutura de Brasília é muito cara, mas precisamos ter cuidado para que esse projeto
seja votado de uma maneira madura e responsável.
Somos diferentes das grandes metrópoles. Somos a capital do país. Temos uma característica,
que é esse tombamento, que nos traz muita honra e muito orgulho. Mas esse tombamento não pode
engessar, de alguma maneira, o nosso desenvolvimento.
Estou à disposição, juntamente com o senhor, deputado, e outros deputados que também
estão envolvidos e imbuídos em estudar esse projeto, da melhor forma possível, para que mostremos
para a população a responsabilidade da Câmara Legislativa.
Temos consciência de que, ao longo desses 10 anos e dos 64 anos de Brasília, muita coisa
mudou. Sabemos disso, precisamos fazer essa atualização, mas temos que fazê-la com cuidado, pois a
nossa capital, graças a Deus, é uma capital diferenciada de outras metrópoles.
Sou grata a todos que estão nos escutando. Não vou continuar na audiência porque tenho um
compromisso às 18 horas, mas contem comigo para que fortaleçamos esse projeto e façamos com que
seja votado com a maior transparência, cuidado e sem pressa. Sem pressa! Esta é a palavra que tenho
a dizer sobre esse projeto: nós não temos pressa de votá-lo neste semestre.
Muito grata a todos. Que Deus abençoe cada um de vocês! (Palmas.)
PRESIDENTE (DEPUTADO GABRIEL MAGNO) – Obrigado, deputada Paula Belmonte.
Na presença da Seduh, reforço esse encaminhamento de que nós precisamos ter o tempo
necessário para aprofundar o debate e, se necessário, entrar nos elementos que a Janaina apresentou.
No final, Janaina, também vou tentar pontuar algumas contradições que já identificamos.
Eu quero reforçar muito uma tese. No Brasil, estamos vivendo um problema, que precisamos
superar, que diz respeito ao planejamento das nossas cidades. Durante muitos anos, por muito tempo,
em parte sim, o chamado setor produtivo – mas não quero generalizar – teve ou tinha como concepção
que era necessário flexibilizar as normas e que a preservação era uma barreira para o
desenvolvimento.
Eu faço questão de afirmar, mais uma vez, como o Soneca acabou de dizer: a preservação é
condição do desenvolvimento, pois a flexibilização de normas de proteção, a flexibilização de normas
de preservação, inclusive ambientais, têm levado as cidades do mundo inteiro ao desastre – como o
que estamos vendo agora, no Rio Grande do Sul –, à destruição, e têm levado as pessoas a ficarem
desabrigadas.
Essa é a condição e a essência que nós precisamos pensar juntos, deputada Paula Belmonte.
Tenho certeza do seu total compromisso com esta agenda de pensarmos o passado e o presente de
Brasília e as suas próximas gerações com essas condições todas. Eu lhe agradeço a presença. Se vossa
excelência precisar sair, fique à vontade. Sei que seu mandato está acompanhando essas discussões.
Concedo a palavra ao João Almeida, morador da Vila Telebrasília que tem uma luta grande,
seja no movimento cultural, seja no movimento de moradia. Obrigado pela presença, João.
JOÃO ALMEIDA – Obrigado, deputado Gabriel Magno, pelo convite.
Eu queria saudar todos os presentes na pessoa da querida ex-deputada Arlete Sampaio, que,
antes de ser vice-governadora e deputada, foi uma guerreira nas lutas democráticas desta cidade. São
essas lutas que nos possibilitam, hoje, fazer um debate tão rico como esse, um debate que, por pouco,
não vimos solapado no dia 8 de janeiro, de triste memória. Mas aqui estamos para reafirmar os valores
do debate público e buscar construir o consenso.
Eu queria falar mais do PPCUB, mas, nos 3 minutos, vou ter que me ater a uma questão bem
específica, a questão da Telebrasília. Como muitos sabem, a fixação da Telebrasília foi resultado de
uma luta aguerrida dos seus moradores, que, desde o processo da retomada democrática, lutam para
ver reconhecido o seu direito de permanecer ali.
Essa luta, evidentemente, colocou em lados opostos vários setores da sociedade. Houve várias
discussões com o Iphan e, finalmente, houve a fixação da Telebrasília com êxito, em respeito à
memória dos seus moradores e por ela estar dentro da concepção que constava do Decreto nº 10.829
e da Portaria nº 314, que lançava um olhar sobre as áreas construídas na época da construção da
capital e consagradas pelo uso popular. A Telebrasília foi tão reconhecida pelo uso popular, que o
primeiro veto do então governador do Distrito Federal a ser derrubado nesta casa foi o veto à fixação
da Telebrasília. A Câmara Legislativa reconheceu o uso popular. Apesar disso, tivemos que lutar mais
um tanto de anos por esse direito, pois, mesmo com a lei aprovada, queriam tirar a Telebrasília do
local.
Deputada Arlete Sampaio, chama atenção que setores que sempre foram contra a Telebrasília,
quando saiu a fixação...
(Soa a campainha.)
JOÃO ALMEIDA – ... queriam aumentar a Telebrasília, queriam criar lotes para distribuir a seus
protegidos. Isso é o que estamos vivendo hoje.
Por isso, eu queria fazer este apelo à secretária-adjunta do Desenvolvimento Urbano: que nos
ajudasse a evitar uma violência que hoje está sendo costurada na Telebrasília. Que violência é essa?
Existe uma ata de uma reunião, no Iphan, de 2004 – inclusive a deputada Arlete Sampaio esteve
presente –, que dizia que a Telebrasília se resumia ao seu núcleo histórico fixado ali, que uma tentativa
de se criar uma expansão da Telebrasília devia ser desconstituída e a área incorporada às áreas verdes
da Telebrasília. Isso foi em 2004.
(Soa a campainha.)
JOÃO ALMEIDA – Vinte anos depois, ali é colocado o mesmo peso. Hoje está sendo construída
a doação desses lotes para cooperativa de policial civil. O que isso tem a ver com os objetivos da
fixação da Vila Telebrasília, fixação que houve para se preservar uma memória histórica? Faço essa
denúncia aqui.
Outra questão importante: agora saiu uma licitação e, mais uma vez, eu queria apelar para a
Seduh barrar essas questões, porque estamos discutindo o PPCUB, no qual a Telebrasília está inserida.
Não se pode abrir os portões, soltar a boiada, passar o trator por cima, quando a sociedade está
fazendo um debate importante desse sítio. Não dá para fazer licitação a fim de entregar lote para
policial civil sem que esse debate seja realizado.
(Soa a campainha.)
PRESIDENTE (DEPUTADO GABRIEL MAGNO) – Por favor, conclua, João.
JOÃO ALMEIDA – Eu vou concluir.
Está sendo feita uma licitação para passar um lote, destinado a equipamentos comunitários,
para uma igreja em Samambaia. O que uma igreja em Samambaia tem a ver com um terreno
destinado a equipamentos públicos, na Vila Telebrasília?
Por fim, eu só gostaria de dizer que precisamos resolver questões urgentes. Por exemplo, na
Vila Telebrasília, há uma farmácia cujo alvará foi cassado. A justificativa é que o projeto urbanístico da
Vila Telebrasília – o refeito e não o dirigido pelo Benny – não prevê farmácia. Prevê bar e 500 coisas.
Lamento que nenhum representante da Administração de Brasília (sic) esteja aqui porque essa
questão precisa ser tecnicamente resolvida, pois se trata de humanidade. Como um lugar daquele
tamanho não tem o direito de ter uma farmácia?
Deputado, muito obrigado pela paciência.
PRESIDENTE (DEPUTADO GABRIEL MAGNO) – Obrigado, João.
Peço que todos os oradores respeitem os 3 minutos, porque são 14 inscritos. Assim, todos
poderão falar.
Concedo a palavra ao próximo inscrito, Chico Santana, jornalista.
CHICO SANTANA – Boa tarde a todos. Deputado, obrigado pelo convite. Cumprimento a mesa
na pessoa da ex-vice-governadora do Distrito Federal e ex-deputada distrital Arlete Sampaio.
Vou ser bem sucinto.
Nós falamos em cheque em branco. Concordo com essa preocupação e acho que a promotora
está certa. Contudo, o que mais me preocupa não são os cheques em branco pré-datados, mas, sim,
os Pix imediatos que o projeto já traz.
O primeiro ponto que trago é o dispositivo que disciplina a passagem do cabeamento aéreo.
Em primeiro lugar, só se faz menção a cabeamentos elétricos. Não sou advogado, mas acho que,
quando se fala cabeamento elétrico, se exclui fibra ótica, televisão, telefonia e o que mais a tecnologia
vier a disponibilizar.
O Plano Piloto não é mais um território imune aos cabeamentos elétricos. A lei proíbe
cabeamento elétrico apenas no interior das quadras, na W3 e no Eixo Monumental. Isso significa que
vão existir corredores de fios pela W5, W4, L2, L3 e L4. No momento em que cidades como São Paulo
estão gastando fortunas para enterrar os seus cabos, o Distrito Federal não pode permitir isso. O Iphan
proibiu o uso de fiação aérea para o VLT. Acho que a mesma lógica deveria ser usada em qualquer
outro tipo de cabeamento.
Ex-deputada Arlete Sampaio, comparando esse projeto com o elaborado no governo Agnelo,
algo me chamou a atenção. Naquela época, o chamado pátio ferroviário – em que hoje há um projeto
de residências para 70 mil pessoas – fazia parte da poligonal do CUB. Hoje, não mais faz parte da
poligonal do CUB. A poligonal termina na Epia – vem a Rodoferroviária, o pátio ferroviário e, depois,
entra no CUB o Parque Nacional de Brasília. Até entendo por que fizeram isso. Mas, se queremos
preservar tanto o parque quanto Brasília, temos que nos preocupar em reintroduzir isso, porque está
sendo construído um maciço imobiliário que começa no Pôr do Sol e termina no Noroeste. Vai existir
uma massa de prédios nesse corredor sem qualquer infraestrutura, sem transporte específico e tal.
Outro ponto para o qual eu gostaria de chamar a atenção é a questão da necessidade de o
projeto criar as regras de fiscalização, as penalidades resultantes da fiscalização e os atores que vão
fazer essa fiscalização.
Hoje eu sou morador do Park Way. Para solicitarmos a retirada de uma área invadida lá,
ligamos para o Ibram; o Ibram manda ligarmos para a PM; ligamos para a PM, a PM nos manda
telefonar para a Dema; ligamos para a Dema, a Dema nos manda ligar para o DF Legal. Moral da
história: não há quem fiscalize o Park Way, que é um cinturão verde do próprio CUB. Isso também
acontece no Lago Sul, no Jardim Botânico e em várias outras áreas.
Nós não podemos permitir essa indefinição de ator fiscalizatório, e até punitivo, dentro do
Plano Piloto, senão vai ficar nesse jogo de empurra e, quando olharmos – o procurador Dênio sabe
bem disso, porque estamos sempre recorrendo ao Ministério Público –, as coisas estarão acontecendo,
pois nascem do dia para a noite e não existe um ator que possa agir imediatamente, de pronto.
(Soa a campainha.)
CHICO SANTANA – Não vou mais me alongar. Esses eram alguns dos pontos.
Quanto ao último ponto, eu cheguei a consultar inclusive a Seduh, confesso, doutora Janaína,
que eu achei fraca a resposta de vocês. Ele é o seguinte: a expansão do metrô até o Bragueto, até o
final da Asa Norte, está prevista há 40 anos. O PPCUB não define nem os locais das estações na Asa
Norte, nem o tipo que as estações vão apresentar. Vão ser estações com edificações acima do nível da
superfície, vão ser pequenos centros comerciais? O que haverá lá? Não diz. Só diz que tem que ser
padronizado. Ou o GDF já desistiu de expandir o metrô até o final da Asa Norte?
Há outro tema: o VLT. Sabemos que a Semob elaborou um projeto de VLT. O projeto está no
Tribunal de Contas para serem arrumados determinados problemas de ordem de licitação. Esse projeto
prevê a transformação do canteiro central da W3 no que é denominado rambler do Cerrado.
(Soa a campainha.)
PRESIDENTE (DEPUTADO GABRIEL MAGNO) – Para concluir.
CHICO SANTANA – Concluindo, um grande calçadão de 15 quilômetros, em que a
concessionária do VLT terá direito de criar unidades comerciais sobre esse calçadão central. Eu não
vejo nenhuma interferência maior que possa existir na W3, no projeto da W3, do que isso – além do
impacto que eu acho que será uma pá de cal para os comerciantes que hoje esperam esse VLT como o
soerguimento da W3.
A desculpa ou a resposta que a Seduh nos deu é que não foi contemplado porque a
eletrificação da catenária não foi aceita pelo Iphan. Ora, uma coisa não tem nada a ver com a outra. A
catenária pode ser substituída por n outras tecnologias e o Iphan não proibiu o VLT. Corrijam-me se eu
estiver errado. Mas está lá rambler do Cerrado.
Como isso será tratado dentro do PPCUB?
Eram esses os pontos que eu gostaria de questionar. Obrigado por ter ampliado o meu tempo.
PRESIDENTE (DEPUTADO GABRIEL MAGNO) – Muito bem, Chico. É importantíssimo dizer não
só sobre a autorização do cabeamento em áreas da zona tombada, mas com uma certa complacência
com outras áreas: o Sudoeste, o Noroeste, o Cruzeiro.
Sabemos da importância do cabeamento subterrâneo, porque é ele que permite andarmos por
Brasília e vermos esse tanto de árvores e a cidade parque acontecer. O cabeamento aéreo, muitas
vezes, impede que isso aconteça. E, quanto a essa questão da zona de amortecimento, quando vão se
tirando áreas do conjunto do PPCUB, vai-se diminuindo também essa importante zona para preservar o
centro da cidade.
Neste momento, concedo a palavra ao senhor João Accioly, que é o vice-presidente da
Sinduscon; logo após, à senhora Vera Ramos, que é do Instituto Histórico e Geográfico do DF.
JOÃO ACCIOLY – Boa noite. Eu queria agradecer pelo convite. Na pessoa do deputado Gabriel
Magno, eu cumprimento a mesa e todos os presentes.
Nós estamos representando a entidade Sinduscon. A Sinduscon é uma entidade que representa
as empresas de construção civil dentro do Distrito Federal, tanto da área de incorporação imobiliária
como da área de obras públicas e prestação de serviço de uma forma geral.
Em primeiro lugar, sou arquiteto, urbanista. Tenho escritório de arquitetura e também atuo na
área de construção civil. Tenho empresa de construção civil. Nós atuamos mais na área de
incorporação imobiliária. Nós temos uma vivência e uma experiência de estar atuando no Distrito
Federal.
Eu vim para Brasília com 4 anos de idade; então, eu sou daqui. Estamos atuando no mercado
há pouco mais de 40 anos. Então, vivenciamos muitos problemas, todos do dia a dia da ocupação
urbana, de uma forma geral. É muito importante destacar a questão do regramento, porque as
legislações têm este objetivo de estabelecerem regramentos, limites, com objetividade e com
efetividade.
O desafio de estabelecer esses regramentos, aliados à questão – que eu acho que é a principal
– da preservação do patrimônio, é bem maior do que uma simples lei de uso e ocupação, que é o que
há para o restante do Distrito Federal, mas que também tem um grau de complexidade enorme. Aqui,
o grau de complexidade é maior.
Eu tinha anotado vários pontos para colocar, mas eu acho que não dará tempo. Então, eu vou
me ater a um ponto específico, que diz respeito ao seguinte: toda vez que vamos fazer um trabalho de
planejamento estratégico, tentamos entender a nossa posição. Primeiro, avaliamos de onde viemos;
onde estamos; e para onde queremos ir.
Eu queria destacar o trabalho que vem sendo construído, que vem sendo feito nesse PPCUB há
mais de 12 anos. Pelo menos estamos participando desse processo há mais de 12 anos. É muito difícil
não reconhecer a evolução que esse trabalho teve ao longo desses 12 anos – um trabalho que vem
agregando e buscando pesquisar e formar consistência.
O que eu queria comparar: de onde estamos; de onde viemos; e para onde iremos? A nossa
atual legislação: hoje, não temos nada. Temos um pequeno norte definido pela Portaria 166, que
complementa a Portaria 314. Se se for observar, na essência, o principal aspecto abordado por essas
legislações, esses instrumentos legais – por essas portarias, na verdade – é exatamente...
(Soa a campainha.)
JOÃO ACCIOLY – ... os gabaritos, as ocupações. Então, é muito difícil, para nós, entender como
preservar sem estabelecer os limites das ocupações, principalmente em Brasília, que é da escala
urbana. Não é uma edificação que está sendo preservada, é o urbanismo.
Preservar o urbanismo é exatamente a essência, é estabelecer os limites de ocupação e como
qualificar esses espaços urbanos que serão preservados. Estabelecer limites de altura, de afastamento,
taxas de áreas verdes, taxas de ocupação, coeficiência de aproveitamento, isso é a essência dos limites
que nós precisamos estabelecer, para que, com isso, também possamos garantir a preservação do
patrimônio.
Eu estou destacando que a legislação atual é extremamente confusa. Ela é desatualizada, cria
um enorme ambiente de insegurança jurídica para qualquer cidadão.
(Soa a campainha.)
PRESIDENTE (DEPUTADO GABRIEL MAGNO) – Por favor, conclua.
JOÃO ACCIOLY – Não estou falando só para o setor da construção civil, para o comerciante.
Nós atuamos junto com a Fibra, com o Sindivarejista, com a Fecomércio, nós atuamos com toda a
sociedade, participamos do Codese, estamos com a Ademi, com várias entidades, e sempre estamos
identificando os problemas e vendo o ambiente de insegurança.
O professor Benny citou uma pesquisa do alto índice de desocupação que está havendo nos
nossos imóveis; em contrapartida, há um alto índice de ocupações irregulares em áreas públicas.
Uma das nossas maiores bandeiras é combater as ocupações irregulares de área pública, mas
precisa haver regramento claro, objetivo e estímulo para que as áreas regulares sejam ocupadas de
forma regular, com os seus limites bem objetivamente estabelecidos. A partir daí conseguimos ter mais
qualidade. Isso é consequência.
Eu só queria destacar essa questão do aspecto jurídico, da importância dessa lei para trazer
mais segurança jurídica. Nós não... como todos, nós também...
(Soa a campainha.)
JOÃO ACCIOLY – ... temos críticas e eventualmente frustrações, porque nós acreditamos que o
PPCUB poderia ter avançado mais, poderia ter entrado mais em alguns detalhes relevantes, tanto da
preservação como do estímulo para o desenvolvimento, mas o que entendemos é que foi nisso que
deu para chegar até agora. Esse já é um avanço enorme comparado com o que temos hoje. Hoje não
temos nada. Nós estamos dando um passo. Não é um passo enorme – que poderíamos dar –, mas é
um passo para frente. E isso não para aqui, gente. Nós vamos evoluir, essa lei tem que evoluir.
Ambientes de insegurança jurídica dificultam a fiscalização, dificultam a ação do Ministério
Público. Quando chega uma ação para o Ministério Público avaliar, é tanto regramento, uma coisa
sobrepondo a outra, que não se consegue nem identificar o que está certo, o que está errado, quais
são os limites, como se enquadra a irregularidade, como se pune.
Eu só queria chamar a atenção para esse aspecto do PPCUB, que é um ponto que nós não
vimos ser colocado aqui.
Obrigado.
PRESIDENTE (DEPUTADO GABRIEL MAGNO) – Obrigado, João.
Passarei a palavra à Vera Ramos, do Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal;
depois, concederei a palavra ao promotor Dênio, do Ministério Público Federal.
VERA RAMOS – Boa noite a todos, cumprimento a mesa na pessoa da ex-deputada Arlete,
querida deputada.
Faço minhas as palavras do Benny, do Soneca, da Angelina, da Emilia, da doutora Marilda, e de
várias pessoas. Também me junto à preocupação do Chico.
Eu tinha anotado várias coisas, mas já foram ditas e não vou repeti-las, vou apenas salientar e
incluir algumas.
Em qualquer intervenção num sítio urbano protegido, tem que haver, acima de tudo, uma visão
cultural. Ela não deve ser só uma visão urbanística, tem que ser cultural – e isso eu não vejo. Eu vejo
os artigos, os dispositivos referentes à preservação como informações e recomendações sem
efetividade legal. Não há penalidades, como foi dito, nesse aspecto para a fiscalização. Também há as
especificidades de Brasília, pois esta cidade é única e soluções de outras cidades não devem e, na
maioria das vezes, não podem ser aplicadas aqui.
Tratar Brasília, uma cidade ainda bebê, com apenas 64 anos, com uma série desses planos,
programas e projetos previstos para o futuro, como se não houvesse amanhã... desculpem-me, mas
não é assim que se trata um patrimônio! Eu respeito os técnicos da Seduh, mas eu repito o que eu
disse aqui na primeira audiência: faltou a visão cultural.
A participação ativa da comunidade – das instituições, da universidade – é outra questão que a
Unesco recomendou e, quando esteve aqui em 2012, ela recomendou paralisar o processo do PPCUB, e
foi formada uma comissão. Depois, algumas coisas continuaram, mas a maioria das propostas da
comissão, da comunidade, da sociedade civil e da universidade não foram acatadas. Eu participei de
inúmeros grupos – participo desde sempre – e posso dizer que é preciso haver vontade política. Quer
fazer a preservação? Você vai achar meios. Não quer? Também vai achar meios para denegrir o
tombamento.
Eu repito: esse plano não pode ser considerado um plano de preservação, da forma como está.
Ele precisa, sim, tornar a preservação uma norteadora dos demais planos do desenvolvimento urbano e
do uso do solo.
Eu acho que, depois de tanto tempo de maturação desse Plano de Preservação, temos que
enfrentar os problemas já verificados no PPCUB e postergados. Como já foi citado aqui, na época em
que o Iphan se posicionava conclusivamente – não nesse entendimento atual de responsabilidades
compartilhadas com o GDF –, foi brecada a construção da quadra 901 Norte; mas está escrito no
PPCUB que aquela quadra também faz parte dos planos, programas e projetos. Então, ela vai ser
construída depois. É essa insegurança que nos permite pensar: como vai ser o perfil da cidade? O que
tem que ser preservado está muito claro na legislação. O PPCUB teria que ir além e informar isso na
prática.
A primeira recomendação da Unesco, quando esteve aqui em 2012, foi a seguinte: a definição
de um arcabouço jurídico – pode ser o PPCUB –, baseado nas legislações locais e federais de proteção
de 1990 e 1992, que é a Portaria nº 314/1992, e de 1987, que é o Decreto nº 10.829/1987, deve ser
considerada de máxima prioridade.
Deve haver uma proposta de normas claras que não deixem espaço para interpretações
subjetivas sobre questões essenciais para a conservação e preservação do Plano Piloto e suas escalas
bucólica, monumental, residencial e gregária, particularmente em relação às formas e índices de
ocupação do solo, tipos de uso, volumes e alturas permitidas. A definição desse arcabouço jurídico
precisa ser realizada pelas autoridades e instituições envolvidas.
Repito que não houve a participação da comunidade. O Plano de Preservação de Sítios
Históricos, que é uma portaria do Iphan, prevê que a comunidade tem que ter participação ativa. A
Unesco recomenda isso, assim como recomenda o comitê gestor. Eu vejo que há muita coisa a ser
aprimorada e há muitos conflitos.
Por exemplo, vejo isso nas Purps que classificam vários setores como componentes da
preservação de maior valor como histórico na forma urbana e na paisagem urbana. Isso está, por
exemplo, no Eixo Monumental e nas superquadras. Vamos à lei e vemos intervenções. Se isso é
considerado de maior valor de preservação, fico sem entender como se permite isso. Por exemplo,
como se criam 5 lotes no Eixo Monumental, se isso interferirá enormemente na horizontalidade da
paisagem e se ele é considerado de maior valor de preservação nessas planilhas?
Os 2 pareceres do Iphan – isso eu gostaria que fosse explicado, porque eu não sei o que foi
concluído –, apontam alterações de uso não discutidas com o Iphan. Eles dizem que em alguns usos,
como no Setor Hípico, que forma um cinturão verde, estão sendo permitidos hipermercados, que serão
grandes fachadas cegas que interferirão nessa visibilidade do patrimônio. Há também o comércio
atacadista nos setores hoteleiros, bem como concessionárias de veículos no Setor de Recreação Pública
Norte, no Mané Garrincha.
Eu gostaria que fosse respondido: algumas dessas considerações do Iphan foram todas
acatadas ou ainda permanecem no PPCUB?
Basicamente, seria isso. Eu agradeço a oportunidade.
PRESIDENTE (DEPUTADO GABRIEL MAGNO) – Obrigado, Vera, pelas contribuições
importantes.
Concedo a palavra ao procurador Dênio Augusto de Oliveira, do Ministério Público do Distrito
Federal. Desde já agradeço a sua presença.
Em seguida, concederei a palavra ao senhor José Carlos Coutinho.
DÊNIO AUGUSTO DE OLIVEIRA – Na pessoa do deputado Gabriel Magno, presidente da mesa,
eu gostaria de cumprimentar a todos. Agradeço esta oportunidade.
Eu gostaria de começar lendo um pequeno trecho de um artigo publicado na revista Brasília,
em janeiro de 1958, intitulado “Brasília contra o Tempo”, escrito por Apolônio Sales, quando ele teve a
seguinte antevisão, antes mesmo da inauguração da capital: “Posso avaliar as dificuldades que hão de
surgir a um obstinado cumprimento da delineação da grande capital. As lutas que os dirigentes da
Novacap hão de travar para não se arredarem um milímetro do que foi projetado. Quando à iniciativa
privada apetecer a ocupação dos claros das grandes distâncias não edificadas, serão ingentes e
titânicas as resistências a opor. Nem excluo a hipótese das arremetidas partirem mesmo de órgãos e
instituições públicas ou semipúblicas. A impaciência no esperar o desenvolvimento pode originar
pressões de opinião difíceis de controlar.” Isso foi escrito em 1958.
Eu vou começar falando da última parte: quando as arremetidas a esse projeto partem do
próprio poder público. Eu vou dar alguns exemplos e resgatar um pouco da fala do Chico Santana,
quando ele pergunta quais serão os instrumentos que vão ser disponibilizados por esse PPCUB para se
fazer cumprir a lei. Observamos que ainda não temos um PPCUB, mas já temos lei. Eu até discordo um
pouco do representante do Sinduscon. O Ministério Público às vezes tem dificuldade, mas ele consegue
descobrir qual lei é aplicável ao caso.
Eu vou citar alguns exemplos que ilustram que o próprio Governo do Distrito Federal – não
estou falando desse governo, mas de várias gestões – trabalha exatamente para o contrário da
proteção. Vou citar o TTN, o Trevo de Triagem Norte, e o TTS, onde está sendo feito um emaranhado
de vias que, na maioria das vezes, são voltadas para o automóvel. Às vezes parece que você sai de
Brasília e cai em Dubai, quando você olha o final da Asa Norte e da Asa Sul. Eu vou citar também o
caso da EPIG, do viaduto que foi construído e que transformou o Parque da Cidade numa via expressa,
como havia sido dito na ação proposta pelo Ministério Público, isso tudo sem observar a questão não só
do tombamento de Brasília, que abrange o Setor Sudoeste, mas também do tombamento específico do
Parque da Cidade. Parece que isso passou de forma totalmente despercebida.
Além disso, exige, por exemplo, a construção de grandes bacias de contenção, como temos
visto no próprio Parque da Cidade, na Asa Norte e em vários pontos da cidade. Ninguém está falando
que isso não é necessário. Aliás, durante o evento sobre as mudanças climáticas que fizemos no
Ministério Público, especialistas disseram que essa é uma técnica de 1970, totalmente obsoleta, que
hoje não se utiliza mais. Isso vem sendo feito e está criando grandes feridas no projeto de Brasília,
sem que a questão do aspecto cultural tenha sido levantada.
Outra coisa que eu queria destacar é que Brasília está sendo agredida em diversos pontos com
a distribuição de painéis de led por todas as vias do Distrito Federal, até mesmo no Plano Piloto. O DER
entende que, em se tratando de rodovia, a competência é dele mesmo e não da Seduh; por exemplo,
não seriam aplicáveis as regras previstas para o restante da cidade, o que é um absurdo!
Eu vou citar um caso que não é do DER, mas que pode ser emblemático para o que estamos
falando aqui. Uma das principais paisagens do Distrito Federal é a visão que se tem perto da Torre de
TV voltada para o Congresso Nacional, quando você vê o Congresso Nacional, a cúpula, a Câmara dos
Deputados e o Senado. No entanto, foi instalado ali um painel de led gigantesco, nas costas do Edifício
Conic – acho que todos que ali passam o veem; não há como não vê-lo. Como é que pode isso
acontecer na capital da República, com todas as proteções que existem?
Vou citar também a questão da rodoviária. Foi citado o estado em que a Rodoviária do Plano
Piloto está, e o que se vê é o seguinte: quando se trata de determinadas questões, o PPCUB é bem
específico, bem detalhado e bem explicadinho – vamos assim dizer. Porém, quando se está tratando da
proteção, são princípios, regras principiológicas, e “vamos deixar para fazer depois o que seria mais
urgente”.
Então, fica aqui o apelo para que, na verdade, essas regras de proteção sejam resgatadas
como ponto principal da proposta desse projeto de lei.
Muito obrigado.
PRESIDENTE (DEPUTADO GABRIEL MAGNO) – Muito obrigado, doutor Dênio.
Eu só vou fazer mais um registro, para colaborar com a sua fala, doutor Dênio. O art. 7º, inciso
I, da Portaria nº 314, que também é reproduzido no art. 8º, inciso I, do Decreto 10.829/1987, diz o
seguinte sobre a rodoviária:
“Para a preservação da escala gregária [...], serão obedecidas as seguintes disposições:
I – A Plataforma Rodoviária será preservada em sua integridade estrutural e arquitetônica
original, incluindo-se nessa proteção as suas praças atualmente implantadas defronte aos setores de
Diversão Sul e Norte [...].”
Isso é fundamental e deveria ser matéria, inclusive, do PPCUB, porque esta Câmara Legislativa,
infelizmente, aprovou uma legislação que permite a privatização da rodoviária, mas essa privatização
não está acima de outros processos.
Então, independentemente da empresa que for gerir a rodoviária, ela precisa preservar esses
dispositivos, e nós já vamos colocar como encaminhamento das nossas emendas e relatórios que esse
dispositivo também esteja incluído no próprio PPCUB. Qualquer mudança que porventura aconteça terá
que passar por esta Câmara Legislativa e também por audiências públicas, porque isso precisa ser
preservado. Essa é a destinação e o caráter do PPCUB.
Eu quero agradecer os vários levantamentos, mas destaco esse ponto específico da rodoviária,
que é muito importante.
Agradeço, de novo, a presença do Ministério Público aqui.
Passo a palavra ao nosso querido amigo professor Coutinho.
Logo após, virá o Tico Magalhães. Peço que se prepare para fazer uso da palavra.
JOSÉ CARLOS COUTINHO – Primeiramente, eu gostaria de agradecer ao nosso deputado
Gabriel Magno este convite, que nos dá oportunidade de manifestar opiniões neste rico debate. Quero
também saudar a nossa ex-deputada Arlete Sampaio, antiga lutadora pelas causas de Brasília e da
cultura brasiliense.
Eu me permito fazer uma pequena digressão histórica para lembrar que esta luta pela
preservação da cidade é mais antiga do que a sua transformação em patrimônio mundial, sem falar no
já histórico e folclórico bilhete de Juscelino a Rodrigo Melo Franco, em que chamava a atenção para a
necessidade de preservar Brasília; nem na participação de Lúcio Costa, que, já em 1974, comparecia ao
Senado Federal para manifestar suas opiniões, seu interesse e suas preocupações pelo futuro da
cidade no I Seminário de Estudos dos Problemas Urbanos de Brasília, cujos anais hoje são uma peça
rara e disputada. Lúcio Costa, em 1974, pela primeira vez vem a Brasília para discutir as suas
preocupações em relação aos problemas que Brasília já apresentava com 14 anos de idade.
Posteriormente a isso, por uma questão de justiça, deve ser lembrada também a atuação de
Aloísio Magalhães, um nome que vem sendo até pouco lembrado, para não dizer esquecido. Aloísio
Magalhães, no Ministério da Cultura, criou, por sugestão de professores da UnB, um grupo de trabalho,
que se tornou também histórico, o GT-Brasília, que tinha como coordenadora a professora Briane
Bicca, já lembrada pelo colega Benny. Aloísio Magalhães acolheu as sugestões desse grupo que
mostravam que o patrimônio de Brasília excedia, em muito, o Plano Piloto; que o patrimônio a ser
preservado incluía as fazendas antigas anteriores a Brasília e incluía também os acampamentos de
obra, que hoje estão além do Plano Piloto, como a Vila Planalto, a Vila Metropolitana e vários outros,
que, aos poucos, vão desaparecendo, exatamente por não receberem o tratamento adequado.
Planaltina, Brazlândia e outros núcleos populacionais de Brasília também fazem parte desse patrimônio,
um patrimônio secular, mais que secular.
O patrimônio é muito extenso, e a luta é muito antiga. Convém que isso não seja esquecido.
Aloísio Magalhães foi um denodado defensor desse patrimônio. Ele acolhia humildemente as sugestões
do grupo. Foi a primeira pessoa que ouvi falar em tombamento. Ele mostrava, na ocasião, que
tombamento não era um título honorífico – como depois se entendeu –, um título político, mas uma
atitude de preservação, um processo, um projeto que extrapolava o tempo dos mandatos políticos.
Essas coisas precisam ser lembradas, porque são valores permanentes que vão sendo, aos
poucos, eliminados. Alguns políticos, percebendo o potencial desse tombamento, açodadamente
encaminharam para o Unesco esse pedido de transformação em patrimônio mundial, sem a devida
preparação, e tiveram o desprazer de ver o processo devolvido com a recomendação de que, antes que
a Unesco reconhecesse a condição de patrimônio, o próprio país deveria reconhecê-la, mas ele não
havia tomado nenhuma atitude nesse sentido.
Foi quando, então, fez-se o tombamento através dos órgãos distritais, na época, e também dos
órgãos federais. Aí, então, a Unesco reconheceu Brasília como patrimônio mundial, em 1987. A partir
daí, considera-se Brasília... Mas se considera Brasília como o Plano Piloto, e Brasília hoje é muito maior
do que isso. Brasília é uma cidade de quase 3 milhões de habitantes, sem contar a população que vive
na parte externa do Distrito Federal. Brasília não é só o Plano Piloto, que, mesmo na época do
reconhecimento pelo Unesco, tinha como limite de extensão territorial a margem do nosso lago.
Era uma visão muito limitada deste patrimônio. Nós precisamos ter uma visão mais larga, mais
generosa, se quisermos realmente considerar Brasília como um patrimônio. Brasília vai muito além do
Plano Piloto, como eu já mencionei; são as cidades que antecedem a sua criação; são os núcleos que
se formaram posteriormente.
Para concluir, eu quero chamar a atenção para o fato de que hoje Brasília contém certos
contrastes que não podem ser ignorados numa política preservacionista. Essa política não se resume a
medidas isoladas, a leis, a tombamentos isolados; ela tem que ser um processo contínuo, um processo
político. Brasília é frequentada, hoje, pelos seus verdadeiros usuários, que são aqueles indivíduos que
vêm trabalhar no Plano Piloto, na área dos ministérios, na área pública, na área da sua administração
regional e em diversos outros locais, empresas, comércio etc. Esses são os verdadeiros usuários, que
não desfrutam das benesses do Plano Piloto. São pessoas que circulam por Brasília.
As medidas de proteção desse cenário histórico e artístico que é o Plano Piloto dependem, em
grande parte, da maneira como esses frequentadores e esses usuários do Plano Piloto se comportam
em relação a esse patrimônio. Então, introduzimos um velho conceito, que é o da educação
patrimonial. Essa educação também não deve ser entendida como a introdução de uma disciplina nos
currículos escolares, das primeiras letras das crianças a partir do jardim da infância. Esses
ensinamentos e essas práticas devem ser difundidos por campanhas educativas e voltadas
principalmente para aqueles que respondem pela administração pública, pela política, pelos cargos de
direção, para abrirem seus olhos e verem que o futuro de Brasília não se faz apenas com a construção
de viadutos, mas que se faz principalmente pela preservação do que já foi alcançado pela história e
pela prática de várias gerações.
Eu queria trazer essa mensagem. Lembro que, há mais de 30 anos, quando se comemorou o
aniversário de Brasília, eu tive a oportunidade de chamar a atenção para o fato de que Lucio Costa, no
seu relatório do concurso de Brasília, dizia textualmente que Brasília, como uma cidade-capital, uma
cidade-monumento, deveria ser mais do que uma urbs, deveria ser uma civitas, mas que já estava na
hora, aos 30 anos de idade, de Brasília se tornar uma pólis, que é exatamente a dimensão em que o
povo participa das suas conquistas. É o poder, ressaltado ainda há pouco, que emana do povo e que
não está confinado nas suas casas legislativas nem nos gabinetes executivos.
Era isso que eu queria transmitir. Obrigado.
PRESIDENTE (DEPUTADO GABRIEL MAGNO) – Obrigado, professor Coutinho. É sempre uma
honra escutá-lo. Que bom que tivemos esse privilégio de ouvi-lo! Fica registrada aqui pela nossa turma
da taquigrafia essa fala importante para o debate.
Eu quero passar a palavra para o Tico Magalhães, que agora é cidadão honorário desta cidade.
O seguinte será o Wilde; depois do Wilde, a Giselle. Já vou lendo os nomes para irem
preparando sua fala.
Concedo a palavra ao Tico Magalhães.
TICO MAGALHÃES – Boa noite. Queria agradecer ao deputado Gabriel Magno o convite e à ex-
deputada Arlete também a presença.
Queria trazer, para contribuir com essa discussão, um pouco do olhar da cultura. Nós estamos
falando muito em desenvolvimento da cidade, e eu acho que precisamos falar também sobre
envolvimento. Como conseguimos envolver as pessoas que moram nesta cidade? Como conseguimos
fazer o cruzamento dessas pessoas? Essa cidade é uma grande encruzilhada, com gente de todos os
lugares.
Antes da primeira ideia, gostaria de lembrar 2 figuras e trazê-las, com prazer, aqui. Uma é o TT
Catalão, que falava que a cidade se dá a quem se doa. Nós estamos nos doando a essa cidade e a
estamos construindo. E a outra pessoa, que era meu mestre de capoeira, Mestre Danadinho, é o
mestre Cláudio Queiroz, professor da UnB, que dava aula de capoeira lá no espaço do Centro
Tradicional de Invenção Cultural que temos lá na 813 Sul.
Eu acho que, em Brasília, além dessa coisa toda arquitetônica – é a minha visão, pelo que nós
lemos e pelo que nós conhecemos –, uma das ideias desses arquitetos modernos seria oferecer ao país
alguma possibilidade de caminho. Eu acho que nós também precisamos estar nessa utopia quando
pensamos no PPCUB, quando pensamos em que queremos transformar esta cidade.
Há um espaço, o grupo Seu Estrelo e o Fuá do Terreiro, que nasceu há 20 anos e criou uma
própria mitologia para a cidade. Essa mitologia há 10 anos faz parte do vestibular da UnB. Há 10 anos,
alunos de primeiro, segundo e terceiro anos das escolas públicas e particulares estudam essa mitologia
que nós criamos, que conta como surgiu o mundo, o Cerrado e Brasília. Nós temos uma sede ali atrás,
e há 2 dois meses nós viramos patrimônio cultural imaterial, uma coragem da Secretaria de Cultura.
Com 20 anos de grupo – na verdade, nós temos 1/3 do tempo da cidade –, nós viramos patrimônio
desta cidade.
É muito legal, mais do que ser reconhecido, ver a cidade se reconhecendo em uma tradição
popular. Se há um lugar em que essa utopia de Brasília ainda existe, é dentro dos terreiros de cultura
popular da cidade, é dentro dos lugares que fazem cultura e que estão ocupando esta cidade em todos
os seus cantos, mantendo a utopia desse cruzamento em que a cidade foi feita.
A cidade foi pensada para oferecer ao país novas possibilidades. Eu acho que nós temos a
obrigação de dar ao país, no caso da cultura, a renovação da cultura popular brasileira, e é isso que
vimos fazendo aos poucos – o grupo Seu Estrelo. Nós temos um espaço na 813 Sul e, ao mesmo
tempo em que somos considerados patrimônio, nós temos uma briga imensa para permanecermos
nesse espaço.
Eu acho que a cultura tem o poder de fazer esse cruzamento, de juntar tanta gente que veio
de tantos lugares para criar identidade para esta cidade. Nós precisamos entender que esta cidade,
além do geográfico, precisa ter o sentimental. Nós habitamos Brasília, mas precisamos deixar que
Brasília habite em nós também. Precisamos criar valor sentimental por esta cidade.
A cultura tem o poder de trazer e de cruzar as pessoas que estão aqui, de cruzar as culturas
que vieram com os candangos, para podermos, realmente, fazer uma cidade mais comunitária, uma
cidade à qual não só nos liguemos pelo viés geográfico, mas também pelo viés sentimental.
Então, o que eu peço, quando vocês estão revendo e analisando o PPCUB, é que também
entendam a cultura como um fator principal de ligação entre as pessoas daqui. Se queremos uma
cidade feliz e próspera, a cultura é fundamental para unirmos as pessoas e, por essa união de tanta
gente de tantos lugares, oferecermos para o país novas possibilidades.
Eu queria agradecer, mais uma vez, ao deputado Gabriel Magno o espaço, e a todos os
deputados, a todos que vieram a essa discussão muito grande e, para nós, superimportante.
Estamos lá, na 813 Sul, transformando esta cidade. O TT Catalão – fecho com a fala dele –
dizia: “Se você não gosta da cidade, não precisa se mudar dela, não. Mude ela (sic).” O que estamos
fazendo é tentar mudar essa cidade, transformá-la no que queremos, no que achamos que é Brasília.
Obrigado. (Palmas.)
PRESIDENTE (DEPUTADO GABRIEL MAGNO) – Obrigado, Tico. Eu falei no início e reforço
agora: é necessária a regularização territorial desse espaço importante. O PPCUB pode ser um
instrumento para isso.
Antes de passar a palavra ao Wilde, quero lembrar, Tico, que você estava citando o que Brasília
virou. Eu vou ler, para pensarmos, um trechinho curto da carta do Lucio Costa que se comunica com o
que você falou. Ela é de quando ele visitou Brasília e saiu à noite pelo setor hoteleiro, onde estava
hospedado: “Então eu vi que Brasília tem raízes brasileiras reais. Não é uma flor de estufa como
poderia ser. Brasília está funcionando e vai funcionar cada vez mais. Na verdade, o sonho foi menor do
que a realidade. A realidade foi maior, foi mais bela. Eu fiquei satisfeito, me senti orgulhoso de ter
contribuído.” Foi quando ele verificou que a rodoviária não era aquilo que ele tinha planejado, um
espaço mais elitizado, cosmopolita, mas tinha sido ocupada e tomada pelo povo que construiu e vive
essa cidade.
Obrigado pela presença, Tico. É sempre um prazer ouvi-lo.
Com a palavra o Wilde, da Associação Andar a Pé.
Depois falará a Gisele Moll, conselheira do Codese, que também foi secretária-adjunta da
Seduh no DF.
WILDE CARDOSO GONTIJO JUNIOR – Boa noite a todos, boa noite a todas. É um prazer estar
aqui. Obrigado pela palavra. Eu queria falar para vocês que eu moro em Brasília desde 1979, mas
inicialmente eu morava em Taguatinga. Antes de Taguatinga, eu tinha morado em umas 10 cidades
diferentes. Em 1997, mudei para o Plano Piloto e efetivamente posso dizer que sou apaixonado por
essa nova experiência. Morar no Plano Piloto é uma experiência totalmente diferente de todas que eu
tive antes. Resumindo: adoro essa cidade. Mas nós não podemos deixar de perceber que ela está cheia
de coisas a serem melhoradas, arrumadas.
Podemos ver a W3 Sul, uma avenida que foi extremamente viva na década de 1970 e que
hoje, salvo umas calçadas que foram recentemente reformadas, continua da mesma forma de antes
dessa reforma. Nós temos as superquadras, as unidades de vizinhança que foram criadas. Eu tenho o
privilégio de morar na 108 sul, na unidade mais completa – 108, 107, 308, 307. Esse conceito original
não foi disseminado pela cidade. Diríamos que temos muitos problemas, desde menores a grandes,
como, por exemplo, as comerciais locais. Não é por falta de lei. Foi falado aqui que nós não tínhamos
lei. A comercial local – a Giselle está aqui como uma grande batalhadora dessa causa – é uma
vergonha para nossa cidade. Nós temos uma lei, todo um aparato e não conseguimos resolver.
Nós não precisamos falar aqui de vários problemas que temos, como o Eixão – um muro
metálico a 80 quilômetros por hora que impede as pessoas de irem a pé do lado leste para o lado oeste
da cidade. Não há muito problema. Eu estou falando isso por 2 razões: primeiro, para tentar entender
que o PPCUB – parece-me – é uma grande oportunidade de alcançarmos soluções para vários desses
problemas ou darmos encaminhamento a essas soluções; segundo, para falar que esse patrimônio não
é do Iphan, não é da Unesco, mas é do povo que mora aqui. O professor Coutinho e o orador que me
antecedeu disseram muito bem: quem vai preservar essa cidade não são as leis, são as pessoas. E as
pessoas vão ter a sua educação patrimonial no dia a dia, a partir do momento em que façam parte da
governança disso.
Então, trago a primeira contribuição. No art. 125, consta o que faz parte da governança que
está sendo proposta: os órgão executivos – Seduh, DF Legal etc. – e os conselhos. Vejo um grande
problema no PPCUB, Janaina. Temos o Conplan, e dentro do Conplan há a câmara temática do PPCUB;
temos o Condpac; temos os conselhos locais de planejamento; temos os conselhos regionais de gestão
de patrimônio e não sei mais o quê, ou seja, é uma confusão. Sabemos que casa que tem muito dono
não tem dono. Onde há muitos chefes, não há chefes. Então temos um problema, que é o art. 125,
inciso II. Temos que dar uma consertada nisso.
Acho que uma oportunidade é a que o Thiago trouxe aqui. Pelo que eu entendi, Thiago, há
uma diretriz de se criar o conselho gestor patrimonial do PPCUB conselho gestor patrimonial do PPCUB
– algo parecido. Então parece-me que precisamos aproveitar essa oportunidade para reajustar o art.
125, senão vai ficar todo mundo dando porrada em todo mundo. Vem o cara do Condpac, o do
Codeplan... Há uma confusão, e essa confusão tem que ser ajustada.
O segundo ponto é com relação ao art. 32. Eu anotei uma coisa importante que o Tico, que me
antecedeu, destacou: a questão das redes aéreas. Há uma coisa boa no parágrafo 1º, que fala sobre a
vedação da instalação de rede de energia elétrica ou assemelhadas. Então, a sua preocupação me
parece que está contemplada nisso, ou seja, não termos redes aéreas.
Porém, temos aqui uma questão grave, que é um apartheid urbanístico. Vocês sabem que o
PPCUB criou a Macroárea A e a Macroárea B. A Macroárea A é a parte central do Plano Piloto, a
Macroárea B é a periferia. Na periferia, não é obrigatório retirar as redes aéreas. Isso faz com que um
cidadão do Plano Piloto seja mais bem tratado do que o da Vila Telebrasília – estava aqui meu colega
ao lado – ou da Vila Planalto.
Por que temos isso, num momento em que temos que adaptar as cidades para as mudanças
climáticas? A adaptação não significa transformar o Plano Piloto em Taguatinga. Fui a Taguatinga
ontem – morei lá 10, 15 anos. Não há árvore lá, Arlete! É um deserto aquilo! Muitas árvores foram
cortadas, porque elas interferiam na rede elétrica. Nós temos que optar: queremos rede aérea ou
queremos árvore? Eu quero árvore. Para haver árvore, é preciso tirar a rede da Macroárea B.
Essa foi outra observação. Há mais 2, vou trazê-las rapidamente.
Um dos problemas que foi tocado aqui é a questão dos vazios. A cidade que nós queremos é a
cidade para as pessoas. Essa é a cidade que o Andar a Pé defende em todos os fóruns. A cidade para
as pessoas precisa ter espaço, tem que ter densidade; não pode haver vazios, como os que existem
nas Superquadras 207 e 208 Norte, por exemplo, onde há uma reserva, uma especulação imobiliária –
acho que não se pode usar esse termo. Isso prejudica muito as pessoas. Não deveria haver vazios
urbanos, por exemplo, no Setor Comercial Sul, que é um vazio urbano. O Setor Comercial Sul tem 5 mil
salas vazias – 5 mil salas vazias!
(Soa a campainha.)
PRESIDENTE (DEPUTADO GABRIEL MAGNO) – Para concluir.
WILDE CARDOSO GONTIJO JUNIOR – Qual é a sugestão, deputado? É a de que nós não
percamos a oportunidade de acabar com qualquer isenção de IPTU no Plano Piloto. A meu ver, isso é
uma das ferramentas, um dos instrumentos, como foi colocado aqui, que poderiam ser imediatamente
tirados – eu não consegui fazer valer a minha vontade no Conplan. Deveriam acabar com as isenções
de IPTU. Deveriam implantar o IPTU progressivo. Isso faria com que pelo menos as áreas que o Lúcio
Costa reclamou, em 1974, no seminário... Em 1974, Lúcio Costa falou assim: “É um absurdo! A Asa
Norte está toda vazia, e Taguatinga, Gama, Ceilândia já têm quase o dobro da população do Plano
Piloto”. Isso não estava no relatório. Temos que tirar essas amarras para fazer com que a cidade
possa, efetivamente, ser ocupada.
Por fim, trago a questão da mobilidade. Eu entendo um plano como algo que você estabelece
para o futuro. O que está acontecendo? Desde Washington Luiz, provavelmente, a indústria do
automóvel manda neste país.
No Plano Piloto, infelizmente, o rodoviarismo foi a grande diretriz do traçado da cidade. Isso foi
sendo incorporado à legislação edilícia. Ou seja, os imóveis têm que ter local reservado para veículo. O
veículo é obrigatório em determinados apartamentos. Temos que tentar modernizar Brasília, trazer
Brasília para o século XXI, com relação ao aspecto da mobilidade. Isso significa evitar que sejam
obrigadas as garagens em edifícios residenciais. O mapa fala sobre as áreas que são servidas pelo
transporte público.
(Soa a campainha.)
PRESIDENTE (DEPUTADO GABRIEL MAGNO) – Para concluir, Wilde.
WILDE CARDOSO GONTIJO JUNIOR – Em vez de trazermos para o plano algo que já existe,
temos que trazer, Chico, aquilo que vai acontecer. Temos que trazer, no mapa das capacidades de
mobilidade, o VLT, o metrô, temos que trazer isso tudo, porque ali vai haver transporte e ali não será
necessário mais garagem.
Nós não podemos ficar presos atrás. Nós estamos colocando um freio num processo de
mobilidade ativa, de mobilidade modernizada, utilizando uma situação totalmente – diríamos –
anacrônica, que é essa que nós temos hoje.
São essas as contribuições, e obrigado pela oportunidade. (Palmas.)
PRESIDENTE (DEPUTADO GABRIEL MAGNO) – Muito obrigado, Wilde.
O Thiago vai comentar só uma questão bem rápida.
THIAGO PERPETUO – Muito rapidamente, vou falar a respeito da questão do conselho, Wilde.
Existe uma recomendação da Unesco para todos os sítios declarados patrimônio da
humanidade para que haja esse... Eu vou chamar de sistema compartilhado de gestão por meio desses
comitês gestores. Ele não vem para tomar o lugar de outros conselhos e, obviamente, não substitui
eventualmente um conselho que seja criado no âmbito do PPCUB. Dentro da minha perspectiva, a
própria criação desse conselho é um ato coletivo, é um ato de sociedade. Por isso que eu insisto que
não é um conselho do Iphan, mas um conselho das instituições para a gestão comum e compartilhada
do sítio declarado patrimônio da humanidade; mas, obviamente, também, não vai fazer as vezes do
Poder Executivo local, pois não toma suas responsabilidades.
Serão chamadas todas as instituições atinentes à preservação e à gestão do sítio como
patrimônio cultural: UnB, movimentos como o Andar a Pé... Vamos fazer esse conjunto de intenções
para formar esse conselho a tempo e a hora.
PRESIDENTE (DEPUTADO GABRIEL MAGNO) – Obrigado, Thiago.
Vou passar para a Giselle. Obrigado, Giselle, pela presença.
GISELLE MOLL MASCARENHAS – Boa noite, deputado. Grata pelo convite, por essa abertura
tão importante de uma audiência pública – mais uma nesta casa – para tratar de assunto tão
importante.
Cumprimento o senhor, cumprimento minha querida ex-deputada Arlete Sampaio, que mora no
meu coração. Eu sinto muito quando eu passo por aqui e não lhe vejo. Cumprimento, também, o meu
presidente, Ricardo Meira – porque eu saí do CAU, mas o CAU não saiu de mim – e todos os meus
colegas.
Eu estou até inibida, porque muita gente boa, muita gente importante para a preservação
desta cidade falou hoje, como a professora Emilia; o Soneca, que não foi meu professor formalmente,
mas a quem eu sempre admirei pelo conhecimento; o professor Benny; o professor Coutinho; a minha
amiga Vera. Mas eu vou falar mesmo assim, apesar de estar inibida pela presença deles.
Vou falar pelo fato de eu ter trabalhado por 37 anos por esta cidade. Eu nasci junto com a
cidade, em 1960 – já que todo mundo está falando da sua história com Brasília –, e cheguei aqui em
1964. Há uma foto muito bonitinha que mostra a W3, uma em que há um guardinha segurando o
trânsito. Acho que todo mundo já viu essa foto.
(Intervenção fora do microfone.)
GISELLE MOLL MASCARENHAS – Isso, aquela do guardinha com aquele capacete branco,
segurando o trânsito. Há também uma família atravessando a rua.
Eu sempre me vejo naquela menina segurando a mão, porque eu tinha exatamente a mesma
idade quando aquela foto foi tirada, em 1967. Falo isso só para ilustrar uma questão que me veio à
cabeça, quando a professora Emilia falou sobre Florença.
Em 2006, se não me engano, o Iphan realizou um seminário sobre Brasília, em que havia um
cartaz, criado por um dos técnicos do Iphan, com desenho do skyline da cidade. Quando eu vi aquele
cartaz, levei um susto. Eu já trabalhava há muitos anos no GDF e falei: “Nossa, Brasília não é isso”.
Mas era! O desenho daquele cartaz – talvez Thiago possa recuperá-lo no Iphan – era o skyline dos
Setores Comercial, Bancário e de Autarquias vistos a partir do lago. Era um desenho em que havia
muitos edifícios, muito altos, um junto ao outro. Levei um susto – eu, que sempre trabalhei com a
cidade, que sempre morei aqui –, porque eu nunca havia visto a cidade daquela forma.
Então, às vezes guardamos da cidade uma memória, uma visão e uma vivência que não são a
realidade. Até hoje eu vejo que há quem sinta saudade dos tempos dos lacerdinhas, dos tempos em
que Brasília não era ocupada ou era subocupada, com poucas superquadras, com poucos
equipamentos públicos, com poucas instituições e com muito poucos edifícios, comerciais ou de outro
tipo.
Brasília ainda não está concluída, não está completa. Quando se fala da 901, é preciso ter em
mente que aquilo não é um vazio urbano, aquilo é um espaço que precisa passar por um processo
decisório do que ele será. Se ainda não foi decidido se vai ser habitação, se vai ser comércio, se vai ser
institucional, então, vamos decidir. É para isto que os planos, programas e projetos existem: para que
se discuta, delibere e defina o que precisa ser feito em determinados espaços que ainda não estão
ocupados, mas precisam ser.
Eu tive o privilégio de acompanhar o PPCUB. Comecei em 2008, 2009, saí por um tempo, voltei
para Seduh e tive o privilégio de concluir o acompanhamento deste projeto. Devo dizer que o que há
agora é infinitamente melhor do que o que havia ainda em 2008. A primeira reunião pública foi em
2009.
Eu gostei muito da fala da deputada Arlete Sampaio: “Nós temos uma cidade a preservar, mas
também nós temos uma cidade”. Precisamos ter isso em mente. Nós temos uma cidade capital onde
mais de 1 milhão de pessoas circulam diariamente.
O professor Coutinho falou muito bem: muita gente que trabalha e circula aqui não tem o
privilégio de viver aqui. Nós temos esse privilégio. Ao mesmo tempo que temos que preservá-la, não
podemos permitir que ela se torne obsoleta. Nós não podemos permitir a obsolescência de nenhum
setor. Nós não podemos permitir que o Setor Comercial, por exemplo, se esvazie, perca a sua função
comercial e tampouco a sua função gregária, de vivência.
Então, é por isso que o PPCUB é importante. Depois de 15 anos, ele é o melhor, ele é o
consenso que se conseguiu entre vários atores, em inúmeras reuniões e entre todos os técnicos que
passaram ou que estão trabalhando com afinco nesse projeto.
Deputada, acho que ninguém tem mais medo que a preservação seja questionada que os
técnicos da Seduh. Ninguém tem mais medo que eles. Eu tenho muito medo. Tenho paúra. O Ricardo
está ali e vai confirmar o que digo. O PPCUB é o nosso objeto de trabalho, mas, mais do que isso, é o
nosso objeto de paixão e de estudo.
Senhora promotora Marilda, nós temos muitos estudos. Estou falando nós, mas não sou mais
da Seduh já há 3 anos. Existem muitos estudos e inventários. Os inventários estão no Iphan. Não cabe
à Seduh inventariar uma área de tombamento ou qualquer bem a ser tombado. Eles estão no Iphan,
existem, mas não são determinantes para se definir um conceito de tombamento, seja por partes, seja
por completo.
A Seduh tem inúmeros estudos e a memória técnica do PPCUB, que mostram como se chegou
a cada um dos resultados e dos artigos.
Eu queria terminar rapidamente e dizer que área computável existe em todas as NGBs, que são
os gabaritos e os nossos documentos de normas. Área computável é uma coisa necessária. É um
conceito que não tem nada a ver com tombamento, mas acaba tendo porque, se não tivéssemos uma
área não computável, não poderíamos ter, por exemplo, garagem em edifício. Nenhum dos edifícios de
Brasília teria garagem, ou teríamos os estacionamentos todos em área pública. É um conceito que
existe desde que Brasília foi criada como área não computável.
Para completar, sempre que se fala de Brasília e do PPCUB, eu me lembro do Louvre, pois lá
aconteceu algo muito emblemático. O Louvre é um edifício, é – mais que tudo – o edifício de Paris. Eu
me lembro da polêmica que aconteceu quando a pirâmide foi colocada lá. Muita gente não queria a
pirâmide, mas ela é uma das coisas mais lindas e que tornam o Louvre melhor, mais emblemático,
mais importante do que ele jamais foi. Falo tanto da pirâmide invertida como daquela em que
entramos.
Eu só espero isto: que não neguemos a pirâmide, que não acabemos com Brasília por excesso
de zelo, porque, se esse plano diretor tiver que sair da câmara de novo, nós teremos acabado com
Brasília.
Nós precisamos desse plano diretor. Brasília precisa do plano diretor. As normas existem, mas
elas já estão muito obsoletas. O que o PPCUB fez foi atualizá-las, foi agregá-las, agrupá-las, estudá-las
e atualizá-las.
Se ele não for aprovado, nós teremos segurado areia, porque realmente não conseguimos
deter todas as mudanças que a dinâmica urbana tem e traz para esta que é uma cidade capital do país,
sem uma norma consolidada, sem uma lei consolidada como o PPCUB.
Eu quero colocar que eu também tenho medo dessa questão desse cheque em branco dos
planos, programas e projetos. A mim também preocupa muito, mas eu entendo que uma lei
complementar não derroga a Lei Orgânica do Distrito Federal.
A Lei orgânica, na Emenda nº 51, se não me engano, cita que toda e qualquer alteração de
inclusão ou alteração de uso ou parcelamento tem que passar por esta casa, tem que passar pela
Câmara Legislativa.
Se houver qualquer dúvida com relação a isso, eu sugiro que seja incluído no art. 76 um
parágrafo que deixe claro que os projetos que incluam alteração de uso ou parcelamento passem pela
Câmara Legislativa e tenham todo o rito de uma lei complementar.
É isso, obrigada. (Palmas.)
PRESIDENTE (DEPUTADO GABRIEL MAGNO) – Obrigado, Giselle.
Só para contribuir com essa parte final, Giselle, há outros dispositivos que contradizem a Lei
Orgânica, como você acabou de colocar. É importante atualizarmos isso no texto.
Vou dar 2 exemplos. Primeiro, os incisos II, III e IV do art. 157, quando tratam da questão do
Setor Hoteleiro, dos hotéis baixos em que já se muda a altura máxima para 35 metros. Dizem que as
propostas, os projetos arquitetônicos têm que ter obviamente a anuência do Iphan, mas não precisam
passar depois por esta casa. Tira-se a prerrogativa. Então, é preciso corrigir também, além do art. 57,
o 157.
O outro artigo que é importante – e já apresentamos aqui – é o 158 e seus §§ 2º e 3º, que
falam da alteração das Purps, das planilhas, porque, se a lei diz que as Purps fazem parte do projeto
de lei e elas podem ser alteradas por decreto, então, indiretamente está se colocando que a própria lei
pode ser alterada por decreto e não precisa ser revisada por aqui. Se as Purps podem ser alteradas
sem a necessidade de se alterar a lei que faz parte da própria legislação, então, também há
contradições. Essas são questões importantes.
Eu dei a vocês apenas 2 exemplos, mas precisamos também avançar para que, de fato, a Lei
Orgânica não seja, nesse caso, desrespeitada nesses aspectos das obrigações e das instâncias
necessárias, para não criarmos, como foi dito por outros participantes, insegurança jurídica.
Então, se há um projeto de lei complementar que estabelece esses processos, eu acho que é
importante também colocar, como fruto desta comissão geral, esse encaminhamento de pensarmos
juntos esse processo.
Agradeço demais, Giselle, a sua contribuição sempre importante. É muito bom ouvi-la.
Neste momento, vou chamar para usar da palavra – eu acho que já saíram algumas pessoas,
mas vamos ver se ela está presente – a senhora Cléa Torres, presidente do Conselho Comunitário da
Asa Norte. (Pausa.)
VERA RAMOS – Ela teve que sair. Ela lamentou muito, porque ela está com problema de saúde
e não pôde esperar mais. Ela estava aqui como presidente do Conselho Comunitário da Asa Norte, mas
também como representante do Conselho Comunitário da Asa Sul. A presidente do conselho teve um
compromisso com a filha e entregou a ela esse documento que eu vou lhe passar. Está bem?
Eu, Vera, quero deixar registrado, neste tempo da Cléa, que eu também lamento que a
representante do conselho da Asa Norte, que representa todas as prefeituras das superquadras, que é
a escala residencial tão importante na nossa cidade e no PPCUB, teve que se retirar. Ela disse que
achava que seria a terceira a falar. Infelizmente, ela não vai poder falar. Eu passo às suas mãos o
documento que a Patrícia, presidente do conselho da Asa Sul deixou com ela. Está certo?
PRESIDENTE (DEPUTADO GABRIEL MAGNO) – Obrigado, Vera. Nós receberemos. Eu acho
importante fazer o registro de que tentamos, ao máximo, alertar sobre o tempo, mas as extensões
foram necessárias também. Este debate foi muito rico. Quem avisou à mesa que teria que sair, nós
tentamos reajustar na lista. Eu acho, Janaina, já fica o encaminhamento que vimos, diante desta
comissão geral, que há muita necessidade de fala, de escuta.
Eu já proponho, como um dos encaminhamentos, inclusive, conversarmos – viu, Vera? – com a
Cléa, com o CCAN e com o CCAS. Que também possamos fazer outros momentos de escuta
comunitários para absorver e acolher o conjunto dessas demandas. A deputada Paula Belmonte
colocou isso na intervenção dela. Eu acho que nós precisamos dar o tempo necessário para absorver,
para escutar, para entender e tentar chegar ao máximo de mediações e consensos possíveis.
Deixo também registrado isso.
VERA RAMOS – Eu vou acrescentar que a Patrícia, do conselho da Asa Sul, deixou uma série de
perguntas para a Seduh na última audiência pública de novembro. A mesa não respondeu e disse que
marcaria uma reunião posterior, o que até hoje nunca aconteceu.
Como eu convivo com essas presidentes no Instituto Histórico, digo que elas não estão se
sentindo ouvidas. Era isso.
PRESIDENTE (DEPUTADO GABRIEL MAGNO) – Eu queria já combinar – viu, Vera? – que
faremos o encaminhamento dessas questões por meio de um documento da Comissão de Educação,
Saúde e Cultura, formalmente, à Seduh. Dialogaremos não só trazendo respostas, mas também outros
desdobramentos. Que fique registrado isso.
Neste momento, concedo a palavra ao ex-prefeito da SQS 308, senhor Fernando Bassit.
FERNANDO BASSIT LAMEIRO DA COSTA – Boa noite a todos. Cumprimento o deputado Gabriel
Magno e todos os demais presentes. Todos devem estar exaustos a esta altura, mas vale a pena fazer
registro de um tema que considero da maior importância.
Eu não sou arquiteto urbanista, minha formação é em psicologia e direito. Sou psicólogo e
advogado, mas chego a este local e a este momento trazido principalmente pela experiência de ter sido
prefeito comunitário, na verdade, presidente da Associação de Moradores, mais assim conhecido, da
Quadra Modelo de Brasília, onde estão retratados os melhores testemunhos dos principais atributos da
superquadra, considerada a maior invenção urbanística de Lúcio Costa, festejada.
Nessa atuação como prefeito comunitário durante 6 anos, de 2017 a 2023 – ainda ajudo lá,
mas não na condição de presidente da associação –, eu me vi no desafio de defender os principais
atributos da superquadra, que seriam a livre circulação de pedestres pelas áreas públicas e pelos pilotis
e a proibição de cercamentos de todo tipo em torno dos pilotis e de suas áreas circundantes. Na
necessidade de me instruir sobre normas, deparei-me com uma grande controvérsia sobre o uso
público dos pilotis, o direito de uso público dos pilotis.
Esse tema se mostrou muito controverso. Havia muitos relatos e reclamações, por parte de
porteiros, de que havia grupos de jovens que insistiam em permanecer nos pilotis. Ele não sabia, os
jovens falavam que aquilo era área pública: “Essa aqui é uma área pública, é uma área de uso
público”. Eu me intriguei com esse assunto, até porque sou proprietário de imóvel na superquadra.
Hoje em dia há 120 superquadras no Plano Piloto. Eu fiz uma conta: há aproximadamente
1.300 blocos residenciais, onde moram cerca de 250 mil pessoas. Também no Sudoeste e no Noroeste
há centenas de blocos sobre pilotis. A população inteira do Distrito Federal é potencial...
(Soa a campainha.)
FERNANDO BASSIT LAMEIRO DA COSTA – ... potencial usuária desses espaços.
Há diversos conflitos decorrentes de uma verdadeira insegurança jurídica relativa aos pilotis,
que eu, debruçando-me em estudos intensos, principalmente nos últimos meses, pude constatar. Há
uma disparidade legal absoluta sobre isso, desde os textos historiográficos, passando por todas as
normas, leis, decretos, portarias do Iphan, inclusive a legislação urbanística do Distrito Federal.
Nós podemos ver que houve um salto normativo a partir de 2016 com a Portaria nº 166 do
Iphan, que me surpreendeu quando lá encontrei, em vários dispositivos, os pilotis descritos...
(Soa a campainha.)
PRESIDENTE (DEPUTADO GABRIEL MAGNO) – Por favor, conclua.
FERNANDO BASSIT LAMEIRO DA COSTA – Irei concluir.
Os pilotis descritos como áreas de uso público, sem nenhum complemento, nenhuma
discriminação, quando nunca encontrei – sou morador de Brasília desde 1962, a vida toda morei em
superquadras –, em nenhum outro texto, essa definição ampla, superlativa, da possibilidade de uso
público dos pilotis, até porque os pilotis são áreas que eu entendo como privadas, indubitavelmente.
Elas constam na escritura do meu apartamento, paga-se IPTU sobre essas áreas, então, a natureza
privada delas é indiscutível. Há uma série de ilusões jurídicas criadas com conceitos de projeção.
(Soa a campainha.)
FERNANDO BASSIT LAMEIRO DA COSTA – A Portaria nº 166 – eu sei que há aspectos maiores
a serem discutidos – pode ter uma série de outras virtudes, mas, nesse ponto, ela criou uma ruptura
importantíssima, que me levou ao entendimento, repassando as conclusões dos meus estudos
aprofundados na doutrina, na jurisprudência, etc., de que, na verdade, o tombamento não é um
instrumento jurídico suficiente a instituir direito real de uso de imóveis privados, em nenhuma medida,
o que, surpreendentemente, coloca o próprio direito de livre circulação de pedestres pelos pilotis
desguarnecido de qualquer proteção.
Para minha felicidade, o PPCUB, no seu art. 58, trata do assunto dos pilotis abandonando a
expressão pilotis de uso público.
(Soa a campainha.)
PRESIDENTE (DEPUTADO GABRIEL MAGNO) – Obrigado, Fernando. Peço que o senhor
conclua, porque já estamos com o tempo estourado.
FERNANDO BASSIT LAMEIRO DA COSTA – Eu vou concluir elogiando, em parte, o PPCUB por
ter abandonado a expressão. A fala do representante do Iphan precisa ser contestada nesse ponto
específico, porque ele pede que o PPCUB acompanhe, com correspondência direta com a Portaria nº
166, a qual, nesse ponto, foi muito infeliz, porque ela exacerba, exorbita da competência do instituto
de tombamento e do próprio Iphan, ao instituir um uso público absurdo de uma propriedade privada,
que pode ser viabilizado pelo instrumento certo, que seria a instituição da servidão administrativa.
PRESIDENTE (DEPUTADO GABRIEL MAGNO) – Obrigado, Fernando.
FERNANDO BASSIT LAMEIRO DA COSTA – Eu protocolei 2 sugestões de emenda, hoje, na
Comissão de Participação Legislativa, que tratam e explicam melhor esse tema. Vou repassá-las à
mesa.
Obrigado.
PRESIDENTE (DEPUTADO GABRIEL MAGNO) – Obrigado, Fernando.
Concedo a palavra ao Helvídio Nunes, prefeito da 509 Sul.
HELVÍDIO NUNES DE BARROS NETO – Boa noite.
Cumprimento toda a mesa, na pessoa do presidente, deputado Gabriel Magno.
Sou Helvídio Nunes Neto, advogado e líder comunitário. Sou brasiliense da gema, nascido,
criado e residente na Asa Sul.
Sou recordista de solicitações na Ouvidoria do GDF e de religação de postes, com mais de 300
no Participa-DF e mais de 400 no Ilumina-DF. Coloco-me à disposição de toda a população se quiser
ajuda, em especial no Plano Piloto, para redigir a sua reclamação e solicitação ao GDF. Podem me
chamar no Instagram @prefeitoitinerantedaasasul, que eu ajudo vocês.
O que eu vejo, andando pelas ruas da Asa Sul e do Plano Piloto, é que esse cheque em branco
que o pessoal está com medo de acontecer, já foi dado, mas para as pessoas erradas. Com todo o
respeito aos decanos da capital presentes e aos demais senhoras e senhores, se não aprovarmos o
PPCUB, esse cheque em branco, que já está vigente, só será útil para uma temeridade, que são os
invasores de área pública, comércio informal tosco, sujeira, falta de segurança pública e urbanidade. Se
ficarmos mais 10 anos só discutindo, num blá-blá-blá e mi-mi-mi, que Brasília começará a correr o risco
de perder seu tombamento... Atualmente, no site da Unesco não consta nenhum risco de Brasília
perder seu status de patrimônio mundial da humanidade. Com essa falta de regulamentação,
condenamos Brasília à estagnação e ao declínio. A nossa cidade merece uma regulamentação porque
ela já está sendo carcomida. O cheque em branco está dado para os malfeitores, para a falta de
desenvolvimento econômico e para um planejamento urbano decente.
Como uma cidade com 64 anos apresenta tesourinhas desmoronando, crateras no asfalto do
Setor Policial Sul e invasão de moradores de rua em todo o Plano Piloto? Os Centros POP precisam ser
repensados, porque, na prática fomentam invasões e são tráfico disfarçado de vulnerabilidade social.
Peço que tenhamos pressa. Data venia as autoridades e o ilustre membro do parquet, do
Ministério Público, mas querer que o Pier 21 pare de funcionar? Não podemos lidar com isso como se o
empresariado e o empreendedor fossem vilões. Eles são parceiros. Brasília precisa respirar!
Senhoras e senhores, espero que consideremos o verdadeiro risco aqui, que é o de
demorarmos demais para a aprovação desse plano. Brasília precisa incentivar o verdadeiro herói, o
empresariado, e não a ocupação irregular, a economia informal e a violência urbana. Muito obrigado.
PRESIDENTE (DEPUTADO GABRIEL MAGNO) – Obrigado, Helvídio.
Concedo a palavra à senhora Edna Reis, moradora da Vila Telebrasília.
EDNA REIS – Boa noite. Eu sou a Edna Reis e moro na Vila Telebrasília. Eu tenho 70 anos e
ajudo a criar 4 netos. Moro lá há vários anos. Inclusive, vou entrar naquela parte em que senhor João
falou dos vários lotes destinados a pessoas de fora, a igreja e tudo mais. Nós que moramos há tanto
tempo não chegamos a algum acordo e nem fomos agraciados de alguma forma para que pudéssemos
pagar esses lotes e tudo mais. Então, moramos na clandestinidade. Vou voltar aqui mais vezes. Assim
que for possível, quero ir a algum órgão para viabilizar essa possibilidade.
Era isso que eu tinha para falar.
PRESIDENTE (DEPUTADO GABRIEL MAGNO) – Muito bem, Edna. Obrigado pela sua
contribuição e pela luta na Vila Telebrasília pelo espaço cultural.
Pessoal, o plenário já está bem esvaziado, até pelo andar da hora. Vou pedir licença a todos
que vieram para a mesa – agradeço-lhes a presença – para conceder a palavra à Janaina, da Seduh,
para ela fazer as considerações finais.
Nós vamos sistematizar, formalizar e encaminhar o conjunto das contribuições de hoje para a
Seduh. Creio que seja necessário manter esse debate sobre as várias questões pontuadas, com a
participação de algumas entidades, para estabelecermos essa relação.
Agradeço demais a todos os componentes da mesa a presença. Peço licença para passar a
palavra à Janaina, da Seduh, a quem eu também agradeço a disponibilidade de estar até essa hora
conosco, acompanhando o debate. Eu vi que você anotou tudo. Nós vamos estabelecer esse grau de
comunicação e de conversa para tentar chegarmos a um texto que possa contemplar o conjunto das
falas de hoje.
Concedo a palavra à Janaina Vieira.
JANAINA VIEIRA – Eu só queria fazer alguns comentários bem rápidos porque quase todos os
pontos levantados também estão previstos no relatório feito na Câmara Legislativa. Nós já estamos
analisando esse relatório e há alguns pontos sobre os quais realmente precisamos conversar e discutir.
Eu acho que vamos ter um momento para juntar tudo isso e fazer esses ajustes necessários para que o
projeto de lei seja o melhor possível.
É claro que esta casa também tem a obrigação de levantar todos esses pontos. Estamos aqui
exatamente para contribuir. Vamos discutir e analisar como fazer com que esse projeto de lei seja o
melhor para a cidade e para a população do Distrito Federal. Assim que os senhores puderem
encaminhar todas essas considerações que foram levantadas hoje, nós vamos fazer uma análise e
voltaremos a discutir. Ainda haverá outras audiências públicas das quais vamos participar. Semana que
vem estaremos aqui de novo para poder melhorar o entendimento desse projeto de lei.
Agradeço-lhes, mais uma vez, a participação e o convite. A Seduh está sempre à disposição.
Muito obrigada.
PRESIDENTE (DEPUTADO GABRIEL MAGNO) – Obrigado, Janaina.
Registro a presença do José Wilson, presidente do PT Brasília.
Nós vamos estabelecer esse cronograma e sistematizar na comissão. Reforço o convite de que,
na quarta-feira da semana que vem, a comissão geral será da Comissão de Assuntos Fundiários para
continuarmos esse debate.
Parabenizo o belíssimo trabalho feito pelos consultores legislativos da UDA desta casa,
coordenados pelo Josué Magalhães, que contou também com a contribuição do Alexandre Rosa, da
Ana Carolina, do André Felipe, do André Molinar, do Bruno Lima, do Igor Gustavo, da Josebete Mônica
e do José Veríssimo.
Quero agradecer a todos os servidores que ficaram conosco até essa hora, possibilitando que
realizássemos este trabalho: o cerimonial; a polícia legislativa; a copa; a taquigrafia; o nosso gabinete;
a Comissão de Educação, Saúde e Cultura e o Saple. Agradeço a todos a realização desta comissão,
que nos permitiu fazer este debate. Quero agradecer, mais uma vez, às autoridades da mesa: a
Janaina, o Ministério Público, o CAU, o Iphan, a Unesco, as entidades que participaram – está presente
o nosso querido Coutinho, que segue firme – e a deputada Arlete Sampaio, por abrilhantar esta
comissão.
Boa noite a todos e todas.
Nada mais havendo a tratar, declaro encerrada esta sessão ordinária, que originou esta
comissão geral, às 19 horas e 23 minutos.
(Levanta-se a sessão às 19h23min.)
Observação: nestas notas taquigráficas, os nomes próprios ausentes de sites governamentais oficiais foram reproduzidos de
acordo com a lista disponibilizada pelo Cerimonial desta casa ou pelo gabinete do deputado autor do requerimento de realização
deste evento.
Siglas com ocorrência neste evento:
Ademi-DF – Associação de Empresas do Mercado Imobiliário do Distrito Federal
Asbranaut – Associação Náutica, Esportiva e do Turismo de Brasília
CAF – Comissão de Assuntos Fundiários.
CAU-DF – Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Distrito Federal
CCAN – Conselho Comunitário da Asa Norte
CCAS – Conselho Comunitário da Asa Sul
Centro POP – Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua
Codese-DF – Conselho de Desenvolvimento Econômico, Sustentável e Estratégico
Condepac-DF – Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural do Distrito Federal
Conplan-DF – Conselho de Planejamento Territorial e Urbano do Distrito Federal
Conpresb – Conselho de Gestão da Área de Preservação de Brasília
CREA-DF – Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Distrito Federal
CT – Câmara Temática
CTCUB – Câmara Temática do Conjunto Urbanístico de Brasília
CUB – Conjunto Urbanístico de Brasília
Dema – Delegacia do Meio Ambiente
DER – Departamento de Estradas de Rodagem
DF Legal – Secretaria de Estado de Proteção da Ordem Urbanística do Distrito Federal
Epia – Estrada Parque Indústria e Abastecimento
Epig – Estrada Parque Indústrias Gráficas
Fecomércio-DF – Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Distrito Federal
Fibra – Federação das Indústrias do DF
GDF – Governo do Distrito Federal
IAB – Instituto de Arquitetos do Brasil
Icomos – em português, Conselho Internacional de Monumentos e Sítios
Iphan – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional
IPTU – Imposto sobre a Propriedade Territorial Urbana
Luos – Lei de Uso e Ocupação do Solo
PDL – Plano de Desenvolvimento Local
PDOT – Plano Diretor de Ordenamento Territorial
PLC – Projeto de Lei Complementar
PMDF – Polícia Militar do Distrito Federal
PPCUB – Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília
Prourb – Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem Urbanística
Purp – Planilha de Parâmetros Urbanísticos e de Preservação
Saple – Setor de Aapoio ao Pplenário
Seduh-DF – Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Habitação do Distrito Federal
Semob-DF – Secretaria de Transporte e Mobilidade
Sindivarejista-DF – Sindicato do Comércio Varejista do Distrito Federal
Sinduscon-DF – Sindicato da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal
Supac – Subsecretaria do Patrimônio Cultural
Suplav – Subsecretaria de Planejamento, Acompanhamento e Avaliação
TTN – Trevo de Triagem Norte
TTS – Trevo de Triagem Sul
UDA – Unidade de Desenvolvimento Urbano, Rural e Meio Ambiente
UnB – Universidade de Brasília
Unesco – em português, Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura
VLT – Veículo Leve sobre Trilhos
As proposições constantes da presente ata circunstanciada podem ser consultadas no portal da CLDF.
Documento assinado eletronicamente por MIRIAM DE JESUS LOPES AMARAL - Matr. 13516, Chefe do
Setor de Registro e Redação Legislativa, em 16/05/2024, às 16:07, conforme Art. 22, do Ato do Vice-
Presidente n° 08, de 2019, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 214, de 14 de
outubro de 2019.
A autenticidade do documento pode ser conferida no site:
http://sei.cl.df.gov.br/sei/controlador_externo.php?acao=documento_conferir&id_orgao_acesso_externo=0
Código Verificador: 1669030 Código CRC: 430A6C7C.
DCL n° 105, de 17 de maio de 2024
Extratos - CLDF - Saúde 2/2024
EXTRATO DE RATIFICAÇÃO INEXIGIBILIDADE LICITAÇÃO
Brasília, 13 de maio de 2024.
Fundamento Legal: Fundamento Legal: Inciso IV, do art. 74, da Lei 14.133 de 1º de abril de 2021 e
alterações. Justificativa: Objetos que devam ou possam ser contratados por meio de credenciamento.
Autorização da despesa: pelo Ordenador de Despesa, Geovane de Freitas Oliveira. Ratificação: pelo
Gerente-Coordenador do CLDF Saúde/FASCAL, conforme competência delegada pelo Presidente da
CLDF, por meio do Ato do Presidente nº 211/2023, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito
Federal nº 65, em 22 de março de 2023.
Processo SEI n.º 00001-00018488/2024-89. Contratada: JN DE ARAUJO ODONTOCLINICA
EIRELI - ME - ODONTOCLINICA JUSSARA NOBREGA, CNPJ: 21.519.924/0001-79 Objeto:
prestação de serviços de atividade odontológica conforme Laudo Técnico de Vistoria para
Credenciamento nº SEI 1661020.
Ratifico, nos termos do artigo 74 da Lei 14.133, de 1º de abril de 2021, a inexigibilidade de
licitação de que trata o referido processo, tendo em vista as justificativas constantes dos respectivos
autos processuais. Publique-se para as providências complementares.
GEOVANE DE FREITAS OLIVEIRA
Gerente-Coordenador do CLDF Saúde/FASCAL
Documento assinado eletronicamente por GEOVANE DE FREITAS OLIVEIRA - Matr. 24088, Diretor(a)
do Fascal, em 15/05/2024, às 16:34, conforme Art. 22, do Ato do Vice-Presidente n° 08, de 2019, publicado
no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 214, de 14 de outubro de 2019.
A autenticidade do documento pode ser conferida no site:
http://sei.cl.df.gov.br/sei/controlador_externo.php?acao=documento_conferir&id_orgao_acesso_externo=0
Código Verificador: 1662979 Código CRC: 5DB18F61.
DCL n° 105, de 17 de maio de 2024
Extratos - CLDF - Saúde 3/2024
EXTRATO DE TERMO ADITIVO
Brasília, 15 de maio de 2024.
Processo SEI n.º 00001-00017723/2024-03. Contrato nº 53/2024 firmado entre o Fundo de Assistência
à Saúde dos Deputados Distritais e Servidores da Câmara Legislativa do Distrito Federal – CLDF
SAÚDE e a CLINODONTO CLINICA ODONTOLOGICA LTDA -
HUAMANUS., CNPJ: 03.618.253/0001-11. Vigência: 60 (sessenta) meses, a contar da data da
publicação do Extrato deste Termo de Credenciamento no Diário Oficial do Distrito Federal - DODF.
Objeto: prestação de serviços Odontológicos. Recursos: Fonte (100); Elemento de Despesa (3390-39).
Nota de Empenho N° 2024NE00485; Valor da Nota de Empenho: R$ 100,00 (cem reais). Datada
de 13/05/2024; Legislação: Lei 14.133/21 e alterações. Partes: pelo CLDF SAÚDE, Sr. Geovane de
Freitas Oliveira e pela Credenciada, Sra. Denise Pinheiro Falcão da Rocha.
Documento assinado eletronicamente por GEOVANE DE FREITAS OLIVEIRA - Matr. 24088, Diretor(a)
do Fascal, em 15/05/2024, às 16:34, conforme Art. 22, do Ato do Vice-Presidente n° 08, de 2019, publicado
no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 214, de 14 de outubro de 2019.
A autenticidade do documento pode ser conferida no site:
http://sei.cl.df.gov.br/sei/controlador_externo.php?acao=documento_conferir&id_orgao_acesso_externo=0
Código Verificador: 1667825 Código CRC: 44CE50E3.
DCL n° 105, de 17 de maio de 2024
Extratos - CLDF - Saúde 4/2024
EXTRATO DE TERMO ADITIVO
Brasília, 13 de maio de 2024.
Processo nº SEI 00001-00036475/2021-49. Segundo Termo Aditivo ao Termo de Credenciamento nº
36/2021, firmado entre o Fundo de Assistência à Saúde dos Deputados Distritais e Servidores da Câmara
Legislativa do Distrito Federal – CLDF SAÚDE e a HOME CARE COELHO SOUZA E SOUZA
ASSISTÊNCIA DOMICILAR LTDA. - LUMINU HOME CARE. Objeto: inclusão do Pacote de Raio-X
Domiciliar. Vigência: a partir da publicação deste extrato de Termo Aditivo no Diário Oficial do Distrito
Federal - DODF. Legislação: art. 65, II, da Lei n° 8.666/93. Partes: pelo CLDF SAÚDE, Sr. Geovane de
Freitas Oliveira e pela Credenciada, O sr. Celso do Amaral Mello Neto.
Documento assinado eletronicamente por GEOVANE DE FREITAS OLIVEIRA - Matr. 24088, Diretor(a)
do Fascal, em 15/05/2024, às 16:34, conforme Art. 22, do Ato do Vice-Presidente n° 08, de 2019, publicado
no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 214, de 14 de outubro de 2019.
A autenticidade do documento pode ser conferida no site:
http://sei.cl.df.gov.br/sei/controlador_externo.php?acao=documento_conferir&id_orgao_acesso_externo=0
Código Verificador: 1662938 Código CRC: 822F223C.
DCL n° 105, de 17 de maio de 2024
Relatórios 1/2024
RELATÓRIO DE EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA
Fundo de Assistência à Saúde dos Deputados Distritais e Servidores da CLDF
Setor de Orçamento, Finanças e Contabilidade
Núcleo de Contabilidade
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO - ABRIL 2024
1.1 Saldo em contas correntes e aplicações 22.633.008,02
30.113.814,07
1.2 Fundo reserva (conta corrente e aplicações) 7.480.806,05
1.3 Saldo de Restos a Pagar Inscritos (em 2023) (17.594.077,21)
1.4 Restos a Pagar pagos (11.755.890,69) (29.349.968,30)
1.5 Fornecedores de Exercícios Anteriores (0,40)
Subtotal 1 (Superávit financeiro 2023) R$ 763.845,77
2 - RECEITAS 2024
2.1 Receita de Mensalidades Ativos 4.923.586,70
2.2 Receita de Mensalidades Inativos 2.292.747,79 7.314.240,56
2.3 Receita de Mensalidades Pensionistas 97.906,07
2.4 Receita de Coparticipação Ativos 1.022.548,01
2.5 Receita de Coparticipação Inativos 347.046,11 1.389.386,99
2.6 Receita de Coparticipação Pensionistas 19.792,87
2.7 Receita de Repasse do Tesouro 14.637.436,00
2.8 Receita de Optantes 507.196,55
16.051.919,64
2.9 Receita de Aplicações Financeiras 901.306,67
2.10 Ressarcimentos 6.007,42
Subtotal 2 R$ 24.755.547,19
3 - DESPESAS 2024
Fonte 100 Fonte 171
3.1 Fornecedores - Exercício atual 3.943.197,91 -
3.2 Fornecedores - DEA 630.074,74 -
3.3 Reembolso - procedimentos e medicamentos - 148.350,46
Subtotal 3 R$ 4.721.623,11
4 - PASSIVO (acumulado nesta data)
4.1 Cotas não empenhadas fonte 100 10.064.163,35
4.2 Cotas não empenhadas fonte 171 8.426.982,86
Subtotal 4 R$ 18.491.146,21
5 - VALORES A DEVOLVER - GDF -
6 - SUPERÁVIT LÍQUIDO 2024 - SIGGO/GDF (1 + 2 - 3 - 4 - 5) R$ 2.306.623,64
DO SUPERÁVIT FINANCEIRO
O presente relatório apresenta um SUPERÁVIT (item 6 da Demonstração do Resultado do Exercício) de R$ 2.306.623,64 (dois
milhões, trezentos e seis mil seiscentos e vinte e três reais e sessenta e quatro centavos), que leva em conta as despesas realizadas e a
receita arrecadada registradas no Sistema Integrado de Gestão Governamental - SIGGo-GDF.
Todos os dados financeiros, orçamentários e contábeis referem-se a valores acumulados de 1º de janeiro de 2024 a 30 de abril de
2024.
I - ORÇAMENTO INICIAL, MODIFICAÇÕES E EXECUÇÃO
A estimativa mensal de receita por fonte, 100 e 171, é respectivamente de R$ 3.659.359,00 (três milhões, seiscentos e cinquenta e
nove mil e trezentos e cinquenta e nove reais) e R$ 2.143.833,33 (dois milhões, cento e quarenta e três mil, oitocentos e trinta e três reais e
trinta e três centavos) tendo sido fixada a despesa mensal em R$ 5.803.192,33 (cinco milhões, oitocentos e três mil, cento e noventa e dois
reais e trinta e três centavos) pela Lei Orçamentária Anual o que representa um equilíbrio anual nas contas do Fascal em R$ 69.638.308,00
(sessenta e nove milhões, seiscentos e trinta e oito mil, trezentos e oito reais), orçamento inicial, no final do exercício.
A execução orçamentária no exercício está demonstrada, por natureza de despesas e fonte, nas colunas de alteração de QDD,
empenhos liquidados e a liquidar, bem como o crédito disponível, conforme quadro abaixo:
Movimentação Orçamentária Exercício 2024
Despesa Empenhos a Crédito
Dotação Inicial Alterações
Realizada Liquidar disponível
100 339039 39.882.500,00 - 3.943.197,91 11.982,05 35.927.320,04
100 339092 4.029.808,00 - 630.074,74 20.678,22 3.379.055,04
170 339039 726.000,00 - - - 726.000,00
171 339039 21.250.000,00 - - - 21.250.000,00
171 339092 1.500.000,00 - - - 1.500.000,00
171 339093 2.250.000,00 - 148.350,46 - 2.101.649,54
TOTAL 69.638.308,00 - 4.721.623,11 32.660,27 64.884.024,62
II - REALIZAÇÃO DA RECEITA
Receita Realizada
A receita realizada acumulada em 30 de abril de 2024 resultou em R$ 24.755.547,19 (vinte e quatro milhões, setecentos e
cinquenta e cinco mil quinhentos e quarenta e sete reais e dezenove centavos), a saber:
a. Fonte 100 – R$ 14.637.436,00 (quatorze milhões, seiscentos e trinta e sete mil quatrocentos e trinta e seis reais)
b. Fonte 171 – R$ 9.216.804,52 (nove milhões, duzentos e dezesseis mil oitocentos e quatro reais e cinquenta e dois centavos)
c. Fonte 170 – R$ 901.306,67 (novecentos e um mil trezentos e seis reais e sessenta e sete centavos), referente a remuneração de
aplicações financeiras.
Composição Mensal da Receita
RECEITAS 2024
RECEITA JANEIRO FEVEREIRO MARÇO ABRIL MAIO JUNHO SEMESTRAL
Mensalidade Ativos 1.277.263,23 1.291.594,05 1.167.735,73 1.186.993,69 - - 4.923.586,70
Mensalidade Inativos 603.369,02 600.054,18 544.362,64 544.961,95 - - 2.292.747,79
Mensalidade Pensionistas 24.680,63 24.489,77 23.954,43 24.781,24 - - 97.906,07
SUBTOTAL
1.905.312,88 1.916.138,00 1.736.052,80 1.756.736,88 - - 7.314.240,56
MENSALIDADES (1)
Coparticipação Ativos 277.649,66 237.592,98 219.413,53 287.891,84 - - 1.022.548,01
Coparticipação Inativos 105.015,24 78.718,55 73.628,21 89.684,11 - - 347.046,11
Coparticipação
7.406,65 4.203,69 4.245,76 3.936,77 - - 19.792,87
Pensionistas
SUBTOTAL
390.071,55 320.515,22 297.287,50 381.512,72 - - 1.389.386,99
COPARTICIPAÇÕES (2)
Repasse Tesouro 3.659.359,00 3.659.359,00 3.659.359,00 3.659.359,00 - - 14.637.436,00
Optantes 191.430,81 102.331,63 66.600,17 146.806,94 - - 507.169,55
Receitas Financeiras 264.753,63 212.195,24 206.947,37 217.410,43 - - 901.306,67
Ressarcimentos 448,59 0,00 3.481,57 2.077,26 - - 6.007,42
SUBTOTAL OUTRAS (3) 4.115.992,03 3.973.885,87 3.936.388,11 4.025.653,63 - - 16.051.919,64
TOTAL (1+2+3) 6.411.376,46 6.210.539,09 5.969.728,41 6.163.903,23 - - 24.755.547,19
Excesso de arrecadação
Em 30 de abril de 2024, a receita realizada acumulada foi superior à prevista na lei orçamentária anual para o exercício de 2024 na
importância de R$ 1.542.777,87 (um milhão, quinhentos e quarenta e dois mil setecentos e setenta e sete reais e oitenta e sete centavos).
III - REALIZAÇÃO DA DESPESA
Despesa Realizada
A despesa realizada no exercício, importou em R$ 4.721.623,11 (quatro milhões, setecentos e vinte e um mil seiscentos e vinte e
três reais e onze centavos), a saber:
a. Fonte 100 – R$ 4.573.272,65 (quatro milhões, quinhentos e setenta e três mil duzentos e setenta e dois reais e sessenta e cinco
centavos);
b. Fonte 171 – R$ 148.350,46 (cento e quarenta e oito mil trezentos e cinquenta reais e quarenta e seis centavos).
Composição Mensal da Despesa
DESPESAS 2024
DESPESA JANEIRO FEVEREIRO MARÇO ABRIL MAIO JUNHO
Fornecedores (100
136.207,09 0,00 940.509,07 2.866.481,75 - -
39)
Fornecedores (171
- - - - - -
39)
Fornecedores (100
39.431,37 439.040,16 136.299,79 15.303,42 - -
92)
Fornecedores (171
- - - - - -
92)
Reembolso (171 93) 6.663,14 56.836,23 49.279,63 35.571,46 - -
TOTAL 182.301,60 495.876,39 1.126.088,49 2.917.356,63 - -
IV - DOS RESTOS A PAGAR - EXERCÍCIO 2023 – 2024
Restos a Pagar Processados e Não Processados Inscritos em 31 de dezembro 2023
Em 31 de dezembro de 2023 foi inscrito em Restos a Pagar Processados e Não Processados a importância de R$
29.349.967,90 (vinte e nove milhões, trezentos e quarenta e nove mil, novecentos e sessenta e sete reais e noventa centavos), a saber:
1 - RESTOS A PAGAR PROCESSADOS INSCRITOS: R$ 19.117,96 (dezenove mil cento e dezessete reais e noventa e seis centavos),
a saber:
a. Fonte 100 – R$ 1.473,22 (um mil, quatrocentos e setenta e três reais e vinte e dois centavos);
b. Fonte 171 – R$ 17.644,74 (dezessete mil, seiscentos e quarenta e quatro reais e setenta e quatro centavos).
2 - RESTOS A PAGAR PROCESSADOS PAGOS: R$ 19.117,96 (dezenove mil cento e dezessete reais e noventa e seis centavos), a
saber:
a. Fonte 100 – R$ 1.473,22 (um mil, quatrocentos e setenta e três reais e vinte e dois centavos);
b. Fonte 171 – R$ 17.644,74 (dezessete mil, seiscentos e quarenta e quatro reais e setenta e quatro centavos).
3 - RESTOS A PAGAR NÃO PROCESSADOS INSCRITOS: R$ 29.330.849,94 (vinte e nove milhões, trezentos e trinta mil oitocentos e
quarenta e nove reais e noventa e quatro centavos)
a. Fonte 100 – R$ 3.649,98 (três mil, seiscentos e quarenta e nove reais e noventa e oito centavos);
b. Fonte 170 – R$ 2.642.000,00 (dois milhões, seiscentos e quarenta e dois mil reais);
c. Fonte 171 – R$ 16.031.471,96 (dezesseis milhões, trinta e um mil, quatrocentos e setenta e um reais e noventa e seis centavos);
d. Fonte 370 – R$ 1.404.040,00 (um milhão, quatrocentos e quatro mil e quarenta reais);
e. Fonte 371 – R$ 9.249.688,00 (nove milhões, duzentos e quarenta e nove mil, seiscentos e oitenta e oito reais).
4 - RESTOS A PAGAR NÃO PROCESSADOS PAGOS EM 2024
O pagamento de RPNP importou em R$ 11.736.772,73 (onze milhões, setecentos e trinta e seis mil setecentos e setenta e dois
reais e setenta e três centavos):
a. Fonte 171 – R$ 7.024.117,92 (sete milhões, vinte e quatro mil cento e dezessete reais e noventa e dois centavos);
b. Fonte 370 – R$ 715.563,74 (setecentos e quinze mil quinhentos e sessenta e três reais e setenta e quatro centavos);
c. Fonte 371 – R$ 3.997.091,07 (três milhões, novecentos e noventa e sete mil noventa e um reais e sete centavos).
5 – SALDO DE RESTOS A PAGAR INSCRITOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2023:
O saldo de Restos a Pagar Não Processados importou em R$ 17.594.077,21 (dezessete milhões, quinhentos e noventa e quatro mil
setenta e sete reais e vinte e um centavos), a saber:
a. Fonte 100 – R$ 3.649,98 (três mil, seiscentos e quarenta e nove reais e noventa e oito centavos);
b. Fonte 170 – R$ 2.642.000,00 (dois milhões, seiscentos e quarenta e dois mil reais);
c. Fonte 171 – R$ 9.007.354,04 (nove milhões, sete mil trezentos e cinquenta e quatro reais e quatro centavos);
d. Fonte 370 – R$ 688.476,26 (seiscentos e oitenta e oito mil quatrocentos e setenta e seis reais e vinte e seis centavos);
e. Fonte 371 – R$ 5.252.596,93 (cinco milhões, duzentos e cinquenta e dois mil quinhentos e noventa e seis reais e noventa e três
centavos).
V - ORDENS BANCÁRIAS EMITIDAS
As ordens bancárias emitidas até 30 de abril de 2024 totalizam R$ 16.477.513,80 (dezesseis milhões, quatrocentos e setenta e
sete mil quinhentos e treze reais e oitenta centavos), a saber:
a. Fonte 100 – R$ 4.573.272,65 (quatro milhões, quinhentos e setenta e três mil duzentos e setenta e dois reais e sessenta e cinco
centavos);
b. Fonte 171 – R$ 148.350,46 (cento e quarenta e oito mil trezentos e cinquenta reais e quarenta e seis centavos);
c. RPP Fonte 100 – R$ 1.473,22 (um mil, quatrocentos e setenta e três reais e vinte e dois centavos);
d. RPP Fonte 171 – R$ 17.644,74 (dezessete mil, seiscentos e quarenta e quatro reais e setenta e quatro centavos);
e. RPNP Fonte 171 – R$ 7.024.117,92 (sete milhões, vinte e quatro mil cento e dezessete reais e noventa e dois centavos);
f. RPNP Fonte 370 – R$ 715.563,74 (setecentos e quinze mil quinhentos e sessenta e três reais e setenta e quatro centavos);
g. RPNP Fonte 371 – R$ 3.997.091,07 (três milhões, novecentos e noventa e sete mil noventa e um reais e sete centavos).
Nota: Do total de ordens bancárias emitidas destaca-se a importância de R$ 295.557,27 (duzentos e noventa e cinco mil
quinhentos e cinquenta e sete reais e vinte e sete centavos), referente ao recolhimento de impostos.
VI - RECURSOS FINANCEIROS DISPONÍVEIS
As disponibilidades financeiras do Fascal, em 30 de abril de 2024, importam em R$ 38.437.143,82 (trinta e oito milhões,
quatrocentos e trinta e sete mil cento e quarenta e três reais e oitenta e dois centavos), a saber:
a. Conta Corrente nº 600.296-0 Ag. 218 do Banco de Brasília: R$ 10.113.679,50 (dez milhões, cento e treze mil seiscentos e
setenta e nove reais e cinquenta centavos);
b. Conta Corrente nº 600.304-4 Ag. 218 do Banco de Brasília: R$ 1.622.002,74 (um milhão, seiscentos e vinte e dois mil dois
reais e setenta e quatro centavos);
c. Conta Aplicação nº 600.304-4 Ag. 218 do Banco de Brasília: R$ 18.514.983,69 (dezoito milhões, quinhentos e quatorze mil
novecentos e oitenta e três reais e sessenta e nove centavos);
d. Conta Aplicação nº 010.241-5 Ag. 218 do Banco de Brasília (fundo de reserva): R$ 8.186.477,89 (oito milhões, cento e
oitenta e seis mil quatrocentos e setenta e sete reais e oitenta e nove centavos).
Brasília, 15 de maio de 2024.
GUSTAVO DOMINGOS DE OLIVEIRA
Chefe do Núcleo de Contabilidade
MÁRIO NOLETO OLIVEIRA DO CARMO
Setor de Orçamento, Finanças e Contabilidade do Fascal
GEOVANE DE FREITAS OLIVEIRA
Gerente Coordenador do Fascal
Documento assinado eletronicamente por GUSTAVO DOMINGOS DE OLIVEIRA - Matr. 23317, Chefe do
Núcleo de Contabilidade, em 15/05/2024, às 11:16, conforme Art. 22, do Ato do Vice-Presidente n° 08, de
2019, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 214, de 14 de outubro de 2019.
Documento assinado eletronicamente por MARIO NOLETO OLIVEIRA DO CARMO - Matr. 11439, Chefe
do Setor de Orçamento, Finanças e Contabilidade, em 15/05/2024, às 15:52, conforme Art. 22, do Ato
do Vice-Presidente n° 08, de 2019, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 214, de 14
de outubro de 2019.
Documento assinado eletronicamente por GEOVANE DE FREITAS OLIVEIRA - Matr. 24088, Diretor(a)
do Fascal, em 15/05/2024, às 16:38, conforme Art. 22, do Ato do Vice-Presidente n° 08, de 2019, publicado
no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 214, de 14 de outubro de 2019.
A autenticidade do documento pode ser conferida no site:
http://sei.cl.df.gov.br/sei/controlador_externo.php?acao=documento_conferir&id_orgao_acesso_externo=0
Código Verificador: 1664784 Código CRC: EFE0D026.
DCL n° 107, de 20 de maio de 2024
Portarias 230/2024
Diretoria de Gestão de Pessoas
PORTARIA-DGP Nº 230, DE 16 DE MAIO DE 2024
A DIRETORA DE GESTÃO DE PESSOAS DA CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL, no
uso da competência que lhe foi delegada pelo subitem 7.3 do Anexo V da Lei distrital nº 4.342/2009, e
nos termos dos arts. 12, 13 e 14 da mesma Lei, combinado com o Parecer nº 207/2009-PG, ratificado
pelo Despacho nº 20/2009, do Procurador‑Geral, aprovado pelo Gabinete da Mesa Diretora em sua 25ª
Reunião, realizada em 11/9/2009, item 4 e Ato da Mesa Diretora nº 41, de 2014, RESOLVE:
I – CONCEDER ADICIONAL DE QUALIFICAÇÃO – AQ ao servidor, abaixo citado, resultante
da avaliação de títulos efetuada pela Comissão instituída pela Portaria-GMD nº 124, de 20 de março de
2024, nos percentuais obtidos no processo indicado, em razão da qualificação adicional decorrente da
participação em eventos de capacitação, desenvolvimento e educação continuada:
PERCENTUAL
DATA DE
MAT. SERVIDOR PROCESSO APRESENTAÇÃO DOS ACUMULADO
TÍTULOS
(*)
DANIEL AUGUSTO SILVA 00001-
24.586 10/4/2024 15,00%
RESENDE 00013823/2024-52
(*) Percentual máximo: 15% (Lei nº 4.342, de 2009, art. 13).
II – DETERMINAR que os efeitos financeiros decorrentes do Adicional de Qualificação incidam
a partir da data de entrega dos títulos.
III – INDEFERIR o título constante no documento 1619669 do referido processo.
EDILAIR DA SILVA SENA
Diretora de Gestão de Pessoas
Documento assinado eletronicamente por EDILAIR DA SILVA SENA - Matr. 16015, Diretor(a) de Gestão
de Pessoas, em 16/05/2024, às 20:35, conforme Art. 22, do Ato do Vice-Presidente n° 08, de 2019, publicado
no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 214, de 14 de outubro de 2019.
A autenticidade do documento pode ser conferida no site:
http://sei.cl.df.gov.br/sei/controlador_externo.php?acao=documento_conferir&id_orgao_acesso_externo=0
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DCL n° 107, de 20 de maio de 2024 - Suplemento
Ata Circunstanciada Sessão Ordinária 40/2024
ATA DE SESSÃO PLENÁRIA
2ª SESSÃO LEGISLATIVA DA 9ª LEGISLATURA
ATA CIRCUNSTANCIADA DA 40ª
(QUADRAGÉSIMA)
SESSÃO ORDINÁRIA,
DE 14 DE MAIO DE 2024.
INÍCIO ÀS 15H05MIN TÉRMINO ÀS 17H09MIN
PRESIDENTE (DEPUTADO RICARDO VALE) – Declaro aberta a sessão ordinária desta terça-
feira, 14 de maio de 2024, às 15 horas e 5 minutos.
Sob a proteção de Deus, iniciamos os nossos trabalhos.
Convido o deputado Daniel Donizet a secretariar os trabalhos da Mesa.
Dá-se início aos
Comunicados da Mesa.
Sobre a mesa, expediente que será lido pelo senhor secretário.
(Leitura do expediente.)
PRESIDENTE (DEPUTADO RICARDO VALE) – O expediente lido vai a publicação.
Sobre a mesa, as seguintes atas de sessões anteriores:
– Ata Sucinta da 37ª Sessão Ordinária;
– Ata Sucinta da 17ª Sessão Extraordinária;
– Ata Sucinta da 38ª Sessão Ordinária;
– Ata Sucinta da 39ª Sessão Ordinária.
Não havendo objeção do Plenário, esta presidência dispensa a leitura das atas.
Indago se algum deputado deseja retificar as atas. (Pausa.)
Não havendo pedido de retificação, como as atas já são de conhecimento de todos os
deputados, esta presidência dá por aprovadas sem observações as atas mencionadas.
Não havendo quórum para dar início aos Comunicados de Líderes, suspendo a sessão até às 15
horas e 30 minutos.
Está suspensa a sessão.
(Suspensa às 15h12min, a sessão é reaberta às 15h29min.)
PRESIDENTE (DEPUTADO RICARDO VALE) – Declaro reaberta a sessão ordinária de terça-feira,
14 de maio de 2024, às 15 horas e 29 minutos.
Dá-se início ao
PEQUENO EXPEDIENTE.
Passa-se aos
Comunicados de Líderes.
Concedo a palavra ao deputado Iolando.
DEPUTADO IOLANDO (Maioria. Como líder. Sem revisão do orador.) – Senhor presidente,
senhoras e senhores deputados, quero, com muita alegria, agradecer a Deus a oportunidade de estar
aqui com todos vocês.
Quero também registrar algo muito importante com relação às mães de autistas que estiveram
comigo, ontem, no gabinete. Na semana passada, eu havia marcado para recebê-las na segunda-feira
e, ontem à tarde, recebi no gabinete uma comissão representando mais de 100 mães de crianças
autistas, inclusive 2 dessas crianças estavam na reunião.
Algo muito triste está acontecendo no Distrito Federal. Não sei se é perseguição, está havendo
outros casos envolvendo servidores públicos identificados com o transtorno do espectro autista,
laudados. Eles foram aprovados em concurso público, mas a Subin e a Subsecretaria da Economia
resolveram não atestar a nomeação deles na secretaria. Eles nos procuraram e, agora, nós
conseguimos acionar o Ministério Público, que, de imediato, tomou providências com relação a esses
servidores públicos que foram aprovados; obtiveram laudos médicos e apresentaram esses laudos nos
órgãos em que também foram aprovados, mas a secretaria não os recebeu.
E, agora, nós estamos vendo outro fato bastante triste. Recentemente, mais de 300 mães
viram os seus planos de saúde serem cortados, serem interrompidos pela Amil. Nós ficamos bastante
tristes, porque essas crianças, esses adolescentes estão em tratamento, estão em acompanhamento
psicológico; psiquiátrico; neurológico; estão em diversos tratamentos. E, agora, esses tratamentos
terão que ser interrompidos.
Isso porque a Amil informou a essas mães que elas seriam cortadas do plano até o dia 30 de
maio. E, naturalmente, que as suas crianças seriam cortadas também. Ontem, eu recebi uma mãe, a
Cláudia – recebi outras mães no nosso gabinete –, e ela me informou que até estava pagando mais
caro pelo plano de saúde, que era tudo que ela queria. Mas, infelizmente, a empresa Amil interrompeu
o plano de saúde dessas crianças.
Então, é algo bastante triste, bastante chato para o Distrito Federal. Estamos vendo que a
capital do país, que deveria ser exemplo de boas práticas na atenção às pessoas com transtorno do
espectro autista, está dando uma resposta contrária. Nós estamos dando uma resposta totalmente
contrária, e isso está entristecendo muito as mães e também as crianças que estão sendo atingidas.
O Ministério Público foi acionado e está cobrando as providências da Amil e também da Agência
Nacional de Saúde com relação ao descredenciamento das mães e das crianças autistas dos planos de
saúde.
Presidente, eu gostaria que esta casa se manifestasse de forma bastante veemente, forte
mesmo, para que tenhamos uma resposta, porque já não é o primeiro caso; são vários os casos que
estão acontecendo no Distrito Federal, que está sendo um mau exemplo para o cuidado das pessoas
com transtorno do espectro autista. Eu já determinei a toda a nossa equipe, todo o nosso gabinete que
tomasse providências para acompanharmos tudo o que será feito em prol dessas crianças com
transtorno do espectro autista.
Quero me colocar à disposição mais uma vez. Peço a todos os deputados, deputada Paula
Belmonte, deputado Ricardo Vale e demais deputados presentes, que juntemos as nossas forças e não
deixemos que as nossas crianças com transtorno do espectro autista sejam excluídas, abandonadas no
auge dos seus tratamentos.
Muitas delas possuem os laudos e, agora, elas vão ser abandonadas por esse plano de saúde.
Eu acredito que, se lutarmos e colocarmos as nossas forças nessa causa, nós não deixaremos isso
acontecer.
Muito obrigado a todos. Que Deus nos abençoe!
Mamães, papais, pais que apoiam suas crianças, vocês não estão sozinhos, nós estamos ao seu
lado. Nós nos uniremos em prol da vida e dos filhos de vocês.
Muito obrigado a todos.
PRESIDENTE (DEPUTADO RICARDO VALE) – Obrigado, deputado Iolando.
Concedo a palavra ao deputado Gabriel Magno.
DEPUTADO GABRIEL MAGNO (Minoria. Como líder. Sem revisão do orador.) – Senhor
presidente, boa tarde; boa tarde a todos e todas neste plenário, hoje, terça-feira; boa tarde para quem
nos acompanha.
Saúdo as pessoas presentes na galeria por uma manifestação superlegítima: a isonomia das
gratificações dos diretores de escola. Hoje há uma divergência entre o diretor da escola classe, do CEF
e do centro de ensino médio. Aqui no Distrito Federal, nós já avançamos em um debate sobre a
carreira única do magistério. Entre os diretores de escola, a maioria dos eleitos são da carreira
magistério – professores – ou da carreira assistência, que também tem seus regramentos. A isonomia
das gratificações é fundamental. Precisamos corrigir uma distorção. No ano passado, esta casa votou o
reajuste das gratificações de vários servidores comissionados do governo, mas ficou faltando uma: a
dos diretores e diretoras de escola. Eles têm uma natureza diferente do cargo comissionado, porque
são eleitos. Isso até foi anunciado e acordado diversas vezes nesta casa, mas o projeto de lei dos 25%
para os diretores de escola ainda não chegou aqui.
Senhor presidente, 3 assuntos – infelizmente muito graves – me trazem hoje aqui.
O primeiro é o anúncio feito ontem pela secretária de Educação de que, dentro de 40 dias,
abrirá uma licitação para contratar uma empresa que instalará nas escolas detectores de metais e um
aplicativo de reconhecimento facial dos estudantes. Senhor presidente, eu lamento isso
profundamente.
Eu até quero saber – deixo aqui esse questionamento – se a secretária combinou isso com o
governador. A secretária faz e anuncia muitas coisas que não estão combinadas com o governo. Aliás,
ultimamente, parece que os secretários não têm combinado as coisas com o governador. De acordo
com ele, o Anderson Torres não combinou nem as férias que tirou no ano passado, na véspera dos
atos golpistas do dia 8 de janeiro. Eu quero saber se o governador concorda com essa tese.
Presidente, essa fala da secretária é a confissão da incompetência, é a falência da política
educacional no Distrito Federal. Esse é o recado que a secretária de Educação dá para a sociedade: nós
não damos conta de organizar uma rede de educação. Isso está absolutamente errado, de todos os
matizes e vieses – do viés político, pedagógico.
Qual é o papel da escola? Caros colegas, O papel da escola é o de educar, inclusive de
combater a desigualdade e as violências. Não é papel da escola naturalizar e fazer mais repressão. É
óbvio, presidente – eu quero deixar bem nítido aqui –, que todos nós sabemos dos problemas graves
da segurança no Distrito Federal. As escolas não estão alheias a isso, mas não é essa a solução. Essa –
desculpem-me – é a solução rasa! É a solução que não resolve o problema, é populista, para jogar
para a galera.
Onde está o investimento nas escolas? Onde está a nomeação dos porteiros, cuja existência,
na Secretaria de Educação, acabou? Onde está a nomeação de psicólogos, de assistentes sociais, de
mais professores? Onde está o investimento no PDAF? As escolas estão superlotadas! Não há nem
uniforme escolar, que é um instrumento de segurança e que a secretária prometeu entregar em março.
Cadê o uniforme escolar? Não havia merenda nas escolas até um dia desses, agora surgiu dinheiro.
Para contratar empresa, há dinheiro; para fortalecer a educação, não há.
Denúncia desta semana: mais 9 milhões que a Secretaria de Educação usa para contratar uma
empresa sem licitação, para ofertar um curso que a Egov oferta.
O que está acontecendo na Secretaria de Educação hoje é um desastre. É a falência da política
educacional. Eu lamento profundamente, presidente, o que a secretária de Educação está fazendo com
as nossas escolas. E eu vou dizer para a secretária de Educação, para o governador e para a vice-
governadora: nessa rede há muitos profissionais qualificados que infelizmente não são reconhecidos e
valorizados por esse governo. Há muita gente boa. Há muita gente trabalhando todo dia, além da
conta e do horário, para garantir que as nossas escolas sejam espaço de cidadania, de democracia, de
liberdade e, fundamentalmente, espaços seguros.
Eu chamo aqui todos os meus colegas, com todas as divergências políticas e ideológicas que
nós temos, para fazermos um profundo debate, presidente, sobre a necessária agenda que nós temos
que colocar no centro de proteção das nossas escolas, proteção das nossas crianças, adolescentes,
profissionais. Não é tratando estudantes da rede com pré-julgamento que resolveremos o problema da
violência. É como se todos que entram na escola, agora obrigados a fazer revista, já fossem pré-
julgados e culpados. O problema da violência é sério, mas tratar a educação com esse descaso é
criminoso. Eu quero saber quanto vai custar, qual é o valor dessa licitação anunciada.
Para encerrar, presidente, quero anunciar que nós estamos entrando com uma ação no
Tribunal de Contas para questionar o Governo do Distrito Federal sobre a política de prevenção de
desastres – desastres que nós temos acompanhado no Brasil todo e agora infelizmente no Rio Grande
do Sul. Fizemos um levantamento e, por isso, estamos questionando o Tribunal de Contas: desde
2019, quando olhamos o orçamento do Distrito Federal, está lá o programa de trabalho Prevenção e
Respostas às Emergências e Desastres Ambientais, para o qual foi autorizado, por esta casa, o valor de
427 mil reais apenas, desde 2019, dos quais foram liquidados somente 68 mil reais. Desde 2019, o
Governo do Distrito Federal só gastou 68 mil reais nesse programa de trabalho, e é o único que existe
sobre prevenção e respostas a emergências e desastres na LOA e na LDO.
Nós estamos vivendo o caos no Rio Grande do Sul de uma tragédia anunciada. A deputada
Paula Belmonte realizou uma importante comissão geral sobre o rio Melchior. Nós vivenciamos, neste
semestre, as chuvas de março e fevereiro.
(Soa a campainha.)
DEPUTADO GABRIEL MAGNO – Vou concluir, presidente. As chuvas de março e fevereiro
inundaram a Asa Norte, o Sol Nascente e várias outras cidades. Estamos entrando no período da seca,
e qual é a resposta que o Governo do Distrito Federal dará para a sociedade?
Volto ao debate da educação que foi lido agora, porque dissemos, quando foi votada a
alteração da LDO, que o governo fez um acordo e aumentou o número de contratações de professores
e professoras para 3.104. Inclusive, foi por meio de uma emenda do presidente, deputado Wellington
Luiz. Depois, o governo mandou uma outra proposta de LDO que diminuía para 710. Nós fizemos uma
emenda para corrigi-la, e o governador Ibaneis vetou a emenda. Agora, o governo mandou a esta casa
novamente o projeto de lei que corrige esse número para 3.104. Isso foi lido hoje.
É fundamental que votemos isso o mais rápido possível, para que, pelo menos, essa parte do
acordo que foi feito com os professores...
(Soa a campainha.)
DEPUTADO GABRIEL MAGNO – ... a Secretaria de Educação possa cumprir e nomear,
imediatamente, professores e professoras aprovadas no concurso público.
Obrigado, presidente. (Palmas.)
PRESIDENTE (DEPUTADO RICARDO VALE) – Obrigado, deputado Gabriel Magno.
Concedo a palavra ao deputado João Cardoso. (Pausa.)
Concedo a palavra ao deputado Max Maciel.
DEPUTADO MAX MACIEL (PSOL-PSB. Como líder. Sem revisão do orador.) – Boa tarde,
presidente desta sessão, deputado Ricardo Vale, e todos que nos acompanham no plenário e na TV
Câmara Distrital do Distrito Federal.
Na última quinta-feira, encerramos a semana com uma comissão geral para debater a situação
do rio Melchior. A deputada Paula Belmonte estava presente também. O que nos chamou a atenção
nessa comissão geral, entre tantos problemas que já identificamos em relação ao rio Melchior que se
junta a Taguatinga, a Samambaia e a Ceilândia, é que ele foi escolhido para ser morto. Houve uma
estratégia de Estado para matar o rio Melchior, que está em estágio 4.
A fala de um professor da Universidade de Brasília chamou-me a atenção quando apontou um
estudo que diz que, nos próximos 50 anos, o DF poderá ficar com menos de 50% de água. Nós já
tínhamos essa informação antes, porque já passamos por uma crise hídrica no Distrito Federal em
2014/2015. Essa crise hídrica é um dado concreto de que pode voltar. Por enquanto, estamos tendo
algo que, na natureza, chamamos de sorte. Sorte que as barragens estão vertendo, sorte que elas não
estão reduzindo a volumes drásticos. Por que digo sorte? Porque, se nós permitirmos o
desenvolvimento de cidades na forma como está se estabelecendo, hoje, com as leis de ocupação do
solo, com PDOT, enfim, com o próprio crescimento, faltará água para o Distrito Federal. Não temos
grandes mananciais e estamos praticamente dentro do Cerrado, que é a caixa d'água do mundo.
Nós estamos desmatando em mais de 80%. Inclusive o crescimento de áreas do Cerrado vêm
sendo reduzidas por causa do agronegócio não só no Centro-Oeste, mas também no Distrito Federal. É
só se observar a situação de Águas Emendadas. Já foi alertado, por analistas, o grave problema com
edificações e pavimentações próximas. Vejam a Flona, na área de Brazlândia, onde recentemente foi
identificado um grupo que estava desmatando. Brasília precisa escolher a cidade que ela quer ser para
o futuro. E pode faltar água nesse futuro.
O debate climático está em voga com seriedade. Precisamos chamar a atenção desta casa para
fazermos logo nossos corredores ecológicos e plantarmos água. Este é o termo correto: plantar água.
Primeiro, é preciso rediscutir a cidade, fazer uma nova repaginação, debater limites para que cada
imóvel de cada RA consiga ter 10% da sua área verde. Eu não estou falando só de um espaço com
grama, eu estou falando de cultivar árvore frutífera baixa – não precisa ser aquela alta ou gigante –,
com a Novacap fazendo esse controle e distribuindo mudas próprias para o Cerrado. Um dos grandes
problemas que vemos recentemente na área do Plano Piloto são árvores que foram plantadas há
alguns anos, que não tinham nada a ver com o Cerrado e que agora geram problemas. De fato, é
preciso fazer a poda e a extinção delas. Isso gera um grande impacto na comunidade, porque cada
árvore é uma vida sendo abatida, com a qual a população se solidariza muito.
Nós temos um desejo para a cidade. Além de o Plano piloto ser a cidade mais arborizada, é
possível ter todas as cidades do Distrito Federal bem arborizadas. Para isso, é preciso de um plano de
conscientização, de manejo, de aprendizagem com a própria natureza para essa absorção. Olhem as
tecnologias que nós estamos pegando. A Holanda fez grandes bolsões de absorção de águas, que faz,
por exemplo, com que não aconteça o que aconteceu no Rio Grande do Sul. Orleans, nos Estados
Unidos, que passou por um grande desastre, teve que instalar bombas para antecipar o processo de
inundação, a fim de evitar que aquela área fosse alagada. O Distrito Federal ainda tem saída, mas essa
saída precisa ser sincera, permanente e usual.
O Partido Socialismo e Liberdade tem compromisso com o Distrito Federal sustentável. Para
isso, é preciso preservar as nossas áreas ambientais e ecológicas, manter o nosso adensamento urbano
controlado, fazer um bom manancial e preservar os nossos rios. O SOS Ribeirão está lutando pelo
Ribeirão do Sobradinho. Nós temos o rio São Bartolomeu em São Sebastião e, obviamente, precisamos
salvar o nosso rio Melchior.
A comissão geral foi fundamental, porque chamou a atenção de toda a população para esse
fato – vai ficar registrado nos anais desta casa. Está na hora de o Distrito Federal plantar água para
gerações futuras para que não passemos por uma crise pior do que nós passamos há 10 anos.
Para encerrar, presidente, o deputado Gabriel Magno bem pontuou essa relação que
acompanhamos com a Secretaria de Educação.
(Soa a campainha.)
DEPUTADO MAX MACIEL – Talvez, com a medida extrema de tentar resolver o problema da
violência nas escolas.
Eu tive a oportunidade de, em 2007 a 2010, realizar uma pesquisa, durante 3 anos, que
mapeou todas as gangues no Distrito Federal. Eu fiquei, durante 3 anos, mapeando todas as gangues,
reunindo-me com elas e ouvindo-as. Eu já mostrei a todos como elas se organizavam. Inclusive, essa
publicação gerou mais de 400 páginas. Hoje em dia, essa mudança de gangues se desconfigurou, mas,
entre os relatos e os estudos, nós tínhamos os manuais, inclusive, da Unesco, que faziam um estudo
sobre violência na escola. A violência na escola gerou, se não me engano, 4 manuais da Unesco, que
fez estudo com um grupo focal e determinante. Inclusive, na minha formação em pedagogia, eu me
debrucei sobre isso e consegui fazer o texto “Outra Pedagogia é Possível”, um artigo que foi publicado,
à época, na Revista Caros Amigos, que mostrava que educação era para além da sala de aula. A escola
não é um depósito de criança, mas um espaço múltiplo de aprendizagem constante.
Quando Paulo Freire dizia que o professor não é o saber absoluto, ele estava certo, porque
somos apenas mediadores de conhecimento. Sabemos que, dentro da sala de aula, existem vários
conhecimentos que precisam ser mediados; inclusive, as violências, porque, além da violência física,
que é aquela que fere o corpo, existem várias outras: a violência moral, a financeira, a dos
preconceitos, a dos bullyings. Isso tudo gera impacto.
Eu gostaria de indicar um filme para cada um dos senhores e cada uma das senhoras, caso não
tenham assistido a ele, baseado numa peça americana chamada Bang, Bang! Você Morreu! É uma peça
que depois virou filme, que se baseou no Tiros em Colombine e que estudava a relação de Colombine.
Para quem não sabe, Colombine foi onde houve o primeiro grande massacre de dezenas de jovens
numa escola nos Estados Unidos. O filme Bang, Bang! Você Morreu! narra que, antes de sofrer ou de
cometer uma violência...
(Soa a campainha.)
DEPUTADO MAX MACIEL – ...o jovem, deputado Ricardo Vale, na escola, dá todos os sinais,
porque ele se isola dos amigos, fica mais irritado, o que é identificado, caso haja um corpo técnico, por
um orientador educacional, por um psicólogo, por um professor que tenha condições de atender.
Hoje as salas de aula estão lotadas, sem monitores, sem suporte. Há um abandono completo,
deputado Fábio Félix, da educação brasileira. Não podemos achar que a única saída é colocar um
detector de metal nas escolas.
Eu queria dizer para a secretária de Educação que a minha filha estuda em escola pública – por
segurança, não direi qual –, e eu me recuso que a minha filha seja revistada. Imaginem mil alunos
serem revistados, um por um, para entrar na escola. Até o último entrar, já acabou o horário de aula,
porque existe tesoura, brinco, um monte de coisas para entrar. Ou a secretaria vai criar um perfil
padrão de abordagem? Identificar aquele potencial aluno que pode causar risco para outros alunos?
Secretária, se essa escola tivesse salas adequadas, reduzidas ao padrão adequado, com
professores e monitores, com psicólogos, com orientadores educacionais, com debates do outro lado
do muro, com a comunidade, assim como já aconteceu em outros países e no Brasil, em São Paulo,
onde tive o prazer de conhecer a experiência de uma escola aprendiz, com tudo isso, reduziríamos a
violência na escola.
A violência na escola não é a violência da escola – a escola não bate em ninguém –, mas é a
violência que está do lado de fora do muro e entra na escola. Eu já estudei em escola pública.
Sabemos que entra de tudo pelo muro e por outros lugares. Vamos fazer o quê? Vamos colocar uma
tela? Faremos da escola um espaço prisional em vez de um espaço de educação?
É óbvio que dizer que haverá um kit de proteção, isso, para os pais, é maravilhoso. “Olhe, o
meu filho vai se sentir mais seguro”. Eu lhes digo que não, pois, quando ele for para fora da escola,
como é que ficará? Será a barbárie? Da escola para dentro, tudo ok, e, da escola para fora, é cada um
por si?
Nós temos que trabalhar isso de forma séria, que significa trabalhar com os pais, com os
responsáveis, com a comunidade e, também, com o espaço educacional.
Registro o nosso repúdio a uma decisão tão acelerada, sem dados, sem diagnóstico, de se
colocar reconhecimento facial e detector de metais nas escolas da rede pública do Distrito Federal em
que estudam crianças.
Eu pergunto: isso vai para todas as escolas? Com certeza, não. Vai para as escolas em
determinados territórios que já dizemos que são violentos ou em que há aquela pessoa violenta. Eu me
recuso a acreditar que essa seja a melhor política de educação que a capital do país possa ter.
Obrigado, senhor presidente.
PRESIDENTE (DEPUTADO RICARDO VALE) – Obrigado, deputado Max Maciel.
Concedo a palavra ao deputado Chico Vigilante.
DEPUTADO CHICO VIGILANTE (PT. Como líder. Sem revisão do orador.) – Senhor presidente,
senhoras e senhores deputados, eu creio que todos nós brasileiros e parte do mundo estamos
acompanhando de perto o que está acontecendo no Rio Grande do Sul. No entanto, o que nos assusta
é o comportamento de determinados indivíduos que não sei se dá para serem chamados de seres
humanos.
Como, em uma tragédia tão grande e tão terrível, as pessoas têm coragem de
plantar fake news, de mentir descaradamente! É um grupo de extrema direita do Brasil que está
fazendo isso.
Foi muito importante o posicionamento do comandante do Exército Brasileiro, general Tomás,
que fez uma entrevista coletiva para mostrar à nação brasileira o quanto as fake news estavam
atrapalhando o trabalho que está sendo feito, de maneira muito correta, pelas Forças Armadas do
Brasil.
Eu creio que tem sido exemplar o comportamento do presidente Lula quanto à liberação de
recursos. Foram 2 idas e, agora, ele está voltando novamente pela terceira vez. Ainda há o
compromisso de ele visitar todas as cidades inundadas. Vi também que a ex-presidente Dilma Rousseff,
que hoje preside o Banco dos Brics, está liberando 5 bilhões e 700 milhões de reais daquele banco para
ajudar a amenizar aquela tragédia. Portanto, essa é uma posição efetiva, importante e fundamental de
um governo que tem preocupação com a população, inclusive com a reconstrução daquele estado, que
é cara a todos nós brasileiros.
Há de ser repudiado efetivamente o posicionamento de extremistas que usam uma tragédia
para fazer politicagem da pior espécie.
Dito isso, eu quero abordar um ponto muito próximo de nós. Eu tenho falado constantemente a
respeito do transporte coletivo do Distrito Federal. Eu recebi um relato de um vigilante que mora no
Itapoã. Ele me disse que sai de casa todo dia às 5 horas da manhã e pega, naquela cidade, um ônibus
que está destinado a transportar no máximo 60 passageiros. Ele me disse que nesse ônibus vêm 120
passageiros. Ele disse: “Chico, está pior do que transporte de gado. No caminhão boiadeiro, ainda há
um espaço para o boi se movimentar ali dentro.” Falou: “Para nós, passageiros, não sobra espaço
nenhum”. Ele dizia ainda que quem mais sofre nessa situação desses ônibus abarrotados são as
mulheres, porque sempre há um cabra safado, sem-vergonha, para aproveitar os ônibus lotados e ficar
se encostando nas mulheres. Até no metrô existe um vagão exclusivo para mulheres, mas não há
ônibus exclusivos para as mulheres.
Eu acho que é fundamental que a Secretaria de Transporte do Distrito Federal verifique – eu
faço este apelo ao secretário Zeno – as linhas que estão sobrecarregadas, superlotadas, para que
possamos aliviar o sofrimento desses trabalhadores e dessas trabalhadoras, dada a gravidade que
esses trabalhadores e essas trabalhadoras estão enfrentando no transporte público do Distrito Federal.
Eu tenho levantado essa questão aqui constantemente, vou continuar levantando essa
realidade para que mudemos, efetivamente, a situação do transporte público do Distrito Federal.
Obrigado, presidente.
PRESIDENTE (DEPUTADO RICARDO VALE) – Obrigado, deputado Chico Vigilante.
Dando continuidade aos Comunicados de Líderes, concedo a palavra ao deputado Thiago
Manzoni. Antes, porém, quero registar a presença dos estudantes e professores da Escola Classe 416
Sul, participantes do programa Conhecendo o Parlamento, sob a coordenação da Escola do Legislativo.
Parabéns, sejam bem-vindos todos e todas. Vocês estão aparecendo na TV Câmara Distrital.
Concedo a palavra ao deputado Thiago Manzoni.
DEPUTADO THIAGO MANZONI (PL. Como líder. Sem revisão do orador.) – Presidente, boa
tarde. Desejo boa tarde a todos que nos acompanham do plenário, a você que nos acompanha pela TV
Câmara, no YouTube, boa tarde especialmente aos nossos alunos que estão aqui. Obrigado pela
presença de vocês.
Eu inicio hoje, presidente, lamentando a morte da deputada federal Amália Barros e
externando os meus sentimentos ao seu esposo, Thiago, à sua mãe, à sua família, aos seus amigos.
Além de excelente parlamentar, a Amália era uma grande pessoa também. Era uma lutadora, uma
vencedora, uma pessoa de bom caráter, que, por onde andava, fazia com que todos ao seu redor se
sentissem melhor. Então, fica aqui o meu abraço à família e aos amigos da Amália. Desejo que o
Espírito Santo conforte a todos que estão sofrendo com a perda dela.
Presidente, vou mudar um pouco de assunto – por mais que eu tente escapar, não consegui. O
deputado que me antecedeu falou do Rio Grande do Sul e mencionou a expressão fake news. Fake
news hoje é tudo o que se diz e tudo o que se mostra dos fatos que divergem das mentiras plantadas
pelo governo e pela assessoria do governo federal. Se há alguém que está mentindo hoje no Brasil, é o
governo federal, do presidente Lula, e a sua assessoria de imprensa, a oficial e a não oficial. Isso hoje
foi denunciado por uma jornalista chamada Michele Prado, que está denunciando a existência de um
gabinete do ódio. São as palavras da jornalista na rede social dela, capitaneada por jornalistas da
assessoria de imprensa não oficial do governo, infelizmente o maior veículo de comunicação do Brasil,
mas que hoje influencia o pensamento de muito pouca gente.
Quando alguém fala que o que está sendo filmado e registrado é fake news, é mais ou menos
o seguinte: “Não acredite nos seus olhos, não acredite no que você vê, acredite no que eu estou
dizendo, que é a verdade”. É isso que, lamentavelmente, faz o senhor Paulo Pimenta e os
representantes do governo federal, que abandonou o Rio Grande do Sul.
Eu só precisava desmentir isso que foi dito aqui e dizer para a população do Rio Grande do Sul
que, graças a vocês, cidadãos que se uniram e que estão lutando bravamente, é que a situação, essa
tragédia, não está pior.
Parabenizo toda a iniciativa privada e todas as pessoas que se reuniram, inclusive aqui no
Distrito Federal, para ajudar. Saem daqui de Brasília todos os dias centenas de carretas com
suprimento para o Rio Grande do Sul, saem daqui de Brasília todos os dias doações em dinheiro para
institutos e organizações não governamentais, para abastecer o Rio Grande do Sul com aquilo de que
eles precisam.
Em relação a isso, era o que eu tinha a dizer.
Eu estou só conferindo para saber se eu disse o nome da jornalista corretamente. É ela
mesmo, o nome da jornalista é Michele Prado.
Dando continuidade, eu recebi a notícia ontem de que foi colocado em liberdade provisória o
coronel Naime, da Polícia Militar do Distrito Federal, depois de 461 dias. O Coronel Naime ficou preso
461 dias sem ter contra ele sentença, muito menos sentença transitada em julgado. É um coronel da
Polícia Militar que foi ferido em combate no dia 8 de janeiro e que permaneceu preso durante 461 dias
– a meu ver, uma prisão injusta e injustificável. Agora ele foi colocado em liberdade e eu desejo a ele
boa recuperação física e psicológica depois de tanto tempo preso.
Ao mencionar o coronel Naime, eu faço menção também a todos os oficiais da nossa Polícia
Militar que continuam presos e digo às famílias desses policiais que nós estamos com vocês e que nós
esperamos que eles também sejam colocados em liberdade o quanto antes.
Em relação ao coronel Naime, eu me uno à sua esposa Mariana e aos seus filhos na alegria e
no regozijo de vê-lo em liberdade novamente. Desejo a vocês, coronel Naime e família, tudo de bom!
Que Deus abençoe vocês! Que Deus abençoe o Distrito Federal!
Obrigado, presidente.
PRESIDENTE (DEPUTADO RICARDO VALE) – Obrigado, deputado.
Falta alguém falar, mas eu vou suspender a sessão porque há um acordo aqui, há uma
solicitação, que já estava acertada com o presidente deputado Wellington Luiz, de o Coral do Sindical
fazer uma homenagem às mães. Ele se preparou e nós vamos suspender a sessão rapidinho. Após a
apresentação, voltamos.
A presidência vai suspender os trabalhos para a apresentação do Coral do Sindical.
Está suspensa a sessão.
(Suspensa às 16h08min, a sessão é reaberta às 16h21min.)
PRESIDENTE (DEPUTADO RICARDO VALE) – Reabro a presente sessão.
Parabéns! Muito bonito! Vocês estão de parabéns! Nós agradecemos a vocês.
Eu estava ouvindo vocês cantarem, lembrando das mães que estão passando aquele sufoco no
Rio Grande do Sul. Fiquei muito comovido, ouvindo e lembrando das mães que estão naquela situação
difícil.
Quero agradecer a vocês e dedicar essas canções lindas que vocês apresentaram para as
mães, nossas irmãs, no Rio Grande do Sul.
Obrigado. (Palmas.)
DEPUTADO PASTOR DANIEL DE CASTRO – Senhor presidente, solicito o uso da palavra.
PRESIDENTE (DEPUTADO RICARDO VALE) – Concedo a palavra a vossa excelência.
DEPUTADO PASTOR DANIEL DE CASTRO (PP. Sem revisão do orador.) – Senhor presidente,
quero parabenizar o coral e pedir a permissão de vossa excelência para entregar, em nome da Câmara
Legislativa, uma pequena e singela lembrança para as mães do coral. O senhor permite?
PRESIDENTE (DEPUTADO RICARDO VALE) – Claro!
DEPUTADO PASTOR DANIEL DE CASTRO – Obrigado.
Recebam um presente da Câmara Legislativa, uma singela lembrança pelo Dia das Mães.
PRESIDENTE (DEPUTADO RICARDO VALE) – Dando continuidade aos Comunicados de Líderes,
concedo a palavra ao deputado Rogério Morro da Cruz. (Pausa.)
Passa-se aos
Comunicados de Parlamentares.
Concedo a palavra ao deputado Fábio Félix.
DEPUTADO FÁBIO FÉLIX (PSOL. Para breve comunicação. Sem revisão do orador.) –
Presidente, deputados, deputadas, quem assiste a esta sessão pela TV Câmara Distrital, servidores e
servidoras desta casa, visitantes, quero parabenizar inicialmente o Coral do Sindical, o coral de
servidores e servidoras da Câmara. Parabéns pelo trabalho, pela apresentação! Agradecemos muito a
vocês.
Eu queria iniciar falando de um tema que já foi tratado por alguns parlamentares: a educação.
Nós levamos muito a sério o tema da educação no nosso mandato. Nós temos visitado as escolas do
Distrito Federal, temos analisado a política pública a partir do olhar e da escuta de quem entende.
Não sei se os parlamentares e os colegas que estão nos escutando têm essa sensação ou se só
eu tenho a sensação de que, às vezes, o governo toma certas medidas como se elas fossem solucionar
todos os problemas, quando, na verdade, elas não passaram por um crivo técnico, por uma análise e
por uma discussão, realmente, baseada em evidências.
Isso eu já vi em outras áreas desse governo e de outros governos, mas isso gera uma
preocupação muito grande. Deputado Ricardo Vale, nosso presidente da Câmara Legislativa em
exercício ao longo desta semana; deputados de diferentes posições políticas e ideológicas; deputado
Pastor Daniel de Castro; eu juro que eu escutei com muita generosidade a entrevista da secretária de
Educação, Hélvia. Eu sei que há um interesse de toda a sociedade em resolver o problema da violência
na escola.
Os pais e as mães também querem, na escola, um espaço de segurança. Nós somos oposição,
mas o nosso coração está aberto, porque queremos que a educação melhore, queremos que as
políticas públicas melhorem, mas a secretária anunciou 2 medidas centralmente: a primeira delas é
detector de metal na porta das escolas; e câmera de reconhecimento facial.
Isso me gerou uma frustração muito grande, porque já há uma série de pesquisas científicas
neste país sobre a questão da violência. Uma delas, que eu queria mencionar, é chamada de Ataques
de violência extrema em escolas no Brasil: causas e caminhos, que foi elaborada por 10 pesquisadores
do Grupo de Ética, Diversidade e Democracia na Escola Pública do Instituto de Estudos Avançados da
Unicamp e do Grupo de Estudos e Pesquisa em Educação Moral. Eles contabilizaram 36 episódios de
violência extrema em escolas brasileiras, desde agosto de 2001 até outubro do ano passado.
Eles trazem um pouco o perfil da análise desses atos de violência extrema, que são movidos
por vingança, ódio, ressentimento, frustração, preconceito, discriminação, racismo e misoginia. Eles
mapearam os agressores que agiram nesses atos e, também, a dimensão desses atos de violência.
Para combater a violência extrema, temos que olhar as evidências, os dados.
Para vocês terem noção, a maioria dos agressores das escolas-alvo – 83,78% – tem o perfil
socioeconômico familiar médio, médio alto e alto, o que indica que não se trata das escolas que se
encontram em regiões de vulnerabilidade social. Essa é uma pesquisa que traz dados para nós.
Sabemos que a violência nas escolas ou os contextos de violência estão relacionados
ao bullying, à discriminação, à desigualdade – às profundas desigualdades. Não há fórmula mágica.
Não adianta e não vai adiantar pôr detector de metal; não vai adiantar pôr câmera de reconhecimento
facial, porque a violência tem motivações que são, do ponto de vista técnico e humano, de outra
ordem.
É preciso tratar as causas. É preciso que haja psicólogo nas escolas; é preciso projeto político
pedagógico; é preciso diálogo; é preciso mediação de conflito; é preciso capacitação e formação
permanente dos professores e dos gestores. Às vezes, eu tenho a impressão de que a Secretaria de
Educação quer se desincumbir do problema: “Olha, coloquei detector de metais, agora o problema da
segurança...”
(Soa a campainha.)
DEPUTADO FÁBIO FÉLIX – “... nas escolas está resolvido. Eu estou me desincumbindo do
problema”.
É uma frustração enorme, porque sabemos que a faca vai entrar pelo muro, que há estratégias
para burlar quando há planejamento e os casos mais graves de violência são planejados. As pessoas
planejam por meses; o jovem planeja, infelizmente. Não será um detector de metais que vai resolver o
problema, que vai conseguir criar a barreira necessária de proteção para a criança e para o
adolescente. O que cria a proteção é o ambiente, é o contexto, é a valorização, é o investimento, é
uma mudança de cultura na escola.
Isso teria que ser evidente. Para mim, essa é uma medida cosmética. Deputado Ricardo Vale,
no Sistema Socioeducativo, o Fundo dos Direitos da Criança e do Adolescente colocou detector de
metal em todas as unidades de internação. Lá é necessário, porque as famílias passam por revista. Os
detectores de metal passaram, deputado Gabriel Magno, anos sem manutenção, parados. Imaginem:
são 680 escolas públicas. Eu queria perguntar aos colegas por quanto tempo esses detectores de metal
vão funcionar. Quando vão fazer a manutenção desses detectores de metal?
Hoje, no Novo Ensino Médio, nem o sistema do diário escolar está funcionando ainda e já
estamos em maio. Os professores não conseguem lançar falta, presença ou nota, deputado Pastor
Daniel de Castro. Não está funcionando o sistema do Novo Ensino Médio. Imaginem se vai funcionar
detector de metal e reconhecimento facial!
Desculpem-me trazer esse nível de senso de realidade, mas essa é uma discussão que nós
temos que fazer. Por quantos dias vão funcionar esses detectores de metal, que receberão um
investimento altíssimo de dinheiro? Por quanto tempo eles vão funcionar? Isso está longe de ser a
solução que se busca para a escola pública. Do meu ponto de vista, é uma proposta simplista, limitada,
que não ouviu pesquisadores, pesquisadoras, educadores, educadoras.
Nós temos vontade de resolver o problema de violência nas escolas, mas está muito claro que
a proposta apresentada pela Secretaria de Educação nem de perto dará conta desses problemas.
Há hoje 1 psicóloga para cada 4.538 alunos na Secretaria de Educação. Há 2 assistentes sociais
para toda a rede pública de educação. Esses são os dados, enquanto o GDF descumpre a lei do
assistente social e do psicólogo na escola, aprovada nesta casa.
Nós temos hoje uma maioria de professores em contrato temporário, que não são efetivos.
Isso muda a cultura institucional da educação. Quem conhece a máquina...
(Soa a campainha.)
DEPUTADO FÁBIO FÉLIX – ... não é quem entrou agora. Esse é o contexto de que nós estamos
falando. A proposta é ruim e precisa ser reavaliada. O governo, neste momento, tem que retirar a
proposta da compra e fazer uma ampla discussão com a sociedade, com quem entende de violência
nas escolas, e não apresentar uma proposta como essa, que é apressada, simplista e que nem de
longe vai trazer solução para os problemas de violência nas escolas.
Muito obrigado, presidente.
PRESIDENTE (DEPUTADO RICARDO VALE) – Obrigado, deputado Fábio Félix. Ainda pelo
comunicado de parlamentares, pergunto se algum deputado quer fazer uso da palavra.
Concedo a palavra ao deputado Gabriel Magno.
DEPUTADO GABRIEL MAGNO (PT. Para breve comunicação. Sem revisão do orador.) –
Presidente, eu pedi para falar só para responder a mais uma mentira dita aqui, hoje. Lamento
profundamente como a extrema direita tem agido, neste país, diante do sofrimento e da tragédia no
Rio Grande do Sul.
Obviamente, estamos vendo, de novo, um processo de grande e intensa mobilização social de
solidariedade neste país. Há grupos organizados e redes no Brasil inteiro para juntar água, doações e
depósitos via Pix. Há uma série de ações – às vezes, coordenadas; muitas vezes, voluntaristas – do
povo brasileiro, que olha muito triste para o Rio Grande do Sul e quer ajudar de alguma maneira. Isso
tem sido uma resposta muito importante.
Estão tentando fazer disputa política com a tragédia de um estado. Inclusive, aqueles que hoje
tentam fazer isso com mentiras foram os mesmos que defenderam, na pandemia – no governo do ex-
presidente Bolsonaro, genocida e inelegível –, que tinham que aproveitar a pandemia para passar
boiada na legislação ambiental e afrouxá-la. O resultado desse afrouxamento são os desastres
ambientais.
Vou trazer números para esses parlamentares. O presidente Lula anunciou um pacote de
investimentos no Rio Grande do Sul, para emergência e reconstrução, de mais de 50 bilhões de reais. A
presidenta do Banco do Brics, a ex-presidenta Dilma Rousseff, anunciou mais de 5,7 bilhões de reais do
Banco do Brics, para ajudar a reconstrução do Rio Grande do Sul. A FAB e os Correios, empresa pública
que tentaram privatizar, estão fazendo o transporte de todas as doações do Brasil inteiro até o Rio
Grande do Sul.
Presidente, eu pergunto: se os Correios tivessem sido privatizados, haveria alguma empresa
privada de transporte, de logística, neste país, que colocaria à disposição a sua estrutura no Brasil
todo, desde o Amapá, para levar as doações dessa rede enorme de solidariedade? Não. Quem está
fazendo isso são os Correios, a FAB, o Exército brasileiro, a Aeronáutica brasileira, o Estado brasileiro,
que é muito necessário neste processo.
O mercado tentou fazer um anúncio e esconder o estoque e a colheita de arroz do Brasil para
praticar o sobrepreço. Foi só o Lula anunciar que ia importar arroz para não permitir o
desabastecimento que o arroz apareceu.
(Soa a campainha.)
DEPUTADO GABRIEL MAGNO – Então, quero dizer que o governo federal e o Estado brasileiro
têm respondido de maneira rápida e muito séria. Diferentemente do ex-presidente, que, durante a
pandemia, falava que não era coveiro e que não se importava com a vida do povo brasileiro, o
presidente de hoje já disse que a prioridade é salvar vidas e reconstruir o estado do Rio Grande do Sul.
O jornal O Globo acabou de publicar um levantamento dos políticos que estão amplificando,
nas redes, fake news, mentiras sobre o Rio Grande do Sul. Vou ler alguns: Eduardo Bolsonaro, do PL
de São Paulo; Nikolas Ferreira, do PL de Minas Gerais; Gustavo Gayer, do PL de Goiás; Jorginho Mello,
governador de Santa Catarina, do PL de Santa Catarina, obviamente; Filipe Martins, do PL de
Tocantins; Gilvan da Federal, do PL do Espírito Santo e outros vários que, infelizmente, neste momento
de grande sofrimento em que o Estado brasileiro tem agido – inclusive, o governo Lula tem agido de
maneira muito eficiente –, preferem ficar espalhando mentiras, espalhando inverdades nas redes
sociais.
Inclusive, presidente, para encerrar, eu quero aproveitar para informar aqui que até o Governo
do Distrito Federal anunciou ontem que estava suspenso o transporte de doações pela FAB, pelos
Correios. Eu não sei por que motivo, mas saiu nas redes sociais.
É importante dizer para quem viu essa desinformação do Governo do Distrito Federal que o
transporte não está suspenso. A FAB continua recebendo as doações. Quem está se mobilizando pode
ir lá, porque as doações vão chegar ao Rio Grande do Sul, e os Correios, essa empresa pública tão
importante que agora está sendo fortalecida de novo no Governo Lula, está encaminhando todas as
doações dos brasilienses para o Rio Grande do Sul.
Obrigado, presidente.
PRESIDENTE (DEPUTADO RICARDO VALE) – Obrigado, deputado Gabriel Magno.
Eu estou inscrito agora.
DEPUTADO THIAGO MANZONI – Senhor presidente, solicito o uso da palavra.
PRESIDENTE (DEPUTADO RICARDO VALE) – Concedo a palavra a vossa excelência.
DEPUTADO THIAGO MANZONI (PL. Sem revisão do orador.) – Eu te agradeço, presidente. O
único deputado que falou aqui que não era de esquerda fui eu, e todo mundo que não é de esquerda,
e que fala, é rotulado como se fosse de extrema direita.
Extrema direita é o rótulo que o socialismo radical do Brasil impõe a todos aqueles que não se
dobram a essa ideologia maligna. Eu sou um desses que não se dobram a isso. Fake news é tudo o
que se diz contrariamente a essa ideologia maligna, ao partido que está no poder e aos seus
puxadinhos. É por isso que todos os deputados rotulados aí como propagadores de fake news não são
do PT. Isso é lógico, porque fake news é um conceito abstrato onde eles encaixam aqueles que deles
divergem. É só isso.
Então, eu vou desmentir o que foi dito aqui:
“O presidente Lula destinou 50 bilhões para o Rio Grande do Sul”. Mentira. O governador
Eduardo Leite foi a público dizer que isso é mentira.
“Só os Correios estão fazendo transporte no Brasil inteiro”. Mentira. Centenas de empresas
privadas estão fazendo transporte. Se você for ali na Maria Amélia Doces agora, verá que há
caminhões saindo de lá. Caminhões privados, da iniciativa privada. Não são dos Correios, não.
Aliás, esse pessoal rotula, como se fosse criminoso, quem é milionário e bilionário. Temos que
agradecer ao Neymar; temos que agradecer ao Luciano Hang, o “Véio da Havan”; temos que agradecer
a quem tirou dinheiro do bolso e disponibilizou os seus helicópteros, os seus jatinhos, como o Pablo
Marçal. Temos que agradecer a eles, porque eles estão fazendo o que o governo não consegue fazer.
Essa crítica que eu faço aqui não é só ao governo PT. É ao Estado. O Estado é lento, pesado,
burocrático. Não consegue atender na velocidade em que é preciso atender. Quem atende? Os ricos.
Graças a Deus que existem os ricos.
Está lá o helicóptero do Neymar que todo mundo critica. Criticam porque ele é Bolsonaro.
Porque, se ele tivesse feito o L na época da campanha, ele seria o deus do futebol. Criticam o Pablo
Marçal, porque não dobrou o joelho a essa ideologia. Criticam o “Véio da Havan”, porque o “Véio da
Havan” é Bolsonaro.
Mas são essas pessoas que estão resolvendo o problema lá do Rio Grande do Sul. É esse
pessoal que está fazendo o que precisa ser feito, colocando o próprio patrimônio à disposição da
população, porque, se for depender do Estado, que é lento, é burocrático, não chega.
Presidente, obrigado pela concessão da palavra. Eu precisava só desmentir isso e dizer que
nem todo mundo que discorda é de extrema direita. Talvez sejam só as pessoas que consigam pensar
no Brasil. As pessoas que conseguem pensar são rotuladas de extrema direita. Se pensar, manter um
raciocínio lógico e coerente, é ser rotulado como sendo de extrema direita; então, eu o sou.
Obrigado, presidente.
(Assume a Presidência o deputado Iolando.)
PRESIDENTE (DEPUTADO IOLANDO) – Assumo a presidência.
Obrigado, deputado Thiago Manzoni.
Dando continuidade aos Comunicados de Parlamentares, concedo a palavra ao deputado Pastor
Daniel de Castro.
DEPUTADO PASTOR DANIEL DE CASTRO (PP. Para breve comunicação. Sem revisão do
orador.) – Obrigado, presidente.
Senhoras e senhores deputados, amigos e servidores profissionais da imprensa, demais
cidadãos que nos acompanham pela TV e pelas redes sociais.
Obrigado, deputado Ricardo Vale, por me deixar falar agora, até porque seguramente lhe darei
o direito da contradita, visto que também vou fazer minhas ponderações, até porque, ao ver o nobre
deputado Gabriel Magno falar da maneira que ele falou, vou ter que fazer o L, então, porque o governo
dele é perfeito. Acho que o governo dele é perfeito. Deixe-me falar uma coisa: um governo perfeito em
que 55% da população do Brasil acabou de falar, na Quaest, que Lula não merece outro mandato? A
aprovação dele bate recordes negativos de 37%.
Antes de abordar o tema principal desta minha fala, manifesto mais uma vez a minha
solidariedade ao povo gaúcho. Todo o Brasil tem se unido em torno dessa causa que transcende a
política. Lamento quando se politiza algo que é humano, que tem que sair do coração. É muito ruim
fazer isso porque os gaúchos são nossos irmãos e isso transcende a questão partidária, ideológica e
por aí vai.
A tragédia que se abate sobre o Rio Grande Sul deve ser um ponto de inflexão para todos os
brasileiros. Por um lado, testemunhamos a força do povo gaúcho e a solidariedade da população do
Brasil, da nossa gente. Há imagens de civis improvisando pontes, resgatando vidas, doando água e
alimentos, mas, por outro lado, percebemos que o Estado não estava preparado para um desafio dessa
dimensão, o que é extremamente preocupante.
Mais preocupante é porque a esquerda – nem vou chamar de extrema esquerda, deputado
Thiago Manzoni, porque somos rotulados de extrema direita – e o governo dizem toda hora: é culpa do
Bolsonaro. Então, saia da presidência e entregue-a para o Bolsonaro, para que ele possa tomar conta
do Brasil, porque acho que, se ele voltar, ele vai dar conta disso.
Se esse fato já não fosse suficiente, grave em si mesmo, houve ministro do atual governo
fazendo postagem sobre vencimento de prazos eleitorais; houve ministras afirmando que ainda não era
o momento de enviar ajuda para o Rio Grande do Sul e até mesmo uma tentativa vergonhosa de
associar o resgate de um cavalo a alguma intervenção do governo federal. Essa é uma clara
manifestação de insensibilidade face à gravidade da situação em que estamos vivendo.
E, se tudo isso já não for suficientemente constrangedor, o governo Lula, ao invés de envidar
esforços no resgate de vidas, na proteção de crianças e de mulheres, optou por priorizar a perseguição
a qualquer pessoa que denuncie o seu despreparo e a sua incompetência, o que é lastimável e
desumano.
Tudo o que a direita faz é fake news.
Que Deus fortaleça os corações dos nossos irmãos gaúchos. E que a força, que caracteriza o
povo brasileiro, seja o pilar de reconstrução do Rio Grande do Sul.
Feito este necessário registro, também precisamos falar sobre o Distrito Federal e algumas
ações do governo Ibaneis em favor dos moradores de Vicente Pires.
Semana passada, o governador Ibaneis esteve na cidade de Vicente Pires e anunciou um
pacote de obras que chega a 58 milhões de reais. Anunciou a construção de 2 escolas em Vicente
Pires; 2 escolas em Águas Claras e 2 escolas na 26 de Setembro. Anunciou a construção da UBS em
Águas Claras e da Cepi em Vicente Pires.
Recentemente, o Governo do Distrito Federal anunciou mais de 58 milhões na Colônia Agrícola
Vicente Pires. Desde o início do governo Ibaneis, aquela região foi praticamente reconstruída. Eu tive o
privilégio de participar desse projeto quando fui administrador regional. Naquela ocasião, nós tínhamos
uma cidade praticamente sem infraestrutura: buraco por toda parte, avenidas estreitas e canteiros de
obras completamente abandonados. É claro que ainda precisa ser feita muita coisa naquela região, mas
não há dúvida de que Vicente Pires foi completamente transformada na primeira gestão do governo
Ibaneis. Muito me orgulho de ter sido um dos participantes daquele processo à frente da Administração
Regional.
Aliás, no próximo dia 26, a cidade completará 35 anos de existência. É uma sensação
extraordinária saber que aquela antiga colônia agrícola agora abriga praticamente 100 mil habitantes,
dentre os quais me incluo. Ela se transformou em uma importante e robusta região administrativa para
o Distrito Federal.
Já que estamos falando do dia 26 e de Vicente Pires, certamente, também precisamos falar da
querida 26 de Setembro.
(Soa a campainha.)
PRESIDENTE (DEPUTADO PASTOR DANIEL DE CASTRO) – Senhor presidente, peço um minuto
a vossa excelência.
O processo de regularização encontra-se em estágio muito avançado. Diversas secretarias e
agências do Governo do Distrito Federal estão trabalhando forte para a conclusão do projeto. Além
disso, há poucos dias, conseguimos a confirmação de que, no prazo máximo de 2 meses, será lançado
o edital referente à implantação definitiva da iluminação da 26 de Setembro.
Especificamente para essa obra, eu destinei 2 milhões de reais de emenda, e a Secretaria de
Obras completou o montante necessário com mais 1 milhão e 600 mil reais. Precisávamos fazer essa
prestação de contas, porque assumi um compromisso com os moradores de Vicente Pires, de Águas
Claras e da 26 de Setembro. E honrarei minha palavra, mesmo porque, e graças a Deus, temos um
governador que tem se mostrado sensível aos problemas tanto de Brasília quanto daquela região.
Então, quero deixar registrado o meu agradecimento e deixar também registrados os meus
parabéns, porque Águas Claras está aniversariando, Riacho Fundo II também, Vicente Pires também e
a 26 de Setembro fará aniversário no dia 26 de setembro.
Obrigado, senhor presidente, pela bondade de me conceder mais um tempo. Muito obrigado.
PRESIDENTE (DEPUTADO IOLANDO) – Obrigado, deputado Pastor Daniel de Castro.
DEPUTADO CHICO VIGILANTE – Senhor Presidente, solicito o uso da palavra.
PRESIDENTE (DEPUTADO IOLANDO) – Concedo a palavra a vossa excelência.
DEPUTADO CHICO VIGILANTE (PT. Sem revisão do orador.) – Senhor presidente, esse debate
sobre as mentiras, que eu não vou chamar de fake news... Isso é mentira pura distribuída pela
extrema direita. Está comprovado. Todo mundo sabe. Ministro do Supremo do Tribunal Federal tem
afirmado, todos têm afirmado. Eu lerei 10 aqui, só 10, porque são milhares.
É mentira que o Brasil impede que Portugal envie doações para o Rio Grande do Sul. Conteúdo
falso. Está em vídeo gravado por parlamentares de extrema direita de Portugal. Dois: é mentira que a
prefeitura de Canoas tenha publicado documento permitindo que a defesa civil possa tomar as doações
de qualquer centro que esteja lá estabelecido. Três: é mentira que as atuais enchentes do Rio Grande
do Sul tenham sido causadas por abertura de comportas. Quatro: é mentira que o Exército só mandou
3 helicópteros para o resgate das vítimas. A Marinha, o Exército e a Aeronáutica mandaram centenas
de helicópteros, de carro anfíbio, de tanques. O maior navio da Marinha está exatamente lá, fundeado
no porto de Rio Grande, buscando o atendimento daquela população. Cinco: é mentira que o Ibama
tenha apreendido retroescavadeiras que estavam lá a serviço da população. Seis: é mentira que a
Anvisa tenha barrado o envio de remédios para o Rio Grande do Sul. Sete: é mentira que foram
encontrados 2 mil corpos. Essa mentira também foi espalhada pela extrema direita. Oito: é mentira que
o Governo do Rio Grande do Sul esteja exigindo que voluntários apresentem documentos de habilitação
para pilotar barcos. Nove: é mentira que uma boiada tenha sido carregada pelas águas. Dez: é mentira
que caminhões com doações para as vítimas da tragédia no Rio Grande do Sul tenham sido retidos nas
estradas. Essa fake news varia de acordo com o criminoso de extrema direita. Alguns disseram que a
culpa era da Polícia Rodoviária Federal; outros, que era da Receita Federal.
É lamentável que a extrema direita brasileira use uma tragédia da maneira que estão usando,
de maneira descarada, de maneira covarde. Essa é exatamente a postura da extrema direita, que não
tem que ser discutida, tem que ser combatida pelo mal que expressa na nação brasileira.
PRESIDENTE (DEPUTADO IOLANDO) – Concedo a palavra ao deputado Ricardo Vale.
DEPUTADO RICARDO VALE (PT. Para breve comunicação. Sem revisão do orador.) – Senhor
presidente, senhoras e senhores deputados, eu fico ouvindo este debate sobre fake news e fico me
perguntando: por que a extrema direita brasileira, os deputados do PL principalmente, se utilizam
de fake news num momento como este, de tragédia no Rio Grande do Sul, onde os nossos irmãos
gaúchos estão sofrendo muito? É impressionante como eles insistem na mentira. Fico imaginando o
porquê disso. Eu acho que isso foi em função de eles terem conseguido eleger o Bolsonaro presidente
do Brasil; e elegeram Bolsonaro com a mentira. O Bolsonaro é uma fake news que as redes sociais
criaram e que infelizmente virou presidente do Brasil.
Então, esse elemento que foi usado – o Bolsonaro – para disputar as eleições, que foi fruto
das fake news, das redes sociais, enfim, acabou dando certo naquele momento. Mas já era. A
sociedade já não aguenta mais tanta mentira, quanto mais num momento como esse. Passou, acabou.
Parem de insistir com fake news, com mentira, quanto mais em situações como essa!
Então, eu quero deixar um recado, inclusive alguns bolsonaristas já estão de saco cheio de
tanta mentira proferida pelos deputados, pelos do PL, principalmente, que naquele momento
conseguiram vencer as eleições com Bolsonaro, que é uma fake news, que é uma invenção das redes
sociais. O Bolsonaro não é nada daquilo que as redes sociais falam, que os bolsonaristas falam; ele é o
contrário de tudo aquilo que é dito. Fica aqui o meu repúdio, e lamento muito essa questão.
Falando de verdades, eu quero elogiar as torcidas organizadas do Distrito Federal. Vocês
sabem que a Câmara Legislativa virou um ponto para recolher alimentos, roupas, enfim, entramos
nessa campanha de solidariedade humanitária com o povo do Rio Grande do Sul. Hoje, as torcidas
organizadas do Distrito Federal, Mancha Verde, Gaviões da Fiel, a torcida do Grêmio, a torcida do
Internacional, vieram aqui, deputado Fabio Félix, e trouxeram uma quantidade enorme de água, de
alimentos, de roupa, dando uma demonstração do que essas torcidas organizadas realmente são.
Ouvimos muito preconceito contra as torcidas organizadas no Brasil, eu conheço algumas
delas, ajudei a fundar a Mancha Verde nos anos 90 no Distrito Federal e sei a importância do papel que
elas têm do ponto de vista social, de projetos de inclusão social, projetos de cultura, de esporte,
principalmente para os jovens; e hoje elas deram mais uma vez a demonstração de que são entidades
da sociedade importantes nesse processo de formação, principalmente no da nossa juventude. Fizeram
esse gesto humanitário, e fiquei muito impressionado com o que eu vi hoje. Do lado de fora vocês
poderão ver a quantidade de água, de alimentos, de roupa que eles trouxeram.
Então, eu quero agradecer, em nome da Câmara Legislativa, às torcidas organizadas do Distrito
Federal. Eles falaram que essa campanha será permanente. Então, nós queremos chamar as outras
torcidas que não vieram hoje para que entrem nessa campanha, porque sabemos que a situação lá
está muito difícil, deputado Max Maciel. Mas, quando essas águas começarem a baixar, quando as
pessoas quiserem retornar a suas casas é que verão a situação: não terão roupas, não terão televisão,
não terão sofá, não terão mais nada. Aliás, algumas nem casa terão mais, porque a enxurrada irá levá-
las.
Então, essa campanha tem de ser permanente! Estão de parabéns as torcidas organizadas do
Distrito Federal. Quero chamar as outras torcidas para que participem juntamente com toda a
sociedade, com os servidores e os gabinetes. Deputado Max Maciel, eu queria, inclusive, parabenizar a
atuação dos servidores do seu gabinete. Há muita gente participando. Eu tenho visto isso lá fora e
tenho ido acompanhar esse processo. Parabenizo o seu gabinete e outros gabinetes também cujo
pessoal está acompanhando e ajudando...
(Soa a campainha.)
DEPUTADO RICARDO VALE – Para concluir. Peço que todo mundo, de fato, entre nessa
campanha.
Para finalizar, lamento essa questão dos uniformes no Distrito Federal. Nós estamos indo para
o meio do ano. As aulas do ano letivo estão encerrando, e os materiais não chegaram. Há muitos
alunos sem uniforme. Já havia atrasado no ano passado, e agora, de novo, estamos vendo nossos
alunos sem uniforme e os pais desesperados porque não têm dinheiro para comprar. A Secretaria de
Educação está completamente perdida nesse quesito.
Lamento isso profundamente, porque, inclusive, fizemos uma audiência pública no ano passado
e levamos a associação das malharias do Distrito Federal e Entorno ao Palácio do Buriti. Houve uma
reunião com a vice-governadora, Celina Leão, e foi apresentado a ela que tinha de se rever esse
modelo de compra de uniformes em outros estados, para que não ocorresse isso. Isso ocorreu no ano
passado. Eles falaram que o problema não iria persistir; mas persistiu e o governo não fez nada! O
problema está aí de novo.
Então, eu gostaria de fazer um apelo: que a Secretaria de Educação mudasse esse sistema e
que acatasse a proposta construída pelas malharias daqui, porque se voltamos a fazer esses uniformes
aqui geraremos rendas e emprego. Há muitas malharias que fecharam as portas porque esses
materiais estão sendo feitos em outro lugar.
Deixo o meu apelo para que se mude isso. Inclusive, há um projeto de lei tramitando nesta
casa que cria o cartão uniforme escolar. Já existe o Cartão Material Escolar, agora o cartão uniforme
escolar está tramitando. Esse foi um projeto que apresentei a pedido de alguns pais e do próprio setor,
para que os pais possam comprar o material o mais próximo da casa deles. Não precisam ficar
esperando vir de Santa Catarina ou sei lá de onde. Eles mostraram, inclusive, do ponto de vista
econômico, que é muito mais barato fazer aqui que fazer em outro estado.
Então, não estou entendendo por que isso permanece ainda. Lamento profundamente, em
nome de todas as famílias e dos alunos das nossas escolas públicas, dos professores, enfim, de todo
mundo, essa situação ainda no Distrito Federal com relação aos uniformes.
Era isso, senhor presidente. Muito obrigado. (Palmas.)
PRESIDENTE (DEPUTADO IOLANDO) – Obrigado, deputado Ricardo Vale.
DEPUTADO FÁBIO FÉLIX – Senhor presidente, solicito o uso da palavra.
PRESIDENTE (DEPUTADO IOLANDO) – Concedo a palavra a vossa excelência.
DEPUTADO FÁBIO FÉLIX (PSOL. Sem revisão do orador.) – Senhor presidente, em primeiro
lugar, eu gostaria de agradecer a concessão da palavra.
Eu queria fazer um registro de preocupação com relação a uma situação em Santa Maria, que
estamos acompanhando com o mandato, que tem a ver com o direito à moradia.
Um grupo de pessoas ocupa uma área da quadra 404 de Santa Maria desde aproximadamente
2007. Há cerca de 15 anos, 115 famílias ocupam uma área que pertence à Codhab, que seria utilizada
para a implantação de equipamentos públicos na infraestrutura urbana. Esses equipamentos públicos
nunca foram instalados, essas famílias em situação de vulnerabilidade social estão lá, têm feito pedido
de negociação e de diálogo com o Governo do Distrito Federal e há um processo administrativo sobre a
regularização e a possibilidade de inclusão em um programa habitacional. Eles conseguiram,
anteriormente, uma liminar para que não fossem despejados e a remoção não fosse feita. Essa liminar
foi cassada e agora há uma preocupação e uma tensão enorme dessas famílias que estão nessa região.
Eu queria fazer um apelo ao Governo do Distrito Federal. Trata-se de uma situação de
vulnerabilidade social e eu não sei quais são as causas, eu não conheço em detalhes a história, mas eu
sei que hoje lá moram mães, pais de família, crianças, adolescentes, muitas dessas famílias estão em
situação de vulnerabilidade e precisam de um atendimento e de uma atenção social por parte do
governo. Que a Seduh viabilize a regularização e que haja um diálogo com a Codhab para a
implantação de moradia.
Primeiro, eu queria deixar a minha solidariedade. Segundo, uma exigência para que o Governo
do Distrito Federal abra o diálogo, não com o trator ligado, mas realmente levando em consideração o
necessário direito à moradia da população do DF.
Segundo, presidente, eu queria fazer um registro sobre o tema das fake news. Eu queria
restaurar a verdade, porque eu acho que a verdade é muito importante no diálogo político. Eu estou no
segundo mandato e a verdade não é patrimônio de nenhuma bandeira ideológica. Há gente de direita
que fala a verdade, há gente de esquerda que fala a verdade como há gente que mente, que inventa,
que fantasia em todos os campos políticos.
É possível, durante uma tragédia, criticar o governo federal, o governo estadual e a prefeitura
municipal de forma legítima, pelas ausências, pelas dificuldades no atendimento, pelo que não foi feito
e pelo que tem sido feito de forma lenta. É legítimo que as oposições façam isso no processo político e
no processo democrático. Mas não é isso o que está sendo denunciado aqui. O que está sendo
denunciado não é a voz da direita, é um grupo de 10, 15 parlamentares – esses sim, da extrema direita
–, não é o PL inteiro, não é o PP inteiro, não são partidos inteiros, mas é um grupo de extremistas que
se instalou na política institucional brasileira mentindo.
As fake news são um fenômeno industrial de difusão da mentira para gerar pânico social e
moral e para desqualificar pessoas. Quem hoje não denuncia as fake news pode ser a vítima de
amanhã. Não importa a bandeira ideológica de um parlamentar. Essas mentiras que estão sendo
difundidas estão atrapalhando os resgates e descredenciando instituições que estão tentando atuar.
É muito bom que pessoas ricas e empresários estejam ajudando de forma voluntária, mas isso
não isenta o poder público e o papel importante que ele tem. Quem tem enraizamento, quem está nos
territórios é o poder público, são as instituições do poder público e são elas que podem executar o
trabalho da melhor forma possível. Descredenciá-las dessa forma com mentira! Imaginem!
Eu comentava agora com o deputado Chico Vigilante que um batalhão do Exército se deslocou
para um lugar porque eles difundiram que naquele lugar havia ataques a um abrigo e, quando eles
chegam ao local, não há ataque nenhum, porque eles mentem compulsivamente. Não é um caso, não
são 10 casos, são centenas de casos de mentiras. E o pior dessas mentiras, dessas fake news da
extrema direita, é que são, geralmente, para autopromoção eleitoreira desses vagabundos, cretinos
que fazem esse tipo de prática na internet, porque foi assim que a extrema direita cresceu.
Então, não se trata de criticar a direita ou a esquerda, se trata aqui de compromisso com a
verdade. Intolerável. Eu espero que haja prisão para esses mentirosos que estão brincando com uma
questão humanitária, nesse contexto que estamos vivendo.
PRESIDENTE (DEPUTADO IOLANDO) – Obrigado, deputado Fábio Félix.
DEPUTADO MAX MACIEL – Senhor presidente, solicito o uso da palavra.
PRESIDENTE (DEPUTADO IOLANDO) – Concedo a palavra a vossa excelência.
DEPUTADO MAX MACIEL (PSOL. Sem revisão do orador.) – Deputado Iolando, aproveitando a
fala do deputado Ricardo Vale, quero mandar um salve a toda Gaviões da Fiel e à Mancha Verde, que
deixaram a rivalidade de lado em prol da solidariedade. É muito bonito quando vemos equipes que têm
o futebol como paixão, que mobilizam bastantes pessoas, se juntando em prol de uma causa tão
importante como a que estão passando os companheiros e companheiras do Rio Grande do Sul.
Então, aqui eu mando um salve a toda Gaviões da Fiel e à Mancha Verde por esse ato realizado
na Câmara Legislativa no dia de hoje com a entrega de muitos materiais para os irmãos e as irmãs do
sul.
Era isso, senhor presidente.
DEPUTADO CHICO VIGILANTE – Senhor presidente, solicito o uso da palavra.
PRESIDENTE (DEPUTADO IOLANDO) – Concedo a palavra a vossa excelência.
DEPUTADO CHICO VIGILANTE (PT. Sem revisão do orador.) – Senhor presidente, estou
verificando aqui numa matéria do Metrópoles que dá conta que 51 dos chamados patriotas – alguns
foram condenados, foram presos e estavam com tornozeleira eletrônica por uma bondade do Ministro
Alexandre de Moraes, porque, na verdade, essa cambada de vagabundos deveria estar na cadeia
mesmo – fugiram do Brasil. Eles romperam as tornozeleiras e foram embora do Brasil. Estão no
Uruguai, estão no Paraguai, estão na Argentina.
Eu penso que está na hora de o Ministro Alexandre de Moraes determinar que essa cambada
volte novamente à prisão, porque são golpistas da pior espécie. São seres das trevas que queriam
implementar uma ditadura neste país e que agora fogem, covardemente, do nosso país. Romperem a
tornozeleira eletrônica e foram embora..
Portanto, é preciso que seja determinado que sejam colocados na lista vermelha da Interpol,
para que sejam capturados onde estiveram e devolvidos aos porões das prisões brasileiras para
cumprirem a sentença pelas quais foram condenados. Eles não fizeram pouca coisa. Foram condenados
pelo atentado que fizeram à democracia brasileira.
Acho muito importante que o Metrópoles tenha trazido essa notícia. Tenho certeza de que o
Ministro Alexandre de Morais irá determinar medidas urgentes de colocar o nome dessa raça de gente
ruim na lista vermelha da Interpol para que eles sejam capturados onde estiverem para que sejam
devolvidos às prisões brasileiras para pagarem pelos crimes aqui cometidos.
PRESIDENTE (DEPUTADO IOLANDO) – Encerrados os Comunicados de Parlamentares.
Sobre a mesa, expediente que será lido pelo senhor secretário.
(Leitura do expediente.)
PRESIDENTE (DEPUTADO IOLANDO) – O expediente lido vai a publicação.
Esta presidência informa que, em razão da aprovação do Requerimento nº 1.299/2024, de
autoria da Comissão de Educação, Saúde e Cultura, a sessão ordinária de quarta-feira, amanhã, dia 15
de maio, será transformada em comissão geral para discussão do Projeto de Lei Complementar nº
41/2024, que aprova o Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília, PPCUB, e dá outras
providências.
Informo ainda que, em razão da aprovação do Requerimento nº 1.323/2024, de autoria do
deputado Pepa, a sessão ordinária de quinta-feira, dia 16 de maio, será transformada em comissão
geral para discussão do planejamento estratégico do Programa Nacional de Vigilância para a Febre
Aftosa.
Dá-se início à
ORDEM DO DIA.
Não há quórum regimental.
Nada mais havendo a tratar, declaro encerrada a presente sessão. Desejo a todos uma boa
tarde.
(Levanta-se a sessão às 17h09min.)
Siglas com ocorrência neste evento:
Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária
Brics – grupo de países formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul
CEF – Centro de Ensino Fundamental
Cepi – Centro de Educação da Primeira Infância
Codhab – Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal
Egov – Escola de Governo
FAB – Força Aérea Brasileira
Ibama – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis
LDO – Lei de Diretrizes Orçamentárias
LOA – Lei Orçamentária Anual
PDAF – Programa de Descentralização Administrativa e Financeira
PDOT – Plano Diretor de Ordenamento Territorial
PPCUB – Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília
RA – Região Administrativa
Seduh-DF – Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Habitação do Distrito Federal
Sindical – Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo e do Tribunal de Contas do Distrito Federal
Subin – Secretaria de Educação Inclusiva e Integral
UBS – Unidade Básica de Saúde
Unesco – em português, Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura
Unicamp – Universidade Estadual de Campinas
As proposições constantes da presente ata circunstanciada podem ser consultadas no portal da CLDF.
Documento assinado eletronicamente por MIRIAM DE JESUS LOPES AMARAL - Matr. 13516, Chefe do
Setor de Registro e Redação Legislativa, em 15/05/2024, às 14:03, conforme Art. 22, do Ato do Vice-
Presidente n° 08, de 2019, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 214, de 14 de
outubro de 2019.
A autenticidade do documento pode ser conferida no site:
http://sei.cl.df.gov.br/sei/controlador_externo.php?acao=documento_conferir&id_orgao_acesso_externo=0
Código Verificador: 1667289 Código CRC: 1CB01AE3.
DCL n° 108, de 21 de maio de 2024
Portarias 242/2024
Gabinete da Mesa Diretora
PORTARIA-GMD Nº 242, DE 17 DE MAIO DE 2024
O GABINETE DA MESA DIRETORA DA CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL, em
conformidade com o Ato da Mesa Diretora nº 50, de 2011, e com o Ato da Mesa Diretora nº 46, de
2017, considerando o Despacho (1672856) e as demais razões apresentadas no Processo SEI 00001-
00017737/2024-19, RESOLVE:
Art. 1º Autorizar a utilização do Foyer do Plenário da CLDF, sem ônus, para a realização da
exposição Desenvolvimento da Cadeia de Produção Apícola na Comunidade Quilombola África em
Abaetetuba-PA, da Embaixada da Eslovênia, no período de 17 de junho a 19 de julho de 2024, das 8h
as 19h.
Parágrafo único. O evento será coordenado pela servidora Jane Mary Marrocos
Malaquias, matrícula nº 18.428, que será responsável por entregar o espaço nas mesmas condições
que o recebeu.
Art. 2º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 3º Revogam-se as disposições em contrário, em especial a Portaria-GMD nº 238, de 15 de
maio de 2024.
JOÃO MONTEIRO NETO
Secretário-Geral/Presidência
JOÃO TORRACCA JUNIOR EDSON PEREIRA BUSCACIO JUNIOR
Secretário-Executivo/Vice-Presidência Secretário-Executivo/Primeira-Secretaria
ANDRÉ LUIZ PEREZ NUNES RUSEMBERGUE BARBOSA DE ALMEIDA
Secretário-Executivo/Segunda-Secretaria Secretário-Executivo/Terceira-Secretaria
Documento assinado eletronicamente por ANDRE LUIZ PEREZ NUNES - Matr. 21912, Secretário(a)-
Executivo(a), em 17/05/2024, às 17:24, conforme Art. 22, do Ato do Vice-Presidente n° 08, de 2019,
publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 214, de 14 de outubro de 2019.
Documento assinado eletronicamente por JOAO TORRACCA JUNIOR - Matr. 24072, Secretário(a)-
Executivo(a), em 17/05/2024, às 17:38, conforme Art. 22, do Ato do Vice-Presidente n° 08, de 2019,
publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 214, de 14 de outubro de 2019.
Documento assinado eletronicamente por RUSEMBERGUE BARBOSA DE ALMEIDA - Matr.
21481, Secretário(a)-Executivo(a), em 17/05/2024, às 18:52, conforme Art. 22, do Ato do Vice-Presidente
n° 08, de 2019, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 214, de 14 de outubro de
2019.
Documento assinado eletronicamente por EDSON PEREIRA BUSCACIO JUNIOR - Matr.
23836, Secretário(a)-Executivo(a), em 20/05/2024, às 11:32, conforme Art. 22, do Ato do Vice-Presidente
n° 08, de 2019, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 214, de 14 de outubro de
2019.
Documento assinado eletronicamente por JOAO MONTEIRO NETO - Matr. 24064, Secretário(a)-Geral da
Mesa Diretora, em 20/05/2024, às 15:45, conforme Art. 22, do Ato do Vice-Presidente n° 08, de 2019,
publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 214, de 14 de outubro de 2019.
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DCL n° 107, de 20 de maio de 2024
Portarias 231/2024
Diretoria de Gestão de Pessoas
PORTARIA-DGP Nº 231, DE 17 DE MAIO DE 2024
A DIRETORA DE GESTÃO DE PESSOAS DA CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL, no
uso da competência que lhe foi delegada pelo subitem 7.3 do Anexo V da Lei distrital nº 4.342/2009, e
nos termos dos arts. 12, 13 e 14 da mesma Lei, combinado com o Parecer nº 207/2009-PG, ratificado
pelo Despacho nº 20/2009, do Procurador‑Geral, aprovado pelo Gabinete da Mesa Diretora em sua 25ª
Reunião, realizada em 11/9/2009, item 4 e Ato da Mesa Diretora nº 41, de 2014, RESOLVE:
I – CONCEDER ADICIONAL DE QUALIFICAÇÃO – AQ à servidora, abaixo citado, resultante
da avaliação de títulos efetuada pela Comissão instituída pela Portaria-GMD nº 124, de 20 de março de
2024, nos percentuais obtidos no processo indicado, em razão da qualificação adicional decorrente da
participação em eventos de capacitação, desenvolvimento e educação continuada:
PERCENTUAL
DATA DE
MAT. SERVIDOR PROCESSO APRESENTAÇÃO DOS ACUMULADO
TÍTULOS
(*)
25/03/2024 10,00%
03/04/2024 11,00%
DANIELA REIS DO 00001- 10/04/2024 12,00%
24.566
NASCIMENTO 00011054/2024-58 15/04/2024 13,00%
19/04/2024 14,00%
25/04/2024 15,00%
(*) Percentual máximo: 15% (Lei nº 4.342, de 2009, art. 13).
II – DETERMINAR que os efeitos financeiros decorrentes do Adicional de Qualificação incidam
a partir da data de entrega dos títulos.
III – INDEFERIR o título constante no documento 1607678 do referido processo.
EDILAIR DA SILVA SENA
Diretora de Gestão de Pessoas
Documento assinado eletronicamente por EDILAIR DA SILVA SENA - Matr. 16015, Diretor(a) de Gestão
de Pessoas, em 17/05/2024, às 14:25, conforme Art. 22, do Ato do Vice-Presidente n° 08, de 2019, publicado
no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 214, de 14 de outubro de 2019.
A autenticidade do documento pode ser conferida no site:
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DCL n° 107, de 20 de maio de 2024
Portarias 123/2024
Secretário-Geral
PORTARIA DO SECRETÁRIO-GERAL Nº 123, DE 17 DE MAIO DE 2024
O SECRETÁRIO-GERAL DO GABINETE DA MESA DIRETORA DA CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO
FEDERAL, no uso da atribuição que lhe foi delegada por meio do disposto no inciso XII, do art. 1º, do
Ato do Presidente nº 255, de 2023, publicado no DCL nº 87, de 25/04/2023, R E S O L V E:
Art. 1º ALTERAR a Comissão de Fiscalização do CONTRATO-PG Nº 52/2021-NPLC, firmado entre a
Câmara Legislativa do Distrito Federal e a EMPRESA PROQUEST LATIN AMERICA SERVIÇOS E
PRODUTOS PARA ACESSO À INFORMAÇÃO LTDA., inscrita no CNPJ/MF sob o nº 05.775.256/0001-94.
Objeto: Prestação de serviço para fornecimento de licença do protocolo de comunicação SIP2 (Standard
Interface Protocol versão 2) para integração dos equipamentos do sistema de autoatendimento com
identificação por radiofrequência – RFID e o software de gestão de bibliotecas ALEPH, versão 23 ou
superior, da Biblioteca Paulo Bertran da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), bem como a
realização de serviços de manutenção, suporte técnico e atualização. Processo 00001-00041541/2020-
11.
Art. 2º A Comissão composta por esta Portaria passará a ser integrada pelos seguintes servidores, aos
quais cabe exercer as atribuições previstas na Lei nº 8.666/93:
NOME FUNÇÃO LOTAÇÃO MATRÍCULA
Marcos Bizerra Costa Gestor SEBIB 16.764
Arlene Cristina Souza Miranda Gestora Substituta SEBIB 13.272
Amanda Martins Moraes Fiscal requisitante SEBIB 23.035
Cleide Cristina Soares Fiscal administrativa SEBIB 13.253
Rayrone Zirtany Nunes Marques Fiscal Técnico DMI 23.025
Art. 3º Este Ato entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 4º Revogam-se as disposições em contrário.
JOÃO MONTEIRO NETO
Secretário-Geral/Presidência
Documento assinado eletronicamente por JOAO MONTEIRO NETO - Matr. 24064, Secretário(a)-Geral da
Mesa Diretora, em 17/05/2024, às 16:27, conforme Art. 22, do Ato do Vice-Presidente n° 08, de 2019,
publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 214, de 14 de outubro de 2019.
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DCL n° 107, de 20 de maio de 2024 - Suplemento
Requerimentos 1378/2024
CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL
Gabinete do Deputado Fábio Félix - Gab 24
REQUERIMENTO Nº, DE 2024
(Autoria: Deputado Fábio Felix e outros)
Frente Parlamentar em prevenção
aos extremos climáticos.
Excelentíssimo Senhor Presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal:
Com base da Resolução nº 255/2012, requeremos o registro da Frente Parlamentar e
m prevenção aos extremos climáticos no Distrito Federal , perante a Mesa Diretora desta
Casa de Leis, composta pelos parlamentares que este subscrevem, instituída para promover
e acompanhar atividades legislativas, dentre outras ações, visando a implementação de
políticas públicas, programas e demais ações governamentais e não governamentais em
benefício do meio ambiente no Distrito Federal.
JUSTIFICAÇÃO
A criação da presente Frente Parlamentar, de natureza suprapartidária, plural e
permanente, faz-se necessária, com o objetivo de instituir novo instrumento de prevenção aos
extremos climáticos no Distrito Federal .
O Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC) - criado pela
Organização das Nações Unidas em 1988 e atualmente com 195 países membros - fornece
avaliações regulares da comunidade científica internacional sobre a temática. O último
Relatório síntese do IPCC de 2023 demonstra, mais uma vez, o papel determinante das
ações humanas na mudança climática, que causa enormes danos, degradação dos
ecossistemas e morte de seres vivos.
Ainda de acordo com o IPCC, a temperatura média mundial já subiu 1,1 grau celsius
acima dos níveis pré-industriais – uma consequência direta de mais de um século de queima
de combustíveis fósseis, uso desordenado e insustentável de energia e do solo. A elevação
da temperatura global aumenta a frequência e a intensidade dos eventos climáticos extremos,
como secas e inundações.
O IPCC alerta que os desastres naturais relacionados ao clima estão atingindo
especialmente as pessoas mais vulneráveis e os ecossistemas mais frágeis, como aqueles de
áreas tropicais semidesérticas, incluindo o cerrado. O Painel também alerta que o aumento da
temperatura média tende a causar o agravamento da insegurança alimentar e hídrica em todo
o mundo.
REQ 1378/2024 - Requerimento - 1378/2024 - Deputado Fábio Felix, Deputada Doutora Jane,p Dg.e1putada Dayse Amarilio, Deputado João Cardoso Professor Auditor, Deputada Paula Belmonte, Deputado Pepa, Deputado Max Maciel, Deputado Rogério Morro da Cruz - (121081)
O Brasil é considerado um dos países mais vulneráveis às mudanças climáticas, uma
vez que possui muitas áreas ambientalmente frágeis, além de uma grande população sem
acesso a bens e serviços básicos, como educação e saúde, o que reduz a capacidade de o
país se proteger e bem responder às mudanças do clima.
Como se sabe, estamos vivenciando um impacto direto das mudanças climáticas,
configurado nas chuvas intensas que atingem o Rio Grande do Sul e deixam um rastro de
destruição e mortes. O próprio governo gaúcho classifica a situação como "a maior catástrofe
climática do Rio Grande do Sul”, como se vê a partir da divulgação, pela Defesa Civil do RS,
dos seguintes dados de hoje: 447 Municípios afetados; 80.826 pessoas em abrigos; 538.241
desalojados; 2.115.703 pessoas afetadas; 806 feridos; 127 desaparecidos; 147 óbitos
confirmados; 76.470 pessoas resgatadas; e 10.814 animais resgatados [ 1] .
Infelizmente, o atual desastre no RS foi uma tragédia anunciada. Nos anos recentes,
o Rio Guaíba aumenta seguidamente seus níveis de inundação, que estavam abaixo do
recorde histórico de 1941 até este ano, quando o nível máximo já foi, em muito, ultrapassado,
demonstrando uma intensificação dos efeitos da mudança climática.
Cumpre destacar que, além das chuvas, os extremos climáticos também se
apresentam na forma de secas, dependendo da região do nosso país. Como se sabe, no ano
passado, a floresta amazônica sofreu a pior seca já registrada. Muitas cidades e aldeias
ficaram inacessíveis, as queimadas se espalharam e os animais morreram em larga escala.
O Distrito Federal - divisor de três grandes regiões hidrográficas e localizado em
região de importância ambiental continental - possui um clima com duas estações bem
definidas, sentindo, assim, o agravamento das chuvas em determinado período do ano e o
agravamento da seca em outro. Entre 2015 a 2017, o Distrito Federal enfrentou a mais grave
crise hídrica de sua história. Já neste ano, presenciamos grandes enchentes na Vila Cauhy,
Arniqueira, Sol Nascente e Asa Norte.
Apesar de os extremos climáticos atingirem todas as regiões do DF, não se pode
desconsiderar o “racismo ambiental” (termo criado pelo ativista afro-americano Benjamin
Franklin Chavis Jr., na década de 80, para se referir ao processo de discriminação, no qual
populações periferizadas ou de minorias étnicas sofrem a partir da degradação ambiental). A
expressão denuncia que a distribuição dos impactos ambientais não se dá de forma igual
entre a população, sendo que a parcela marginalizada e historicamente invisibilizada é a mais
afetada pela poluição e degradação ambiental.
Por ser a maior vítima, a população periferizada e sem acesso à moradia não pode
ser apontada como a principal culpada por ocupações fundiárias que comprometem o regime
das águas e do clima. Além da grilagem e da especulação imobiliária voltada à venda de
imóveis de luxo, não se pode desconsiderar que os grandes processos de impermeabilização
do solo, com o comprometimento de nascentes, são levados a cabo dentro da legalidade, por
meio de projetos imobiliários de alto padrão, como aqueles de urbanização do Noroeste, que
intensificaram as enchentes na Asa Norte, e aqueles previstos para áreas ambientais
sensíveis, como na Serrinha do Paranoá e no Quinhão 16.
Cumpre mencionar que, além da preocupação com a temática no âmbito das políticas
de ocupação territorial, a prevenção aos extremos climáticos deve ser transversal e perpassar
todas as pautas, em uma atuação ativa e coordenada dos órgãos e das entidades distritais,
incluindo esta Casa.
Ante a necessidade urgente de atuação do Poder Público, faz-se relevante a criação
da Frente Parlamentar proposta, em defesa dos ecossistemas e, em última instância, da vida,
a fim de evitar que a população do DF, em breve, não passe por algo semelhante ao que já
vivenciamos, ao que a Amazônia passou no ano passado ou ao que agora passa o Rio
Grande do Sul.
A Frente Parlamentar tem como finalidade, dentre outras:
REQ 1378/2024 - Requerimento - 1378/2024 - Deputado Fábio Felix, Deputada Doutora Jane,p Dg.e2putada Dayse Amarilio, Deputado João Cardoso Professor Auditor, Deputada Paula Belmonte, Deputado Pepa, Deputado Max Maciel, Deputado Rogério Morro da Cruz - (121081)
I – Instituir Fórum permanente para tratar da prevenção aos extremos climáticos no
Distrito Federal;
II – Acompanhar as políticas públicas relacionadas às temáticas;
III – Subsidiar, com pareceres, informações técnicas e dados estatísticos, as
iniciativas legislativas que versem sobre as matérias;
IV – Promover debates para fomentar e bem instruir a elaboração de políticas
públicas, programas de governo e ações afirmativas, relacionadas à prevenção aos extremos
climáticos no Distrito Federal.
V – Promover o intercâmbio de informações e de boas práticas com outras Unidades
da Federação e com outros Países, visando o desenvolvimento de novas políticas sobre as
temáticas;
VI – Realizar seminários, debates e audiências que tratem de temas relevantes para a
Frente Parlamentar.
Destaca-se, por oportuno, que a Frente Parlamentar é aberta à participação de todos
os Deputados e Deputadas que desejem contribuir com o desenvolvimento de ações em favor
da defesa do meio ambiente no Distrito Federal, no âmbito do processo legislativo, nos
debates, nos seminários, nas audiências públicas e em outras atividades afins, que poderão
contar com a participação da sociedade civil e de representantes do Poder Público.
Por fim, encaminho, em anexo, a ata de fundação e de constituição da Frente
Parlamentar, seu estatuto, a relação das assinaturas de Deputados e Deputadas que
aderiram à iniciativa, com a minha designação como representante da Frente perante esta
Casa, para prestação das informações necessárias junto à Mesa Diretora.
Pela importância da criação desta Frente Parlamentar, conclamo aos Nobres Pares a
aprovação do presente requerimento.
[1] Disponível em: https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2024/05/13/tragedia-no-rs-defesa-civil-confirma-mais-2-mortes-e-total-
chega-a-147.ghtml. Último acesso no dia 13.5.2024, às 14h59 .
Sala das Sessões, …
DEPUTADO FÁBIO FELIX
Praça Municipal, Quadra 2, Lote 5, 4º Andar, Gab 24 - CEP: 70094902 - Brasília - DF - Tel.: (61)3348-8242
www.cl.df.gov.br - dep.fabiofelix@cl.df.gov.br
Documento assinado eletronicamente por FABIO FELIX SILVEIRA - Matr. Nº 00146, Deputado(a)
Distrital, em 13/05/2024, às 17:27:36 , conforme Ato do Vice-Presidente e da Terceira Secretária nº 02,
de 2020, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 284, de 27 de novembro de
2020.
Documento assinado eletronicamente por JANE KLEBIA DO NASCIMENTO SILVA REIS - Matr. Nº
00165, Deputado(a) Distrital, em 13/05/2024, às 18:56:52 , conforme Ato do Vice-Presidente e da
Terceira Secretária nº 02, de 2020, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 284,
de 27 de novembro de 2020.
Documento assinado eletronicamente por DAYSE AMARILIO DONETTS DINIZ - Matr. Nº 00164,
Deputado(a) Distrital, em 13/05/2024, às 21:05:05 , conforme Ato do Vice-Presidente e da Terceira
Secretária nº 02, de 2020, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 284, de 27
de novembro de 2020.
Documento assinado eletronicamente por JOAO ALVES CARDOSO - Matr. Nº 00150, Deputado(a)
Distrital, em 14/05/2024, às 09:12:19 , conforme Ato do Vice-Presidente e da Terceira Secretária nº 02,
de 2020, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 284, de 27 de novembro de
2020.
REQ 1378/2024 - Requerimento - 1378/2024 - Deputado Fábio Felix, Deputada Doutora Jane,p Dg.e3putada Dayse Amarilio, Deputado João Cardoso Professor Auditor, Deputada Paula Belmonte, Deputado Pepa, Deputado Max Maciel, Deputado Rogério Morro da Cruz - (121081)
Documento assinado eletronicamente por PAULA MORENO PARO BELMONTE - Matr. Nº 00169,
Deputado(a) Distrital, em 14/05/2024, às 10:53:20 , conforme Ato do Vice-Presidente e da Terceira
Secretária nº 02, de 2020, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 284, de 27
de novembro de 2020.
Documento assinado eletronicamente por PEDRO PAULO DE OLIVEIRA - Matr. Nº 00170, Deputado
(a) Distrital, em 14/05/2024, às 11:31:11 , conforme Ato do Vice-Presidente e da Terceira Secretária nº
02, de 2020, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 284, de 27 de novembro
de 2020.
Documento assinado eletronicamente por MAX MACIEL CAVALCANTI - Matr. Nº 00168, Deputado(a)
Distrital, em 14/05/2024, às 13:11:58 , conforme Ato do Vice-Presidente e da Terceira Secretária nº 02,
de 2020, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 284, de 27 de novembro de
2020.
Documento assinado eletronicamente por BERNARDO ROGERIO MATA DE ARAUJO JUNIOR - Matr.
Nº 00173, Deputado(a) Distrital, em 14/05/2024, às 17:04:54 , conforme Ato do Vice-Presidente e da
Terceira Secretária nº 02, de 2020, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 284,
de 27 de novembro de 2020.
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REQ 1378/2024 - Requerimento - 1378/2024 - Deputado Fábio Felix, Deputada Doutora Jane,p Dg.e4putada Dayse Amarilio, Deputado João Cardoso Professor Auditor, Deputada Paula Belmonte, Deputado Pepa, Deputado Max Maciel, Deputado Rogério Morro da Cruz - (121081)
CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL
Gabinete do Deputado Fábio Félix - Gab 24
ATA Nº, DE 2024
(Autoria: Deputado Fábio Felix e outros)
Frente Parlamentar em prevenção
aos extremos climáticos.
Excelentíssimo Senhor Presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal:
Em 13 de maio de 2024, em Reunião Extraordinária Remota, nos termos da
Resolução 318, de 2020, reuniram-se as Senhoras e Senhores Deputados Distritais que
subscrevem a Lista de Adesão à criação da “ Frente parlamentar em prevenção aos
extremos climáticos” , nos termos da Resolução nº 255, de 2 de fevereiro de 2012, que “Disp
õe sobre o registro de frentes parlamentares na Câmara Legislativa do Distrito Federal”. Na
ocasião, os parlamentares concordaram em instalar, aprovar o Estatuto, eleger os membros
da Mesa Diretora, divulgar as finalidades e as agendas de trabalhos da referida Frente.
Assumiu a coordenação dos trabalhos o Deputado Fábio Félix, fazendo uso da
palavra e agradecendo a presença de todos, principalmente dos parlamentares que
assinaram o requerimento de adesão. Dando início às atividades, o Deputado abriu reunião,
compôs a Mesa e informou as pautas a serem deliberadas, quais sejam, a fundação e a
constituição da “ Frente parlamentar em prevenção aos extremos climáticos” . Em
seguida, foi lido o Estatuto, elaborado a partir de debates e de consultas. Colocado em
votação, o Estatuto foi aprovado por unanimidade, fazendo parte da presente Ata, e
consequentemente foi declarada criada a Frente parlamentar.
Em seguida, passou-se à composição diretiva da frente, sendo formada por seus
membros fundadores signatários. Ato contínuo, nos termos do art. 5º do seu Estatuto Social,
os membros da Frente Parlamentar elegeram o Conselho Executivo. Ficou decidido que, em
reunião futura, a Frente Parlamentar terá como sede provisória o gabinete 24 e será
coordenada pelo servidor cujos nome e matrícula serão posteriormente divulgados.
Nada mais havendo a tratar, a presente ata foi lavrada, lida, assinada e aprovada pelo
Presidente da Frente, que secretariou a reunião, e pelas Senhoras e Senhores Deputados
(as) Distritais que subscrevem a Lista de Adesão .
FÁBIO FELIX
Deputado Distrital
Praça Municipal, Quadra 2, Lote 5, 4º Andar, Gab 24 - CEP: 70094902 - Brasília - DF - Tel.: (61)3348-8242
www.cl.df.gov.br - dep.fabiofelix@cl.df.gov.br
Documento assinado eletronicamente por FABIO FELIX SILVEIRA - Matr. Nº 00146, Deputado(a)
Distrital, em 13/05/2024, às 17:27:36 , conforme Ato do Vice-Presidente e da Terceira Secretária nº 02,
de 2020, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 284, de 27 de novembro de
2020.
Documento assinado eletronicamente por JANE KLEBIA DO NASCIMENTO SILVA REIS - Matr. Nº
00165, Deputado(a) Distrital, em 13/05/2024, às 18:56:52 , conforme Ato do Vice-Presidente e da
Terceira Secretária nº 02, de 2020, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 284,
de 27 de novembro de 2020.
REQ 1378/2024 - Ata - GAB DEP FÁBIO FÉLIX - (121082) pg.5
Documento assinado eletronicamente por DAYSE AMARILIO DONETTS DINIZ - Matr. Nº 00164,
Deputado(a) Distrital, em 13/05/2024, às 21:05:05 , conforme Ato do Vice-Presidente e da Terceira
Secretária nº 02, de 2020, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 284, de 27
de novembro de 2020.
Documento assinado eletronicamente por JOAO ALVES CARDOSO - Matr. Nº 00150, Deputado(a)
Distrital, em 14/05/2024, às 09:12:37 , conforme Ato do Vice-Presidente e da Terceira Secretária nº 02,
de 2020, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 284, de 27 de novembro de
2020.
Documento assinado eletronicamente por PAULA MORENO PARO BELMONTE - Matr. Nº 00169,
Deputado(a) Distrital, em 14/05/2024, às 10:53:20 , conforme Ato do Vice-Presidente e da Terceira
Secretária nº 02, de 2020, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 284, de 27
de novembro de 2020.
Documento assinado eletronicamente por PEDRO PAULO DE OLIVEIRA - Matr. Nº 00170, Deputado
(a) Distrital, em 14/05/2024, às 11:31:25 , conforme Ato do Vice-Presidente e da Terceira Secretária nº
02, de 2020, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 284, de 27 de novembro
de 2020.
Documento assinado eletronicamente por MAX MACIEL CAVALCANTI - Matr. Nº 00168, Deputado(a)
Distrital, em 14/05/2024, às 13:11:58 , conforme Ato do Vice-Presidente e da Terceira Secretária nº 02,
de 2020, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 284, de 27 de novembro de
2020.
Documento assinado eletronicamente por BERNARDO ROGERIO MATA DE ARAUJO JUNIOR - Matr.
Nº 00173, Deputado(a) Distrital, em 14/05/2024, às 17:04:55 , conforme Ato do Vice-Presidente e da
Terceira Secretária nº 02, de 2020, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 284,
de 27 de novembro de 2020.
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REQ 1378/2024 - Ata - GAB DEP FÁBIO FÉLIX - (121082) pg.6
CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL
Gabinete do Deputado Fábio Félix - Gab 24
ESTATUTO Nº, DE 2024
(Autoria: Deputado Fábio Felix e outros)
Frente Parlamentar em prevenção
aos extremos climáticos.
CAPÍTULO I – DA DENOMINAÇÃO E DA NATUREZA
Art. 1º A Frente Parlamentar em prevenção aos extremos climáticos é constituída no
âmbito da Câmara Legislativa do Distrito Federal e integrada por um terço de Deputados
Distritais, nos termos da Resolução nº 255, 2 de fevereiro de 2012.
Parágrafo único. A Frente Parlamentar é instituída sem fins lucrativos e com tempo
indeterminado de duração, com sede e foro na cidade de Brasília, Distrito Federal.
CAPÍTULO II – DAS FINALIDADES
Art. 2º São finalidades da Frente Parlamentar em prevenção aos extremos
climáticos:
I – Instituir Fórum permanente para tratar da prevenção aos extremos climáticos no
Distrito Federal;
II – Acompanhar as políticas públicas relacionadas às temáticas;
III – Subsidiar, com pareceres, informações técnicas e dados estatísticos, as
iniciativas legislativas que versem sobre as matérias;
IV – Promover debates para fomentar e bem instruir a elaboração de políticas
públicas, programas de governo e ações afirmativas, relacionadas à prevenção aos extremos
climáticos no Distrito Federal.
V – Promover o intercâmbio de informações e de boas práticas com outras Unidades
da Federação e com outros Países, visando o desenvolvimento de novas políticas sobre as
temáticas;
VI – Realizar seminários, debates e audiências que tratem de temas relevantes para a
Frente Parlamentar.
Art. 3º Compete à Frente realizar trabalhos, pesquisas, estudos, conferências,
seminários, consultas públicas, audiências públicas, palestras, debates e outros eventos
relacionados à sua temática, bem como tomar providências no sentido de:
I – Tratar de questões afetas à Frente, por meio do acompanhamento e da
fiscalização de ações e dos programas de prevenção aos extremos climáticos ;
II - Defender ações complementares de prevenção aos extremos climáticos , contra
ações depredatórias ao meio ambiente;
REQ 1378/2024 - Estatuto - GAB DEP FÁBIO FÉLIX - (121083) pg.7
III - Acompanhar, discutir e sugerir proposições legislativas correlatas quanto à
temática;
IV - Garantir ampla participação da comunidade nas discussões e nos
encaminhamentos debatidos.
CAPÍTULO III – DOS MEMBROS
Art. 4º Integram a Frente Parlamentar em prevenção aos extremos climáticos:
I – Como membros fundadores, os Deputados Distritais integrantes da 8ª
Legislatura que subscreveram o registro da Frente;
II – Como membros efetivos, os parlamentares que assinarem Termo de Adesão em
data posterior ao registro da frente.
III – como colaboradores, as pessoas, pesquisadores, especialistas, profissionais,
órgãos, entidades, instituições, associações, institutos e assemelhados que se interessarem
pelos objetivos da frente.
Parágrafo único. A Frente poderá conceder títulos honoríficos a parlamentares e a
pessoas da sociedade em geral que se destacarem no estudo e na prática de ações de
interesse público, indicados pelos membros efetivos da Frente Parlamentar, após aprovação
pela Assembleia Geral.
CAPÍTULO IV — DA ESTRUTURA
Art. 5º A Frente Parlamentar em prevenção aos extremos climáticos tem a seguinte
estrutura:
I - Assembleia-Geral, composta por todos os Parlamentares que aderiram ao registro
da Frente, membros fundadores e efetivos.
II - o Conselho Executivo, integrado por 1 (um) Presidente, 2 (dois) Vice-presidentes
e 2 (dois) Secretários-Gerais.
Parágrafo único. O mandato dos membros do Conselho Executivo será de 2 (dois)
anos, com direito a 2 (duas) reeleições.
Art. 6º Compete à Assembleia Geral:
I - Eleger ou destituir os integrantes do Conselho Executivo;
II - Aprovar os relatórios apresentados pelo Conselho Executivo;
III - Estabelecer as diretrizes políticas da atuação da Frente.
IV - Supervisionar a atuação do Conselho Executivo.
V - Promover as alterações necessárias a este Estatuto.
Parágrafo único. As decisões da Assembleia Geral serão tomadas por maioria
simples dos votantes, presente a maioria absoluta dos membros da Frente, em primeira
chamada, e por maioria simples dos votantes, presentes dez por cento de seus membros, na
hipótese de segunda chamada.
Art. 7º Compete ao Conselho Executivo:
I - Implementar as diretrizes estabelecidas pela Assembleia Geral;
II - Tomar as decisões administrativas necessárias para que se atinjam os objetivos
da Frente;
REQ 1378/2024 - Estatuto - GAB DEP FÁBIO FÉLIX - (121083) pg.8
III- Elaborar relatórios sobre a atuação da Frente;
IV - Convocar a Assembleia Geral.
Art. 8º São atribuições do Presidente:
I - Representar a Frente perante as Casas Legislativas;
II - Representar a Frente junto a entidades públicas e privadas;
III- Convocar as reuniões do Conselho Executivo;
IV - Presidir as reuniões do Conselho Executivo e da Assembleia-Geral.
Art. 9º São atribuições dos Vice-presidentes auxiliar o Presidente e substituí-lo em
casos de impedimento ou ausência.
Art. 10. São atribuições dos Secretários-Gerais:
I - Planejar e coordenar as atividades do Conselho Executivo;
II - Tomar as iniciativas necessárias para que as decisões do Conselho Executivo
sejam cumpridas.
Art. 11. Os cargos do Conselho Executivo são privativos de Deputados Distritais.
Parágrafo único. O Conselho Executivo poderá valer-se do apoio de assessores e
servidores públicos para desempenhar funções administrativas da Frente, por delegação de
competência.
Art. 12. A Frente será dissolvida por decisão da maioria absoluta dos membros da
Assembleia-Geral.
Art. 13. Os casos omissos neste Estatuto serão resolvidos pelo Conselho
Executivo.
Art. 14. A Assembleia Geral aprovará normas específicas regulando:
I - As eleições periódicas para os cargos do Conselho Executivo;
II - O ingresso de novos filiados;
III - A desfiliação voluntária ou compulsória.
Art. 11. O presente Estatuto entra em vigor na data de sua aprovação pelos
membros da Frente Parlamentar em prevenção aos extremos climáticos, quando se dará a
eleição e posse do Conselho Executivo.
Brasília/DF, de de 2024 .
FÁBIO FELIX
Deputado Distrital
Praça Municipal, Quadra 2, Lote 5, 4º Andar, Gab 24 - CEP: 70094902 - Brasília - DF - Tel.: (61)3348-8242
www.cl.df.gov.br - dep.fabiofelix@cl.df.gov.br
Documento assinado eletronicamente por FABIO FELIX SILVEIRA - Matr. Nº 00146, Deputado(a)
Distrital, em 13/05/2024, às 17:27:36 , conforme Ato do Vice-Presidente e da Terceira Secretária nº 02,
de 2020, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 284, de 27 de novembro de
2020.
Documento assinado eletronicamente por JANE KLEBIA DO NASCIMENTO SILVA REIS - Matr. Nº
00165, Deputado(a) Distrital, em 13/05/2024, às 18:56:52 , conforme Ato do Vice-Presidente e da
Terceira Secretária nº 02, de 2020, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 284,
de 27 de novembro de 2020.
Documento assinado eletronicamente por DAYSE AMARILIO DONETTS DINIZ - Matr. Nº 00164,
Deputado(a) Distrital, em 13/05/2024, às 21:05:05 , conforme Ato do Vice-Presidente e da Terceira
Secretária nº 02, de 2020, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 284, de 27
de novembro de 2020.
REQ 1378/2024 - Estatuto - GAB DEP FÁBIO FÉLIX - (121083) pg.9
Documento assinado eletronicamente por JOAO ALVES CARDOSO - Matr. Nº 00150, Deputado(a)
Distrital, em 14/05/2024, às 09:12:51 , conforme Ato do Vice-Presidente e da Terceira Secretária nº 02,
de 2020, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 284, de 27 de novembro de
2020.
Documento assinado eletronicamente por PAULA MORENO PARO BELMONTE - Matr. Nº 00169,
Deputado(a) Distrital, em 14/05/2024, às 10:53:20 , conforme Ato do Vice-Presidente e da Terceira
Secretária nº 02, de 2020, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 284, de 27
de novembro de 2020.
Documento assinado eletronicamente por PEDRO PAULO DE OLIVEIRA - Matr. Nº 00170, Deputado
(a) Distrital, em 14/05/2024, às 11:31:36 , conforme Ato do Vice-Presidente e da Terceira Secretária nº
02, de 2020, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 284, de 27 de novembro
de 2020.
Documento assinado eletronicamente por MAX MACIEL CAVALCANTI - Matr. Nº 00168, Deputado(a)
Distrital, em 14/05/2024, às 13:11:58 , conforme Ato do Vice-Presidente e da Terceira Secretária nº 02,
de 2020, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 284, de 27 de novembro de
2020.
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Nº 00173, Deputado(a) Distrital, em 14/05/2024, às 17:04:55 , conforme Ato do Vice-Presidente e da
Terceira Secretária nº 02, de 2020, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 284,
de 27 de novembro de 2020.
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REQ 1378/2024 - Estatuto - GAB DEP FÁBIO FÉLIX - (121083) pg.10
CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL
Secretaria Legislativa
DESPACHO
A Mesa Diretora para publicação (RICL, art. 153, art. 1º da Resolução nº 255/12 ),
atendidos os requisitos dos arts 2º e 3º da referida Resolução.
_______________________________________
MARCELO FREDERICO M. BASTOS
Matrícula 23.141
Assessor Especial
Praça Municipal, Quadra 2, Lote 5, 5º Andar, Sala 5.10 - CEP: 70094902 - Brasília - DF - Tel.: (61)3348-8275
www.cl.df.gov.br - seleg@cl.df.gov.br
Documento assinado eletronicamente por MARCELO FREDERICO MEDEIROS BASTOS - Matr. Nº
23141, Assessor(a) da Secretaria Legislativa, em 16/05/2024, às 11:20:18 , conforme Ato do Vice-
Presidente e da Terceira Secretária nº 02, de 2020, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito
Federal nº 284, de 27 de novembro de 2020.
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REQ 1378/2024 - Despacho - 1 - SELEG - (121390) pg.11
DCL n° 107, de 20 de maio de 2024 - Suplemento
Requerimentos 1379/2024
CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL
Gabinete do Deputado Fábio Félix - Gab 24
REQUERIMENTO Nº, DE 2024
(Do Deputado Fábio Felix)
Requer adesão à Frente Parlamentar
de apoio aos vendedores
ambulantes (Requerimento nº 727
/2023) de autoria do Deputado Pepa
e outros, conforme art. 4º, II do
Estatuto da mencionada frente.
Excelentíssimo Senhor Presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal:
Requeiro, nos termos do art. 145 do Regimento Interno, adesão à Frente Parlamentar
de apoio aos vendedores ambulantes (Requerimento nº 727/2023) de autoria do Deputado
Pepa e outros, conforme art. 4º, II do Estatuto da mencionada frente.
JUSTIFICAÇÃO
O comércio ambulante no Distrito Federal é uma parte dinâmica e importante da
economia, pois oferece uma ampla variedade de produtos e serviços aos moradores locais e
visitantes, além de desempenhar um papel crucial no mercado informal, proporcionando
meios de subsistência para muitas famílias.
Enfrentado todos os dias uma série de desafios diários, desde a falta de
regulamentação adequada até a estigmatização social, os ambulantes carecem de apoio e de
políticas públicas. Assim, buscar formas de apoiar e integrar esses empreendedores é de
extrema relevância, buscando soluções que promovam a inclusão e a formalização,
garantindo ao mesmo tempo o respeito pelos direitos trabalhistas e a segurança dos
consumidores.
Além disso, para muitos indivíduos, especialmente aqueles que não têm acesso a
empregos formais, o comércio ambulante representa uma oportunidade crucial de sustento.
Muitos ambulantes são chefes de família que dependem exclusivamente dessa atividade para
prover as necessidades básicas de suas famílias. Portanto, qualquer tentativa de restringir ou
proibir suas operações deve ser acompanhada de alternativas viáveis de geração de renda.
Em suma, os ambulantes no Distrito Federal não são apenas vendedores de rua, são
empreendedores e provedores de sustento para si e para os seus. Devemos reconhecer e
apoiar seu papel, garantindo que eles tenham as oportunidades e os recursos necessários
para prosperar e contribuir positivamente para o desenvolvimento do DF.
REQ 1379/2024 - Requerimento - 1379/2024 - Deputado Fábio Felix - (120776) pg.1
Além disso, enquanto Deputado, demonstrei, ao longo de minha carreira parlamentar,
um engajamento constante na defesa dos direitos dos ambulantes e em diversos aspectos,
como regulamentação, aprimoramento de normas e legislações para a proteção desses
vendedores.
Minha atuação, em atenção aos princípios da Frente Parlamentar, se traduzirá em um
recurso valioso para o aprimoramento das políticas públicas voltadas a essa parcela da
população, que muitas vezes enfrenta desafios específicos.
Seguindo esta linha de intelecção, é certo de que esta minha inclusão fortalecerá os
esforços da Frente Parlamentar em sua missão de garantir o direito e firmar sua luta por estes
vendedores. Peço, portanto, consideração e apoio dos demais membros deste estimado
colegiado.
DEPUTADO FÁBIO FELIX
Praça Municipal, Quadra 2, Lote 5, 4º Andar, Gab 24 - CEP: 70094902 - Brasília - DF - Tel.: (61)3348-8242
www.cl.df.gov.br - dep.fabiofelix@cl.df.gov.br
Documento assinado eletronicamente por FABIO FELIX SILVEIRA - Matr. Nº 00146, Deputado(a)
Distrital, em 13/05/2024, às 17:26:49 , conforme Ato do Vice-Presidente e da Terceira Secretária nº 02,
de 2020, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 284, de 27 de novembro de
2020.
A autenticidade do documento pode ser conferida no site
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REQ 1379/2024 - Requerimento - 1379/2024 - Deputado Fábio Felix - (120776) pg.2
DCL n° 230, de 21 de outubro de 2024
Portarias 500/2024
Gabinete da Mesa Diretora
PORTARIA-GMD Nº 500, DE 17 DE OUTUBRO DE 2024
O GABINETE DA MESA DIRETORA DA CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL, em
conformidade com o Ato da Mesa Diretora nº 50, de 2011, e com o Ato da Mesa Diretora nº 46, de
2017, considerando o Memorando 123 (1866670) e as demais razões apresentadas no Processo
SEI 00001-00042626/2024-41, RESOLVE:
Art. 1º Autorizar a utilização do auditório da CLDF, sem ônus, para a realização de reunião
com militares do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal, no dia 22 de novembro de 2024, no horário
das 7h às 14h30.
Parágrafo único. O evento será coordenado pelo servidor Raphael Pires, matrícula nº 22.265,
que será responsável por entregar o espaço nas mesmas condições que o recebeu.
Art. 2º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.
RENATO CARDOSO BEZERRA
Secretário-Geral substituto/Presidência
JOÃO TORRACCA JUNIOR BRYAN ROGGER ALVES DE SOUSA
Secretário-Executivo/Vice-Presidência Secretário-Executivo/Primeira-Secretaria
ANDRÉ LUIZ PEREZ NUNES RUSEMBERGUE BARBOSA DE ALMEIDA
Secretário-Executivo/Segunda-Secretaria Secretário-Executivo/Terceira-Secretaria
Documento assinado eletronicamente por BRYAN ROGGER ALVES DE SOUSA - Matr.
23698, Secretário(a)-Executivo(a), em 17/10/2024, às 15:33, conforme Art. 22, do Ato do Vice-Presidente
n° 08, de 2019, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 214, de 14 de outubro de
2019.
Documento assinado eletronicamente por ANDRE LUIZ PEREZ NUNES - Matr. 21912, Secretário(a)-
Executivo(a), em 17/10/2024, às 16:21, conforme Art. 22, do Ato do Vice-Presidente n° 08, de 2019,
publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 214, de 14 de outubro de 2019.
Documento assinado eletronicamente por RUSEMBERGUE BARBOSA DE ALMEIDA - Matr.
21481, Secretário(a)-Executivo(a), em 18/10/2024, às 10:50, conforme Art. 22, do Ato do Vice-Presidente
n° 08, de 2019, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 214, de 14 de outubro de
2019.
Documento assinado eletronicamente por JOAO TORRACCA JUNIOR - Matr. 24072, Secretário(a)-
Executivo(a), em 18/10/2024, às 14:41, conforme Art. 22, do Ato do Vice-Presidente n° 08, de 2019,
publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 214, de 14 de outubro de 2019.
Documento assinado eletronicamente por RENATO CARDOSO BEZERRA - Matr. 24047, Secretário(a)-
Geral da Mesa Diretora - Substituto(a), em 18/10/2024, às 17:25, conforme Art. 22, do Ato do Vice-
Presidente n° 08, de 2019, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 214, de 14 de
outubro de 2019.
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DCL n° 230, de 21 de outubro de 2024 - Suplemento
Ata Circunstanciada Sessão Ordinária 88/2024
ATA DE SESSÃO PLENÁRIA
2ª SESSÃO LEGISLATIVA DA 9ª LEGISLATURA
ATA CIRCUNSTANCIADA DA 88ª
(OCTOGÉSIMA OITAVA)
SESSÃO ORDINÁRIA,
DE 15 DE OUTUBRO DE 2024.
INÍCIO ÀS 15H03MIN TÉRMINO ÀS 17H21MIN
PRESIDENTE (DEPUTADO WELLINGTON LUIZ) – Está aberta a sessão.
Sob a proteção de Deus, iniciamos os nossos trabalhos.
Eu, deputado Wellington Luiz, designo a mim mesmo para secretariar os trabalhos da mesa.
Agradeço a presença dos filhos dos servidores desta casa. É um prazer tê-los conosco, muito
obrigado. A presença de você abrilhanta esta casa. É importante tê-los aqui.
Dá-se início aos
Comunicados da Mesa.
Sobre a mesa, expediente que será lido por esta presidência.
(Leitura do expediente.)
PRESIDENTE (DEPUTADO WELLINGTON LUIZ) – O expediente lido vai a publicação.
Sobre a mesa, a seguinte ata de sessão anterior:
– Ata Sucinta da 86ª Sessão Ordinária.
Não havendo objeção do Plenário, esta presidência dispensa a leitura e dá por aprovada sem
observação a ata mencionada.
Mais uma vez, faço questão de ler: “Deputados e deputadas, contamos com o apoio de todos
para recuperar a simetria salarial entre os policiais civis do Distrito Federal e os policiais federais”.
Mais uma vez, manifesto o meu apoio, da mesma maneira que tenho a certeza de que conto
com vossa excelência, deputado Joaquim Roriz Neto, até pelo tanto que seu avô fez pelo Distrito
Federal, em especial à Polícia Civil. Somos extremamente gratos, e sei que vossa excelência não
pensaria diferente. (Palmas.) O deputado Pastor Daniel de Castro também, que foi policial nosso,
esteve conosco, e sabe da importância que é reconhecer esse direito dos nossos policiais.
Não podemos deixar de reconhecer que o governador Ibaneis, no ano passado, reestruturou a
carreira com percentuais diferenciados, o que permitiu que hoje possamos sonhar com essa
possibilidade num universo menos complexo que seria se não tivesse acontecido isso. Sabemos – e eu
vivi isso durante 12 anos – que já ganhamos mais do que a Polícia Federal, deputados Joaquim Roriz
Neto e Pastor Daniel de Castro, mas menos ainda não. Nada mais justo que tenhamos o mesmo
salário, somos mantidos e organizados pela União.
Parabenizo esse movimento, hoje encabeçado pelo sindicato, pelas associações, que
demonstram mobilização, estratégia, inteligência e respeito ao governador Ibaneis Rocha, porque
sabem que é possível, sim, que isso aconteça. Não tenho dúvida alguma de que vamos alcançar essa
igualdade com a Polícia Federal. Colocaram um nome agora mais bonito, pois o povo hoje é mais
chique do que na minha época: simetria salarial. Ficou mais bacana, mas é a mesma equiparação, e a
almejamos, sim. Sabemos que, em breve, alcançaremos isso.
Fica, mais uma vez, o meu agradecimento – o Enoque agora desceu aqui – ao Sinpol, Agepol,
ABPC e todas as demais associações que aqui se encontram. Fica o nosso agradecimento. E parabéns,
Enoque, pois ontem conversei com o Reinaldo e com o Lozane sobre o movimento. Acho que é um
movimento inteligente, respeitoso e que merece uma atenção diferenciada, tanto nossa da Câmara
Legislativa, quanto do Poder Executivo.
Então, ficam aqui, mais uma vez, nossos parabéns e agradecimentos, com a certeza de que,
em breve, estaremos alcançando o nosso pleito, com fé em Deus e com a sensibilidade do nosso
governador Ibaneis Rocha. Muito obrigado. (Palmas.)
Haverá a contratação dos 800 policiais agora, dia 5 de novembro. Uma festa importante... A
polícia vive um dos seus momentos mais delicados. Hoje, o voluntário passou a ser a nossa salvação.
Se não houver voluntário, as delegacias fecham, como aconteceu na época daquele preguiçoso
“Enrollemberg”. O voluntário hoje faz parte da nossa vida, mas os policiais, daqui a pouco, não vão
aguentar – até porque a turma já não está tão novinha. Temos que torcer para o povo mais novo
chegar, senão não damos conta.
A Polícia Penal é fundamental. Conversei há pouco com os colegas. Esperamos que seja dada
uma resposta da Secretaria de Economia. A expectativa, pelo menos de nós parlamentares, é que
sejam 400. Não vamos medir esforços. Isso é para a proteção do sistema prisional. É uma das funções
mais difíceis. Muitos colegas que estão aqui são agentes de custódia, passaram pelo sistema
penitenciário e sabem que é um dos ambientes mais difíceis de se trabalhar. Se você tiver todas as
condições, se você tiver um efetivo suficiente, já é muito difícil; nas condições em que se encontram
hoje, vocês são a salvação, porque quem está lá não vai dar conta.
Então, vocês têm, mais uma vez, o nosso compromisso de trabalharmos juntos ao nosso
governador para que sejam chamados os 400; o que também não será suficiente, mas é um alento
diante da situação tão caótica como a que se encontra.
Registro a presença do presidente da Associação dos Agentes Policiais de Custódia, amigo,
companheiro. Em seu nome, saúdo todos os diretores. Renato Mendonça foi meu diretor no Sinpol, um
ótimo diretor, mas, como jogador de futebol, uma decepção, uma vergonha. Ele e o André Rios, se
dependêssemos do futebol desses 2 meninos, estávamos perdidos. Obrigado, Renato. Em seu nome,
cumprimento essa importante associação de bravos policiais. Eu tenho a felicidade de ter 2 irmãos que
são agentes policiais de custódia.
(Manifestação fora do microfone.)
PRESIDENTE (DEPUTADO WELLINGTON LUIZ) – Gildino está aí? Fala, Gildino.
Quem está ao lado de Gildino é o Negão – excelente professor. Eles são policiais que serviram
o sistema penitenciário durante muitos anos. Temos muito orgulho desses policiais. A história da Polícia
Civil passa por esses policiais. É bom que todos saibam disso.
Então, nossos sinceros agradecimentos a todos vocês. Muito obrigado. Vão para luta, porque
eu tenho certeza de que, juntos e mobilizados, em breve, a justiça será feita. Muito obrigado a todos
vocês policiais.
Estou enrolando para ver se alguém chega, mas não chega ninguém.
Concedo a palavra ao deputado Pastor Daniel de Castro.
DEPUTADO PASTOR DANIEL DE CASTRO (PP. Sem revisão do orador.) – Obrigado, presidente,
pela sua bondade. Cumprimento vossa excelência nessa tarde.
Cumprimento todos da galeria. Cumprimento cada uma das categorias que está se
manifestando na galeria, cobrando um direito que lhes é tão peculiar. Podem ter certeza: se é para
nomeação, melhora de salário e contratação, todos vocês têm em mim um apoiador incondicional.
Incondicional! Não só em mim, mas nesta casa. (Palmas.)
Justamente pelo perfil do grande presidente, deputado Wellington Luiz, esta casa tem feito um
papel... Esse papel é nosso, porque somos representantes da sociedade, mas sua excelência faz mais
do que isso, sua excelência trouxe as categorias para cá. Ontem, eu falava sobre isso. O deputado
Wellington Luiz fez um papel tão extraordinário que ele esvaziou a frente do Palácio do Buriti. Hoje, as
manifestações são nesta casa, e as galerias estão lotadas, porque nós damos voz a vocês. Somos
aqueles que brigamos por vocês. (Palmas.)
Aos amigos da Polícia Civil, digo que sinto um misto de alegria e tristeza. Sinto alegria porque
estou aqui e posso representá-los também. Sinto tristeza porque foi o meu sonho entrar na Polícia Civil.
O deputado Wellington Luiz foi o culpado pela minha academia. Fiz academia em 2002. Sou um policial
de formação.
Digo para vocês: vocês estão muito bem. Vocês têm o melhor representante que esta cidade já
teve nesta casa. Além de sua excelência ser o melhor representante dos policiais, Deus nos deu a
graça de sua excelência ser o nosso presidente e o nosso porta-voz.
Há pouco, eu estava na Comissão de Segurança, da qual sou membro. Eu estava falando
justamente no nome de sua excelência, da deputada Doutora Jane e dos policiais desta casa. Vocês
têm todo o nosso carinho. Vocês não estão aqui mendigando nada, vocês estão pedindo os seus
direitos.
O deputado Wellington Luiz sabe desta história, um sofrimento, pois passei em todas as fases
do concurso da Polícia Civil e, infelizmente, no final não fui nomeado. Eu tive que ir para a justiça, e a
justiça não me deu ganho de causa. Estou brigando até hoje. São 25 anos brigando. Peço a vossa
excelência que, quando pedir para o governador nomear os policiais que aqui estão, peça para nomear
a minha turma também. São 180 policiais civis, agentes penitenciários formados. A maior injustiça da
história dos concursos da Polícia Civil é o meu concurso, que é de 1990. Por isso, eu me tornei
apaixonado por defender os policiais civis e, graças a Deus, na companhia do deputado Wellington
Luiz.
O deputado Wellington Luiz é o meu líder. Sua excelência sabe disso. Eu falo que quem tem o
voto do deputado Wellington Luiz ganha 2, porque o meu sempre vai atrelado ao de sua excelência nas
pautas da segurança pública, em todas as pautas desta casa. E não só o deputado Wellington Luiz, os
24 deputados e deputadas desta casa são favoráveis à contratação imediata de vocês e ao aumento.
Estamos juntos. O deputado Wellington Luiz vai na frente, e nós vamos atrás, fortalecendo-o mais
ainda.
Presidente, eu me assusto porque, a cada dia que passa, vemos a Polícia Civil, o Corpo de
Bombeiros e a Polícia Militar perdendo os seus quadros. Apesar dos excelentes serviços prestados, a
recomposição é uma coisa muito lenta. Isso traz prejuízo para a população, que é quem paga todos
nós e precisa, merece e clama por segurança.
Para todo efeito, contem, irrestritamente, com o nosso apoio. Deus abençoe a cada um de
vocês. Parabéns. (Palmas.)
Presidente, peço permissão para, mais uma vez, trazer uma pauta. Eu não vou deixar de falar
neste assunto, porque ele diz respeito à comunidade. Refiro-me aos Avas e aos ACS.
Presidente, nós precisamos abrir o olho do governador. Depois de todo tempo de calor
excessivo, vem a chuva, e o mosquito entra com força. O resultado da ação do mosquito é morte.
Sabemos disso. Os vírus da dengue, chicungunha e zica já custaram muito caro. Eu falo que o governo
que perde uma vida já perdeu o maior patrimônio. A palavra de Deus fala que uma vida vale mais que
o mundo todo. Pensem bem no valor de uma vida.
Vocês, Avas e ACS, são a proteção da nossa comunidade no combate a essas pandemias, a
esses vírus que existem. Vocês são necessários ao governo. Mais uma vez, fica aqui o meu apelo para
que o governo nomeie os Avas e os ACS, por se tratar de uma necessidade para o Governo do Distrito
Federal, para a população do Distrito Federal, presidente. Mais uma vez importuno vossa excelência,
nosso maior porta-voz aqui, para que isso seja levado à nossa secretária de saúde e nós possamos
abrir esse diálogo para a contratação. Mil saíram. Precisamos ter um plano de enfrentamento a essas
pandemias com a nomeação de Avas e ACS.
Contem também com o nosso apoio. Muito obrigado.
PRESIDENTE (DEPUTADO WELLINGTON LUIZ) – Obrigado, deputado Pastor Daniel de Castro.
Lamentamos a injustiça cometida com você e sua turma em 2002. Quem perdeu foi o Distrito
Federal, quem perdeu foi a Polícia Civil. Sabemos que aí bate um coração de um policial civil. Vossa
excelência tem nos dado todo o apoio. Todas as vezes em que a pauta, Joceval, diz respeito à Polícia
Civil, o deputado Pastor Daniel de Castro está conosco, assim como os demais deputados. Eu não
posso reclamar disso.
Vaz, é o Marques que está aí ao seu lado? Eu não consigo identificar. É o Marques? Até que o
Marques não envelheceu muito. Acho até que está inteiro. Você já esteve pior, Marques. Você está
melhor. A aposentadoria lhe fez bem.
Como é o nome, Gildino, do lutador de jiu-jitsu?
(Intervenção fora do microfone.)
PRESIDENTE (DEPUTADO WELLINGTON LUIZ) – O Ferraz está acabado. O Ferraz está só o pau
da goiaba. Acho que o Ferraz andou muito em estrada de chão. Aquele dia eu fiquei assustado com
ele. O Ferraz é um grande policial civil e nos honrou com o seu trabalho. Isso é muito importante.
Mais uma vez, a nossa saudação a todos os colegas, amigos, companheiros.
Há 6 parlamentares presentes.
Dá-se início ao
PEQUENO EXPEDIENTE.
Passa-se aos
Comunicados de Líderes.
Concedo a palavra à deputada Paula Belmonte. (Pausa.)
Concedo a palavra ao deputado Iolando. (Pausa.)
Concedo a palavra ao deputado Pastor Daniel de Castro.
DEPUTADO PASTOR DANIEL DE CASTRO (PP. Como líder. Sem revisão do orador.) – Mais uma
vez, obrigado, presidente.
Boa tarde a todos, deputados e deputadas, assessores, servidores desta casa, pessoas que se
encontram na galeria, pessoas que assistem a esta sessão pela TV Câmara Distrital.
Presidente, inicio minha fala fazendo menção literal a um trecho da decisão do eminente
ministro Benedito Gonçalves, o qual, em setembro de 2022, proibiu o então presidente, Jair Messias
Bolsonaro, de utilizar as instalações do Palácio da Alvorada para gravar material de apoio aos seus
candidatos.
Aspas para o trecho da decisão do eminente ministro, divulgada pelo portal G1, em 24 de
setembro de 2022: “Defiro o requerimento liminar para conceder a tutela inibitória antecipada e
determinar [...] a intimação do primeiro investigado para que se abstenha de gravar e
transmitir lives de cunho eleitoral, destinadas a promover sua candidatura ou de terceiros, utilizando-se
de bens e serviços públicos a que somente tem acesso em função de seu cargo de presidente da
República, inclusive o Palácio da Alvorada, o Palácio do Planalto e serviços de tradução de Libras”.
Ainda segundo o ministro, “O acesso a bens e serviços públicos, assegurados a [...] Bolsonaro
por força do cargo de chefe de governo, foi utilizado em proveito de [...] candidatos por ele apoiados”.
Este é outro trecho da decisão do eminente ministro, que também está na matéria do portal G1 de 24
de setembro de 2022.
O portal Poder360, em 10 de outubro de 2024, ou seja, há apenas 5 dias, traz matéria com a
seguinte chamada: “Lula recebe Boulos no Alvorada e grava vídeos para a campanha”.
A pergunta que eu faço, senhoras e senhores deputados e todos que assistem a nós, é a
mesma que outros 58 milhões de brasileiros que votaram no presidente Bolsonaro também estão
fazendo neste exato momento: por que Bolsonaro foi proibido de gravar vídeo no Palácio da Alvorada
para o candidato que apoiava, mas o presidente Lula pôde gravar vídeo em local público em apoio aos
seus candidatos? Quem pode dar essa resposta para quase 60 milhões de brasileiros?
Acrescento uma reflexão a essa pergunta: se a nossa Constituição federal verdadeiramente é o
pilar de sustentação da nossa República, se o povo brasileiro verdadeiramente é a fonte primeira de
todo e qualquer poder exercido pelos agentes políticos do Estado brasileiro, se a democracia
verdadeiramente é o princípio dos princípios de toda a estrutura de nossa sociedade, então essa
pergunta deve ser respondida urgentemente.
Creio que todos nós, titulares de mandato eletivo, devemos fazer este mesmo questionamento
e lutar pela igualdade de disputa para que a vontade soberana do povo também seja independente,
mesmo porque a verdadeira democracia não pertence a nenhum partido político e também não se
sujeita a controle de nenhum poder. A verdadeira democracia é a plena consciência de que somos
todos iguais, de que somos livres, de que as disputas eleitorais devem ser equivalentes e de que a
nossa liberdade de expressão é a maior expressão da nossa liberdade democrática.
Faço este último registro porque, nesses últimos meses, também se tornou comum o
surgimento de crítica ao cristianismo e ao seu legítimo direito de defender seus valores e princípios. Até
filmes já fizeram para colocar em xeque a nossa liberdade.
Tem se tornado assustador o chamado abuso do poder religioso. Todos os pretensos
candidatos podem fazer campanha naquelas que são chamadas de suas bases: o policial civil, o policial
militar, o bombeiro, o vigilante, o médico... Todo mundo pode fazer campanha livremente, mas,
quando é um pastor, um evangélico, querem agora estabelecer uma ditadura transvertida de
democracia, dizendo que é abuso do poder religioso falar de política na igreja! Na verdade, querem
calar os cristãos! Mas os mesmos que tentam silenciar os cristãos...
(Soa a campainha.)
DEPUTADO PASTOR DANIEL DE CASTRO – ... são os que fecham os olhos para a doutrinação
em sala de aula e para a influência de artistas, muitos dos quais utilizando a Lei Rouanet, que falam
abertamente as suas preferências eleitorais. Artistas que pegam dinheiro da Lei Rouanet, portanto,
dinheiro público, para fazer campanha para os seus políticos! O que deveria ser proibido, porque
dinheiro de Lei Rouanet é dinheiro público! Agora, esses podem pegar e fazer campanha para o Lula!
Bolsonaro não pôde gravar! Foi proibido por decisão judicial de fazer campanha para os seus
candidatos nos órgãos públicos, no Palácio do Planalto, no Palácio do Jaburu. Já o governo de plantão,
não, pode fazer tudo o que quer! A lei é dois pesos e duas medidas.
Mais uma vez, eu trago aqui uma demonstração de que existe uma perseguição implacável ao
presidente Bolsonaro e a todos que se dizem de direita. Eu estava esses dias, deputado Thiago
Manzoni...
(Soa a campainha.)
DEPUTADO PASTOR DANIEL DE CASTRO – ... analisando muitas dessas decisões. Como é
assustador, você não vê um político de esquerda lá. Quando você vê o político de esquerda, que
poderia responder pelas rachadinhas, que batem na direita, naqueles que tiveram... O maior defensor
de rachadinha é o candidato a prefeito de São Paulo, que estabeleceu a rachadinha não como crime,
absolvendo o Janones.
Esse registro, senhoras e senhores parlamentares, deve ser feito neste momento para que a
sociedade brasileira perceba a gravidade do tempo presente. O verdadeiro valor da nossa liberdade,
muitas vezes, só é conhecido quando a perdemos. Portanto, precisamos ficar atentos aos discursos que
querem regulamentar as redes sociais em nome da chamada democracia ou silenciar cristãos em nome
desse mesmo princípio.
Para finalizar, senhor presidente, é necessário lembrar que o comunismo, regime ao qual o
presidente Lula afirma ter orgulho de pertencer, e que assassinou mais de 100 milhões de pessoas ao
longo da história, também escondia o seu verdadeiro propósito, com uma suposta defesa da
democracia.
Na verdade, hoje, o que temos são dois pesos e duas medidas estabelecidos na sociedade
brasileira de forma descarada. A direita tem sido perseguida como nunca foi na história desta nação,
mas, mesmo assim, nós continuamos de pé, nós estamos aqui, iremos brigar pelos nossos direitos,
pelos nossos valores, custe o que custar. Inclusive, se tiver que custar a vida, que se leve a nossa vida,
mas nós não abriremos mão de brigar pelos nossos direitos, pelas nossas conquistas e pela nossa
liberdade, principalmente religiosa.
Muito obrigado, senhor presidente.
PRESIDENTE (DEPUTADO WELLINGTON LUIZ) – Obrigado, deputado Pastor Daniel de Castro.
Quero registrar e agradecer a presença da delegada Cláudia Alcântara, representando o
Sindicato dos Delegados. É um prazer tê-la aqui comigo, amiga de muitos anos. Obrigado, Cláudia.
Neste momento, concedo a palavra ao deputado João Cardoso.
DEPUTADO JOÃO CARDOSO (AVANTE. Como líder. Sem revisão do orador.) – Senhor
presidente, hoje é dia 15 de outubro. Quero cumprimentar vossa excelência, todos os assessores,
todos os deputados e deputadas presentes, aqueles que nos acompanham pela TV Câmara Distrital e
todos da galeria, cheia de servidores que sempre precisam ser escutados.
Presidente, preciso da atenção de vossa excelência. Como presidente desta casa, sua atenção é
muito importante para mim.
PRESIDENTE (DEPUTADO WELLINGTON LUIZ) – Peço publicamente desculpas a vossa
excelência.
DEPUTADO JOÃO CARDOSO – Obrigado.
Presidente, a galeria está cheia de servidores públicos. Vossa excelência, assim como os
demais deputados desta casa, sabe que está havendo uma imensa dificuldade de diálogo com o
Governo do Distrito Federal, principalmente em relação à Secretaria de Economia. Conversar, sentar-se
com as carreiras, conversar e explicar o que acontece não faz mal a ninguém. Toda carreira que me
procura possui um processo no SEI da Secretaria de Economia. Vossa excelência já se manifestou
sobre isso.
Hoje, rogo ao Governo do Distrito Federal que abra uma conversação com os servidores
públicos do Distrito Federal, os verdadeiros guardiões do serviço público. Esse é o recado que eu
gostaria de passar. (Palmas.)
Temos a questão dos ACS e dos Avas, que são aqueles que passam nas casas em visita aos
doentes, deputado Gabriel Magno, passam nas casas para verificar se não há água parada, porque é
no início das chuvas que os ovos dos mosquitos começam a eclodir. Presidente, muitos se lembram de
que, no ano passado, em novembro, eu fiz esse alerta aqui. Na ocasião, o próprio subsecretário da
Secretaria de Saúde me mostrou, tecnicamente, que a partir de fevereiro de 2024 haveria uma
epidemia. E o que está acontecendo? Há um concurso, mas não há nomeação suficiente de servidores.
Mais uma vez, eu anuncio que novamente haverá uma epidemia de dengue, chicungunha e de
outros vetores existentes. Inclusive, deputado Pastor Daniel de Castro, há um quinto vetor africano,
que ainda não se sabe o que é. Não se sabe quantas pessoas morreram de dengue hemorrágica, os
estudos estão sendo realizados.
É preciso nomear os ACS e os Avas o mais rápido possível, para que não morram mais pessoas
no Distrito Federal, como aconteceu no ano passado. Eu falei sobre isso em novembro do ano passado
e em fevereiro isso aconteceu. Eu não sou cartomante nem estou profetizando isso, eu estou pegando
dados técnicos dos servidores da Secretaria de Saúde. Se não convocarem os concursados aprovados,
o mais rápido possível, isso acontecerá novamente.
Presidente, agradeço ao Fernando Leite, presidente da Novacap, que nos recebeu. Houve um
concurso para servidores da Novacap. Há 28 anos não havia concurso. Houve o concurso, os
aprovados me procuraram e eu os levei para uma reunião com o presidente, Fernando Leite, que nos
disse que há interesse em nomear todos os aprovados, bem como os do cadastro reserva, e que isso
ainda não seria o suficiente. Ele nos recebeu muito bem.
Mais uma vez, nos deparamos com a questão do orçamento. Precisamos que o governo se
movimente. A Novacap hoje é uma administradora das obras que são feitas na nossa cidade.
Também levei esses servidores da Novacap ao Colégio de Líderes para que expusessem a
situação em que se encontravam. O concurso foi homologado, o Fernando Leite teve a competência de
colocar na homologação os aprovados, os do cadastro reserva e os remanescentes. Isso foi muito bom,
saiu no Diário Oficial. Essa é uma atitude de um gestor que quer ver o serviço público funcionar. Então,
o presidente Fernando Leite e toda a sua equipe estão de parabéns.
Quero falar ainda que estiveram aqui 2 servidores: o Eli e o Renato. A comissão, na segunda-
feira, esteve novamente comigo aqui no gabinete e o presidente mandou esses 2 servidores – o Eli,
diretor de pessoal, e o Renato, diretor financeiro. Eles passaram todas as probabilidades do que pode e
do que deve ser feito para que os servidores sejam convocados o mais rápido possível. A Novacap
precisa, o GDF precisa e a população, mais ainda.
(Soa a campainha.)
DEPUTADO JOÃO CARDOSO – Presidente, quero agradecer também pela publicação de hoje do
Diário Oficial. Obrigado, Governo do Distrito Federal e Secretaria de Economia – que merece os
parabéns também – por homologarem parte do concurso que faltava de atividades econômicas da
carreira de auditores fiscais do Distrito Federal. Os aprovados estão aqui hoje. Há 6 especialidades na
nossa carreira. Houve o concurso para 5 especialidades, já haviam sido homologadas 4 e faltava a de
atividades econômicas. Está no Diário Oficial de hoje.
Eu quero aproveitar, não só em nome de vocês, auditores fiscais de atividades econômicas,
para dizer que há mais de 30 anos não faziam concurso de auditor fiscal da nossa carreira. Conclamo o
Governo do Distrito Federal para que convoque o mais rápido possível esses servidores aprovados, pois
o concurso já está homologado. Hoje, essa última especialidade foi homologada, então, não há mais
desculpa. É preciso convocar, colocar esses servidores nas fileiras da auditoria fiscal de atividades
urbanas aqui do Distrito Federal.
Parabéns para vocês, vocês merecem. (Palmas.)
Já finalizando, presidente, quero parabenizar e agradecer à CEOF, na pessoa do grande amigo,
presidente deputado Eduardo Pedrosa, que hoje fez o relatório do Projeto de Lei nº 340/2023, de
nossa autoria, que vai beneficiar a carreira PPGE, que também está presente. (Palmas.)
(Soa a campainha.)
DEPUTADO JOÃO CARDOSO – Esse projeto, presidente, é muito simples, trata da isonomia
com a carreira magistério.
A carreira magistério, deputado Chico Vigilante, tem o direito de fazer o concurso de remoção,
como o deputado Gabriel Magno sabe muito bem. Minha esposa, quando foi nomeada pela primeira
vez, grávida do terceiro filho – nós temos 8 filhos – foi nomeada para o Gama, mas ela morava em
Sobradinho. Mesmo assim, ela teve que ir para o Gama, deputado Gabriel Magno. Depois, ela
participou do concurso de remoção e foi para Planaltina. Em seguida, ela participou de um outro
concurso de remoção, deputado Gabriel Magno, e foi para Sobradinho. Então, por que não a carreira
PPGE ter o mesmo direito de fazer um concurso de remoção com os critérios que a Secretaria de
Educação terá que estabelecer e regulamentar?
Ficou acertado de esse projeto ser pautado hoje ainda para ser votado. Faltava passar por 2
comissões: CEOF e CCJ. Para que vocês saibam, eu já havia falado com o deputado Eduardo Pedrosa e
com o deputado Jorge Vianna sobre esse projeto e ele foi aprovado hoje na CEOF. O deputado Thiago
Manzoni, que está à minha frente, falou que faria o relatório da CCJ também favorável à aprovação do
projeto de vocês.
Então, não há mais empecilho nenhum. Se houver quórum hoje, já foi acordado que
colocaríamos o projeto de vocês para ser votado, e será aprovado. Podem ter certeza disso! Vocês
estão de parabéns! (Palmas.)
Presidente, eu tive a alegria de...
(Soa a campainha.)
PRESIDENTE (DEPUTADO WELLINGTON LUIZ) – Vossa excelência não acabará mais não? Já se
passaram quase 30 minutos. (Risos.)
DEPUTADO JOÃO CARDOSO – Presidente, vossa excelência está muito bem acompanhado pela
nossa linda e competente deputada Paula Belmonte. Vossa excelência trata de assuntos de que eu
tenho certeza que são interessantes, porque vêm de uma mulher responsável, uma mãe defensora da
vida. O senhor pode continuar conversando com sua excelência. Muito obrigado.
Então, presidente, hoje estivemos na Adasa com o presidente Raimundo Ribeiro e com os
diretores do Condomínio Alto da Boa Vista, para resolver um problema hídrico. Era uma questão de
outorga dos poços artesianos que existem lá. Eu fiquei muito feliz com essa visita, porque tivemos uma
reunião com diretores da Adasa, o senhor Vinicius, o ex-governador Rogério Rosso, o Robinson
Cardoso, o superintendente Gustavo Carneiro, o Rafael Melo e o coordenador Saulo Luzzi.
(Soa a campainha.)
DEPUTADO JOÃO CARDOSO – Vou terminar, presidente.
Nós estivemos na Adasa, e quero agradecer ao ex-deputado Raimundo Ribeiro. Estivemos
também com o nosso amigo e irmão, ex-deputado Cláudio Abrantes, morador do condomínio e hoje
secretário de Estado de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal, que está firme no mesmo
propósito. E o propósito foi atendido. Muito obrigado ao Raimundo Ribeiro, a toda aquela equipe e aos
servidores que estavam lá.
Presidente, procuraram-me para falar sobre a questão da paridade salarial entre os dentistas
da Secretaria de Educação e os dentistas da Secretaria de Saúde, que recebiam o mesmo salário dos
médicos quando começaram a carreira. Hoje, eles recebem apenas 80% daquilo que os médicos
recebem. Então, eles vieram também trazer essa questão da estruturação e pasme, presidente, de
novo o projeto está parado lá na Secretaria de Fazenda, precisando de uma interlocução com esses
servidores para que seja feita a justiça da isonomia entre essas carreiras. Os dentistas já chegaram a
receber até 60% a menos que os médicos. Nós não queremos reduzir, de forma nenhuma, o salário de
ninguém; apenas queremos a paridade, o que é devido.
Para finalizar, quero agradecer a todos os que nos acompanham nas redes sociais. As pessoas
têm falado que o João Cardoso é o deputado da Igreja Católica. Eu sou católico, professo a fé católica,
mas deixo bem claro que sou deputado do Distrito Federal e defendo todas as religiões de todos os
segmentos. Tenho a alegria de ter feito vários projetos, com total lisura, por meio da Igreja Católica e
da Oassab, que estão dando certo e que têm dado oportunidade de as igrejas melhorarem cada vez
mais. Eu me coloco à disposição de todos. Há vários pastores que fazem projetos – como o pastor
deputado Thiago Manzoni – que estão beneficiando as igrejas evangélicas e todos os outros segmentos
religiosos.
Presidente, era o que eu tinha a dizer.
Finalizo, reforçando o convite da sessão solene, no dia 25 de outubro, às 10 horas, neste
plenário, sobre a valorização do servidor público do Distrito Federal. (Palmas.)
Repito, todos vão passar: os secretários passam, o governador passa, os parlamentares
passam, mas quem fica com a história, quem é o guardião do serviço público são vocês: os servidores
públicos do Distrito Federal.
Que Deus abençoe a todos. Contem sempre com o nosso mandato.
Obrigado, presidente. (Palmas.)
PRESIDENTE (DEPUTADO WELLINGTON LUIZ) – Obrigado, deputado João Cardoso. Parabéns
pelo pronunciamento. Foi longo, mas foi importante. Valeu muito a pena esperar.
Concedo a palavra ao deputado Max Maciel. (Pausa.)
Concedo a palavra ao deputado Gabriel Magno.
DEPUTADO GABRIEL MAGNO (Minoria. Como líder. Sem revisão do orador.) – Presidente, boa
tarde. Prometo não ser tão longo quanto o nobre deputado João Cardoso, que fez um brilhante
discurso, com o qual eu concordo, inclusive no que diz respeito à importância dos servidores públicos.
Cumprimento todos os que se encontram na galeria: o pessoal da Polícia Civil, o pessoal da
carreia PPGE, os auditores, o pessoal da Polícia Penal, os especialistas da saúde, os Avas e ACS, que
querem ser servidores públicos diante do caos.
Inicio, presidente, mais uma vez, alertando todos sobre o caos que estamos vivendo no Distrito
Federal com relação à saúde: a falta de profissionais, de leitos e de estrutura. Semana passada, o
Ministério Público entrou com uma ação civil pública contra o Governo do Distrito Federal, mostrando,
inclusive, o retrato desse caos na saúde pública do Distrito Federal.
Nós temos feito, presidente, uma série de visitas aos equipamentos e estivemos recentemente
no Hospital de Planaltina. Lá identificamos número insuficiente de leitos e de profissionais, ausência de
enfermaria de internação, macas danificadas, indisponibilidade de uma série de exames, déficit enorme
das equipes. Já alertamos todos sobre esse problema. Inclusive, recentemente, houve um alerta do
próprio Conselho Regional de Medicina de que poderá haver interdição ética no Hospital de Planaltina,
caso a Secretaria de Saúde não responda e não atenda às necessidades emergenciais que existem
naquele hospital.
Eu me dirijo aos Avas, aos ACS, aos especialistas e reitero que eles são fundamentais para que
não vivamos, mais uma vez, a tragédia anunciada, não somente da dengue, como também de várias
outras sazonalidades que todos os anos temos vivido no Distrito Federal. Há como saber e como
prevenir essa situação; e ela está sendo alertada o tempo inteiro por especialistas e por vários
parlamentares.
Presidente, o que me traz também a esta tribuna no dia de hoje, 15 de outubro, é o desejo de
registrar o Dia do Professor, o Dia da Professora.
Eu tenho o maior orgulho de ser professor concursado da Secretaria de Educação. Desde 2009,
tenho trabalhado e dedicado tempo, energia, amor, sentimento, carinho à escola pública do Distrito
Federal.
Esse dia, presidente, é importante por diversas razões. Primeiro, porque é um dia, de fato, para
celebrarmos os professores e as professoras. Hoje é feriado nas escolas. Muitos pais até reclamaram
porque os filhos não foram para a escola, contudo esse é um dia necessário e merecido para que as
professoras dessa cidade, que são 80% da categoria, possam descansar e comemorar.
Presidente, mas esse também é um dia para muitas reflexões. Primeiro, porque hoje é um dia
que nós vamos escutar várias pessoas dizerem que a profissão de professor é a mais importante,
porque ela forma todas as outras profissões. Isso é importante, de fato, mas, às vezes, só esse
encaminhamento e esse reconhecimento tirem do professor e da professora a real importância deles.
Ao dizer que a profissão de professor só é importante porque ela forma todas as demais profissionais,
talvez signifique que estejamos dizendo que são as outras categorias as mais importantes, de fato.
Todas as outras categorias são também importantes. No entanto, os professores e as professoras são
importantes não somente por formarem as demais categorias, mas também pela própria essência da
educação como ato de ensinar e aprender. É isso que separa, inclusive, a civilização e a humanidade
da barbárie. Essa profissão é fundamental para o exercício da própria humanidade...
(Soa a campainha.)
DEPUTADO GABRIEL MAGNO – ... da própria civilização e da própria história.
Essa é a importância desse profissional, que, infelizmente, presidente, vive também sob tempos
de muitos ataques. Não é raro vermos, inclusive nesta tribuna e em vários outros lugares, autoridades
– que deveriam preservar os professores e as professoras – atacarem-nos e denunciarem-nos de algo
que não tem o menor sentido prático, deputado Chico Vigilante: doutrinação.
Professores e professoras têm compromisso é com o conhecimento, com a educação, com o
desenvolvimento das nossas crianças, adolescentes, jovens e adultos.
Não é raro vermos, senhor presidente, governantes, a cada 4 anos, prometerem que a
educação deve ser...
(Soa a campainha.)
DEPUTADO GABRIEL MAGNO – Vou concluir.
A educação deve ser a grande prioridade de qualquer governo. O governador atual chegou a
fazer essa promessa. Ele disse que os professores deveriam receber igual a juiz. Só que foi uma
promessa, infelizmente, vazia. Na prática, os professores, na rede pública, têm sofrido com salas
superlotadas, com falta de condições materiais para realizarem o seu trabalho. É a categoria que
recebe um dos menores salários de nível superior do serviço público do Distrito Federal. Então, a
valorização desses servidores fica só no discurso, só na promessa.
O que é preciso fazer no dia de hoje, senhor presidente, é um compromisso real com a
valorização desses profissionais, com o cumprimento das metas do Plano Distrital de Educação, para
cumprir, inclusive, o acordo da greve. Os professores e as professoras ensinam muito esta cidade,
inclusive a fazer luta. Essa foi uma das primeiras categorias...
(Soa a campainha.)
DEPUTADO GABRIEL MAGNO – Foi uma das primeiras categorias a enfrentar a tirania, a
enfrentar a censura e se mobilizar. Eles foram para a greve e conseguiram um acordo, que precisa ser
cumprido pelo Governo do Distrito Federal. Isso faz mais de 1 ano e, até agora, todos os pontos não
foram cumpridos.
Eu encerro, senhor presidente, reforçando o meu compromisso com essa luta.
Hoje, nesta casa, há o Prêmio Paulo Freire de Educação da Câmara Legislativa. Neste ano,
deputado Fábio Félix, o prêmio reuniu mais de 1.500 pessoas no auditório e nas dependências da
Câmara Legislativa – porque o público não coube no auditório –, em um espaço de mobilização, de
reconhecimento.
Senhor presidente, antes de encerrar, quero lembrar algumas e alguns grandes educadores.
A grande Antonieta de Barros foi a primeira parlamentar negra eleita no Brasil, deputado Fábio
Félix. Ela criou oficialmente em Santa Catarina, por lei, o dia do professor e da professora, que, depois,
foi nacionalizado. Ela dizia o seguinte: “Educar é ensinar os outros a viver; é iluminar caminhos alheios;
é amparar debilitados, transformando-os em fortes; é mostrar as veredas, apontar as escaladas,
possibilitando avançar, sem muletas e sem tropeços; é transportar às almas que o Senhor nos confiar à
força insuperável da fé”.
Como dizia Paulo Freire, hoje também é dia de esperançar. Aqui renovo a esperança na luta,
como também nos ensinou Paulo Freire. Reafirmo, senhor presidente, o meu total compromisso com a
luta dessa categoria, que é tão fundamental para o mundo inteiro, para a sociedade brasileira, para a
sociedade do Distrito Federal, e que, infelizmente, neste dia 15, vai comemorar a data, mas não por
conta do que o Governo do Distrito Federal oferta e oferece para a categoria. Não temos, neste
aspecto, muito a comemorar, porque não há um governo na capital do país que valorize, de fato, essa
categoria tão importante.
Reafirmo, presidente, no dia do professor e da professora: contem com nosso mandato, com
nossa luta, com nossa energia e disposição para que, de fato, os professores e professoras sejam
profissionais valorizados não a cada 4 anos, nas eleições, tampouco só nos discursos do dia 15 de
outubro, mas na prática cotidiana daqueles que enfrentam todos os dias as salas de aula com muita
dedicação, com muito amor, com muita esperança na construção de uma sociedade melhor, mais justa
e mais democrática.
Obrigado, presidente.
PRESIDENTE (DEPUTADO WELLINGTON LUIZ) – Obrigado, deputado Gabriel Magno. Na sua
pessoa, da mesma forma, parabenizo todos os professores e professoras. Sem nenhuma dúvida, a
base de uma sociedade vem da educação. Nós precisamos sempre reverenciar nossos educadores,
nossos professores e professoras.
Fica o nosso agradecimento pelo pronunciamento.
Quero registrar e agradecer a presença do deputado federal Augusto Puppio, do MDB do
Amapá. É um prazer tê-lo conosco, deputado. Em meu nome e em nome dos demais 23 colegas, quero
agradecer-lhe a visita. Se Deus quiser, nós iremos lá para retribuir-lhe o carinho. Muito obrigado,
deputado federal Augusto Puppio, do MDB.
Concedo a palavra ao deputado Max Maciel.
DEPUTADO MAX MACIEL (PSOL-PSB. Como líder. Sem revisão do orador.) – Boa tarde. Saúdo
todos e todas que estão na galeria, o presidente deputado Wellington Luiz, todos que nos
acompanham no plenário e pela TV Câmara Distrital e, em especial, nossos professores e professoras.
Deputado Gabriel Magno, sou pedagogo de formação, fiz especialização na Universidade de
Brasília, na Faculdade de Educação. Sou filho de professora, neto de professora e sobrinho de
professora. Está aqui a minha filha de 10 anos, que tive a oportunidade de alfabetizar. Quando ela foi
para as séries iniciais, com 4 anos, já sabia o alfabeto e as continhas simples. Isso é muito rico.
Quero saudar todas as minhas mestras e os meus mestres que fizeram, também, parte da
nossa formação, pois têm nossa valorização e nosso reconhecimento, que vocês merecem.
Presidente, a minha fala nesta terça-feira é apenas para engrossar um estudo da PLOA 2025,
feito pela Conlegis, a quem quero muito parabenizar, junto com o nosso mandato. Debruçou-se
especificamente sobre alguns temas, entre eles, mais uma vez, o transporte público.
Presidente, temos um desafio quando falamos em transporte – eu disse isso na semana
passada –, pois transporte não se trata só de analisar se ônibus foi renovado ou se contrato está sendo
seguido ou não, mas de ver toda a complexidade da mobilidade urbana, que tem a ver, também, com
travessia de pedestres, com passarelas, com pontos iluminados. Existe uma série de confluências no
debate sobre mobilidade, e o ônibus é parte dele, que pode ou não existir no contexto da história,
assim como o sistema sobre trilhos.
Eu quero chamar a atenção para o fato de que, ao analisarmos o orçamento de 2025 para a
mobilidade, nós levantamos algumas dúvidas ou, no mínimo, alguns questionamentos acerca do que é
de fato prioridade sobre mobilidade no Distrito Federal. Eu tenho falado nesta casa que não adianta
nós termos um pensamento de mobilidade, e a Secretaria de Mobilidade não gestar toda a política de
mobilidade que perpasse pela transversalidade.
Presidente, entre outras coisas, o orçamento previsto da Secretaria de Mobilidade,
especificamente de 2024 – nós, agora, vamos analisar o executado com a Conlegis –, era de 2 bilhões
e 900 milhões de reais. Esse orçamento previa pagamento de pessoal, plano de trabalho, manutenção
do sistema de transporte coletivo, aquisição de equipamentos, construção de pontos de táxis, entre
outros. Existia uma previsão orçamentária dotada de 345 milhões de reais para o chamado equilíbrio
econômico do sistema, que é a manutenção do sistema de transporte coletivo. O governo previu 345
milhões de reais para isso.
Sabe o que aconteceu, deputado Fábio Félix? Há um estudo aqui que diz que não passou nem
um projeto de lei relativo a crédito este ano nesta casa. Só de decreto, nós já estamos chegando a 1
bilhão de reais.
O normativo da PLOA diz que, internamente, o governo e as suas secretarias podem fazer
remanejamento de até 25%. Esse somatório já passou de 25%, e não chegou nenhum projeto a esta
casa. Então, fazemos uma pergunta: “Como é que você previu 345 milhões, fez um monte de decreto
que agora chega a 1 bilhão...?” Há um detalhe: a Conlegis aponta que, se esse ritmo persistir, há a
tendência de chegar a esta casa um projeto de lei sobre crédito suplementar de novo para as
empresas, cujo valor, deputado Fábio Félix, se vier no histórico apontado, pode chegar a 1,5 bilhão de
reais, ou seja, 3 vezes o valor previsto. Em relação ao ano de 2025, nós vamos falar já.
O que a comissão faz quando há dúvidas? Pergunta. Eu não vou falar sem ter a informação
precisa. Por isso, deputado Fábio Félix, nós oficializamos ano passado – porque suplementação de
crédito sem dizer a que se refere é recorrente no Distrito Federal – à Secretaria de Mobilidade,
perguntando com base em quais instrumentos e em qual leitura o governo determinou que poderia
haver crédito suplementar ao chamado equilíbrio econômico e financeiro do sistema.
Bem, a informação que nós recebemos foi pedindo prazo, deputado Fábio Félix, dizendo uma
coisa que é bem corriqueira. A secretaria disse que, diante da complexidade de obter os dados em
questão, solicita prazo.
Como é que eu reconheço que eu estou devendo um sistema de empresas e faço um decreto
aumentando o meu crédito para 1 bilhão, mas eu não consigo responder porque eu digo que é uma
complexidade de dados? Eu não estou dizendo que seja fácil fazer a apuração, mas, em tese, o
caminho tinha que ser o inverso.
(Soa a campainha.)
DEPUTADO MAX MACIEL – Eu teria, primeiro, que fazer o levantamento, fiscalizar esse
levantamento, apurar sobre ele e, a partir daí, determinar e definir, de fato, qual o valor que eu devo
ou não para as empresas.
Nós estamos devendo, deputado Fábio Félix, quase 1 bilhão para as empresas. Eu perguntei:
“Quem é que diz que nós estamos devendo?” É a própria empresa, que mandou para o sistema as
notas para nós pagarmos. Não há nada no órgão que possa aferir estes fatos: “Opa, rodou, de fato,
tantos quilômetros”, “Esse ônibus aqui não sofreu pernada”, “Como funciona?”?
Nós representamos, junto ao Tribunal de Contas, uma dívida, inclusive, que foi constatada,
mas o Tribunal de Contas suspendeu o pagamento lá, a injeção do Refis de 130 milhões de reais para
as empresas, e nós, devendo 1 bilhão. Não fizeram nem a compensação: “Se eu estou devendo para
vocês 1 bilhão e vocês estão me devendo 130 milhões de reais, vamos abater?” Não! Não fizeram. E
ainda dão isenção para eles, para depois assumir a dívida!
Nós não estamos querendo que as empresas não recebam. Eu já disse isto: se está no
contrato, é para receber. Mas eu quero saber o que aferimos no contrato. Quanto de diesel eu gasto
no sistema? Cada um tem um cálculo de cabeça. Obviamente que no contrato diz assim: “Olhe, eu não
quero saber quanto ele usa ou não. Eu determinei que ele vai gastar x reais por quilômetro. Se ele
fizer, é lucro; se ele não fizer, aí é prejuízo dele”.
Mas quanto, de fato, eles estão fazendo? O Erário, o dinheiro do povo, ele precisa ter lastro, e
o povo precisa, pelo menos, saber o que é que está gastando. Eu não estou dizendo que isso não é um
problema.
Para concluir de fato, presidente e deputado Martins Machado – que é o vice-presidente da
comissão –, o governo fez agora uma campanha “Vai de Bike”, falando do processo da mobilidade
ativa, do cicloativismo, de malha cicloviária. Sabe quanto tinha previsto na PLOA de 2024? Estavam 12
milhões. Sabe quanto o GDF colocou para 2025 para este projeto “Vai de Bike”, que prevê o estímulo?
Cem mil reais!
(Soa a campainha.)
DEPUTADO MAX MACIEL – Qual é o processo de fato? Nós vamos fazer propaganda de
mobilidade ativa ou nós vamos priorizar? Óbvio que isso é uma previsão e não uma execução.
Pode ser que, lá na frente, haja um monte de crédito suplementar para que isso possa chegar
a 12 milhões, mas dá um sinal de que não é prioridade, pois, quando é prioridade, já está na PLOA. Do
ponto de vista prático, já está no orçamento.
Nós temos mais coisas, deputados, para pontuar desse colapso todo que temos sempre
elencado. Ontem, o governo anunciou que quer comprar 15 novos trens para o metrô. Eu não sei se as
pessoas sabem, mas custa 50 milhões de reais um trem com 4 carros, que é o menor do Brasil e do
mundo. Só nós e o Chile usamos, inclusive, o série 1. O governo colocou, na PLOA de 2025, 500 mil
reais.
Eu sei o que isso significa. Um crédito pequeno para dizer que tem um sinal aberto, para
podermos captar com algum lugar. Um bilhão foi o que o governo deixou de investir em 6 anos. Com 1
bilhão, eu já falei aqui o que o metrô poderia ter virado. Nós poderíamos ter atualizado o software do
que já existe, isso sem criar 1 quilômetro a mais de metrô, porque eu tenho dúvidas em se criar 1
quilômetro a mais de metrô, mais uma vez, com a base energética e a capacidade técnica que há hoje,
que é sucateada.
Então, todo esse estudo do orçamento de 2025 nós vamos colocar à disposição no site da
comissão. E nós vamos dialogar com o secretário Zeno, que tem sempre nos atendido muito bem, no
sentido de colaborar, de fato, porque vamos priorizar o sistema de mobilidade no Distrito Federal.
(Soa a campainha.)
DEPUTADO MAX MACIEL – Eu não posso prever um plano de ciclovias que tinha 12 milhões,
em 2024, e caiu para 100 mil, em 2025.
Hoje, a comissão vai fazer uma série de vistorias nas passarelas do Distrito Federal. Nós já
temos as fotos, é tudo escuro, mato alto, sujo, não tem sinalização. Isso é mobilidade urbana, se
alguém não acha.
Isso é mobilidade urbana real, na ponta do trabalhador e da trabalhadora que acorda cedo ou
que vai voltar para casa agora e não sabe como vai chegar à sua casa, porque ela vai descer,
certamente, em um ponto de ônibus que não tem a segurança do caminhar.
A nossa infraestrutura, historicamente, presidente – eu falei isto na entrevista para a rádio CBN
–, é rodoviarista. Como Brasília é uma cidade rodoviarista, até sua infraestrutura é rodoviarista. Nós
temos iluminação de rodovia de carro, nós não temos iluminação para o pedestre. Encontraremos
iluminação de pedestre no Eixo Monumental. Se formos à expansão do Setor O, se formos a São
Sebastião, se formos ao Arapoanga, não veremos paradas iluminadas porque não há um trajeto com
iluminação para pedestres, não há nada que dê sensação de segurança para quem está a pé a fim de
se desvencilhar de qualquer vulnerabilidade.
Nós poderíamos falar muito mais, mas minha fala foi só para chamar a atenção para este
assunto. Nós temos muita responsabilidade com este tema, deputado Martins Machado. Nós não
vamos fazer críticas baratas nesta tribuna, nós estamos aqui para colaborar. E tudo o que temos
produzido nós temos entregado para a Secretaria de Transporte e Mobilidade, até mesmo para dizer:
“Peguem esse projeto para vocês, dá para resolver, o caminho pode ser por aqui”.
O nosso objetivo é resolver e não ficar esticando a corda para fazer apenas propagandismo de
oposição. Esse não é o nosso papel. Nós somos oposição responsável. Se o Estado melhorar a
qualidade de vida do trabalhador, não há problema, fiquem tranquilos, nós temos aqui na caixinha 20
outros problemas para resolver no Distrito Federal.
Obrigado, senhor presidente.
PRESIDENTE (DEPUTADO WELLINGTON LUIZ) – Obrigado, deputado Max Maciel.
Mais uma vez registro e agradeço a presença do nosso deputado federal Augusto Puppio,
colega do MDB, que está na companhia do deputado Martins Machado, nosso terceiro-secretário. É um
prazer tê-lo aqui conosco, deputado, sua presença nos engrandece.
Temos nesta casa um colega que também foi deputado federal algumas vezes, o deputado
Chico Vigilante, do PT, um grande amigo, ao qual convido para fazer uso da palavra.
DEPUTADO CHICO VIGILANTE (PT. Como líder. Sem revisão do orador.) – Senhor presidente,
senhoras e senhores deputados, quero saudar os trabalhadores e as trabalhadoras que estão nas
galerias, especialmente o pessoal da Polícia Civil do Distrito Federal. Já conversei com os dirigentes
sindicais, a doutora Cláudia e os demais.
Eu estava me lembrando de um episódio, deputado Wellington Luiz – acho que vossa
excelência estava lá no meio, como eu estava. Quem quiser ver os vídeos deste dia, basta procurá-los
no YouTube. Refiro-me ao chamado “tirotaço” que houve entre a Polícia Civil e a Polícia Militar do
Distrito Federal. Naquele momento, a luta deles era pelo retorno de uma gratificação que tinha sido
tirada. Eles já estavam há 23 dias em greve. Eu tinha acabado de ser eleito deputado federal e uma
jornalista do O Globo escreveu, na época, que eu escapei fedendo de um tiro – mas é melhor escapar
fedendo que morrer cheiroso. (Risos.)
Depois, nós fomos ao ministro da Justiça da época, o Jarbas Passarinho. O secretário era o
Geraldo Chaves, o governador era o Wanderley Vallim. O ministro da Justiça devolveu a gratificação em
3 dias. Mas depois eu vou contar essa história com muito mais tempo.
O que a Polícia Civil quer neste momento? Quer que seja devolvida a ela a equiparação que
eles sempre tiveram com a Polícia Federal do Brasil. Eles só querem isto: a mesma remuneração de
todos os cargos da Polícia Federal. Podem contar comigo nessa luta.
Agora, não basta o governador mandar o projeto sem conversar com o governo federal. Ele
precisa aprender que é preciso conversar com o governo federal antes, acertar os ponteiros e mandar
o projeto, para que a Polícia Civil do Distrito Federal efetivamente seja contemplada, até porque a
melhor Polícia Civil do Brasil é exatamente a do Distrito Federal. Por isso, ela merece a mesma
remuneração da Polícia Federal. Para isso, vocês contem comigo. Estou à disposição. Podem contar
comigo nessa luta! (Palmas.)
Quero falar de transporte, presidente. Nesse fim de semana, fui convidado pelo Barbosa, que
foi deputado federal junto comigo, para verificar como funciona o transporte público de Goiânia. Lá,
eles constituíram um consórcio. Trata-se de um consórcio privado fiscalizado pelo poder público. Esse
consórcio administra 19 cidades – Nerópolis, Aparecida de Goiânia, Bela Vista... Tudo interligado. A
passagem custa 4 reais e 30 centavos. Eles fizeram também uma série de modificações para o bem do
transporte.
Há outro detalhe. Lá, em Goiânia, em vez de a Secretaria de Transportes fazer licitação para
reformar pontos de ônibus, o consórcio faz os pontos e os mantém. Além disso, deputado Gabriel
Magno, o consórcio está construindo os terminais de ônibus. Agora, todos os terminais de ônibus são
administrados e construídos pelo consórcio.
Há ainda uma novidade. Inclusive, já apresentei o projeto e quero contar com o apoio desta
casa. A novidade é o que eles chamam de Cartão Família.
O Cartão Família é o seguinte: aos sábados, domingos e feriados, uma mãe ou um pai de
família que pegar um ônibus, deputado Martins Machado, pode levar mais 4 pessoas, pagando uma
única passagem. Quatro pessoas podem embarcar com aquele passageiro que tem o cartão, pagando
uma única passagem, aos sábados, domingos e feriados. Perguntei para eles: Mas isso não dá
prejuízo? Sabem o que eles me responderam? – “O ônibus já vai passar mesmo... Vai passar vazio.
Ainda há lucro, porque, em vez de não haver passageiro, vai haver 5. Se 1 pagar a passagem, é lucro”.
Esse é um bom programa. Estou apresentando projeto para que haja, aqui no Distrito Federal,
o cartão mobilidade família. Quero contar com o apoio, deputado Martins Machado, de vossa
excelência. Quero contar com o apoio desta casa para que possamos implementar esse programa aqui
no Distrito Federal, porque ele é muito importante.
Obrigado, senhor presidente. Obrigado a quem está assistindo a esta sessão neste momento.
(Palmas.)
PRESIDENTE (DEPUTADO WELLINGTON LUIZ) – Obrigado, deputado Chico Vigilante.
Concedo a palavra, pela liderança do PL, ao deputado Thiago Manzoni.
DEPUTADO THIAGO MANZONI (PL. Como líder. Sem revisão do orador.) – Boa tarde,
presidente e demais parlamentares presentes. Boa tarde a quem nos acompanha pelo YouTube, pela
TV, e a quem está nas galerias.
Saúdo especialmente os policiais civis e policiais penais presentes, dizendo aos senhores que
podem contar com o apoio desta casa, como têm contado com parlamentares de diferentes espectros
políticos, o que significa dizer que a causa de vocês nos uniu a todos.
Presidente, hoje é um dia especial, um dia importante, o Dia dos Professores, categoria que
quero saudar na pessoa da minha sogra, professora Solange, professora por vocação e por formação,
que dedicou sua vida à escolarização de crianças e adolescentes, como milhares de outros professores
no Distrito Federal.
Quisera eu que todos os alunos do Distrito Federal, tanto da rede pública quanto das escolas
particulares de ensino, tivessem a sorte de ter professores como os que eu tive. Graças a Deus, tive a
sorte de ter professores que me possibilitaram galgar espaços e degraus na vida, o que outros,
infelizmente, não tiveram.
Agradeço aos meus professores, a todos eles, mas, em especial, aos professores de língua
portuguesa e aos professores de matemática, disciplinas por meio das quais pude aprender todas as
demais. É muito gratificante olhar para trás, recordar-me deles e poder lhes dizer hoje que valeu a
pena. Digo a todos os professores do Distrito Federal, tanto da rede particular quanto da rede pública
de ensino, que o trabalho de vocês vale a pena.
Hoje há milhares de crianças e adolescentes que aprendem com vocês e que no futuro vão
olhar para trás e vão poder lhes dizer, olhando nos olhos, que valeu a pena. Valeu a pena o esforço,
valeu a pena a dedicação, valeu a pena tudo o que vocês fizeram por eles na tentativa de transmitir o
conhecimento. Eles certamente serão cidadãos melhores, mais produtivos, terão mais facilidade de
ingressar no mercado de trabalho e de ter uma vida próspera por causa daquilo que vocês fazem por
eles hoje. Registro uma felicitação especial e um agradecimento pela dedicação de todos vocês.
Um deputado que me antecedeu falou sobre valorização dos professores e, depois de
parabenizar os professores, quero reafirmar o meu compromisso no sentido de valorizar a profissão de
vocês. Faço-o não só pensando em salário, em remuneração, mas faço-o pensando na sala de aula de
maneira geral, no conforto de que vocês dispõem, na possibilidade de vocês usarem a criatividade para
lecionar, no quadro que às vezes é branco, às vezes é quadro para se escrever com giz. Enfim,
sobretudo penso no respeito dos alunos com vocês.
Abro parênteses para dizer o quanto são importantes as nossas escolas de gestão
compartilhada, as escolas cívico-militares, que têm devolvido o respeito à hierarquia dentro da sala de
aula e trazido de volta para a sala de aula o respeito à figura do professor como uma figura de
autoridade e a hierarquia entre o professor e o aluno – o professor como protagonista do ensino e o
aluno como protagonista da aprendizagem, mas havendo uma diferença hierárquica entre eles, a
diferença entre o mestre e o aluno.
Então, parabenizo a todos vocês e reforço o meu compromisso com a valorização de vocês,
utilizando as escolas cívico-militares como exemplo de valorização e de respeito à pessoa do professor
em sala de aula. É necessário que nós, pais, cidadãos, ensinemos os nossos filhos o respeito e a
deferência que eles devem aos professores.
Professores do Distrito Federal, continuem contando com o meu apoio, com a minha dedicação
como parlamentar, para que a carreira de vocês seja sempre valorizada e enaltecida – enaltecida com
palavras e ações; valorizada por meio da atividade parlamentar.
(Soa a campainha.)
DEPUTADO THIAGO MANZONI – Eu vou pedir só mais 1 minuto, presidente, não passará de 1
minuto. Encerro dizendo que a nossa escolarização, nos últimos anos, vem sendo alvo de ataques de
diversas espécies e grande parte desses ataques vem de uma pedagogia inapropriada. O patrono da
nossa educação estabeleceu um modelo de pedagogia que não é apropriado, que, infelizmente, tem
feito com que gerações de alunos sejam perdidas e que lamentavelmente os nossos resultados não
sejam aqueles que poderiam ser.
Só a título de exemplo, na última avaliação da OCDE, 73% dos nossos alunos que fizeram a
prova obtiveram rendimento insatisfatório em matemática. É muito difícil que um país produza e se
desenvolva quando os seus alunos têm um resultado tão aquém do esperado em uma avaliação
internacional.
É necessário que nós, com vistas à valorização dos professores, voltemos os nossos olhos
também para o modelo educacional a que os nossos alunos estão expostos e para aquilo que nós
esperamos do nosso modelo. É necessário que nós ensinemos e escolarizemos para a vida e para o
mercado de trabalho. É necessário trazermos de volta para as escolas o ensino de português,
matemática, história, geografia, ciências, com resultados mensuráveis e com a avaliação desses
resultados sendo utilizada para definir se esses parâmetros estão adequados ou não.
Essa é a nossa missão e para isso a educação do Distrito Federal pode e poderá sempre contar
comigo.
Obrigado, presidente.
PRESIDENTE (DEPUTADO WELLINGTON LUIZ) – Obrigado, deputado Thiago Manzoni.
Concedo a palavra ao deputado Iolando. (Pausa.)
Estão encerrados os Comunicados de Líderes.
Passa-se aos
Comunicados de Parlamentares.
Pergunto se a deputada Doutora Jane, o deputado Rogério Morro da Cruz, o deputado Fábio
Félix e a deputada Dayse Amarilio desejam fazer uso a palavra.
DEPUTADA DOUTORA JANE – Senhor presidente, solicito o uso da palavra.
PRESIDENTE (DEPUTADO WELLINGTON LUIZ) – Concedo a palavra a vossa excelência.
DEPUTADA DOUTORA JANE (MDB. Sem revisão da oradora.) – Presidente, no dia 15 de
outubro, eu não poderia deixar de me referir aos professores e falar da profissão que forma todas as
profissões.
Foi como professora que me forjei para ser a deputada que sou hoje. Faço questão de dizer
que, quando fui delegada, eu era a delegada professora. Hoje, no parlamento, ainda sou professora
porque acho que, uma vez professor, sempre professor.
Aos professores do Brasil e, especialmente, aos professores do Distrito Federal, deixo a minha
solidariedade e o meu carinho. Nós nos importamos com a educação e sabemos da importância que os
professores têm na formação dos nossos jovens. Eu sou alguém que se forjou pela educação, que é
oportunidade de resgate e de promoção da igualdade. A educação nos resgata da pobreza e da
ignorância. Foi nessa condição que cheguei ao parlamento.
Então, agradeço a oportunidade de ter me entrincheirado com os professores, na rede pública,
para a formação dos alunos. Muitos colegas de trabalho e muitas pessoas no Distrito Federal passam
por mim e dizem: “Você foi minha professora”. Vejo essas pessoas felizes, formadas, resgatadas e
encaminhadas na vida. Tudo isso se deve à educação.
Parabéns a todos os professores. Podem contar com o nosso mandato, com o nosso carinho e
com a nossa solidariedade. Com certeza, se quisermos um país valorizado, uma cidade formada e
cidadãos de bem, precisamos valorizar os professores para que eles tenham condições de,
efetivamente, integrar a rede de formação de cidadãos de caráter.
Parabéns aos professores, nesta data.
Obrigada, presidente.
PRESIDENTE (DEPUTADO WELLINGTON LUIZ) – Obrigado, deputada Doutora Jane.
Concedo a palavra ao deputado Fábio Félix.
DEPUTADO FÁBIO FÉLIX (PSOL. Para breve comunicação. Sem revisão do orador.) – Obrigado,
presidente. Boa tarde aos deputados, às deputadas e a quem assiste a nós pela TV Câmara Distrital.
Hoje, eu também queria iniciar a minha fala saudando as professoras e os professores por este
dia tão especial e tão importante. Tenho muito orgulho de ter participado da luta pela restruturação da
carreira do magistério superior no Distrito Federal. Nesta casa, dissemos muito – não é, deputada
Doutora Jane? – que essa era e ainda é, infelizmente, uma das carreiras de nível superior no Distrito
Federal que tem um dos piores salários, se comparado com os das demais carreiras. Precisamos
valorizar os professores, as professoras e a educação pública na nossa cidade.
Hoje, existem cerca de 705 escolas de execução direta da Secretaria de Estado de Educação.
Há uma política pública monumental e extremamente enraizada, que precisa de investimento do Estado
para dar, cada vez mais, resultados e acolhimento.
Uma série de demandas da educação precisa se realizar. Uma lei do Distrito Federal garante
que haja assistentes sociais e psicólogos em todas as escolas do Distrito Federal. Isso dá suporte ao
processo educativo e aos professores e professoras. Essa lei precisa ser cumprida. Precisamos melhorar
e qualificar a formação dos nossos educadores. Além da condição salarial, existem as condições de
trabalho. Precisamos climatizar as salas de aula. Às vezes, as escolas públicas compram aparelhos de
ar-condicionado para enfrentar a seca e o calor, mas não têm sistema de energia para ligar os
aparelhos das salas de aula.
Numa cidade como a nossa, este plenário não funcionaria se não estivesse climatizado. A
grande maioria das 705 escolas públicas do DF não tem as salas de aula e as salas de trabalho
climatizadas.
É preciso melhorar as condições de trabalho dos nossos professores e professoras, quanto mais
pensar projeto político-pedagógico para que a nossa educação possa cada vez mais colocar o nosso
estudante da periferia dentro da universidade, especialmente da universidade pública.
É muito importante a valorização e a defesa da educação. É importante também a nossa
mobilização, como parlamentares, para que isso aconteça de forma concreta.
Também tenho lembranças muito boas dos meus professores, dos meus educadores na escola,
mas, infelizmente, também tenho lembranças muito tristes da escola – da escola como espaço de
violência, da escola como espaço de homofobia em relação à minha pessoa, da escola como não sendo
um espaço de acolhimento. Tenho essas lembranças porque foram as minhas vivências.
Eu quero fazer da escola um lugar de respeito a todas as pessoas. Que a sala de aula seja um
espaço de respeito à diversidade, um espaço de respeito aos direitos humanos.
Quando falamos de respeito, não estamos falando de tentar fazer de ninguém aquilo que a
pessoa não é. Estamos falando de uma educação propositiva, que possa conscientizar as pessoas para
uma cultura de não violência, para o respeito à comunidade LGBT, para o respeito às mulheres, para o
respeito à população negra, para o respeito à população com deficiência, para o respeito à população
indígena, para que elas entendam a pluralidade da nossa sociedade.
É isso o que eu defendo. É por isso que eu luto para que a educação seja esse espaço
libertador, esse espaço de emancipação, esse espaço de diversidade. Para que outras crianças e
adolescentes não passem pela experiência de violência e de homofobia que eu passei na escola e na
sala de aula, eu defendo que tenhamos uma escola plural, uma escola diversa. Essa tem sido a minha
luta.
Eu sei que, infelizmente, ainda há uma evasão enorme de pessoas LGBTs dos espaços
educacionais, porque não aguentam ficar dentro da escola. Para isso, nós precisamos construir um
espaço de proteção na educação.
Eu queria hoje aproveitar essa reflexão do Dia do Professor, do Dia da Professora, para saudar
o esforço enorme que os nossos educadores e educadoras fazem nesse sentido, o esforço de
implantarem projetos pedagógicos de promoção da diversidade.
Às vezes, há um ou outro extremista que tenta silenciar um professor num projeto pedagógico,
que tenta silenciar sua autonomia pedagógica, sua autonomia de cátedra, mas os nossos professores e
professoras são resilientes. Eles têm feito um trabalho muito importante na sala de aula, um trabalho
muito importante na escola, porque sabem que a criança e o adolescente precisam entender a
diversidade e a pluralidade da nossa sociedade.
Eu queria também, presidente, falar de outro tema hoje. Eu estive no único ponto de apoio que
nós temos para motoristas de aplicativos. Os motoristas o chamam de curralzinho. Ele fica lá atrás da
região do aeroporto, deputado Chico Vigilante, deputado Max Maciel.
Nós aprovamos aqui nesta casa, em 2020, a Lei nº 6.677/2020, da qual tenho muito orgulho
de ter sido o autor, que é a lei dos pontos de apoio para entregadores e motoristas de aplicativos.
Nós não estamos falando de direitos trabalhistas, o que seria o mínimo para essas dezenas de
milhares de trabalhadores de aplicativo.
(Soa a campainha.)
DEPUTADO FÁBIO FÉLIX – Nós estamos falando, presidente, de pontos de apoio para
entregadores e motoristas carregarem um celular, descansarem, esquentarem uma marmita para
poder trabalhar, utilizarem um banheiro com o mínimo de dignidade. Isso é o que está escrito na nossa
lei.
Eu queria dizer para vocês que as grandes empresas, deputado Max Maciel – a Uber, o iFood,
que hoje se organizam na Amobitec –, foram a todas as instâncias da justiça do DF tentar cassar a
nossa lei e declará-la inconstitucional, mas não conseguiram. O TJDFT falou que a nossa lei é
constitucional e que as empresas têm que instalar os pontos de apoio. Agora, eles foram ao Supremo
Tribunal Federal para tentar declarar nossa lei inconstitucional. Só que, depois do sorteio do relator,
ministro Flávio Dino, eles agora estão propondo a suspensão da ação no Supremo Tribunal Federal.
Eles querem desistir da ação do Supremo e implantar os pontos de apoio. Basicamente...
(Soa a campainha.)
DEPUTADO FÁBIO FÉLIX – ... para mim, que sou leigo em direito e não tenho formação na
área jurídica, esse é o reconhecimento da legalidade da lei aprovada nesta casa, com ampla maioria de
votos – houve apenas 1 voto contrário de uma parlamentar à época. Então, esta lei garante o mínimo
de dignidade aos entregadores e motoristas de aplicativos.
O nosso mandato vai ser intransigente. A Secretaria de Mobilidade é a responsável pela
fiscalização e, desde 2020, não aplicou nenhuma multa às empresas que não cumprem a instalação
dos pontos de apoio. É preciso que haja, deputado Roosevelt, um ponto de apoio para os entregadores
de aplicativos carregarem os celulares, para os motoristas descansarem e esquentarem suas marmitas.
Isso é o mínimo de dignidade. Esta é parte da nossa luta e do nosso compromisso com entregadores e
motoristas de aplicativos do Distrito Federal. Há mais de 50 mil motoristas de aplicativos atuando todos
os dias. São centenas de milhares de corridas diárias...
(Soa a campainha.)
DEPUTADO FÁBIO FÉLIX – ... presidente, com motoristas de aplicativos nesta cidade que não
têm banheiro para usar. Essas empresas não se responsabilizam por isso. Eles faturam, faturam,
faturam, no nosso país, não querem regulação e não querem cumprir a legislação.
Temos que exigir da Semob que imediatamente multe o iFood, o Uber e outras empresas que
não estão cumprindo com o mínimo, que são os pontos de apoio. Esta casa tem que cobrar aquilo que
nós aprovamos porque esta é uma aprovação que fizemos, uma legislação com a qual nos
comprometemos, a qual não foi vetada.
O governador do DF sancionou os pontos de apoio para entregadores e motoristas, porque
este é um compromisso desta casa, e as empresas têm que cumprir com isso. Não dá para ter um
ponto de apoio do Uber... Fui lá hoje e vi que melhorou. Eles colocaram um banheiro um pouco
melhor, mas também uma tenda toda furada para os motoristas de aplicativos. Não podemos mais
aceitar isso. Esperamos que, com a suspensão da ação no Supremo Tribunal Federal, eles possam
cumprir a legislação que foi pioneira no Brasil para enfrentar o iFood e o Uber, para garantir o mínimo
de dignidade para esses trabalhadores.
Presidente, eu queria pedir a paciência de vossa excelência para eu tratar de um último tema.
Trata-se da recomendação da ProSus a que tivemos acesso hoje sobre a questão dos servidores. Estou
vendo o cartaz dos especialistas em saúde, que colocaram uma faixa ali – alguns vieram ao plenário
desta casa.
O Ministério Público fez uma recomendação à Secretaria de Saúde do DF pela contratação dos
especialistas em saúde. Inclusive, eles falam em 242 especialistas divididos em diferentes áreas que
devem ser contratados para que haja estruturação da área meio da Secretaria de Estado de Saúde.
Eles falam da administração, da contabilidade e de outras áreas.
Eu queria registrar, no plenário desta casa, que essa recomendação é de uma importância
muito grande, pois estamos falando de uma secretaria robusta, que atende todo o Distrito Federal e
possui inúmeras unidades de saúde que precisam fazer grandes contratações de especialistas em
saúde que já estão aprovados e podem começar a trabalhar o quanto antes para que a saúde do
Distrito Federal ande melhor.
Fica aqui o compromisso e a luta do nosso mandato pela nomeação dos especialistas em saúde
no Distrito Federal.
Muito obrigado, senhor presidente.
PRESIDENTE (DEPUTADO WELLINGTON LUIZ) – Obrigado, deputado Fábio Félix.
DEPUTADO HERMETO – Senhor presidente, solicito o uso da palavra.
PRESIDENTE (DEPUTADO WELLINGTON LUIZ) – Concedo a palavra a vossa excelência.
DEPUTADO HERMETO (MDB. Sem revisão do orador.) – Senhor presidente, serei breve. Vossa
excelência esteve hoje na assinatura da concessão de parceria da rodoviária. Eu gostaria de me dirigir
aos deputados que são contra essa parceria, porque daqui a 1 ano e meio, nós iremos visitar a
rodoviária. Ouviram, deputados do PT? Deputados por quem eu tenho a maior admiração, como o
Deputado Chico Vigilante, mas, especialmente, o deputado Max Maciel. Ouviu, deputado?
Nós iremos visitar a rodoviária daqui a 1 ano e meio. E veremos como ela estará. Está certo?
Como ficou a Rodoviária Interestadual, porque ninguém vê nada que falam da Rodoviária
Interestadual. Imagine, deputado, se o governo não tivesse a perspicácia de entregar o Mané
Garrincha? O que seria do Mané Garrincha que, hoje, irá receber um jogo da Seleção Brasileira? Seria,
sabe o quê, deputado? Seria mais um desses estádios que foram construídos na Copa do Mundo, e que
viraram o quê? Uns elefantes brancos!
Hoje, o Mané Garrincha gera riqueza para Brasília. Quando há shows, os caras que trabalham
com Uber ficam loucos. O Mané Garrincha segue trazendo os maiores shows internacionais do mundo,
a Seleção Brasileira. E o que seria de um estádio, onde foram gastos mais de bilhões para ser
construído para a Copa do Mundo, se não tivessem tido essa visão?
Podem cobrar do deputado Hermeto! Filmem e coloquem nos anais da casa! Vamos andar na
rodoviária daqui 1 ano e meio e vamos ver se ela estará igual à Rodoviária Interestadual. Nenhum
governo, deputado Chico Vigilante, nem o governo do Roriz, nem o governo do Aparecido, deixe-me ir
mais no passado ainda, nem o governo do José Ornellas, nenhum governo deu conta da rodoviária! E
nem dará! Nem o Agnelo, nem o Roriz, nem o Rollemberg! Se vocês pegarem as reportagens
do DFTV ao longo de todos esses anos, todos diziam que as escadas não funcionavam, que os
banheiros eram um lixo. Desde a época daqueles governos mais antigos. O DFTV está aí e prova isso.
Agora, irá dar certo, porque o governo não dá conta. A iniciativa privada vai resolver o problema.
Então, podem cobrar! Daqui a 1 ano e meio nós iremos andar na rodoviária, deputado Max
Maciel! Ouviu, deputado Fábio Félix? Para ver como ficou. Está certo? Esse é um desafio que faço.
Obrigado, senhor presidente.
(Assume a Presidência o deputado João Cardoso.)
PRESIDENTE (DEPUTADO JOÃO CARDOSO) – Obrigado, deputado Hermeto.
DEPUTADO MAX MACIEL – Senhor presidente, solicito o uso da palavra.
PRESIDENTE (DEPUTADO JOÃO CARDOSO) – Concedo a palavra a vossa excelência.
DEPUTADO MAX MACIEL (PSOL. Sem revisão do orador.) – Obrigado, senhor presidente.
Deputado Hermeto, sem dúvida nenhuma, torcemos pelo sucesso. Mas vou perguntar o que o
senhor acabou de falar em off agora mesmo: eu quero saber quem vai pagar a taxa de acostagem?
Porque se o Estado injetasse 120 milhões do próprio bolso na rodoviária, ela estaria maravilhosa.
Agora, vai dar 120 milhões para a empresa, e se a empresa não ficar boa, deputado, é incompetência!
Eu vou dizer uma coisa para o senhor: se eu governasse Brasília, eu traria o time e todos os
jogos para Brasília sem precisar entregar o estádio para a iniciativa privada! Sabe o que é isso? Falta
de coragem para assumir o estádio, fazer gestão e de colocar em prática, como acontece em outros
países e também em outros estados onde funciona.
Deputado Hermeto, passam 37 mil pessoas pela Rodoviária Interestadual. Na Rodoviária do
Plano Piloto, passam 700 mil por dia. Com certeza, daqui a 1 ano, nós rodaremos por lá.
DEPUTADO FÁBIO FÉLIX – Senhor presidente, solicito o uso da palavra.
PRESIDENTE (DEPUTADO JOÃO CARDOSO) – Concedo a palavra a vossa excelência.
DEPUTADO FÁBIO FÉLIX (PSOL. Sem revisão do orador.) – Senhor presidente, eu fui citado
pelo deputado Hermeto.
Não há como piorar a Rodoviária do Plano Piloto. Ela tem sido precarizada por um governo
incompetente. O elevador não funciona. A escada rolante não funciona. Se isso piorar, ainda mais com
esse presente que será a taxa de acostagem, que hoje não é paga pelas empresas... Sabe de onde
sairá essa taxa? Não sairá das empresas de ônibus; sairá da tarifa técnica, do bolso do povo do Distrito
Federal para a concessionária. Será como o deputado Max Maciel falou: 120 milhões. Se não
conseguirem melhorá-la com esse presentão, nós avaliaremos isso daqui a 1 ano, 1 ano e meio.
Não podemos fetichizar a iniciativa privada como se ela resolvesse todos os problemas.
Inclusive, quem está questionando agora a concessão do Mané pelo descumprimento do contrato é o
próprio governador. A empresa ainda não paga as prestações, porque o prazo foi prorrogado. A
empresa não cumpre o que estava previsto no regulamento da concessão.
Deputado Hermeto, vossa excelência, que é ponderado em muitos temas, dê uma olhadinha na
concessão da energia de São Paulo, veja o apagão que a população de São Paulo está vivendo. Não é
porque é concessão que é bom. Tem-se que fiscalizar, tem que haver um trabalho sério. Nós sabemos
que quem está dizendo agora que, na concessão do Mané, a empresa concessionária não cumpre as
regras é o próprio governador. Nós já vínhamos denunciando aqui que as regras não estavam sendo
cumpridas.
Então, nós temos que falar com clareza: não é porque é uma concessão que é bom. Nós vamos
fiscalizar. É óbvio que isso tem que melhorar, porque a única coisa que essa empresa fará é cuidar da
rodoviária. E ela ainda vai receber um presentão de milhões do bolso do trabalhador do Distrito
Federal, que é a taxa de acostagem.
DEPUTADO ROOSEVELT – Senhor presidente, solicito o uso da palavra.
PRESIDENTE (DEPUTADO JOÃO CARDOSO) – Concedo a palavra a vossa excelência.
DEPUTADO ROOSEVELT (PL. Sem revisão do orador.) – O colega fez uma menção sobre o
estádio, e outro colega comentou que mais de 120 milhões serão dados na concessão da rodoviária. Eu
concordo com uma coisa: não seria necessário abrir mão da rodoviária se mais de 700 milhões de reais
não tivessem sido desviados na construção do estádio. Esses 700 milhões foram comprovados pelo
Tribunal de Contas do Distrito Federal. O estádio teve um custo muito alto, um custo que sacrifica a
população do Distrito Federal até hoje. Graças a Deus, foi feita a concessão. Hoje esse prejuízo da
construção está sendo revertido em benefício da população. Lá há jogos maravilhosos,
shows internacionais. Agora haverá o show do Bruno Mars. Com certeza, o deputado Fábio Félix irá a
esse show. Independentemente do gosto pelo estilo de música, é um artista de renome internacional
que se apresentará na nossa capital. Sem o estádio, não haveria esse tipo de apresentação. Outra
possibilidade que hoje podemos vivenciar é ver o melhor time do mundo, que é o Flamengo, jogar na
capital do país.
Não precisava o estádio ter trazido um prejuízo, deputado Thiago Manzoni, deputado Pastor
Daniel de Castro, da ordem de 700 milhões. Ele hoje está trazendo eventos de magnitude internacional
para a nossa capital, que aquecem o comércio, porque ele passou para a iniciativa privada; até então,
o estádio estava ocioso. A rede hoteleira está aquecida, os restaurantes e a área de transporte
também.
Então, eu fico impressionado com o questionamento, o levantamento de algumas questões que
atentam contra a própria oposição.
Obrigado, presidente.
DEPUTADO MAX MACIEL – Senhor presidente, solicito o uso da palavra.
PRESIDENTE (DEPUTADO JOÃO CARDOSO) – Concedo a palavra a vossa excelência.
DEPUTADO MAX MACIEL (PSOL. Sem revisão do orador.) – Senhor presidente, eu queria
chamar a atenção da base do governo, porque está na PLOA 2025, deputado Hermeto, um orçamento
de 38 milhões para a manutenção da Rodoviária do Plano Piloto. Estamos oficializando agora a retirada
desse dinheiro para a Rodoviária do Plano Piloto, porque o Estado não precisa gastar mais um real na
Rodoviária do Plano Piloto, e vamos deixar a iniciativa privada se virar. Aí eu quero ver se a iniciativa
privada resolve o problema mesmo sem o Estado, porque, em todas elas, o Estado está pronto. Dê-me
um estádio com um banco regional me financiando para ver se eu não faço qualquer evento ali.
PRESIDENTE (DEPUTADO JOÃO CARDOSO) – Concedo a palavra à deputada Dayse Amarilio.
DEPUTADA DAYSE AMARILIO (PSB. Para breve comunicação. Sem revisão da oradora.) –
Obrigada, presidente. Boa tarde a todos. Boa tarde, servidores. É sempre bom vê-los aqui. Boa tarde,
pessoal da polícia.
Achamos que a nossa sofrência de servidores públicos é parecida. Eu queria começar, nesta
tarde, presidente, tratando da questão dos servidores. Há inúmeros problemas no Distrito Federal.
Acho que o da saúde é um dos maiores. Eu quero falar, daqui a pouco, sobre a questão da atenção
primária e da dengue, porque, enfim, a chuva voltou e já voltou com a sinalização, de meses atrás, de
que a dengue vai vir piorada e que a chicungunha também var vir piorada.
Em relação aos servidores, presidente, não tem como não falar. Uma das grandes dificuldades
– acho que todos nós temos tido essa dificuldade, não é um benefício só da oposição – é a dificuldade
de diálogo. Eu queria tratar disso aqui porque é uma coisa que nos traz angústia, até porque o Distrito
Federal não existe se os poderes não se comunicarem para fazerem, inclusive, pontes. Não é só
questão de ser oposição ou ser base do governo. Então, uma grande dificuldade que há é a questão do
diálogo.
Uma categoria importante, da qual eu faço parte, a dos enfermeiros, estava em estado de
greve e estava tentando transitar com o governo uma proposta de produtividade. Não é qualquer
proposta, é uma proposta que pede: olha, nós queremos mostrar que nós podemos entregar mais. Por
exemplo, deputado Gabriel Magno, presidente da Comissão de Saúde, nós temos uma sinalização do
CRM de interdição do Hospital de Planaltina por falta de neonatologista. Entregamos uma proposta
para a Secretaria de Saúde para que ela, por exemplo, faça concurso para enfermeiros neonatologistas,
para podermos prestar um serviço altamente qualificado e desafogar esta questão, que é um grande
gargalo, que são os neonatologistas.
Infelizmente, temos uma dificuldade de dialogar. Entregamos algumas propostas para o
Executivo – e não foi fácil para nós entregá-las –, e agora não há um retorno, por exemplo, da pasta,
que é a Seplad. Não temos retorno das nossas ligações, retorno dos nossos pedidos oficiais. Quando
fazemos um pedido oficial, seja pelo WhatsApp da pasta ou por meio de comunicação, via email,
recebemos a informação, deputado Chico Vigilante, de que estamos em uma lista de espera, e que eles
estão atendendo a agenda de abril.
Nós, deputados, não queremos ser melhores que ninguém, mas o deputado representa o povo.
Quando transitamos por aqui e atravessamos a rua para o Palácio do Buriti, não estamos levando
pedidos pessoais, mas pedidos para construirmos um Distrito Federal melhor. Eu não consigo entender
o tratamento do governo conosco em relação a isso. Então, não há resposta para darmos para a
categoria para saber se o impacto é esse ou se podemos construir alguma coisa, se existe possiblidade,
quando será, neste ano ou se será no ano que vem, e o que será possível. O que seria possível para
entregarmos algo que ficará para o Distrito Federal; por exemplo, deputado Chico Vigilante, o projeto
de produtividade na saúde.
Então, venho fazer este desabafo e pedir que nos recebam. Hoje, consegui falar com o Thiago,
um técnico da pasta que me atendeu, mas não conseguimos falar com nenhum secretário de Estado.
Isso é um grande problema! Sem diálogo não existe política e não existe cuidado. Política é cuidado
com as pessoas.
Presidente, eu gostaria também de trazer uma questão muito grave de que tivemos notícia. A
dengue está chegando, e juntamente com ela temos a notícia – que parece ser real –, inclusive de
alguns gestores, de que de 19 horas às 22 horas, a atenção primária à saúde, uma das principais
portas de atendimento, agora passará para uma empresa terceirizada. Então, o plano que parece que
estão fazendo para a dengue é, agora, privatizar, terceirizar o atendimento à atenção primária, que é
um atendimento que deveria e deve ser feito com excelência com os servidores e com os ACS na
ponta. Nós estamos sinalizando que a dengue virá pior que no ano passado, quando tivemos aumento
de casos de mais de 250%, com mortes. Ninguém deveria morrer de dengue na capital do país.
O plano é entregarmos para a iniciativa privada, como o Iges, e não responder à atenção
primária à saúde? Pelo amor de Deus! Espero que esta casa não aceite projetos como esse. Espero que
isso seja fake news! Mas parece que não é, porque alguns gestores trouxeram essa denúncia anônima,
inclusive por medo. Vamos investigar, porque não é isso que queremos para Brasília e não é isso que
pensamos. Nós temos, sim, muitas propostas interessantes e legados que podem ser deixados para o
Distrito Federal.
Para terminar, deputado Pastor Daniel de Castro, que está presidindo esta sessão e é
advogado, eu gostaria de saber se o senhor já viu...
(Soa a campainha.)
DEPUTADA DAYSE AMARILIO – ... alguma decisão em relação à multa por operação padrão,
que é você fazer o que deve ser feito. Hoje, o enfermeiro está fazendo, muitas vezes, a função de
vários, inclusive pelo déficit que nós temos. Então, nós já estamos com uma decisão judicial para pagar
os 4 dias de paralisação, totalizando 50 mil reais a cada dia. Mas foi pedido pelos procuradores do
Distrito Federal multa de 200 mil reais por dia por operação padrão. Eu nunca vi isso na minha vida!
Em operação padrão, tudo está funcionando, deputado Chico Vigilante. Nós estamos coletando
prevenção, fazendo atendimento, apanhando nos postos de trabalho – essa é a realidade – porque
temos de falar para o paciente que não há atendimento. Muitas vezes, o enfermeiro atende a 30
pacientes, a 40 pacientes em uma tarde, deputado Pastor Daniel de Castro! E aí, a penalização que nós
vamos ter...
(Soa a campainha.)
DEPUTADA DAYSE AMARILIO –... é uma multa de 200 mil reais por dia.
Isso se não for realmente para acabar com o trabalhador do Distrito Federal, não sei para o
que é. Espero que o juiz não dê essa decisão liminar de 200 mil reais, senão vocês vão conseguir
acabar com o serviço público e com a representatividade do sindicato. Sindicato é para representar não
só a categoria, mas o povo do Distrito Federal. Eu fico muito preocupada com essas decisões judiciais.
Obrigada. Não vamos desistir. A atenção primária não será terceirizada porque eu tenho
certeza de que esta casa não vai deixar passar uma aberração dessa. Não acredito nisso.
Quero mandar um abraço aos professores, como professora que sou. Sintam-se abraçados
todos os meus alunos e colegas de trabalho. Realmente é na saúde e na educação que nós vamos virar
esse jogo.
Obrigada, presidente.
(Assume a presidência o deputado Pastor Daniel de Castro.)
PRESIDENTE (DEPUTADO PASTOR DANIEL DE CASTRO) – Obrigada, querida deputada Dayse
Amarilio. Parabéns por essa defesa, como sempre aguerrida, que vossa excelência faz. Parabéns.
DEPUTADO GABRIEL MAGNO – Senhor presidente, solicito o uso da palavra.
PRESIDENTE (DEPUTADO PASTOR DANIEL DE CASTRO) – Concedo a palavra a vossa
excelência.
DEPUTADO GABRIEL MAGNO (PT. Sem revisão do orador.) – Presidente, quero entrar no
debate que foi feito agora. Foi dito o seguinte: o governo não consegue cuidar, por isso entrega para a
iniciativa privada. Ora, se o governo não consegue cuidar, para que continua governando? Nessa
história de o governo não saber cuidar e entregar para o setor privado, quem tem pagado a conta é a
população do Distrito Federal e dos estados, porque isso também acontece no Brasil.
Alguém já esqueceu – não dá para esquecer, deputado Max Maciel – quando começou a chuva
e foi falado a mesma coisa na época da Neoenergia? O governo não conseguiu cuidar e entregou para
a Neoenergia. Hoje, quando começa a chover, acabou: cai a luz de todo mundo, um apagão – e a
conta mais cara. Em São Paulo, o governo não sabia cuidar, entregou para a Enel e, a maior cidade do
país, de novo, sem luz por tantos dias.
O governo disse que não conseguia cuidar da saúde e entregou para o Iges. Vejam o caos da
saúde, com denúncia de corrupção aos montes, inclusive. No Rio de Janeiro acontece a mesma coisa.
Entregaram a saúde pública, deputada Dayse Amarilio, e o escândalo é por causa da transferência e da
doação de órgãos.
Essa tese de que, se o governo não consegue cuidar, deve-se entregar para o setor privado;
essa turma que insiste em defendê-la deveria sair da política. Tinham de fazer seus negócios com o
setor privado, mas não usar a política para fazer.
Eu quero falar sobre a questão da rodoviária. O governo não explicou ainda sobre isso. Foi
publicado o edital, a empresa e o consórcio que ficaram em primeiro lugar disseram, há época, o
seguinte: “Nós vamos respeitar, o processo correu superbem, supertransparente”. Depois começaram a
haver questionamentos acertados. Depois mudou e não foi chamada a primeira colocada do edital, e
não houve resposta sobre isso. É preciso transparência nos processos. Acho que vários parlamentares
questionaram quais os motivos e os critérios que levaram o governo a mudar. Porque a população vai
começar a pagar estacionamento caro na região central sem proposta para mobilidade. Qual a
proposta para os permissionários da rodoviária? Isso não está escrito em lugar nenhum, é mais um
cheque em branco para empresário.
Eu queria fazer coro com o deputado Max Maciel. Hoje é dia do professor e da professora,
deputado Pastor Daniel de Castro, que tem uma companheira professora. Vários parlamentares
parabenizaram o dia dos professores e das professoras. Eu queria combinar com o governo e com esta
casa: vamos dar um presente para o Dia dos Professores. Para que 35 milhões de reais, no orçamento
do ano que vem, para a rodoviária se ela está sendo entregue hoje para o setor privado? Ou vai ser
um negociozão de novo? Entrega para o setor privado, mas quem paga as contas é o governo. Tem
que tirar da LOA. Com esses 35 milhões destinados à rodoviária poderíamos firmar um acordo hoje, no
Dia do Professor,...
(Soa campainha.)
DEPUTADO GABRIEL MAGNO – ... para destinar esses recursos à educação. Para, inclusive,
cumprir o mínimo constitucional da educação, que não está sendo cumprido nesse governo.
Então, eu queria fazer essa proposta aqui e dizer que, se não consegue governar, que largue o
governo.
PRESIDENTE (DEPUTADO PASTOR DANIEL DE CASTRO) – Obrigado, deputado Gabriel Magno.
Eu também quero deixar aqui registrado... Por mais que, segundo o meu querido amigo deputado
Fábio Félix, eu esteja dirigindo a sessão, quero apenas deixar meus parabéns aos professores e às
professoras desta cidade, na qual eu me orgulho de ter a minha querida esposa como professora. Eu
também sou professor, sou pedagogo, com especialização em séries iniciais. Então, quero deixar
registrado meus parabéns a essa categoria tão importante para o Distrito Federal. Parabéns a todos.
Concedo a palavra ao deputado Chico Vigilante.
DEPUTADO CHICO VIGILANTE (PT. Para breve comunicação. Sem revisão do orador.) –
Presidente, eu venho acompanhando de perto essa questão da rodoviária. E não é verdade que a
rodoviária sempre foi ruim. A rodoviária já foi ponto de encontro da população do Distrito Federal
desde quando havia um restaurante lá, e as pessoas iam para lá jantar e namorar, porque era um
lugar bom, bonito e agradável.
Na época do governo Agnelo, fizemos uma reforma completa na rodoviária. E foi colocado para
administrar a rodoviária um velho sargento da Polícia Militar, meu amigo, chamado Viana. Ele colocou
até flores na rodoviária. Portanto, a rodoviária era arrumada, limpa.
Acontece que o governo resolveu precarizar a rodoviária para chegar a esse ponto de
privatização ou da concessão que eles estão falando. Aí um grupo ganhou. Nós denunciamos,
mostramos que a empresa estava em recuperação judicial e imediatamente mudaram. E quem disse
que esse outro grupo vai dar conta?
Aí vem a questão da taxa de acostagem: quem é que vai nos pagar? Inclusive, quem não anda
de ônibus vai pagar a taxa de acostagem, que será paga com dinheiro público. Além disso, há a
questão do estacionamento central, que a empresa vai cobrar também. Você vai ter que pagar.
Portanto, eu espero que não aconteça com a rodoviária o que aconteceu com o Conic. O Conic
tinha 4 prédios ali bem no centro, bem no meio. Aí o governo vendeu. O cara que comprou não tocou.
Está lá um tapume e matou o Conic. O Conic está morto. A mesma coisa poderá acontecer com a
rodoviária do Plano Piloto – o que é uma lástima. E é diferente do que aconteceu com a rodoviária
interestadual. Lá sim, o governo passou o terreno, os empresários construíram, mas ganharam uma
série de benesses em volta da rodoviária, inclusive construindo hotéis que são altamente lucrativos.
O que será feito com os permissionários? Essa é uma luta. Há pessoas de cabelos brancos que
estão há 50 anos trabalhando ali. Essa é a nossa luta para que eles permaneçam, para que eles fiquem
lá. E daria para ser feito de forma diferente.
Eu citei aqui há pouco, no meu pronunciamento, que um consórcio de Goiás, consórcio privado
e fiscalizado pelo poder público, está construindo terminais e pontos de ônibus. Deveria haver um
consórcio desse aqui, pegando as cidades do Entorno e a administração da rodoviária, sem trazer um
grupo que só pensa no lucro.
Sou muito amigo do deputado Hermeto e lamento dizer, deputado Fábio Félix, que ele não vai
poder ir à rodoviária, porque vai sentir vergonha de ir lá pelo tanto de cobrança que vai ouvir da
população em volta. Essa é a grande verdade. Portanto, não precisava privatizar.
Temos a questão da concessão do estádio e a questão do cemitério, que também foi
concedido. Está proibido enterrar pobre no Distrito Federal. Encareceram tanto o serviço, que as
pessoas estão correndo para as cidades de Goiás para fazerem o sepultamento, porque aqui não dão
conta de pagar. Portanto, esse é o resultado.
Eu não sou contra concessão ou privatização, não. Eu sou contra coisa malfeita, quando só
pensam efetivamente no lucro. Dizem: “Não. O estádio...”. Precisava o BRB, que esfola os servidores
com os juros que é cobrado nos empréstimos consignados, pagar bilhões à Arena BRB para ter o seu
nome lá: “Arena BRB?” Ele precisava disso? Por que não pega o que é pago à Arena BRB para diminuir
a taxa de juros que é aplicada ao empréstimo consignado? Inclusive há servidores desta casa que
também estão com a corda no pescoço.
Se falou tanto hoje de professores aqui – e eu quero homenagear os educadores e as
educadoras do Distrito Federal –, mas a maior homenagem que poderia ser feita a eles hoje seria fazer
com que o BRB deixasse de esfolá-los da maneira que está fazendo, com as taxas absurdas de juros
que são cobradas. As pessoas estão proibidas, inclusive, de comer, em função dos juros que têm que
pagar ao BRB.
Obrigado, senhor presidente.
PRESIDENTE (DEPUTADO PASTOR DANIEL DE CASTRO) – Obrigado, deputado Chico Vigilante.
Concedo a palavra ao deputado Rogério Morro da Cruz.
DEPUTADO ROGÉRIO MORRO DA CRUZ (PRD. Para breve comunicação. Sem revisão do
orador.) – Boa tarde, senhor presidente e nobres pares.
Primeiramente, que Deus possa nos abençoar hoje e sempre.
Na pessoa da minha primeira professora, dona Leda, lá da cidade de Porto, Piauí, e na da
minha segunda professora, dona Fátima, quero estender os meus cumprimentos a todos os professores
e a todas as professoras do Distrito Federal e do nosso país. Eu tenho a educação como principal pilar.
Eu sou do interior de Porto, no Piauí, fui criado no mucambo e andava, presidente, quase 10
quilômetros para poder chegar à escola. Aos 7 anos de idade, fui matriculado na Unidade Escola Otavio
Falcão, deputado Max Maciel. Eu carrego na minha memória, na minha lembrança, 2 professoras que
realmente marcaram a minha vida e que me ajudaram. Que pena a dona Leda estar morando com os
anjos! Eu tive o prazer, há uns 5 meses, quando eu viajei para Porto, no Piauí, de encontrar a dona
Fátima. Foi muito bacana.
Quero me colocar à disposição de todos os professores do nosso país e dizer que vamos lutar,
no âmbito do Distrito Federal, por uma educação melhor. Precisamos, deputado Fábio Félix, realmente
cobrar do Governo do Distrito Federal mais investimentos em educação. O senhor bem falou sobre a
questão do ar-condicionado nas escolas. Ter ar-condicionado na sala de aula é bom para os
professores, para os alunos e para a qualidade do ensino.
Que possamos juntos, com a fé e a esperança no futuro, assegurar que cada educador e
educadora sejam reverenciados e respeitados, não apenas no dia de hoje, mas em todos os dias do
ano! Parabéns e muito obrigado a todos os professores e professoras do Distrito Federal e – por que
não? – do nosso país. Vocês realmente nos representam. Imaginem se não fosse o educador, se não
fosse o professor, o que seria de nós.
Hoje, também, presidente, quero agradecer à Halina Carvalho Alves, superintendente da
Região de Saúde Leste, com quem tivemos hoje uma reunião na Administração Regional de São
Sebastião. Lá também estavam a doutora Danielle, que é da atenção primária à saúde de toda aquela
região; uma comissão de moradores do Núcleo Rural Zumbi dos Palmares, coordenada pela liderança
Ana Paula; e a comissão da área rural, com o nosso amigo Osmar da Saúde. Na reunião tratamos
sobre pontos de apoio na área rural, no Zumbi dos Palmares, no Capão Comprido e em outros bairros
que ainda não são assistidos, onde não há um posto de saúde exclusivo, uma UBS exclusiva. Estamos
lutando, primeiramente, para conseguir, junto ao Governo do Distrito Federal, deputada Dayse
Amarilio, uma área exclusiva para serem construídas UBS nesses bairros.
Quero aqui agradecer à senadora Damares, que destinou recursos por meio dos quais será
construída em breve a UBS do bairro São Francisco, em São Sebastião, e a UBS do bairro São
Bartolomeu.
Precisamos juntos discutir esta pauta de suma importância que é a saúde. Sem saúde não
conseguimos trabalhar, não vamos conseguir estudar e nos preparar.
Que Deus nos abençoe!
Quero mesmo só agradecer. Sou grato a Deus pela oportunidade de estar aqui. Agradeço a
Deus por ter saído daquela UTI onde eu fiquei durante 2 semanas, hospitalizado. Quero gradecer aos
meus amigos de parlamento, porque vários me visitaram. E quero agradecer à população do Distrito
Federal e aos líderes religiosos pelas orações. Muito obrigado. Vamos avançar a cada dia.
Muito obrigado!
PRESIDENTE (DEPUTADO PASTOR DANIEL DE CASTRO) – Obrigado, deputado Rogério Morro
da Cruz.
Quero saudar e cumprimentar meu amigo Ronei, que está na galeria, assistindo à sessão. Seja
bem-vindo a esta casa, amigo. É uma alegria vê-lo. Tenho muito carinho por você, por sua família, pelo
trabalho social que você desenvolve junto com o Tatico, do supermercado. Leve meu abraço para o
Tatico e para toda a família, que fazem um grande trabalho, principalmente em Vicente Pires. O Tatico
inaugurou o segundo atacadão lá na cidade e atende muito bem as pessoas menos favorecidas.
Parabéns pelo seu trabalho.
Continuamos nos Comunicados de Parlamentares.
Concedo a palavra ao querido deputado Eduardo Pedrosa, futuro governador do Distrito
Federal.
DEPUTADO EDUARDO PEDROSA (UNIÃO. Para breve comunicação. Sem revisão do orador.) –
Obrigado. Boa tarde a todos.
Senhor presidente, em primeiro lugar, eu queria falar de algo que eu acho que muitos outros
companheiros já falaram no dia de hoje. Quero desejar aos professores do Distrito Federal o melhor e
dizer que sinto orgulho e muita alegria em haver professores tão dedicados em nossa capital. Quero
me comprometer a trabalhar em prol das melhorias para essa categoria. Há vários deputados aqui que
defendem essa categoria, e eu quero me somar a eles e ajudar naquilo que for possível.
Também queria falar sobre a situação da dengue. Ouvi outros deputados falando sobre isso. Eu
queria deixar a minha menção sobre a importância da nomeação de agentes comunitários de saúde, de
Avas, para que haja profissionais na rua fazendo o trabalho de prevenção, para que haja uma política
organizada junto às administrações visando à prevenção e que essa situação não aconteça no ano que
vem. Precisamos trabalhar esse assunto da dengue de maneira preventiva, buscando melhorias para a
população, buscando trazer mais segurança para o nosso povo e economia aos cofres públicos. Se
conseguirmos ter êxito na prevenção, naturalmente haverá uma economia lá na frente.
Eu queria deixar registrada esta minha fala com relação a esse assunto que muito nos
preocupa. No ano passado, perdemos muitas vidas. Eram vidas valiosas. Toda vida é uma vida que nós
não podemos perder. Essa é realmente uma batalha muito grande para garantirmos suporte para a
população do DF na área da saúde.
Eu queria também falar sobre uma matéria que eu vi ao longo desta semana: aquela situação
que aconteceu com os transplantados no Rio de Janeiro. Eu, como presidente da Frente Parlamentar
em Defesa dos Direitos das Pessoas Pré e Pós Transplantadas, gostaria, primeiramente, de expressar
minha solidariedade às famílias e de manifestar a tristeza que sentimos ao ver aquilo acontecendo.
Essa situação, de certa forma, traz à tona um pouco do trabalho que se faz no Distrito Federal. Aqui,
há o nosso Instituto de Cardiologia e Transplantes do Distrito Federal – ICTDF, que até hoje já realizou
mais de 3 mil transplantes, e nós não vemos casos desses acontecendo aqui.
No Distrito Federal, os transplantes têm sido feitos por profissionais do mais alto calibre, com
toda a dedicação, que trabalham naquela unidade com muito louvor. Nós nos tornamos referência em
vários tipos de transplante por esse motivo. Eu acredito que nós temos que exaltar mais isso, mostrar
mais o que tem sido feito de bom também nessa área aqui no DF. Nós temos que trabalhar para
darmos mais estrutura e condição para esses profissionais serem valorizados e também para que a
população do Distrito Federal seja mais bem atendida nessa área dos transplantes.
Queria mostrar a minha solidariedade, dizer que dá um aperto no coração ver aquelas pessoas
passando por essa situação e também dizer que estamos à disposição para aumentar o nosso processo
de fiscalização, controle. Esperamos que, no Distrito Federal, isso nunca venha a acontecer, e que a
nossa população possa se sentir segura caso precise fazer transplante. Esperamos também sempre
buscar valorizar a vida, as pessoas e, acima de qualquer coisa, a saúde e o cuidado ao próximo.
Muito obrigado.
PRESIDENTE (DEPUTADO PASTOR DANIEL DE CASTRO) – Obrigado, deputado Eduardo
Pedrosa, pelo posicionamento, especialmente pelo brilhante trabalho que vossa excelência vem
fazendo junto à Comissão de Economia, Orçamento e Finanças desta casa, com tanta responsabilidade
e, acima de tudo, com tanto cuidado com cada parlamentar desta legislatura.
Parabéns pelo trabalho de vossa excelência. Eu me comprometo a estar junto com o senhor,
junto com o deputado Gabriel Magno. Eu acho que todos nós temos que dar as mãos para cuidarmos
dos nossos professores e professoras desta cidade.
Nós estamos juntos, sim.
DEPUTADA DAYSE AMARILIO – Senhor presidente, solicito o uso da palavra.
PRESIDENTE (DEPUTADO PASTOR DANIEL DE CASTRO) – Concedo a palavra a vossa
excelência.
DEPUTADA DAYSE AMARILIO (PSB. Sem revisão da oradora.) – Senhor presidente. Quero
parabenizar o discurso do deputado Eduardo Pedrosa, até porque ele tem feito um brilhante trabalho
nesta frente dos transplantados e de outras frentes de várias minorias.
Quero trazer a questão dos transplantados e só lembrar um pequeno grande detalhe: o nosso
programa de transplante é um dos melhores do mundo, com uma das maiores qualidades.
Infelizmente, o laboratório terceirizado pelo governo estadual do Rio de Janeiro era de um
amigo do secretário e tinha um contrato muito – vamos dizer assim – suspeito, com parcerias escusas.
Não havia qualidade, não existia uma bioquímica para dar o respaldo.
Infelizmente, é isso que vemos, porque são contratos escusos como esse que colocam, por
exemplo, a vida de pessoas em risco. Infelizmente, ouvimos algumas barbaridades na internet de
pessoas falando: “Ah, a pessoa pegou HIV, mas teve o órgão, pelo menos”. Gente, vocês sabem o que
é um transplante? A pessoa vai viver o resto da vida com a imunidade baixa. Hoje o paciente com HIV
tem, sim, uma qualidade de vida. Inclusive, nós somos referência no programa de HIV, só que as
pessoas tomam medicações que baixam a imunidade.
Isso é brincar com a vida alheia, e, com saúde, não se brinca. Por isso que o deputado traz
essa questão da dengue. Nós vamos, infelizmente, ver mais pessoas morrendo por dengue, e não
precisava mais morrer pessoas por causa dessa doença. Em vez de fazerem um planejamento para a
dengue, inclusive, contratando ACS, Avas, enfermeiros e técnicos de enfermagem, dando autonomia
para os enfermeiros prescreverem medicamentos, trabalharem, eles estão pensando em terceirizar a
atenção primária.
Isso é brincadeira! Quantas pessoas morreram de dengue?
O Brasil bateu recorde em casos de morte por dengue. Infelizmente, ninguém está pensando,
deputado, nos cofres públicos, porque nós vamos ter também uma crise de chicungunha, que é a única
arbovirose que pode se tornar crônica. Essa doença se torna crônica se o paciente ficar mais de 90 dias
com dor. Esses pacientes, provavelmente, vão usar atenção terciária, em que o recurso é muito maior,
com prótese, com tratamento com neurologista. Teremos 2 problemas no Distrito Federal: a dengue
matando e a chicungunha lotando os serviços terciários.
A solução do Distrito Federal é entregar, agora, a atenção primária para terceiros. Isso é
brincar com a vida alheia.
PRESIDENTE (DEPUTADO PASTOR DANIEL DE CASTRO) – Obrigado, deputada Dayse Amarilio.
Como vossa excelência, já fiz um discurso hoje nesta casa sobre a contratação. Eu não posso falar o
nome dele, mas eu tenho um amigo que é um dos maiores epidemiologistas do Brasil, que sempre me
abastece com informações. E eu me somo a todos. Contratem Avas e ACS.
Eu pergunto se há mais algum deputado que queira fazer uso da palavra. (Pausa.)
O deputado Gabriel Magno está dizendo que não quer falar e vai comemorar o Dia do
Professor.
Atenção, queridos deputadas e deputados, quero fazer apenas um comunicado a vossas
excelências. Já consta da Ordem do Dia de amanhã os projetos de lei dos deputados e deputadas.
Amanhã será o dia em que estaremos votando os projetos de lei dos deputados e das
deputadas. Portanto, peço gentilmente a presença de todos os nobres deputados e deputadas, para
que possamos votar nossos projetos de lei. Por favor, anotem nas agendas e estejam todos juntos
amanhã na sessão. Já foi encaminhado aos gabinetes dos nobres deputados e deputadas o
memorando relativo à Ordem do Dia de amanhã.
Não havendo quórum para votação e nada mais havendo a tratar, declaro encerrada a sessão.
(Levanta-se a sessão às 17h21min.)
Observação: Nas notas taquigráficas, os nomes próprios ausentes de sites governamentais oficiais são reproduzidos de acordo
com a lista disponibilizada pelo Cerimonial desta casa ou pelo gabinete do deputado autor do requerimento de realização de
cada evento; os nomes não disponibilizados são grafados conforme padrão ortográfico do português brasileiro.
Siglas com ocorrência neste evento:
ABPC – Associação Brasiliense de Peritos em Criminalística
ACS – Agente Comunitário de Saúde
Adasa-DF – Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal
Agepol-DF – Associação Geral dos Servidores da Polícia Civil do Distrito Federal
Amobitec – Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia
Avas – Agentes de Vigilância Ambiental em Saúde
CCJ – Comissão de Constituição e Justiça
CEOF – Comissão de Economia, Orçamento e Finanças
Conlegis – Consultoria Legislativa da Câmara Legislativa do Distrito Federal
CRM – Conselho Regional de Medicina
GDF – Governo do Distrito Federal
HIV – Vírus da Imunodeficiência Humana
ICTDF – Instituto de Cardiologia e Transplantes do Distrito Federal
Iges-DF – Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal
Libras – Língua Brasileira de Sinais
LOA – Lei Orçamentária Anual
Novacap – Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil
Oassab – Obras de Assistência e de Serviço Social da Arquidiocese de Brasília
OCDE – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico
PLOA – Projeto de Lei Orçamentária Anual
PPGE – Carreira de Políticas Públicas e Gestão Educacional
ProSus – Programa de Fortalecimento do SUS
SEI – Sistema Eletrônico de Informações
Semob – Secretaria de Transporte e Mobilidade
Seplad – Secretaria de Planejamento, Orçamento e Administração
Sinpol-DF – Sindicado dos Policiais Civis do Distrito Federal
TJDFT – Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios
UBS – Unidade Básica de Saúde
UTI – Unidade de Terapia Intensiva
As proposições constantes da presente ata circunstanciada podem ser consultadas no portal da CLDF.
Documento assinado eletronicamente por MIRIAM DE JESUS LOPES AMARAL - Matr. 13516, Chefe do
Setor de Registro e Redação Legislativa, em 16/10/2024, às 16:48, conforme Art. 22, do Ato do Vice-
Presidente n° 08, de 2019, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 214, de 14 de
outubro de 2019.
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DCL n° 230, de 21 de outubro de 2024 - Suplemento
Ata Circunstanciada Sessão Ordinária 90/2024
ATA DE SESSÃO PLENÁRIA
2ª SESSÃO LEGISLATIVA DA 9ª LEGISLATURA
ATA CIRCUNSTANCIADA DA 90ª
(NONAGÉSIMA)
SESSÃO ORDINÁRIA,
TRANSFORMADA EM COMISSÃO GERAL
PARA DEBATER A UTILIZAÇÃO DAS CÂMERAS CORPORAIS PELA
POLÍCIA MILITAR DO DISTRITO FEDERAL – PMDF,
DE 17 DE OUTUBRO DE 2024.
INÍCIO ÀS 15H16MIN TÉRMINO ÀS 17H35MIN
PRESIDENTE (DEPUTADO FÁBIO FÉLIX) – Está aberta a sessão.
Sob a proteção de Deus, iniciamos os nossos trabalhos.
Dá-se início aos
Comunicados da Mesa.
Sobre a mesa, expediente que será lido por esta presidência.
(Leitura do expediente.)
PRESIDENTE (DEPUTADO FÁBIO FÉLIX) – O expediente lido vai a publicação.
Sobre a mesa, a seguinte ata de sessão anterior:
– Ata Sucinta da 88ª Sessão Ordinária.
Não havendo objeção do Plenário, esta presidência dispensa a leitura e dá por aprovada sem
observações a ata mencionada.
Em razão da aprovação do Requerimento nº 1.667/2024, de autoria do deputado Fábio Félix, a
sessão ordinária de hoje, quinta-feira, dia 17 de outubro de 2024, fica transformada em comissão geral
para debater a utilização das câmeras corporais pela Polícia Militar do Distrito Federal – PMDF.
A presidência vai suspender os trabalhos durante 10 minutos.
Está suspensa a sessão.
(Suspensa às 15h20min, a comissão geral é reaberta às 15h32min.)
PRESIDENTE (DEPUTADO FÁBIO FÉLIX) – Declaro reaberta a comissão geral para debater a
utilização das câmeras corporais pela Polícia Militar do Distrito Federal.
Convido algumas autoridades, referências neste debate, para compor a mesa: o secretário-
executivo de Gestão Integrada da Secretaria de Estado de Segurança Pública do Distrito Federal,
coronel Bilmar Angelis de Almeida Ferreira – muito obrigado, coronel, por sua presença em nossa
comissão geral –; o secretário nacional de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça e Segurança
Pública, Marivaldo de Castro Pereira; o subcomandante-geral da Polícia Militar do Distrito Federal,
coronel Fabrício Boechat de Camargos – ele ainda não está aqui e, para representá-lo, convidamos o
diretor de Telemática da Polícia Militar do Distrito Federal, coronel Clauder Costa de Lima –; e a
gerente de Advocacy do Instituto Sou da Paz, Nathalie Drumond – conhecida por nós como Thalie.
(Palmas.)
Sejam bem-vindos à nossa comissão geral!
Para atualizar quem nos acompanha pela TV Câmara Distrital e pela web, este é um tema no
qual nosso mandato tem trabalhado, junto com o Marivaldo, que tem também uma atuação muito
atenta à fiscalização da segurança pública no Distrito Federal. Nós temos atuado muito na perspectiva
da defesa dos direitos humanos. Eu sou presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos,
Cidadania e Legislação Participativa da Câmara Legislativa – estou na presidência da comissão pelo
sexto ano – e temos estado atentos às experiências de monitoramento por câmeras no país,
especialmente por essa ser uma inovação no Brasil. Ressalto que essa é uma inovação no Brasil, não
uma inovação no mundo. Mais de 30 países já praticam esse tipo de monitoramento por câmeras
corporais, ou bodycams, como alguns chamam.
As câmeras corporais foram implantadas em São Paulo, em um projeto piloto que cresceu, que
teve uma força muito grande e repercussão nacional, especialmente por suas consequências e
resultados: houve a diminuição da letalidade na abordagem policial, a diminuição da violência, a
possibilidade real de apuração dos fatos denunciados em qualquer ocorrência e a proteção dos bons
profissionais de segurança pública que atuam na ponta. Então, foi um trabalho muito efetivo.
Eu dizia na entrevista que dei há pouco que, do meu ponto de vista, não se trata de uma
bandeira ideológica de partido a ou b, do campo político de direita ou de esquerda – ela transcende
isso. Nós precisamos olhar para os resultados, até porque o governo que implantou isso em São Paulo
não era um governo de esquerda, era um governo que se identificava com a direita e, mesmo assim,
implantou um projeto que teve uma repercussão nacional muito grande e que deve ser replicado,
orientado, em todo o país.
Nós estamos falando de um protocolo que é implantado em diferentes países do mundo, que
também são governados por diferentes partidos de diversas bandeiras ideológicas. Esse é um projeto
que, do meu ponto de vista, trata da defesa da dignidade das pessoas na abordagem policial. Lembro
que estamos falando de uma instituição, a Polícia Militar, que lida em todos os conflitos sociais e
urbanos que acontecem na sociedade. E, se nós falamos muito na Câmara Legislativa de fiscalização,
monitoramento, controle social e democrático de todas as políticas públicas, falaremos ainda mais de
uma política pública tão importante quanto a política de segurança pública.
As câmeras corporais, do meu ponto de vista, tendem a colaborar muito com o enfrentamento
à violência na sociedade, com o respeito aos protocolos, com a transparência institucional. Elas têm um
papel muito importante.
Nós sabemos que existem dados diferenciados no Brasil sobre isso. O DF está longe de ser um
dos entes com maior número de casos de violência policial ou de letalidade policial, que são
abordagens que acabam em morte. O DF não é um dos campeões na fila nacional, como São Paulo,
onde havia dados alarmantes relacionados à letalidade policial. Mas isso é importante, porque é um
dado da realidade, existem denúncias de violência policial. As câmeras corporais ajudam no processo
de apuração, seja na proteção à vítima que quer fazer a denúncia, que tem coragem de fazer a
denúncia; seja na proteção do bom policial que não praticou a violência na abordagem e que tem como
comprovar que cumpriu os protocolos da Polícia Militar.
Não se trata daquele papo equivocado de que se trata de uma bandeira ideológica para coibir o
trabalho da polícia. Não se trata disso. Não se trata de uma bandeira ideológica para beneficiar a
atuação daqueles que estão cometendo ilícitos. Não se trata disso. Trata-se da proteção da vida da
população, da dignidade humana, dos direitos humanos, do trabalho correto que tem de ser feito pela
política pública de segurança pública.
Como eu já disse, já foi manifestado esse tipo de interesse no mundo. Há práticas disso em
cerca de 30 países. Existem boas práticas disso, inclusive, no Brasil. Infelizmente, não conseguimos
trazer o coronel que implantou isso em São Paulo. A nossa ideia é trazê-lo à Câmara Legislativa para
dialogar com os demais parlamentares sobre esse tema, porque nós temos tido muita dificuldade em
discutir com muita gente esse tema. Até quem é favorável tem dificuldade, porque acha que isso vai
gerar um problema na base e que as pessoas não vão compreender o projeto.
Nós vamos modernizar a política pública. Para dar um exemplo muito rápido e encerrar essa
fala, em 2024, eu ensaio dizer que a maior parte dos sistemas prisionais no mundo são monitorados
por câmeras. Isso é um tanto quanto óbvio, secretário. Aqui, no Distrito Federal, o sistema prisional
ainda não é monitorado adequadamente por câmeras. Existem denúncias sobre as quais não se
consegue fazer nenhum tipo de apuração, porque o sistema prisional não tem monitoramento
institucional feito por câmeras. As câmeras que existem hoje, no sistema prisional, são aquelas
compradas pelos próprios trabalhadores do sistema. Essa é a condição em que estamos vivendo.
Estamos realmente vivendo no século passado ou mais para trás.
Aqui, nós estamos monitorados 24 horas, em qualquer andar da Câmara Legislativa, em
qualquer prédio público: na segurança pública, no Palácio do Buriti, em outros órgãos públicos. Em
todas as escolas, nas salas de aula, os diretores e os vigilantes têm monitoramento por câmeras. A
maioria das 705 escolas públicas do DF têm monitoramento de câmeras, mas não há, em instituições,
como nas do sistema prisional, por exemplo. Eu sei que esse não é o escopo da nossa discussão, mas é
ilustrativo da importância de se discutir esse tipo de tema.
Encerro essa fala inicial, dizendo que hoje é uma reunião de trabalho, é uma comissão geral. A
Câmara Legislativa transforma a sessão plenária de quinta-feira em comissões gerais, muitas vezes,
quando há requerimento, para que possamos fazer debates com a sociedade, com especialistas, com
representantes do poder público para entender como determinada política pública pode caminhar.
A minha proposta é ouvir primeiro o Marivaldo, que é secretário nacional de Assuntos
Legislativos do Ministério da Justiça e que trabalhou no Ministério da Justiça em cima desse protocolo,
e a Nathalie, que representa a sociedade civil. Depois, ouviremos os representantes da Secretaria de
Segurança Pública do DF. Pode ser assim? (Pausa.)
Vou passar a palavra, então, para o Marivaldo fazer as suas considerações.
Sei que o coronel tem apresentação a fazer. Não sei se alguém mais tem apresentação para
fazer. (Pausa.)
Por enquanto, não há apresentação.
Concedo a palavra ao Marivaldo de Castro Pereira, a quem agradeço a presença, a presteza e a
colaboração na construção desta comissão geral. É muito importante, hoje, tê-lo no espaço que ocupa,
elaborando temas tão importantes para o Distrito Federal e refletindo sobre eles.
MARIVALDO DE CASTRO PEREIRA – Obrigado, deputado, nosso querido deputado Fábio Félix,
o mais votado da história da CLDF. É um prazer imenso estar aqui contigo. Cumprimento os demais
integrantes da mesa: a querida amiga Nathalie; o Bilmar, com quem sempre falamos sobre esse tema;
o coronel também.
Para mim é uma honra estar falando desse tema. Para o Ministério da Justiça é um tema
extremamente importante; um tema que desde a transição temos abraçado e defendido muito a sua
implementação. Batalhamos dentro do governo federal para que tenhamos instrumentos que possam
disseminar a tecnologia de uso de câmeras corporais pelos agentes de segurança pública, pelos
agentes do sistema prisional e até mesmo do socioeducativo.
E por que defendemos muito essa política? Se formos pegar, historicamente, as iniciativas na
área de segurança pública, poucas iniciativas tiveram um impacto tão significativo de resultados de
melhoria da qualidade da segurança pública do que as câmeras corporais. Como o deputado colocou,
não é iniciativa de esquerda ou de direita, é uma iniciativa de transparência. A transparência significa o
seguinte: que aquele que age em nome do Estado – e isso está previsto na Constituição – tem que
prestar contas à sociedade.
Nós servidores públicos, por exemplo, estamos sujeitos à Lei de Acesso à Informação, ao portal
da transparência e a uma série de mecanismos que permitem à população saber aquilo que estamos
fazendo em nome dela. Não agimos em nome próprio, mas, sim, em nome da população. Ora, se isso
vale para o servidor público, o civil, imagina para aquele que está autorizado a utilizar a violência em
nome do Estado. Esse requer um requisito de transparência maior ainda para que a sociedade saiba
em que medida a força está sendo utilizada em nome dela e de que forma.
As câmeras corporais representam um avanço muito significativo rumo ao aumento da
transparência na prestação do serviço de segurança pública. Eu me lembro de que, ainda em 2014, o
Igarapé estava encabeçando uma experiência, se não me engano, na África do Sul e uma no Rio de
Janeiro. Chegaram a adotar uma experiência pequena, piloto, de câmeras corporais, e tentamos
avançar com ela no Ministério da Justiça, mas não conseguimos, porque naquela época o custo de
armazenagem era excessivamente alto. Sabemos que esse custo ainda é muito alto hoje, mas ele já foi
reduzido significativamente. Se pegarmos os instrumentos de armazenamento que tínhamos em 2014 e
os que temos hoje, vamos observar que o tamanho reduziu muito e a capacidade de armazenamento
aumentou bastante. Na época, sequer existiam nuvens. Hoje, temos a tecnologia de armazenamento
em nuvem, que tem uma capacidade muito grande e está muito disseminada em toda a sociedade.
Creio que esse avanço tecnológico tornou essa experiência viável e permitiu a sua primeira
implementação com mais eficiência... A primeira não, porque Santa Catarina já tinha, mas,
infelizmente, o governador anunciou o término, o fim dessa experiência recentemente. Foi em São
Paulo que tivemos uma experiência mais bem-sucedida da adoção de câmeras corporais.
E, conversando com os policiais que participaram diretamente dessa experiência, vemos o
entusiasmo deles com ela. Primeiro, porque a câmera corporal, ao contrário do que se imagina, não é
algo para fiscalizar simplesmente o policial, ao contrário, ela tem um impacto direto na proteção do
policial, na observância dos protocolos, no profissionalismo com que o serviço de segurança pública é
implementado.
Lá no Ministério da Justiça, nós desenvolvemos um estudo com o pesquisador Pedro Souza,
uma das pessoas que mais estuda esse tema mundo afora, e ele identificou uma série de dados muito
importantes. Os dados coletados mundo afora comprovam o impacto das câmeras na proteção do
policial. Por quê? Porque a pessoa abordada pelo policial, quando sabe que está sendo gravada, tende
a se conter. Então, as câmeras corporais têm um impacto direto na redução da interação negativa
entre quem está sendo abordado e o policial, daí o seu impacto na melhoria, na proteção do próprio
policial.
Há impacto também na melhoria dos protocolos. Conversamos com o coronel Alencar, que hoje
comanda a Força Nacional e esteve à frente dessa experiência em São Paulo, e ele nos falou: “Olha,
nós chegamos a cogitar até reduzir a jornada, tamanho o aumento da eficiência que a câmera corporal
implementou na tropa”, porque, quando você tem a câmera, aquilo que é treinado, que é pactuado e
planejado dentro do batalhão, é cumprido à risca fora do batalhão, e isso resulta numa melhoria, no
aumento da eficiência, no aumento da presença da tropa na rua, promovendo o trabalho preventivo de
segurança pública.
Um dos pontos também que se destaca – o estudo do Pedro aponta isso, e isso aconteceu em
São Paulo – é o aumento das ocorrências de violência doméstica. Esse é um tema muito importante,
porque vivemos isso no DF, é um problema muito grave, o feminicídio. Todo mundo está preocupado,
o presidente acabou de sancionar uma lei sobre esse tema, aprovado por todas as legendas no
Congresso Nacional, porque é um problema que preocupa toda a sociedade.
O feminicídio todo mundo sabe que não acontece num único ato, ele é o resultado de uma
violência que vai escalonando e não é interrompida, então, quando se aumenta o número de
ocorrências de violência doméstica, significa que o policial está mais atento a esse tipo de crime. E, em
vez de achar que aquilo é briga de marido e mulher, ele trata como deve ser tratado, como manda a
legislação, e leva para fazer o boletim de ocorrência e adotar as medidas para a proteção da mulher.
Isso acaba tendo um impacto positivo na redução do feminicídio.
As câmeras trouxeram também um resultado muito impressionante: a redução do número de
mortes em operações policiais. Esse é um resultado extremamente importante, porque está
diretamente ligado à observância dos protocolos, ou seja, com a câmera corporal, o policial tende a
seguir mais à risca o protocolo, impactando diretamente na forma como ele usa a força, usando-a de
acordo com o treinamento, de acordo com a capacitação, havendo automaticamente a redução do
número de mortes em operações policiais, o que é extremamente importante, sobretudo para a
juventude, que é quem mais sofre com essa situação.
Aqui no DF, esse problema não é tão grande, mas em outros estados é muito relevante. Em
São Paulo, se não me engano, esse número caiu de um ano para outro, de 106 para 34, ou seja, em
um ano, olha o tamanho da redução, olha o impacto disso! Quantas famílias deixaram de sofrer a
perda de um filho! Aliás, a maior dor que um ser humano pode suportar é perder seu filho
precocemente. Olhem quantas famílias as câmeras corporais acabaram salvando, prevenindo as
famílias de terem que passar por esse momento tão difícil.
Outro tema importante – o estudo do Pedro aponta isso – é a redução das reclamações. Ao
cumprir devidamente os protocolos, automaticamente, há a redução das reclamações da população em
relação aos serviços de segurança pública. Isso é algo muito importante, porque acaba aumentando a
legitimidade da corporação perante a população. Isso é muito importante, porque aumenta a confiança
da população na polícia. Sabemos que, em alguns lugares do país, essa confiança é muito estremecida
por n razões. A câmera corporal aumenta a confiança, isso é superimportante.
Outro ponto que vale destacar também é o impacto das câmeras corporais na instrução
processual. Isso ainda não acontece no Brasil inteiro. Acho que um sonho de todo mundo que
acompanha processo penal é que, na audiência de custódia, o juiz já possa acessar as câmeras
corporais. Imaginem que uma pessoa é apresentada para o juiz sob a alegação de ter praticado um
crime em flagrante. Se o juiz acessar a câmera do policial e identificar que as imagens corroboram a
fala do policial, será sensacional, o melhor dos mundos, aquele processo vai tramitar rapidamente.
Agora, se o juiz abre as imagens e identifica que a pessoa que está ali não é a que aparece nas
imagens e que não há prova de que ela tenha cometido um crime em flagrante, ele impede que aquela
pessoa tenha a sua liberdade privada indevidamente.
Então, nesse sentido, a câmera é um instrumento que promove a garantia da aplicação da lei e
da justiça e impede que pessoas sejam presas indevidamente, o que, infelizmente, é um problema
muito corriqueiro no nosso país. Muita gente está cumprindo pena indevidamente; ao mesmo tempo,
há crimes extremamente graves que não são solucionados, e as pessoas que os praticaram acabam
saindo impunes. Esse é um tema importante também no qual as câmeras ajudam bastante.
Deputado Fábio Félix, trouxe 2 exemplares do estudo para presenteá-lo com 1 deles.
Neste estudo, há um ponto muito importante que veio à tona num debate que aconteceu sobre
um novo modelo das câmeras corporais que pode ser adotado em São Paulo. Veio à tona um debate,
muito acirrado, sobre quando a câmera é acionada. O modelo que citamos aqui, que é o modelo mais
bem sucedido e foi implementado em São Paulo, é aquele cuja câmera começa a gravar quando o
policial sai do batalhão. Ela sai gravando sem som e com imagem de baixa resolução. Quando o policial
é acionado para uma operação, a central já aciona a alta resolução e o som; ou, se o policial está se
vendo numa situação em que vai ter que agir, ele pode acionar a câmera, e a câmera começa a gravar
com imagem de alta resolução e som. Ele não é obrigado a acionar. Se ele se vir numa situação de
perigo, já pode agir, porque a câmera está gravando. Ela grava o tempo todo, do momento em que ele
sai até o momento em que ele volta.
Veio à tona um debate sobre a adoção do modelo de acionamento pelo próprio policial, ou
seja, o policial sai com a câmera, ela está funcionando, mas não está gravando. Ela só grava quando
ele a aciona. Conversei muito com o pessoal que implementou esse modelo em São Paulo. Esse modelo
foi testado e rejeitado. Onde ele foi testado, foi rejeitado. Por que esse modelo foi rejeitado? Porque
ele tem uma série de problemas. Vou dar o primeiro exemplo. O policial está fazendo a ronda...
Obviamente, se ele tem que acionar a câmera, está sujeito a uma sanção disciplinar caso não o faça
quando deveria fazer. De repente, o policial se vê numa situação de perigo e é obrigado a agir. Nós
vamos obrigar o policial a parar para pensar e acionar a câmera para, depois, agir? Esse milésimo de
segundo pode significar a vida ou a morte do policial. Isso é extremamente grave. Você, ao obrigar que
o policial seja responsável por acionar ou não a câmera, está colocando-o em perigo.
O estudo que o Pedro fez, ao analisar um piloto feito numa unidade de polícia pacificadora no
Rio de Janeiro, aponta que, com o tempo, o número de acionamento despenca, ou seja, a câmera
acaba caindo em desuso. Então, sob o pretexto de se adotar uma ferramenta mais barata, corremos
um sério risco de jogar dinheiro público no lixo, porque não haverá efetividade nenhuma se essa
gravação depender do acionamento ou não do policial. Ainda assim, corremos o risco de colocar o
policial em perigo com receio de ser repreendido, de sofrer uma sanção caso não acione essa câmera
e, em vez de agir para defender sua vida, ele acabe optando por acionar a câmera e, assim, ser
alvejado. Essa é uma preocupação muito grande que ficou para nós do ministério ao acompanhar esse
debate.
Preocupado com isso, o Ministério da Justiça editou uma portaria, estabelecendo um
procedimento padrão para o uso de câmeras. Nela está previsto que deve ser filmada toda a atividade
de policiamento ostensivo ou preventivo, o que significa, no caso da Polícia Militar, que faz o
policiamento ostensivo, que toda a atividade fora do batalhão deve, necessariamente, ser gravada.
Aí surge uma série de discussões. Isso não coloca em risco a intimidade do policial? Perguntei
isso a vários policiais que comandaram tropas em São Paulo com câmeras corporais. Não há nenhum
caso de policial que teve a sua intimidade violada em razão do fato de a câmera estar gravando de
forma ininterrupta. Nenhum policial ficou impedido de ir ao banheiro porque a câmera ficou gravando
de forma ininterrupta. Simplesmente não há nenhum caso que aponte que a câmera violou a
intimidade do policial.
Esse é um debate muito importante sobre o qual precisamos refletir. O fato de o acionamento
ser feito pelo próprio policial reduz a quantidade de imagens a serem armazenadas, mas, por outro
lado, pode acabar levando a uma situação em que aquilo que deveria ser gravado não foi. Aí, o juiz, o
promotor e o comandante da tropa, que deveriam ter acesso ao que aconteceu naquele momento, não
terão esse resultado.
Para concluir, eu queria colocar que a Senasp está preparando uma ata nacional para realizar a
compra de câmeras corporais. A ideia é haver uma ata à qual os estados possam aderir. Tivemos
adesão de vários órgãos. Aliás, é muito interessante que muitos órgãos do sistema prisional estão
avançando para implementar essa tecnologia. Ela já está em uso no estado do Ceará. Eu não tenho
ainda os dados específicos sobre o resultado que ela obteve lá, mas é um tema muito importante em
razão da falta de transparência que vemos no cotidiano do sistema prisional. É muito importante que
isso avance também. Órgãos de 24 estados aderiram à ata da Senasp. Isso está em andamento lá.
No Ministério da Justiça, o que temos de mais avançado é a experiência da PRF. Ela fez um
estudo muito detalhado sobre o tema. Está fazendo um trabalho interno muito forte de convencimento
e sensibilização dos superintendentes sobre a importância do uso das câmeras corporais. Temos um
desafio logístico maior na PRF, porque muitos policiais estão em locais em que não há link, em que não
há rede. Eles estão trabalhando para ver como vão resolver isso e já chegaram a uma solução que
acaba resolvendo. Esperamos que, até abril, a licitação esteja pronta para a implementação das
câmeras na PRF.
Ao mesmo tempo, estamos desenvolvendo uma série de conversas para que este tema esteja
na pauta de desenvolvimento tecnológico do governo. Estamos conversando com o MDIC, com o MGI,
com a Casa Civil, com a Telebrás e com a Dataprev para que este tema esteja entre as prioridades em
que o governo vai investir para o desenvolvimento de tecnologia da indústria nacional, porque a
maioria do setor é dominado por empresas estrangeiras. Isso acaba sendo um problema, sobretudo
com relação à armazenagem, que considero um debate importante. Houve um boom de nuvens. Todo
mundo utilizou nuvens de empresas estrangeiras e, de repente, quando se começa a falar sobre
segurança da informação, vem uma imposição de recuarmos. Só que não conseguimos desenvolver
tecnologia de nuvem do dia para a noite. Esse é o grande problema. Precisamos avançar nisso e
resolver este imbróglio – o Bilmar pode falar sobre ele depois.
Concluindo, estamos trabalhando muito no Ministério da Justiça. Sei que o deputado Fábio Félix
tem defendido este tema na CLDF. Esta é uma política pública que ainda está em disputa. Infelizmente,
muita gente não vê este tema como um avanço para a política de segurança pública, mas o bom
policial, como o deputado Fábio Félix falou, vê, na câmera corporal, segurança para o trabalho dele.
Não é à toa que muitos policiais têm usado seus próprios recursos para adquirir câmeras e utilizá-las
durante o trabalho.
Acredito que essa oposição é facilmente superável por meio do diálogo. No DF, esse diálogo já
avançou bastante, não há objeção da tropa à implementação do projeto. Na PRF, o diálogo também foi
muito importante para superarmos as eventuais objeções, e o caminho está livre para o projeto
avançar. Não é uma licitação fácil, mas ela é possível e necessária. Hoje, acho que esta é a melhor e a
mais eficiente política pública para entregarmos à população, mostrando a ela resultados práticos,
efetivos e impactantes na melhoria da segurança pública. A implementação dela, no DF, tende a ser
exemplar. O DF é um dos melhores lugares para se desenvolver qualquer tipo de política pública pelo
tamanho, pela conectividade e pela qualidade dos servidores públicos do Governo do Distrito Federal.
Há grande oportunidade de adotar esta política pública no DF e torná-la ainda mais referência para que
os outros estados possam implementá-la.
Exatamente por isso, cumprimento o deputado Fábio Félix por abrir espaço para trazer este
tema para a comissão. Muito obrigado. (Palmas.)
PRESIDENTE (DEPUTADO FÁBIO FÉLIX) – Muito obrigado, Marivaldo, pelas considerações. Essa
foi uma excelente abertura para compreendermos de forma geral a ideia das câmeras corporais e os
principais mecanismos de funcionamento delas, porque muita gente não sabe a ordem e o modelo
implantado em São Paulo de acionamento e da filmagem desde o início do trabalho. Muitas pessoas
que estão assistindo a nós, as que assistirão a esta comissão geral depois e a imprensa que está
acompanhando este processo têm dúvidas de como esse protocolo funciona.
Antes de passar a palavra à Nathalie, quero falar duas coisas que me chamam a atenção e
acho interessante discutirmos.
Primeiro, esse entrave tecnológico que nós temos. Nós precisamos ultrapassá-lo, atravessá-lo
de alguma forma, é questão de segurança nacional, vermos quais são as alternativas que temos hoje
em relação a isso, se existem essas alternativas; para depois... Se já existe disputa ideológica na
implantação desses processos, imagina com entraves. Esses entraves vão ser utilizados como
argumento o tempo inteiro para não avançar na implantação das câmeras corporais. Então, há gente
que vai aumentar ainda mais o tamanho dos entraves nesse processo burocrático de defesa da
segurança nacional para que o processo não seja implantado. Mas já há projetos parecidos como esse
das câmeras corporais em 6 estados. Precisamos discutir isso.
E a segunda coisa que me chamou a atenção, para irmos refletindo ao longo do nosso debate,
é a questão das câmeras corporais como instrumento de enfrentamento à violência contra a mulher.
Todo mundo fala sobre a questão do controle da atividade policial, mas falamos muito pouco sobre o
enfrentamento à violência contra a mulher. Muitas vezes, quando o policial faz uma abordagem, ele vai
lá, faz uma mediação de conflitos e não leva o autor da agressão para a delegacia. Existe uma cultura
de compreensão do conflito privado, que é uma cultura equivocada, que tem sido combatida, mas ela
existe, ela está na sociedade.
Em São Paulo, houve a experiência do aumento dos registros de ocorrência de violência contra
a mulher, porque o policial militar está monitorado ali, e ele leva isso para a ocorrência, registra a
ocorrência. Então, os casos têm mais ocorrências e conseguem prevenir, conseguem ajudar na
prevenção ao feminicídio. Esse é um argumento muito importante para dialogarmos com os setores
mais amplos da sociedade.
A câmera corporal, hoje, é um instrumento de luta em defesa da vida das mulheres, é um
instrumento tecnológico em defesa da vida das mulheres, porque permite que as ocorrências sejam
registradas pela autoridade policial e que a abordagem policial seja feita não apenas na lógica de
mediação de conflitos. Até porque, muitas vezes, aquele policial que está lá não tem todos os
elementos para interpretar o que aconteceu, se aquilo já foi uma escalada de violência ou não, se foi
só violência verbal ou não. Então, o ideal é sempre haver o registro da denúncia, para que a violência
não escale e para que o Estado possa atuar.
Eu acho que esse elemento também é bem interessante para discutirmos.
Neste momento, concedo a palavra à Thalie, representando nesta comissão geral o Instituto
Sou da Paz, para que ela possa fazer as suas considerações.
NATHALIE DRUMOND – Eu queria cumprimentar meus colegas de mesa e agradecer ao convite
do deputado Fábio Félix – aqui eu vou chamá-lo de deputado, apesar de ele me chamar de Thalie.
Brincadeira! (Risos.)
Digo que é muito oportuna esta discussão, é uma discussão que toca no tema de segurança
pública. No DF não tivemos eleições este ano, mas na maioria das cidades do país aconteceram. E as
pesquisas demonstraram, por exemplo, que a preocupação com segurança pública era a principal
preocupação da população nas principais capitais. Então, eu acho que termos uma preocupação em
aprimorar e fazer a melhor prestação do serviço de segurança pública vai ao encontro dessa temática,
que tem sido cada vez mais cara, cada vez mais latente na sociedade.
É óbvio que sabemos que segurança pública é muito mais que a atividade policial, envolve
outras dimensões da prevenção, da saúde, da educação; mas a polícia tem um papel especial e
extraordinário. Quando pensamos na atividade policial, muitas vezes vem na nossa cabeça a imagem
do policial nas grandes operações, no combate ao crime, mas sabemos também que a polícia tem um
papel muito importante no cotidiano, na regulação das relações entre vizinhos, entre familiares, na
regulação da vida cotidiana das pessoas. Inclusive, chegaria a dizer que essa é a principal atividade
policial, essa atividade do cotidiano.
E os dilemas sobre o uso da força também não estão só nessas grandes operações, eles
também recaem sobre o dia a dia, como o deputado Fábio Félix mencionou, sobre a questão do
feminicídio. Então, antes de entrar no tema do uso das câmeras corporais, eu queria dar um passo
atrás, porque acho que elas estão inseridas na discussão do papel do uso da força pela polícia. Eu acho
que nós precisamos discutir melhor o uso da força pela polícia.
Eu trago um exemplo de dois dias atrás em São Paulo, quando familiares chamaram a polícia
por conta de um parente que estava em surto psicótico usando um martelo e ameaçando as pessoas.
Eles não sabiam o que fazer, porque era um parente, estava em surto, num nível extremado de
violência e, como sempre, chamam a polícia, porque a polícia regula todas essas relações – a briga da
bola que cai no quintal do vizinho até a briga da violência doméstica, enfim. A polícia, quando chegou,
naturalmente também foi ameaçada por essa pessoa. E, na hora, sem saber o que fazer, os policiais
atiraram, deram dois tiros no peito dessa pessoa.
O debate naturalmente também polarizou nas redes sociais, foi um tema que comoveu as
pessoas, colocou parte das pessoas contra os policiais, parte das pessoas a favor dos policiais.
Eu acho que uma discussão muito importante que precisa ser feita é: como, quais são os
níveis, as circunstâncias e a maneira que a força policial deve ser utilizada. É um tema que interessa à
população, e é óbvio que nesse dia a dia nós estamos falando também da violência letal, mas há
outros graus do uso da força, como por exemplo a contenção de um caso como esse de surto. O Sou
da Paz acompanha muito a atividade policial em São Paulo e os profissionais da segurança pública nos
relatam que tem sido cada vez mais comum esse tipo de circunstância, por conta do uso abusivo de
drogas e porque a sociedade está cada vez mais doente. Essas circunstâncias são recorrentes.
Entender o papel da polícia e como deve se comportar nessas situações é bastante importante.
Então, no Sou da Paz tentamos evitar defender que o uso da câmera é uma solução mágica e
que o uso dela resolverá os problemas de segurança pública. Eu sei que todo mundo que partilha a
mesa comigo não tem esse entendimento, mas o uso da câmera é parte da solução do problema
quando se debate a atividade policial, o uso da força policial e o seu controle. Acredito que essa
discussão interessa às polícias, mas também interessa à sociedade, inclusive para legitimar o uso da
força letal que é delegado às polícias pela sociedade – quando ela é viável, legítima e respaldada pelo
entendimento da população. Esse é um primeiro ponto.
Eu faria a seguinte pergunta: as câmeras corporais contribuem nessa discussão sobre o maior
controle do uso da força policial, sobre dar melhores contornos, contornos mais profissionais, contornos
mais nítidos à atividade policial? As câmeras corporais contribuem nessa discussão? A resposta que se
espera que eu diga é que sim, com certeza, mas eu diria que depende.
E aí eu queria fazer um registro, porque achei interessante como foi aberto esse debate. Nós
não estamos aqui em um debate “defensores dos direitos humanos versus os policiais”. Em geral,
infelizmente, essa discussão tem sido tratada no ambiente público muitas vezes desta forma: os
defensores dos direitos humanos dos bandidos versus os policiais, e vice-versa. Eu acho que essa é
uma discussão sobre como melhorar a prestação do serviço de segurança pública para a população.
Como eu disse lá no início, essa é uma grande preocupação e o uso da força é um desses temas sobre
essa atividade.
E por que eu disse que depende da maneira como são utilizadas as câmeras corporais? Nós
tivemos um caso recente, no Rio de Janeiro, todo mundo estuda esse caso. As circunstâncias em que
as câmeras corporais foram implementadas lá foram compreendidas pelos policiais como uma punição.
Ela foi acompanhada pelo aumento da letalidade, não pela redução da letalidade.
Então, há um elemento que acho que importa muito nessa discussão: a postura da cadeia de
comando na implementação desse tipo de dispositivo. O governador entende isso como uma política
que efetivará a prestação do serviço de segurança pública? O secretário de segurança e os
comandantes das polícias entendem que isso é algo que vai aprimorar a atividade da polícia? Ou na
verdade é uma punição ou alguma maneira de dizer: “Vamos lá fazer isso para o pessoal dos direitos
humanos parar de encher o nosso saco”. Eu sei que não é esse o espírito da mesa, mas sei que, se
forem implementadas nesse contexto, sob essas circunstâncias, a tendência é dar bastante errado,
porque nos remetemos ao exemplo de São Paulo.
Isso foi muito efetivo em São Paulo porque não foram só implementadas câmeras corporais,
mas houve uma preocupação do comando de se fazer uma mudança de conduta. Então, em conjunto
com a implementação das câmeras corporais, foram implementados comitês de mitigação de riscos,
comitês de tratamento da saúde mental dos policiais, aprimoramento dos protocolos da atividade
policial em relação ao uso da força, um maior monitoramento dos comandantes em relação à atividade
dos seus próprios policiais.
Esse conjunto de iniciativas – quase um olhar 360 sobre a atividade policial que recorreu a uma
série de outros mecanismos – fez com que o exemplo de São Paulo, naquele primeiro momento, desse
bastante certo e fosse utilizado como um exemplo. Esse tipo de implementação em São Paulo foi
reivindicado pelos próprios membros da corporação como um orgulho. Mas ele deixou de dar certo no
momento em que houve uma mudança na conduta da cadeia de comando em São Paulo. À medida
que a cadeia de comando em São Paulo achava que era mais efetivo lidar com o problema de
segurança pública com o uso excessivo da força, isso mudou o espírito da corporação no entendimento
da importância do uso da câmera corporal.
Nesse momento, estamos discutindo em São Paulo, por exemplo, como o Marivaldo citou, se
essa gravação deve ser ininterrupta – ou seja, desde o momento em que se tira da baia a câmera, a
gravação se inicia – ou se ela deve ser feita por acionamento voluntário dos policiais.
O Marivaldo mencionou, o estudo do Rio de Janeiro demonstrou que 71% dos policiais não
acionam a câmera voluntariamente por uma série de circunstâncias.
Então, retomo o argumento, eu acho que a implementação da câmera corporal é muito
importante. Eu estou aqui para defendê-la, mas ela precisa de um compromisso de conjunto sobre
esse tipo de política pública. Ela passa pela implementação da câmera e por uma série de “detalhes” –
de complementações que favorecem que essa política seja efetiva.
Nesses contextos, quando essas condições acontecem, quando temos uma conduta do ponto
de vista da corporação que entende como positiva a implementação do uso da câmera, quando temos
uma série de mecanismos que corroboram e caminham paulatinamente, lado a lado, com o uso da
câmera para a implementação e o aprimoramento da atividade policial, quando temos o maior controle
social e externo da atividade policial, nós temos o sucesso da política pública. Quando a política pública
é implementada sem nenhum interesse efetivo de que ela se efetive e se afirme, há até casos que
demonstram que ela pode ter efeito contrário ao seu objetivo inicial.
Eu trago essa preocupação porque, até onde eu acompanhei – não tive mais detalhes –, nós
paramos no edital de compra das câmeras. Eu tenho alguns colegas que debatem esse tema e dizem
que comprar a câmera é a parte mais fácil, o difícil é, de fato, fazer o desenho da política pública.
Eu acho que nós temos um debate e um desafio no Distrito Federal dentro do contexto de
alguns retrocessos nessa discussão. São Paulo era um exemplo e está retrocedendo. Santa Catarina foi
a protagonista e a pioneira nessa implementação, mas está descontinuando o uso. Em alguns casos, o
uso da câmera corporal é muito circunstancial e depende muito da ação voluntária do policial, além de
ela não estar conectada com uma postura de conjunto desse tipo de política. Num contexto um pouco
adverso para a discussão das câmeras corporais, eu acho que é muito bem-vindo esse debate de hoje
e é bom saber que o Distrito Federal tem o compromisso de seguir com a implementação dessa
política.
Faço esse alerta de que precisamos discutir a política como um todo para que não achemos
que a compra de câmeras seja uma solução mágica. Precisamos de fato pensar quais as consequências
que esperamos dela. Para isso, precisamos ter, de modo geral, senão uma mudança de conduta, um
aprimoramento da conduta policial em relação a essa temática no Distrito Federal.
Eu acho que podemos ter uma boa política pública e uma solução efetiva para o tema do uso
da força das polícias. Acho também que as consequências que o Marivaldo enumerou são sempre
esperadas nesse momento: o aprimoramento dos boletins de ocorrência, maior proximidade entre a
atividade policial e a população, maior confiança da população. A prestação do serviço de segurança
pública é baseada no elemento da confiança e, não, no elemento do medo. Eu acho que é isso que
esperamos. (Palmas.)
PRESIDENTE (DEPUTADO FÁBIO FÉLIX) – Muito obrigado, Nathalie, pelas suas considerações,
que são muito importantes.
Eu acho que muitos setores da sociedade têm uma visão um pouco idealista das câmeras como
solução imediata para os problemas de monitoramento e controle social democrático. Esse senso de
realidade traz reflexões sobre a importância de algum nível de fluidez no processo de implantação das
câmeras, sobre como vai se dar a construção desse processo com a própria corporação, para que as
câmeras tenham o efeito desejado.
Além disso, é claro que precisamos pensar a política pública na prestação de serviço de
segurança pública não só na atividade policial. Eu acho que é importante pensar como isso pode ter
um efeito positivo para a população do Distrito Federal no monitoramento da qualidade da prestação
do serviço de segurança pública. Muitas vezes não entendemos a segurança pública como uma política
pública. Nós cobramos qualidade na saúde e na educação, mas a concepção de qualidade, a nossa
métrica de análise de qualidade, na segurança pública, é diferente. Pensar esse todo é importante.
Outra reflexão é sobre a questão do uso da força, que é uma discussão que está em pauta e
que não podemos deixar de fazê-la de maneira central. Sempre há o questionamento do uso da força.
Nós estamos falando de uma das poucas – não é a única – instituições que têm protocolos de
legalidade para o uso da força. Se você trabalha aqui, servidor da Câmara Legislativa, em tese não está
no protocolo do seu trabalho o uso da força. Não está no protocolo de trabalho do profissional da
saúde o uso da força. Eu sou assistente social da Sejus e não está no meu protocolo de trabalho o uso
da força. O uso da força está no protocolo de trabalho da Polícia Militar e se o uso da força tem sido
usado de forma correta, seguindo a legislação brasileira ou não, é uma discussão que sempre está em
pauta na sociedade. Também está sempre em pauta se há abuso no uso da força e se há uso da força
de forma equivocada.
Isso permeia também as mediações cotidianas – como você falou –, porque a violência na
abordagem não é para ser analisada só no contexto de conflito, mas em todas as mediações do dia a
dia – na mediação do comerciante com o ambulante, do comerciante com a população, com a
população em situação de rua, em tudo. Então, a discussão do uso da força como uma questão global
nos faz pensar quais são as medidas para orientar, prevenir, fazer o controle social democrático a partir
desse tema que também é central.
Agradeço muito as considerações.
Concederei a palavra, para as suas considerações iniciais, ao coronel Bilmar, que é o secretário-
executivo de gestão integrada da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal. Em seguida, fará
uso da palavra o coronel Clauder. Ao longo do processo, eles vão se complementando, pois conhecem
bem o processo e são os atores que já vinham tocando essa discussão no âmbito da segurança.
Como eu disse no início, recebemos, na audiência pública anterior a essa, o coronel Adão, que
foi subcomandante-geral da Polícia Militar do Distrito Federal. Foi ele quem discorreu sobre o projeto.
Isso ocorreu antes da suspensão feita ao processo pelo Tribunal de Contas do Distrito Federal. Então, a
vinda de vocês hoje aqui é muito importante para que possamos esclarecer o assunto, debater um
pouco sobre a implantação no Distrito Federal e saber o que a Polícia Militar do Distrito Federal está
enxergando como perspectiva.
Concedo a palavra para o coronel Bilmar.
BILMAR ANGELIS DE ALMEIDA FERREIRA – Boa tarde a todos e a todas.
Meu amigo, deputado Fábio Félix, muito obrigado pelo convite. Agradeço a vossa excelência
pelo convite, em nome do secretário de Segurança Pública, doutor Sandro Torres Avelar. Também
quero agradecer, em nome do governador Ibaneis Rocha, pelo convite e pela excelente oportunidade
para conversarmos sobre essa temática.
Cumprimento o meu amigo Marivaldo Pereira, o sal do MJSP. Eu queria até fazer uma
reclamação, deputado: é muito ruim falar depois do secretário Marivaldo. Ele tem uma linha de
pensamento, uma linha de raciocínio muito rápida. Brincadeiras à parte, ele é uma pessoa com quem
eu mantenho uma afinidade de pensamento. Sempre conversamos muito, principalmente sobre
tecnologia. Nesse tempo de trabalho, eu descobri que ambos somos entusiastas da tecnologia como
mola propulsora para a inovação da sociedade.
Cumprimento a doutora Nathalie, que já é nossa amiga. Já está convidado o Instituto Sou da
Paz para visitar a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal.
Eu estou vendo os senhores falando muito aqui no Distrito Federal sobre São Paulo, sobre o
Rio, mas no Distrito Federal há muita prática legal, há muita coisa boa acontecendo. Como o próprio
secretário Marivaldo falou, o Distrito Federal é um excelente laboratório de boas práticas. Como é uma
unidade da federação pequenininha, hiperconectada, dá para fazermos muita coisa aqui. É
pequenininha em território, mas falamos que é uma pequena grande unidade da federação. Nós
estamos batendo os 3 milhões de habitantes aqui no quadradinho. São 35 regiões administrativas,
cada uma com a sua característica. Até em termos de segurança pública, quando vamos desenhar uma
estratégia, não podemos desenhar uma estratégia global, genérica, para o Distrito Federal. Cada
unidade da federação tem a sua cara, a sua característica. O nosso secretário de Segurança Pública,
doutor Sandro Torres Avelar, sempre, quando vai abordar essas questões, traz à tona o conceito da
integralidade, que, inclusive, virou uma política de segurança pública do Distrito Federal.
Hoje, há o programa DF Mais Seguro – Segurança Integral, que tem um olhar sobre 5 eixos –
e, agora, está indo para o sexto.
Há um olhar para a segurança da cidade e do cidadão – 2 eixos com esse olhar de smart city
– para podermos, com todas as dificuldades que o Distrito Federal tem, garantir não só a segurança,
mas também um padrão de qualidade e de felicidade à população.
Há o olhar sobre a mulher. A mulher – eu não sei se a senhora tem acompanhado, se os
senhores têm acompanhado – tem sido uma prioridade nessa gestão atual, não só da segurança
pública e da Polícia Militar, mas também de todos os segmentos de governo e da sociedade civil
organizada.
Hoje, há campanhas circulando dentro do Distrito Federal para ver se conseguimos melhorar
um pouco a nossa cultura machista, que, infelizmente, acho que – viu, doutora? – é um grande
problema. Não basta só botar câmera, não; temos que mudar a mentalidade, principalmente a
mentalidade do homem em relação à sua postura com relação à mulher. O homem deve saber que tem
responsabilidade, pois até a mínima piada machista contribui para a violência doméstica, para o
feminicídio. Graças a Deus, nesse ano de 2023, houve uma mudança de quadro muito significativa,
uma redução nos feminicídios. Ainda não estamos comemorando, porque acho que só podemos
comemorar, deputado Fábio Félix, quando não houver feminicídio, quando não houver nenhuma notícia
ruim no jornal; mas isso é fruto de todo um processo cultural.
Outro eixo também tratado no programa é a questão da escola. A violência escolar tem sido
uma prioridade, uma dedicação.
Agora, o programa está ganhando um eixo que há muito tempo não é tratado nesta casa, que
é a questão do campo seguro. O Distrito Federal tem área rural. O Distrito Federal tem produção, tem
campo – e há violência no campo. Essa passou a ser uma questão importante dentro desse contexto
de governo, dentro desse contexto da secretaria, envolvendo todas as forças de segurança pública.
O secretário faz questão de sempre envolver todos os atores no problema, que não é só da
polícia; o problema é de todos nós. O problema não é meu, não é do deputado Fábio Félix, não é do
coronel Clauder; o problema é nosso. Muitas vezes, fala-se que estamos discutindo letalidade policial,
violência policial, controle da violência; mas, muitas vezes, as pessoas queriam ter um policial na porta
de casa, para lhes proporcionar um ambiente mais seguro à noite, para poderem sair de casa e
chegarem ao ponto de ônibus, para que a mulher não seja agredida, não seja espancada, violentada.
Eu acho que este debate é muito importante para que haja esse canal de comunicação
permanente, aberto – e, do lado da secretaria, o canal está sempre aberto.
Não somos nós contra ninguém. Nós estamos juntos. Aqui não é fla-flu. Nós nos recusamos a
trabalhar numa perspectiva de fla-flu. Eu sou fluminense, sou tricolor e queria deixar isso registrado.
Sou muito tricolor por sinal, mas esta não é uma perspectiva de fla-flu.
Há algumas questões que eu queria colocar para os senhores e que são importantes para
encaminhar este debate. Em seguida, o coronel Clauder vai fazer uma apresentação do projeto de
câmeras corporais do Distrito Federal.
Eu tive o privilégio de participar desse projeto no seu nascedouro. Fui diretor de telemática,
chefe de departamento de logística e finanças, chefe do Estado-Maior da corporação. Tive a
oportunidade de ver esse projeto nascer e o fomentar. Quero muito ver este projeto acontecer ainda
na Polícia Militar. Tenho certeza de que vou ver esse projeto ser implantado na secretaria, do lado de
cá.
O primeiro ponto importante é que este projeto nasce de uma decisão estratégica da Polícia
Militar do Distrito Federal. Ele não foi imposto por ninguém, não é um desejo da Câmara Legislativa,
não é um desejo do Congresso Nacional, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, de ninguém. Foi
uma opção da instituição, inclusive está no plano estratégico dela. Ele nasce, na realidade, de uma
necessidade, no caso do Distrito Federal, não de controle da letalidade policial, mas principalmente de
se tornar uma ferramenta de trabalho efetiva para o policial.
Há um panorama muito importante que precisa ser desenhado: nós estamos no centro do
poder. Podem ter certeza de que grande parte dos policiais vai se sentir muito confortável em ter um
instrumento para mostrar que ele trabalhou corretamente, que ele trabalhou dentro da melhor técnica.
O Distrito Federal hoje goza dos melhores índices de redução de criminalidade, de homicídio,
de crimes contra o patrimônio e de outros crimes. Nós estamos vivendo a melhor onda da série
histórica de todos os tempos, desde quando ela começou a ser medida. Infelizmente, o feminicídio não
tem ido nesta mão, mas estamos brigando para que isso aconteça. Isso é uma questão estratégica. Eu
até acredito, deputado, que nós não podemos ideologizar essa discussão. Para mim, passa longe de ser
uma discussão ideológica, ela é uma discussão técnica. Para falar a verdade, eu não sei nem porque
estamos discutindo essa questão na terceira década do século XXI, indo para a quarta década do
século XXI. Nós temos nações que já superaram estas questões há muito tempo, e nós as estamos
discutindo.
Eu tenho o privilégio de ter 32 anos de Polícia Militar, e grande parte dos 32 anos eu passei
trabalhando na tecnologia e implantei muita coisa. Opinião todo mundo tem. Há colegas que, se
pudessem, estavam usando a máquina de escrever até hoje. Participei do processo de implantação dos
primeiros sistemas do centro de operações. Havia colegas que falavam: “Não, isso não funciona. Deixa
o computador para lá, vamos fazer no papel, é melhor, é mais seguro. Esse negócio de computador
não funciona, se cai a energia; ele não funciona.” Eu não sei nem porque estamos discutindo isso.
Eu penso que nós precisamos avançar, nós precisamos construir uma linha de pensamento que
não coloque a câmera corporal como um instrumento de controle da atividade policial. Eu tenho
conversado sobre isso com o secretário Marivaldo, há muito tempo. Não se pode vender a ideia de que
a câmera é um instrumento de controle da atividade policial; é um instrumento de controle do trabalho,
que envolve o controle da atividade policial também, mas não só isso.
Inclusive, há uma questão muito importante, o deputado Fábio Félix falou em reduzir a
audiência de custódia. De repente, até podemos acabar com ela, pois não vamos mais precisar dela.
Vamos ao VAR verificar: Houve abuso? Não, foi tudo certinho. Não há necessidade. Eu penso que este
é um ponto que precisamos trabalhar.
O Distrito Federal, hoje, está na vanguarda de muitas discussões tecnológicas que envolvem,
inclusive, o Ministério da Justiça e Segurança Pública. Nós somos parceiros de uma solução que foi
implantada aqui no ano passado, o Sinesp CAD, que é uma solução de atendimento e despacho
desenvolvida pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. Ele trouxe um grande ganho em relação a
eficiência e produtividade, a tempo de resposta e a indicadores e controle de atividade do nosso
processo de comando e controle.
Além disso, há outras parcerias com o ministério, conversas com a Polícia Federal e com a
Polícia Rodoviária Federal. Hoje, no Distrito Federal, existe um grande projeto de videomonitoramento
urbano, que eu deixo à disposição para todos os senhores conhecerem. Hoje, há mais de 1.200
câmeras distribuídas pela cidade. Estamos numa fase de testes de solução de inteligência artificial; de
reconhecimento facial; de LPR, que é a parte de reconhecimento de placas.
Há outras soluções no Distrito Federal. Um exemplo é o Programa Viva Flor, que faz o
monitoramento das mulheres vítimas de violência doméstica e que nós conseguimos ampliar para o
âmbito administrativo, inclusive. Antigamente, a mulher só podia receber o Viva Flor, que é um
aparelho com botão de pânico para poder acionar o serviço de emergência, na via judicial. Graças a
uma construção da secretaria, com as forças de segurança, nós conseguimos estender esse programa
para a via administrativa, para que qualquer mulher que se sinta ameaçada possa ir à delegacia,
receber o dispositivo e passar a ser monitorada.
Outro exemplo é o programa de monitoramento de vítima e agressor, conduzido pela
Subsecretaria de Operações Integradas. Nós não perdemos nenhuma mulher que se encontra incluída
neste programa, graças a Deus.
Inclusive, há um detalhe engraçado. Nós monitoramos as estatísticas dos agressores que
entram no programa de monitoramento. Nós falamos que é engraçado, mas não é engraçado, não.
Isso é triste. Nós monitoramos esses agressores. Um sujeito acabou batendo um recorde: ele colocou o
dispositivo de monitoramento pela manhã e, à noite, ele foi preso, porque ele foi testar o sistema.
Infelizmente, para ele, e felizmente, para o Estado, a atitude dele não deu certo. Essas são questões
que nós precisamos considerar.
O coronel Clauder fará uma apresentação técnica detalhada. Nós nos colocaremos à disposição
de todos os senhores para esclarecer dúvidas. É interesse da Secretaria de Segurança Pública, da
Polícia Militar e de todo o sistema de segurança que se mantenha um padrão de transparência das
nossas ações. Afinal de contas, quem investe em segurança pública é o cidadão. Se o cidadão investe
em segurança, ele tem o direito de ter um serviço de qualidade.
É de nosso interesse abrir as portas da nossa instituição para que os senhores possam
conhecê-la. Muita gente vai nos visitar, vai conhecer nossas ações.
Eu queria finalizar a minha fala alertando a todos os presentes e a todos que estão assistindo a
nós para o risco de se tentar falar em estratégia genérica de segurança pública, em nível nacional. Isso
é muito perigoso. O Brasil é um país continental. Na mesma região onde se encontram São Paulo e Rio,
há realidades diferentes de segurança pública. São aplicados, inclusive, diferentes conceitos de
segurança pública.
É importante que tenhamos estratégia para aquele ente. Sempre que vou conversar com o
Ministério da Justiça, nós conversamos sobre isso.
O Distrito Federal tem necessidade de ter uma estratégia de implantação do Distrito Federal,
em que pese estejamos buscando modelos de referência. Tivemos oportunidade de viajar – eu, o
coronel Clauder, o coronel Adão e outros colegas – e de conhecer o coronel Cabanas. Fomos a São
Paulo e vimos o funcionamento in loco. Mas esse projeto precisa ser adaptado à nossa realidade, à
nossa especificidade, inclusive, à nossa realidade financeira e orçamentária, porque os senhores vão
perceber, na fala do coronel Clauder, que este é um projeto ambicioso e caro. Manter um parque de
policiais com câmera custa quase tanto quanto abastecer toda a frota da Polícia Militar por 1 ano. Já
falei isso para o secretário Marivaldo.
Temos que alertar os senhores sobre essas falas, sobre a necessidade de desmistificarmos
algumas informações. Outro dia foi publicado no Metrópoles que o projeto tinha sobrepreço. Não havia.
Se os senhores olharem todas as tabelas, verão que estávamos seguindo a pesquisa nacional.
Esperamos que essas tecnologias sejam barateadas ao longo da linha do tempo. Manter uma
estrutura de armazenamento em nuvem é caro. Manter uma estrutura de transmissão custa caro. Nós
estamos torcendo para que o governo federal tenha, futuramente – já conversamos sobre isso –,
um data center cuja estrutura possamos utilizar, para que abaixemos esses custos.
Conversamos sobre a questão da Telebras e de outros atores de governo que podem entrar
nesse processo. Essa é uma questão que tem que ser considerada, porque é responsabilidade de todos
nós.
No mais, deputado, eu gostaria, mais uma vez, de reiterar o meu agradecimento pelo convite.
Coloco-me à disposição sempre que for chamado. Sou soldado, continuo sendo soldado, apesar de
estar na reserva. Sempre que eu for chamado, virei. Acho que o senhor precisa, sim, ampliar este
debate, que é muito importante para o Distrito Federal e para o Brasil.
Pessoal, muito obrigado a todos e uma boa tarde. (Palmas.)
PRESIDENTE (DEPUTADO FÁBIO FÉLIX) – Muito obrigado, coronel Bilmar, pelas reflexões e
considerações em nome da Secretaria de Segurança Pública. É importante sabermos que a secretaria
está comprometida também com a implantação.
Vou passar a palavra imediatamente para o coronel Clauder, que vai nos mostrar uma
apresentação e como está o diagnóstico hoje.
CLAUDER COSTA DE LIMA – Senhoras e senhores, excelentíssimos membros da mesa,
autoridades presentes, cidadãos que nos acompanham, boa tarde. É uma honra para mim estar aqui,
hoje, representando a Polícia Militar do Distrito Federal nesta audiência pública.
Eu gostaria de destacar que, para a Polícia Militar do Distrito Federal, a implementação dessas
câmeras corporais é um importante passo para a transparência do nosso serviço, para o fortalecimento
da imagem que a sociedade tem perante nós e para a melhora da nossa eficiência. Entendemos que as
câmeras corporais, dentro da Polícia Militar, são uma importante ferramenta.
Foi citada a situação da Lei Maria da Penha. Houve uma atualização importante da lei. Pela lei,
a ação penal, agora, é incondicionada, ou seja, o policial não depende mais da vontade da mulher para
conduzir o agressor à delegacia. Muitas vezes, o policial pode chegar ao local e identificar que a mulher
se encontra numa situação de risco, mas, se ele não tiver uma segurança daquele fato que presenciou,
ao chegar à delegacia, poderá responder por abuso de autoridade.
Entendemos que a câmera é uma excelente ferramenta, porque acreditamos que os nossos
policiais são policiais eficientes, competentes. Trabalhamos, vivenciamos o dia a dia e sabemos que
isso vai trazer muito mais benefício para os policiais, porque percebemos como é trabalhar hoje aqui no
Distrito Federal.
Então, eu gostaria de expor para os senhores como está o processo de contratação, porque
não aconteceu ainda. Vejam bem, primeiramente, eu vou apresentar um histórico de atividades
complementar que o coronel Adão já havia passado aqui um tempo atrás.
O estudo das câmeras corporais se iniciou em 2017. Em 2017, já havia uma comissão de
Estado Maior que já estava estudando a implantação das câmeras corporais no Distrito Federal. Logo,
em 2017, começamos a estudar essas tecnologias.
Em 2018, tivemos a oportunidade de visitar Santa Catarina, São Paulo, olhar quais eram os
modelos que estavam sendo utilizados nas diversas polícias do Brasil, inclusive no Rio de Janeiro
também.
Em 2020, começamos a fazer um estudo de viabilidade. Participamos de conferências com a
Polícia Militar de São Paulo, Senasp e diversas outras polícias. Em 2020, já havia a nomeação de uma
equipe que era responsável pelo processo de contratação.
Então, até por iniciativa do coronel Angelis, que à época estava ao DLF, estávamos tentando
entender qual seria a melhor solução para a Polícia Militar do Distrito Federal. Por sugestão do coronel
Angelis, fizemos um chamamento público, de forma que todas as empresas que tivessem soluções de
câmeras pudessem apresentar suas soluções para a Polícia Militar do Distrito Federal. O objetivo era
fazer com que entendêssemos bem a solução, e como ela poderia ser usada dentro da Polícia Militar do
Distrito Federal.
Já em 2023 finalizamos esses estudos técnicos, que se iniciaram em 2022. Em 2023,
finalizamos o estudo técnico preliminar, que é um passo importante dentro do processo de contratação
de tecnologia.
É importante salientar que para o gestor público não basta simplesmente comprar a solução.
Eu tenho que comprar e tenho que garantir que ela vai funcionar dentro da Polícia Militar. Então, é
uma responsabilidade muito grande, porque, se fizermos uma compra e essa compra não for efetiva,
não funcionar, o gestor é responsável por isso. Surge, então, essa preocupação em se ter um estudo
detalhado de como isso vai funcionar dentro da Polícia Militar.
O que acontece? Em 2023, em 25 de outubro, nós fizemos a primeira publicação do edital. Já
havíamos chegado a um consenso de qual seria a melhor solução para a Polícia Militar do Distrito
Federal. Coincidentemente, o modelo proposto, que era ideal para as nossas atividades, foi o modelo
que foi adotado por São Paulo e pela Bahia também.
Nós estudamos também o modelo de Santa Catarina e vimos que não teríamos como fazer a
gestão da infraestrutura, como Santa Catarina fez.
Então, pelo que a Polícia Militar do Distrito Federal optou? Optamos por fazer a contratação de
todos os serviços, como o fez a Polícia Militar de São Paulo. Fizemos essa publicação. Porém, houve
uma decisão do Tribunal de Contas Distrito Federal – que sempre avalia preços, eficiência e se o
projeto está correto, ou não – manifestando que estava prestes a ser publicada uma portaria do
Ministério da Justiça e que havia risco de o nosso processo sair antes e depois haver uma discordância
com o que seria publicado pelo Ministério da Justiça. Nessa época, o coronel Angelis já estava no
Ministério da Justiça.
O Tribunal de Contas nos deu 2 sugestões em relação a isso: aguardarmos a publicação da
portaria do Ministério da Justiça definindo as diretrizes de como deve ser feita a contratação
de bodycams, de câmeras corporais; ou consultarmos o Ministério da Justiça para nos certificarmos de
que nosso processo está de acordo com o que vai ser editado.
Fizemos isso, até como uma forma de adiantar o processo. Nós não aguardamos a resolução,
nós fomos ao Ministério da Justiça e validamos todos esses pontos. Nosso processo não infringia nada
do que viria a ser publicado nessa diretriz do Ministério da Justiça.
Outra questão que o Tribunal de Contas questionou foi utilizarmos uma nuvem contratada. Eu
vou apresentar para os senhores que a solução de câmeras não é somente uma câmera no policial, há
todo um sistema que faz a gestão das imagens geradas. Essas imagens têm que ser armazenadas em
algum lugar, com segurança. O Tribunal de Contas, com vistas a economizar na solução, pediu que a
Polícia Militar verificasse se não haveria possibilidade de usarmos a infraestrutura que o GDF tem. O
GDF já tem uma infraestrutura de nuvem, então por que a Polícia Militar não a utiliza?
Eles apontaram também algumas correções em planilha de preço, que foram feitas.
Então, no dia 16 de novembro, houve uma suspensão do processo, por parte do Tribunal de
Contas, na qual ele apontou principalmente esses 3 pontos, para que a Polícia Militar tomasse cuidado.
O que nós fizemos? Já em fevereiro de 2024, nós fizemos todos os ajustes no processo. O processo foi
suspenso em novembro e em fevereiro nós apresentamos nosso entendimento ao Tribunal de Contas.
Em consulta com as empresas, nós percebemos que fazer o armazenamento dessa solução na
nuvem do GDF traria uma economia pequena, mas aumentaria o risco de segurança das imagens. Se
tenho uma infraestrutura em que vou armazenar as imagens que não é de responsabilidade da
empresa, como é que vou dar à empresa uma punição por uma falha pela qual ela não é responsável?
Então, se fizéssemos isso, geraríamos um conflito de interesse, porque a solução passaria a ser
diferente. Dentro das soluções que a Polícia Militar do Distrito Federal estudou, havia a de usar uma
infraestrutura própria na qual poderíamos fazer todo o serviço de forma contratada, como foi feito em
São Paulo. O que aconteceu? Nós definimos que usar infraestrutura própria seria inviável. Por quê?
Porque nós não temos corpo técnico para cuidar dessas questões de infraestrutura.
Hoje, é cobrado da Polícia Militar eficiência. Cada vez mais policiais são empregados na
atividade-fim. Então, o que acontece? Fizemos essa apresentação para o Tribunal de Contas. Em março
de 2023, foi publicada a portaria do Ministério da Justiça que define essas diretrizes. Em junho de
2024, o Tribunal de Contas questionou alguns pontos da nossa resposta, uma vez que tínhamos
encaminhado o termo de referência, mas não tínhamos encaminhado o edital. Por uma questão de
formalidade, faltaram algumas documentações. O tribunal manteve o processo, mas nos cobrou que
apresentássemos as respostas. Encaminhamos todas as respostas que o Tribunal tinha feito no dia 28
de junho, assim como o edital atualizado. No dia 7 de agosto, o Tribunal de Contas manteve a
suspensão do processo.
Qual foi a grande questão? Nós tínhamos colocado que a solução privada, ou seja, a
manutenção de nuvem privada era inviável economicamente; era inviável, sob o ponto de vista
operacional, mas o tribunal entendeu que não. O tribunal entendeu que, para que definíssemos que
essa solução era inviável, eu teria que fazer o custo de propriedade. Resumindo, o Tribunal de Contas
entende que a Polícia Militar deve fazer um estudo detalhado para comprovar que ter a infraestrutura
instalada no datacenter da Setic é inviável não só sob o ponto de vista econômico, mas também sob o
ponto de vista operacional.
Então, houve uma mudança do escopo da solução que estávamos esperando, da solução que
tínhamos definido para a Polícia Militar: nós não poderíamos fazer toda a contratação do serviço em
nuvem, como a Polícia Militar de São Paulo fez, uma vez que temos que apresentar estudos detalhados
do uso dessa solução na infraestrutura do GDF.
O que aconteceu? Fizemos novamente uma consulta às empresas. Em uma consulta preliminar,
vimos que as empresas não querem trabalhar nesse formato. Existe uma resistência muito grande de
as empresas prestarem o serviço em uma infraestrutura e serem responsabilizadas em diversos pontos.
Elas querem que vários pontos de responsabilização que constam do edital sejam suprimidos. Só que a
supressão desses detalhamentos no edital nos traz um risco.
Qual é a situação? No dia 3 de setembro, nós encaminhamos nova consulta, de acordo com a
arquitetura que foi sugerida pelo Tribunal de Contas. A situação em que nos encontramos é a de que
estamos fazendo esse estudo.
Esse é um cronograma para entender isso. Agora, vou detalhá-lo.
Estudo técnico preliminar. O estudo técnico começou com aquelas diversas visitas que citei
anteriormente. A Polícia Militar, desde antes da pandemia, já estava fazendo estudos de como
implantar a bodycam no Distrito Federal. Essa preocupação com câmeras corporais já estava prevista
no nosso planejamento estratégico e nos nossos planos diretores, há muito tempo.
O chamamento público. Foi publicado no Diário Oficial e diversas empresas tiveram a
oportunidade de comparecer à Polícia Militar para apresentar sua solução. As empresas que atenderam
ao chamamento foram estas: Hikvision, Axon, Motorola, Hytera, Teltronic, Ditec e Dahua. Todas essas
empresas tiveram a oportunidade de apresentar sua solução, testando com policiais em uma situação
real. Tivemos no 1º Batalhão a Hikvision; no 6º Batalhão, BPTRAN; BPRV no 3º Batalhão e 17º
Batalhão.
Essas tropas com essas empresas fizeram a demonstração dos estudos. Houve relatórios dos
policiais e dos comandantes dos policiais sobre o impacto. Tudo isso foi estudado. Não podemos fazer
um serviço superficial, senão respondemos por isso. Foi feito um bom detalhamento disso.
O que definimos como solução? Temos as câmeras corporais, que ficam no policial, e temos
a dock station, que é o lugar onde o policial coloca a câmera corporal quando termina o serviço e as
imagens passam para o sistema de controle e gestão de evidências.
Tivemos que comprar alguns softwares que são utilizados para fazer marcação nas imagens;
colocar marca d'água na imagem, para, com problema de vazamento, saber onde a imagem foi feita e
qual o policial que a fez. Há toda uma solução para a gestão dessas evidências.
Há também o suporte na câmera que fica nos policiais e os aplicativos para que o policial possa
fazer a verificação de imagens.
BILMAR ANGELIS DE ALMEIDA FERREIRA – Queria só fazer 2 pontuações sobre a dock
station. Peço que os senhores imaginem o seguinte: o policial assume o serviço, pega a câmera, liga e
começa o serviço. Quando ele chega, ele tem que descarregar a câmera. A dock faz o papel de
carregar o equipamento e descarregar as imagens. Esse fluxo leva 12 horas. Dentro de um projeto
desse, deputado, tem que haver a câmera do dia e a da noite, porque uma equipe deixa, por exemplo,
essa câmera que vai passar um período carregando, energizando a câmera, e descarregando a
imagem.
Outra questão foi testada, eu me lembro. Não sei se o Cláudio vai se recordar de que testamos
suportes, inclusive, que sejam seguros para o policial, para, no caso de um confronto, de uma
necessidade de embate, não venha lesionar terceiro ou se lesionar. Até isso foi considerado.
Há umas questões que foram trabalhadas. Pode voltar aquele quadro, Clauder? O quadro do
batalhão. Essas foram as unidades que elegemos até pela facilidade, pois são unidades na região
central do Distrito Federal para facilitar deslocar a equipe para poder acompanhar. Junto foi feita uma
pesquisa com os policiais e, por incrível que pareça, um dos lugares onde houve maior aceitação foi no
trânsito. Brasília é cheia de autoridade: “Sabe com quem você está falando?” Não sei, se o cara não
sabe, eu não sei, mas, enfim. Os componentes do trânsito – e entendemos o trânsito como uma
unidade interessante de ingresso –, foram exatamente por conta dos testes que foram feitos em
unidades com características diferentes.
Essa é a parte que eu queria apresentar.
CLAUDER COSTA DE LIMA – Continuando, muitas vezes achamos que o sistema de câmeras
corporais é simplesmente uma câmera no policial. Não. Eu tenho que ter uma série de garantias. Há a
possibilidade de transmissão dessas imagens online para o centro de operações ou, quando o policial
chegar depois de um serviço, ele coloca a câmera dele na dock station e essas imagens são
descarregadas dentro da nuvem.
Esse sistema de gerenciamento de evidência precisa de uma auditoria em tudo que é feito,
temos que saber qual foi a ocorrência que o policial atendeu, onde foi, o tipo de tropa, a viatura,
porque, quando tivermos que acessar essas evidências, eu preciso saber esses dados. Eu tenho que
fazer toda uma gestão dessas imagens, porque, se eu começar a gravar a imagem do policial e não
fizer uma catalogação, para guiar essas imagens com o sistema, fazer toda essa cadeia de custódia, o
que vai acontecer? Depois eu não acho a informação. Eu tenho que ter todo esse trabalho de
catalogar, monitorar, cuidar – é o que chamamos de cadeia de custódia dessas imagens. Trata-se de
um serviço importante dentro dos serviços de câmeras corporais.
Então, na nossa solução há uma parte relacionada à captura de imagens, sobre a qual quase
não houve questionamento. Há a questão de transmissão das imagens, que ficava a cargo da empresa.
Agora nós temos que estudar a transmissão da imagem – uma solução com a transmissão da imagem
para a secretaria, a Setic, mas praticamente não há problema para fazer essas transmissões.
Quanto à cadeia de custódia das imagens, temos que definir agora, dentro dessa solução que o
Tribunal de Contas nos pediu que estudássemos, como ficam as responsabilidades. Se falhar
o datacenter da Setic, quem será culpabilizado, a quem eu vou atribuir essa responsabilidade por
aquela imagem não estar lá? Quando colocamos tudo para a empresa, fica simples. Quando eu coloco
outro ente do governo, começa a haver pontos de falhas dentro do meu processo de contratação.
Depois, há a questão do próprio uso dessas imagens.
Então, qual é o objetivo da Polícia Militar? O que pretendemos alcançar com essas câmeras
corporais? Primeiro, proteger e assistir o efetivo. É um apoio para o policial. O policial militar no Distrito
Federal é extremamente profissional e muitas vezes fica numa situação em que o abuso de autoridade
é uma linha muito curta. Havendo a possibilidade de registrar a sua atuação, ele terá muito mais
segurança para realizar o trabalho.
Segundo, pretendemos auxiliar o Ministério Público do Distrito Federal e o Ministério Público
Militar. Muitas vezes se questiona se o policial atuou bem ou não, ou é necessário saber quais as
condições em que ele abordou determinada pessoa. Nós teremos esse registro. Vamos reforçar a
transparência e a legitimidade de um serviço, porque nós, da Polícia Militar, acreditamos na instituição.
Nós sabemos que os nossos serviços são legítimos, mas as bodycams vão comprovar isso para a
sociedade do Distrito Federal. Vamos massificar essa cultura profissional e legalista, ou seja, o policial,
quando estiver com a bodycam, vai ter uma preocupação muito maior com a questão legal, porque o
serviço dele vai ser registrado.
Terceiro, pretendemos que conste como elemento de capacitação. Com a existência de um
processo de um atendimento policial totalmente registrado, nós poderemos voltar às nossas
academias, fazer uma revisão de como aquele atendimento foi feito, para melhorar o nosso processo
de estudo. Vamos estudar os casos em que o policial fez um bom atendimento e os casos em que o
policial não fez o atendimento correto e deve se corrigir.
Então, o registro das atividades ajuda a Polícia Militar e aumenta a credibilidade perante a
sociedade e até mesmo perante as autoridades governamentais. Elas vão passar a reconhecer o serviço
da Polícia Militar do Distrito Federal como um serviço de qualidade.
Nesse estudo, foi definido também qual seria o protocolo de uso das câmeras. Existe o armeiro,
que é o ponto em que o policial assume o serviço. Ele vai à reserva de armamento, pega uma câmera,
coloca-a no seu corpo e faz o teste de gravação.
Como eu já tinha dito, a solução que entendemos como correta foi a de São Paulo. Ela grava, o
tempo todo, com baixa qualidade e sem som, como o secretário Marivaldo já falou. O policial aciona a
câmera quando precisa fazer um atendimento. As imagens salvas durante todo o serviço são retidas
por 90 dias. O sistema retém as imagens por 90 dias. Uma vez que o policial fez o acionamento de um
atendimento, a retenção no sistema já passa a ser maior: 1 ano.
Então, grava-se por 12 horas, com áudio acionado intencional ou remotamente. Toda intenção
direta com o cidadão é gravada, com áudio. Dois minutos antes de o policial acionar, começa a gravar.
É um sistema interessante. Às vezes, o policial já está na situação de risco, aperta para fazer a
gravação, e o sistema começa a gravar 2 minutos para trás porque há um buffer sendo gravado.
Ao término do serviço, o policial devolve a câmera e faz a etiquetação das imagens. Usa o
aplicativo para definir: “Nesse momento, eu estava atendendo a ocorrência tal; nesse momento, eu
estava fazendo isso”. Assim, facilita-se a identificação das imagens, posteriormente.
Depois, há toda a gestão das imagens. Vamos fazer a manutenção da custódia. A própria
polícia vai poder rever as imagens para ver se o protocolo foi bem realizado. Há fiscalização, justiça e
todos esses pontos.
Então, qual foi o impasse quanto à solução, que a impediu de ficar pronta?
Quando o coronel Adão esteve nesta casa, já devíamos estar com a solução pronta. Isso teria
acontecido se o Tribunal de Contas tivesse entendido que a solução no formato de São Paulo é a ideal.
Hoje, existe a seguinte situação. Quando fizemos a análise das soluções, entendemos que
adquirir câmeras corporais sem armazenamento externo não era viável. Essa é uma solução que não
atendia às necessidades do nosso negócio.
A alternativa 2 era uma solução de captação de imagem com o armazenamento e a
infraestrutura local, o storage. Essa solução também foi descartada pela equipe técnica da Polícia
Militar porque era inviável operacionalmente. Nós não temos condição de fazer infraestrutura para
operar isso.
Há a terceira alternativa que é a solução com armazenamento das imagens nas nuvens da
própria empresa que está prestando serviço. Essa foi a solução que consideramos viável. Quando
consideramos que a solução é viável, fazemos o levantamento de preço.
Esse foi o cenário que encaminhamos para o Tribunal de Contas. Nesse cenário, havia um
estudo para 1.978 câmeras, com custo, à época – esse é um custo que pode diminuir de acordo com o
pregão –, de 509 reais mensais por cada câmera. Então, teríamos em torno 12 milhões se tivéssemos
de empregar isso aí em toda a Polícia Militar do Distrito Federal.
Havia uma previsão de iniciarmos com um piloto de 300 câmeras. Temos a necessidade de
começar devagar, porque fazer uma implantação dessa numa instituição como a Polícia Militar envolve
toda uma mudança de cultura, de capacitação, até para que os policiais possam operar esses
equipamentos de forma correta. Não podemos simplesmente colocar todos os equipamentos para
todos os policiais sem que seja feita uma capacitação. Faz-se a capacitação, explica-se como o
equipamento funciona, avalia-se se ele atendeu da forma correta ou não, e vão se expandindo os
serviços até atingir toda a Polícia Militar. Isso já estava previsto no orçamento de 2023.
A outra solução é a que o Tribunal de Contas nos pediu. Passamos, então, agora a ter 3
alternativas. Há aquela que foi descartada, porque não atenderia a necessidade do negócio, mas o
Tribunal de Contas pediu para fazermos um levantamento de custo de propriedade da solução de
captação de imagens composta de aquisição de câmeras corporais e do sistema de controle e
gerenciamento de evidências instalados na infraestrutura governamental, que é da Setic.
Hoje estamos fazendo esse estudo pedido pelo Tribunal de Contas, fazendo o levantamento de
custo de propriedade para, depois, justificar se podemos ou não realizar a contratação nesse formato.
Esse é o impasse em que nos encontramos.
Observem que, após fazermos esse estudo, determinado pelo Tribunal de Contas, é que
verificaremos a situação do projeto.
Após a decisão Tribunal de Contas, realizamos algumas reuniões com a Setic. Ela nos informou
que tem tanto armazenamento em storage, quanto essa questão de servidor.
O que estamos fazendo agora? Estamos estudando com as empresas qual seria o custo de, no
lugar de se contratar uma nuvem privada, o armazenamento ser feito dentro da Setic, dentro do data
center do GDF.
O que acontece? Quando fazemos isso, nós temos de redefinir todas as responsabilidades
existentes no projeto, porque não podemos culpar a empresa por qualquer problema que haja nas
imagens. Nós temos de verificar uma cadeia de responsabilidade. Depois de definirmos esse processo,
teremos de fazer um novo levantamento de preço. Definidas as soluções, iremos verificar os preços.
Vamos ter que atualizar o ETP – isso foi determinação do Tribunal de Contas –, confeccionar
um novo TR e edital, e encaminhá-los ao Tribunal de Contas com as nossas justificativas; ou seja,
dentro do nosso entendimento, verificaremos a viabilidade ou não dessa outra solução que ele
apresentou, até mesmo em termos de custo. Apresentaremos os documentos para o Tribunal de
Contas e, caso sejam aprovados, faremos a publicação do edital, o pregão eletrônico, assinaremos o
contrato e só então iniciaremos a implantação do sistema.
Esse era um ponto que eu gostaria de comentar. Esse é o trabalho que estamos fazendo. Eu
trabalho dentro de uma unidade técnica da Polícia Militar e tenho uma cobrança constante do comando
da corporação em relação a esse projeto, só que precisamos tomar cuidado quando estamos tratando
com dinheiro público. O Tribunal de Contas tem o objetivo de o Estado ter o menor custo, e temos de
acatar as decisões do Tribunal de Contas.
Esse é o ponto.
PRESIDENTE (DEPUTADO FÁBIO FÉLIX) – Muito obrigado, coronel Clauder, pelas
considerações e pelos esclarecimentos.
Eu já vou tirar uma dúvida. Você nos mostrou 2 tabelas: uma delas mostrava os 2 métodos que
a Polícia Militar considerou inviáveis e, no fim, o terceiro que era viável, que era a contratação do
serviço em nuvem pelas empresas, mais ou menos, no modelo de São Paulo. Agora, você colocou o
método inviável, de novo, nessa última tabela, que é a tabela do impasse da situação em que vocês
estão hoje, e há um segundo método que estaria em estudo. Só para eu entender, esse método em
estudo já é aquele que vocês haviam descartado anteriormente pela inviabilidade? Vocês tiveram que
retomar os estudos para comprovar para o Tribunal de Contas que esse método é inviável. Seria isso?
CLAUDER COSTA DE LIMA – Exatamente.
PRESIDENTE (DEPUTADO FÁBIO FÉLIX) – Então, o tribunal pediu estudos mais detalhados
para comprovação de que esse método é inviável?
CLAUDER COSTA DE LIMA – Quando o Tribunal de Contas suspendeu o projeto e aventou a
possibilidade de usarmos a infraestrutura da Setic, fizemos uma justificativa prévia falando que essa
solução não era adequada para a Polícia Militar e que a solução com todo o serviço terceirizado seria a
ideal. O Tribunal de Contas entendeu que seria importante verificar o custo de economia efetiva, se
utilizássemos a infraestrutura do GDF. Então, ele quer entender isso. Descartamos essa solução por
uma questão operacional, só que ele falou que não poderíamos fazer isso. Então, estamos estudando
se há viabilidade operacional de as empresas instalarem a solução dentro do data center da Setic.
PRESIDENTE (DEPUTADO FÁBIO FÉLIX) – Vocês já fizeram uma consulta prévia às empresas
sobre isso?
CLAUDER COSTA DE LIMA – As empresas têm uma resistência muito grande, mas fizemos uma
consulta formal e estamos aguardando a resposta.
BILMAR ANGELIS DE ALMEIDA FERREIRA – Eu queria fazer um comentário. É importante
esclarecer que nós não estamos dizendo que o Tribunal de Contas está errado. Pelo amor de Deus!
PRESIDENTE (DEPUTADO FÁBIO FÉLIX) – Sim, claro.
BILMAR ANGELIS DE ALMEIDA FERREIRA – Porém, o mundo todo está indo para a nuvem. Nós
trabalhamos na área de tecnologia há muito tempo. No paradigma tecnológico, comprar infraestrutura
foi um negócio da China. Hoje em dia, ninguém quer comprar infraestrutura. Apesar de ainda haver um
custo elevado de serviço de nuvem – espero que esse custo de transmissão de dados e
armazenamento em nuvem comece a baixar nos próximos anos –, há outros custos indiretos. Inclusive,
não há dor de cabeça por haver coisas na sua infraestrutura. Ninguém quer isso: a empresa não quer e
o governo também não quer. É importante destacar que este é um novo estudo.
Quero explicar aos senhores e à sociedade que todo o trabalho que foi feito precisa ser
reexaminado. Esse é basicamente um novo estudo. Nesse período, corremos o risco de haver a
alteração de tecnologia, de preços, de valores e há outros riscos associados a isso também.
MARIVALDO DE CASTRO PEREIRA – Tenho uma pergunta a fazer para vocês. Algum estado
conseguiu viabilizar esse projeto dessa forma?
BILMAR ANGELIS DE ALMEIDA FERREIRA – A Bahia, parece que fez uma contratação posterior.
E fez uma contratação no mesmo modelo que São Paulo.
MARIVALDO DE CASTRO PEREIRA – Mas eles conseguiram fazer no modelo proposto pelo
Tribunal de Contas? Algum estado conseguiu?
CLAUDER COSTA DE LIMA – Não. O que chegou mais próximo foi o estado de Santa Catarina,
que foi o que inviabilizou a continuidade do processo.
MARIVALDO DE CASTRO ALMEIDA – Não, porque, da perspectiva do Ministério da Justiça, nós,
na discussão interna, avaliamos que, no mérito, faz todo o sentido o que o Tribunal de Contas coloca:
que o mundo ideal seria que todas as informações de segurança pública estivessem armazenadas em
uma infraestrutura pública, sob o domínio do poder público. O ideal, não só de segurança, mas para
qualquer informação sensível. Mas, hoje, estamos correndo atrás para ver se é possível alcançar isso
em médio prazo. No curto prazo, esse caminho é inviável. O relato que eu tenho das empresas,
inclusive, é inviável.
BILMAR ANGELIS DE ALMEIDA FERREIRA – Eu não sei se o secretário Marivaldo se recorda,
mas até os parceiros governamentais que tentamos buscar, iam para o mercado buscar alguém para
poder prover. Então, é algo que precisamos nos sentar e pensar a respeito, realmente refletir.
Infelizmente, é um novo estudo.
MARIVALDO DE CASTRO PEREIRA – E perde o sentido, porque contratar uma empresa pública
de tecnologia para que ela contrate uma empresa privada para fornecer o serviço não faz nenhum
sentido.
BILMAR ANGELIS DE ALMEIDA FERREIRA – Não faz nenhum sentido, eu concordo com o
senhor.
PRESIDENTE (DEPUTADO FÁBIO FÉLIX) – Sobre a questão do armazenamento, temos essa
dúvida geral de como podemos responder e dialogar com o Tribunal de Contas do Distrito Federal. A
minha sugestão é marcarmos uma agenda com a relatora do processo no Tribunal de Contas do DF,
que é a conselheira Anilcéia Machado, e tentar estabelecer o diálogo com ela.
Vários serviços públicos já utilizam a nuvem. A despeito do debate de segurança nacional, o
próprio Exército Brasileiro contrata a Starlink para armazenar toda a sua documentação.
Então, é uma contratação de uma multinacional, de uma empresa que não é do Brasil, para
armazenar dados sensíveis nacionais. Essa discussão, a despeito de ser uma discussão real que nós
temos que fazer, acho que ela não deve ser um elemento impeditivo da implantação do projeto.
Eu coloco esse elemento. O governo federal contrata a Microsoft, as universidades brasileiras
em pesquisas sensíveis contratam a Microsoft para armazenamento de dados. Então, nós estamos hoje
falando que todo o funcionamento de armazenamento de dados, inclusive dados do Exército Brasileiro,
dão-se por meio de empresas internacionais. É uma discussão importante.
BILMAR ANGELIS DE ALMEIDA FERREIRA – Se eu não me engano, o próprio Ministério da
Justiça tem contrato com a Microsoft para usar a nuvem da Azure lá.
Então, é importante essa questão que o senhor colocou de abrir esse canal de comunicação.
Nós, o Distrito Federal e a Polícia Militar, temos certeza de que todo mundo quer vencer essa etapa
para poder fazer acontecer.
CLAUDER COSTA DE LIMA – Deputado, se o senhor me permite...
PRESIDENTE (DEPUTADO FÁBIO FÉLIX) – Eu tenho mais 3 perguntas, mas pode falar.
CLAUDER COSTA DE LIMA – O entendimento que eu percebi é que o Tribunal de Contas
sempre foca na economia, na eficiência. Então, a grande preocupação que entendo hoje do Tribunal é
pagar por um serviço de armazenamento, sendo que já tenho um armazenamento local. Ou seja, ele
entende que, se ele está pagando por um serviço de armazenamento, se a Polícia Militar paga por um
serviço para armazenar, se ele armazena no Distrito Federal, ele tem economia. Realmente, teremos
economia, só que aumentamos o risco operacional.
Então, nós apresentamos um estudo nesse sentido, onde haveria uma pequena economia em
relação ao valor do processo, mas que os riscos operacionais de perder uma imagem poderiam ser
muito maiores. Eles pediram para fazermos esse estudo de forma detalhada.
PRESIDENTE (DEPUTADO FÁBIO FÉLIX) – Eu acho que o exemplo de outros órgãos públicos
federais em outros casos, como o do Exército Brasileiro, do Ministério da Justiça, das universidades
federais, pode ajudar no estudo que vocês estão elaborando. De alguma forma, fica como sugestão.
Vocês explicaram a operação do tempo de armazenamento para 90 dias e, depois, para 1 ano
em caso de acionamento da câmera, mas ainda ficaram algumas dúvidas. Por quais setores? O coronel
Adão, quando veio aqui, falou que a ideia era começar pela área central de Brasília e pelo batalhão de
trânsito. Essa proposta continua como proposta piloto, ou essa discussão ainda está em aberto?
Naquela audiência pública, nós falamos sobre a tentativa também de iniciar por algum batalhão tático,
se isso seria possível. Como é que vocês estão vendo isso? Essa foi a primeira pergunta.
Eu farei logo as 3 perguntas. Há algum plano de usar reconhecimento facial com as imagens?
Como isso funcionaria? A PMDF tem orçamento? Se o Tribunal de Contas liberar o processo e
começamos a dar andamento, haveria previsão para o orçamento na PLOA de 2025, que está
tramitando nesta casa? Este também é um papel que posso cumprir: o de colaborar na busca pelo
orçamento.
CLAUDER COSTA DE LIMA – Bem, vamos lá.
Essa questão de iniciar por essa área central, é uma questão até técnica. Como foram as
unidades que já fizeram o primeiro treinamento, eles ajudaram a compor essa solução. Então, quando
fizemos o estudo lá atrás, em que houve o chamamento público, as unidades que estamos fazendo a
implantação dessa solução agora são as mesmas unidades que já fizeram os testes lá atrás. Por que
nós as adotamos?
Por exemplo: o trânsito é uma unidade que é extremamente técnica, segue normas, leis;
então, quando nós pretendemos criar uma cultura institucional, será uma unidade muito mais fácil de
se trabalhar. Utilizar essa unidade, que já é uma unidade que tem policiais mais capacitados
tecnicamente, que estão acostumados com normas, leis, fica muito mais fácil para nós a implantação
dela. Iniciar o processo por outra unidade que não tenha expertise poderia dificultar o processo, até
porque nós precisamos começar a adotar isso e, durante a adoção dessa capacitação, a forma de se
utilizar a Polícia Militar vai evoluindo. O correto seria colocar em toda a polícia de uma vez, mas nós
não conseguimos, esse é o primeiro ponto.
Em relação ao segundo ponto...
PRESIDENTE (DEPUTADO FÁBIO FÉLIX) – A dúvida é muito mais para que isso também seja
casado com os dados de outros temas. Óbvio que o objetivo não é só esse; são vários objetivos. Nós
tratamos sobre isso aqui, mas também há aqueles casos em que, se há territórios com maiores
denúncias de violência policial ou alguns batalhões com maiores incidências, isso também seria
importante para esse monitoramento?
CLAUDER COSTA DE LIMA – Cremos que sim. A bodycam, as câmeras corporais, têm um papel
fundamental até para a melhoria do emprego do serviço policial, nós entendemos isso.
Em relação à expectativa de integração com outras tecnologias, claro, nós pretendemos fazer
um registro muito mais eficiente da atividade policial. Hoje há uma questão informal de registro de
atividade, a Polícia Militar está caminhando para uma tecnologia de integração junto à Secretaria de
Segurança na qual todas as informações de interesse do policial para que ele possa fazer uma atuação
melhor, o policial terá dentro desse aplicativo.
Uma dessas soluções é exatamente o reconhecimento facial. Então, à medida que formos
recebendo esses dados, poderemos utilizar um sistema que a secretaria está nos disponibilizando para
o reconhecimento facial.
BILMAR ANGELIS DE ALMEIDA FERREIRA – Nós, deputado, fazemos parte de um grupo de
trabalho que foi instituído pelo secretário de segurança pública e pelos comandos das forças de
segurança pública e que diz respeito à integração de dados. Então, nós, hoje, temos – e a secretaria se
coloca à disposição para que os senhores possam conhecer – um projeto de formação de um data
lake, que é uma base de dados que integra um monte de informações dos órgãos de segurança pública
para gerar essa questão de reconhecimento facial. Está mais perto do que longe, está mais fácil do que
difícil.
Na realidade, câmera corporal, drone e outros equipamentos de vídeo entram como mais um
olho ampliado dentro desse processo. Então, respondendo objetivamente à sua questão, sim, está
dentro do escopo o uso do reconhecimento facial.
PRESIDENTE (DEPUTADO FÁBIO FÉLIX) – Ainda há a questão orçamentária. Eu gostaria,
juntamente com a questão orçamentária, fazer uma pergunta. Eu já observei em manifestações, mas
também já vi, em outras abordagens policiais, alguns policiais utilizando câmeras que eu não sei se são
do projeto piloto, mas que não me parecem ser de padrão de câmera corporal. Eu ouvi dizer também
que há policiais que, por conta própria, fazem a instalação de câmeras para filmar as abordagens.
Existe respaldo institucional para isso? Como isso funciona? Qual é a orientação? Se não há regramento
quanto a essas câmeras, não há autorização, não há respaldo institucional, é algo individual, elas são
utilizadas apenas a partir do olhar daquele indivíduo profissional e não mais da instituição. Como isso
tem sido tratado? E quanto à questão orçamentária?
Em seguida, passarei a palavra para a Nathalie e para o Marivaldo fazerem suas considerações
finais.
CLAUDER COSTA DE LIMA – Temos policiais que têm essa iniciativa de fazer o uso da
tecnologia, mas temos normas e recomendações internas que limitam o abuso dessa solução. Então, o
policial, em que pese poder utilizá-la, ele está submetido às normas internas. O mau uso dessas
imagens, dessas câmeras pode acarretar para ele até mesmo uma investigação ou um inquérito policial
por mau uso dessa solução.
PRESIDENTE (DEPUTADO FÁBIO FÉLIX) – Policiais youtubers – não sei nem se há no DF, mas
há no Brasil – estão filmando as abordagens, viralizando com as abordagens eventualmente. Eu não sei
se há regramento quanto a isso.
CLAUDER COSTA DE LIMA – O vazamento de uma informação, de uma atividade policial
indevida é transgressão da disciplina. O policial não pode fazer esse tipo de atividade. Ele pode até
registrá-las, mas ele fica submetido à transgressão pelo uso indevido dessas imagens.
BILMAR ANGELIS DE ALMEIDA FERREIRA – Deputado, tenho que dizer algo importante. Em
todo lugar do Distrito Federal, há câmeras: posto de gasolina, loja de conveniência... Então, câmera
não é nenhuma novidade. Todo mundo tem um celular na mão. Muitas vezes, o policial não utiliza essa
câmera para fazer vídeo para o YouTube para poder aparecer. Ele utiliza para mostrar que está
trabalhando corretamente, para quando ele for acionado inclusive.
Esse é um dos argumentos para defendermos a questão das bodycams. Eu até entendo que,
quando conseguirmos finalizar esse projeto, supriremos essa necessidade. O policial não precisará
utilizar a câmera dele, porque haverá a câmera do Estado, que estará disponível para ele como um
instrumento de trabalho. Então, acho que esse é um ponto positivo que avaliamos nesse projeto.
CLAUDER COSTA DE LIMA – Nós já tivemos até caso de policial que publicou imagens e vídeos
no YouTube e foi punido em virtude disso. A corregedoria fez o levantamento, investigou, e o policial
foi punido.
Em relação ao orçamento, temos uma previsão de orçamento para o próximo PIL. Desde 2023,
há uma previsão orçamentária. O que nós estamos fazendo? A previsão orçamentária que nós temos
não é suficiente para todas as câmeras, mas fizemos a solicitação no formato de registro de preço, de
forma que não houvesse um empecilho à contratação. Estamos fazendo o registro desse preço, porque
sabemos que, uma vez que essa solução esteja em condições de ser contratada por meio de emendas
parlamentares, suplementação ou até mesmo... Nós já pedimos dinheiro ao Marivaldo. Com certeza,
virá dinheiro para nós...
Hoje, nós não entendemos que o problema é orçamentário. Nós entendemos que o problema é
técnico mesmo, que devemos chegar em consenso com o Tribunal de Contas para podermos fazer esse
pregão.
PRESIDENTE (DEPUTADO FÁBIO FÉLIX) – Alguém tem alguma dúvida, quer fazer alguma
pergunta ou gostaria de trazer alguma questão? (Pausa.)
Vou passar a palavra à Nathalie para fazer as suas considerações finais. Depois passarei ao
secretário Marivaldo.
Concedo a palavra à Nathalie Drumond.
NATHALIE DRUMOND – Eu queria, mais uma vez, agradecer a companhia dos colegas e o
convite. Achei o debate muito esclarecedor. Foi importante estar aqui, não só para trazer alguns
apontamentos, mas também para levar aos nossos colegas da sociedade civil o que se passa no
Distrito Federal.
Eu, inclusive, trouxe um ponto na minha fala inicial. Achamos que soluções tecnológicas não
são soluções por si só, elas dependem muito da política e da postura da gestão por trás delas. Eu fiquei
bastante feliz quando o coronel Clauder apresentou os objetivos de implementação e até fiz questão de
listá-los para depois discutir com os nossos colegas.
Menciono alguns objetivos citados: proteger o efetivo; transparência e legitimidade do trabalho
da PM; preocupação com a questão legal; elemento da capacitação policial; aumento da credibilidade
perante a sociedade. Eu só sublinho – porque é o meu papel como sociedade civil – que senti uma
ausência, nesses objetivos, do aprimoramento da utilização da força policial e da redução da letalidade
policial. Eu acho que valeria a pena constar isso como objetivos, dentre todos esses que eu elogio,
porque eu acho que isso ajuda a orientar, inclusive, a política de implementação das câmeras no
Distrito Federal.
Vocês mencionaram alguns dos batalhões. Eu sugeriria, se possível, que, nesse detalhamento
que vocês forem fazer da implementação, houvesse um cronograma da implementação gradual.
Entendo que, no caso de Santa Catarina, o grande desafio foi tentar implementar tudo de uma vez –
aí, o choque foi grande e quase inviável – e há o problema da infraestrutura.
Eu acho que seria interessante que se fizesse aqui um cronograma da implementação gradual
nos diversos batalhões, considerando os índices de criminalidade, de letalidade ou de uso da força
aqui, como o deputado Fábio Félix já reiterou. Mas acho que é bom explicitar essa intenção de médio e
longo prazo, de gradualização da implementação, para não corrermos risco, como em alguns estados
no país que se restringiram só ao batalhão de trânsito e a efetividade foi colocada em xeque.
Eu também fiquei muito feliz em ouvir e por ser reiterado por uma parte de vocês o
compromisso, tanto da gestão do Distrito Federal quanto do comando da PMDF, de utilização das
câmeras.
Em todos os estados, o grande desafio foi sempre, primeiro, convencer o conjunto da tropa
dessa necessidade. Eu entendo que a cadeia de comando está convencida dessa necessidade e
comprometida a convencer e a ganhar o conjunto da corporação para isso, mas também comprometida
em não esmorecer diante dos desafios de infraestrutura e financeiros, porque, nos estados onde temos
visto retrocesso, sempre foram alegados os problemas de infraestrutura e financeiro como justificativa
para não seguir com a implementação.
Pareceu-me que é bastante nítido, para os meus colegas de mesa, que os ganhos da utilização
das câmeras corporais, das COPs, para aprimorar a atividade policial no DF, são maiores do que esses
desafios de infraestrutura e financeiros. E eu desejo mesmo, mesmo diante desses desafios que eu
entendo serem grandes, que consigamos, em curto prazo, efetivar a política de utilização de câmeras
corporais aqui no DF, com tudo aquilo que foi acrescentado de compromissos políticos e de gestão
apresentados por todos vocês.
Uma vez mais, quero elogiar o nosso papel como sociedade civil e seguir acompanhando o
processo. Também nos colocamos à disposição.
Nós acompanhamos, nos 10 estados do país que possuem mais ou menos essa política de
implementação, com maior ou menor grau, e sabemos de algumas das dificuldades. E, à medida que
pudermos contribuir também tecnicamente com esse debate para trazer essas experiências à tona, nos
colocamos à disposição.
Mais uma vez, eu agradeço.
PRESIDENTE (DEPUTADO FÁBIO FÉLIX) – Muito obrigado pela presença, Thalie, que aqui
representa o Sou da Paz e nos ajudou colaborando com o debate.
Concedo a palavra ao secretário Marivaldo para as suas considerações finais.
MARIVALDO DE CASTRO PEREIRA – Deputado Fábio Félix, eu queria saudar a comissão pela
realização desta audiência pública e cumprimentar o coronel Clauder e o coronel Bilmar pelo esforço
que eles vêm empreendendo para transformar essa política pública em realidade aqui no DF.
Sabemos que é uma política pública em disputa, ainda, na sociedade. Ter a Secretaria de
Segurança Pública do DF como aliada na implementação dessa política é algo essencial. O DF pode
virar a grande referência na adoção da política pública de câmeras corporais.
Então, o projeto é muito importante e está muito bem desenhado. Vocês estão de parabéns. E
eu sei que isso é fruto de um trabalho muito grande da equipe de vocês. Eu acho que o trabalho de
convencimento também é algo muito importante para toda a sociedade. Esta audiência é muito
importante para que todos saibam disso e para que esse trabalho seja reconhecido.
Acredito que ter o apoio da comissão, assim como o apoio do Ministério da Justiça, para abrir
um diálogo com o Tribunal de Contas. Isso permitirá que possamos esclarecer todas as dúvidas que,
eventualmente, possam surgir e que posterguem a implementação dessa política.
O grande resultado desta audiência pública é esse compromisso de união de forças para que
viabilizemos essa política e a transformemos, tornando-a concreta e permitindo que o DF vire
referência para todo o país. Acho que essa é a melhor entrega que podemos fazer para a população do
Distrito Federal.
Mais uma vez, parabenizo o deputado Fábio Félix pela realização desta audiência. Parabenizo a
Secretaria de Segurança Pública do DF por tocar adiante essa política.
PRESIDENTE (DEPUTADO FÁBIO FÉLIX) – Muito obrigado, secretário Marivaldo, pela presença
e pelas considerações.
Passo a palavra ao coronel Clauder para suas considerações finais.
CLAUDER COSTA DE LIMA – Eu gostaria de agradecer e reforçar o compromisso da Polícia
Militar com o profissionalismo.
Temos trabalhado, além dessas iniciativas, em outras ações junto à Secretaria de Segurança
para dar mais legitimidade e condições para que o policial militar faça um bom atendimento. Citamos
que, dentro dessa questão, o secretário de Segurança tem uma preocupação muito grande com a
proteção à mulher. Estamos trabalhando dentro de um processo, junto à Secretaria de Segurança
Pública, para colocar a informação de qualquer registro de ocorrência, por exemplo, contra uma
agressão em uma delegacia, para fazer com que essa informação fique disponível para o policial que
está na rua.
Imagine uma situação em que o policial aborde um casal brigando. É muito difícil, é inseguro
para o policial pedir ao casal para se separarem, para ele saber se está havendo ou não uma agressão.
Uma vez que ele tenha uma câmera ou a informação, dentro de um aplicativo, de que já existe um
histórico de agressão, o procedimento do policial será outro.
Então, acreditamos que, com informação, a qualidade do nosso serviço vai crescer cada vez
mais. É isso que estamos buscando, junto à secretaria, para haver essa integração.
Em relação ao nosso procedimento operacional, quero dizer que, dentro do nosso
procedimento, já há um protocolo de uso progressivo da força. Quando falamos que o policial está
registrando o procedimento operacional padrão para qualquer tipo de atendimento, se ele não faz o
uso progressivo da força, esse é um dos pontos que verificamos dentro do protocolo de atendimento.
Então, não está escrito, evidenciado, mas este protocolo faz parte da nossa atividade interna: verificar
se ele agiu ou não com o uso progressivo da força.
Obrigado. Agradeço a oportunidade.
PRESIDENTE (DEPUTADO FÁBIO FÉLIX) – Muito obrigado, coronel Clauder, pela presença e
também pelas suas considerações.
Concedo a palavra ao secretário executivo da Secretaria de Estado de Segurança Pública,
coronel Bilmar, que, hoje, está representando o secretário Sandro Avelar.
BILMAR ANGELIS DE ALMEIDA FEREIRA – Deputado Fábio Félix, o nosso sentimento nesta
tarde de hoje é só de gratidão. Acho muito importante, para o Governo do Distrito Federal, a Secretaria
de Segurança Pública e a Polícia Militar, a oportunidade de trazermos essas informações aos senhores,
até para evitarmos a desinformação.
Nesse meio, doutora Nathalie, há muita desinformação também. Eu acho que a desinformação
é um grande mal. Então, é muito importante conseguirmos nivelar conhecimento.
Eu gostaria de reafirmar – e não é só da boca para fora, não; é reafirmar de verdade – a nossa
intenção de que os senhores conheçam um pouco mais as ações da Secretaria de Segurança Pública do
DF, da Polícia Militar, da Polícia Civil, do Corpo de Bombeiros, do Departamento de Trânsito, do próprio
sistema prisional. Há muita coisa legal acontecendo. Estamos fazendo muitas coisas acontecerem
juntos.
É muito importante frisar que vamos levar essa sugestão do instituto de colocar nos objetivos...
Só lembro que o DF, hoje, está sempre figurando entre as 3 unidades da Federação com o menor
índice de letalidade policial, com o menor índice de letalidade contra policiais também – isso é
importante, porque o policial também tem de sair de casa e voltar inteiro para a família dele. Quanto a
crimes, principalmente ao homicídio, temos tido reduções históricas. Também estamos sempre entre as
3 primeiras unidades de maior redução... A questão da redução é um tema importante para nós, mas o
projeto não está assentado sobre esta pedra angular especificamente também.
Não sei como podemos trabalhar junto, mas se os senhores tiverem interesse, podemos
promover até mesmo lá na secretaria uma jornada para nivelamento de outras ações.
No mais, vou deixar o meu boa noite a todos e o nosso muito obrigado.
PRESIDENTE (DEPUTADO FÁBIO FÉLIX) – Muito obrigado, secretário, pelas considerações. É
importante a presença de vocês.
Eu acho que a contribuição que a Thalie fez foi muito no sentido de incluir nos objetivos, não
sabendo que é o único pilar, mas que são muitos os pilares do projeto.
Eu quero fazer um comentário, porque há uma acusação que se faz a este projeto que é a
dúvida sobre despoliciamento, que isso incentivaria a polícia a não atuar da forma correta. Os dados de
São Paulo nos mostram que não foi o que ocorreu. Não há evidências para dizer que há um
despoliciamento. Em São Paulo, houve aumento nos casos reportados de porte de drogas, 78% de
porte de armas, aumento de 12% no número de boletins de ocorrência e aumento nas ocorrências
relacionadas à violência contra a mulher.
As câmeras corporais, ao contrário do que alguns discursos não embasados falam, não geram
despoliciamento, nem uma falta de produtividade ou de atuação da polícia militar. Acho que é
importante fazer esse registro, porque sabemos que esses discursos são colocados o tempo inteiro, às
vezes por comentaristas, por parlamentares, por pessoas que têm uma posição divergente em relação
a esse tema. Realmente ficamos felizes que a polícia militar esteja trabalhando no caminho da
modernização e da instituição desta política no Distrito Federal. Nos colocamos à disposição.
Como encaminhamento final desta comissão geral, nós vamos buscar uma audiência com a
conselheira Anilcéia. Vamos convidar o secretário Marivaldo – se houver interesse –, a Secretaria de
Segurança Pública, a sociedade civil, para que possamos ter esse diálogo direto com o Tribunal de
Contas. Porque, conhecendo a realidade também, os argumentos podem, de alguma forma, ter alguma
fluidez. Os despachos que temos tido com o Judiciário e com o Tribunal de Contas têm ajudado a
destravar processos, a partir da compreensão, da transparência.
Nos colocamos à disposição nesse sentido, além da disposição que temos para contribuir com a
área orçamentária, também pensando no PLOA do ano que vem, olhando a peça orçamentária, se esse
for o interesse da secretaria.
Eu quero agradecer a presença de todas as pessoas, agradecer aos nossos convidados,
convidadas, autoridades presentes nesta comissão geral, que honraram a Câmara Legislativa do
Distrito Federal.
Nada mais havendo a tratar, declaro encerrada a presente comissão geral e a sessão ordinária
que lhe deu origem, às 17 horas e 35 minutos.
(Levanta-se a sessão às 17h35min.)
Observação: Nas notas taquigráficas, os nomes próprios ausentes de sites governamentais oficiais são reproduzidos de acordo
com a lista disponibilizada pelo Cerimonial desta casa ou pelo gabinete do deputado autor do requerimento de realização de
cada evento; os nomes não disponibilizados são grafados conforme padrão ortográfico do português brasileiro.
Siglas com ocorrência neste evento:
BPRV – Batalhão de Policiamento de Trânsito
BPTRAN – Batalhão de Trânsito
CAD – Central de Atendimento e Despacho
CLDF – Câmara Legislativa do Distrito Federal
COP – Câmera Corporal Portátil
ETP – Estudo Técnico Preliminar
GDF – Governo do Distrito Federal
LPR – License Plate Recognition; em português, Reconhecimento de Placas de Veículos
MDIC – Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
MGI – Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos
MJSP – Ministério da Justiça e Segurança Pública
PIL – Programa de Investimento em Logística
PLOA – Projeto de Lei Orçamentária Anual
PM – Polícia Militar
PMDF – Polícia Militar do Distrito Federal
PRF – Polícia Rodoviária Federal
Sejus – Secretaria de Justiça e Cidadania
Senasp – Secretaria Nacional de Segurança Pública
Setic – Secretaria de Tecnologia da Informação e Comunicação
Sinesp – Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública, Prisionais, de Rastreabilidade de Armas e Munições, de
Material Genético, de Digitais e de Drogas
Telebras – Telecomunicações Brasileiras
TR – Termo de Referência
VAR – Video Assistant Referee; em português, Árbitro Assistente de Vídeo
As proposições constantes da presente ata circunstanciada podem ser consultadas no portal da CLDF.
Documento assinado eletronicamente por MIRIAM DE JESUS LOPES AMARAL - Matr. 13516, Chefe do
Setor de Registro e Redação Legislativa, em 18/10/2024, às 14:52, conforme Art. 22, do Ato do Vice-
Presidente n° 08, de 2019, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 214, de 14 de
outubro de 2019.
A autenticidade do documento pode ser conferida no site:
http://sei.cl.df.gov.br/sei/controlador_externo.php?acao=documento_conferir&id_orgao_acesso_externo=0
Código Verificador: 1871504 Código CRC: 6EDF00BA.
DCL n° 230, de 21 de outubro de 2024
Resultado de Pautas 3/2024
CEOF
RESULTADO DE PAUTA - CEOF
3ª Reunião Extraordinária da Comissão de Economia, Orçamento e Finanças
*Republicação
Data: 15 de outubro de 2024, às 10h
Local: Sala de Reunião das Comissões
Item I - Dos Comunicados:
Item II - Matérias para discussão e votação:
01) - Leitura e aprovação das Atas:
- Ata da 9ª Reunião Ordinária, de 08/10/2024 (1852004).
Resultado: Aprovada com três votos favoráveis e duas ausências.
02) - Parecer Preliminar do PL Nº 1294/2024
Ementa: Estima a receita e fixa a despesa do Distrito Federal para o exercício financeiro de 2025.
Autoria: Poder Executivo
Relatoria: Deputado Eduardo Pedrosa
Parecer: Pela aprovação deste Parecer Preliminar e da solicitação das informações complementares ao
Poder Executivo, cujas respostas espera-se sejam apresentadas a esta CEOF até o dia 06 de novembro,
na Audiência Pública de apreciação da PLOA 2025.
Resultado: Aprovado com três votos favoráveis e duas ausências.
03) - Parecer do PL Nº 340/2023
Ementa: Altera o Capítulo IV da Lei nº 5.106, de 3 de maio de 2013, que “Dispõe sobre a carreira
Assistência à Educação do Distrito Federal e dá outras providências”, para incluir o artigo 7º-B, que trata
da lotação, exercício e remanejamento dos servidores da Carreira.
Autoria: Deputado João Cardoso Professor Auditor
Relatoria: Deputado Jorge Vianna
Parecer: Pela admissibilidade.
Resultado: Aprovado com três votos favoráveis e duas ausências.
04) - Parecer do PL Nº 2540/2022
Ementa: Institui o Política Distrital de Educação Preventiva contra a Hanseníase e de Combate ao
Preconceito no Distrito Federal.
Autoria: Deputado Robério Negreiros
Relatoria: Deputado Jorge Vianna
Parecer: Pela admissibilidade.
Resultado: Não foi votado devido à ausência do relator.
05) - Parecer do PL Nº 33/2023
Ementa: Dispõe sobre a determinação do uso de Unidades de Tratamento Intensivo (UTI) neonatais e
pediátricas da rede privada de saúde pela rede pública de saúde do Distrito Federal e dá outras
providências.
Autoria: Deputado Pastor Daniel de Castro
Relatoria: Deputado Jorge Vianna
Parecer: Pela admissibilidade, com a aprovação das emendas nº 1 e nº 2.
Resultado: Não foi votado devido à ausência do relator.
06) - Parecer do PL Nº 1460/2020
Ementa: Institui o Programa de Operação e Registro de Instrumentos Representativos dos Ativos de
Natureza Intangível, denominado Tesouro Verde, no âmbito do Distrito Federal e dá outras providências.
Autoria: Deputado Daniel Donizet
Relatoria: Deputada Paula Belmonte
Parecer: Pela admissibilidade.
Resultado: Aprovado com três votos favoráveis e duas ausências.
07) - Parecer do PL Nº 1317/2020
Ementa: Dispõe sobre a divulgação de dados de contribuintes na dívida ativa do Distrito Federal, e dá
outras providências.
Autoria: Deputado Chico Vigilante
Relatoria: Deputada Paula Belmonte
Parecer: Pela admissibilidade e aprovação.
Resultado: Aprovado com três votos favoráveis e duas ausências.
08) - Parecer do PL Nº 44/2023
Ementa: Altera a Lei nº 4.462, de 13 de janeiro de 2010, que dispõe sobre o Passe Livre Estudantil nas
modalidades de transporte público coletivo.
Autoria: Deputado Ricardo Vale
Relatoria: Deputada Paula Belmonte
Parecer: Pela admissibilidade.
Resultado: Retirado de pauta.
Brasília, 18 de outubro de 2024.
LEONARDO ALVES SOUZA CRUZ
Secretário da CEOF (Substituto)
Documento assinado eletronicamente por LEONARDO ALVES SOUZA CRUZ - Matr. 22844, Secretário(a)
de Comissão - Substituto(a), em 18/10/2024, às 09:35, conforme Art. 22, do Ato do Vice-Presidente n° 08,
de 2019, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 214, de 14 de outubro de 2019.
A autenticidade do documento pode ser conferida no site:
http://sei.cl.df.gov.br/sei/controlador_externo.php?acao=documento_conferir&id_orgao_acesso_externo=0
Código Verificador: 1871679 Código CRC: 63F6BC26.
DCL n° 230, de 21 de outubro de 2024
Atas - Comissões 6/2024
CAS
ATA DE REUNIÃO
DA 6ª REUNIÃO ORDINÁRIA DA COMISSÃO DE ASSUNTOS SOCIAIS
NA 2ª SESSÃO LEGISLATIVA DA 9ª LEGISLATURA DA
CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL
Aos onze dias do mês de setembro de dois mil e vinte e quatro, às 10 horas e 6 minutos, na sala de
Reunião das Comissões Pedro de Souza Duarte, a Presidente da Comissão, Deputada Dayse Amarilio,
abriu a Sexta Reunião Ordinária da Comissão de Assuntos Sociais – CAS. Presentes os Deputados Max
Maciel, Martins Machado e Pastor Daniel de Castro. A Presidente inicia a reunião com breves comunicados
e, na sequência, a Ata da 5ª Reunião Ordinária, realizada aos quatorze dias do mês de agosto de dois mil
e vinte e quatro foi dada por lida e, após votação, aprovada com 3 votos favoráveis e 2 ausências. A
Presidente indaga aos demais deputados presentes se concordam com a inclusão de 1 item extrapauta e,
em havendo concordância, com a inversão da pauta para que se inicie por ele, no que todos concordam.
Seguiu-se, então, à apreciação do item da extrapauta. Item extrapauta nº 1, Projeto de Decreto
Legislativo n° 132/2024, de autoria do Deputado Wellington Luiz, que "Concede o Título de Cidadão
Honorário de Brasília ao Senhor José Ribamar Oliveira Lima Júnior”, com relatoria do Deputado João
Cardoso. O parecer foi pela aprovação da matéria e lido pelo Deputado Martins Machado. Não houve
discussão. Resultado: o parecer da matéria foi aprovado com 3 votos favoráveis e 2 ausências. Enquanto
aguardam a chegada do Deputado Max Maciel, a Presidente propõe a inversão da pauta, no que é
atendida. Seguiu-se então à apreciação dos itens nº 6 a 10. Item nº 6, Projeto de Lei n° 858/2024,
de autoria do Deputado Pastor Daniel de Castro, que “Obriga a Instalação de Iluminação Sustentável em
Todas as Passarelas do Distrito Federal” e relatoria do Deputado Martins Machado. O parecer foi pela
aprovação da matéria. O deputado Pastor Daniel de Castro discutiu a matéria. Resultado: parecer
aprovado com 3 votos favoráveis e 2 ausências. Item nº 7, Projeto de Lei n° 986/2024, de autoria do
Deputado Pastor Daniel de Castro, que “Altera a Lei nº Lei Nº 5.415 de novembro de 2014, que dispõe
sobre cota de estágios nas empresas ou nos consórcios que recebam incentivo ou isenção fiscal do
Governo do Distrito Federal" e relatoria do Deputado Martins Machado. O parecer foi pela aprovação da
matéria com acatamento da Emenda de Relator nº 1. O deputado Pastor Daniel de Castro discutiu a
matéria. Resultado: parecer aprovado com 3 votos favoráveis e 2 ausências. Item nº 8, Projeto de Lei
n° 2989/2022, de autoria do Deputado Robério Negreiros, que “Dispõe sobre a equiparação entre cães-
guia e animais de suporte emocional, para fins de liberdade de acesso e circulação em estabelecimentos
públicos do Distrito Federal” e relatoria do Deputado Martins Machado. O parecer foi pela aprovação da
matéria, na forma do substitutivo aprovado na Comissão de Desenvolvimento Econômico Sustentável,
Ciência, Tecnologia, Meio Ambiente e Turismo. Não houve discussão. Resultado: o parecer foi aprovado
com 3 votos favoráveis e 2 ausências. Item nº 9, Projeto de Lei n° 3017/2022, de autoria do
Deputado Robério Negreiros, que “Institui o Programa Distrital de Acompanhamento Pré-natal e Pós-
parto no caso de gestante no Transtorno do Espectro Autista – TEA, no âmbito do Distrito Federal” e
relatoria do Deputado Martins Machado. O parecer foi pela aprovação da matéria. Não houve discussão.
Resultado: parecer aprovado com 3 votos favoráveis e 2 ausências. Item nº 10, Projeto de Lei n°
149/2023, de autoria do Deputado Rogério Morro da Cruz, que “Institui, no âmbito do Distrito Federal,
a obrigatoriedade de as empresas prestadoras de serviços e concessionárias de água, luz, telefone e
internet, inserirem, nas faturas de consumo, mensagem de incentivo à doação de sangue” e relatoria do
Deputado Martins Machado. O parecer foi pela aprovação da matéria. Não houve discussão. Resultado:
parecer aprovado com 4 votos favoráveis e 1 ausência. Com a chegada do Deputado Max Maciel, retoma-
se à votação dos itens nº 1 a 5 da pauta. Item nº 1, Projeto de Lei n° 2048/2021, de autoria do
Deputado Martins Machado, que “Cria o programa de incentivo a utilização do Sistema de Transporte
Público Coletivo do Distrito Federal - STPC/DF e dá outras providências” e relatoria do Deputado Max
Maciel. O parecer foi pela aprovação da matéria. A Deputada Dayse Amarilio discutiu a matéria.
Resultado: parecer aprovado com 4 votos favoráveis e 1 ausência. Item nº 2, Projeto de Lei n°
410/2023 de autoria do Deputado Gabriel Magno que “Altera a Lei nº 5.586, de 23 de dezembro de
2015, que ‘Dispõe sobre normas específicas de proteção à criança e ao adolescente, estabelecendo aos
diretores da rede pública de ensino do Distrito Federal o dever de informar aos pais ou responsáveis
legais, ao Ministério Público e ao Conselho Tutelar o alto índice de faltas e a evasão escolar’, para incluir
a rede privada de ensino como público-alvo, bem como obrigar a notificação de faltas escolares ao
Conselho Tutelar e ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios quando superiores a 30% do
percentual permitido em lei” e relatoria do Deputado Max Maciel. O parecer foi pela aprovação da
matéria. O Deputado Max Maciel discutiu a matéria. Resultado: parecer aprovado com 4 votos favoráveis
e 1 ausência. Item nº 3, Projeto de Lei n° 420/2023 de autoria do Deputado Gabriel Magno que
“Altera a Lei nº 4.626, de 23 de agosto de 2011, que ‘Institui o Programa de Promoção da Cultura de Paz
nas unidades do sistema Público de Ensino do Distrito Federal’” e relatoria do Deputado Max Maciel. O
parecer foi pela aprovação da matéria. O Deputado Pastor Daniel de Castro solicita vista do projeto, no
que é atendido. Passa-se, então, aos demais itens. Item nº 4, Projeto de Lei n° 7/2023, de autoria do
Deputado Eduardo Pedrosa, que “Institui o Programa Formatura Estudantil Social no Distrito Federal” e
relatoria do Deputado Max Maciel. O parecer foi pela aprovação da matéria, na forma do Substitutivo nº
1. Os Deputados Pastor Daniel de Castro, Max Maciel e Dayse Amarilio discutiram a matéria. Resultado:
parecer aprovado com 4 votos favoráveis e 1 ausência. Item nº 5, Projeto de Lei n° 615/2023, de
autoria do Deputado Iolando, que “Dispõe sobre a obrigatoriedade de Podium adaptado nas competições
esportivas que possuírem pessoas com deficiência participando dos eventos no Distrito Federal” e
relatoria do Deputado Max Maciel. O parecer foi pela aprovação da matéria. Os Deputados Pastor Daniel
de Castro e Dayse Amarilio discutiram a matéria. Resultado: parecer aprovado com 4 votos favoráveis e 1
ausência. A Presidente solicita a inversão da pauta para votação dos itens nº 15 a 19, no que todos os
presentes concordam. Item nº 15, Projeto de Lei n° 2799/2022, de autoria do Deputado João
Cardoso, que “Dispõe sobre a obrigatoriedade do Poder Executivo do Distrito Federal garantir aos
estudantes da educação básica, matriculados nas escolas da rede pública de ensino do Distrito Federal a
oferta de uniforme para uso durante o ano letivo” e relatoria do Deputado Pastor Daniel de Castro. O
parecer foi pela aprovação da matéria, na forma do substitutivo apresentado na Comissão de Educação e
Cultura. Não houve discussão. Resultado: parecer aprovado com 4 votos favoráveis e 1 ausência. Item nº
16, Projeto de Lei n° 573/2023, de autoria do Deputado Jorge Vianna, que “Veda a prestação de
serviços públicos no Distrito Federal exclusivamente por meio de atendimento virtual ou online” e
relatoria do Deputado Pastor Daniel de Castro. O parecer foi pela aprovação da matéria, na forma do
substitutivo apresentado. Não houve discussão. Resultado: parecer aprovado com 4 votos favoráveis e 1
ausência. Item nº 17, Projeto de Lei n° 751/2023, de autoria do Deputado Roosevelt, que “Altera a
Lei nº 5.988, de 31 de agosto de 2017, que ‘dispõe sobre a destinação de veículos automotores terrestres
em fim de vida útil e dá outras providências’” e relatoria do Deputado Pastor Daniel de Castro. O parecer
foi pela aprovação da matéria. Não houve discussão. Resultado: parecer aprovado com 4 votos favoráveis
e 1 ausência. Item nº 18, Projeto de Decreto Legislativo n° 86/2024, de autoria do Deputado
Martins Machado, que “Concede Título de Cidadão Benemérito de Brasília a Marco Aurélio Meneghetti” e
relatoria do Deputado Pastor Daniel de Castro. O parecer foi pela aprovação da matéria. Não houve
discussão. Resultado: parecer aprovado com 4 votos favoráveis e 1 ausência. O Deputado Martins
Machado pede permissão para se retirar da reunião, no que é atendido. Item nº 19, Projeto de
Decreto Legislativo n° 169/2021, de autoria do Deputado Hermeto, que “Concede Título de Cidadão
Honorário de Brasília ao Senhor Ricardo André Batista da Silva por serviços prestados à comunidade
carente do Núcleo Bandeirante e Candangolândia” e relatoria do Deputado Pastor Daniel de Castro. O
parecer foi pela aprovação da matéria. Não houve discussão. Resultado: parecer aprovado com 3 votos
favoráveis e 2 ausências. A Presidente solicita inversão de pauta para votação dos itens nº 11 a 14, com
leitura dos pareceres pelo Deputado Pastor Daniel de Castro, no que todos os presentes concordam. Item
nº 11, Projeto de Decreto Legislativo n° 59/2023, de autoria do Deputado Wellington Luiz, que
“Concede o título de Cidadão Benemérito de Brasília ao Arcebispo Ordinário Militar do Brasil Dom Marcony
Vinícius Ferreira” e relatoria do Deputado João Cardoso. O parecer foi pela aprovação da matéria e lido
pelo Deputado Pastor Daniel de Castro. Não houve discussão. Resultado: parecer aprovado com 3 votos
favoráveis e 2 ausências. Item nº 12, Projeto de Decreto Legislativo n° 129/2024, de autoria do
Deputado Wellington Luiz, que “Concede o Título de Cidadão Honorário de Brasília ao Senhor Edson
Alfredo Martins Smaniotto” e relatoria do Deputado João Cardoso. O parecer foi pela aprovação da
matéria e lido pelo Deputado Pastor Daniel de Castro. Não houve discussão. Resultado: parecer aprovado
com 3 votos favoráveis e 2 ausências. Item nº 13, Projeto de Decreto Legislativo n° 140/2024, de
autoria do Deputado Wellington Luiz, que “Concede o Título de Cidadã Honorária de Brasília à Juíza de
Direito Leila Cury do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios” e relatoria do Deputado
João Cardoso. O parecer foi pela aprovação da matéria e lido pelo Deputado Pastor Daniel de Castro. Não
houve discussão. Resultado: parecer aprovado com 3 votos favoráveis e 2 ausências. A Presidente solicita
a retirada de pauta do item nº 14, no que é atendida pelos demais Deputados presentes. A Presidência é
passada para o Deputado Max Maciel para apreciação dos itens nº 20 a 26. Item nº 20, Projeto de Lei
n° 1119/2024, de autoria da Defensoria Pública do Distrito Federal, que “Fica autorizada a Defensoria
Pública do Distrito Federal a transferir, anualmente, o valor de R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais) para
custeio do Conselho Nacional das Defensoras e Defensores Públicos-Gerais - CONDEGE” e relatoria da
Deputada Dayse Amarilio. O parecer foi pela aprovação da matéria, na forma do substitutivo anexo. Não
houve discussão. Resultado: parecer aprovado com 3 votos favoráveis e 2 ausências. Item nº
21, Projeto de Lei n° 290/2023, de autoria do Deputado Joaquim Roriz Neto, que “Institui o Programa
Alimenta Brasília, destinado a famílias em situação de insegurança alimentar e de vulnerabilidade
nutricional, no âmbito do Distrito Federal, e dá outras providências” e relatoria da Deputada Dayse
Amarilio. O parecer foi pela aprovação da matéria. O Deputado Max Maciel discutiu a matéria. Resultado:
parecer aprovado com 3 votos favoráveis e 2 ausências. Item nº 22, Projeto de Lei n° 14/2023, de
autoria do Deputado Eduardo Pedrosa, que “Estabelece diretrizes e objetivos para a implantação de
programas de aferição do mérito no âmbito do serviço público do Distrito Federal, e dá outras
providências” e relatoria da Deputada Dayse Amarilio. O parecer foi pela aprovação da matéria. Os
Deputados Dayse Amarilio e Pastor Daniel de Castro discutiram a matéria. Resultado: parecer aprovado
com 3 votos favoráveis e 2 ausências. Item nº 23, Projeto de Lei n° 2356/2021, de autoria do
Deputado Eduardo Pedrosa, que “Assegura aos recém-nascidos, nas unidades integrantes do sistema de
saúde do Distrito Federal, o direito ao teste para diagnóstico de fissura labiopalatal, ainda na sala de
parto, e dá outras providências” e relatoria da Deputada Dayse Amarilio. O parecer foi pela aprovação da
matéria. Não houve discussão. Resultado: parecer aprovado com 3 votos favoráveis e 2 ausências. Item
nº 24, Projeto de Lei n° 489/2023, de autoria da Deputada Jaqueline Silva, que “Dispõe sobre a
proibição da cobrança pelo serviço de fornecimento de cópias de prontuários nos hospitais públicos e
privados do Distrito Federal, e dá outras providências” e relatoria da Deputada Dayse Amarilio. O parecer
foi pela aprovação da matéria. Não houve discussão. Resultado: parecer aprovado com 3 votos favoráveis
e 2 ausências. Item nº 25, Projeto de Lei n° 517/2023, de autoria do Deputado Gabriel Magno, que
“Institui diretrizes para atenção ao luto materno e parental, no âmbito da rede pública de serviços de
saúde do Distrito Federal, e dá outras providências” e relatoria da Deputada Dayse Amarilio. O parecer foi
pela aprovação da matéria. Os Deputados Dayse Amarilio e Pastor Daniel de Castro discutiram a matéria.
Resultado: parecer aprovado com 3 votos favoráveis e 2 ausências. Item nº 26, uma indicação de autoria
da Deputada Dayse Amarilio. Os Deputados Pastor Daniel de Castro, Dayse Amarilio e Max Maciel
discutiram a matéria. Resultado: a indicação foi aprovada com 3 votos favoráveis e 2 ausências. A
Deputada Dayse Amarilio reassume a Presidência. Os itens nº 27 a 39 são 13 indicações, sendo: 1
indicação de autoria do deputado Joaquim Roriz Neto; 1 indicação de autoria do deputado Hermeto; 2
indicações de autoria do deputado Ricardo Vale; 6 indicações de autoria do deputado Jorge Vianna; 2
indicações de autoria da deputada Jaqueline Silva e 1 indicação de autoria da deputada Paula Belmonte.
As indicações são apreciadas em bloco. Não houve discussão. Resultado: as indicações são aprovadas
com 3 votos favoráveis e 2 ausências. O Deputado Pastor Daniel de Castro pede a palavra para
apresentar um vídeo, sobre o qual tece algumas considerações. Não havendo quem queira apresentar
mais nada e cumprida a finalidade da reunião, a Presidente da Comissão, Deputada Dayse Amarilio,
agradece a presença de todos e declara encerrados os trabalhos às 12 horas e 5 minutos, da qual eu,
Natalia dos Anjos Marques, na qualidade de Secretária da Comissão de Assuntos Sociais, lavro a presente
ata que, depois de lida e aprovada, será assinada pela presidente da Comissão, Deputada Dayse Amarilio,
e encaminhada para publicação.
Brasília, 16 de outubro de 2024.
DEPUTADA DAYSE AMARILIO
Presidente da CAS
Documento assinado eletronicamente por DAYSE AMARILIO DONETTS DINIZ - Matr.
00164, Deputado(a) Distrital, em 17/10/2024, às 18:18, conforme Art. 22, do Ato do Vice-Presidente n°
08, de 2019, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 214, de 14 de outubro de 2019.
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DCL n° 230, de 21 de outubro de 2024
Portarias 514/2024
Diretoria de Gestão de Pessoas
PORTARIA-DGP Nº 514, DE 18 DE OUTUBRO DE 2024
A DIRETORA DE GESTÃO DE PESSOAS DA CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL, no uso da
competência que lhe foi delegada pelo art. 1º, inciso III, da Portaria nº 32/2005 do Gabinete da Mesa
Diretora; com base nos arts. 3º e 4º da Lei Complementar nº 952/2019; e no que consta no Processo SEI nº
001-001944/2003, RESOLVE:
CONCEDER ao servidor NEY BARROS LUZ, matrícula nº 13.150-59, ocupante do cargo efetivo de
Consultor Técnico-legislativo, categoria Analista de Sistemas, 6 (seis) meses de licença-prêmio por
assiduidade, referentes aos períodos aquisitivos de 12/05/2012 a 10/05/2017 e de 11/05/2017 a 15/05/2022,
a serem usufruídos em época oportuna.
EDILAIR DA SILVA SENA
Diretora de Gestão de Pessoas
Documento assinado eletronicamente por EDILAIR DA SILVA SENA - Matr. 16015, Diretor(a) de Gestão
de Pessoas, em 18/10/2024, às 11:50, conforme Art. 22, do Ato do Vice-Presidente n° 08, de 2019, publicado
no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 214, de 14 de outubro de 2019.
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DCL n° 230, de 21 de outubro de 2024
Portarias 515/2024
Diretoria de Gestão de Pessoas
PORTARIA-DGP Nº 515, DE 18 DE OUTUBRO DE 2024
A DIRETORA DE GESTÃO DE PESSOAS DA CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL, no uso da
competência que lhe foi delegada pelo art. 1º, inciso III, da Portaria nº 32/2005 do Gabinete da Mesa
Diretora; com base nos artigos 166, inciso I, e 167 da Lei Complementar nº 840/2011; no art. 101 da Lei
Complementar nº 769/2008; e no que consta no Processo nº 00001-00041077/2024-97, RESOLVE:
AVERBAR o tempo de serviço/contribuição, não concomitante com o período laborado nesta
Casa e averbações anteriores, prestado pelo servidor PAULO JORGE LINO SILVA JUNIOR, matrícula nº
23.424-90, ocupante do cargo efetivo de Consultor Técnico-legislativo, categoria Analista de Sistemas,
da seguinte forma: 3.476 dias, de 9/6/2008 a 14/12/2017, ao TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE
PERNAMBUCO, para efeitos de aposentadoria e disponibilidade, correspondentes a 9 (nove) anos, 6
(seis) meses e 8 (oito) dias, conforme declaração emitida pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco
EDILAIR DA SILVA SENA
Diretora de Gestão de Pessoas
Documento assinado eletronicamente por EDILAIR DA SILVA SENA - Matr. 16015, Diretor(a) de Gestão
de Pessoas, em 18/10/2024, às 11:50, conforme Art. 22, do Ato do Vice-Presidente n° 08, de 2019, publicado
no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 214, de 14 de outubro de 2019.
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DCL n° 230, de 21 de outubro de 2024
Despachos 1/2024
Fascal
RECONHECIMENTO DE DÍVIDA DE EXERCÍCIOS ANTERIORES
Brasília, 05 de setembro de 2024.
FUNDO DE ASSISTÊNCIA À SAÚDE DOS DEPUTADOS DISTRITAIS E SERVIDORES DA CÂMARA
LEGISLATIVA DO DF - FASCAL
DESPACHO DO GERENTE COORDENADOR
EM 22 DE JANEIRO DE 2024
Com base no ANEXO III da Resolução 332 de 2022, e Decreto 32.598/2010, artigos 86 a 88 manifesto
que há disponibilidade orçamentária ou pedido de alteração orçamentária para a quitação da despesa,
os processos que totalizem valores superiores a R$ 100.000,00 (cem mil reais) foram analisados pela
Unidade de Controle Interno (Audit) e há no processo a declaração do requerente, emitida sob as penas
da lei, de desistência de propositura de ação judicial ou de ação judicial proposta que tenha por objeto a
constituição de crédito administrativo, informando o número do respectivo processo, conforme listados
infra e consoante às instruções contidas nos autos, reconhecemos a dívida por exercícios anteriores e,
em decorrência, autorizamos a emissão da Nota de Empenho, da Nota de Liquidação e da Ordem
Bancária nos valores abaixo especificados à conta do elemento de despesa 339092.
PROCESSO SEI: 00001-00044140/2022-85 - Interessado: HOSPITAL SANTA LÚCIA S/A, valor R$
62.791,27 (sessenta e dois mil setecentos e noventa e um reais e vinte sete centavos), referente à
recurso de glosa.
PROCESSO SEI: 00001-00011803/2024-47 - Interessado: ORALLE ODONTOLOGIA ESTETICA E
FUNCIONAL, valor R$ 52.307,96 (cinquenta e dois mil trezentos e sete reais e noventa e seis centavos),
referente à Nota Fiscal 1031.
PROCESSO SEI: 00001-00003593/2024-13 - Interessado: SOCIEDADE BENEFICENTE DE SENHORAS -
HOSPITAL SÍRIO LIBANÊS, valor R$ 82.249,21 (oitenta e dois mil duzentos e quarenta e nove reais e
vinte um centavos), referente à Nota Fiscal 13990.
PROCESSO SEI: 00001-00028110/2024-93 - Interessado: COOPANEST - COOPERATIVA MÉDICOS
ANESTESIOLOGISTAS DO DISTRITO FEDERAL, valor R$ 5.553,46 (cinco mil quinhentos e cinquenta e
três reais e quarenta e seis centavos), referente à Nota Fiscal 17989.
PROCESSO SEI: 00001-00042425/2021-09 - Interessado: HOSPITAL PACINI DE OFTALMOLOGIA LTDA,
valor R$ 62,89 (sessenta e dois reais e oitenta e nove centavos), referente a recurso de glosa.
PROCESSO SEI: 00001-00007433/2024-43 - Interessado: HOSPITAL PACINI DE OFTALMOLOGIA LTDA,
valor R$ 38,19 (trinta e oito reais e dezenove centavos), referente a recurso de glosa.
PROCESSO SEI: 00001-00014113/2024-40 - Interessado: HOSPITAL PACINI DE OFTALMOLOGIA LTDA,
valor R$ 31,53 (trinta e um reais e cinquenta e três centavos), referente a recurso de glosa.
PROCESSO SEI: 00001-00028110/2024-93 - Interessado: COOPANEST - COOPERATIVA MÉDICOS
ANESTESIOLOGISTAS DO DISTRITO FEDERAL, valor R$ 5.553,46 (cinco mil quinhentos e cinquenta e
três reais e quarenta e seis centavos), referente à Nota Fiscal 17989.
Atestamos a regularidade da despesa:
PEDRO ALBERNAZ
Chefe do Núcleo de Orçamento e Finanças
MÁRIO NOLETO OLIVEIRA DO CARMO
Chefe do Setor de Orçamento, Finanças e Contabilidade
GEOVANE DE FREITAS OLIVEIRA
Ordenador de Despesa
Documento assinado eletronicamente por PEDRO HENRIQUE DE OLIVEIRA ALBERNAZ - Matr.
22962, Chefe do Núcleo de Orçamento e Finanças, em 18/10/2024, às 10:40, conforme Art. 22, do Ato
do Vice-Presidente n° 08, de 2019, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 214, de 14
de outubro de 2019.
Documento assinado eletronicamente por MARIO NOLETO OLIVEIRA DO CARMO - Matr. 11439, Chefe
do Setor de Orçamento, Finanças e Contabilidade, em 18/10/2024, às 11:05, conforme Art. 22, do Ato
do Vice-Presidente n° 08, de 2019, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 214, de 14
de outubro de 2019.
Documento assinado eletronicamente por GEOVANE DE FREITAS OLIVEIRA - Matr. 24088, Diretor(a)
do Fascal, em 18/10/2024, às 11:27, conforme Art. 22, do Ato do Vice-Presidente n° 08, de 2019, publicado
no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 214, de 14 de outubro de 2019.
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DCL n° 230, de 21 de outubro de 2024 - Suplemento
Expedientes Lidos em Plenário 1017/2024
CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL
Gabinete do Deputado Ricardo Vale - Gab 13
PROJETO DE LEI Nº, DE 2024
(Autoria: Deputado Ricardo Vale - PT)
Institui o Sistema Distrital de Saúde
de Animais Domésticos.
A CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL decreta:
Art. 1º Fica instituído o Sistema Distrital de Saúde de Animais Domésticos, que visa
ao atendimento veterinário de animais domésticos a custo reduzido ou de forma gratuita.
§ 1º O atendimento inclui consultas, exames, vacinas, medicamentos, internações,
reabilitação e cirurgias, incluídas as castrações.
§ 2º O Poder Público pode estabelecer contratos ou convênios com serviços privados
para participação no sistema.
§ 3º Na hipótese do § 2º, as entidades filantrópicas e as sem fins lucrativos têm
preferência de participação.
Art. 2° São princípios do Sistema Distrital de Saúde de Animais Domésticos:
I - universalidade de acesso aos serviços de saúde animal em todos os níveis de
assistência, sendo prioritário o atendimento gratuito aos animais pertencentes a família de
baixa renda;
II - integralidade de assistência, entendida como conjunto articulado e contínuo de
ações e serviços preventivos e curativos, exigidos para cada caso em todos os níveis de
complexidade do sistema;
III - igualdade da assistência à saúde animal, sem preconceitos ou privilégios de
qualquer espécie;
IV - direito à informação às pessoas responsáveis pelos animais assistidos sobre
qualquer serviço ou condição;
V - divulgação de informações quanto ao potencial dos serviços de saúde e a sua
utilização pelo animal atendido;
VI - utilização da epidemiologia para o estabelecimento de prioridades, a alocação de
recursos e a orientação programática;
VII - participação da comunidade;
VIII – descentralização das unidades de atendimento.
Art. 3º Cada Região Administrativa deve disponibilizar local para instalação de
Unidades de Pronto Atendimento Veterinários (UPASVET), para atendimentos de baixa
complexidade e encaminhamentos para clínicas e hospitais veterinários quando se fizer
necessário.
Art. 4° A UPAVET tem por finalidade atender os animais domésticos, domesticados,
nativos ou exóticos, de pequeno, médio e grande porte:
I - cujo tutor goze de baixa renda, sendo este cadastrado em qualquer dos programas
sociais do Governo Federal ou Distrital;
PL 1380/2024 - Projeto de Lei - 1380/2024 - Deputado Ricardo Vale - (137414) pg.1
II - que forem encaminhados por qualquer órgão público, por Organizações Não
Governamentais - ONGs ou protetores independentes, devidamente registrados na UPAVET.
§ 1º O atendimento na UPAVET é gratuito, cumpridas as exigências dos incisos I e II.
§ 2º Para execução de suas atividades, a UPAVET pode realizar convênios e
parcerias com outros entes públicos da administração direta e indireta, bem como com
instituições de ensino, entidades do terceiro setor.
§ 3º A UPAVET deve proceder com a identificação técnica de todos os animais que
atender, além de fazê-lo durante a execução de campanhas específicas, a fim de viabilizar a
guarda responsável e assegurar a titularidade dos respectivos tutores.
§ 4º No caso de ser constatado que o animal atendido pela UPAVET tenha sido vítima
de qualquer tipo de agressão ou maus-tratos, o responsável pelo atendimento deve
comunicar formalmente às autoridades competentes, no prazo de 48 horas, para as
providências cabíveis.
Art. 5º Esta Lei entra em vigor decorridos cento e oitenta dias de sua publicação .
Art. 6° Revogam-se as disposições em contrário.
JUSTIFICAÇÃO
Os animais domésticos são presenças muito frequentes nas famílias brasilienses.
Com efeito, a Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios (PDAD), realizada pela Companhia
de Planejamento do Distrito Federal (CODEPLAN) e divulgada no primeiro semestre de 2024,
mostra que 49%, ou seja, quase a metade, dos domicílios do Distrito Federal possuem
animais de estimação.
Outro dado importante trazido pela mesma pesquisa refere-se à relação entre a faixa
de renda das famílias e a presença de animais domésticos em suas residências: quanto
menor a renda per capita, maior a quantidade de animais de estimação por domicílio.
Sendo assim, é importante que as famílias de baixa renda, para quem os pets são tão
importantes, tenham acesso a atendimentos veterinários, preferencialmente próximos às suas
residências, para garantir a saúde e o bem-estar desse grande número de animais de
estimação.
Importante enfatizar também que o atendimento veterinário em clínicas privadas é
bastante oneroso e inviável para famílias com baixa renda, de modo que esses animais ficam
sem atendimento adequado em caso de doenças, acidentes ou maus-tratos.
O intuito da proposição aqui apresentada é estabelecer um sistema de saúde para
atendimento de animais domésticos, que disponibilize Unidades de Pronto Atendimento
Veterinários (UPASVET) em cada Região Administrativa, voltadas ao atendimento de
problemas de menor complexidade ou, quando necessário, ao encaminhamento a hospitais
veterinários com mais recursos, para aqueles tutores que comprovarem baixa renda.
Certo da importância da iniciativa para todo o Distrito Federal, conclamo meus
colegas a aprovarem o presente Projeto de Lei.
Sala das Sessões, 16 de outubro de 2024.
DEPUTADO RICARDO VALE - PT
Vice-Presidente
Praça Municipal, Quadra 2, Lote 5, 3º Andar, Gab 13 - CEP: 70094902 - Brasília - DF - Tel.: 6133488132
www.cl.df.gov.br - dep.ricardovale@cl.df.gov.br
PL 1380/2024 - Projeto de Lei - 1380/2024 - Deputado Ricardo Vale - (137414) pg.2
Documento assinado eletronicamente por RICARDO VALE DA SILVA - Matr. Nº 00132, Deputado(a)
Distrital, em 16/10/2024, às 15:20:06 , conforme Ato do Vice-Presidente e da Terceira Secretária nº 02,
de 2020, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 284, de 27 de novembro de
2020.
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PL 1380/2024 - Projeto de Lei - 1380/2024 - Deputado Ricardo Vale - (137414) pg.3
CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL
Gabinete da Deputada Jaqueline Silva - Gab 03
PROJETO DE LEI Nº, DE 2024
(Autoria: Deputada Jaqueline Silva)
Altera a Lei nº 4.949, de 15 de
outubro de 2012, que "Estabelece
normas gerais para realização de
concurso público pela
administração direta, autárquica e
fundacional do Distrito Federal".
A CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL decreta:
Art. 1º A alínea a, Inciso VII do art. 10 da Lei n° 4.949, de 15 de outubro de 2012,
passa a vigorar com a seguinte redação:
"Art. 10. ..………….
VII …………………..
a) a realidade étnica, social, histórica, geográfica, cultural, política e econômica do
Distrito Federal e da Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno –
Ride, instituída pela Lei Complementar federal nº 94, de 16 de fevereiro de 1998, o Plano
Distrital de Políticas para Mulheres e a Política Distrital do Idoso;" (NR)
Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
JUSTIFICAÇÃO
A Política Distrital do Idoso tem por objetivo assegurar os direitos sociais do idoso,
criando condições para promover a sua autonomia, integração e participação efetiva na
sociedade.
O envelhecimento populacional no Brasil, fruto da redução da taxa de natalidade e do
aumento na expectativa de vida, vem se acelerando nas últimas três décadas. São muitos os
desafios oriundos dessa realidade e que tornam imperiosa a implementação de políticas
públicas que deem conta das múltiplas vertentes que envolvem questões relacionadas às
áreas da saúde, da mobilidade, do mercado de trabalho e da renda, além de outras.
Segundo o CENSO DE 2022, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística, a população de idosos no Distrito Federal conta com 365.900 integrantes.
Essa população cresce percentualmente a cada ano, tendo em vista os avanços da
medicina e a adoção de métodos de vida saudáveis.
Sendo assim é necessário que o Estado precisa agendar, politicamente, as pessoas
idosas como prioridade, compreender as necessidades específicas e assegurar que sua
população idosa tenha lugar de fala na melhoria de serviços e espaços urbanos.
PL 1381/2024 - Projeto de Lei - 1381/2024 - Deputada Jaqueline Silva - (136727) pg.1
Como capital do país, o Distrito Federal tem uma oportunidade única de liderar essas
mudanças, promovendo serviços que aumentem a participação social e melhorem a
qualidade de vida, acessibilidade e segurança nas regiões administrativas.
Sendo assim, entendemos que a inclusão da Política Distrital do Idoso
como conteúdo obrigatório dos Concursos das Diversas Categorias de Servidores do Distrito
Federal possibilitará a ampliação do conhecimento dos direitos e necessidades dessa parcela
da população; estimulará a inclusão da temática nos conteúdos das faculdades e dos
cursinhos; além de preparar os futuros Servidores no aperfeiçoamento das políticas públicas
voltadas aos idosos.
Sala das Sessões, …
DEPUTADA JAQUELINE SILVA
Praça Municipal, Quadra 2, Lote 5, 2º Andar, Gab 3 - CEP: 70094902 - Brasília - DF - Tel.: (61)3348-8032
www.cl.df.gov.br - dep.jaquelinesilva@cl.df.gov.br
Documento assinado eletronicamente por JAQUELINE ANGELA DA SILVA - Matr. Nº 00158, Deputado
(a) Distrital, em 16/10/2024, às 15:48:07 , conforme Ato do Vice-Presidente e da Terceira Secretária nº
02, de 2020, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 284, de 27 de novembro
de 2020.
A autenticidade do documento pode ser conferida no site
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PL 1381/2024 - Projeto de Lei - 1381/2024 - Deputada Jaqueline Silva - (136727) pg.2
CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL
Gabinete do Deputado Pepa - Gab 12
PROJETO DE LEI Nº, DE 2024
(Autoria: Deputado Pepa)
Institui e inclui no Calendário Oficial
de Eventos do Distrito Federal o
"Dia do Insanos Moto Clube" divisão
Distrito Federal, a ser celebrado no
dia 11 de janeiro de cada ano.
A CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL decreta:
Art. 1º Fica instituido e incluido no Calendário Oficial de Eventos do Distrito Federal o
"Dia do Insanos Moto Clube" divisão Distrito Federal, a ser celebrado no dia 11 de janeiro de
cada ano.
Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 3º Revogam-se as disposições em contrário.
JUSTIFICAÇÃO
O memorial descritivo dos Insanos MC o reconhe como o maior moto clube do Brasil,
fundamentado no fiel cumprimento da hierarquia e disciplina. Essas normas são essenciais
para o bom convívio na comunidade de amigos e irmãos.
Nos termos de seus preceitos, no Insanos MC, cada membro é incentivado a respeitar
e seguir as diretrizes estabelecidas, promovendo um ambiente de respeito mútuo e
camaradagem. Sua estrutura hierárquica assegura que todos tenham um papel claro e
contribuem para a harmonia e organização do grupo.
A disciplina é um pilar central no Insanos MC, garantindo que as ações e
comportamentos reflitam o compromisso com a segurança, lealdade e integridade. Além
disso, valorizam a fraternidade e o espírito de união, que são a essência do moto clube.
Participar do Insanos MC é mais do que fazer parte do maior moto clube do Brasil; é
integrar uma família onde cada membro é tratado com respeito e dignidade. Juntos,
compartilham não apenas a paixão pelas motocicletas, mas também valores e princípios que
fortalecem os laços e enriquecem suas vidas.
Seja nas estradas ou em suas reuniões, a união e o respeito são os guias, mantendo
viva a chama do verdadeiro espírito de irmandade.
Desta feita, rogo aos nobres parlamentares pela aprovação da proposição em tela,
com objetivo da justa e merecida valorização desse moto clube.
Sala das Sessões, …
DEPUTADO PEPA
Praça Municipal, Quadra 2, Lote 5, 3º Andar, Gab 12 - CEP: 70094902 - Brasília - DF - Tel.: 6133488122
www.cl.df.gov.br - dep.pepa@cl.df.gov.br
PL 1382/2024 - Projeto de Lei - 1382/2024 - Deputado Pepa - (136991) pg.1
Documento assinado eletronicamente por PEDRO PAULO DE OLIVEIRA - Matr. Nº 00170, Deputado
(a) Distrital, em 15/10/2024, às 16:50:53 , conforme Ato do Vice-Presidente e da Terceira Secretária nº
02, de 2020, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 284, de 27 de novembro
de 2020.
A autenticidade do documento pode ser conferida no site
https://ple.cl.df.gov.br/#/autenticidade
Código Verificador: 136991 , Código CRC: ec00c5e3
PL 1382/2024 - Projeto de Lei - 1382/2024 - Deputado Pepa - (136991) pg.2
CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL
Gabinete do Deputado Rogério Morro da Cruz - Gab 05
PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº, DE 2024
(Do Senhor Deputado ROGÉRIO MORRO DA CRUZ )
Concede o Título de Cidadã
Honorária de Brasília à Senhora
Luzia de Lourdes Moreira de Paula.
A CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL decreta:
Art. 1º Fica concedido o Título de Cidadã Honorária de Brasília à Senhora Luzia de
Lourdes Moreira de Paula.
Art. 2º Este Decreto Legislativo entra em vigor na data de sua publicação.
JUSTIFICAÇÃO
O presente Projeto de Decreto Legislativo tem por finalidade conceder o Título de
Cidadã Honorária de Brasília à Senhora Luzia de Lourdes Moreira de Paula (ex-deputada
distrital Luzia de Paula), em virtude de sua trajetória de vida marcada pelo comprometimento
com a proteção da infância, a valorização da educação, a defesa da vida e dos direitos de
cidadania para a população em situação de vulnerabilidade social.
Nascida em Patos de Minas, Minas Gerais, em 2 de março de 1955, Luzia de Paula
chegou ao Distrito Federal na década de 1970, escolhendo Ceilândia para residir com sua
família. Desde então, dedicou sua vida à dignidade da comunidade, destacando-se como
educadora e líder comunitária, e, posteriormente, como parlamentar. É casada com o também
professor, Luiz Antônio de Paula, mãe de 4 filhos (Júnior, Hellen, Henrique e Anne) e avó de 6
netos.
Formada em Pedagogia pela Universidade Católica de Brasília, iniciou sua trajetória
como professora na rede pública de ensino, demonstrando desde o início seu compromisso
com a educação e o desenvolvimento infantil. Sensível às carências sociais e movida por um
profundo senso de responsabilidade social, fundou, em 1986, o Centro Comunitário da
Criança (CCC), entidade voltada ao atendimento de crianças em situação de vulnerabilidade
social.
A entidade, que começou suas atividades em um barracão cedido pela Igreja
Católica, acolhia inicialmente 20 crianças. Atualmente, o CCC assiste cerca de 750 crianças,
oferecendo reforço escolar, aulas de informática, música, dança, esportes e acompanhamento
psicológico, promovendo, assim, a inclusão social e a redução da evasão escolar. Luzia de
Paula, pelo trabalho realizado no Centro Comunitário da Criança, obteve reconhecimento
nacional, sendo homenageada em horário nobre pela TV Globo e o antigo Banco Bamerindus
com o título "Gente que Faz". A entidade conta com 3 mil colaboradores, já assistiu 11 mil
famílias, atendeu a 15 mil crianças e serviu mais de 20 milhões de refeições.
PDL 212/2024 - Projeto de Decreto Legislativo - 212/2024 - Deputado Rogério Morro da Cruz p- g(1.137424)
Além de sua relevante atuação no campo sócio/educacional, Luzia de Paula se
destacou também na esfera política. Eleita primeira suplente em 2006, assumiu o mandato
parlamentar em 2007 em razão da licença do titular. Em 2010, foi novamente eleita como
primeira suplente, sendo convocada a ocupar a cadeira em 2011 pelas mesmas
circunstâncias. Já em 2014, alcançou maior projeção ao ser eleita Deputada Distrital,
iniciando o mandato no ano seguinte.
Durante a sua trajetória parlamentar, Luzia apresentou uma produção legislativa
expressiva, totalizando 3.046 proposições. Entre essas, destacam-se 286 projetos de lei, dos
quais 52 foram aprovados e convertidos em leis. Suas iniciativas abarcaram diversas áreas,
com ênfase na saúde, educação, meio ambiente e na promoção de políticas voltadas à
proteção dos direitos da criança e do adolescente.
Entre as leis de sua autoria, destacamos abaixo algumas normas de grande
relevância, cujo impacto positivo continua a se refletir no cotidiano da sociedade até os dias
atuais:
1. Lei nº 5.128/2013, que dispõe sobre a divulgação do Índice de Desenvolvimento da
Educação Básica (IDEB) nos estabelecimentos públicos e particulares de ensino do Distrito
Federal;
2. Lei nº 5.317/2014, que institui a Política de Direitos Humanos e Assistência a Filhos
de Apenadas no Distrito Federal;
3. Lei nº 5.484/2015, que regulamenta a oferta de cursos livres de prevenção ao uso
de crack e outras drogas para os professores da rede pública do Distrito Federal;
4. Lei nº 5.591/2015, que estabelece regras sobre descarte de medicamentos como
medida de proteção ao meio ambiente e à saúde pública;
5. Lei nº 5.593/2015, que dispõe sobre a divulgação semestral de dados concernentes
aos contratos de locação de imóveis firmados pelo Poder Executivo do Distrito Federal;
6. Lei nº 5.619/2016, que proíbe o lançamento de efluentes que contenham corantes
em rios, ribeirões, córregos, lagos, represas e demais corpos d’água no âmbito do Distrito
Federal e determina a classificação dos corantes como contaminantes ambientais;
7. Lei nº 5.657/2016, que dispõe sobre a isenção de taxas pela emissão de segunda
via de documentos às vítimas de catástrofe natural no Distrito Federal;
8. Lei nº 5.666/2016, que dispõe sobre a disponibilização de cadeiras destinadas a
alunos canhotos nos estabelecimentos públicos e particulares de ensino situados no Distrito
Federal;
9. Lei nº 5.764/2016, que dispõe sobre a administração, a proteção e a conservação
das águas subterrâneas de domínio do Distrito Federal;
10. Lei nº 5.844/2017, que altera o art. 15 da Lei nº 2.095/1998, assegurando mais
proteção e defesa para os animais, bem como prevenção e controle de zoonoses no Distrito
Federal;
11. Lei nº 5.937/2017, que dispõe sobre o incentivo à instituição de bancos
comunitários de sementes e mudas no Distrito Federal;
12. Lei nº 6.017/2017 que institui o Programa Distrital de Fomento ao Serviço de
Radiodifusão Comunitária;
13. Lei nº 6.020/2017, que torna obrigatória a disponibilização da Lei Federal nº
11.340, de 7 de agosto de 2006 (Lei Maria da Penha) nas delegacias de polícia, nas
bibliotecas dos estabelecimentos públicos e particulares de ensino, nas unidades públicas e
particulares de saúde e nas bibliotecas públicas;
PDL 212/2024 - Projeto de Decreto Legislativo - 212/2024 - Deputado Rogério Morro da Cruz p- g(1.237424)
14. Lei nº 6.119/2018, que dispõe sobre a fiscalização das normas de segurança para
brinquedos em parques infantis e o monitoramento da qualidade sanitária das caixas de areia
no Distrito Federal;
15. Lei nº 6.212/2018, que dispõe sobre a proibição da contratação pelo Distrito
Federal de artistas cujas músicas, danças ou coreografias atentem contra a dignidade das
mulheres;
16. Lei Complementar nº 968/2020, que institui a Lei de Defesa do Contribuinte do
Distrito Federal – LDC/DF.
Além disso, Luzia de Paula apresentou emendas relevantes à Lei Orgânica do Distrito
Federal, entre as quais se destaca a Emenda nº 65/2013, que ampliou o rol de vedações
expressas no Art. 2º da Carta Distrital, incluindo a proibição de discriminação baseada em
características genéticas. Outro marco relevante é a Emenda nº 74/2024, que estabelece a
obrigatoriedade de destinação de, no mínimo, 10% dos recursos reservados à propaganda e
publicidade dos Poderes Executivo e Legislativo do Distrito Federal para mídias alternativas
ou comunitárias.
Revolucionária também foi a Emenda nº 76/2014, que acrescentou o art. 269-à
Constituição local, tornando obrigatória a destinação de 0,3% da receita tributária líquida para
o Fundo dos Direitos da Criança e do Adolescente do Distrito Federal, sendo proibido o
contingenciamento ou o remanejamento dos recursos destinados ao referido fundo.
Luzia de Paula foi autora da Emenda nº 177 ao Projeto de Lei nº 461/2011, que
assegurou a criação da ação, no Plano Plurianual 2012/2015 (PPA), que possibilitou a
destinação de recursos para a edificação de unidades de educação infantil (creches) na Lei
Orçamentária do Distrito Federal. Esta emenda garantiu a contrapartida para atender ao
Programa Brasil Carinhoso, do Governo Federal, e, logicamente, a construção de dezenas de
creches no DF.
Ao longo de sua trajetória parlamentar, Luzia de Paula alocou mais de R$ 50 milhões
em emendas, promovendo importantes obras de infraestrutura, como a pavimentação de vias,
construção de praças públicas, revitalização de quadras esportivas e edificação de novas
creches. Em seu último mandato, por exemplo, a Deputada Luzia de Paula direcionou
recursos que possibilitaram a execução de 157 obras em Ceilândia, consolidando seu legado
de compromisso com a cidade.
Destacou-se, ademais, por sua liderança em mobilizações comunitárias em Ceilândia,
lutando por melhores condições de vida, pela regularização fundiária, implantação de
equipamentos públicos e melhoria do transporte. Defensora incansável dos direitos da mulher,
combateu a violência doméstica e promoveu a igualdade de gênero, tendo recebido inúmeras
homenagens, como o Título de Cidadã Ceilandense e a Medalha do Mérito Legislativo da
Câmara Legislativa do Distrito Federal. Foi ela a primeira Procuradora Especial da Mulher do
Poder Legislativo local, unidade estabelecida pela Resolução nº 262, de 21/2/2013.
À luz do exposto, a concessão do título de Cidadã Honorária de Brasília à Senhora
Luzia de Lourdes Moreira de Paula (deputada Luzia de Paula), é mais do que uma simples
honraria: é o reconhecimento necessário e justo a uma mulher que fez de Ceilândia e do
Distrito Federal não apenas o local de sua residência, mas um espaço para a realização de
sua vocação de amor ao próximo e compromisso com o desenvolvimento integral do ser
humano.
Por todas essas razões, solicito o apoio dos Nobres Pares para a aprovação deste
Projeto de Decreto Legislativo, homenageando Luzia de Paula por suas inestimáveis
contribuições e pelo impacto positivo de suas ações na vida dos cidadãos do Distrito Federal.
Sala das Sessões, …
PDL 212/2024 - Projeto de Decreto Legislativo - 212/2024 - Deputado Rogério Morro da Cruz p- g(1.337424)
DEPUTADO ROGÉRIO MORRO DA CRUZ
Autor
Praça Municipal, Quadra 2, Lote 5, 2º Andar, Gab 5 - CEP: 70094902 - Brasília - DF - Tel.: 6133488052
www.cl.df.gov.br - dep.rogeriomorrodacruz@cl.df.gov.br
Documento assinado eletronicamente por BERNARDO ROGERIO MATA DE ARAUJO JUNIOR - Matr.
Nº 00173, Deputado(a) Distrital, em 17/10/2024, às 13:06:03 , conforme Ato do Vice-Presidente e da
Terceira Secretária nº 02, de 2020, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 284,
de 27 de novembro de 2020.
A autenticidade do documento pode ser conferida no site
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PDL 212/2024 - Projeto de Decreto Legislativo - 212/2024 - Deputado Rogério Morro da Cruz p- g(1.437424)
CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL
Gabinete do Deputado Fábio Félix - Gab 24
REQUERIMENTO Nº, DE 2024
(Autoria: Deputado Fábio Felix)
Requer a realização de Sessão
Solene para a Cerimônia de Abertura
da VI Mostra Competitiva de Cinema
Negro Adélia Sampaio.
Excelentíssimo Senhor Presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal:
Nos termos do art. 124 do Regimento Interno da CLDF, requeremos a realização de
Sessão Solene, no dia 4 de novembro de 2024, às 19h00, no Auditório desta Câmara
Legislativa, para a Cerimônia de Abertura da VI Mostra Competitiva de Cinema Negro Adélia
Sampaio.
JUSTIFICAÇÃO
A Mostra Competitiva de Cinema Negro Adélia Sampaio visa promover o intercâmbio
entre realizadoras negras do cinema mundial, destacando e difundindo produções
audiovisuais realizadas por mulheres negras. A sexta edição, que será realizada de 3 a 9 de
novembro de 2024 em formato híbrido (online e presencial), selecionará e exibirá filmes de
curta, média e longa-metragem, bem como telefilmes, dirigidos por mulheres negras de
diversas partes do mundo, produzidos a partir de janeiro de 2022.
A abertura oficial dessa edição, com uma Sessão Solene na Câmara Legislativa,
marca a importância de dar visibilidade à produção cultural negra, celebrando o papel
fundamental dessas cineastas na construção de narrativas que representam suas realidades,
lutas e conquistas.
Adélia Sampaio, primeira mulher negra a dirigir um filme na América Latina, é um
símbolo de coragem e resistência. Sua trajetória inspira novas gerações de cineastas negras.
O conselho recebido por Adélia de sua mãe — “pra cima do medo, coragem!” — reflete o
espírito de ousadia e determinação que esta Mostra busca honrar e perpetuar.
Este evento é uma plataforma significativa para reafirmar o valor da
representatividade no audiovisual, uma área que ainda enfrenta desafios em termos de
equidade racial e de gênero. Realizar a cerimônia de abertura no espaço legislativo reforça o
compromisso do Distrito Federal com a cultura, a diversidade e o combate ao racismo
estrutural.
Sala das Sessões, …
REQ 1694/2024 - Requerimento - 1694/2024 - Deputado Fábio Felix, Deputado Gabriel Magnop,g D.1eputado Hermeto, Deputado Eduardo Pedrosa, Deputado Max Maciel, Deputado Ricardo Vale, Deputado Rogério Morro da Cruz - (136738)
DEPUTADO FÁBIO FELIX
Praça Municipal, Quadra 2, Lote 5, 4º Andar, Gab 24 - CEP: 70094902 - Brasília - DF - Tel.: (61)3348-8242
www.cl.df.gov.br - dep.fabiofelix@cl.df.gov.br
Documento assinado eletronicamente por FABIO FELIX SILVEIRA - Matr. Nº 00146, Deputado(a)
Distrital, em 15/10/2024, às 16:21:02 , conforme Ato do Vice-Presidente e da Terceira Secretária nº 02,
de 2020, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 284, de 27 de novembro de
2020.
Documento assinado eletronicamente por GABRIEL MAGNO PEREIRA CRUZ - Matr. Nº 00166,
Deputado(a) Distrital, em 16/10/2024, às 14:03:01 , conforme Ato do Vice-Presidente e da Terceira
Secretária nº 02, de 2020, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 284, de 27
de novembro de 2020.
Documento assinado eletronicamente por JOAO HERMETO DE OLIVEIRA NETO - Matr. Nº 00148,
Deputado(a) Distrital, em 16/10/2024, às 14:40:11 , conforme Ato do Vice-Presidente e da Terceira
Secretária nº 02, de 2020, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 284, de 27
de novembro de 2020.
Documento assinado eletronicamente por EDUARDO WEYNE PEDROSA - Matr. Nº 00145, Deputado
(a) Distrital, em 16/10/2024, às 15:46:28 , conforme Ato do Vice-Presidente e da Terceira Secretária nº
02, de 2020, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 284, de 27 de novembro
de 2020.
Documento assinado eletronicamente por MAX MACIEL CAVALCANTI - Matr. Nº 00168, Deputado(a)
Distrital, em 16/10/2024, às 15:48:41 , conforme Ato do Vice-Presidente e da Terceira Secretária nº 02,
de 2020, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 284, de 27 de novembro de
2020.
Documento assinado eletronicamente por RICARDO VALE DA SILVA - Matr. Nº 00132, Deputado(a)
Distrital, em 16/10/2024, às 15:55:21 , conforme Ato do Vice-Presidente e da Terceira Secretária nº 02,
de 2020, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 284, de 27 de novembro de
2020.
Documento assinado eletronicamente por BERNARDO ROGERIO MATA DE ARAUJO JUNIOR - Matr.
Nº 00173, Deputado(a) Distrital, em 16/10/2024, às 16:17:14 , conforme Ato do Vice-Presidente e da
Terceira Secretária nº 02, de 2020, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 284,
de 27 de novembro de 2020.
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REQ 1694/2024 - Requerimento - 1694/2024 - Deputado Fábio Felix, Deputado Gabriel Magnop,g D.2eputado Hermeto, Deputado Eduardo Pedrosa, Deputado Max Maciel, Deputado Ricardo Vale, Deputado Rogério Morro da Cruz - (136738)
CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL
Gabinete do Deputado Fábio Félix - Gab 24
REQUERIMENTO Nº, DE 2024
(Autoria: Deputado Fábio Felix)
Requer a realização de Audiência
Pública Externa sobre o tema:
Atendimento Psicossocial para
Crianças e Adolescentes no Riacho
Fundo 1 e 2.
Excelentíssimo Senhor Presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal,
Nos termos dos arts. 85, e 99, §2º, do Regimento Interno da CLDF, requeremos a
realização de Audiência Pública Externa, no dia 11 de novembro de 2024, na sede da
Administração Regional do Riacho Fundo 1, às 14 horas, para debater o tema "Atendimento
Psicossocial para Crianças e Adolescentes no Riacho Fundo 1 e 2".
JUSTIFICAÇÃO
A saúde mental de crianças e adolescentes é um tema de extrema relevância para a
população do Riacho Fundo 1 e 2, onde a população jovem enfrenta desafios que requerem
suporte psicossocial adequado, cuja oferta desse serviço é limitada e insuficiente para
atender a demanda crescente. É fundamental que o poder público, por meio de políticas mais
inclusivas, atenda às necessidades dessa população jovem, garantindo acesso a serviços de
saúde mental de qualidade.
O único equipamento de saúde mental disponível na região é o CAPSi (Centro de
Atenção Psicossocial Infantil) localizado no Recanto das Emas. O equipamento rem alta
demanda, e atendimento limitado a horários específicos e por ordem de chegada. As vagas
acabam rapidamente devido à alta demanda e ao número reduzido de profissionais
disponíveis. Além da população do Recanto das Emas, o equipamento atende à população de
Samambaia, Riacho Fundo I, Riacho Fundo II, Candangolândia, Núcleo Bandeirante, Gama e
Santa Maria.
É importante destacar que, em todo o Distrito Federal, existem apenas quatro
unidades do CAPSi: em Recanto das Emas, Brasília, Taguatinga e Sobradinho. Essa
quantidade é insuficiente para atender as sete Regiões de Saúde do DF, gerando sobrecarga
nos serviços e dificultando o acesso adequado à saúde mental para crianças e adolescentes.
A comunidade do Riacho Fundo 1 e 2 tem observado um aumento significativo na demanda
por esse tipo de atendimento, que não é adequadamente fornecido nas condições atuais.
Por essas razões, propõe-se a presente a audiência pública, que pretende reunir
representantes da comunidade, profissionais de saúde, gestores públicos e especialistas para
debater soluções para a ampliação e qualificação do atendimento psicossocial no Riacho
Fundo 1 e 2 e região.
Sala das Sessões, …
REQ 1695/2024 - Requerimento - 1695/2024 - Deputado Fábio Felix, Deputado Gabriel Magnop,g D.1eputado Hermeto, Deputado Eduardo Pedrosa, Deputado Max Maciel, Deputada Jaqueline Silva, Deputado Ricardo Vale, Deputada Dayse Amarilio, Deputado Rogério Morro da Cruz - (136752)
DEPUTADO FÁBIO FELIX
Praça Municipal, Quadra 2, Lote 5, 4º Andar, Gab 24 - CEP: 70094902 - Brasília - DF - Tel.: (61)3348-8242
www.cl.df.gov.br - dep.fabiofelix@cl.df.gov.br
Documento assinado eletronicamente por FABIO FELIX SILVEIRA - Matr. Nº 00146, Deputado(a)
Distrital, em 16/10/2024, às 13:54:56 , conforme Ato do Vice-Presidente e da Terceira Secretária nº 02,
de 2020, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 284, de 27 de novembro de
2020.
Documento assinado eletronicamente por GABRIEL MAGNO PEREIRA CRUZ - Matr. Nº 00166,
Deputado(a) Distrital, em 16/10/2024, às 14:03:01 , conforme Ato do Vice-Presidente e da Terceira
Secretária nº 02, de 2020, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 284, de 27
de novembro de 2020.
Documento assinado eletronicamente por JOAO HERMETO DE OLIVEIRA NETO - Matr. Nº 00148,
Deputado(a) Distrital, em 16/10/2024, às 14:40:12 , conforme Ato do Vice-Presidente e da Terceira
Secretária nº 02, de 2020, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 284, de 27
de novembro de 2020.
Documento assinado eletronicamente por EDUARDO WEYNE PEDROSA - Matr. Nº 00145, Deputado
(a) Distrital, em 16/10/2024, às 15:46:58 , conforme Ato do Vice-Presidente e da Terceira Secretária nº
02, de 2020, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 284, de 27 de novembro
de 2020.
Documento assinado eletronicamente por MAX MACIEL CAVALCANTI - Matr. Nº 00168, Deputado(a)
Distrital, em 16/10/2024, às 15:48:42 , conforme Ato do Vice-Presidente e da Terceira Secretária nº 02,
de 2020, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 284, de 27 de novembro de
2020.
Documento assinado eletronicamente por JAQUELINE ANGELA DA SILVA - Matr. Nº 00158, Deputado
(a) Distrital, em 16/10/2024, às 15:53:44 , conforme Ato do Vice-Presidente e da Terceira Secretária nº
02, de 2020, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 284, de 27 de novembro
de 2020.
Documento assinado eletronicamente por RICARDO VALE DA SILVA - Matr. Nº 00132, Deputado(a)
Distrital, em 16/10/2024, às 15:55:21 , conforme Ato do Vice-Presidente e da Terceira Secretária nº 02,
de 2020, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 284, de 27 de novembro de
2020.
Documento assinado eletronicamente por DAYSE AMARILIO DONETTS DINIZ - Matr. Nº 00164,
Deputado(a) Distrital, em 16/10/2024, às 16:05:26 , conforme Ato do Vice-Presidente e da Terceira
Secretária nº 02, de 2020, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 284, de 27
de novembro de 2020.
Documento assinado eletronicamente por BERNARDO ROGERIO MATA DE ARAUJO JUNIOR - Matr.
Nº 00173, Deputado(a) Distrital, em 16/10/2024, às 16:17:14 , conforme Ato do Vice-Presidente e da
Terceira Secretária nº 02, de 2020, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 284,
de 27 de novembro de 2020.
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REQ 1695/2024 - Requerimento - 1695/2024 - Deputado Fábio Felix, Deputado Gabriel Magnop,g D.2eputado Hermeto, Deputado Eduardo Pedrosa, Deputado Max Maciel, Deputada Jaqueline Silva, Deputado Ricardo Vale, Deputada Dayse Amarilio, Deputado Rogério Morro da Cruz - (136752)
CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL
Gabinete do Deputado Gabriel Magno - Gab 16
REQUERIMENTO Nº, DE 2024
(Autoria: Deputado Gabriel Magno)
Requer a transformação da Sessão
Ordinária do dia 14 de novembro de
2024 em Comissão Geral para
debater sobre a Reforma do Teatro
Nacional.
Excelentíssimo Senhor Presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal:
Requeiro à Vossa Excelência, nos termos do art. 125, inciso I, do Regimento Interno
desta Casa de Leis, a transformação da Sessão ordinária do dia 14 de novembro de 2024 em
Comissão Geral para debater sobre a reforma do Teatro Nacional.
JUSTIFICAÇÃO
O Teatro Nacional consagrou-se como um dos mais importantes espaços culturais do
país, mas foi fechado em 2014 para que fossem feitas adequações de segurança,
permanecendo fechado por mais de 10 anos, pois as obras só iniciaram em 2023, o que
causou um grande prejuízo à cultura do DF.
O teatro reflete a sintonia com as linguagens e discursos da arte contemporânea,
sendo um dos edifícios mais belos de Oscar Niemeyer que reúne Athos Bulcão, Burle Marx e
Ceschiatti. O prejuízo do fechamento do Teatro é imensurável, tornando urgente que a obra
seja concluída para que se retome toda a vida cultural que já foi vivenciada naquele espaço.
Diante disso se faz necessário o debate para entender a reforma e pactuar prazos
para a entrega deste valioso espaço de cultura, lazer e história do Distrito Federal.
Perante o exposto proponho a realização de Comissão Geral para debater o tema e
rogo a adesão dos nobres pares.
Sala das Sessões, na data da assinatura eletrônica.
DEPUTADO GABRIEL MAGNO
Praça Municipal, Quadra 2, Lote 5, 3º Andar, Gab 16 - CEP: 70094902 - Brasília - DF - Tel.: 613348-8162
www.cl.df.gov.br - dep.gabrielmagno@cl.df.gov.br
Documento assinado eletronicamente por GABRIEL MAGNO PEREIRA CRUZ - Matr. Nº 00166,
Deputado(a) Distrital, em 17/10/2024, às 10:28:23 , conforme Ato do Vice-Presidente e da Terceira
Secretária nº 02, de 2020, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 284, de 27
de novembro de 2020.
REQ 1696/2024 - Requerimento - 1696/2024 - Deputado Gabriel Magno, Deputada Paula Belmpgo.n1te, Deputado Ricardo Vale, Deputado Chico Vigilante - (137413)
Documento assinado eletronicamente por PAULA MORENO PARO BELMONTE - Matr. Nº 00169,
Deputado(a) Distrital, em 17/10/2024, às 10:31:34 , conforme Ato do Vice-Presidente e da Terceira
Secretária nº 02, de 2020, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 284, de 27
de novembro de 2020.
Documento assinado eletronicamente por RICARDO VALE DA SILVA - Matr. Nº 00132, Deputado(a)
Distrital, em 17/10/2024, às 10:42:07 , conforme Ato do Vice-Presidente e da Terceira Secretária nº 02,
de 2020, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 284, de 27 de novembro de
2020.
Documento assinado eletronicamente por FRANCISCO DOMINGOS DOS SANTOS - Matr. Nº 00067,
Deputado(a) Distrital, em 17/10/2024, às 12:36:37 , conforme Ato do Vice-Presidente e da Terceira
Secretária nº 02, de 2020, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 284, de 27
de novembro de 2020.
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REQ 1696/2024 - Requerimento - 1696/2024 - Deputado Gabriel Magno, Deputada Paula Belmpgo.n2te, Deputado Ricardo Vale, Deputado Chico Vigilante - (137413)
CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL
Gabinete da Deputada Paula Belmonte - Gab 22
REQUERIMENTO Nº DE 2024
(Da Senhora Deputada PAULA BELMONTE)
Requer a realização de Sessão
Solene em comemoração ao Dia dos
Merendeiros, a realizar-se no dia 30
de outubro de 2024, às 19 horas, no
Plenário desta Casa.
Excelentíssimo Senhor Presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal:
Requeiro, nos termos do art. 124 do Regimento Interno da Câmara Legislativa do
Distrito Federal, a realização de Sessão Solene em comemoração ao Dia dos Merendeiros, a
realizar-se no dia 30 de outubro de 2024, às 19 horas, no Plenário desta Casa.
JUSTIFICAÇÃO
A realização de uma sessão solene em comemoração ao Dia dos Merendeiros tem
por objetivo reconhecer e valorizar o trabalho essencial desempenhado por esses
profissionais nas escolas públicas e privadas. Os merendeiros exercem uma função
fundamental no cotidiano escolar, garantindo que milhares de crianças e jovens recebam uma
alimentação nutritiva e de qualidade, o que contribui diretamente para a saúde e o bom
desempenho dos estudantes.
Muitas vezes, o papel dos merendeiros vai além de apenas preparar e servir
refeições. Eles interagem diariamente com os alunos, demonstrando carinho, paciência e
cuidado, criando um ambiente acolhedor e garantindo que as refeições sejam um momento
de bem-estar. Seu trabalho impacta diretamente na promoção de hábitos alimentares
saudáveis e no combate à desnutrição e à fome, problemas que ainda afetam diversas
regiões do país.
Além disso, a atuação dos merendeiros está alinhada às políticas públicas de
segurança alimentar, sendo um elo indispensável para o sucesso de programas como a
merenda escolar, que é parte crucial no desenvolvimento de uma educação mais inclusiva e
igualitária.
A comemoração do Dia dos Merendeiros por meio de uma Sessão Solene visa
reconhecer publicamente o trabalho desses profissionais, que muitas vezes é invisibilizado,
mas é de extrema importância para a formação e o bem-estar das crianças e adolescentes,
valorizando a categoria e debatendo sobre as condições de trabalho, a formação continuada e
o aprimoramento das políticas de alimentação escolar.
Portanto, a realização de uma Sessão Solene para homenagear esses trabalhadores
é uma forma legítima de reafirmar a importância de sua atuação nas escolas e reforçar o
REQ 1697/2024 - Requerimento - 1697/2024 - Deputada Paula Belmonte, Deputado Pastor Dpagn.ie1l de Castro, Deputado Gabriel Magno - (137750)
compromisso de garantir boas condições de trabalho, valorização profissional e o
reconhecimento público de sua contribuição para a educação.
Dessa forma, solicitamos o apoio para a realização desta sessão solene, que
celebrará o compromisso dos merendeiros com a saúde e a qualidade de vida das crianças e
jovens estudantes, reconhecendo a importância do seu trabalho para o bem-estar de todos.
Sala das Sessões, em …
(assinado eletronicamente)
PAULA BELMONTE
Deputada Distrital
Praça Municipal, Quadra 2, Lote 5, 4º Andar, Gab 22 - CEP: 70094902 - Brasília - DF - Tel.: 6133488222
www.cl.df.gov.br - dep.paulabelmonte@cl.df.gov.br
Documento assinado eletronicamente por PAULA MORENO PARO BELMONTE - Matr. Nº 00169,
Deputado(a) Distrital, em 17/10/2024, às 10:28:41 , conforme Ato do Vice-Presidente e da Terceira
Secretária nº 02, de 2020, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 284, de 27
de novembro de 2020.
Documento assinado eletronicamente por DANIEL DE CASTRO SOUSA - Matr. Nº 00160, Deputado(a)
Distrital, em 17/10/2024, às 10:41:46 , conforme Ato do Vice-Presidente e da Terceira Secretária nº 02,
de 2020, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 284, de 27 de novembro de
2020.
Documento assinado eletronicamente por GABRIEL MAGNO PEREIRA CRUZ - Matr. Nº 00166,
Deputado(a) Distrital, em 17/10/2024, às 10:42:41 , conforme Ato do Vice-Presidente e da Terceira
Secretária nº 02, de 2020, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 284, de 27
de novembro de 2020.
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REQ 1697/2024 - Requerimento - 1697/2024 - Deputada Paula Belmonte, Deputado Pastor Dpagn.ie2l de Castro, Deputado Gabriel Magno - (137750)
CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL
Gabinete do Deputado João Cardoso Professor Auditor - Gab 06
MOÇÃO Nº, DE 2024
(Autoria: Deputado João Cardoso)
Moção de Louvor em Sessão Solene
em homenagem ao dia do Servidor
Público, a ser realizada no dia 25 de
outubro de 2024, às 10 horas, no
Plenário da Câmara Legislativa, às
pessoas que especifica..
Excelentíssimo Senhor Presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal:
Com base no art. 144 do Regimento Internoda Câmara Legislativa do Distrito Federal,
proponho aos nobres pares que esta Casa de Leis manifeste Votos de Louvor em Sessão
Solene em Homenagem ao Dia do Servidor Público, a ser realizada no dia 25 de outubro de
2024, às 10 horas, no Plenário da Câmara Legislativa, às pessoas que especifica.
1 Adria Rocha Coelho
2 Adriana Silva Alves
3 Alessandra Palmeira Queiroz
4 Alessandro Araújo
5 Aline Rodrigues Alves
6 Allan Brito Caetano
7 Ana Helena de Oliveira Melo Araújo
8 André Ângelo da Silva Cruz
9 Ângela Lucia da Rosa
10 Ângela Maria da Consolação do Couto
11 Antônio Gomes da Costa Neto
12 Bruno Nóbrega Pinho
13 Célia Santos de Oliveira Silva
14 Christiane Marcondes Pignataro Kirmse
15 Cleber Simões Guiotti
16 Clênio Ferreira Rosa
17 Cleonice Alves Leite
18 Clesio Ferreira Viana
19 Clésio Rosa de Santana
20 Clévia Carvalho da Silva
21 Daniella de Castro Custódio
MO 1050/2024 - Moção - 1050/2024 - Deputado João Cardoso Professor Auditor - (137474) pg.1
22 Darlan Messias Freitas Moreira
23 Divina Maria da Cunha
24 Edna Nascimento Santos
25 Eliete Santana de Souza
26 Elizabeth Batista de Souza
27 Eloilde Gomes de Souza
28 Elton Pereira dos Santos
29 Erika Maurienn Pinheiro de Franco
30 Fabricio Raul Ferreira Alves
31 Fani Sofia de Oliveira Santos
32 Fernando Rodrigo Tavares Fernandes
33 Gedilma Oliveira dos Santos
34 Gilma da Silva Novais
35 Giselle Silva Novais
36 Letícia do Nascimento Silva
37 Heide Aparecida Pereira
38 Helena Messias Francisco Ribeiro Jussara Silveira dos
Santos
39 Heverton da costa Macedo
40 Heverton Macedo
41 Humberto Gonzaga da Silva
42 Ibrahim Yusef Mahmud Ali
43 Ildete Ledo Neves
44 Isabela Cristina Carneiro Freire
45 Jailton de Souza Amor
46 Joel de Fátima Lopes
47 Jones Ferreira Lopes
48 Josadarc Pereira da Silva
49 Juliana Anselmo Comin
50 Jussara Silveira dos Santos
51 Katia Regina de Sousa França
52 Kelen Montalvão de Araújo Oliveira
53 Koumba Doucoure Drame
54 Leandro Caixeta Silva
55 Leonardo Orsano e Silva
56 Leonardo Pinho Souza
57 Leylaine Christina Nunes de Barros
58 Lidiane Marciano da Silva Monteiro
59 Luciana de Mello Gonçalves Paes
60 Luciana Martins Macedo
61 Luis Filipe Bomfim Soares
62 Luiza Naomi Sambuichi Ushirobira
63 Marcelo Soares Silva
64 Márcio William de Sousa
65 Margarete Abreu de Oliveira
66 Maria Aparecida Lima gomes
67 Marília Souza Silva Campos
68 Mauro Augusto Artolphi Pedrin
69 Nelcy Vilarinho
70 Patrícia de Souza e Silva
71 Paulo César Magalhães Fonseca
72 Paulo dos Reis
MO 1050/2024 - Moção - 1050/2024 - Deputado João Cardoso Professor Auditor - (137474) pg.2
73 Paulo Henrique Daum Jr
74 Perci Vaz da Silva
75 Pollyana Barcelos do Lago
76 Ranieri Barros Cardoso
77 Regina Maria da Silva Leal
78 Renata Fortes Fernandes
79 Ricardo Rodrigo Verneque
80 Ricardo Theotonio Nunes de Andrade
81 Robson Alfredy da Silva Sousa
82 Rodrigo dos Santos Silva
83 Rodrigo Rodrigues
84 Rubens José de Araújo Lima
85 Sarah Madureira de Oliveira
86 Shirley Costa
87 Silene Quitéria Almeida Dias
88 Silvana De Sousa Soares
89 Solange Bezerra Adornelas
90 Solange Rodrigues de Brito
91 Solange Rodrigues de Brito
92 Terezinha de Fátima Alves de Souza
93 Tiago da Silva Lima
94 Valcir dos Santos Bezerra
95 Valtécio de Almeida Batista
96 Vanessa Araújo Martins
97 Vangela Moreira de Souza
98 Vicente Alves Vaz Filho
99 Vicente Soares de Amorim Filho
100 Victor Lúcio Figueiredo
101 Waldeck Costa de Oliveira
102 Wellington Shineck de Oliveira
103 Wilson Coutinho de Oliveira
104 Wilson Eustaquio Ferreira
JUSTIFICAÇÃO
Comemorado no dia 28 de outubro, o Dia do Servidor Público foi instituído
oficialmente pelo artigo 236 da Lei 8.112, de 11 de dezembro de 1990. Esses dados foram
criados pelo Conselho Federal do Serviço Público Civil em reconhecimento à criação das leis
que regem os direitos e deveres dos servidores públicos, sendo o Decreto-Lei nº 1.713, de 28
de outubro de 1939, o marco inicial dessa regulamentação.
A Administração Pública atua em diversas áreas cruciais para o desenvolvimento do
país, como educação, justiça, saúde, segurança, infraestrutura, transporte e meio ambiente,
entre outras. Reconhecer e valorizar o trabalho árduo e, muitas vezes, a exigência dos
servidores públicos é um dever de todos, já que esses profissionais desempenham papéis
essenciais na manutenção e aprimoramento do sistema democrático.
Esta sessão solene representa um gesto público de gratidão pela dedicação e
compromisso dos servidores públicos. Reconhecemos sua capacidade de adaptação aos
MO 1050/2024 - Moção - 1050/2024 - Deputado João Cardoso Professor Auditor - (137474) pg.3
desafios em constante evolução, como o avanço das tecnologias e as mudanças nas
demandas sociais. Esses profissionais têm sido protagonistas na modernização e inovação do
setor público, sendo fundamentais para o sucesso de políticas e programas governamentais.
Nesta sessão, homenageamos servidores que, com suas realizações notáveis, têm
elevado o serviço público no cenário do Distrito Federal.
Trata-se de uma forma de reconhecimento público ao esforço, dedicação e
contribuição significativa dessas pessoas para o desenvolvimento do serviço público e,
consequentemente, da sociedade.
É importante frisar que os homenageados nesta Moção de Louvor não são apenas
exemplos de competência, mas também de compromisso com a excelência no desempenho
de suas funções.
Diante disso, conclamamos o apoio dos nossos nobres pares para a aprovação desta
Moção de Louvor, como forma de tributar justa e merecida homenagem aos servidores que
representam o espírito de dedicação e serviço público.
JOÃO CARDOSO
Deputado Distrital
Praça Municipal, Quadra 2, Lote 5, 2º Andar, Gab 6 - CEP: 70094902 - Brasília - DF - Tel.: (61)3348-8062
www.cl.df.gov.br - dep.joaocardoso@cl.df.gov.br
Documento assinado eletronicamente por JOAO ALVES CARDOSO - Matr. Nº 00150, Deputado(a)
Distrital, em 16/10/2024, às 15:22:29 , conforme Ato do Vice-Presidente e da Terceira Secretária nº 02,
de 2020, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 284, de 27 de novembro de
2020.
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CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL
Gabinete do Deputado Martins Machado - Gab 10
MOÇÃO Nº, DE 2024
(Autoria: Deputado Martins Machado)
Manifesta votos de Louvor e
homenageia os Grandes Mestres
das Artes Marciais no Distrito
Federal, que especifica, pelos seus
relevantes serviços prestados à
população.
Excelentíssimo Senhor Presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal:
Com base no art. 144 do Regimento Interno desta Casa, o Deputado Martins
Machado sugere manifestação da Câmara Legislativa do Distrito Federal, no sentido de
conceder elogio aos Grandes Mestres das Artes Marciais no Distrito Federal, que especifica,
pelos seus relevantes serviços prestados à população.
JUSTIFICAÇÃO
1 Aloisio Pereira Sousa Filho 6° DAM Estilo: Shotokan
2 Antônio Gerardo Coelho 8°DAM Estilo: Shotokan
3 Antônio Sobrinho Milhomem Bandeira 7° DAM Estilo: Shotokan
4 Antônio Flávio Testa 8°DAN Estilo: Shotokan
5
Jassônio Pereira da Silva 8°DAM Estilo: Shotokan
6 João Alves Nascimento Filho 7°DAM Estilo: Shotokan
7 José Waldemir Ferreira 8°DAM Estilo: Shotokan
8 Manoel Leite da Silva 8°DAM Estilo: UECHI-RYU
9 Nilton Vieira Santos 7°Dam Estilo: Gojuryu
10
Olivério Fernandes Borges Filho 8°DAM Estilo: Jojuryu
11 Paulo Juvencio Gomes Tubino: 5°DAN Estilo: Shotokan
12 Ramiro da Silva Leone 10° DAM Estilo: UECHI-RYU
13
Salomão Lustosa 6°DAM Estilo: Shotokan
No próximo dia 22 de novembro, a Câmara Legislativa do Distrito Federal será palco
de uma homenagem especial a 13 grandes mestres pioneiros das artes marciais em nossa
região. O evento tem como objetivo honrar esses mestres que tanto contribuíram para o
desenvolvimento das artes marciais e do desporto em Brasília, prestando um tributo àqueles
que fizeram a diferença e deixaram um legado significativo.
MO 1051/2024 - Moção - 1051/2024 - Deputado Martins Machado - (135604) pg.1
A cerimônia contará também com uma homenagem póstuma a mestres que, mesmo
não estando mais entre nós, continuam vivos na memória de seus discípulos e no legado que
deixaram para as gerações futuras. Esses mestres dedicaram suas vidas à difusão das artes
marciais e ao fortalecimento dos valores que o esporte representa, e é com profundo respeito
que perpetuamos suas histórias para que sejam lembradas eternamente.
Além disso, será entregue um acervo que ficará registrado nos anais do arquivo
público de Brasília legislativa, assegurando que a história desses mestres, tanto os presentes
quanto os que já partiram, seja reconhecida e valorizada. A Câmara Legislativa, sempre
atenta a reconhecer as pessoas que contribuem de forma notável para a sociedade, reafirma,
com essa homenagem, seu compromisso com o reconhecimento de personalidades que
elevam o nome do Distrito Federal.
Essa celebração não apenas reverencia os mestres pioneiros, mas também marca
um momento histórico para a comunidade das artes marciais, perpetuando a memória e o
impacto desses mestres na cultura e no esporte local. Convidamos a todos para participarem
desta ocasião especial e celebrarem conosco o legado dos grandes mestres que ajudaram a
moldar o cenário das artes marciais em Brasília.
Assim, diante do interesse público envolvido, contamos com o apoio dos Nobres
Parlamentares desta Casa, para aprovação dessas moções de louvor.
Sala das Sessões, em …
MARTINS MACHADO
Deputado Distrital- REPUBLICANOS/DF
Praça Municipal, Quadra 2, Lote 5, 3º Andar, Gab 10 - CEP: 70094902 - Brasília - DF - Tel.: (61)3348-8102
www.cl.df.gov.br - dep.martinsmachado@cl.df.gov.br
Documento assinado eletronicamente por MARCOS MARTINS MACHADO - Matr. Nº 00155, Deputado
(a) Distrital, em 17/10/2024, às 08:40:52 , conforme Ato do Vice-Presidente e da Terceira Secretária nº
02, de 2020, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 284, de 27 de novembro
de 2020.
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MO 1051/2024 - Moção - 1051/2024 - Deputado Martins Machado - (135604) pg.2
CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL
Gabinete do Deputado Pastor Daniel de Castro - Gab 07
MOÇÃO Nº, DE 2024
(Autoria do Senhor: Deputado Pastor Daniel de Castro)
Parabeniza e manifesta votos de
louvor às pessoas que especifica,
pelos relevantes serviços prestados
à população do Distrito Federal em
Homenagem a 100ª Edição do
Impacto Radical DF.
Excelentíssimo Senhor Presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal:
Com base no art. 144 do Regimento Interno desta Casa, proponho aos nobres pares
votos de louvor Parabeniza e manifesta votos de louvor às pessoas que especifica, pelos
relevantes serviços prestados à população do Distrito Federal em Homenagem a 100ª Edição
do Impacto Radical DF.
Gustavo Henrique da Cunha Souza
Ingrid Cristina Da Silva Rodrigues
Maria de Fatima Gomes
Antônio Henrique
Sálua arruda Abbud de almeida
Amanda Castro
Tatiane da Costa Campos
Pablo Helou Cupertino De Barros
Fernanda Rodrigues de Oliveira Rocha
Alexandre Rodrigues
Ana Beatriz Araújo Silva
Andréia da Silva Menezes
Yasmin Freitas da Conceição
Adna de Abreu Rodrigues Teixeira
Luís Henrique Albuquerque
Gabrielle Domingues Baroni Souza
Thiago Silva Sardeiro
Marinaldo da Silva mangueira
Gustavo Rodrigues de Sousa
Hélio Bruno Neres de Sousa
Stephanie Marques dos Santos
Heloá Lustosa Tavares
Alessa Catelli
Anderson Pereira de Queiroz
Sheila Rodrigues
Tatianne Alves
Eliabe Monteiro
MO 1052/2024 - Moção - 1052/2024 - Deputado Pastor Daniel de Castro - (137634) pg.1
José Leandro da Silva Neto
Dorival Rabelo Santana Junior
Lúcia Tavares soares
Pedro Henrique Souza Silva
Clara Paniago
Vanessa Sonaly de Oliveira
Edson Gladistone Gonzaga de Lucena
Valdineia Castro Miranda de Amorim
Valdilene
Andreia da Silva Menezes
Ágatha Marques
Thaynara de Freitas Landim
Paôla
Ingrid Moreira dos Santos Rodrigues
Ana Santos
Derik Gomes
Heliandra Beatriz Besserra de Melo
Gustavo Henrique calacia Piquiá
Wesley Ferreira da Silva
Eliene Rosa da Silva
Elisa Zinsto
Paulo Oliveira
Vanessa Sonaly de Oliveira
Raphaella Medeiros
Gabriela Catelli
Isabela do Carmo Martins
Josiane Rodrigues
Eliude Oliveira Cabral
Raphael Pereira
Miriã Melo Rodrigues da Silva
Munik Travassos Santana
Kamila
Levy Giovanne Brandizzi Eloy
Lucas Maia Soares
Bárbara Taís Fonseca
Gessika Branco de Almeida Araujo
Antonio Henrique
Rosa Carvalho
Rogério gomes da cruz
Pra. Adna de Abreu Rodrigues Teixeira
Thauanne Emilli
Vinícius Neris Ferreira Santana
Renato Santos
Fabiola machado dias
Fabiane Cristina Oliveira da Silva
Mariana Rodrigues da silva
Crhistopher Duarte
Renata Gomes de Andrade
Edson Gladistone
Fabiano de Albuquerque
Zacarias da Silva Abreu
Gustavo Lopes Ribeiro
Anderson de Oliveira Silva
Matheo Augustus Rocha Bagatini
Danielli Alves Santana Mangueira
Maria Elisa Gomes Zinato Santos
MO 1052/2024 - Moção - 1052/2024 - Deputado Pastor Daniel de Castro - (137634) pg.2
Milton Ozimo
Rodrigo Felipe Escovedo
Lorrane Rodrigues da Conceição
Celice da Silva Santos
Daniele Miranda
Solineide de souza felicio
Mônica Albuquerque
Ingrid Moreira dos Santos Rodrigues
Weder Moreira dos Santos Rodrigues
Vinícius Barbosa de Souza
Israel Guilherme Lucas de Oliveira
Ana Rafaela Moreira
Jennifer Dantas costa
Gustavo Henrique Calacia Piquiá
Luís Henrique
Deliane Ricardo Ribeiro
Alessandro Oliveira Ramalho
Vitoria Da Silva De Melo
Pedro Henrique Gomes Sobreira
Derik Gomes
Vilma Vieira de Farias Abreu
Kélvia Rodrigues Gomes da Cruz
Adriana Nascimento
Romulo R. Gomes
Maria de Fátima Rabelo Fontinelle
Ana Carolina Zinato Ramalho
Ricardo Alexandre da Silva
Fabiola Machado dias
Adeania Almeida Dantas
Samuel Cordeiro
Jennifer de Farias Abreu
Estefânia Ruivo Araújo Soares
Marinaldo da Silva mangueira
Gabriela de Almeida Catelli
Vitória Kelly Silva da Costa
Washington Rodrigues
Greice Rodrigues
Luzanira Leila Sampaio Nunes
JUSTIFICAÇÃO
O Impacto Radical é um acampamento voltado para pessoas acima de 18 anos, que
proporciona uma reflexão profunda sobre a liberdade cristã dentro da perspectiva de uma
“Igreja Livre”. Através de simulações que retratam a realidade da “Igreja Perseguida”, o
projeto não apenas sensibiliza os participantes, mas também os inspira a se envolver em
missões e evangelismo, tanto em sua localidade quanto entre povos não alcançados.
Reconhecimento do Impacto Social: O projeto tem sido uma estratégia de Deus
que tem transformado vidas e ministérios, promovendo a conscientização sobre a importância
da fé e do engajamento social.
Promoção de Valores de Solidariedade e Empatia: Ao simular a perseguição, o
MO 1052/2024 - Moção - 1052/2024 - Deputado Pastor Daniel de Castro - (137634) pg.3
Impacto Radical ajuda os participantes a valorizarem a liberdade religiosa e a desenvolverem
um espírito de solidariedade com aqueles que sofrem por sua fé.
Referência Nacional e Internacional: Com a fundação da Agência Impacto Radical
(AGIR), o projeto rompeu fronteiras, tornando-se uma referência no Brasil e sendo
reconhecido internacionalmente, o que merece ser celebrado em nossa Câmara Legislativa.
Inspiração para as Novas Gerações: O Impacto Radical não é apenas um projeto, mas
uma paixão que se transforma em um modo de vida para muitos. Essa dedicação e
comprometimento podem servir de exemplo para as novas gerações.
Dessa forma, solicitamos o apoio dos parlamentares para aprovar a presente moção,
reforçando o papel vital que essa instituição desempenha.
Sala das Sessões, em …
PASTOR DANIEL DE CASTRO
Deputado Distrital
Praça Municipal, Quadra 2, Lote 5, 2º Andar, Gab 7 - CEP: 70094902 - Brasília - DF - Tel.: 6133488072
www.cl.df.gov.br - dep.pastordanieldecastro@cl.df.gov.br
Documento assinado eletronicamente por DANIEL DE CASTRO SOUSA - Matr. Nº 00160, Deputado(a)
Distrital, em 17/10/2024, às 10:42:43 , conforme Ato do Vice-Presidente e da Terceira Secretária nº 02,
de 2020, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 284, de 27 de novembro de
2020.
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MO 1052/2024 - Moção - 1052/2024 - Deputado Pastor Daniel de Castro - (137634) pg.4
CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL
Gabinete do Deputado Gabriel Magno - Gab 16
MOÇÃO Nº, DE 2024
(Autoria: Deputado Gabriel Magno)
Manifesta Votos de Louvor e
Aplausos às pessoas que especifica.
Excelentíssimo Senhor Presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal:
Com base no art. 144 do Regimento Interno da Câmara Legislativa, proponho que
esta Casa de Leis manifeste Votos de Louvor e Aplausos aos seguintes professoras e
professores em homenagem ao “Dia do/a Professor/a” , celebrado no dia 15 de outubro, e
pelos relevantes trabalhos prestados as instituições de ensino do Distrito Federal .
1. Adeilton Oliveira de Souza . Professor EBTT (Educação Básica, Técnica e Tecnológica)
no Instituto Federal de Brasília (IFB) - Campus Brasília.
2. Alberto Marques Leão . Coordenador na Escola Classe 08 de Brazlândia.
3. Alessandra Sanzovo de Castro . Atuou como professora em turmas de Educação
Especial: DMU - Deficiência Múltipla/ 1993, DM – Deficiência Mental/2002 e 2003, EP –
Educação Precoce/2004 a 2008 e em SRDV - Sala de Recursos de Deficiência Visual/
2009 a 2022.
4. Andreia Cristina De Sousa Neves . Diretora no Centro de Ensino Médio 01 de Planaltina.
5. Antônio Aurélio Lisboa . Professor de Sociologia no CED 02 do Paranoá.
6. Enilson Antonio Da Silva . Diretor do Centro de Ensino Especial 01 de Planaltina.
7. Erik Barbosa Surjan . Professor de História no Ensino Médio do Colégio Sigma.
8. Iassana Rodrigues Soares . Professora na EC15 de Sobradinho.
9. Ivone do Prado . Professora na Educação Precoce do CENEBRAZ.
10. José Eduardo Corrêa. Professor de geografia no Colégio Isaac Newton.
11. Magda Camarda Bernardes . Professora aposentada.
12. Márcia Aparecida Pereira Barbosa Vieira . Professora na Educação Precoce no Centro
de Educação Profissional Escola Técnica de Planaltina.
13. Maria do Socorro Carneiro Sousa Madeira . Professora aposentada da SEEDF de
Planaltina.
14. Moacyr Salazar Pessoa Filho . Professor.
15. Priscila Campos de Souza . Vice-diretora da EC 05 do Cruzeiro.
16. Rafael Pereira Fernandes . Vice-diretor no CED 03 do Guará.
17. Robson Lopes do Nascimento . Professor de vestibular e concurso no Curso Seleção,
no Curso Mag e no IMP.
18. Sheila Martins de Freitas . Professora aposentada.
19. Simone Fernandes . Escola Classe Coperbrás de Planaltina.
20. Vilma Santos Ferreira . Professora na Educação Precoce do CENEBRAZ.
21. Xiko Mendes . Professor e escritor.
MO 1053/2024 - Moção - 1053/2024 - Deputado Gabriel Magno - (137805) pg.1
JUSTIFICAÇÃO
A presente moção tem por objetivo manifestar Votos de Louvor e Aplausos aos
professores e professoras das Instituições de Ensino do Distrito Federal, celebrando a
importância social desses profissionais, que sem dúvida, são insubstituíveis para a construção
de uma sociedade mais justa e com sujeitos críticos, com vistas à um mundo novo. As
professoras e os professores têm papel fundamental no desenvolvimento individual e social,
na vida de todas as pessoas, de toda a comunidade. São ele/as que formam todos os
profissionais e sonham com um país melhor e mais justo.
Assim sendo, conclamo dos nobres Parlamentares a manifestarem seu
reconhecimento a essas pessoas que tanto nos orgulham, mediante a aprovação da presente
Moção.
Sala das Sessões, em 2024.
DEPUTADO GABRIEL MAGNO
Praça Municipal, Quadra 2, Lote 5, 3º Andar, Gab 16 - CEP: 70094902 - Brasília - DF - Tel.: 613348-8162
www.cl.df.gov.br - dep.gabrielmagno@cl.df.gov.br
Documento assinado eletronicamente por GABRIEL MAGNO PEREIRA CRUZ - Matr. Nº 00166,
Deputado(a) Distrital, em 17/10/2024, às 13:21:14 , conforme Ato do Vice-Presidente e da Terceira
Secretária nº 02, de 2020, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 284, de 27
de novembro de 2020.
A autenticidade do documento pode ser conferida no site
https://ple.cl.df.gov.br/#/autenticidade
Código Verificador: 137805 , Código CRC: f2324336
MO 1053/2024 - Moção - 1053/2024 - Deputado Gabriel Magno - (137805) pg.2
CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL
Gabinete da Deputada Dayse Amarilio - Gab 18
MOÇÃO Nº, DE 2024
(Autoria: Deputada Dayse Amarilio)
Parabeniza e manifesta votos de
louvor às pessoas que especifica,
pelos relevantes serviços prestados
à população do Distrito Federal, por
ocasião da Sessão Solene em
homenagem aos Agentes de
Vigilância Ambiental em Saúde
(AVAS) e aos Agentes Comunitários
de Saúde (ACS).
Excelentíssimo Senhor Presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal:
Com base no art. 144 do Regimento Interno desta Casa, proponho aos nobres pares e
sta Moção para parabenizar e ma nifestar votos de louvor às pessoas abaixo descritas, por
ocasião da sessão solene em homenagem aos Agentes de Vigilância Ambiental em Saúde
(AVAS):
1. Alessandra Elias Batista Trindade
2. Alessandro dos Santos
3. Ana Lúcia Alves Braga Neradil
4. Ana Luiza Saraiva Diniz
5. Ana Maria Dantas da Silva
6. Ana Raquel Lira Vieira
7. Anderson de Morais Leocádio
8. André Luiz Silva Rocha
9. Aline Candida do Carmo
10. Bruna Brito Mendes
11. Bruna Costa Pereira de Souza
12. Carlos Eduardo Maia de Freitas
13. Celia Cunha Silva
14. Ciomar Alves Andrade
15. Ciracy Pereira Alves Santana
MO 1054/2024 - Moção - 1054/2024 - Deputada Dayse Amarilio - (137878) pg.1
16. Divina das Graças Oliveira Motta
17. Edileuda Faustino de Moraes Faria
18. Edvar Yuri Pacheco Schubach
19. Elisangela Maria Mota
20. Erika Lima Bonasser
21. Esmeralda de Sousa Melo haraguchi
22. Fábio Souza Freitas
23. Felipe Daniel Cardoso
24. Francisco Rodrigues Lopes Neto
25. Herica Cristina Marques Pereira Bassani
26. José de Almeida vale Júnior
27. Josilea Lima Garcia da Silva
28. Juliana de Alarcao Bezerra
29. Leonardo Barletta Chacon
30. Luciano Falluh Teixeira
31. Lucinéia Alves Silva
32. Lucélia Belo de Lima
33. Keyla Siqueira Brito
34. Márcia Cristina Almeida da Silva
35. Márcia de Melo Silva Lima
36. Marcia Helena Pereira da Silva
37. Marcos Suel da Silva
38. Margareth Rose Martins Silva
39. Maria Aparecida Dos Santos
40. Mariana de Magalhães Vilela
41. Mariana Santos da Silva Arruda
42. Marineide Neves Cardoso
43. Michele de Brito Peçanha
44. Miramar Felipe Soares
45. Murilo Silva Ferreira de Farias
46. Ozeneide Miranda Leite de Noronha
47. Raimunda Cecília Serra Antunes.
48. Raquel Oliveira Mota
49. Rosângela Bandeira de Sousa Martins
50. Rosangela da Conceição
JUSTIFICAÇÃO
MO 1054/2024 - Moção - 1054/2024 - Deputada Dayse Amarilio - (137878) pg.2
A presente moção tem como objetivo prestar uma justa homenagem aos Agentes
Comunitários de Saúde (ACS) e aos Agentes de Vigilância em Saúde (AVAS) que atuam com
dedicação no Distrito Federal. Esses profissionais desempenham um papel fundamental na
promoção da saúde pública, sendo a ponte entre a comunidade e os serviços de saúde.
Ambas as categorias, ACS e AVAS, enfrentam desafios diários, muitas vezes em
condições adversas, mas nunca deixam de cumprir sua missão com amor e responsabilidade.
Sua contribuição é inestimável, especialmente em tempos de crise, como a pandemia da
COVID-19, onde se tornaram a linha de frente na promoção da saúde e na conscientização
da população.
Portanto, é mais que merecido que reconheçamos e homenageamos o trabalho
desses profissionais que, com coragem e dedicação, promovem a saúde e bem-estar da
população do Distrito Federal. Esta moção de louvor é uma forma de agradecimento e
reconhecimento pelo esforço contínuo desses agentes, que se dedicam a cuidar da saúde de
todos nós.
Diante do exposto e da importância do tema, peço aos pares a aprovação da presente
proposição.
Sala das Sessões, …
DEPUTADA DAYSE AMARILIO
PSB/DF
Praça Municipal, Quadra 2, Lote 5, 4º Andar, Gab 18 - CEP: 70094902 - Brasília - DF - Tel.: 613348-8182
www.cl.df.gov.br - dep.dayseamarilio@cl.df.gov.br
Documento assinado eletronicamente por DAYSE AMARILIO DONETTS DINIZ - Matr. Nº 00164,
Deputado(a) Distrital, em 17/10/2024, às 14:28:26 , conforme Ato do Vice-Presidente e da Terceira
Secretária nº 02, de 2020, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 284, de 27
de novembro de 2020.
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MO 1054/2024 - Moção - 1054/2024 - Deputada Dayse Amarilio - (137878) pg.3
CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL
Gabinete do Deputado João Cardoso Professor Auditor - Gab 06
MOÇÃO Nº, DE 2024
(Autoria: Deputado João Cardoso)
Moção de Louvor em Sessão Solene
em homenagem ao dia do Servidor
Público, a ser realizada no dia 25 de
outubro de 2024, às 10 horas, no
Plenário da Câmara Legislativa, às
pessoas que especifica. .
Excelentíssimo Senhor Presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal:
Com base no art. 144 do Regimento Internoda Câmara Legislativa do Distrito Federal,
proponho aos nobres pares que esta Casa de Leis manifeste Votos de Louvor em Sessão
Solene em Homenagem ao Dia do Servidor Público, a ser realizada no dia 25 de outubro de
2024, às 10 horas, no Plenário da Câmara Legislativa, às pessoas que especifica.
1 Andréia Rosa Ferreira
2 Viviane Guerra de Moura Nunes
3 Valéria Menezes de Oliveira
4 Paulo de Tarso Neves dos Santos;
5 Paulo Giovanni Pinheiro Cortez (médico)
6 Andréia Rosa Ferreira
7 Viviane Guerra de Moura Nunes
8 Valéria Menezes de Oliveira
9 Maurício Jarbas Dias
10
George Anderson Holanda Coutinho
JUSTIFICAÇÃO
Comemorado no dia 28 de outubro, o Dia do Servidor Público foi instituído
oficialmente pelo artigo 236 da Lei 8.112, de 11 de dezembro de 1990. Esses dados foram
MO 1055/2024 - Moção - 1055/2024 - Deputado João Cardoso Professor Auditor - (137900) pg.1
criados pelo Conselho Federal do Serviço Público Civil em reconhecimento à criação das leis
que regem os direitos e deveres dos servidores públicos, sendo o Decreto-Lei nº 1.713, de 28
de outubro de 1939, o marco inicial dessa regulamentação.
A Administração Pública atua em diversas áreas cruciais para o desenvolvimento do
país, como educação, justiça, saúde, segurança, infraestrutura, transporte e meio ambiente,
entre outras. Reconhecer e valorizar o trabalho árduo e, muitas vezes, a exigência dos
servidores públicos é um dever de todos, já que esses profissionais desempenham papéis
essenciais na manutenção e aprimoramento do sistema democrático.
Esta sessão solene representa um gesto público de gratidão pela dedicação e
compromisso dos servidores públicos. Reconhecemos sua capacidade de adaptação aos
desafios em constante evolução, como o avanço das tecnologias e as mudanças nas
demandas sociais. Esses profissionais têm sido protagonistas na modernização e inovação do
setor público, sendo fundamentais para o sucesso de políticas e programas governamentais.
Nesta sessão, homenageamos servidores que, com suas realizações notáveis, têm
elevado o serviço público no cenário do Distrito Federal.
Trata-se de uma forma de reconhecimento público ao esforço, dedicação e
contribuição significativa dessas pessoas para o desenvolvimento do serviço público e,
consequentemente, da sociedade.
É importante frisar que os homenageados nesta Moção de Louvor não são apenas
exemplos de competência, mas também de compromisso com a excelência no desempenho
de suas funções.
Diante disso, conclamamos o apoio dos nossos nobres pares para a aprovação desta
Moção de Louvor, como forma de tributar justa e merecida homenagem aos servidores que
representam o espírito de dedicação e serviço público
Sala das Sessões, …
DEPUTADO JOÃO CARDOSO
Praça Municipal, Quadra 2, Lote 5, 2º Andar, Gab 6 - CEP: 70094902 - Brasília - DF - Tel.: (61)3348-8062
www.cl.df.gov.br - dep.joaocardoso@cl.df.gov.br
Documento assinado eletronicamente por JOAO ALVES CARDOSO - Matr. Nº 00150, Deputado(a)
Distrital, em 17/10/2024, às 14:59:29 , conforme Ato do Vice-Presidente e da Terceira Secretária nº 02,
de 2020, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 284, de 27 de novembro de
2020.
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MO 1055/2024 - Moção - 1055/2024 - Deputado João Cardoso Professor Auditor - (137900) pg.2
DCL n° 230, de 21 de outubro de 2024
Prazos para Emendas 1/2024
Várias. Comissões
PRAZDOE E MENDAS
COMISSDÃEOC ONSTITUIEJÇ UÃSOT IÇA
PROJEDTEOL EIn° 968/20d2o0(,aS )rs( aD)esp utadJoO(RaGV)EIs A NNqAu,eD ispsõeo borep lantio
des emendete á rvoeresm v irtudosd en ascimeonctoso rridos naUsn idadedes Sa úde dasre des públiec a
privandaoDis trito Federal.
PRAZPOA REAM ENDA1Sº D ia1:0 /10/20Ú2l4t iDmioa2 :3 /10/2024
PROJETDOEL EIn° 1.3/1270 2d0o,( aS)rs( aD)esp utadCoH(IaCV)OIs G ILANqTuEeD, i spsõoeb ar e
divulgaçãod eda dodse co ntribuninatesdívida ativad oDis tritoFe deral e dáo utrasp rovidências.
PRAZPOA REAM ENDA1Sº D ia1:8 /10/20Ú2l4t iDmioa0 :1 /11/2024
PROJEDTEOL EIn° 1.460/2d0o2(0aS,)r s( Dae)psu tadDoA(NaID)EOsLN IZqEuTIe,n stoiProg traumia
deO peração e Regisdtroe I nstrumentosR epresentativosdos Ativosd eNa tureza Intangível denominado
Tesouro Verde, noâ mbidot Disotrito Federaeld áo utrasp rovidências.
PRAZPOA REAM ENDA1Sº D ia2:1 /10/20Ú2l4t iDmioa0 :4 /11/2024
PROJETDOEL EIn° 340/20d2o3(,a S)rs( aD)esp utadJoO(ÃaCO)A sR DOPSROO FESASUODRI TOR,
quAeltera oC apítuloI Vda Leni° 5.10d6e3, d em aiode 201q3u,e" Disspoõeb ar eca rreira Assistênàci a
Educação do Distrito Federale dáo utrasp rovidências'p;a rain cluiro arti7g°o- Bq,u etra ta dal otação,
exercícioere manejamendosto s erviddoaresCa rreira.
PRAZPOA REAM ENDA1Sº D ia1:7 /10/20Ú2l4t iDmioa3 :1 /10/2024
PROJEDTEOL EIn° 449/20d2o3(,aS )rs( aD)esp utadJoO(AaQ)URsIO MR INZE TOq,u eEs tabeleaces
diretrizes paraa imp lantaçãod osis temdaeja rdins filtrantes noDis trito Federal.
PRAZPOA REAM ENDA1Sº D ia1:1 /10/20Ú2l4t iDmioa2 :4 /10/2024
PROJEDTEOL EIn° 666/20d2o3(,aS )rs( Dae)psu tadRoO(GaÉ)RMsIO OR RDOA C RUZq,u eR econhece
oEsported eSurdos (Surdodesporto) comdoe re levantein teresse desportivoe so cialn,oâ mbiDtisotrito
Federal.
PRAZPOA REAM ENDA1Sº D ia1:0 /10/20Ú2l4t iDmioa2 :3 /10/2024
PROJETDOE LEIC OMPLEMENTnA° R3 /2023d,o (aS)rs( aD)esp utado(a)s JAQUELINE
SILVqAu,Ae lte rao a rt6.1 d aL eCio mplemenn° t8a4r0de , 2 3d edeze mbro de 201q1u,e" Dispõe sobreo
regijurídicom edos servidores públicicviso sd oD istrFietdeora dla asu tarquei daasfuns da ções públicas
distritais':
PRAZPOA REAM ENDA1Sº D ia1:0 /10/20Ú2l4t iDmioa2 :3 /10/2024
PROJETDOED ECRETLOE GISLATn°I 2V0O9 /20d2a4C ,O MISSDÃEEO C ONOMOIRAÇ,A MENET O
FINANÇqAuSHe,o mologaos Convênios ICMS n° 132/21,n ° 101/2e023 ° n 146/2023.
PRAZPOA REAM ENDA1Sº D ia1:4 /10/20Ú2l4t iDmioa2 :5 /10/2024
COMISSDÃEOA SSUNTSOOSC IAIS
PROJETOD E DECRETOL EGISLATIn°V O 206/202d4o,( a)Ssr (a)Dse putado(a)s
HERMEqTuOCe,o ncoe de Título de Cidadão Beneméritode Brasllia aoSe nhoBrR UNO RIOS EHNDO.
PRAZPOA REAM ENDA1Sº D ia1:4 /10/20Ú2l4t iDmioa2 :5 /10/2024
PROJETDOE DECRETLOE GISLATnI° V2O0 /72 024d,o (aS)rs( aD)esp utadRoI(CaA)RsD O
VALqEu,Ce o ncoetítulo d e deci dadãob enemérideto Brasllia aD arlanGu imarães, postm ortem.
PRAZPOA REAM ENDA1Sº D ia1:4 /10/20Ú2l4t iDmioa2 :5 /10/2024
PROJETDOE DECRETLOE GISLATnI° V2O0 8/20d2o4(,a S)rs( aD)esp utadWoE(LaL)IsN GTON
LUIqZu,eCo ncedeo Título de CidadãoB enemérito"Pos t Mortemde" Brasília aoSe nhoDarrla n Guimarães
VianaCos ta.
PRAZPOA REAM ENDA1Sº D ia1:4 /10/20Ú2l4t iDmioa2 :5 /10/2024
PROJEDTEOD ECRETLOE GISLATn°I 2V1O0 /20d2o4(,aS )rs( aD)esp utadPoA(SaT)DOsAR N IDEEL
CASTRqOu,eC oncedoTítuloe de CidadãoHo norário deBrasília aoS enhCoirrNogo u eira LimFilhao .
PRAZPOA REAM ENDA1Sº D ia1:4 /10/20Ú2l4t iDmioa2 :5 /10/2024
PROJEDTEOD ECRELTEOG ISLATn°I 2V1O2 /20d2o4(,aS )rs( Dae)psu tadRoO(GaÉ)RMsIO OR RDOA
CRUqZu,Coe n cedeo Títu lo de Cidadã HonorádrieBa rasília àSe nhoLrauzia de Lourdes Moreirade Paula.
PRAZPOA REAM ENDA1Sº D ia2:1 /10/20Ú2l4t iDmioa0 :4 /11/2024
COMISSDÃEOD EFESDAO SD IREITHOUSM ANOCSI,D ADANELI EAG ISLAPÇAÃROT ICIPATIVA
PROJETDOE LEIn ° 834/20d2o3(,a S)rs( aD)esp utadPoA(UaLA)B sE LMONqTuEe,In stitui a
obrigatoriedaddape rese nça depsicop edagogon ainss tituições de ensidnoDiso tri to Federal.
PRAZPOA REAM ENDA1Sº D ia1:6 /10/20Ú2l4t iDmioa3 :0 /10/2024
PROJETDOE LEIn ° 1.345/2d0o2(4a,S) rs( aD)esp utadIoO(LAaN)DsOq ,u eD ispsõoeb rea
regulamentaçãoda atençãod omicidlieas ra údeà pessoac omd eficiênncioâa m bitodo Distrito Federal,
conforomin eci sVodo art1.4 da Leni° 6 .63de7, 20de julho de 2020e,dá outrasp rovidências.
PRAZPOA REAM ENDA1Sº D ia2:1 /10/20Ú2l4t iDmioa0 :4 /11/2024
PROJETDOE LEIn ° 1.354/20d2o4(,aS )rs( aD)esp utadJoO(ÃaO)C sA RDOSPOR OFESSOR
AUDITqOuRe,D ispões obmreem oriaelm h omenaàgsem mulh erevítimsa s de feminicídio noD istrito
Federal.
PRAZPOA REAM ENDA1Sº D ia1:4 /10/20Ú2l4t iDmioa2 :5 /10/2024
PROJEDTEOL EnI° 1.358/2d0o2(4aS,)r s( Dae)psu tadJoO(AaQ)URsIO MR INZE TOq,u Deisp õe sobore
plandoe a ções paraa re alocaçãode famílreimaosvida sc ompulsoriadmeoe cupnatçõese coletivaasfi md e
preservaosr dire itodsecria nçase a dolescentese mco nflitos fundiários edá outrasp rovidências.
PRAZPOA REAM ENDA1Sº D ia1:4 /10/20Ú2l4t iDmioa2 :5 /10/2024
PROJEDTEOL EnIº 1.368/2d0o2(4aS,)r s( Dae)psu tadPoA(UaLAB) EsL MONqTuEIe,n stituaiPo lítica de
ProteçãoI ntegral, RespeeiA tmop liação deA cesso aSe rviços paraaPop ulaçãoe mSitua ção deR uan o
DistritoF ederale d áo utrasp rovidências.
PRAZPOA REAM ENDA1Sº D ia1:4 /10/20Ú2l4t iDmioa2 :5 /10/2024
PROJEDTEOL EIn° 1.366/2d0o2(4aS,)r s( Dae)psu tadPoA(SaT)DOsAR N IDEELC ASTRqOu,eD ispõe
sobores ervideç Capoe laneia ap restdaeação ssis tênrcieali gniosaa esn tidades civis em ilitanroDe isstrito
Federal.
PRAZPOA REAM ENDA1Sº D ia1:4 /10/20Ú2l4t iDmioa2 :5 /10/2024
COMISSDÃEOA SSUNTFOUSN DIÁRIOS
PROJEDTEOL EnIº 465/20d2o3(,aS )rs( Dae)psu tadIoO(LAaN)DsqO u,eEs tabelaeo ceb rigatoriedade
dacria ção de salasse nsocoriamis tra tamentaoc ústicoe ml ocdaeigra sn de fluxdeo pessoas ed áo utras
providências.E m tramitacçoãnoj unctoamo PROJETDOE LEIn° 776/20d2o3(,a S)rs( a)s
DeputadIoO(LAaN)DqsOu ,De ispsõeo bareo brigatorieded saadelse anss oriaciosmtra tamentoa cústico em
todaassregio nais de ensino do DistritoFe deral ed áo utrasp rovidências.
PRAZPOA REAM ENDA1Sº D ia0:9 /10/20Ú2l4t iDmioa2 :2 /10/2024
PROJETDOE L EIC OMPLEMENnT°A 5R8 /202d4o,( aS)rs( aD)esp utadPoA(SaT)ODsRA NIDEEL
CASTRqOu,eA ltera aL eCoim plemenn° ta9r8 6de, 3 0de junhdoe 2 02q1u,dispe õ e sobraeR egularização
Fundiária Urbana noDis trito Feder(Raelu )r,pb a rap ermqitiru oecup antesde áreas contemplapdealRsae urb
façarme quisições pararea valiadoção critério rendae dá outrasp rovidências.
PRAZPOA REAM ENDA1Sº D ia0:8 /10/20Ú2l4t iDmioa2 :1 /10/2024
COMISSDÃEOE DUCAÇÃSOA,Ú DEEC ULTURA
PROJETDOEL EIn° 786/20d2o3(,aS )rs( aD)esp utadJoO(RaGV)EIs A NNqAu,eIn stituio dia 20d e
novembroferia do Distritale mC omemoraaçãooD iad aCo nsciência Negra.
PRAZPOA REAM ENDA1Sº D ia1:6 /10/20Ú2l4t iDmioa3 :0 /10/2024
PROJETDOE L EIn° 1.061/2d0o2(4a,S) rs( aD)esp utadPoA(UaLAB) EsL MONqTuEeE, s tabeale ce
Política DistritalPe rmanendteeV alorizaçãod aVida -PPVV, edá outrasp rovidências.
PRAZPOA REAM ENDA1Sº D ia1:6 /10/20Ú2l4t iDmioa3 :0 /10/2024
PROJETDOE L EIn° 1.348/2d0o2(4a,S) rs( aD)esp utadRoO(BaÉ)RsNI EOG REIRqOuSeIn, s titui a
Política Distritalde DiagnósetA icessibcilidaod e paraPesso as com Daltonismo nae ducação.
PRAZPOA REAM ENDA1Sº D ia1:4 /10/20Ú2l4t iDmioa2 :5 /10/2024
PROJETDOE L EIn° 1.349/2d0o2(4a,S) rs( aD)esp utadRoO(BaÉ)RsNI EOG REIRqOuSeI, n stituia
Campaden hCoan scientizaçãodo Daltonismo.
PRAZPOA REAM ENDA1Sº D ia1:4 /10/20Ú2l4t iDmioa2 :5 /10/2024
PROJEDTEOL EInº 1.351/2d0o2(4aS,)r s( aD)esp utadEoD(UaA)RsPD EOD ROqSuAeI, n stitueiin clui
noca lendário oficidea le ventosd oD istrito Federoae lve nto" EIXÃOD AFA MÍLIAA TÍPICA':
PRAZPOA REAM ENDA1Sº D ia1:4 /10/20Ú2l4t iDmioa2 :5 /10/2024
PROJEDTEOL EnI° 1.360/2d0o2(4aS,)r s( Dae)psu tadGoA(BaR)IMsEA LG NqOu,eI nstituaisDire trizes
paraa P olítica deA ssistênciEsatu dantiln oâ mbidtaoU niversidaddeoD istritoF ederProafessolr Jorge
AmauMrya iaN unes.
PRAZPOA REAM ENDA1Sº D ia1:4 /10/20Ú2l4t iDmioa2 :5 /10/2024
PROJEDTEOL EIn° 1.362/2d0o2(4aS,)r s( Dae)psu tadWoE(LaL)IsN GLTUOINqZ u,eI nsteiin tcluuioi
Didaa Defensoria Pública doDis trito FedernaolCa ,l endárioO ficidaelE ventosd oDis triFetdoe ral.
PRAZPOA REAM ENDA1Sº D ia1:4 /10/20Ú2l4t iDmioa2 :5 /10/2024
PROJETDOE L EInº 1.364/2d0o2(4a,S) rs( aD)esp utadWoE(LaL)IsN GLTUOINZq ,u eIn cluin o
CalenOdáriofi cidea le ventosd oD istrito Federaas le madan am odad oDis tritoF ederal
PRAZPOA REAM ENDA1Sº D ia1:4 /10/20Ú2l4t iDmioa2 :5 /10/2024
PROJEDTEOL EnI° 1.369/2d0o2(4aS,)r s( Dae)psu tadPoA(UaLAB) EsL MONqTuEIe,n stituaiPo lítica de
Estímulop araI nserção deJ ovens Aprendizes AnuoMercatis dtaos deTr abanlhoâo m bitod oDis trito Federal
e dáo utrasp rovidências.
PRAZPOA REAM ENDA1Sº D ia1:4 /10/20Ú2l4t iDmioa2 :5 /10/2024
PROJETDOEL EIn° 1.373/2d0o2(4a,S) rs( aD)esp utadFoÁ(BaIF)OEs L IqXu,eIn stituie inclunio
CalenOdáriofi cidea lEve ntos do DistritoF ederaolD idea S olidariedadea oP ovoPa lestino
PRAZPOA REAM ENDA1Sº D ia2:1 /10/20Ú2l4t iDmioa0 :4 /11/2024
PROJEDTEOL EInº 1.375/2d0o2(4aS,)r s( Dae)psu tadRoO(OaS)EsVq EuLeDT i,s psõoeba recr iaçãod o
VouchSearú ddee,s tinaado p acienqtueens e cessitem de consultas,exa mes e procedimencirúrgicostos
urgentes,q uandoh ouveinrdisp onibilidnaarede de públicad esa údedo DistritoFe deralp,o mre idoeajus tes
ep arcerias comar edep rivaded saaú dee dáo utrasp rovidências.
PRAZPOA REAM ENDA1Sº D ia2:1 /10/20Ú2l4t iDmioa0 :4 /11/2024
PROJETDOEL EInº 1.376/2d0o2(4aS,)r s( aD)esp utadRoO(OaS)EsV qEuLeTI ,n stituai Ca rteirdae
Identificadçãoo P acieOnntec ológiec odáo utrasp rovidências.
PRAZPOA REAM ENDA1Sº D ia2:1 /10/20Ú2l4t iDmioa0 :4 /11/2024
PROJETDOE LEIn ° 1.3/7270 24d,o (aS)rs( aD)esp utadJoO(ÃaO)C sA RDOSPOR OFESSOR
AUDITqOuRIe,n stituie in clouD ii daa carreira Políticas Públicas eG estãoEdu caciondoa Dlis trito Federaln,o
CalenOdáriofi cidea lEve ntos do DistritoFe deral.
PRAZPOA REAM ENDA1Sº D ia2:1 /10/20Ú2l4t iDmioa0 :4 /11/2024
PROJEDTEOL EIn° 1.382/2d0o2(4aS,)r s( aD)esp utadPoE(PaqA)u,seIn stituie i nclnuoiC alendário
Oficiadel Eve ntodos Distrito Feder"aDlido a Ino s anMootso Clu be"di visão DistritoFe derala,se rc elebrado
nod i1a1de janedeiro c adaa no.
PRAZPOA REAM ENDA1Sº D ia2:1 /10/20Ú2l4t iDmioa0 :4 /11/2024
COMISSDÃEOD ESENVOLVIMEECNOTNOÔ MISCUOS TENTÁCVIEÊLN,C TIEAC,N OLOGMIEAI,O
AMBIENETT EU RISMO
PROJETDOE L EIn° 825/20d2o3(,a S)rs( aD)esp utadDoA(YaSA)EMs A RILqIuOeIn, s tituio Selo
Empresa IncentivaddooPrimra e iro Empregoed áo utras providências.
PRAZPOA REAM ENDA1Sº D ia1:6 /10/20Ú2l4t iDmioa3 :0 /10/2024
PROJEDTEOL EIn° 1.016/2d0o2(4aS,)r s( Dae)psu tadRoO(GaÉ)RMsIO OR RDOA C RUZq,u Ines tituia
Política de ApoInioteg ralà sMu lheres Artesnãosâ ,m bidtooD istritoF ederead láo, u trapsr ovidências.
PRAZPOA REAM ENDA1Sº D ia1:6 /10/20Ú2l4t iDmioa3 :0 /10/2024
PROJEDTEOL EIn° 1.323/2d0o2(4aS,)r s( aD)esp utadEoD(UaA)RsPD EOD ROqSuAAe,ltera aL eni°
4.79d7e6, dem arço de2 01q2u,e" Estabeplerincceíp ios,d iretriozbjeetisvos,, metaees s tratégias paraa
Política deMu dançaClim ática noâ mbitodo Distrito Federapla�r inacl uiar a plicadçãoe sa nções
adminisetramtiv vasi rtuddearesp onsabilidpaodeir n cênediosq ueimaidanst encionais.
PRAZPOA REAM ENDA1Sº D ia1:6 /10/20Ú2l4t iDmioa3 :0 /10/2024
PROJEDTEOL EInº 1.359/2d0o2(4aS,)r s( aD)esp utadIoO(LAaN)DsqO u,eDisp õe sobre ac riaçãoe
regulameden tPaarçãoc eriasP úblico-Privad(PPPs)a s parinai ciatiinvaclusisva s voltadas a pessoasc om
deficiência.
PRAZPOA REAM ENDA1Sº D ia1:4 /10/20Ú2l4t iDmioa2 :5 /10/2024
PROJETDOE LEInº 1.363/2d0o2(4a,S) rs( aD)esp utadWoE(LaL)IsN GLTUOINZq ,ue In cluin o
CalendárioO ficiadlee vendot oDsi stritoF ederoa l dia ''Sv"a ldeo rizaçãoe reconhecimdeonSe trov iço
NaciodnoaCo lm érci(SESC)o e doServiço NaciodneaAl p rendizagem Come(SENArC)ci.a l
PRAZPOA REAM ENDA1Sº D ia1:4 /10/20Ú2l4t iDmioa2 :5 /10/2024
PROJEDTEOL EIn° 1.365/2d0o2(4aS,)r s( Dae)psu tadIoO(LAaN)DqsOu ,Ine s titui oP rograInmtearn et
naEscosla s doDis tritFeode rale d áo utrasp rovidências.
PRAZPOA REAM ENDA1Sº D ia1:4 /10/20Ú2l4t iDmioa2 :5 /10/2024
PROJEDTEOL EIn° 1.3/6270 2d4o,( aS)rs( aD)esp utadPoA(UaLAB) EsL MONqTuEeIn, s tituio m êsde
julho comoo" MêdsoTe rceiro Setora's �ece rle bradoa nualmennotD eis,tri toFe deral.
PRAZPOA REAM ENDA1Sº D ia1:4 /10/20Ú2l4t iDmioa2 :5 /10/2024
PROJETDOEL EIn° 1.380/2d0o2(4aS,)r s( aD)esp utadRoI(CaA)RVsDA OL qEu,e In stituio Sis tema
Distritalde Saúded eA nimDaoism ésticos.
PRAZPOA REAM ENDA1Sº D ia2:1 /10/20Ú2l4t iDmioa0 :4 /11/2024
COMISSDÃEOT RANSPOERTM EO BILIDUARDBEA NA
PROJETDOE LEIn ° 1.068/2d0o2(4a,S) rs( aD)esp utadHoE(RaM)EsT qOu,eDisp õe sobre a
obrigatorieddaaid nes tadleac çâãmoe rasde monitoramenntoio n tedosri oveículosr de transpoesrtceo lar,
comou mcritério parqau hea jaae missão do termod ea utoripzeloa DçãoET RAN/DnF,o â mbitodo Distrito
Federal.
PRAZPOA REAM ENDA1Sº D ia1:6 /10/20Ú2l4t iDmioa3 :0 /10/2024
PROJEDTEOL EnI° 1.361/2d0o2(4aS,)r s( Dae)psu tadJoO(AaQ)URsIO MR INZE TOq,u Dei spsõeo bar e
gratunidaodSis ete made TranspoPúbrtliec oCo letidvoo Dis tritFeod erapla raos garis.
PRAZPOA REAM ENDA1Sº D ia1:4 /10/20Ú2l4t iDmioa2 :5 /10/2024
PROJETDOEL EInº 1.374/2d0o2(4aS,)r s( aD)esp utadCoH(IaCV)OIs G ILANqTuEeD, i spsõoeb ar e
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DCL n° 230, de 21 de outubro de 2024
Resultado de Pautas 7/2024
CAS
RESULTADO DE PAUTA - CAS
PAUTA DA 7ª REUNIÃO ORDINÁRIA DA SEGUNDA SESSÃO LEGISLATIVA DA
NONA LEGISLATURA DA CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL
Local: Sala de Reunião
Data: 16 de outubro de 2024, às 10h
I – COMUNICADOS
- Do Presidente da Comissão;
- De Membros da Comissão;
II - EXPEDIENTES
1. Leitura e Aprovação da Ata da 6ª Reunião Ordinária de 11/09/2024;
III - MATÉRIAS PARA DISCUSSÃO E VOTAÇÃO:
1. Projeto de Lei n° 459/2023, de autoria do Deputado Pastor Daniel de
Castro, que “Altera a Lei nº 6.390, de 25 de setembro de 2019, que cria o Programa
Cidade Segura – PCS e dá outras providências, para dispor sobre videomonitoramento de
segurança em praças públicas”.
Relatoria: Deputado Martins Machado
Parecer: Pela aprovação da matéria.
Aprovado com 3 votos favoráveis e 2 ausências.
2. Projeto de Lei n° 673/2023, de autoria do Deputado Robério
Negreiros, que “INSTITUI A POLÍTICA DISTRITAL DE APOIO ÀS VÍTIMAS DE ACIDENTE
VASCULAR CEREBRAL - AVC NO ÂMBITO DO DISTRITO FEDERAL E DÁ OUTRAS
PROVIDÊNCIAS".
Relatoria: Deputado Martins Machado
Parecer: Pela aprovação da matéria, com acatamento da Emenda nº 1.
Aprovado com 3 votos favoráveis e 2 ausências.
3. Projeto de Lei n° 1018/2024, de autoria da Deputada Jaqueline Silva, que
“Institui, no âmbito do Distrito Federal, o Disque Pessoa Idosa e dá outras providências”.
Relatoria: Deputado Martins Machado
Parecer: Pela aprovação da matéria.
Aprovado com 3 votos favoráveis e 2 ausências.
4. Projeto de Lei n° 608/2023, de autoria do Poder Executivo, que “Altera a
Lei nº 6.242, de 20 de dezembro de 2018, que cria o Fundo de Segurança Pública do
Distrito Federal - FUSPDF e dá outras providências”.
Relatoria: Deputado Martins Machado
Parecer: Pela aprovação da matéria, com a emenda de redação
apresentada na CCJ.
Aprovado com 3 votos favoráveis e 2 ausências.
5. Projeto de Decreto Legislativo n° 141/2024, de autoria do Deputado
Pepa, que “Concede título de cidadão Honorário de Brasília ao Senhor Luís Maurício Alves
Ribeiro”.
Relatoria: Deputado Martins Machado
Parecer: Pela aprovação da matéria.
Aprovado com 3 votos favoráveis e 2 ausências.
6. Projeto de Lei n° 2830/2022, de autoria do Deputado Robério
Negreiros, que “Dispõe sobre a proibição da produção, da importação, da comercialização
e da publicidade de dispositivos eletrônicos para fumar, bem como acessórios e refis desses
produtos no âmbito do Distrito Federal”.
Relatoria: Deputado João Cardoso
Parecer: Pela aprovação da matéria.
Aprovado com 3 votos favoráveis e 2 ausências.
7. Projeto de Decreto Legislativo n° 98/2024, de autoria do Deputado
Ricardo Vale, que “Concede o título de cidadão honorário de Brasília ao músico Alok
Achkar Peres Petrillo”.
Relatoria: Deputado João Cardoso
Parecer: Pela aprovação da matéria.
Aprovado com 3 votos favoráveis e 2 ausências.
8. Projeto de Lei n° 2694/2022, de autoria do Deputado Roosevelt, que
“Dispõe sobre a obrigatoriedade de aceitação de convênios médicos e outras formas de
pagamento nos serviços prestados pelo Departamento de Trânsito do Distrito Federal-
DETRAN/DF, empresas e clínicas conveniadas, e dá outras providências”.
Relatoria: Deputado Pastor Daniel de Castro
Parecer: Pela aprovação da matéria.
Aprovado com 3 votos favoráveis e 2 ausências.
9. Projeto de Lei n° 771/2023, de autoria do Deputado Joaquim Roriz
Neto, que “Dispõe sobre a repartição dos emolumentos arrecadados pelos serviços
notariais e de registro com a Defensoria Pública do Distrito Federal em razão do protesto de
títulos e documentos e dá outras providências”.
Relatoria: Deputado Pastor Daniel de Castro
Parecer: Pela aprovação da matéria.
Retirado de pauta.
10. Projeto de Lei n° 1140/2024, de autoria do Deputado Iolando, que
“Dispõe sobre o programa de capacitação em habilidades de vida diária para pessoas com
deficiência visual no Distrito Federal e dá outras providências”.
Relatoria: Deputado Pastor Daniel de Castro
Parecer: Pela aprovação da matéria.
Retirado de pauta.
11. Projeto de Decreto Legislativo n° 65/2023, de autoria do Deputado
Eduardo Pedrosa, que “Concede o Título de Cidadã Benemérita de Brasília a
Excelentíssima Senhora Drª DANIELA RODRIGUES TEIXEIRA, Ministra do Superior Tribunal
de Justiça - STJ”.
Relatoria: Deputado Pastor Daniel de Castro
Parecer: Pela aprovação da matéria.
Retirado de pauta.
12. Projeto de Decreto Legislativo n° 156/2024, de autoria do Deputado
Hermeto, que “Concede Título de Cidadão Honorário de Brasília ao Senhor Osnei
Okumoto”.
Relatoria: Deputado Pastor Daniel de Castro
Parecer: Pela aprovação da matéria.
Retirado de pauta.
13. Projeto de Lei n° 1410/2020, de autoria do Deputado Eduardo
Pedrosa, que “Acrescenta dispositivos ao art. 2º da Lei nº 5.458, de 26 de fevereiro de
2015, que determina a instalação de suporte para a colocação de bicicletas nos ônibus do
Distrito Federal, para permitir o embarque de bicicletas quando não houver suporte no
ônibus”.
Relatoria: Deputado Max Maciel
Parecer: Pela aprovação da matéria.
Aprovado com 3 votos favoráveis e 2 ausências.
14. Projeto de Lei n° 706/2023 de autoria do Deputado Eduardo Pedrosa que
“Altera a Lei nº 4.949, de 15 de outubro de 2012, que estabelece normas gerais para
realização de concurso público pela administração direta, autárquica e fundacional do
Distrito Federal, para assegurar à pessoa com Transtorno do Espectro Autista – TEA, com
Síndrome de Down -SD e com Doenças Raras o direito de concorrer, em concurso público,
nas vagas destinadas às pessoas com deficiência, independente de seus sintomas,
diagnóstico, grau ou nível de sua condição”.
Relatoria: Deputado Max Maciel
Parecer: Pela aprovação da matéria.
Aprovado com 3 votos favoráveis e 2 ausências.
15. Projeto de Lei n° 2929/2022 de autoria do Deputado Martins
Machado que “Institui a Política de Orientação, Apoio e Atendimento ao cuidador familiar
não remunerado da pessoa em situação de dependência e dá outras providências”.
Relatoria: Deputado Max Maciel
Parecer: Pela aprovação da matéria.
Aprovado com 3 votos favoráveis e 2 ausências.
16. Projeto de Lei n° 2631/2022, de autoria do Deputado Fábio Felix, que
“Fixa diretrizes para a inclusão do tema transversal ‘Educação ambiental e gestão de
resíduos sólidos’ na parte diversificada dos currículos das unidades escolares de Educação
Básica do Sistema de Ensino do Distrito Federal”.
Relatoria: Deputado Max Maciel
Parecer: Pela aprovação da matéria.
Aprovado com 3 votos favoráveis e 2 ausências.
17. Projeto de Lei Complementar n° 47/2024, de autoria da Deputada Dayse
Amarilio, que “Altera a Lei Complementar nº 840, de 23 de dezembro de 2011, que
‘dispõe sobre o regime jurídico dos servidores públicos civis do Distrito Federal, das
autarquias e das fundações públicas distritais’ para garantir aos servidores públicos vítimas
de violência institucional a opção de ficar no seu setor de trabalho, com a consequente
remoção do servidor que tenha cometido a violência”.
Relatoria: Deputado Max Maciel
Parecer: Pela aprovação da matéria, na forma do Substitutivo anexo.
Aprovado com 3 votos favoráveis e 2 ausências.
18. Projeto de Lei n° 2984/2022, de autoria do Deputado João Cardoso, que
“Altera a denominação do Cargo de Fiscal de Atividades de Defesa do Consumidor, da
Carreira de Atividades de Defesa do Consumidor do Distrito Federal do Quadro de Pessoal
do Instituto de Defesa do Consumidor e dá outras providências”.
Relatoria: Deputada Dayse Amarilio
Parecer: Pela aprovação da matéria.
Aprovado com 3 votos favoráveis e 2 ausências.
19. Projeto de Lei n° 440/2023, de autoria do Deputado Ricardo Vale, que
“Dispõe sobre a adesão da Administração Pública distrital à campanha de doação de órgãos
e tecidos, empreendida no âmbito do Programa DOAR É LEGAL, e dá outras providências”.
Relatoria: Deputada Dayse Amarilio
Parecer: Pela aprovação da matéria.
Aprovado com 3 votos favoráveis e 2 ausências.
20. Projeto de Lei n° 490/2023, de autoria da Deputada Jaqueline Silva, que
“Dispõe sobre os cuidados paliativos no período pré-natal e neonatal, após o diagnóstico de
malformação fetal grave nos serviços de saúde do Sistema Único de Saúde”.
Relatoria: Deputada Dayse Amarilio
Parecer: Pela aprovação da matéria.
Aprovado com 3 votos favoráveis e 2 ausências.
21. Projeto de Lei n° 1107/2024, de autoria do Deputado Max Maciel, que
“Institui a Política Distrital Juventude Negra Viva”.
Relatoria: Deputada Dayse Amarilio
Parecer: Pela aprovação da matéria.
Concedido vista ao deputado Martins Machado.
22. Projeto de Lei n° 1192/2024, de autoria do Deputado Martins
Machado, que “Institui o Programa Bolsa Técnico no âmbito do Distrito Federal”.
Relatoria: Deputada Dayse Amarilio
Parecer: Pela aprovação da matéria.
Aprovado com 3 votos favoráveis e 2 ausências.
23. Indicação n° 6018/2024, de autoria da Deputada Jaqueline Silva, que
" Sugere ao Poder Executivo que, por intermédio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento
Social – SEDES, promova a implantação de uma unidade do Centro de Referência de
Assistência Social – CRAS, na QN 206, na Região Administrativa de Samambaia – RA XII ".
Aprovada com 3 votos favoráveis e 2 ausências.
24. Indicação n° 6179/2024, de autoria da Deputada Jaqueline Silva, que
" Sugere ao Poder Executivo que, em conjunto com os Órgãos competentes providencie a
instalação de uma Agência do Trabalhador, na Região Administrativa do Setor Complementar
de Indústria e Abastecimento/Estrutural - RA XXV."
Aprovada com 3 votos favoráveis e 2 ausências.
25. Indicação n° 6121/2024, de autoria do Deputado Pastor Daniel de Castro,
que " Sugere ao Poder Executivo do Distrito Federal providências para a criação de dois novos
Conselhos Tutelares: um na Região Administrativa de Vicente Pires e outro na Colônia
Agrícola 26 de Setembro."
Aprovada com 3 votos favoráveis e 2 ausências.
26. Indicação n° 6341/2024, de autoria do Deputado Pastor Daniel de Castro,
que " Sugere ao Excelentíssimo Governador do Distrito Federal alteração da Lei Complementar
840/2011 para estender o auxilio funeral ao servidores comissionados do Governo do Distrito
Federal".
Aprovada com 3 votos favoráveis e 2 ausências.
27. Indicação n° 6168/2024, de autoria do Deputado Pepa, que " Sugere ao
Excelentíssimo Senhor Secretário de Estado de Governo do Distrito Federal, providências
necessárias no sentido de remover e realocar as famílias em ocupações unifamiliares no
Bairro Nossa Senhora de Fátima, na Região Administrativa do Arapoanga - RA XXXIV".
Aprovada com 3 votos favoráveis e 2 ausências.
28. Indicação n° 6210/2024, de autoria do Deputado Joaquim Roriz Neto, que
" Sugere ao Poder Executivo a melhoria dos equipamentos do Restaurante Comunitário do
Recanto das Emas".
Aprovada com 3 votos favoráveis e 2 ausências.
29. Indicação n° 6235/2024, de autoria do Deputado Joaquim Roriz Neto, que
" Sugere ao Poder Executivo que implemente fiscalização e contratação de profissionais de
saúde para a UBS 02 do Recanto das Emas".
Aprovada com 3 votos favoráveis e 2 ausências.
30. Indicação n° 6339/2024, de autoria da Deputada Doutora Jane, que
" Sugere ao Governo do Distrito Federal, por intermédio da Secretaria de Estado de Governo,
que envie à Câmara Legislativa Projeto de Lei Complementar visando a inclusão, no regime
jurídico dos servidores públicos civis (Lei Complementar n. 840/2011), de dispositivo que
torna infração disciplinar a violação das prerrogativas dos advogados, nos termos que
especifica".
Aprovada com 3 votos favoráveis e 2 ausências.
Brasília, 16 de setembro de 2024.
NATALIA DOS ANJOS MARQUES
Secretária da CAS
Documento assinado eletronicamente por NATALIA DOS ANJOS MARQUES - Matr. 23815, Secretário(a)
de Comissão, em 18/10/2024, às 17:24, conforme Art. 22, do Ato do Vice-Presidente n° 08, de 2019,
publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 214, de 14 de outubro de 2019.
A autenticidade do documento pode ser conferida no site:
http://sei.cl.df.gov.br/sei/controlador_externo.php?acao=documento_conferir&id_orgao_acesso_externo=0
Código Verificador: 1869009 Código CRC: 3DFE6944.
DCL n° 230, de 21 de outubro de 2024
Resultado de Pautas 3/2024
CFGTC
RESULTADO DE PAUTA - CFGTC
RESULTADO DE PAUTA DA 3ª REUNIÃO ORDINÁRIA
DA 2ª SESSÃO LEGISLATIVA DA 9ª LEGISLATURA
DA CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL
Local: Sala de Reuniões das Comissões
Data: Realizada no dia 17 de outubro de 2024, às 11h41m
I – COMUNICADOS
II – MATÉRIAS PARA CONHECIMENTO
III – EXPEDIENTES
1. Leitura e aprovação da Ata da 2ª Reunião Ordinária, realizada em 20/06/2024;
Resultado: Aprovada
IV – MATÉRIAS PARA DISCUSSÃO E VOTAÇÃO
1. Projeto de Lei nº 766/2023, de autoria do Deputado Wellington Luiz, que "Altera a Lei nº
6.242, de 20 de dezembro de 2018, que “Cria o Fundo de Segurança Pública do Distrito Federal -
FUSPDF e dá outras providências”, e dá outras providências".
Relator: Deputado Ricardo Vale
Parecer: pela Aprovação
Resultado: Aprovado
2. Requerimento nº 1684/2024, de autoria da Comissão de Fiscalização, Governança,
Transparência e Controle, que "Requer a realização de Audiência Pública, no âmbito da
Comissão de Fiscalização, Governança, Transparência e Controle, com a finalidade de apresentar o
relatório de diagnóstico da situação computacional do Governo do Distrito Federal (GDF)".
Resultado: Aprovado
3. Requerimento nº 1685/2024, de autoria da Comissão de Fiscalização, Governança,
Transparência e Controle, que "Requer a realização de Audiência Pública, no âmbito da
Comissão de Fiscalização, Governança, Transparência e Controle, com a finalidade de apresentar o
relatório de diagnóstico da situação do Programa de Alimentação Escolar do Distrito Federal (PAE-
DF)".
Resultado: Aprovado
Brasília, 17 de outubro de 2024.
MARCELO HERBERT DE LIMA
Secretário da Comissão de Fiscalização, Governança, Transparência e Controle
Documento assinado eletronicamente por MARCELO HERBERT DE LIMA - Matr. 22527, Secretário(a) de
Comissão, em 18/10/2024, às 17:46, conforme Art. 22, do Ato do Vice-Presidente n° 08, de 2019, publicado
no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 214, de 14 de outubro de 2019.
A autenticidade do documento pode ser conferida no site:
http://sei.cl.df.gov.br/sei/controlador_externo.php?acao=documento_conferir&id_orgao_acesso_externo=0
Código Verificador: 1872306 Código CRC: 985231F2.
DCL n° 230, de 21 de outubro de 2024
Designação de Relatorias 1/2024
CAS
DESIGNAÇÃO DE RELATORES - CAS
De ordem da Excelentíssima Senhora Presidente da Comissão de Assuntos Sociais, Deputada
Dayse Amarilio, nos termos do art. 78, inciso VI do Regimento Interno, informo que as proposições
abaixo relacionadas foram distribuídas aos membros desta Comissão para proferirem parecer.
Prazo para parecer: 10 dias úteis, a partir da data de publicação.
Deputada Dayse Deputado Max Deputado João Deputado Martins
Amarilio Maciel Cardoso Machado
PDL 201/2024 PDL 199/2024 PL 1342/2024 PL 1343/2024
- - PDL 203/2024 PDL 200/2024
Brasília, 18 de outubro de 2024.
NATALIA DOS ANJOS MARQUES
Secretária da CAS
Documento assinado eletronicamente por NATALIA DOS ANJOS MARQUES - Matr. 23815, Secretário(a)
de Comissão, em 18/10/2024, às 16:16, conforme Art. 22, do Ato do Vice-Presidente n° 08, de 2019,
publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 214, de 14 de outubro de 2019.
A autenticidade do documento pode ser conferida no site:
http://sei.cl.df.gov.br/sei/controlador_externo.php?acao=documento_conferir&id_orgao_acesso_externo=0
Código Verificador: 1872446 Código CRC: 4D6C9599.
DCL n° 230, de 21 de outubro de 2024
Portarias 503/2024
Gabinete da Mesa Diretora
PORTARIA-GMD Nº 503, DE 17 DE OUTUBRO DE 2024
O GABINETE DA MESA DIRETORA DA CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL, em
conformidade com o Ato da Mesa Diretora nº 50, de 2011, e com o Ato da Mesa Diretora nº 46, de
2017, considerando o Parecer 195 (1870522) e as demais razões apresentadas no Processo SEI 00001-
00042706/2024-04, RESOLVE:
Art. 1º Autorizar a utilização do auditório da CLDF, sem ônus, para a realização de sorteio de
fim de ano da ASSECAM, no dia 13 de dezembro de 2024, no horário das 9h às 18h.
Parágrafo único. O evento será coordenado pelo servidor Valquírio Cavalcante, matrícula nº
11.373, que será responsável por entregar o espaço nas mesmas condições que o recebeu.
Art. 2º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.
RENATO CARDOSO BEZERRA
Secretário-Geral substituto/Presidência
JOÃO TORRACCA JUNIOR BRYAN ROGGER ALVES DE SOUSA
Secretário-Executivo/Vice-Presidência Secretário-Executivo/Primeira-Secretaria
ANDRÉ LUIZ PEREZ NUNES RUSEMBERGUE BARBOSA DE ALMEIDA
Secretário-Executivo/Segunda-Secretaria Secretário-Executivo/Terceira-Secretaria
Documento assinado eletronicamente por ANDRE LUIZ PEREZ NUNES - Matr. 21912, Secretário(a)-
Executivo(a), em 17/10/2024, às 16:21, conforme Art. 22, do Ato do Vice-Presidente n° 08, de 2019,
publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 214, de 14 de outubro de 2019.
Documento assinado eletronicamente por RUSEMBERGUE BARBOSA DE ALMEIDA - Matr.
21481, Secretário(a)-Executivo(a), em 18/10/2024, às 10:50, conforme Art. 22, do Ato do Vice-Presidente
n° 08, de 2019, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 214, de 14 de outubro de
2019.
Documento assinado eletronicamente por BRYAN ROGGER ALVES DE SOUSA - Matr.
23698, Secretário(a)-Executivo(a), em 18/10/2024, às 10:57, conforme Art. 22, do Ato do Vice-Presidente
n° 08, de 2019, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 214, de 14 de outubro de
2019.
Documento assinado eletronicamente por JOAO TORRACCA JUNIOR - Matr. 24072, Secretário(a)-
Executivo(a), em 18/10/2024, às 14:41, conforme Art. 22, do Ato do Vice-Presidente n° 08, de 2019,
publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 214, de 14 de outubro de 2019.
Documento assinado eletronicamente por RENATO CARDOSO BEZERRA - Matr. 24047, Secretário(a)-
Geral da Mesa Diretora - Substituto(a), em 18/10/2024, às 17:26, conforme Art. 22, do Ato do Vice-
Presidente n° 08, de 2019, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 214, de 14 de
outubro de 2019.
A autenticidade do documento pode ser conferida no site:
http://sei.cl.df.gov.br/sei/controlador_externo.php?acao=documento_conferir&id_orgao_acesso_externo=0
Código Verificador: 1870954 Código CRC: 5EA1C4BD.
DCL n° 230, de 21 de outubro de 2024
Portarias 512/2024
Diretoria de Gestão de Pessoas
PORTARIA-DGP Nº 512, DE 17 DE OUTUBRO DE 2024
A DIRETORA DE GESTÃO DE PESSOAS DA CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL, no
uso da competência que lhe foi delegada pelo art. 5º da Portaria nº 381/2024 do Gabinete da Mesa
Diretora, tendo em vista o que estabelecem os artigos nº 139 e 140 da Lei Complementar nº
840/2011, alterados pela Lei Complementar nº 952/2019, e o que consta no Processo nº 001-
001025/2012, RESOLVE:
CONCEDER ao servidor LUCIANO DE ALENCAR PESSOA, matrícula nº 18.344-01, ocupante do
cargo efetivo de Consultor Técnico-legislativo, categoria Taquígrafo Especialista, 3 (três) meses de
licença-servidor, referentes ao período aquisitivo de 30/8/2019 a 30/8/2024, a serem usufruídas até
1/2/2029.
EDILAIR DA SILVA SENA
Diretora de Gestão de Pessoas
Documento assinado eletronicamente por EDILAIR DA SILVA SENA - Matr. 16015, Diretor(a) de Gestão
de Pessoas, em 17/10/2024, às 18:10, conforme Art. 22, do Ato do Vice-Presidente n° 08, de 2019, publicado
no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 214, de 14 de outubro de 2019.
A autenticidade do documento pode ser conferida no site:
http://sei.cl.df.gov.br/sei/controlador_externo.php?acao=documento_conferir&id_orgao_acesso_externo=0
Código Verificador: 1871319 Código CRC: 192C615B.
DCL n° 230, de 21 de outubro de 2024
Portarias 501/2024
Gabinete da Mesa Diretora
PORTARIA-GMD Nº 501, DE 17 DE OUTUBRO DE 2024
O GABINETE DA MESA DIRETORA DA CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL, em
conformidade com o Ato da Mesa Diretora nº 50, de 2011, e com o Ato da Mesa Diretora nº 46, de
2017, considerando o Memorando 71 (1868651) e as demais razões apresentadas no Processo
SEI 00001-00042827/2024-48, RESOLVE:
Art. 1º Autorizar a utilização do auditório da CLDF, sem ônus, para a realização da cerimônia
de graduação da Federação Metropolitana de Judô - FEMEJU, no dia 29 de novembro de 2024, no
horário das 18h às 22h.
Parágrafo único. O evento será coordenado pela servidora Daniella Vasconcelos Santana Brito,
matrícula nº 19.076, que será responsável por entregar o espaço nas mesmas condições que o
recebeu.
Art. 2º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.
RENATO CARDOSO BEZERRA
Secretário-Geral substituto/Presidência
JOÃO TORRACCA JUNIOR BRYAN ROGGER ALVES DE SOUSA
Secretário-Executivo/Vice-Presidência Secretário-Executivo/Primeira-Secretaria
ANDRÉ LUIZ PEREZ NUNES RUSEMBERGUE BARBOSA DE ALMEIDA
Secretário-Executivo/Segunda-Secretaria Secretário-Executivo/Terceira-Secretaria
Documento assinado eletronicamente por BRYAN ROGGER ALVES DE SOUSA - Matr.
23698, Secretário(a)-Executivo(a), em 17/10/2024, às 15:33, conforme Art. 22, do Ato do Vice-Presidente
n° 08, de 2019, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 214, de 14 de outubro de
2019.
Documento assinado eletronicamente por ANDRE LUIZ PEREZ NUNES - Matr. 21912, Secretário(a)-
Executivo(a), em 17/10/2024, às 16:21, conforme Art. 22, do Ato do Vice-Presidente n° 08, de 2019,
publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 214, de 14 de outubro de 2019.
Documento assinado eletronicamente por RUSEMBERGUE BARBOSA DE ALMEIDA - Matr.
21481, Secretário(a)-Executivo(a), em 18/10/2024, às 10:50, conforme Art. 22, do Ato do Vice-Presidente
n° 08, de 2019, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 214, de 14 de outubro de
2019.
Documento assinado eletronicamente por JOAO TORRACCA JUNIOR - Matr. 24072, Secretário(a)-
Executivo(a), em 18/10/2024, às 14:41, conforme Art. 22, do Ato do Vice-Presidente n° 08, de 2019,
publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 214, de 14 de outubro de 2019.
Documento assinado eletronicamente por RENATO CARDOSO BEZERRA - Matr. 24047, Secretário(a)-
Geral da Mesa Diretora - Substituto(a), em 18/10/2024, às 17:26, conforme Art. 22, do Ato do Vice-
Presidente n° 08, de 2019, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 214, de 14 de
outubro de 2019.
A autenticidade do documento pode ser conferida no site:
http://sei.cl.df.gov.br/sei/controlador_externo.php?acao=documento_conferir&id_orgao_acesso_externo=0
Código Verificador: 1870888 Código CRC: A316C731.
DCL n° 230, de 21 de outubro de 2024
Portarias 502/2024
Gabinete da Mesa Diretora
PORTARIA-GMD Nº 502, DE 17 DE OUTUBRO DE 2024
O GABINETE DA MESA DIRETORA DA CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL, no uso
das atribuições que lhe foram delegadas pelo art. 19, inciso IX, da Resolução nº 337/2023 e tendo em
vista o que consta no Processo SEI nº 00001-00039668/2024-02, RESOLVE:
Art. 1º Autorizar que os servidores Paulo Júnior Werlang, matrícula n.º 23.930; Dérick Hanney
Batista de Oliveira, matrícula n.º 24593; e Leonardo Mendes Lacerda, matrícula n.º 13458, participem
do evento 4ª Oficina Técnica de ITS - Inspeção Técnica de Segurança PRF, promovido pela Diretoria de
Inteligência da Polícia Rodoviária Federal - DINT-PRF, em Brasília, de 29 de outubro a 1º de novembro
de 2024.
Parágrafo único. A participação dos servidores será sem custeio pela CLDF, com a dispensa de
ponto e sem prejuízo da remuneração, conforme art. 10, inciso III, alínea b, do Ato da Mesa Diretora
nº 79, de 2020.
Art. 2º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.
RENATO CARDOSO BEZERRA
Secretário-Geral substituto/Presidência
JOÃO TORRACCA JUNIOR BRYAN ROGGER ALVES DE SOUSA
Secretário-Executivo/Vice-Presidência Secretário-Executivo/Primeira-Secretaria
ANDRÉ LUIZ PEREZ NUNES RUSEMBERGUE BARBOSA DE ALMEIDA
Secretário-Executivo/Segunda-Secretaria Secretário-Executivo/Terceira-Secretaria
Documento assinado eletronicamente por ANDRE LUIZ PEREZ NUNES - Matr. 21912, Secretário(a)-
Executivo(a), em 17/10/2024, às 16:21, conforme Art. 22, do Ato do Vice-Presidente n° 08, de 2019,
publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 214, de 14 de outubro de 2019.
Documento assinado eletronicamente por RUSEMBERGUE BARBOSA DE ALMEIDA - Matr.
21481, Secretário(a)-Executivo(a), em 18/10/2024, às 10:50, conforme Art. 22, do Ato do Vice-Presidente
n° 08, de 2019, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 214, de 14 de outubro de
2019.
Documento assinado eletronicamente por BRYAN ROGGER ALVES DE SOUSA - Matr.
23698, Secretário(a)-Executivo(a), em 18/10/2024, às 10:57, conforme Art. 22, do Ato do Vice-Presidente
n° 08, de 2019, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 214, de 14 de outubro de
2019.
Documento assinado eletronicamente por JOAO TORRACCA JUNIOR - Matr. 24072, Secretário(a)-
Executivo(a), em 18/10/2024, às 14:41, conforme Art. 22, do Ato do Vice-Presidente n° 08, de 2019,
publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 214, de 14 de outubro de 2019.
Documento assinado eletronicamente por RENATO CARDOSO BEZERRA - Matr. 24047, Secretário(a)-
Geral da Mesa Diretora - Substituto(a), em 18/10/2024, às 17:27, conforme Art. 22, do Ato do Vice-
Presidente n° 08, de 2019, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 214, de 14 de
outubro de 2019.
A autenticidade do documento pode ser conferida no site:
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DCL n° 230, de 21 de outubro de 2024
Portarias 516/2024
Diretoria de Gestão de Pessoas
PORTARIA-DGP Nº 516, DE 18 DE OUTUBRO DE 2024
A DIRETORA DE GESTÃO DE PESSOAS DA CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL, no
uso da competência que lhe foi delegada pelo art. 5º da Portaria nº 381/2024 do Gabinete da Mesa
Diretora, tendo em vista o que estabelecem os artigos nº 139 e 140 da Lei Complementar nº
840/2011, alterados pela Lei Complementar nº 952/2019, e o que consta no Processo nº 00001-
00003735/2021-08, RESOLVE:
CONCEDER à servidora DANIELA CAVALIERI VON ADAMEK, matrícula nº 22.701-10, ocupante
do cargo efetivo de Consultor Legislativo, 3 (três) meses de licença-servidor, referentes ao período
aquisitivo de 24/7/2019 a 21/7/2024, a serem usufruídas até 23/12/2028.
EDILAIR DA SILVA SENA
Diretora de Gestão de Pessoas
Documento assinado eletronicamente por EDILAIR DA SILVA SENA - Matr. 16015, Diretor(a) de Gestão
de Pessoas, em 18/10/2024, às 14:10, conforme Art. 22, do Ato do Vice-Presidente n° 08, de 2019, publicado
no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 214, de 14 de outubro de 2019.
A autenticidade do documento pode ser conferida no site:
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DCL n° 230, de 21 de outubro de 2024
Portarias 513/2024
Diretoria de Gestão de Pessoas
PORTARIA-DGP Nº 513, DE 18 DE OUTUBRO DE 2024
A DIRETORA DE GESTÃO DE PESSOAS DA CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL, no uso da
competência que lhe foi delegada pelo art. 1º, inciso III, da Portaria nº 32/2005 do Gabinete da Mesa
Diretora, tendo em vista o que dispõe o art. 114 da Lei Complementar nº 840, de 2011; o art. 40, § 19, da
Constituição Federal c/c o art. 3º da Emenda Constitucional nº 47, de 2005; e o que consta no Processo nº
00001-00040482/2024-98, RESOLVE:
CONCEDER, a partir de 2 de outubro de 2024, ao servidor NIRON OLIVEIRA DO NASCIMENTO,
matrícula nº 13.232-57, ocupante do cargo efetivo de Analista Legislativo, categoria Analista Legislativo,
abono de permanência, equivalente ao valor de sua contribuição previdenciária, suspendendo-se o benefício
em caso de aposentadoria.
EDILAIR DA SILVA SENA
Diretora de Gestão de Pessoas
Documento assinado eletronicamente por EDILAIR DA SILVA SENA - Matr. 16015, Diretor(a) de Gestão
de Pessoas, em 18/10/2024, às 11:51, conforme Art. 22, do Ato do Vice-Presidente n° 08, de 2019, publicado
no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 214, de 14 de outubro de 2019.
A autenticidade do documento pode ser conferida no site:
http://sei.cl.df.gov.br/sei/controlador_externo.php?acao=documento_conferir&id_orgao_acesso_externo=0
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