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DCL n° 256, de 24 de novembro de 2025 - Suplemento
Ata Sucinta Sessão Ordinária 102/2025
CCÂÂMMAARRAA LLEEGGIISSLLAATTIIVVAA DDOO DDIISSTTRRIITTOO FFEEDDEERRAALL
TERCEIRA SECRETARIA
Diretoria Legislativa
Setor de Ata e Súmula
AATTAA DDEE SSEESSSSÃÃOO PPLLEENNÁÁRRIIAA
33ªª SSEESSSSÃÃOO LLEEGGIISSLLAATTIIVVAA DDAA 99ªª LLEEGGIISSLLAATTUURRAA
AATTAA SSUUCCIINNTTAA DDAA 110022ªª ((CCEENNTTÉÉSSIIMMAA SSEEGGUUNNDDAA))
SSEESSSSÃÃOO OORRDDIINNÁÁRRIIAA,,
EEMM 1133 DDEE NNOOVVEEMMBBRROO DDEE 22002255
SSÚÚMMUULLAA
PPRREESSIIDDÊÊNNCCIIAA:: Deputado Ricardo Vale
LLOOCCAALL:: Plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal
IINNÍÍCCIIOO:: 15 horas e 9 minutos
TTÉÉRRMMIINNOO:: 17 horas e 27 minutos
Observação: A versão integral desta sessão encontra-se na ata circunstanciada.
11 AABBEERRTTUURRAA
PPrreessiiddeennttee ((DDeeppuuttaaddoo RRiiccaarrddoo VVaallee))
– Declara aberta a sessão.
22 CCOOMMUUNNIICCAADDOO DDAA PPRREESSIIDDÊÊNNCCIIAA
PPrreessiiddeennttee ((DDeeppuuttaaddoo RRiiccaarrddoo VVaallee))
– Informa que, de acordo com o Requerimento nº 2.356, de 2025, de autoria do Deputado Ricardo
Vale, a sessão ordinária será transformada em comissão geral para debater a recomposição da Parcela
Autônoma de Integração ao Sistema Único de Saúde do DF – PASUS, devida a servidores federais
cedidos para a Secretaria de Saúde.
33 EENNCCEERRRRAAMMEENNTTOO
PPrreessiiddeennttee ((DDeeppuuttaaddoo RRiiccaarrddoo VVaallee))
– Agradece a presença de todos e declara encerradas a presente comissão geral e a sessão que a
originou.
Observação: O registro de presença dos parlamentares está dispensado, conforme o disposto no art.
131, § 4º, do Regimento Interno da CLDF, e no art. 1º, § 2º, II, do Ato da Mesa Diretora nº 49, de
2025.
Nos termos do art. 135, I, do Regimento Interno, lavro a presente ata.
TTIIAAGGOO PPEERREEIIRRAA DDOOSS SSAANNTTOOSS
Chefe do Setor de Ata e Súmula
Ata de Sessão Plenária 102ª Sessão Ordinária (2412261) SEI 00001-00046931/2025-92 / pg. 1
Documento assinado eletronicamente por TTIIAAGGOO PPEERREEIIRRAA DDOOSS SSAANNTTOOSS -- MMaattrr.. 2233005566, CChheeffee ddoo SSeettoorr ddee
AAttaa ee SSúúmmuullaa, em 17/11/2025, às 10:59, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025,
publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025.
A autenticidade do documento pode ser conferida no site:
http://sei.cl.df.gov.br/sei/controlador_externo.php?acao=documento_conferir&id_orgao_acesso_externo=0
Código Verificador: 22441122226611 Código CRC: 88EE22CC88335533.
Praça Municipal, Quadra 2, Lote 5, Piso Inferior 1, Sala TI.2 - CEP 70094-902 - Brasília-DF - Telefone: (61)3348-9249
www.cl.df.gov.br - seas@cl.df.gov.br
00001-00046931/2025-92 2412261v2
Ata de Sessão Plenária 102ª Sessão Ordinária (2412261) SEI 00001-00046931/2025-92 / pg. 2
DCL n° 256, de 24 de novembro de 2025 - Suplemento
Ata Circunstanciada Sessão Ordinária 101/2025
CCÂÂMMAARRAA LLEEGGIISSLLAATTIIVVAA DDOO DDIISSTTRRIITTOO FFEEDDEERRAALL
TERCEIRA SECRETARIA
Diretoria Legislativa
Setor de Registro e Redação Legislativa
AATTAA DDEE SSEESSSSÃÃOO PPLLEENNÁÁRRIIAA
33ªª SSEESSSSÃÃOO LLEEGGIISSLLAATTIIVVAA DDAA 99ªª LLEEGGIISSLLAATTUURRAA
AATTAA CCIIRRCCUUNNSSTTAANNCCIIAADDAA DDAA
110011ªª SSEESSSSÃÃOO OORRDDIINNÁÁRRIIAA,,
DDEE 1122 DDEE NNOOVVEEMMBBRROO DDEE 22002255..
IINNÍÍCCIIOO ÀÀSS 1155HH0011 TTÉÉRRMMIINNOO ÀÀSS 1155HH5566
PRESIDENTE DEPUTADO CHICO VIGILANTE (PT) – Sob a proteção de Deus, iniciamos os
nossos trabalhos.
Sobre a mesa, expediente que será lido por mim.
(Leitura do expediente.)
PRESIDENTE DEPUTADO CHICO VIGILANTE (PT) – Como não se verifica o quórum mínimo
de presença, suspendo os trabalhos até que ele se complete.
(Os trabalhos são suspensos.)
PRESIDENTE DEPUTADO CHICO VIGILANTE (PT) – Reinicio os trabalhos. Está aberta a
sessão.
Passo a presidência ao deputado Ricardo Vale.
(Assume a presidência o deputado Ricardo Vale.)
PRESIDENTE DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Dá-se início ao comunicado de líderes.
Concedo a palavra ao deputado Chico Vigilante.
DEPUTADO CHICO VIGILANTE (PT. Como líder.) – Senhor presidente, senhoras deputadas e
senhores deputados, eu tenho acompanhado muito de perto esse debate que está acontecendo no
Congresso Nacional, na câmara federal, a respeito do Projeto Antifacção.
O Ministério da Justiça, por determinação do presidente Lula, levou basicamente 1 ano
preparando esse projeto. O projeto foi apresentado à Câmara dos Deputados. O presidente da
Câmara dos Deputados chamou de volta para relatar o projeto o secretário de segurança do estado
de São Paulo e capitão expulso da polícia. Ele chegou à Câmara dos Deputados e, praticamente,
anulou o projeto, inclusive acrescentando dispositivos flagrantemente inconstitucionais. Ele quis, por
exemplo, proibir a Polícia Federal de fazer investigação. Daqui para frente, a Polícia Federal não teria
como investigar. Para investigar um estado, a Polícia Federal teria que comunicar ao governador o
início da investigação.
Isso desrespeita completamente o art. 144 da Constituição brasileira, a Constituição Cidadã
de 1988, que define o papel de cada polícia. Está definido na Constituição o que têm que fazer a
Polícia Militar, a Polícia Civil, a Polícia Federal e a Polícia Penal. O relator queria impedir a atuação da
Polícia Federal.
No entanto, a revolta por parte de juristas, deputados, senadores e especialistas em
segurança foi tão grande que ele teve que voltar atrás. O projeto ainda tem defeitos a serem
Ata de Sessão Plenária Circunstanciada da 101ª S.O. (2419818) SEI 00001-00048135/2025-94 / pg. 1
corrigidos. Efetivamente, o relator teve que voltar atrás e tirar o absurdo que tinha colocado no
projeto.
Espero que a Câmara dos Deputados corrija ainda mais o projeto e faça voltar o texto
original do governo do presidente Lula. Se ainda restar alguma inconstitucionalidade no projeto, o
Senado Federal pode corrigi-la. Inclusive, o presidente da Comissão de Constituição, Justiça e
Cidadania do Senado Federal já declarou que, se o projeto permanecer como está, terá uma cova
profunda naquela casa.
Dito isso, quero abordar outro tema debatido amplamente nesta casa, ontem. Refiro-me à
tentativa de conceder o título de cidadão honorário de Brasília ao Donald Trump. O Trump tem
aplicado as tarifas mais absurdas à nação brasileira. Ele taxou todos os países em 10%; e o Brasil, a
China e outros, em 40%, 50% e até 100%. Hoje, a taxa é de 50% para a carne, o café e o aço do
Brasil. É inaceitável o que ele está fazendo.
O Trump é o presidente mais impopular da história dos Estados Unidos, e há deputados
nesta casa querendo homenageá-lo e transformá-lo em cidadão honorário de Brasília. Realmente, é
uma vergonha!
Felizmente, ontem, a Câmara Legislativa não votou essa excrescência. Espero que não façam
voltar a ideia absurda de homenagear quem não merece ser homenageado. Realmente, o Trump não
merece ter o título de cidadão do nosso país.
Que os deputados da Câmara Legislativa tenham juízo e não voltem a esse debate!
Obrigado, presidente.
PRESIDENTE DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Concedo a palavra ao deputado Eduardo
Pedrosa.
DEPUTADO EDUARDO PEDROSA (Bloco União Democrático. Como líder.) – Presidente, meus
colegas parlamentares, em primeiro lugar desejo boa tarde a cada um.
Presidente, hoje visitei algumas obras, frutos das emendas parlamentares que pudemos
destinar: a Praça dos Pioneiros, no Paranoá; Quadras 201 e 305, em São Sebastião; a pavimentação
da Rua Sabiá, no Gama; além de obras em outras regiões do Distrito Federal.
Quero, inicialmente, agradecer ao governo a execução dessas obras. Quando destinamos
emendas parlamentares, tentamos atender aos anseios da comunidade e temos feito isso por meio
do nosso mandato.
Também tive a oportunidade de visitar o CRE-TEA, nosso Centro de Referência Especializado
no Transtorno do Espectro Autista. Ele é um projeto prioritário para mim, ao qual temos dedicado
muita energia, e quero vê-lo sair do papel para garantir um espaço de acolhimento às associações.
Fiquei muito feliz com o que vi por lá. Já há alguns equipamentos, o centro está quase
pronto. Até o final do mês, se Deus quiser, conseguiremos inaugurar aquele espaço, será um grande
legado para a cidade e poderá ser um projeto piloto a ser levado a todas as cidades do DF.
Temos que trabalhar para levar a política pública à ponta, à comunidade, aos lugares onde
sabemos que as pessoas mais precisam desse tipo de suporte. Não queremos mais ver mães e pais
esperando 3, 4 anos na rede, rodando, tentando conseguir um laudo para os seus filhos.
Temos batalhado muito e esperamos ver em breve a construção do nosso CRE-TEA, o centro
de referência e atendimento às pessoas com autismo no DF.
Também queria, presidente, aproveitar esta fala para fazer um agradecimento especial ao
deputado Rogério Morro da Cruz, meu líder, que não está aqui. Hoje estive em São Sebastião, a
cidade dele, onde ele tem grande relevância eleitoral e realiza um trabalho importante. Eu visitei
algumas obras. Ele me ligou e me agradeceu. Ele tem sido um grande parceiro. Inclusive pediu que
fizéssemos outras obras juntos, com emendas parlamentares.
Ata de Sessão Plenária Circunstanciada da 101ª S.O. (2419818) SEI 00001-00048135/2025-94 / pg. 2
Quero agradecer a ele, porque não é sempre que somos recebidos tão bem assim, e o
deputado Rogério Morro da Cruz tem nos recebido e demonstrado senso de responsabilidade e
atenção com a sua comunidade. Quero registrar publicamente esse agradecimento.
Queria também, presidente, falar dos motoristas de aplicativo. Tenho conversado com
algumas pessoas da categoria, e algo me preocupa muito em relação a esses trabalhadores,
especificamente. Temos visto a violência tomar conta desse tipo de atividade. Cito, por exemplo, o
caso de um policial penal que realizava um trabalho adicional como motorista de aplicativo, foi
esfaqueado e perdeu a vida.
Vimos também, nesta semana, matérias divulgadas na mídia que mostraram um motorista
esfaqueado no pescoço, durante sua atividade profissional, no exercício do seu trabalho. Ele ficou 17
dias internado no hospital, saiu e agora está em recuperação.
Isso tem sido recorrente. Sempre temos ouvido relatos de violência contra motoristas de
aplicativo. Algo precisa ser feito. Precisamos do apoio das empresas, que ganham dinheiro com o
trabalho desse pessoal, que lucram e avançam em seus negócios à custa do trabalho desses
profissionais. Esses trabalhadores precisam ser respeitados. Nós precisamos garantir isso. Precisamos
do apoio das empresas e de políticas de Estado que deem suporte a eles.
Quero falar primeiro sobre a violência, algo que me preocupa profundamente. Precisamos de
plataformas que garantam mais segurança, que seja garantida mais segurança tanto por parte das
empresas quanto do Estado, para que possamos mudar esse panorama.
Também é importante garantirmos a eles condições adequadas de trabalho. Há uma
necessidade urgente de pontos de apoio. Imaginem: a pessoa precisa parar para ir ao banheiro,
precisa se alimentar, e muitas vezes não existe um lugar aonde ir, não existe suporte algum.
É fundamental que consigamos envolver o Estado nesse processo. As empresas devem
ajudar, mas o governo também precisa construir esses pontos de apoio, criar um programa de
suporte que realmente dê atendimento a esses trabalhadores, que garanta uma estrutura mínima de
trabalho e de dignidade para quem sai todos os dias de casa para produzir pela nossa população.
Enquanto muitos estão acomodados com bolsas, eles estão trabalhando para gerar renda e alimentar
suas famílias. Precisamos valorizar e reconhecer isso.
Quero deixar publicamente essa fala. Eu me solidarizo com esses trabalhadores e me
comprometo a trabalhar para avançarmos nas pautas que os envolvem.
Muito obrigado a todos.
PRESIDENTE DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Concedo a palavra ao deputado Pastor
Daniel de Castro.
DEPUTADO PASTOR DANIEL DE CASTRO – (Bloco A Força da Família. Como líder.) –
Presidente Ricardo Vale, muito obrigado. É uma alegria. Cumprimento vossa excelência, os
deputados e as deputadas presentes, os servidores desta casa e todos que nos acompanham pelas
redes sociais da Câmara Legislativa do Distrito Federal.
Quero falar sobre algo grandioso que realizamos hoje nesta casa. Os deputados possuem
muitas prerrogativas. Uma dessas prerrogativas é a de conceder o título de cidadão honorário ou de
cidadão benemérito do Distrito Federal a personalidades, às pessoas que contribuem de forma
significativa com Brasília.
Há algum tempo, fui procurado em meu gabinete para conversar com várias pessoas do
nosso grupo político. Chegamos ao entendimento de conceder o título de cidadão honorário de
Brasília a Eduardo Baptista, o Bap, presidente do Flamengo.
As pessoas perguntaram o porquê. Porque, atualmente, o Flamengo é o maior time da
América Latina, é o maior time disparado do Brasil, tem a maior torcida e um significado
extremamente importante, inclusive na economia do Distrito Federal, pois existem pessoas que vão
Ata de Sessão Plenária Circunstanciada da 101ª S.O. (2419818) SEI 00001-00048135/2025-94 / pg. 3
às lojas fazer compras e gastam dinheiro quando há jogo do Flamengo. Conversando com o
presidente, ele me disse que Brasília é a segunda casa do Flamengo.
A deputada Dayse Amarilio está acenando para baixo. Sei que a deputada faz isso de forma
carinhosa, pois ela é vascaindo; vascaindo para a segunda divisão. (Risos.)
Deputada Dayse Amarilio, para que a senhora tenha noção da expressão do Flamengo, no
atual Campeonato Brasileiro, os 10 maiores públicos dos estádios foram em jogos do Flamengo. Isso
mostra realmente o que é a Nação Madureira. Isso gera impacto na economia. Apenas isso já
justificaria o título de cidadão honorário de Brasília para o Bap, e foi o que fizemos. Eu não
imaginava o impacto que isso teria.
Hoje houve um impacto extraordinário nas redes sociais do Flamengo e nas minhas, houve a
veiculação pela Rede Globo. O que mais me chamou a atenção foi o presidente, sentado nessa
cadeira, falando sobre seu histórico, destacando quem ele era, como empresário, e tudo que deixou
para conduzir o Flamengo.
Ele afirmou que, se conseguiu, qualquer um consegue, e começou a apresentar exemplos.
Dessa forma, percebe-se o sentimento das pessoas desprovidas de vaidade. Ele mencionou a Leila,
falou do Palmeiras, de vossa excelência, até porque em breve haverá 2 grandes embates: a final da
Libertadores, entre Flamengo e Palmeiras, e a do Campeonato Brasileiro, que provavelmente será
decidida entre Flamengo e Palmeiras também. Ele mencionou ainda o Atlético Mineiro, o Vasco da
Gama, o Fluminense, ou seja, falou sobre os times e sobre o significado do futebol para a nação
brasileira.
Por fim, o que me trouxe muita alegria foi o fato de ele ter convidado para essa homenagem
pessoas especiais, para as quais estendemos a homenagem. Ele trouxe Raul Plassmann, um dos
maiores goleiros do Brasil – Atlético Mineiro e Flamengo – e Leandro, nosso eterno lateral, ambos
campeões mundiais de 1981, deputado Chico Vigilante.
Com ele veio a nova geração: o Isaquias, campeão olímpico na canoa. Independentemente
das nossas bandeiras e das nossas torcidas, quando existe qualquer time brasileiro, qualquer
competidor brasileiro disputando em nível mundial ou nacional, querendo ou não – nosso coração é
brasileiro –, nesse momento, nós nos unimos para torcer pelas pessoas.
Hoje recebi um monte de pessoas que estavam torcendo pelo Flamengo, mesmo sem serem
flamenguistas. São pessoas de São Paulo que não querem ver o Palmeiras campeão e, por isso,
preferem torcer para o Flamengo, pois são antipalmeiras.
Tudo isso é algo saudável, porque não é guerra nem briga, é uma demonstração desse
entrelaçamento nosso, brasileiro. Nós temos um grande coração. O brasileiro é muito bacana; é
muito bom ser brasileiro. Nós nos dividimos, nós brigamos, mas há momentos em que as coisas se
unem. Vi tanta gente aqui que não era flamenguista tirando fotos com o Raul Plassmann e com o
Leandro, porque os reconhecem como personalidades mundiais. Eles foram campeões mundiais em
1981. Querendo ou não, eles são marcos, histórias importantes para nós.
Por fim, presidente, quero agradecer muito ao doutor Aleksander, diretor do Flamengo, que
nos proporcionou essa oportunidade. Fiquei muito feliz nesse dia e agradeço a toda a minha
assessoria. Nós acabamos cobrando demais, mas quero deixar expressa a minha gratidão a toda a
equipe que nos proporcionou esta manhã tão extraordinária.
E vamos em frente, porque haverá Flamengo e Palmeiras no dia 29, lá em Lima, no Peru. É
isso?
PRESIDENTE DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Dia 29, isso mesmo. O Flamengo vai perder
de novo.
DEPUTADO PASTOR DANIEL DE CASTRO – (Bloco A Força da Família. Como líder.) – É
mesmo? Pois nós já declaramos que o Palmeiras será vice outra vez. O Palmeiras não tem mundial,
presidente, e vai continuar sem ter. Uniram-se aos flamenguistas todos os antipalmeiras de São
Ata de Sessão Plenária Circunstanciada da 101ª S.O. (2419818) SEI 00001-00048135/2025-94 / pg. 4
Paulo para torcer pelo Flamengo, só para o Palmeiras continuar ouvindo: “Não tem mundial!”
Brincadeiras à parte, agradeço a vossa excelência.
PRESIDENTE DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Concedo a palavra ao deputado Fábio Félix.
DEPUTADO FÁBIO FÉLIX (Bloco PSOL-PSB. Como líder.) – Presidente, deputados, deputadas
e todos que assistem a nós pela TV Câmara Distrital, venho hoje falar de um tema que está em
destaque neste momento: a COP30.
A COP30 está acontecendo em Belém do Pará, um evento muito importante para o país.
Nesse evento, a cúpula da ONU trata das questões ambientais e, especialmente, das questões
climáticas.
Ontem houve uma manifestação importante dos movimentos sociais. Nós precisamos
reconhecer que os movimentos sociais continuam atuando de forma independente e se posicionando
nesses processos. Sabemos que essas cúpulas tendem a se institucionalizar, a se burocratizar, e
muitas vezes acabam não ouvindo a voz principal – a voz das ruas, a voz dos movimentos plurais,
dos povos indígenas, da juventude.
Por isso, considero muito importante a manifestação ocorrida ontem, marcada pela entrada
de alguns setores na Zona Azul da COP30, com o propósito de afirmar que nós não aceitaremos uma
COP30 que não traga resoluções objetivas para a população brasileira e para o mundo.
Quando falamos em questão climática, é importante lembrar que não há planeta b. Nós não
temos outra opção. Precisamos começar a tomar decisões com metas e prazos, para salvar este
planeta, que nós mesmos estamos destruindo, especialmente a elite econômica, que sustenta esse
modelo de desenvolvimento. Portanto, é preciso repensar esse modelo econômico de
desenvolvimento.
Apostar na exploração de petróleo na foz do Amazonas, a meu ver, é um erro – mesmo com
essa licença experimental ambiental concedida agora pelo Ibama. Para mim, isso é um erro, porque
vai na contramão do objetivo central da COP30, que é a busca por fontes alternativas de energia.
Portanto, presidente, considero importante essa manifestação, para que possamos apontar as
contradições que estão acontecendo na COP30.
Hoje será aberta também a Cúpula dos Povos, um espaço para discutir com movimentos
sociais do mundo inteiro e com representantes da sociedade civil uma alternativa climática e
ambiental.
O governo está protagonizando a COP30 e tem buscado diversos atores internacionais para
essa discussão, mas nós queremos mais. Nós queremos que a sociedade civil seja ouvida de fato.
Nós queremos compromissos concretos. O presidente Lula falou sobre um “mapa do caminho”, que
diz respeito aos prazos e a quanto cada país vai investir, mas precisamos enfrentar essas
contradições. Elas precisam ser enfrentadas.
Amanhã, presidente, viajarei para Belém do Pará, representando a Frente Parlamentar dos
Extremos Climáticos, para participar da COP30 e da Cúpula dos Povos. Levarei também a realidade
que vivemos aqui no Cerrado brasileiro, que precisa ser olhado com atenção. A COP acontece no
estado do Pará, na Amazônia brasileira, mas nós precisamos levar também as nossas pautas do
Cerrado, porque a preservação do Cerrado é fundamental.
Levando em consideração que a voz ativa dos movimentos sociais precisa ser escutada, nós
não queremos que a COP30 seja uma ficção, queremos que seus resultados concretos aconteçam e
beneficiem o mundo e o povo brasileiro. Por isso, é importante que a sociedade civil seja escutada.
Quero, inclusive, elogiar e saudar os movimentos sociais que tiveram coragem de se
posicionar ontem, de forma muito firme, na COP30, por meio de uma manifestação. Afirmaram que
nós queremos ser ouvidos e não queremos uma ficção na COP30, mas sim resultados concretos, com
prazos que tragam efeitos reais e tenham consequências para o mundo, de modo a reverter essa
Ata de Sessão Plenária Circunstanciada da 101ª S.O. (2419818) SEI 00001-00048135/2025-94 / pg. 5
lógica predatória de exploração e desenvolvimento.
Obrigado, presidente.
DEPUTADO PASTOR DANIEL DE CASTRO (PP) – Presidente, pela ordem.
PRESIDENTE DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Concedo a palavra.
DEPUTADO PASTOR DANIEL DE CASTRO (PP) – Presidente, eu gostaria de fazer uma
correção, para eu não ir para casa com dor na consciência. Acho que estou tão empolgado e
emocionado que acabei me esquecendo de uma informação.
A homenagem não foi só pelo título de cidadão honorário do Bap, mas também porque, em
17 de novembro, o Flamengo completa 130 anos. Acho que é uma marca histórica – 130 anos.
Daqui, eles seguiram para a câmara federal, onde também foram homenageados pela idade do
clube. Em 17 de novembro de 1895, foi criado o Clube de Regatas do Flamengo. Eu acabei me
esquecendo de dizer que a homenagem também foi por esse motivo.
Obrigado, presidente.
PRESIDENTE DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Como o deputado Gabriel Magno, líder da
Minoria, ainda não chegou, eu, como vice-líder, vou falar no comunicado de líderes.
Peço ao deputado Fábio Félix que assuma a presidência, por favor.
(Assume a presidência o deputado Fábio Félix.)
PRESIDENTE DEPUTADO FÁBIO FÉLIX (PSOL) – Assumo a presidência.
Concedo a palavra ao deputado Ricardo Vale.
DEPUTADO RICARDO VALE (Minoria. Como líder.) – Boa tarde a todos os presentes, aos
deputados e às deputadas.
Hoje, venho falar de um problema muito sério que aflige o Distrito Federal: o grande
contingente de animais em situação de rua. É impressionante como há gatos e cachorros nas ruas do
Distrito Federal, inclusive pela falta de uma política pública que capture e castre esses animais, de
modo a reduzir a sua procriação descontrolada. Esses animais sentem fome, frio e sede; vivem em
meio às ruas.
Graças a Deus, no DF existem muitos protetores e cuidadores de animais que realizam um
trabalho que deveria ser do próprio Estado. O Estado é que deveria ser responsável por retirar esses
animais das ruas, tratá-los, cuidar deles e castrá-los, para que, de uma vez por todas, saiam das
ruas.
Muitos desses animais podem transmitir doenças – inclusive transmitem. Nas regiões
administrativas do Distrito Federal, onde há um contingente muito grande, essa possibilidade é
maior.
Para nossa tristeza, alguns protetores e cuidadores que moram em condomínios do Distrito
Federal estão sendo multados. Ora, o Estado não cuida dos animais. Os condomínios não têm uma
política e, quando os moradores começam a dar água e alimento para evitar que esses animais
morram de fome e sede, acabam sendo processados por outros moradores ou pelo condomínio. Está
errado!
Há uma lei federal que protege os animais, garantindo que qualquer cidadão, em qualquer
lugar público, possa oferecer alimento e água a eles. É o direito que eles têm de viver.
Quero alertar que isso está acontecendo muito no Distrito Federal. Os condomínios não
querem deixar os moradores, os protetores cuidarem desses animais.
Na última sexta-feira, houve um protesto com aproximadamente 25 protetores e cuidadores
no condomínio Morada dos Nobres. A manifestação ocorreu porque 2 moradoras foram processadas,
com valores muito altos inclusive. O processo está em primeira instância, mas a juíza determinou
Ata de Sessão Plenária Circunstanciada da 101ª S.O. (2419818) SEI 00001-00048135/2025-94 / pg. 6
que uma delas pagasse R$17 mil. Nós sabemos que muitos desses protetores e cuidadores de
animais gastam recursos do próprio orçamento familiar para cuidar dos bichinhos. Aí vem uma juíza
e aplica uma multa de R$17 mil a uma pessoa que está fazendo o papel que deveria ser do Estado.
Felizmente, esta casa aprovou recentemente um projeto de lei de minha autoria que proíbe
condomínios e síndicos de multar protetores e cuidadores de animais. Esse projeto está baseado em
uma lei federal. Nós estamos aguardando urgentemente que o governador Ibaneis sancione essa lei,
para que ela, uma vez aprovada, possa ser usada para proteger quem protege os animais no Distrito
Federal, que são os cuidadores e protetores.
Eu vou além. No próximo sábado, eles farão uma nova manifestação, no condomínio
Mansões Colorado, em Sobradinho II, porque esse é outro condomínio que está impedindo os
cuidadores e protetores que moram lá de cuidar dos animais, principalmente dos gatos que sobem
nos muros em busca de comida e água. Os cuidadores e protetores acabam sendo, de certa forma,
impedidos pelos síndicos e pelos condomínios de cuidar desses animais. Então, fica o nosso apelo
para que o Governo do Distrito Federal regulamente essa lei.
O governo, na semana passada, enviou um projeto que criará uma espécie de cartão de
auxílio ao protetor, para ajudar os protetores que acolhem esses animais – os levam para casa e
cuidam deles –, para que possam comprar ração, castrar e vacinar esses animais. É um projeto muito
importante, é uma boa política pública que nós aprovamos aqui na semana passada. Esse projeto
ainda será regulamentado.
Sugiro, inclusive, que o governo, na regulamentação, inclua os condomínios que têm políticas
voltadas para cuidar desses animais, porque os condomínios podem fazer isso. No condomínio onde
moro, RK, por exemplo, a direção recolhe os animais que pulam os muros ou circulam nas
redondezas, cuida deles, castra e fornece alimentos. Essa deve ser a postura de todos os
condomínios do Distrito Federal e não a de tentar impedir que as pessoas cuidem. Impedir que as
pessoas cuidem não resolverá nada. Os animais continuarão buscando alimento e água. Portanto,
fica aqui esse apelo para que o governo, na regulamentação, contemple com esse auxílio – que ainda
não sei como será – também os condomínios que protegem e cuidam dos animais.
Nós temos atuado muito na pauta animal no Distrito Federal e acompanhado essa
problemática. Encerro este discurso me solidarizando com os protetores e cuidadores que fazem esse
gesto tão bonito de proteger e cuidar dos animais, mas que, infelizmente, estão sendo multados por
condomínios e síndicos no Distrito Federal. Então, presto minha solidariedade a eles. Que eles não
desistam de continuar ajudando esses queridos bichinhos, principalmente gatos e cachorros!
Muito obrigado, presidente.
PRESIDENTE DEPUTADO FÁBIO FÉLIX (PSOL) – Não há mais líderes para fazer uso da
palavra. Portanto, encerro o comunicado de líderes.
Dá-se início ao comunicado de parlamentares.
Concedo a palavra ao deputado Chico Vigilante. (Pausa.)
Concedo a palavra ao deputado Eduardo Pedrosa. (Pausa.)
Concedo a palavra ao deputado Pastor Daniel de Castro. (Pausa.)
Concedo a palavra ao deputado Max Maciel. (Pausa.)
Concedo a palavra ao deputado Ricardo Vale. (Pausa.)
(Assume a presidência o deputado Ricardo Vale.)
PRESIDENTE DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Em razão da aprovação do Requerimento nº
2.356/2025, de autoria do deputado Ricardo Vale, a sessão ordinária de amanhã, quinta-feira, dia 13
de novembro de 2025, será transformada em comissão geral para debater a recomposição da
Parcela Autônoma de Integração ao Sistema Único de Saúde do DF, Pasus, devida a servidores
Ata de Sessão Plenária Circunstanciada da 101ª S.O. (2419818) SEI 00001-00048135/2025-94 / pg. 7
federais cedidos para a Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal.
Dá-se início à ordem do dia.
(As ementas das proposições são reproduzidas conforme ordem do dia disponibilizada pela Secretaria
Legislativa; as dos itens extrapauta, conforme PLe.)
Não há quórum para deliberação.
Como não há mais assunto a tratar, declaro encerrada a sessão.
Siglas com ocorrência neste evento:
CRE-TEA – Centro de Referência Especializado no Transtorno do Espectro Autista
COP30 – Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025
ONU – Organização das Nações Unidas
Ibama – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis
Pasus – Parcela Autônoma de Integração ao Sistema Único de Saúde
As proposições constantes da presente ata circunstanciada podem ser consultadas no portal da CLDF.
Documento assinado eletronicamente por AALLEESSSSAANNDDRRAA RROODDRRIIGGUUEESS BBAARRBBOOSSAA -- MMaattrr.. 2244441199, CChheeffee ddoo
SSeettoorr ddee RReeggiissttrroo ee RReeddaaççããoo LLeeggiissllaattiivvaa -- SSuubbssttiittuuttoo((aa)), em 17/11/2025, às 12:23, conforme Art. 30, do
Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62,
de 27 de março de 2025.
A autenticidade do documento pode ser conferida no site:
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00001-00048135/2025-94 2419818v4
Ata de Sessão Plenária Circunstanciada da 101ª S.O. (2419818) SEI 00001-00048135/2025-94 / pg. 8
DCL n° 256, de 24 de novembro de 2025 - Suplemento
Ata Circunstanciada Sessão Ordinária 102/2025
CCÂÂMMAARRAA LLEEGGIISSLLAATTIIVVAA DDOO DDIISSTTRRIITTOO FFEEDDEERRAALL
TERCEIRA SECRETARIA
Diretoria Legislativa
Setor de Registro e Redação Legislativa
AATTAA DDEE SSEESSSSÃÃOO PPLLEENNÁÁRRIIAA
33ªª SSEESSSSÃÃOO LLEEGGIISSLLAATTIIVVAA DDAA 99ªª LLEEGGIISSLLAATTUURRAA
AATTAA CCIIRRCCUUNNSSTTAANNCCIIAADDAA DDAA
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TTRRAANNSSFFOORRMMAADDAA EEMM CCOOMMIISSSSÃÃOO GGEERRAALL
PPAARRAA DDEEBBAATTEERR AA RREECCOOMMPPOOSSIIÇÇÃÃOO DDAA PPAARRCCEELLAA AAUUTTÔÔNNOOMMAA DDEE IINNTTEEGGRRAAÇÇÃÃOO AAOO
SSIISSTTEEMMAA ÚÚNNIICCOO DDEE SSAAÚÚDDEE DDOO DDIISSTTRRIITTOO FFEEDDEERRAALL –– PPAASSUUSS –– DDEEVVIIDDAA AA
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DDEE 1133 DDEE NNOOVVEEMMBBRROO DDEE 22002255..
IINNÍÍCCIIOO ÀÀSS 1155HH0099 TTÉÉRRMMIINNOO ÀÀSS 1177HH2277
PRESIDENTE DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – De acordo com a aprovação do
Requerimento nº 2.356/2025, de autoria do deputado Ricardo Vale, e conforme art. 131, § 4º, do
Regimento Interno, está aberta a sessão ordinária, que se transforma em comissão geral para
debater a recomposição da Parcela Autônoma de Integração ao Sistema Único de Saúde do DF,
Pasus, devida a servidores federais cedidos para a Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal.
Convido os deputados e todos que desejam participar do debate para comparecerem ao
plenário.
Suspendo a comissão geral.
(A comissão geral é suspensa.)
PRESIDENTE DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Está reaberta a comissão geral para debater
a recomposição da Parcela Autônoma de Integração ao Sistema Único de Saúde do DF, Pasus.
(Palmas.)
Primeiramente, quero agradecer a presença de todos vocês nesta tarde. Ficamos muito
felizes quando este plenário está cheio de trabalhadores e de trabalhadoras. Esta é a casa do povo.
Nós representamos vocês aqui. Espero que realizemos um bom debate e que possamos sair com
encaminhamentos concretos para fazer justiça a vocês e para recompor a Pasus, porque sabemos o
quanto ela faz falta no orçamento familiar de cada um. Sejam todos bem-vindos.
Vamos à composição da nossa mesa.
Convido, para compor a mesa, o secretário-executivo de Gestão Administrativa da Secretaria
de Estado de Saúde do Distrito Federal, Valmir Lemos de Oliveira, a quem eu peço uma salva de
palmas. (Palmas.)
Também convido o assessor-especial da Vice Governadoria do Distrito Federal, Ricardo
Grossi, representante da vice-governadora Celina Leão; o diretor do Sindicato dos Trabalhadores em
Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social no Distrito Federal, o Sindprev-DF, César Henrique
Melchiades Leite; o diretor do Sindicato dos Servidores Públicos Federais no Distrito Federal, o
Sindsep-DF, Carlos Henrique Bessa Ferreira; a diretora do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde,
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Trabalho, Previdência e Assistência Social no Distrito Federal, Antônia Ferreira; a representante
técnica da Subsecretaria de Gestão de Pessoas da Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal,
Valéria Menezes de Oliveira. (Palmas.)
Também estará presente o deputado federal Prof. Reginaldo Veras.
Desde já, agradeço a todos os componentes da mesa que vieram, principalmente aos
representantes da Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal. Agradeço ao meu xará, Ricardo
Grossi, representante da vice-governadora Celina Leão, a quem também agradeço.
Eu e o presidente desta casa, deputado Wellington Luiz, antes de marcarmos esta comissão
geral, conversamos com a vice-governadora, até porque ela se lembra de todo o processo da Pasus,
então, é fundamental que, como vice-governadora, ela participe novamente dessas discussões.
Ontem, conversamos com ela. Marcamos esta comissão e, à noite, conversei com ela por cerca de 40
minutos, quando relembramos todo o processo. Ela foi bastante solidária à situação de vocês e disse
que fará o que for possível perante a Secretaria de Economia e o governador Ibaneis. Houve uma
longa conversa, e quero agradecer profundamente a atenção que ela deu.
Vocês sabem que sou um deputado de oposição, sou do PT. Fui deputado nesta casa com
ela, passamos 4 anos juntos. Eu a conheço, ela é uma pessoa que, quando assume compromissos,
corre atrás. Temos ideologias diferentes, mas temos a compreensão de que aqui não se trata de
disputa política, não se trata de questões ideológicas ou partidárias, trata-se de fazer justiça a
trabalhadores que merecem receber um reajuste à altura da importância que têm e sempre tiveram
para a população do Distrito Federal.
O trabalho de vocês é muito importante. A maioria de vocês, se não me engano, está há 30,
40 anos como servidores, correto? Não é um período que possamos desconsiderar. Vocês são muito
importantes para o Distrito Federal. Por isso, quando o Carlos, o César e outros companheiros me
procuraram para apresentarmos este debate nesta casa, prontamente falei: vamos realizar uma
comissão geral. Vamos convocar os representantes do governo e, a partir daí, colocar novamente o
tema em pauta na Câmara Legislativa e apresentar a proposta para o Governo do Distrito Federal.
Foi importante o trabalho que vocês fizeram com o sindicato e com os companheiros, muitos
vieram para esta casa e conversaram com vários deputados daqui. Alguns já estavam aqui naquele
período, outros chegaram recentemente. Foi importante essa conversa. No que depender deles e
desta casa, nós vamos recompor. No que depender da Câmara Legislativa, nós vamos agir por vocês.
(Palmas.) Foi isso que senti praticamente de todos os deputados com quem conversei. Não falei com
todos, porque nem todos estavam presentes ontem.
Quero aproveitar para elogiar especialmente o presidente deputado Wellington Luiz, que foi
muito firme e disse: “Ricardo, vamos ajudar, vamos ouvir, vamos conversar”. Sua excelência não
pôde vir porque já tinha uma atividade marcada para hoje, mas disse que, se der tempo, ainda passa
por aqui. Ele pediu que eu informasse a vocês que ele também está conosco e empenhado no que
for possível para fazermos de tudo para recompor a Pasus de vocês.
Sabemos que não é uma situação fácil. Vocês sabem que foi aprovado aqui um projeto de lei
do ex-deputado Agaciel Maia que depois foi considerado inconstitucional. Tenho, inclusive, uma
minuta construída a partir da ideia daquele projeto, elaborada com alguns companheiros do sindicato
– acho que o César e o Carlos participaram também, além da minha assessoria jurídica. Trata-se de
um projeto de lei de autoria de vários deputados, muito parecido com o do ex-deputado Agaciel Maia
que foi aprovado. Vocês tiveram aquele reajuste, mas depois a justiça determinou que não poderia,
e o governo teve que cancelar.
Não vou protocolar esse projeto aqui porque ele é inconstitucional, sabemos que precisa ser
de iniciativa do governo. O texto está muito bem redigido e, como a conversa com a vice-
governadora Celina Leão foi muito boa ontem, vou entregá-lo pessoalmente ao Ricardo Grossi,
representante dela, para que ele o entregue a ela e peça que seja um projeto encaminhado pelo
governador Ibaneis, por meio dela, para que esse projeto seja aprovado nesta casa e não seja depois
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considerado inconstitucional. Esse projeto tem que ser de inciativa do governo. A ideia é retirar do
projeto a autoria de vários deputados. Espero que o Governo do Distrito Federal se sensibilize. Nós
vamos trabalhar nesta casa para isso. Repito, a Celina Leão disse que vai fazer de tudo, vai
conversar com a Secretaria de Economia, com todos os secretários envolvidos, para que possamos
fazer justiça recompondo a Pasus de vocês.
Vou entregar a ideia do projeto para o Ricardo Grossi, em mãos, mas também vou enviar
para o celular da Celina Leão, certo? (Palmas.)
Vamos iniciar. Vou passar a palavra ao senhor diretor do Sindicato dos Servidores Públicos
Federais no Distrito Federal, Sindsep-DF, Carlos Henrique Bessa Ferreira, que praticamente, desde
segunda-feira, desde a semana passada, está aqui na Câmara Legislativa, trabalhando nessa missão,
nessa intenção, nessa luta para ajudar a resolver isso.
Concedo a palavra ao Carlos Henrique Bessa Ferreira.
CARLOS HENRIQUE BESSA FERREIRA – Boa tarde, companheiros e companheiras!
Está fraco. Boa tarde, companheiros e companheiras!
(Manifestação do público.)
CARLOS HENRIQUE BESSA FERREIRA – É isso aí, agora sim, todo mundo está demonstrando
disposição de lutar pela recomposição da Pasus com um boa-tarde vigoroso.
Bem, companheiros e companheiras, uma parte do histórico que eu ia apresentar o deputado
Ricardo Vale já apresentou. A partir do momento em que a lei caiu, nós buscamos uma solução – e
cabe dizer que nós, em nenhum momento, questionamos a decisão do TJ. Houve realmente um vício
de iniciativa, nós reconhecemos isso. Agora, tentamos resolver o problema a partir daí. Há um vício
de origem? Há. A lei caiu? Caiu. Mas, então, que o governador mandasse um projeto de lei
recompondo a Pasus, porque, assim, não haveria esse problema do vício de origem.
Foi prometido na época, inclusive pelo deputado Robério Negreiros, que era líder do governo
nesta casa, que o governo Ibaneis sentaria conosco para conversar e negociar a respeito. Só que
isso nunca aconteceu e não foi por falta de tentativa da nossa parte. Nós fizemos inúmeras
tentativas, mandamos ofício pedindo reunião com o governo, para que o governo abrisse essa
negociação e resolvesse o problema de uma vez. Mas, infelizmente, nunca tivemos resposta por
parte do governo Ibaneis em relação a isso.
É importante dizer que, naquele momento, também havia o questionamento de uma possível
diminuição do Fundo Constitucional no Congresso Nacional, e o governo até utilizou isso como
argumento para não conceder nenhum tipo de reajuste. Só que há um porém nessa história. Nós
fomos para dentro do Congresso Nacional, fizemos atos lá, reivindicando que os parlamentares não
tocassem a mão no nosso fundo, no Fundo Constitucional. Então, nós nos somamos ao governo
Ibaneis em defesa do Fundo Constitucional. Mas, mesmo com essa situação, o nosso problema
persistiu.
Quero dizer aos representantes governamentais que já estamos há mais de 30 anos cedidos
ao Governo do Distrito Federal. Em todos os governos que passaram pelo GDF, nós tivemos
conquistas. Mas, infelizmente, o governo Ibaneis, até este momento, é uma exceção. Nós não
tivemos nenhuma conquista no governo Ibaneis, e tivemos até uma redução da Pasus. Só que nós
não queremos que isso continue. O governador Ibaneis ainda tem um período de mandato e
queremos que ele não seja a exceção à regra. Queremos que ele se junte aos demais governadores
que passaram pelo Buriti e nos conceda uma melhoria na nossa Pasus.
Também chegou ao meu conhecimento, esses dias, um vídeo do deputado Jorge Vianna. Ele
esteve na biofábrica e eu não poderia deixar de fazer menção a esse vídeo dele. Quero deixar bem
claro que tenho muito respeito pelo deputado. Sei da luta dele, da garra dele como parlamentar. Sei
o quanto ele defende os trabalhadores nesta casa. É um deputado da base do governo, mas ele
também ajuda os trabalhadores. Mas ele fez um vídeo no qual ele engrandece apenas os Avas, que
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são os agentes de vigilância ambiental do quadro do GDF, como se só os Avas estivessem
trabalhando na biofábrica, e isso não é verdade. Nós, servidores do Ministério da Saúde, também
estamos envolvidos nesse projeto, ajudando o governo no combate à dengue, tanto nas visitas
domiciliares, passando de casa em casa, quanto na biofábrica. Todo nós já fomos ou iremos para a
biofábrica – aqueles que ainda não foram, em algum momento, irão. A companheira Lenilda
trabalhou durante 2 meses na biofábrica. Ela vai falar a respeito disso.
Sabemos do valor dos Avas. Eles são nossos colegas de trabalho, atuam conosco e temos
amizade por eles. Defendemos a luta dos Avas pelo atendimento de suas reivindicações junto ao
Governo do Distrito Federal. Sabemos que eles estão trabalhando nisso, mas nós também estamos.
Se eles merecem o respeito por parte do deputado, nós também merecemos. Eu queria fazer esse
registro.
Nós preparamos 2 vídeos – um é bem curtinho e o outro um pouco mais longo – que
apresentam, deputado Ricardo Vale e demais componentes da mesa, nosso trabalho em diversas
frentes no Governo do Distrito Federal, especialmente na Secretaria de Estado de Saúde do Distrito
Federal, um trabalho que nos orgulha muito.
Solicito ao pessoal do audiovisual que reproduza os vídeos.
(Apresentação de vídeo.)
CARLOS HENRIQUE BESSA FERREIRA – Talvez alguns se perguntem o motivo da escolha
dessa música. Essa música diz que todo artista tem que ir aonde o povo está. É exatamente isso que
nós fazemos: nós vamos aonde o povo está. Nós visitamos cada residência do Distrito Federal,
atuamos nas áreas urbanas e nas áreas rurais. Nos mais distantes rincões do Distrito Federal nós
estamos presentes, fazendo um trabalho de prevenção e combate à dengue. Muitas vezes, passamos
por áreas verdadeiramente insalubres. Trabalhamos em postos, em hospitais, na vacinação, no
Projeto Wolbachia, que já foi mencionado.
Então, meu companheiro, Ricardo Grossi, leve este recado para a nossa vice-governadora
Celina: o quanto o nosso trabalho é valioso e importante para a saúde pública do Distrito Federal.
Nós defendemos a saúde pública do Distrito Federal e do Brasil, o SUS, com muito amor, carinho e
dedicação.
Eu não posso deixar de fazer outro registro, desta vez agradecendo aos jornalistas do
Sindsep-DF e do Sindprev-DF, a todos os funcionários dessas entidades que estão envolvidos na
realização dessa atividade, dando-nos um suporte realmente maravilhoso.
Para terminar, deixo a pergunta: recomposição da Pasus, quando?
(Manifestação na galeria.)
CARLOS HENRIQUE BESSA FERREIRA – É isso mesmo, pessoal. Já!
Muito obrigado! (Palmas.)
PRESIDENTE DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Obrigado, Carlos.
É emocionante ver um vídeo como esse. Como eu falei no início, é incrível ver o tempo que
vocês dedicam para ajudar a população do Distrito Federal. Eu, que nasci em Sobradinho e moro lá
até hoje, quantas vezes recebi vocês, ainda jovem, na minha casa, verificando se havia algum foco
de dengue ou qualquer outro problema. É um trabalho muito importante. Parabéns a todos vocês!
Foi uma justa homenagem que o sindicato, por meio do Carlos, apresentou.
Vamos dar continuidade às falas.
Concedo a palavra ao secretário-executivo de Gestão Administrativa da Secretaria de Saúde
do Distrito Federal, Valmir Lemos de Oliveira.
Registro a presença do deputado federal Prof. Reginaldo Veras e o convido para tomar
assento à mesa. (Palmas.)
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VALMIR LEMOS DE OLIVEIRA – Boa tarde a todos. Cumprimento a casa, na pessoa do nosso
deputado Ricardo Vale; o deputado federal Prof. Reginaldo Veras; o Ricardo, meu companheiro de
trabalho no dia a dia; o César Leite; o Carlos Ferreira; a senhora Antônia Ferreira; e a minha amiga
Valéria Menezes de Oliveira, uma profissional extremamente qualificada, que, junto à sua equipe da
Subsecretaria de Gestão de Pessoas, se faz presente para poder sanar alguma dúvida que porventura
surja na área técnica.
Nós queremos, em nome do secretário Juracy Cavalcante, agradecer a oportunidade de
participar desta sessão.
É muito importante, deputado, que, quando a Câmara Legislativa se debruça sobre um tema,
todos tenhamos realmente um olhar crítico, um olhar de se buscar aquilo que a sociedade, de
alguma forma, está tentando nos mostrar como integrantes do governo, integrantes de outros
órgãos, muitas vezes diferentes da saúde. Eu estava pensando, lembrando-me de alguns projetos de
lei que já passaram por esta casa; alguns deles foram considerados inconstitucionais. Nós sabemos
que a técnica legislativa, muitas vezes, impõe um rigor que, quando não é observado, dependendo
do contexto, pode ser questionado judicialmente, e isso pode mudar aquilo que era interesse de
todos.
Então, o fato de um projeto ser inconstitucional não quer dizer que ele seja injusto. Muitas
vezes, o pleito é justo, é devido, mas só encontrou um caminho diferente do que deveria ser
percorrido. Nesta sessão, pelas falas que já ouvimos, é possível retomar esse caminho, é possível
que nós consigamos olhar para esses quase 500 trabalhadores como eles realmente merecem ser
vistos, como pessoas que contribuem para a saúde do Distrito Federal. Ao contribuírem para a saúde
do Distrito Federal, contribuem para a saúde do país. Nós estamos aqui para ajudar nessa
construção. Sabemos que, muitas vezes, o projeto em si demanda alguns ajustes, mas ele está
muito bem capitaneado pelos parlamentares desta casa e nós ficamos à disposição para ajudar no
que for necessário.
Muito obrigado. (Palmas.)
PRESIDENTE DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Obrigado, Valmir.
Concedo a palavra à senhora diretora do Sindprev-DF, Antônia Ferreira.
ANTÔNIA FERREIRA – Boa tarde. Saúdo a mesa, na pessoa do nosso deputado, ou melhor,
do meu deputado Ricardo Vale, e todos os guerreiros e guerreiras presentes. (Palmas.)
Hoje eu estou muito contente. Primeiro, por ver as galerias cheias e, segundo, por esta
primeira audiência pública para falar de a Pasus ter sido proposta pelo meu deputado Ricardo Vale.
Quando eu falo “meu deputado”, é porque é meu deputado. Beleza, pessoal? É isso.
Eu quero saudar toda a mesa e o deputado federal Prof. Reginaldo Veras. Perdoe-me,
deputado, mas eu estava focada no deputado Ricardo Vale, agora eu vou focar no senhor, que
sempre nos ajudou. (Palmas.)
Pessoal, eu acho que todos vocês também estão muito contentes de estarem aqui.
Falar depois do Carlos Henrique faz com que eu não tenha nem muito a falar, porque o
Carlos Henrique falou tudo. Depois, vem o César, com mais tudo, então, eu não posso nem ocupar
muito esse tempo de fala.
Eu só queria deixar claro que essa parcela é muito importante para o nosso pessoal que
trabalha no campo. Como nós somos do Poder Executivo – todos sabem sobre a questão do nosso
aumento de salário, que é muito pouco –, essa parcela nos ajuda muito.
Assistindo ao vídeo, eu senti muita saudade. Não preciso dizer a vocês por que senti
saudades. Fiquei olhando as fotos de vocês, hoje não estou mais lá, mas estou lutando por vocês.
Na pessoa do deputado, quero agradecer muito a esta casa por ter nos recebido. Realmente,
não conseguimos nada no governo Ibaneis, como falou o Carlos Henrique. Acredito que ainda dá
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tempo para conseguirmos alguma coisa. Com o esforço das nossas lideranças da casa e com a nossa
luta, iremos conquistar muita coisa. Espero que, até o ano que vem, todos estejam com o nosso
reajuste da Pasus no bolso.
É isso, pessoal! Muito obrigada.
PRESIDENTE DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Obrigado, Antônia. Fico muito feliz em ser o
seu deputado! O deputado federal Prof. Reginaldo Veras também.
Concedo a palavra à representante técnica da Subsecretaria de Gestão de Pessoas da
Secretaria de Saúde do Distrito Federal, senhora Valéria Menezes de Oliveira, a quem agradeço a
presença.
VALÉRIA MENEZES DE OLIVEIRA – Boa tarde a todos e a todos os componentes da mesa.
Eu sou Valéria, servidora da Secretaria de Saúde, e hoje represento a Subsecretaria de
Gestão de Pessoas, que, juntamente com a equipe técnica, faz a gestão dos 459 servidores cedidos
do ministério, que dão uma grande contribuição para o nosso corpo de servidores, compondo uma
força de trabalho que faz muita diferença.
Nós queremos agradecer a vocês o esforço e a presença. Coloco-me à disposição para tudo
aquilo que for necessário para ajudar nessa força que vocês estão precisando.
Muito obrigada. (Palmas.)
PRESIDENTE DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Obrigado, Valéria.
Concedo a palavra ao nosso querido deputado federal Prof. Reginaldo Veras, a quem nós
agradecemos muito a presença.
REGINALDO VERAS – Obrigado, deputado Ricardo Vale. Boa tarde, pessoal! Esse povo é
sempre muito alegre, é um povo que trabalha e reivindica com alegria. É muito importante quando
trabalhamos com alegria.
Em primeiro lugar, quero parabenizar o deputado Ricardo Vale por trazer de volta à Câmara
Legislativa esse debate e a valorização dessa carreira, dos servidores do Ministério da Saúde cedidos
ao GDF, que exercem um importante papel dentro da Secretaria de Saúde, desde a parte
administrativa em unidades básicas de saúde até a parte que é o ponto final dessa carreira, que é o
combate às endemias. O ex-deputado Agaciel Maia sempre lutou conosco e, carinhosamente,
chamava os meninos de “mata-mosquitos” e tudo mais. Esse debate é muito importante, porque
essa categoria é relevante e depende de contínua valorização. Então, parabéns, deputado Ricardo
Vale, por ter convocado este debate.
Parabenizo também os representantes da Secretaria de Saúde. Isso é muito bom, deputado
Ricardo Vale, porque era muito comum, quando convocávamos audiências públicas, que o GDF
simplesmente não mandasse ninguém. Se as nossas demandas são levadas ao GDF, é natural que
haja um representante do GDF aqui. Então, parabéns aos representantes da Secretaria de Saúde por
estarem presentes.
Deputado Ricardo Vale, permita-me fazer um histórico bem rápido.
Em 2017, o Carlos Henrique, que eu já conhecia, e o César me procuraram, foi quando tive
contato com essa categoria. Eles me procuraram falando da tal da Pasus. Eu, naturalmente, não
tinha a menor ideia do que se tratava. Era uma gratificação paga pelo GDF pelo fato de eles serem
cedidos e trabalharem no GDF, a qual estava muito precarizada e desvalorizada.
Em 2017, vossa excelência trabalhava aqui comigo, deputado Ricardo Vale. No auge do
governo Rollemberg, o Distrito Federal passou por uma grave crise econômica e financeira e havia
pouco dinheiro para investimento. Quando se falava em aumento e em gastar dinheiro, a ex-
secretária de Economia Leany podia atravessar oceano com um sonrisal na mão e o sonrisal não
derretia. Ela era mão-fechada, era zero a chance de alguém conseguir algum aumento. Mas, mesmo
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assim, falei que o não nós já tínhamos e, por isso, iríamos lutar. A partir daí, iniciamos a luta pela
recomposição da Pasus.
Ninguém acreditava na recomposição, mas esse pessoal que está aqui é guerreiro. Estão
aqui o César e o Carlos Henrique e afirmo, dever para eles é pior do que dever para o FMI, porque
eles sabem cobrar. Essa é a função do líder sindical e do representante de categoria. Vocês são
muito bem representados pelo César, pelo Carlos Henrique e pelos outros que compõem a diretoria.
(Palmas.) Eles ficavam aqui literalmente enchendo o saco. Meu Deus do céu! Eles pediam reunião o
tempo todo.
Por fim, depois de muita luta e de audiências públicas, naquele contexto o relator do
orçamento era o ex-deputado Agaciel Maia, acabamos convencendo-o de colocar isso no orçamento.
O ex-deputado Agaciel Maia, que também era líder de governo, acabou convencendo o governador
Rodrigo Rollemberg, na ocasião, a mandar para esta casa um texto de recomposição. Foi uma
grande vitória, porque dobrou a gratificação da Pasus, o que praticamente dobrou o salário de
muitas pessoas – o salário era muito baixo e essa gratificação foi representativa. Depois,
conseguimos incorporá-la. Depois houve outra conquista que foi julgada inconstitucional, mas não
desistimos dela.
Eu fui eleito deputado federal, em boa medida devido à ajuda de vocês. Eu agradeço muito
porque vocês foram importantes. Nós temos que dar mérito a quem merece e vocês foram muito
importantes para a minha eleição a deputado federal. Por isso, assumi o compromisso de jamais
abandonar essa categoria. Nós já estivemos no Ministério da Saúde chorando, reclamando, batendo
tambor e já conseguimos algumas coisas ali também.
Agora, estou aqui e continuo nessa luta com vocês. Eu me associo ao deputado Ricardo Vale
para que consigamos novamente reestruturar essa gratificação. A maior parte desse pessoal está
perto de se aposentar. A incorporação dessa gratificação foi foi importante porque essas pessoas
poderiam levá-la para a aposentadoria.
A luta agora é para que haja essa recomposição. Vocês escolheram um padrinho de primeira
qualidade, o deputado Ricardo Vale, que é um deputado de oposição, mas que tem grande
capacidade de diálogo com o governo. Não fazemos oposição por oposição, nós só a fazemos se
formos contra determinadas coisas; mas, se algo é bom para a sociedade, nós dialogamos e fazemos
esse meio campo com o governo. O deputado Ricardo Vale está aqui nessa luta e eu estou lutando
pela reestruturação da carreira PPGE e dos professores.
Vocês têm um padrinho que dialoga e que tem liderança nesta Câmara Legislativa. Eu tenho
certeza de que, à medida em que formos trabalhando, vamos ter conquistas. Vou sempre repetir o
que eu falava no caminhão para vocês: nossas conquistas são proporcionais à nossa luta e à nossa
capacidade de nos mobilizarmos. Vocês já estão mobilizados e, com a ajuda do deputado Ricardo
Vale, eu tenho fé de que nós vamos avançar e alcançar nosso objetivo, que é a recomposição e o
reajuste da Pasus.
Parabéns a vocês! Parabéns, deputado Ricardo Vale! (Palmas.)
PRESIDENTE DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Obrigado, deputado federal Prof. Reginaldo
Veras. Realmente acompanhei toda essa luta que vossa excelência travou aqui com outros deputados
e com o ex-deputado Agaciel Maia.
Estou me lembrando de que, recentemente, nós estivemos juntos em uma luta, quando
esses servidores quase foram devolvidos para o Ministério da Saúde. Nós fizemos uma
movimentação, estivemos na Secretaria de Saúde, fomos ao Tribunal de Contas. Quero aproveitar e
agradecer ao desembargador Renato Rainha e a todos os desembargadores que foram fundamentais
para que vocês permanecessem ajudando o povo do Distrito Federal, trabalhando na Secretaria de
Estado de Saúde do Distrito Federal. Quero parabenizar vossa excelência, pois tivemos algumas
reuniões com os sindicatos e com os trabalhadores, e foi uma grande vitória. Tenho certeza de que
vamos comemorar também a recomposição da Pasus em breve, com esse diálogo que teremos com
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o Governo do Distrito Federal.
Muito obrigado pelas palavras.
REGINALDO VERAS – Deputado Ricardo Vale, desculpe-me, permita-me dizer: é muito
importante o senhor ter se lembrado dessa questão, que foi outra luta, outra conquista. Nós
estávamos quase perdendo esses servidores do GDF para o Ministério da Saúde, quando o Ministério
da Saúde deixou claro: “Eu não tenho onde aproveitá-los”. Então, provamos por a mais b, com muita
documentação e com a ajuda do subsecretário Fabiano, do GDF, que vocês não estavam ocupando o
lugar de ninguém. Tenho de dar mérito sempre a quem merece: o subsecretário Fabiano fez um
relatório fantástico, muito detalhado e bem construído em que mostra que vocês dão lucro para o
GDF, e não prejuízo. E quando falo lucro, não é financeiro, mas, sim, o lucro de cuidar da saúde. O
investimento feito em vocês por meio da Pasus é muito pequeno quando comparado ao retorno que
vocês proporcionam.
Graças à ação do sindicato, à nossa intermediação – minha e do deputado Ricardo Vale – e
ao relatório do subsecretário Fabiano, que foi muito generoso e atencioso conosco, o Ministério
Público de Contas entendeu que era um equívoco o que eles estavam falando.
Lembrem-se: a justificativa era que vocês tinham de ser devolvidos para o ministério porque
estariam ocupando as vagas dos Avas e ACS aprovados em concurso. Nós provamos por a mais b
que vocês não ocupam vaga de ninguém e que ainda há uma carência enorme. Mesmo que todos os
ACS e Avas fossem nomeados, ainda assim haveria uma carência gigantesca de servidores nessa
área.
Isso é fato. Foi muito bom o senhor lembrar isso. Vejam que foi uma vitória conjunta do
deputado federal Prof. Reginaldo Veras e do deputado Ricardo Vale. Foi uma vitória coletiva. Nós
intermediamos, o sindicato trabalhou, e a própria Secretaria de Saúde percebeu que aquilo era uma
medida equivocada e nos ajudou a resolvê-la.
Mais uma vez, parabéns, deputado Ricardo Vale! (Palmas.)
PRESIDENTE DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Obrigado.
Concedo a palavra ao assessor especial da vice-governadora do Distrito Federal e meu
amigo, Ricardo Grossi.
RICARDO GROSSI – Boa tarde a todos.
Na pessoa do deputado Ricardo Vale, cumprimento toda a mesa. Trago também um abraço
especial da nossa vice-governadora, Celina Leão, a todos os presentes.
Como o deputado Ricardo Vale falou, ele teve uma conversa com a Celina Leão ontem à
noite. Ela me ligou e pediu que eu viesse acompanhar esta comissão geral e trazer a palavra do
comprometimento, do compromisso de que estamos abertos ao diálogo. Falei com ela há pouco, e
ela me pediu que eu transmitisse uma mensagem que lerei daqui a pouco para todos vocês.
Estamos à disposição para levar à vice-governadora toda essa pauta e discussão. Podem ter
certeza de que, se for possível ao Governo do Distrito Federal atender a essas demandas, isso será
feito, pois a Celina tem um carinho muito especial por todos os servidores, especialmente pelos da
área de saúde.
Vou ler rapidamente a mensagem que ela me transmitiu.
“Quero cumprimentar todos os parlamentares, gestores, representantes das categorias e,
principalmente, os profissionais da saúde que hoje fazem desta comissão um espaço de diálogo e de
construção coletiva.
Falar sobre a recomposição da Pasus é falar de justiça, é reconhecer o valor de homens e
mulheres que não medem esforços para garantir o funcionamento do nosso sistema de saúde,
mesmo diante de desafios que, muitas vezes, extrapolam o limite do que é justo e humano. Esses
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profissionais carregam o SUS do Distrito Federal nos ombros. São eles que fazem a diferença quando
a população mais precisa. Por isso, discutir a recomposição da Pasus é reconhecer o papel essencial
de quem dedica a vida a cuidar de vidas.
O Governo do Distrito Federal, sob a liderança do governador Ibaneis Rocha, tem buscado
enfrentar cada pauta com responsabilidade fiscal, mas também com sensibilidade social. Eu reafirmo,
com convicção, que valorizar os profissionais da saúde não é gasto, é investimento naquilo que o DF
tem de mais precioso, que é o seu povo. Reafirmo ainda meu compromisso com o diálogo, com a
transparência e com a busca de soluções que preservem o equilíbrio fiscal, sem abrir mão do respeito
a quem faz a saúde acontecer. O diálogo precisa continuar – e ele continuará – com transparência,
com firmeza e com o compromisso de encontrar caminhos que sejam sustentáveis, justos e, acima
de tudo, humanos.
Recebam meu respeito, a minha admiração e o reconhecimento do Governo do Distrito
Federal por tudo que vocês representam.
Com gratidão e compromisso, Celina Leão, vice-governadora do Distrito Federal.
Que Deus abençoe a cada um de vocês!” (Palmas.)
PRESIDENTE DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Obrigado, Ricardo. Obrigado à vice-
governadora, Celina, que mandou essa mensagem muito importante. Ela nos deixa muito animados
quando fala em construção coletiva. É isso que temos que fazer.
Como eu disse, neste momento temos que tirar as diferenças ideológicas, partidárias,
políticas e pensar no bem comum dos trabalhadores e trabalhadoras, sobretudo em respeito à
história de vocês, ao trabalho de vocês. Muitos aqui, como o deputado federal Prof. Reginaldo Veras
falou, já estão quase que se aposentando. Esse tempo de trabalho não é qualquer coisa. Vocês são
importantes para a nossa cidade, contribuíram com todos nós.
Tenho certeza de que, com esse esforço coletivo que nós vamos fazer – a Câmara
Legislativa, a câmara federal por intermédio do Veras, o Governo do Distrito Federal, a Secretaria de
Saúde, o sindicato, todos vocês –, vamos vencer mais esta batalha se Deus quiser. (Palmas.)
O próximo a falar será o grande César Henrique, diretor do Sindicato dos Trabalhadores em
Saúde, Trabalho, Previdência, Assistência Social do Distrito Federal, um lutador, batalhador. Foi o
primeiro a me abordar sobre o tema da Pasus. Na época, como o deputado federal Prof. Reginaldo
Veras, eu não sabia o que era isso. Foi quando ele me relembrou o assunto e eu mencionei se tratar
de uma tarefa difícil, árdua. Contudo, eu disse que gostamos de desafios e que iríamos fazer a
audiência, a partir da qual as coisas iriam acontecer. E elas já começaram a acontecer.
Esse gesto do Governo do Distrito Federal, da vice-governadora e da Secretaria de Saúde de
mandar representantes, aceitar ouvir a categoria, os sindicatos, para mim, foi um gesto
extremamente importante, elegante. Se Deus quiser, com muita maturidade, muita tranquilidade,
vamos resolver essa questão.
Concedo a palavra ao César Henrique.
CÉSAR HENRIQUE MELCHIADES LEITE – Muito boa tarde a todas as pessoas, aos membros
da mesa. Eis meus cumprimentos com o igualitário respeito e consideração por todos. Estamos
honrados com a presença de todos. Gostaria de enfatizar a atitude do deputado Ricardo Vale. Em
decorrência da sua iniciativa, estamos reunidos neste dia tão importante.
Vou repetir: eu sempre fui, sou e serei apaixonado por vocês; sempre na minha vida.
(Palmas.)
Vale a pena frisar o que o deputado Ricardo Vale ressaltou. São 40 anos convivendo com a
população do Distrito Federal de forma consanguínea. Visitamos do domicílio mais abastado ao
barraquinho mais simples. E que temos como referência? Somos tratados por todas e todos com
respeito e consideração.
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Nos postos e hospitais, nosso atendimento para com as famílias durante esse longo período
faz com que elas se sintam mais seguras. Às vezes, num momento crítico de nossas vidas, numa
doença ou em algo similar, nós nos sentimos mais seguros quando adentramos um hospital e
percebemos que a nossa família está nos recebendo – pessoas que há muito tempo já nos conhecem
e nos acompanham.
O SUS foi criado em 1988, com a promulgação da Constituição. Nós planejamos o SUS – nós
com os servidores da saúde de todo o país e do Distrito Federal. Nós construímos o SUS. Nós somos
os alicerces dessa construção para mantê-lo firme. Eu diria a vocês que, como o Sistema Único de
Saúde é considerado o melhor do mundo, como ainda não se comprovou vida em outro planeta, nós
somos os melhores da galáxia. Aqui estão os galáticos que fazem do Sistema Único de Saúde o
melhor deste planeta! Se ele é o melhor, nós somos os melhores servidores da saúde do mundo!
Isso é comprovado por meio de dados estatísticos apresentados para todas e todos que se reúnem
para debater a saúde neste planeta. Nós cumprimos o nosso papel.
Às vezes, visitamos asilos aqui no Distrito Federal e, depois de 40 anos, numa dessas vezes,
eu parei para conversar sobre dengue, leishmaniose, hantavirose. Muitas endemias não assolam o DF
por causa desses servidores. Não se ouve falar aqui em febre amarela, hantavirose, leishmaniose,
doença de Chagas, dengue, enfim, nessas doenças que assolam todo o país.
Eu trago um dado estatístico poderosíssimo: atualmente, há 96% a menos de casos de
dengue em comparação com o ano passado. Parabéns a todas e todos. O que se fala dos servidores
e das servidoras do Ministério da Saúde, especialmente, quando são chamados para a luta? Que são
pau para toda obra. Podem nos chamar para qualquer rincão do Distrito Federal, nós nunca negamos
serviço. Estamos na vacinação antirrábica, na fábrica da Wolbachia – a Lenilda vai falar sobre isso.
Somos especialistas em toda e qualquer atividade atrelada a endemias, porque tanto o
governo federal como o distrital investiram milhões de reais para que tivéssemos o conhecimento
que temos hoje. Temos diplomas.
A população sabe do nosso conhecimento, ela o reconhece. Em uma conversa com um
senhor, no asilo, sobre endemias, ele me disse que o que mais queria da vida, aos 85 anos, depois
de tudo que havia feito e do legado que iria deixar, era reconhecimento – reconhecimento.
Essas 2 entidades sindicais nunca geraram conflitos com todos os governos que por aí
passaram. Nós nunca criamos embate. Nós sempre respeitamos aqueles nomeados. Vocês não nos
viram, em nenhuma secretaria do Distrito Federal, criticar, apontar defeito ou fazer acusações. Nós
achamos muito melhor governar juntos. É muito melhor nos aproximarmos do governo e governar
juntos – claro – com ciência da receita, da despesa, da legislação.
Governando juntos, ganhamos muito mais. A prova disso é que obtivemos muitas conquistas
aqui no DF. Só faltaram conquistas nos 2 mandatos deste governo – só deste. Cada governo nos
trouxe um avanço. A prova do que o deputado Ricardo Vale está falando é que não existe 1
parlamentar nesta casa que não tenha ciência da nossa pauta.
Quando nós perdemos o valor da Pasus – cerca de 70% –, o presidente, deputado
Wellington Luiz, pediu para trancar a pauta, nos chamou na antessala – porque se deparou com a
gravidade da situação – e se comprometeu, desde aquela época, com todos os parlamentares que
estavam ali, a tentar reverter a situação.
Só que o tempo passa... Nós procuramos a deputada Jaqueline Silva, que até aprovou uma
emenda. O tempo foi passando e, no meio da enchente, apareceu uma mão, um braço esticado que
nos puxou: o deputado Ricardo Vale – peço que deem uma salva de palmas para ele.
No momento em que tomou conhecimento desse fato, ele imediatamente propôs a
realização de uma audiência pública. Todos sabem que, quando conquistamos os R$5 mil, havia a
expectativa de que o governador mantivesse esse valor ao mandar a mensagem do Executivo. É bom
que o atual governo tome ciência disso. Acho que ele tem ciência, mas, às vezes, deturpam a
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informação.
Deputado Ricardo Vale, 99% dessa categoria votou no governador Ibaneis. Nós tínhamos
ciência – não foi algo escondido de nós – de que poderíamos sofrer uma ADI em decorrência de a
própria Câmara Legislativa ter elaborado a lei. Ninguém ficou sem saber disso. Nós informamos a
todos e arriscamos a aprovação da lei daquela forma na expectativa de que o governador
mantivesse os R$5 mil e enviasse uma mensagem do Executivo. Por isso, eu digo que 99% da
categoria votou nesse governo, ajudou a construir o atual governo. Nós estamos aguardando uma
ação.
Estamos às vésperas do encerramento desse mandato e do período eleitoral. Trata-se de um
prazo curto. Nós temos que conquistar previsão orçamentária por meio de um projeto de lei. Essa
reunião com a nossa querida governadora tem que ser urgente para que, na virada do ano, com
previsão orçamentária, com a prestação de todos os esclarecimentos à governadora, cheguemos à
vitória.
Eu me lembro da nossa governadora como deputada distrital. Ela me disse éramos muitos
para tratar o assunto naquela sala da comissão. Ela falou: “Vou levar todos vocês para o plenário,
onde ficarão mais confortáveis e avançaremos na pauta”. Não foi isso que aconteceu, pessoal? A
atual governadora tem um relacionamento consanguíneo com a categoria. Ela aprovou 2 projetos
para nós. Em tudo que reivindicamos dela obtivemos êxito. Creio que, nesse momento fundamental,
ela vai nos trazer mais uma conquista. Ela já foi deputada distrital, deputada federal e hoje é
governadora. Todos reconhecemos o retorno constante que ela sempre nos deu.
Nós fazemos essa solicitação depois de 40 anos de serviço de excelência prestados à
população do Distrito Federal por esses grandes guerreiros e guerreiras que estão aqui, que estão
assistindo a esta comissão geral. Se dependesse da população do DF, que sempre é carinhosa
conosco, poderíamos atravessar a rua, pegar a assinatura da governadora e apresentar o projeto
para aprovação. Daqui a 1 mês, o dinheiro já estaria na conta. A população sabe que merecemos.
Durante o período em que recebemos o valor reconhecido, sentimos o sabor da dignidade.
Servidores e servidoras davam mais conforto para suas famílias, mais qualidade de vida.
Nós queremos voltar a ter essa sensação. Não levaremos a Pasus para a aposentadoria. Se
repararem a nossa faixa etária, vamos receber, em alguns casos, por pouco tempo, por poucos
meses. Alguns estão para se aposentar, outros receberão a parcela por poucos anos. Nós queremos
que esse reconhecimento de nossa honra venha da governadora Celina Leão. Acho que esse
momento é pertinente para ela continuar nesse convívio histórico conosco. Nada mais justo do que
envolvê-la nisso.
Deputado Ricardo Vale, agradecemos muito a sua iniciativa. Vossa excelência agrega as
pessoas. Tivemos pouco tempo de convívio pessoal com o senhor. Nós procuramos todos os
parlamentares. Entre os deputados de oposição que acompanho aqui no plenário, percebo que o
senhor tem uma articulação que une governo e oposição. Sabe quem ganha com isso? Quem ganha
é a população do DF.
Precisamos sair dessa polarização que está desfazendo famílias, desfazendo amizades,
atrapalhando nosso trabalho na ponta. Às vezes, o morador pergunta em quem votamos. Dizemos
que o mosquito é preto e branco, que ele tem as cores do Botafogo, do Ceará. Precisamos falar que
trabalhamos para ajudar as pessoas nas endemias a fim de cumprir nosso papel.
Neste momento, independentemente de oposição e governo, a pauta é de interesse
fundamental da população do Distrito Federal. Nós somos testemunhas disso.
Pedimos aos membros da mesa que formemos urgentemente uma comissão – o prazo é
curto – constituída por parlamentares sedentos por essa conquista. Se vocês nos derem a honra,
podemos compor a comissão para conquistarmos uma agenda com a governadora Celina Leão. Não
vemos o momento de estar com ela para matar a saudade. Nós sabemos que a agenda dela é muito
corrida, mas o espaço e o tempo são curtos.
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Vamos sair daqui com uma proposta de agenda. Se o senhor tiver uma agenda com ela,
atravessaremos a rua e levaremos nossa presença. Previna a governadora, porque, no dia dessa
reunião, quando estivermos em frente à Praça do Buriti, naquele espaço do povo, será para
prestigiá-la e, quiçá, comemorarmos juntos essa conquista. Nós merecemos – a população sabe
disso e a nossa governadora também.
Saúde, paz a todas e todos. E obrigado! (Palmas.)
PRESIDENTE DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Obrigado, César.
Concedo a palavra ao Carlos, que se esqueceu de dizer alguma coisa.
CARLOS HENRIQUE BESSA FERREIRA – Companheiros, eu não poderia deixar de relatar que,
quando nós ganhamos o reajuste da Pasus – todos vocês sabem disso, mas nem todo mundo da
mesa sabe, por isso é importante fazer esse esclarecimento –, a parcela foi para R$5 mil. Naquela
ocasião, muitos companheiros pegaram empréstimo no BRB, tendo como valor de referência esses
R$5 mil.
Quando caiu a lei, por força do TJDFT, esses companheiros passaram a não ter condições de
arcar com as suas responsabilidades junto ao BRB. O que aconteceu? Chegamos ao ponto, Ricardo
Grossi, de o BRB penhorar bens de muitos companheiros. Estou falando mentira ou verdade?
Quando eu digo que a nossa situação está calamitosa, eu não estou exagerando. Eu tenho
recebido ligações, mensagens pelo WhatsApp de vários companheiros desesperados. Outro dia, nós
fizemos uma reunião no Sindsep em que um determinado companheiro estava para chorar, porque já
não sabia mais o que fazer. Essa situação precisa ser resolvida.
O Governo do Distrito Federal precisa olhar com carinho para a nossa situação. Sabemos que
nem sempre é possível atender integralmente aquilo que é reivindicado; mas, pelo menos, que o
governo oferte alguma coisa que amenize esse problema que está sendo vivenciado pelos servidores
do Ministério da Saúde que atuam cedidos para a Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal.
Há uma esperança, uma forte esperança de que o governador Ibaneis e a vice-governadora
Celina Leão nos apontem uma luz no fim do túnel nessa reunião de negociação que o César propôs
aqui, em nome do Sindsep e do Sindprev, para que resolvamos essa situação.
Por fim, desta vez por fim mesmo, quero agradecer aos 2 parlamentares – devia ter feito
esse agradecimento na minha primeira fala, mas acho que ainda está em tempo –, ao deputado
Ricardo Vale e ao deputado federal Prof. Reginaldo Veras, não só por esta comissão geral, pela
proposição do deputado Ricardo Vale para que ela fosse realizada e a presença do deputado federal
Prof. Reginaldo Veras, mas também pelo fato de os 2 terem nos ajudado lá no TCDF, porque havia
um questionamento e poderíamos voltar para o Ministério da Saúde. Em consequência disso,
Ricardo, a Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal iria perder 470 servidores. Isso não é
brincadeira! Não se repõem 470 servidores assim da noite para o dia. Tem que se realizar concurso
público, e isso depende de reserva orçamentária e por aí vai.
Então, estes 2 parlamentares prestaram uma grande ajuda para nós trabalhadores do
Ministério da Saúde e ao Governo do Distrito Federal ao evitar este prejuízo. Se tivéssemos sido
devolvidos naquele momento, hoje nós não estaríamos aqui nesta comissão geral.
Muito obrigado.
PRESIDENTE DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Vou ler uma mensagem da deputada
Jaqueline Silva.
“Parabenizo o deputado Ricardo Vale pela iniciativa de propor uma comissão geral para
debater a recomposição da Pasus. Esperamos que juntos possamos devolver aos servidores a
recomposição que representa o reconhecimento da trajetória e da importância da carreira.
Por já ter compromissos agendados, não poderei estar presente, mas deixo o meu abraço a
todos e coloco o meu gabinete à disposição.”
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Peço uma salva de palmas para ela e agradeço a mensagem. (Palmas.)
O deputado João Cardoso também deixou uma mensagem.
“Ao deputado Ricardo Vale.
O debate sobre a recomposição da Pasus é importante e oportuno, visto que o deputado
João Cardoso mantém seu compromisso com os servidores e com os trabalhos desta casa nessa
importante pauta.
Parabenizo vossa senhoria pela iniciativa e aproveito para reafirmar meu compromisso,
enquanto parlamentar, de trabalho para que o Distrito Federal seja o lugar onde todos têm
oportunidades e direitos.
Agradeço a atenção de vossa excelência e desejo uma produtiva audiência.”
Também quero pedir uma salva de palmas para o deputado João Cardoso. (Palmas.)
Muitos não enviaram mensagem, mas, como eu falei, nesta semana e na semana passada,
nós conversamos com vários parlamentares, e todos se mostraram muito solidários. Isso foi o que,
inclusive, me deu muito ânimo. O governo tem uma base muito grande – são quase 16 deputados –
e, além dos deputados de oposição, todos se mostraram muito solidários e entenderam que
precisamos encontrar uma forma de o governo fazer justiça a vocês.
Quero agradecer a todos os deputados e deputadas com quem eu conversei na última
semana, antes desta audiência. O que me deixou muito esperançoso, como eu falei, é que, se
depender da Câmara Legislativa, a Pasus será recomposta.
Concedo a palavra ao primeiro dos 3 inscritos, o diretor do Sindprev-DF, José de Assis.
JOSÉ DE ASSIS BARROS DA SILVA – Eu quero começar parabenizando meu companheiro
Carlos Henrique, porque a poesia de Milton Nascimento é fantástica e diz tudo sobre nós: conta a
nossa história e o nosso sofrimento, parece ter sido feita para nós. Carlos Henrique, parabéns pela
escolha.
Quero parabenizar e cumprimentar a mesa, os nossos 2 companheiros parlamentares que
estão aqui, os demais representantes do governo e meus companheiros do sindicato. Vamos lá,
companheirada! Não carrego discurso nas mãos, mas carrego a necessidade no peito.
Companheiro, quando o senhor falou que só há 3 inscrições, é porque poucos de nós
falamos por muitos. Aquilo que o César, o Carlos Henrique, a companheira Antônia, eu e os outros 2
companheiros vamos relatar representa o anseio da companheirada. É por isso que nós somos assim.
Carregamos a necessidade, porque fazemos uma coisa que poucos veem. O companheiro
Ricardo falou o tempo todo sobre a nossa atividade, mas poucos enxergam que fazemos medicina
preventiva. Poucos enxergam que, por meio do nosso trabalho, evitamos que o morador chegue à
unidade de saúde ou ao hospital.
A nossa medicina é preventiva. Apesar de nenhum de nós ter diploma de médico, nós
fazemos e praticamos a medicina preventiva. Por meio do nosso trabalho, evitamos que os hospitais
e os postos de saúde superlotem. Nós nos dirigimos às mais difíceis localidades e às casas mais
longínquas para realizar o nosso trabalho, a nossa missão. Fazemos isso com muito orgulho. Eu faço
isso há 46 anos com o mesmo compromisso do primeiro dia. No dia 3 de julho de 1979 – foi ontem!
– eu fiz isso com muito orgulho e continuo fazendo assim.
Eu sempre digo que a minha consciência tem que sair tranquila da casa do morador por eu
ter passado a ele a mensagem que precisava passar, para que ele tenha consciência do trabalho
importante que ele faz dentro da casa dele. Eu digo sempre para o morador: “Eu sou um agente de
saúde, mas sou o cara que traz para você informações. O primeiro agente de saúde é você, que
mora dentro desta casa. É você que levanta, que vai olhar se choveu, se juntou água em algum
recipiente e vai eliminá-la. Estou aqui como orientador.”
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Levamos o trabalho de orientador para o Brasil inteiro. Eu venho da Bahia e, desde 1988,
presto serviços aqui. Eu falei da canção porque me encaixo nela. Eu andei a pé, em boleia de
caminhão, de canoa, de cavalo, de jumento e de todo jeito, para praticar a medicina preventiva.
Tenho muito orgulho disso. Se alguém me perguntar “Você faria tudo de novo, Assis?”, eu diria:
“Sem a menor dúvida!”
Deputado Ricardo Vale, para mim, este é o momento mais importante, no qual a democracia
se fortalece. Os senhores foram eleitos por nós para nos representar. Esta é a arena dos senhores.
Os senhores permitiram que nós adentrássemos a sua arena para lutarmos juntos por um objetivo
único. Este é o sinal de que tudo vai dar certo. Este momento significa que estamos todos dentro da
mesma arena, unidos por um só objetivo: a conquista. Nós temos certeza de que vamos conquistar,
em nome de Jesus! (Palmas.)
Nós vamos conquistar, porque Deus está no comando! Deus está no comando! Digam
comigo: “Deus está no comando, e esta casa está com as ações!”
Companheiros, nós parabenizamos a casa e rogamos por podermos lutar juntos por esse
objetivo.
Muito obrigado. (Palmas.)
PRESIDENTE DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Obrigado, Assis. Parabéns. Foi muito bonito
e até emocionante o seu depoimento.
Concedo a palavra ao senhor diretor da Condsef, Edilson Muniz.
EDILSON MUNIZ – Boa tarde, companheiros servidores públicos cedidos ao GDF.
Cumprimento a mesa na pessoa do deputado Ricardo Vale, irmão do meu amigo particular Paulo
Tadeu, que também contribuiu muito na ocasião em que os servidores do Ministério da Saúde
cedidos ao GDF estavam para ser devolvidos por uma decisão do Tribunal de Contas. Incluo-o no rol
daqueles que tantos que fizeram para que esse fato não ocorresse. Também agradeço muito ao
presidente desta casa, o deputado Wellington Luiz, que também se juntou àquela defesa. Naquela
ocasião, eu dizia que o GDF estava rasgando dinheiro, porque quem paga os salários dos servidores
cedidos é a União.
Companheiros, mais uma vez, todos os servidores públicos, todos os trabalhadores que
prestam serviço à sociedade merecem todo o nosso respeito e os nossos aplausos. Porém, se há
alguém mais merecedor do que os demais – se pudermos fazer essa avaliação –, esses servidores
são os da saúde.
Esses servidores da saúde pública nacional – os agentes de saúde, os nossos guardas de
endemias, os antigos guardas da Sucam – são verdadeiros sacerdotes. Foi de uma felicidade enorme
a fala do Assis. Essa fala há de ser o reconhecimento da nação brasileira pelo trabalho que esses
homens e essas mulheres fazem e fizeram pelo povo brasileiro. Se existe saúde pública no Brasil,
esses companheiros são os responsáveis.
Eu, como muitos dos presentes, não nasci no Distrito Federal. Vim de outro estado, como
muitos. Nasci e fui criado no campo. Naquela ocasião, com meus 8 ou 10 anos de idade, meu pai
hospedava os companheiros da saúde – os guardas com aqueles carros pretos – que não tinham
onde ficar. Quem tinha condições os alojava e oferecia amparo. Depois, aquelas residências se
tornavam postos onde se colhia material para exame.
Eu vivi isso. Minha esposa foi colaboradora do Ministério da Saúde por muitos anos e
fundadora da Condsef, da qual sou diretor atualmente. O primeiro sindicato de servidores públicos
criado no país, fundado antes da Constituição que concedeu aos servidores públicos o direito à
sindicalização, foi o sindicato do Distrito Federal, do qual também tenho a honra de fazer parte da
direção, com o César e com o Luiz Henrique.
Sem mais delongas, digo que, se alguém tem mérito e é merecedor de qualquer ajuda que a
sociedade possa oferecer – do ponto de vista de remuneração ou de melhores condições de vida –,
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essas pessoas são os companheiros da saúde. (Palmas.)
Tudo o que se fizer por eles é pouco. É o Estado que tem uma dívida com eles, não o
contrário. É a sociedade que tem uma dívida com eles, e não eles com a sociedade.
Portanto, tudo o que se fizer, deputado, é muito pouco. É muito pouco para quem está há 40
anos trabalhando. Sabem por que eles não se aposentam? Porque, se eles se aposentarem hoje,
perdem cerca de 50% dos seus vencimentos. Eles não poderiam ter um plano de saúde.
Hoje, esses companheiros cedidos ao GDF têm um plano de saúde porque os gestores do
Distrito Federal tiveram a sensibilidade de oferecer um plano que seus servidores possam pagar. Não
existe saúde pública. O Estado não oferece saúde pública aos seus trabalhadores, não concede esse
direito.
Atualmente, um servidor do Executivo nacional paga, em média, R$1.000 por um plano de
saúde; e o Estado contribui com menos de 18%. Isso é difícil. À exceção do Legislativo e do
Judiciário, ninguém consegue pagar um plano de saúde.
Então, esses companheiros trabalham até quando podem. Estamos revivendo o passado,
quando os trabalhadores da fábrica colocavam seus filhos para trabalhar gratuitamente, a fim de que
aprendessem e, quando o pai se aposentasse, pudessem manter os pais.
Em nome da Condsef, agradeço mais uma vez a oportunidade e esta ocasião, proporcionada
pelo nobre deputado Ricardo Vale, com a contribuição do nosso querido amigo deputado federal
Prof. Reginaldo Veras, que sempre nos acompanha não apenas aqui, mas também no Ministério e na
Câmara dos Deputados, nessa luta pela reestruturação da carreira dos servidores públicos.
Desejo muito sucesso a todos. Que sejam exitosos nessa missão!
Muito obrigado. (Palmas.)
PRESIDENTE DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Obrigado, Edilson.
Neste momento, convido para usar da palavra a senhora Lenilda Araújo Cunha, servidora da
saúde em Vicente Pires.
LENILDA ARAÚJO CUNHA – Boa tarde, pessoal. É um grande prazer ver esta galeria, ver
nossos colegas. Vou praticamente chover no molhado. Estiveram aqui representantes nossos
expondo da melhor forma possível nosso trabalho junto à Secretaria de Saúde de Brasília.
Cumprimento toda a mesa e faço um agradecimento especial ao deputado Ricardo Vale. Sem
ele, não teríamos essa abertura excelente, que nem esperávamos e realmente está contribuindo
bastante. Prometemos continuar na luta. Sempre fomos de luta. Nunca desistimos.
É bom ressaltar que, apesar de toda essa situação, de a nossa remuneração da Pasus estar
defasada – o último reajuste que tivemos, infelizmente, foi no governo Rollemberg; passamos menos
de 1 ano por essa situação com esse projeto, que infelizmente foi destituído –, o nosso pessoal não
abandonou a população do DF. Continuamos prestando serviço da melhor forma possível. Inclusive,
o pessoal lotado na Divisão de Vigilância Ambiental trabalhou com o próprio carro ou moto, arcando
com gasolina e despesas com peças. Atuamos em todo o Distrito Federal e nas áreas rurais. “Ah,
mas o DF tem áreas rurais?” Tem. Não são tantas, mas existem.
Eu gostaria de destacar, de forma geral, onde estamos atuando, porque acredito que nem os
governantes, nem os deputados desta casa, nem a população saibam, na totalidade, qual é o serviço
que prestamos à população desde 1987. Eu gostaria até de falar sobre esse vídeo. As lágrimas
vieram, porque ele realmente está muito bom. Parabéns, Carlos Henrique! Foi uma exposição
maravilhosa.
Para começar, nós atuamos em diversas áreas. Eu sou da área de combate às endemias. É
claro que haverá outra fala a respeito, mas posso falar sobre a área em que atuo. Atuamos em
várias áreas, tanto na área rural quanto urbana. Trabalhamos com a equipe de educação em saúde.
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Inclusive, a equipe de educação em saúde da Dival é praticamente composta totalmente por
servidores do Ministério da Saúde. Nós nos orgulhamos de transmitir essa informação nos pontos
aonde a equipe se dirige: escolas, praças, estações do metrô, a fim de esclarecer a população. Há a
análise da água, feita por nossos servidores. Há captura de mosquitos, inclusive dos mosquitos que
provocam a febre amarela urbana e silvestre. Há servidores nossos também na captura de
caramujos, não o africano, mas os que provocam outras doenças. Estamos em várias áreas. Eles me
pediram e me prontifiquei a falar disso.
Por último, há um projeto maravilhoso no qual o GDF investiu: a biofábrica. O que a
biofábrica faz? A biofábrica desenvolve o mosquito. O dinheiro para esse projeto vem do Ministério
da Saúde, por meio da Fiocruz. E conta com quem? Com os servidores que estão à disposição da
Secretaria de Saúde para fazer o desenvolvimento desses mosquitos.
Vale destacar que em Brasília, nem dentro da própria Fiocruz, nunca se trabalhou com
desenvolvimento, apenas com análise. Esse sempre foi o trabalho. Então, foi contratado um
laboratório para fazer a parte técnica do desenvolvimento do mosquito. A parte técnica vem da
fábrica mesmo, no Paraná. São ovos, mas eles são desenvolvidos aqui.
Também estamos lá. Fiquei 3 meses na montagem da biofábrica, e não é fácil. Somente
quem foi lá vai entender.
Ficamos muito chateados quando alguém desta casa vai lá, mas não nos coloca na linha de
ação. Nós estamos lá. Não teria sido possível esse projeto da biofábrica sair do papel se não fossem
nossos motoristas.
Não sei se é de conhecimento de todos, mas os servidores Avas da Dival têm um
impedimento, porque recebem uma gratificação por dirigir os carros da Secretaria de Saúde. Então, o
ex-subsecretário de Saúde solicitou, a mim e ao César, a nossa colaboração. Saímos um por um até
então. Não são todos. Se não me engano, são 3 motoristas da secretaria e 17 motoristas do
Ministério da Saúde. (Palmas.)
Estamos lá e vamos continuar até chegar ao fim do projeto. Então, essa...
PRESIDENTE DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Lenilda, vou pedir que você conclua.
LENILDA ARAÚJO CUNHA – Vou finalizar aqui.
Então, nada nos tem abatido. Não é a situação dos nossos salários tão defasados, nem a
nossa gratificação Pasus, tão defasada, que nos fará desistir ou não encarar, a cada dia, novas
guerras, novas batalhas. Estamos aprendendo e atuando juntamente com todos os servidores da
Dival, que são os servidores que trabalham no combate a endemias.
Obrigada. (Palmas.)
PRESIDENTE DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Obrigado, Lenilda. Muito boa a sua
intervenção, esclarecendo muita coisa do trabalho de todos vocês.
Por último, concedo a palavra à Giovana Simoni, servidora da UBS 1 de Águas Claras.
GIOVANA SIMONI – Boa tarde a todos. Sou Giovana Simoni, tenho 37 anos, passei no
concurso do Ministério da Saúde em 2010. Não sei se sou a caçula da turma. Sou cedida e me
dedico ao GDF há 12 anos. Tenho 15 anos de serviço público. Estou aqui hoje para dar voz aos
servidores do Ministério da Saúde cedidos ao SUS, que, assim como eu, estão lotados em diversas
áreas do GDF, como diretorias. Já estive lotada em gerências, já atuei em cargos de assessoria, ou
seja, nós atuamos tanto na ponta, dando total atenção para a saúde primária e atendendo
diretamente à população, como também nos bastidores.
Estou aqui para dar voz aos servidores que também estão por trás de trabalhos como
planejamento estratégico, assessoramento de subsecretários, apoio a diretorias e assessorias do
GDF. Nós não andamos com uma placa na testa dizendo que somos servidores do Ministério da
Saúde. Por esse sentimento, tenho a certeza de que somos iguais e atuamos com dedicação tanto
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quanto um servidor do quadro do GDF, com uma diferença salarial que separa drasticamente,
financeiramente, uns dos outros.
Considerando que nossa dedicação e comprometimento são iguais aos dos servidores do
quadro, a recomposição da Pasus é mais do que justa, pois nossa entrega é igualitária e ocorre na
mesma intensidade. Somente essa recomposição poderá nos conduzir a um patamar de justiça
dentro do GDF e do serviço público do Executivo.
Obrigada a todos. (Palmas.)
PRESIDENTE DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Obrigado, Giovana.
Passaremos às considerações finais dos integrantes da mesa.
Concedo a palavra à Valéria Menezes de Oliveira, representante técnica da Subsecretaria de
Gestão de Pessoas da Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal.
VALÉRIA MENEZES DE OLIVEIRA – Eu gostaria de agradecer a todos e à mesa o convite e
dizer que estamos à disposição para ajudar no que for necessário. Esta audiência foi muito produtiva
e trouxe bastante informação. A Sugep está à disposição para o que for necessário.
Boa tarde a todos e muito obrigada. (Palmas.)
PRESIDENTE DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Obrigado, Valéria.
Concedo a palavra a outra mulher integrante da mesa, nossa querida Antônia Ferreira,
diretora do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social no
Distrito Federal, Sindprev-DF.
ANTÔNIA FERREIRA – Pessoal, nosso encontro nesta audiência pública foi muito bom, mas
eu queria fazer alguns esclarecimentos. Eu, o César e o Carlos Henrique somos diretores de 2
sindicatos: Sindsep-DF e Sindprev-DF. No Sindsep-DF, estou na Secretaria da Mulher. Desde o início,
quando olhei para a mesa, pensei: ainda bem que nós 2 estamos aqui, amiga, porque é uma mesa
predominantemente masculina. (Risos.)
Quero apenas expressar minha gratidão, agradecendo primeiramente a Deus e, em seguida,
a todos os participantes e à casa, que nos recebeu.
Até a vitória!
Muito obrigada a todos. (Palmas.)
PRESIDENTE DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Obrigado, Antônia.
Concedo a palavra ao Valmir Lemos de Oliveira, secretário-executivo de Gestão
Administrativa da Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal.
VALMIR LEMOS DE OLIVEIRA – Deputado, queremos registrar, em nome da Secretaria de
Estado de Saúde do Distrito Federal e do nosso secretário, Juracy Cavalcante, a alegria de participar
deste encontro. Levaremos a ele todas as preocupações e intenções do Legislativo em relação à
pauta.
Mais uma vez, quero parabenizar os senhores e as senhoras que trabalham na ponta, pois
reconhecemos a importância desse trabalho e temos certeza de que buscaremos um ponto de
equilíbrio para reverter essa situação.
Desejo uma boa tarde a todos. (Palmas.)
PRESIDENTE DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Obrigado.
Concedo a palavra ao Carlos Henrique, diretor do Sindicato dos Servidores Públicos Federais
no Distrito Federal, Sindsep-DF.
CARLOS HENRIQUE BESSA FERREIRA – Quero registrar o meu reconhecimento às
companheiras Antônia e Ana Nery, que trabalharam arduamente na confecção do lanche que foi
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servido a vocês. Passaram horas e horas ontem, preparando tudo; bem como o Fábio, funcionário do
Sindprev-DF, que também esteve envolvido para que vocês viessem mais revigorados para a nossa
audiência pública.
Deputado Ricardo Vale e deputado federal Prof. Reginaldo Veras, eu saio hoje desta casa
feliz – feliz e esperançoso, como há muito tempo eu não ficava, em relação à questão da
recomposição da nossa Pasus. Vejo que há, inclusive, na mensagem da nossa vice-governadora,
Celina Leão, a abertura de um canal de negociação que, até hoje – nos últimos 2 anos –, nós
infelizmente não tivemos com o GDF. E volto a dizer: não por falta de tentativa do Sindsep-DF e do
Sindprev-DF, porque nós tentamos de tudo, mas não havia disposição para o diálogo. Mas isso
mudou – claramente mudou.
Isso mostrou a importância desta audiência pública. A realização dela hoje teve um peso
muito grande. Eu estava dizendo isso a muitos companheiros da categoria, pelos diversos grupos de
WhatsApp que nós temos, que esta audiência pública poderia ser um divisor de águas na nossa luta
pela recomposição da Pasus. E eu acho que isso está realmente se configurando.
Agradeço também a presença de vocês, porque, sem vocês neste plenário e na galeria, esta
audiência pública não seria tão rica quanto foi.
Muito obrigado, e vamos continuar firmes nessa luta.
Contem sempre com o Sindsep-DF e com o Sindprev-DF. (Palmas.)
PRESIDENTE DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Obrigado, Carlos.
Pessoal, eu vou ler uma minuta do projeto de lei, que, como eu disse, seria de autoria de
todos os deputados desta casa. No entanto, a minha assessoria trabalhou e já o modificou, e esse
será o texto que encaminharemos para a vice-governadora, para o governador Ibaneis e para a
Secretaria de Economia. É uma minuta bem pequena e, evidentemente, o governo pode alterar. Diz
basicamente o seguinte: Projeto de Lei nº... O número será atribuído pelo GDF.
Fixa novo valor para a parcela de que trata a Lei nº 2.770, de 18 de setembro de 2001, que
concede aos servidores que especifica parcela pecuniária e dá outras providências.
A Câmara Legislativa do Distrito Federal decreta:
Art. 1º Fica fixada no valor de R$5.000 a parcela pecuniária a que se refere o art. 1º da Lei
nº 2.770, de 18 de setembro de 2001.
Art. 2º As despesas com implementação desta lei correm à conta das dotações
orçamentárias próprias da Secretaria de Estado da Saúde.
Art. 3º Esta lei entra em vigor na data de sua publicação, com efeitos financeiros a partir de
1º de novembro de 2025.
Art. 4º Revogam-se as disposições em contrário.
Justificação.
Em 2001, com a Lei nº 2.770, foi criada uma parcela pecuniária para os servidores ativos do
Ministério da Saúde, oriundos do extinto Instituto Nacional de Assistência Médica e Previdência
Social, Inamps, lotados mediante convênio na Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal.
Os valores da época eram os seguintes: ocupantes de cargos correspondentes de nível
básico, valor R$400, quantitativo 28; nível médio (AIS I e II), R$500, quantitativo 478; nível superior,
R$1.000, quantitativo 148.
O objetivo dessa parcela pecuniária era o de dar isonomia desses servidores com os
servidores da Secretaria de Saúde.
Passados os anos, esses valores foram unificados em abril de 2018 para R$1.898,36 e
demonstram ter aumentado muito pouco depois de 2 décadas e meia.
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Em 2022, sensibilizada com a defasagem salarial, a Câmara Legislativa aprovou uma
melhoria para esse valor, elevando-o para R$5 mil; trata-se da Lei nº 7.078, de 23/02/2022 – nós já
falamos muito sobre ela.
Mas o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios considerou inconstitucional
essa lei, o que, em razão dos efeitos repristinatórios, trouxe de volta os valores de 2018.
É preciso retomar com urgência essa discussão e garantir que, pelo menos, os R$5 mil sejam
pagos a esses servidores.
Como há 480 servidores beneficiados por essa parcela pecuniária, a despesa estimada é a
seguinte: em 2025, novembro, dezembro de 13º salário: R$4.466.361; em 2026: R$19.850.496;
2027: R$19.850.496.
Pelos fundamentos expostos, esperamos a aprovação do presente projeto de lei.
Esta é a minuta que vai chegar às mãos do governador e da vice-governadora. Nós temos
uma expectativa muito grande de que, com a ajuda da Câmara Legislativa, nós possamos fazer
justiça a todos vocês.
Eu quero agradecer à minha assessoria técnica, ao Willemann, juntamente com os
companheiros que construíram esse texto.
Como eu falei, o governo pode fazer algumas alterações, mas o importante é que nós já
temos a minuta de um projeto de lei para apresentar.
Concedo a palavra ao César Leite, o grande César – a César o que é de César.
CÉSAR HENRIQUE MELCHIADES LEITE – Eu tenho escutado isso há 18 anos nesta casa – dai
a César o que é de César. Tomara que seja mais uma vitória!
Queria agradecer a presença de todas e todos. Vocês sabem que são vocês que nos
alavancam para as vitórias. Vocês, servidores e servidoras, são o motivo de estarmos aqui hoje.
Agradeço muito a iniciativa do deputado Ricardo Vale. Nós não iremos esquecer, deputado,
essa sua atitude.
Deputado federal Prof. Reginaldo Veras, estamos hoje aqui com nossa dignidade devido à
sua atitude perante o Tribunal de Contas. Tivemos que peregrinar por um caminho meio nebuloso,
mas, graças a Deus, estamos com nossas atividades, lotados onde sempre estivemos.
Transmito ao secretário de Saúde que, desde o período em que ele foi nomeado, nós
estamos dispostos a conversar com ele, já tentamos algumas vezes. Nós estamos aqui para
intermediar a melhoria das atividades, o melhor atendimento à população, sempre no sentido de
chegarmos ao consenso. Quem sai ganhando com isso é o governo, é a população, é a casa do
povo. Contem conosco sempre!
E, repito, o quanto antes devemos formar uma comissão dos parlamentares dispostos e
sedentos por essa vitória, agendar uma reunião com a nossa vice-governadora Celina Leão, para que
tenhamos, o quanto antes, uma resposta a dar para estes pais e mães de família presentes.
Nós sabemos que, ano que vem, haverá o período eleitoral e, a partir do mês de abril, a
coisa fica quase que impossível. O prazo é curto, mas, depois de ouvi-los – os integrantes desta
mesa, os parlamentares, o representante da nossa querida vice-governadora –, eu creio que a nossa
vitória está logo ali adiante. Já dá para sentir, já dá para enxergar.
Dentro de poucos dias, comemoraremos, com certeza. Saúde e paz a todas e todos!
(Palmas.)
PRESIDENTE DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Obrigado, César.
Antes de ouvirmos o Ricardo Grossi, que está representando a Vice Governadoria, eu quero
dizer para vocês que, em conversa com o nosso presidente deputado Wellington Luiz sobre a
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proposta da criação do grupo de trabalho, ficou combinado que a composição seria: ele, como
presidente; eu, como vice-presidente; 5 representantes, que vocês da categoria irão decidir junto
com o sindicato; 1 da Secretaria de Saúde – eu vou conversar com o secretário e, na minha opinião,
pode ser o Valmir ou a própria Valéria. Esse seria o grupo de trabalho para se reunir com o Governo
do Distrito Federal. Como encaminhamento, Ricardo Grossi, atendendo, inclusive, à ideia do Carlos e
à do próprio César, vamos fazer a primeira reunião com a vice-governadora Celina Leão, assim que
ela puder nos receber.
Então, fica como encaminhamento esse pedido trazido por vários participantes desta
comissão geral e da própria Câmara Legislativa, que, inclusive, foi uma ideia do presidente. No caso,
de nós 2: ele como presidente e eu como vice, representando os 24 deputados desta casa.
Evidentemente iremos convidar todos os deputados quando a vice-governadora marcar a reunião,
mas fica encaminhada essa proposta de reunião com a presença de 8 pessoas.
CARLOS HENRIQUE BESSA FERREIRA – Eu gostaria de fazer uma sugestão sobre a presença
de um deputado que considero importante: a do relator do orçamento, presidente da CEOF,
deputado Eduardo Pedrosa. Eu acho que é importante a presença dele.
PRESIDENTE DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Sim.
CARLOS HENRIQUE BESSA FERREIRA – É importante o inserirmos nessa discussão.
PRESIDENTE DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Vou colocar o deputado Eduardo Pedrosa e o
meu amigo deputado federal Prof. Reginaldo Veras, representando a Câmara dos Deputados.
Concedo a palavra ao Ricardo Grossi, representando a vice-governadora, a quem agradeço
muito pela presença. Peço encarecidamente que leve a ela esse sentimento que você percebeu nesta
comissão geral, para que ela possa nos receber o mais rápido possível.
RICARDO GROSSI – Em nome da nossa vice-governadora, Celina Leão, parabenizo o
deputado Ricardo Vale pela iniciativa. Nós conseguimos, como foi dito pelo deputado, perceber a
sensibilidade do tema. Eu tenho certeza de que isso será levado à nossa vice-governadora. Em
breve, teremos uma data para uma reunião para discutirmos toda essa situação. Vou levar esse
encaminhamento a ela, deputado. Amanhã mesmo passarei todos os encaminhamentos que nós
tivemos e tudo que foi percebido nesta comissão. Tão logo haja essa data, comunicarei a vocês para
que possamos realmente dar continuidade a toda essa demanda.
Cumprimento o nosso presidente, deputado Wellington Luiz, que acaba de chegar. (Palmas.)
PRESIDENTE DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Eu falei que ele iria passar aqui! Presidente,
pode sentar aqui.
RICARDO GROSSI – Deputado, a criação desse grupo será formada após essa reunião com a
nossa vice-governadora? Ah! Esse grupo já está formado. Então, o mais breve possível nós vamos
agendar essa reunião com a nossa vice-governadora.
Como vocês ouviram na mensagem que ela encaminhou, ela está sensível à demanda de
vocês a esse pleito. Com certeza, ela estará à disposição para buscar uma solução para que vocês,
realmente, sejam reconhecidos e valorizados como devem ser.
Em nome da vice-governadora, agradeço ao deputado Ricardo Vale e ao deputado federal
Prof. Reginaldo Veras por participarem dessa luta. Agradeço também a todos os representantes: o
César, o Carlos e a Antônia. Estamos à disposição. Eu também acompanharei a evolução de todo
esse processo dentro da Vice Governadoria do Distrito Federal. Além disso, a governadora, depois
desse atendimento... Com certeza, eu acompanharei o desdobramento de todo esse processo.
Mais uma vez, deixo um abraço carinhoso da nossa vice-governadora Celina Leão e desejo
uma boa tarde a todos.
Que Deus abençoe cada um de vocês! (Palmas.)
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PRESIDENTE DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Obrigado, Ricardo.
Nosso presidente chegou e vou passar a palavra para ele encerrar esta comissão geral.
Presidente, fiz questão de ressaltar e vou falar mais uma vez da importância do seu apoio.
Quando eu trouxe esse tema para cá, a pedido da categoria – no caso, do César e do Carlos –, falei
com vossa excelência e o senhor disse: “Vamos fazer a comissão, vou ajudar”. O senhor ligou para a
Celina Leão e conversou com vários deputados. Eu falei e faço questão de repetir, na sua presença,
como o senhor tem sido importante não só para esse tema, mas para muitos outros nesta casa. Nós
temos um respeito e um carinho muito grandes pelo senhor e quero lhe agradecer muito, porque sei
que, se hoje há aqui representantes do Governo do Distrito Federal, seja da área da saúde, seja da
nossa vice-presidência, foi porque vossa excelência ajudou nisso. Eu sei que, se depender de vossa
excelência e desta casa, vamos fazer essa recomposição. Que bom que o senhor pôde retornar!
Vou passar a palavra a vossa excelência, para finalizar esta comissão geral, que nos deixou
muito sensibilizados. Ao ouvir a categoria, essas pessoas e os vídeos que foram passados, vimos
como todos foram importantes. Acho que, se muitos de nós ainda estamos vivos aqui no Distrito
Federal, devemos isso ao trabalho de prevenção que eles fizeram. Todo o esforço que esta casa, o
Governo do Distrito Federal, enfim, o poder público, fizer para essa categoria será pouco, por tudo o
que ela representa para o povo do Distrito Federal e pelo trabalho importante que desenvolve aqui.
Concedo a palavra ao nosso querido presidente, deputado Wellington Luiz.
DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Obrigado, deputado Ricardo Vale, amigo de outros
mandatos, que, literalmente, divide a presidência comigo, com muito prazer.
Agradeço à Valéria a presença nesta importante audiência pública; à Antônia Ferreira; ao
meu amigo César; ao Carlos; ao deputado federal Prof. Reginaldo Veras, que está sempre conosco, e
ao Ricardo, que, de maneira muito especial, representa a nossa vice-governadora, Celina Leão, que
já disse que colocaria o que tem de melhor, e ela tem muita gente boa. Sabemos do seu
conhecimento técnico, da sua gestão política e da importância de tê-lo aqui representando-a.
Agradeço ao meu amigo Valmir, que representa a Secretaria de Estado de Saúde do Distrito
Federal. O Valmir é um amigo e jogador de bola. Ele jogou futebol de salão comigo muitos anos,
bom de bola. Obrigado, Valmir.
César e Carlos, isso demonstra a importância que o Governo do Distrito Federal está dando a
essa questão. Agradeço, de maneira muito especial, ao deputado Ricardo Vale, a iniciativa. Desde o
primeiro momento em que ele trouxe esse tema para esta casa, nós nos sensibilizamos. Conhecemos
a história de vocês, sabemos que foi instalada uma grande injustiça contra essa categoria. Essa
injustiça precisa ser reparada e o papel da Câmara Legislativa e do Executivo é fazer essa correção.
Não tenham dúvida disso, principalmente sob a coordenação do deputado Ricardo Vale. Ele fala em
meu nome, como presidente desta casa, em nome da Mesa Diretora e em nome dos demais
deputados que nós não vamos descansar enquanto não repararmos esse prejuízo causado a vocês,
pais e mães de família, trabalhadores e trabalhadoras. (Palmas.)
Eu e o deputado Ricardo Vale retomamos o mandato e vivenciamos o sofrimento de vocês.
Eu estive no Tribunal de Justiça e conversei com os desembargadores. Todos eles ficaram
sensibilizados, mas, em razão daquele vício, de fato, não coube alternativa ao tribunal senão a de
declarar inconstitucionais as medidas adotadas pela Câmara Legislativa.
O Raimundo Ribeiro também é amigo, companheiro e está conosco.
Quero dizer a vocês que essa é uma luta que está começando e, com certeza, se estivermos
unidos, com a categoria se respaldando tanto no trabalho da nossa vice-governadora Celina e do
governador Ibaneis, como no do deputado Ricardo Vale e dos demais deputados desta casa, nós
vamos corrigir isso o mais rápido possível. Se Deus quiser, em breve, vocês terão aquilo que é de
direito e que não deveria ter sido retirado.
Registro o meu abraço e meu agradecimento a todos. Agradeço, inclusive, deputado Ricardo
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Vale, o voto de confiança que essa categoria engajada – que eu conheço bem – tem dado a nós.
Muito obrigado.
Peço desculpas pelo atraso. Falei para o deputado Ricardo Vale que eu tinha alguns eventos
hoje na zona rural de Planaltina, mas saí correndo, joguei uma água na careca, troquei de roupa e
vim para esta comissão geral para dar um abraço em vocês e nos comprometermos, juntamente com
o deputado Ricardo Vale e esta casa, a corrigir essa distorção, esse prejuízo causado a essas famílias
que tanto trabalham pelo Distrito Federal.
Deus abençoe a todos! Muito obrigado. (Palmas.)
PRESIDENTE DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Obrigado, deputado Wellington Luiz.
Antes de encerrar, eu queria que vocês se levantassem para que a TV Câmara Distrital
filmasse e mostrasse vocês para o povo do Distrito Federal, para aqueles que não puderam vir.
Vamos dar um tchau para quem está em casa, para quem não veio.
(A TV Câmara Distrital mostra o público na galeria.)
PRESIDENTE DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Como é a palavra de ordem, Carlos?
CARLOS HENRIQUE BESSA FERREIRA – Vamos lá: “Recomposição da Pasus Já!”
(Manifestação do público.)
CARLOS HENRIQUE BESSA FERREIRA – É isso aí! Obrigado. (Palmas.)
PRESIDENTE DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Pessoal, parabéns pela presença. Vamos
juntos, se Deus quiser, recompor e fazer justiça a todos vocês.
Agradeço às autoridades e aos demais convidados que honraram a Câmara Legislativa do
Distrito Federal com suas presenças.
Muito obrigado e uma boa noite a todos vocês.
Como não há mais assunto a tratar, declaro encerrada a presente comissão geral, bem como
a sessão ordinária que lhe deu origem.
Observação: nas notas taquigráficas, os nomes próprios ausentes de sites governamentais oficiais são reproduzidos
conforme informados pelos organizadores dos eventos.
Todos os discursos são registrados sem a revisão dos oradores, exceto quando indicado, nos termos do Regimento
Interno da Câmara Legislativa do Distrito Federal.
Siglas com ocorrência neste evento:
ACS – Agente Comunitário de Saúde
ADI – Ação Direta de Inconstitucionalidade
Avas – Agente de Vigilância Ambiental em Saúde
CEOF – Comissão de Economia, Orçamento e Finanças
Condsef – Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal
Dival – Diretoria de Vigilância Ambiental em Saúde
FMI – Fundo Monetário Internacional
GDF – Governo do Distrito Federal
Pasus – Parcela Autônoma de Integração ao Sistema Único de Saúde
PPGE – Políticas Públicas e Gestão Educacional
Sindprev-DF – Sindicato dos Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência Social no Distrito Federal/Ride
Sindsep-DF – Sindicato dos Servidores Públicos Federais no Distrito Federal
Sucam – Superintendência de Campanhas de Saúde Pública
Sugep – Subsecretaria de Gestão de Pessoas
SUS – Sistema Único de Saúde
TCDF – Tribunal de Contas do Distrito Federal
TJ – Tribunal de Justiça
TJDFT – Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios
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UBS – Unidade Básica de Saúde
As proposições constantes da presente ata circunstanciada podem ser consultadas no portal da CLDF.
Documento assinado eletronicamente por AALLEESSSSAANNDDRRAA RROODDRRIIGGUUEESS BBAARRBBOOSSAA -- MMaattrr.. 2244441199, CChheeffee ddoo
SSeettoorr ddee RReeggiissttrroo ee RReeddaaççããoo LLeeggiissllaattiivvaa -- SSuubbssttiittuuttoo((aa)), em 18/11/2025, às 18:19, conforme Art. 30, do
Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62,
de 27 de março de 2025.
A autenticidade do documento pode ser conferida no site:
http://sei.cl.df.gov.br/sei/controlador_externo.php?acao=documento_conferir&id_orgao_acesso_externo=0
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Praça Municipal, Quadra 2, Lote 5, Piso Inferior 1, Sala TI.3 - CEP 70094-902 - Brasília-DF - Telefone: (61)3348-9241
www.cl.df.gov.br - serel@cl.df.gov.br
00001-00048457/2025-33 2422464v9
Ata de Sessão Plenária Circunstanciada da 102ª S.O. (2422464) SEI 00001-00048457/2025-33 / pg. 23
DCL n° 264, de 03 de dezembro de 2025
Resultado de Pautas 1/2025
Colégio de Líderes
Resultado de Pauta - SELEG
26ª REUNIÃO DO COLÉGIO DE LÍDERES
Data: 2 de dezembro de 2025 (terça-feira)
Local: Sala de Reuniões do Plenário
a. Projeto de Lei nº 2.073, de 2025, de autoria do Poder Executivo, que "Altera a Lei nº 7.549, de 30 de julho de 2024, que 'dispõe sobre as diretrizes orçamentárias para o exercício financeiro de 2025 e dá outras providências'". Acordo para inclusão extrapauta e votação na Sessão Ordinária do dia 2 de dezembro de 2025 (terça-feira);
b. Projeto de Lei nº 2.057, de 2025, de autoria do Poder Executivo, que "Concede remissão de créditos tributários relativos ao IPTU nas condições que especifica". Acordo para votação na Sessão Ordinária do dia 2 de dezembro de 2025 (terça-feira);
c. Projeto de Lei nº 1.962, de 2025, de autoria do Poder Executivo, que "Dispõe sobre a criação do Conselho Distrital de Proteção e Promoção de Direitos das Pessoas Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgêneros, Travestis, Intersexos e demais dissidências de gênero e sexualidade (CDLGBTI+), e dá outras providências". Acordo para inclusão extrapauta e votação na Sessão Ordinária do dia 2 de dezembro de 2025 (terça-feira);
d. Projeto de Lei Complementar nº 90, de 2025, de autoria do Poder Executivo, que "Altera a Lei Complementar nº 986, de 30 de junho de 2021, que dispõe sobre a Regularização Fundiária Urbana - Reurb no Distrito Federal". Acordo para votação na Sessão Ordinária do dia 2 de dezembro de 2025 (terça-feira);
e. Projeto de Lei Complementar nº 91, de 2025, de autoria do Poder Executivo, que "Altera a Lei Complementar nº 948, de 16 de janeiro de 2019, que aprova a Lei de Uso e Ocupação do Solo do Distrito Federal – Luos, nos termos dos arts. 316 e 318 da Lei Orgânica do Distrito Federal, e dá outras providências". Acordo para inclusão extrapauta e votação na Sessão Ordinária do dia 2 de dezembro de 2025 (terça-feira);
f. Projeto de Lei nº 2.062, de 2025, de autoria do Poder Executivo, que "Altera a Lei nº 2.402, de 15 de junho de 1999, que institui o Programa Bolsa Atleta". Acordo para inclusão extrapauta e votação na Sessão Ordinária do dia 2 de dezembro de 2025 (terça-feira);
g. Projeto de Lei nº 2.063, de 2025, de autoria do Poder Executivo, que "Concede remissão e anistia de créditos tributários do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana - IPTU relativos aos imóveis pertencentes ao Fundo Garantidor de Parcerias Público-Privadas do Distrito Federal - FGP-DF, instituído pela Lei nº 5.004, de 21 de dezembro de 2012". Acordo para inclusão extrapauta e votação na Sessão Ordinária do dia 2 de dezembro de 2025 (terça-feira);
h. Projeto de Lei nº 2.060, de 2025, de autoria do Poder Executivo, que "Altera o Orçamento de Investimento da Lei Orçamentária Anual do Distrito Federal, no valor de R$ 6.185.000,00". Acordo para inclusão extrapauta e votação na Sessão Ordinária do dia 2 de dezembro de 2025 (terça-feira);
i. Projeto de Lei nº 2.040, de 2025, de autoria do Poder Executivo, que "Abre crédito suplementar à Lei Orçamentária Anual do Distrito Federal no valor de R$ 15.314.615,00". Acordo para inclusão extrapauta e votação na Sessão Ordinária do dia 2 de dezembro de 2025 (terça-feira);
j. Projeto de Lei nº 1.988, de 2025, de autoria do Poder Executivo, que "Estabelece a pauta de valores venais de veículos automotores usados registrados e licenciados no Distrito Federal para efeito de lançamento do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores - IPVA, relativamente ao exercício de 2026". Acordo para inclusão extrapauta e votação na Sessão Ordinária do dia 2 de dezembro de 2025 (terça-feira);
k. Projeto de Lei nº 1.989, de 2025, de autoria do Poder Executivo, que "Estabelece a pauta de valores venais de terrenos e edificações do Distrito Federal para efeito de lançamento do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana - IPTU, relativamente ao exercício de 2026, e dá outras providências". Acordo para inclusão extrapauta e votação na Sessão Ordinária do dia 2 de dezembro de 2025 (terça-feira);
l. Projeto de Decreto Legislativo nº _____, de 2025 (MENSAGEM Nº 166/2025 - GAG/CJ / Processo nº 37, de 2025), de autoria da CEOF, que "Homologa o Convênio ICMS nº 78, de 4 de julho de 2025". Acordo para inclusão extrapauta e votação na Sessão Ordinária do dia 2 de dezembro de 2025 (terça-feira);
m. Projeto de Decreto Legislativo nº _____, de 2025 (MENSAGEM Nº 211/2025 - GAG/CJ / Processo nº 43, de 2025), de autoria da CEOF, que "Homologa o Convênio ICMS nº 25, de 11 de abril de 2025". Acordo para inclusão extrapauta e votação na Sessão Ordinária do dia 2 de dezembro de 2025 (terça-feira);
n. Projeto de Lei nº 2.058, de 2025, de autoria do Poder Executivo, que "Abre crédito suplementar à Lei Orçamentária Anual do Distrito Federal no valor de R$ 55.654.257,00". Acordo para deliberação na próxima Reunião do Colégio de Líderes;
o. Projeto de Lei nº 2.015, de 2025, de autoria do Poder Executivo, que "Altera a Lei nº 1.254, de 8 de novembro de 1996, que "dispõe quanto ao Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação - ICMS e dá outras providências", e dá outras providências". Acordo para deliberação na próxima Reunião do Colégio de Líderes;
p. Projeto de Lei nº 2.041, de 2025, de autoria do Poder Executivo, que "Altera a Lei nº 7.735, de 22 de julho de 2025, que 'dispõe sobre as diretrizes orçamentárias para o exercício financeiro de 2026 e dá outras providências'". Acordo para deliberação na próxima Reunião do Colégio de Líderes;
q. Projeto de Lei Complementar nº 87, de 2025, de autoria do Poder Executivo, que "Cria o Fundo de Desenvolvimento Integrado do Entorno do Distrito Federal – FDIE/DF, e dá outras providências". Acordo para deliberação na próxima Reunião do Colégio de Líderes.
Brasília, 2 de dezembro de 2025
MANOEL ÁLVARO DA COSTA
Secretário Legislativo
| Documento assinado eletronicamente por MANOEL ALVARO DA COSTA - Matr. 15030, Secretário(a) Legislativo(a), em 02/12/2025, às 16:36, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025. |
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