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DCL n° 228, de 17 de outubro de 2025
Atos 247/2025
Mesa Diretora
Ato da Mesa Diretora Nº 247, DE 2025
Autoriza a participação de servidor em evento externo.
A MESA DIRETORA DA CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL, no uso de suas atribuições regimentais, nos termos do Ato da Mesa Diretora nº 73, de 2024, considerando as razões apresentadas nos Processos SEI nº 00001-00042669/2025-15 e 04006-00000168/2025-09, RESOLVE:
Art. 1º Fica autorizada a concessão de licença ao servidor Bairon Emiliano Pereira da Silva, matrícula nº 22.698, Chefe da Assessoria Técnica de Engenharia e Arquitetura, a fim de que participe do 46º Congresso Brasileiro de Previdência Privada - Abrapp 2025, no período de 22 a 24 de outubro de 2025, em São Paulo/SP.
Art. 2º A participação será com custeio pela CLDF da inscrição do evento, das passagens aéreas, nos trechos Brasília - São Paulo (SP) / São Paulo (SP) - Brasília, e de 2 diárias e meia.
Art. 3º Fica autorizada a alteração do período do afastamento para efeito de concessão de diárias e dispensa de ponto, para o primeiro dia anterior ao início ou para o subsequente ao término do evento, em caso de indisponibilidade de passagem ou quando os horários disponíveis se demonstrarem inconvenientes em função tanto da saída na origem, em horário anterior às 7 horas, quanto da chegada ao destino, após às 22 horas, conforme § 1º, art. 6º do Ato da Mesa nº 73, de 2024.
Art. 4º Este Ato entra em vigor na data de sua publicação.
Sala de Reuniões, 14 de outubro de 2025.
| DEPUTADO WELLINGTON LUIZ Presidente | |
| DEPUTADO RICARDO VALE 1º Vice-Presidente | DEPUTADa paula belmonte 2ª Vice-Presidente |
| DEPUTADO pastor daniel de castro 1º Secretário | DEPUTADO roosevelt 2º Secretário |
| DEPUTADO martins machado 3º Secretário | DEPUTADO robério negreiros 4º Secretário |
| Documento assinado eletronicamente por DANIEL DE CASTRO SOUSA - Matr. 00160, Primeiro(a)-Secretário(a), em 16/10/2025, às 09:00, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025. |
| Documento assinado eletronicamente por PAULA MORENO PARO BELMONTE - Matr. 00169, Segundo(a) Vice-Presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, em 16/10/2025, às 09:26, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025. |
| Documento assinado eletronicamente por ROOSEVELT VILELA PIRES - Matr. 00141, Segundo(a)-Secretário(a), em 16/10/2025, às 10:22, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025. |
| Documento assinado eletronicamente por RICARDO VALE DA SILVA - Matr. 00132, Primeiro(a) Vice-Presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, em 16/10/2025, às 10:30, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025. |
| Documento assinado eletronicamente por ROBERIO BANDEIRA DE NEGREIROS FILHO - Matr. 00128, Quarto(a)-Secretário(a), em 16/10/2025, às 11:12, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025. |
| Documento assinado eletronicamente por WELLINGTON LUIZ DE SOUZA SILVA - Matr. 00142, Presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, em 16/10/2025, às 16:11, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025. |
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DCL n° 228, de 17 de outubro de 2025
Atos 249/2025
Mesa Diretora
Ato da Mesa Diretora Nº 249, DE 2025
Dispõe, em caráter excepcional, sobre o período de recesso de Natal e de Ano-Novo dos servidores da Câmara Legislativa do Distrito Federal, no exercício de 2025.
A MESA DIRETORA DA CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL, no uso das atribuições que lhe confere o art. 41, § 2º, VIII, do Regimento Interno da Câmara Legislativa do Distrito Federal, e considerando o disposto no Ato da Mesa Diretora nº 137, de 2023, que estabelece o recesso de Natal e de Ano-Novo dos servidores desta Casa; bem como considerando a necessidade de adequação do calendário institucional do exercício de 2025 às datas das festividades de final de ano, RESOLVE:
Art. 1º Fica estabelecido que, excepcionalmente no exercício de 2025, o recesso para comemoração das festas de final de ano (Natal e Ano-Novo) compreenderá o período de 22 de dezembro de 2025 a 2 de janeiro de 2026.
Parágrafo único. O Secretário-Geral e os Secretários-Executivos poderão convocar servidores para trabalharem no período fixado no caput, em caso de necessidade do serviço.
Art. 2º O disposto neste Ato aplica-se exclusivamente ao exercício de 2025, mantendo-se em vigor o Ato da Mesa Diretora nº 137, de 2023, para os exercícios subsequentes.
Art. 3º Este Ato entra em vigor na data de sua publicação.
Sala de Reuniões, 15 de outubro de 2025.
| DEPUTADO WELLINGTON LUIZ Presidente | |
| DEPUTADO RICARDO VALE 1º Vice-Presidente | DEPUTADa paula belmonte 2ª Vice-Presidente |
| DEPUTADO pastor daniel de castro 1º Secretário | DEPUTADO roosevelt 2º Secretário |
| DEPUTADO martins machado 3º Secretário | DEPUTADO robério negreiros 4º Secretário |
| Documento assinado eletronicamente por DANIEL DE CASTRO SOUSA - Matr. 00160, Primeiro(a)-Secretário(a), em 16/10/2025, às 09:00, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025. |
| Documento assinado eletronicamente por PAULA MORENO PARO BELMONTE - Matr. 00169, Segundo(a) Vice-Presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, em 16/10/2025, às 09:26, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025. |
| Documento assinado eletronicamente por ROOSEVELT VILELA PIRES - Matr. 00141, Segundo(a)-Secretário(a), em 16/10/2025, às 10:22, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025. |
| Documento assinado eletronicamente por RICARDO VALE DA SILVA - Matr. 00132, Primeiro(a) Vice-Presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, em 16/10/2025, às 10:29, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025. |
| Documento assinado eletronicamente por ROBERIO BANDEIRA DE NEGREIROS FILHO - Matr. 00128, Quarto(a)-Secretário(a), em 16/10/2025, às 11:13, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025. |
| Documento assinado eletronicamente por MARCOS MARTINS MACHADO - Matr. 00155, Terceiro(a)-Secretário(a), em 16/10/2025, às 11:40, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025. |
| Documento assinado eletronicamente por WELLINGTON LUIZ DE SOUZA SILVA - Matr. 00142, Presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, em 16/10/2025, às 16:11, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025. |
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DCL n° 228, de 17 de outubro de 2025
Portarias 296/2025
Secretário-Geral
Portaria do Secretário-Geral Nº 296, de 15 DE OUTUBRO DE 2025
O SECRETÁRIO-GERAL DO GABINETE DA MESA DIRETORA DA CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL, no uso da atribuição que lhe foi delegada por meio do disposto no inciso XII, do art. 1º, do Ato do Presidente nº 12, de 2025, publicado no DCL nº 7, de 8/01/2025, RESOLVE:
Art. 1º ALTERAR, temporariamente, pelo prazo de 60 (sessenta) dias, os Fiscais da Ata de Registro de Preços-PG nº 20/2025-NPLC, firmada entre a Câmara Legislativa do Distrito Federal e a empresa HBL CARIMBOS E PLACAS INDUSTRIA E COMERCIO LTDA, inscrita no CNPJ/MF sob o nº 72.649.361/0001-74, em razão de licença médica dos servidores designados pela Portaria do Secretário-Geral nº 230, de 03 de setembro de 2025. Objeto da Ata: Fornecimento de carimbos e produtos análogos, sob demanda, com vistas ao atendimento das requisições no âmbito da CLDF. Processo nº 00001-00019772/2025-53.
Art. 2º Os Fiscais indicados, temporariamente, por esta Portaria são os seguintes servidores, aos quais cabe exercer, pelo prazo de 60 (sessenta) dias, as atribuições previstas na Lei nº 14.133/2021:
| NOME | MATRÍCULA | LOTAÇÃO | FUNÇÃO |
| Eduardo de Araújo Gomes | 13.233 | SEAUX | Fiscal |
| Osmar Rodrigues da Silva | 12.376 | SEAUX | Fiscal Substituto |
Art. 3º Este Ato entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 4º Revogam-se as disposições em contrário.
JOAO MONTEIRO NETO
Secretário-Geral /Presidência
| Documento assinado eletronicamente por JOAO MONTEIRO NETO - Matr. 24064, Secretário(a)-Geral da Mesa Diretora, em 15/10/2025, às 16:10, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025. |
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DCL n° 228, de 17 de outubro de 2025
Portarias 297/2025
Secretário-Geral
Portaria do Secretário-Geral Nº 297, de 15 DE outubro DE 2025
O SECRETÁRIO-GERAL DO GABINETE DA MESA DIRETORA DA CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL, no uso da atribuição que lhe foi delegada por meio do disposto no inciso XII, do art. 1º, do Ato do Presidente nº 12, de 2025, publicado no DCL nº 7, de 8/01/2025, RESOLVE:
Art. 1º ALTERAR, temporariamente, pelo prazo de 60 (sessenta) dias, os Fiscais do Contrato Múltiplo de Prestação de Serviços e Venda de Produtos, firmado entre a Câmara Legislativa do Distrito Federal e a Empresa Brasileira De Correios e Telégrafos, inscrita no CNPJ/MF sob o nº 34.028.316/0007-07, cujo objeto é a contratação de produtos e serviços por meio de Pacote de Serviços dos CORREIOS mediante adesão ao Termo de Condições Comerciais, que permite a compra de produtos e utilização dos diversos serviços exclusivos dos CORREIOS por meio dos canais de atendimento disponibilizados. Processo nº 00001-00020527/2025-99.
Art. 2º Os Fiscais indicados por esta Portaria são os seguintes servidores, aos quais cabe exercer as atribuições previstas na Lei nº 14.133/2021:
| NOME | MATRÍCULA | LOTAÇÃO | FUNÇÃO |
| ADÃO JOSÉ DE AZEVEDO | 11.540 | SEAUX | Fiscal |
| VERA LÚCIA LIMA DE AQUINO | 12.799 | NUAL | Fiscal Substituta |
Art. 3º Este Ato entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 4º Revogam-se as disposições em contrário.
JOAO MONTEIRO NETO
Secretário-Geral /Presidência
| Documento assinado eletronicamente por JOAO MONTEIRO NETO - Matr. 24064, Secretário(a)-Geral da Mesa Diretora, em 15/10/2025, às 16:10, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025. |
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DCL n° 228, de 17 de outubro de 2025
Relatórios 1/2025
Relatório
INVENTÁRIO DE MATERIAIS DE CONSUMO - EXERCÍCIO 2025
1) APRESENTAÇÃO
A Comissão de Inventário de Bens de Consumo foi instaurada pela Portaria n. 251/2025 do Secretário-Geral da Câmara Legislativa do Distrito Federal-CLDF, de 18 de setembro de 2025, de modo que foi disponibilizado prazo de 30 (trinta) dias para finalização dos trabalhos. Diante disso, a Comissão de Inventário de Materiais de Consumo iniciou seus trabalhos em 19 de setembro de 2025 e finalizou no dia 10 de outubro de 2025.
Conforme informado pela Auditoria Interna, Câmara Legislativa do DF não possuía uma norma técnica que trate especificamente sobre o assunto "inventário de bens materiais" até o ano 2020. No entanto, a 20ª Reunião do Gabinete da Mesa Diretora aprovou a minuta do Manual de Gestão de Materiais de Consumo da CLDF (doc. SEI 0553437), o qual detalha os procedimentos a serem realizados pela Comissão quanto da realização do inventário anual de bens materiais.
A Portaria-GMD nº 148, de 06 de dezembro de 2021, aprovou o Manual de Gestão de Material de Consumo da Câmara Legislativa do Distrito Federal (rotinas e procedimentos) (doc. SEI 0626166).
Nesse sentido, foram cumpridos os requisitos e objetivos especificados na norma citada, de modo que o inventário foi realizado de forma organizada e em devidamente detalhada.
2) SERVIDORES DESIGNADOS
Os servidores abaixo relacionados foram designados para compor a Comissão de Inventário de materiais de Consumo, segundo Portaria n. 251/2025 do Secretário-Geral:
3) CRONOGRAMA REALIZADO PELA COMISSÃO
18 de setembro– publicação dos designados para compor a Comissão de Inventário de Materials de Consumo.
19 de setembro a 02 de outubro – organização de tarefas em grupo de aplicativo Whatsapp.
10 de outubro – realização in loco do inventário, em turno matutino e vespertino, com acompanhamento de servidores lotados no Setor de Almoxarifado.
10 de outubro – elaboração do relatório da Comissão de Inventário e juntada de anexos.
4) TRABALHO EXECUTADO NO ALMOXARIFADO
a) Contagem física de todos os itens estocados;
b) Comparação do número de cada um dos itens existentes no depósito com a respectiva quantidade apresentada pelo relatório de situação atual do estoque, emitido pelo sistema RIOPRO-Módulo de Almoxarifado;
5) RESULTADO DOS TRABALHOS
a) Ordenação dos trabalhos
Manhã de 10/10: Dois membros da comissão (Valtair Fernandes do Carmo e Gerson André da Silva e Silva) procederam a verificação dos itens estocados e armazenados, acompanhados de um servidor lotado no Setor de Almoxarifado, realizando contagem minuciosa e sem encontrar divergências. As marcações foram feitas no Relatório de Situação (2367695), referente ao saldo de estoque.
Tarde de 10/10: Dois membros da comissão (Yan Nunes Rangel Costa e Davi Bezerra Souto) procederam a verificação dos demais itens estocados e armazenados, acompanhados de um servidor lotado no Setor de Almoxarifado.
b) Constatações
Em função da organização e do sistema de arquivamento dos itens disponibilizados para o atendimento à demanda da CLDF, teve-se um trabalho rápido e eficiente, possibilitando uma conferência segura e eficaz. A organização do setor e o acompanhamento dos servidores contribuíram para a eficácia e confiabilidade do procedimento de conferência.
6) DECLARAÇÕES
Declara-se que nos levantamentos da Comissão de Inventário dos Materiais de Consumo, referentes ao exercício de 2025, averiguou-se in loco a existência real dos materiais enumerados nos demonstrativos.
Ademais, a partir das observações realizadas pelos membros da Comissão, deve-se ressaltar o zelo, a organização e o profissionalismo por parte dos servidores do Setor de Almoxarifado na administração do material de consumo adquirido pela CLDF. Outrossim, também foi possível comprovar o cumprimento ágil e a contento das requisições de material realizadas pelas diversas unidades administrativas da Casa.
Por fim, destaca-se empenho dos servidores do Setor de Almoxarifado em organizar a disposição física dos materiais, de modo a facilitar e tornar mais célere e assertiva a conferência dos itens.
7) ANEXOS
Anexo I - Portaria de designação da Comissão de Inventário de Materiais de Consumo 2025 (2367662).
Anexo II - Relatório de Situação Atual do Estoque, emitido pelo sistema RIOPRO (2367695).
8) CONCLUSÃO
A Comissão seguiu fielmente os passos determinados no Manual de Gestão de Material de Consumo da CLDF, nos termos da Portaria-GMD nº 148, de 06 de dezembro de 2021, bem como cumpriu com tempestividade e acurácia a determinação da Portaria n. 251/2025 do Secretário-Geral da Câmara Legislativa do Distrito Federal-CLDF. Todos os membros se mostraram disponíveis para exercer os trabalhos propostos.
Ressalta-se que não foi possível estabelecer contato com alguns dos membros designados na Portaria — Jânio de Sousa Macedo, Julia Gontijo da Silva, João Wilton Soares de Sousa e Simone Rodrigues da Silva Araújo — seja por ausência justificada ou por impossibilidade de comunicação via Microsoft Teams. Diante disso, e considerando o prazo reduzido para a conclusão dos trabalhos, optou-se por dar prosseguimento ao inventário com os demais membros disponíveis.
Por fim, conclui-se que não foi identificada qualquer irregularidade durante a conferência dos itens, dando-se por encerrados os trabalhos desta Comissão, instruídos este Relatório com as assinaturas eletrônicas dos membros designados, conforme a disponibilidade.
Brasília, 10 de outubro de 2025
YAN NUNES RANGEL COSTA
Presidente da Comissão
23.311
| Documento assinado eletronicamente por YAN NUNES RANGEL COSTA - Matr. 23311, Analista Legislativo, em 13/10/2025, às 16:07, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025. |
| Documento assinado eletronicamente por GERSON ANDRE DA SILVA E SILVA - Matr. 24680, Consultor(a) Legislativo, em 13/10/2025, às 16:08, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025. |
| Documento assinado eletronicamente por DANIEL MEDEIROS DE MENDONCA - Matr. 23685, Consultor(a) Legislativo, em 13/10/2025, às 16:24, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025. |
| Documento assinado eletronicamente por VALTAIR FERNANDES DO CARMO - Matr. 11878, Assistente Técnico Legislativo, em 13/10/2025, às 16:24, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025. |
| Documento assinado eletronicamente por CLAUDIANE SOARES NASCIMENTO - Matr. 11773, Técnico Administrativo Legislativo, em 13/10/2025, às 20:23, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025. |
| Documento assinado eletronicamente por FRANCISCA ARLENE DE SOUSA - Matr. 24186, Cargo Especial de Gabinete, em 16/10/2025, às 08:03, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025. |
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DCL n° 228, de 17 de outubro de 2025 - Suplemento
Expedientes Lidos em Plenário 1016/2510
CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL
Gabinete do Deputado Chico Vigilante - Gab 09
PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº, DE 2025
(Autoria: Deputado Chico Vigilante)
Concede o título de Cidadão
Honorário de Brasília ao Padre João
Donizete Dombroski.
A CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL decreta:
Art. 1º Fica concedido o título de Cidadão Honorário de Brasília ao Padre João
Donizete Dombroski.
Art. 2º Este Decreto Legislativo entra em vigor na data de sua publicação.
JUSTIFICAÇÃO
O presente Projeto de Decreto Legislativo tem por objetivo conceder o título de
Cidadão Honorário de Brasília ao Padre João Donizete Dombroski.
O Padre João Donizete Dombroski nasceu na cidade de Salto, em São Paulo, aos 07
de junho de 1963. É um dos filhos do casal Sr. João Dombroski e Izail Onofre Dombroski, cuja
numerosa família congrega 07 filhos. Tendo passado a infância com sua família na periferia
da cidade, ainda muito cedo começou a trabalhar, vendendo picolé, com o irmão mais velho.
Mais tarde, entrou numa metalúrgica, na época áurea dos movimentos sindicais, e, com seus
companheiros metalúrgicos, conseguiu muitas conquistas para a categoria. Nessa mesma
época, em sua juventude, participava das conferências vicentinas, tendo, inclusive, presidido
uma conferência do trabalho vicentino em favor de famílias empobrecidas.
Aos 21 anos de idade, entrou no seminário dos Padres Vicentinos, residindo na
Fazenda do Engenho, no Complexo do Santuário do Caraça e, posteriormente, em Campina
Verde, Minas Gerais. Concluindo a educação básica, foi para Belo Horizonte, passando a
residir no Instituto São Vicente de Paulo. Nesse período, fez o bacharelado em filosofia e,
posteriormente, em teologia. Nesta época em que se preparava para o ministério apostólico,
participou ativamente da vida das Comunidades Eclesiais de Base, nas periferias de Belo
Horizonte, tendo integrado, também, as pastorais sociais da Arquidiocese de Belo Horizonte,
merecendo destaque seu trabalho na Pastoral da Mulher Marginalizada.
Atuando no Jardim Industrial, em Contagem, na região metropolitana de Minas
Gerais, enquanto concluía os estudos e se preparava para receber as Sagradas Ordens, vivia
inserido na vida da comunidade, trabalhando com gente muito humilde e ajudando aquele
povo em diversas funções, especialmente nos círculos bíblicos e pastorais sociais.
Já como sacerdote, foi enviado para uma região muito pobre no interior da Bahia,
onde o jovem Padre João Donizete conheceu a miséria de perto. Sentiu-se, então, interpelado
a lutar por e com o povo, iniciando inúmeros empreendimentos para a promoção dos
PDL 373/2025 - Projeto de Decreto Legislativo - 373/2025 - Deputado Chico Vigilante - (31415p3g).1
empobrecidos. Após muita luta naquela missão, foi enviado para o Triângulo Mineiro,
assumindo a Paróquia Nossa Senhora da Medalha Milagrosa. Ali começou a reformar as
igrejas, iniciando, também, diversos projetos sociais e outros empreendimentos como a
memorável “Semana da Paz”, evento organizado e promovido pelo Padre Donizete em
parceria com diversos setores da sociedade.
Após um mandato à frente daquela paróquia, foi nomeado como diretor do Complexo
Santuário do Caraça, lugar que é, por assim dizer, uma combinação de Reserva Particular do
Patrimônio Natural (RPPN) e santuário histórico e religioso. Localizado entre as cidades de
Catas Altas e Santa Bárbara, pode ser considerado um importantíssimo patrimônio histórico
para o Estado Mineiro e todo o país. No curto período que ali ficou, fez inúmeras mudanças,
como o asfalto da atual entrada do santuário, por exemplo.
Depois do Caraça, retornou à Paróquia Nossa Senhora da Medalha Milagrosa, em
Campina Verde, onde continuou seus trabalhos até o dia 13 de outubro de 2020. No mesmo
dia, chegou ao Distrito Federal para trabalhar na Paróquia Nossa Senhora da Medalha
Milagrosa, no Riacho Fundo II, uma das maiores paróquias da Arquidiocese de Brasília, com
grande número de pastorais, movimentos e serviços. Nesta paróquia, Padre Donizete iniciou
a construção do futuro santuário dedicado a Nossa Senhora e, ao mesmo tempo, construiu
igrejas em algumas comunidades e adquiriu lotes para outras. Nessa atual paróquia, continua
com sua opção preferencial pelos pobres, criando uma ação social que leva “quentinhas” para
as pessoas em situação de rua.
Em sua atividade missionária, promove, todos os anos, um evento no mês de
setembro com médicos, psicólogos, advogados e diversos outros profissionais para atender
às necessidades dos mais vulneráveis. Além disso, sua vida é marcada pelo dinamismo,
fazendo-se sempre presente nos hospitais, cemitérios e outros lugares onde o povo sofrido
necessita de alguém que seja o reflexo do Cristo Bom Pastor. Na comunidade dirigida pelo
Padre Donizete atuam mais de duas mil lideranças religiosas das diversas pastorais e
movimentos sociais.
Além da formação em filosofia e teologia, Padre João Donizete participou de curso de
aprofundamento em teologia da missão em Roma, Itália, e de um curso de espiritualidade
vicentina em Paris, França. Atualmente, participa da comissão provincial responsável pelo
jubileu da Medalha Milagrosa.
Pela importância e grandiosidade do seu trabalho social e espiritual para o Distrito
Federal, consideramos mais que justo e merecido o reconhecimento desta Capital que
acolheu como seu legítimo filho o Padre João Donizete.
Sala das Sessões,
DEPUTADO CHICO VIGILANTE
Praça Municipal, Quadra 2, Lote 5, 3º Andar, Gab 9 - CEP: 70094902 - Brasília - DF - Tel.: (61)3348-8092
www.cl.df.gov.br - dep.chicovigilante@cl.df.gov.br
Documento assinado eletronicamente por FRANCISCO DOMINGOS DOS SANTOS - Matr. Nº
00067, Deputado(a) Distrital, em 15/10/2025, às 19:00:06 , conforme Ato do Vice-Presidente e
da Terceira Secretária nº 02, de 2020, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito
Federal nº 284, de 27 de novembro de 2020.
A autenticidade do documento pode ser conferida no site
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PDL 373/2025 - Projeto de Decreto Legislativo - 373/2025 - Deputado Chico Vigilante - (31415p3g).2
PDL 373/2025 - Projeto de Decreto Legislativo - 373/2025 - Deputado Chico Vigilante - (31415p3g).3
CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL
Gabinete do Deputado Pepa - Gab 12
PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº, DE 2025
(Autoria: Deputado Pepa)
Concede título de cidadão Honorário
de Brasília ao Senhor Raimundo
Fernandes Felix.
A CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL decreta:
Art. 1º Fica concedido o título de cidadão Honorário de Brasília ao Senhor Raimundo
Fernandes Felix.
Art. 2º Este Decreto Legislativo entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 3º Revogam-se as disposições em contrário.
JUSTIFICAÇÃO
O presente Projeto de Decreto Legislativo tem por objetivo homenagear o Fundador
do Acqua Cerrado, Planaltina-DF.
Raimundo Fernandes Félix é empreendedor do setor de lazer e turismo, radicado em
Planaltina-DF, fundador e dirigente do Acqua Cerrado, complexo de lazer familiar reconhecido
na região por suas piscinas e estrutura recreativa. Como sócio-administrador do Morro do
Urubu Park Hotel Ltda. (razão social ligada ao Acqua Cerrado), conduz há anos a expansão
do empreendimento e sua inserção comunitária por meio de convênios e parcerias locais.
Nascido em oito de janeiro de 1971 na cidade de Assaré, estado do CEARÁ,
Raimundo cresceu em um ambiente de muito trabalho e espírito comunitário. Ainda jovem,
desenvolveu gosto pela organização de eventos e pela hospitalidade — traços que, mais
tarde, marcariam sua atuação como gestor do Acqua Cerrado.
Instalado no DF, Raimundo identificou o potencial de Planaltina e da região do
Pipiripau para turismo de proximidade e lazer de fim de semana. A ideia de criar um clube
/parque acessível, com infraestrutura para famílias e eventos, amadureceu até se transformar
no Acqua Cerrado — cuja presença digital oficial o descreve como “o parque aquático mais
visitado do DF”, com funcionamento diário das 9h às 18h.
A partir de 2011, o Acqua Cerrado passou a operar como referência regional de lazer
em Planaltina-DF, oferecendo piscinas, prainha, atrações para crianças e adultos e área de
alimentação. O endereço divulgado pelas plataformas oficiais e por entidades parceiras situa
o clube no DF-345, km 18, Núcleo Rural Pipiripau II, Planaltina-DF. Ao longo do tempo, novas
áreas e melhorias foram implementadas, mantendo o clube em constante evolução.
No âmbito jurídico-empresarial, o empreendimento está vinculado à pessoa jurídica
Morro do Urubu Park Hotel Ltda. (CNPJ 30.155.290/0001-03), na qual Raimundo Fernandes
PDL 374/2025 - Projeto de Decreto Legislativo - 374/2025 - Deputado Pepa - (314179) pg.1
Félix figura como sócio-administrador. Bases cadastrais públicas também listam atividades
econômicas compatíveis com parques temáticos, casas de festas e organização de eventos
— aderentes ao perfil operacional do Acqua Cerrado.
A vocação comunitária do Acqua Cerrado se expressa em convênios com sindicatos e
associações, ampliando o acesso de trabalhadores e suas famílias ao lazer social. Entre os
registros públicos recentes, constam parcerias com entidades do DF e instrumentos formais
que citam Raimundo Fernandes Félix como presidente da razão social vinculada ao parque.
Ao longo dos anos, o clube consolidou sua imagem como opção de lazer familiar no
Distrito Federal, com presença ativa nas redes sociais, avaliações de visitantes e anúncios de
ampliações (piscinas temáticas, shows, melhorias de infraestrutura). Esses movimentos
mantêm o empreendimento em destaque no calendário de lazer de Planaltina e entorno.
Raimundo é reconhecido publicamente pela atuação “mão na massa”: aparece com
frequência nos canais oficiais apresentando obras, bastidores e melhorias. Seus depoimentos
enfatizam perseverança, fé e trabalho contínuo, valores que, segundo ele, sustentam a
trajetória do Acqua Cerrado desde a concepção até as expansões mais recentes.
Mais do que um parque, o Acqua Cerrado representa — na visão de seu fundador —
um projeto de desenvolvimento local, com geração de empregos, circulação econômica em
Planaltina e oferta de lazer acessível para famílias do DF. Os planos futuros incluem novas
atrações e melhorias contínuas, mantendo o foco em segurança, conforto e atendimento
acolhedor.
Por todo exposto rogo aos nobres pares o apoio para a aprovação da proposição em
tela.
Sala das Sessões, …
DEPUTADO PEPA
Praça Municipal, Quadra 2, Lote 5, 3º Andar, Gab 12 - CEP: 70094902 - Brasília - DF - Tel.: 6133488122
www.cl.df.gov.br - dep.pepa@cl.df.gov.br
Documento assinado eletronicamente por PEDRO PAULO DE OLIVEIRA - Matr. Nº 00170,
Deputado(a) Distrital, em 16/10/2025, às 10:49:10 , conforme Ato do Vice-Presidente e da
Terceira Secretária nº 02, de 2020, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal
nº 284, de 27 de novembro de 2020.
A autenticidade do documento pode ser conferida no site
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CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL
Gabinete do Deputado Pepa - Gab 12
PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº, DE 2025
(Autoria: Deputado Pepa)
Concede título de cidadão
Benemérito de Brasília ao Senhor
Rafael Borges Bueno.
A CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL decreta:
Art. 1º Fica concedido o título de cidadão Benemérito de Brasília ao Senhor Rafael
Borges Bueno.
Art. 2º Este Decreto Legislativo entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 3º Revogam-se as disposições em contrário.
JUSTIFICAÇÃO
Rafael Borges Bueno é Engenheiro Agrônomo formado pela Universidade de Brasília
(UnB) e possui especialização em Gestão Pública pela Faculdade Fortium. Com sólida
trajetória no setor público, acumula mais de 16 anos de experiência, sendo aproximadamente
11 deles em cargos de gestão.
Empregado público da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), construiu
uma carreira pautada na eficiência da gestão pública e na valorização da agricultura familiar.
Participou de diversas missões e ações com delegações internacionais, voltadas à troca de
experiências em armazenagem e políticas de apoio à agricultura familiar, representando o
Brasil em debates sobre segurança alimentar e logística agrícola.
Foi coautor do Programa de Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) —
considerado o principal programa de expansão da capacidade de armazenagem do país — e
atuou como coordenador do Comitê Consultivo do Ministro da Agricultura sobre o Sistema
Nacional de Certificação de Unidades Armazenadoras. Durante sua atuação, liderou a maior
operação de remoção de milho dos estoques públicos do Brasil, transferindo mais de 400 mil
toneladas de grãos das regiões Centro-Oeste para o Nordeste, contribuindo para a segurança
alimentar de milhares de famílias.
Em sua trajetória, também desempenhou papel fundamental na inclusão de
associações e cooperativas de agricultores familiares do Distrito Federal e entorno em
programas governamentais de fomento. Foi responsável por articular o acesso de centenas
dessas organizações ao Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) da Conab, que resultou
em investimentos superiores a R$ 12 milhões destinados à produção local e à promoção do
desenvolvimento rural sustentável.
Rafael é ainda coautor de capítulos em dois livros técnicos e responsável técnico por
diversas publicações, entre compêndios, boletins e relatórios especializados, consolidando
sua contribuição acadêmica e técnica ao setor agropecuário brasileiro. Além de sua
PDL 375/2025 - Projeto de Decreto Legislativo - 375/2025 - Deputado Pepa - (314174) pg.1
experiência como gestor público, também atua como pequeno produtor rural, vivenciando na
prática os desafios e as potencialidades do campo.
Atualmente, como Secretário de Agricultura do Distrito Federal, Rafael Borges Bueno
reafirma seu compromisso com o fortalecimento da agricultura local, a valorização do produtor
rural e a promoção de políticas públicas que unam inovação, sustentabilidade e
desenvolvimento econômico.
Por todo exposto rogo aos nobres pares o apoio para a aprovação da proposição em
tela.
Sala das Sessões, …
DEPUTADO PEPA
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Deputado(a) Distrital, em 16/10/2025, às 10:48:03 , conforme Ato do Vice-Presidente e da
Terceira Secretária nº 02, de 2020, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal
nº 284, de 27 de novembro de 2020.
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CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL
Gabinete do Deputado Jorge Vianna - Gab 01
MOÇÃO Nº, DE 2025
(Autoria: Deputado Jorge Vianna)
Parabeniza e manifesta votos de
louvor, às pessoas que
especifica, pelos relevantes
serviços prestados à população do
Distrito Federal, em ocasião da
Sessão Solene em comemoração
aos 10 anos da Academia IPÊ –
Academia Internacional de Poetas e
Escritores de Enfermagem.
Excelentíssimo Senhor Presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal,
Com base no art. 141 do Regimento Interno desta Casa, proponho aos Deputados
Distritais a aprovação da moção com o texto abaixo, que também serve de justificativa:
TEXTO DA MOÇÃO
A CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL, por iniciativa do Deputado
Jorge Vianna , parabeniza e manifesta votos de louvor, às pessoas que especifica, pelos
relevantes serviços prestados à população do Distrito Federal, em ocasião da Sessão Solene
em comemoração aos 10 anos da Academia IPÊ – Academia Internacional de Poetas e
Escritores de Enfermagem.
Lista de Homenageados:
1. Adriano Araújo da Silva
2. Adriano Jaílton da Silva
3. Alberto César Da Silva Lopes
4. Aline Regina Rodrigues de Oliveira Silva
5. Antônia de Fátima Gomes
6. Arilson Francisco de Oliveira
7. Breno de Sousa Santana
8. Bruno Santos de Assis
9. Celi Maria da Silva
10. Cícero Gama
11. Claudio Abrantes
12. Cleidson de Sá Alves
13.
MO 1651/2025 - Moção - 1651/2025 - Deputado Jorge Vianna - (314191) pg.1
13. Eliane Ferreira
14. Elissandro Noronha
15. Elissandro Noronha dos Santos
16. Emilainne Trindade Cavalcanti Gondim
17. Fernando Carlos da Silva
18. Flavia Oliveira de Almeida da Cruz
19. Flávio Vitorino Martins da Costa
20. Francisco Ferreira Filho
21. Gilvan Ferreira de Meneses
22. Igor Ribeiro Oliveira
23. Josenalva Pereira da Silva Sales
24. Josiane Alves Jacob Saboia
25. Karillucy Mendes de Oliveira
26. Karine Rodrigues Afonseca
27. Manoel Carlos Neri da Silva
28. Maria Cecilia Ribeiro
29. Newton Batista
30. Rayane de Sousa Freitas
31. Renilda Matos
32. Suderlan Sabino Leandro
33. Tila Viana Fernandes Marques
34. Valda Maria Costa Fumeiro
Sala das Sessões, …
DEPUTADO JORGE VIANNA
Praça Municipal, Quadra 2, Lote 5, 2º Andar, Gab 1 - CEP: 70094902 - Brasília - DF - Tel.: (61)3348-8012
www.cl.df.gov.br - dep.jorgevianna@cl.df.gov.br
Documento assinado eletronicamente por JORGE VIANNA DE SOUSA - Matr. Nº 00151,
Deputado(a) Distrital, em 16/10/2025, às 13:00:34 , conforme Ato do Vice-Presidente e da
Terceira Secretária nº 02, de 2020, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal
nº 284, de 27 de novembro de 2020.
A autenticidade do documento pode ser conferida no site
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MO 1651/2025 - Moção - 1651/2025 - Deputado Jorge Vianna - (314191) pg.2
CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL
Gabinete do Deputado Eduardo Pedrosa - Gab 20
MOÇÃO Nº, DE 2025
(Autoria: Deputado Eduardo Pedrosa)
Manifesta votos de louvor e
parabeniza os líderes religiosos das
Igrejas Evangélicas, em
reconhecimento à relevante
contribuição social, espiritual e
comunitária que têm prestado à
população do Distrito Federal.
Excelentíssimo Senhor Presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal,
Com fundamento no art. 141 do Regimento Interno desta Casa, solicito a
manifestação da Câmara Legislativa do Distrito Federal, por meio da aprovação desta
proposição, para parabenizar e manifestar votos de louvor aos líderes religiosos das Igrejas
Evangélicas, nominados abaixo, em reconhecimento à relevante contribuição social, espiritual
e comunitária que têm prestado à população do Distrito Federal.
PASTOR
ABÍLIO GALVÃO
ADÃO MACIEL ALMEIDA
ANIVALDO LOPES
CARLOS ALBERTO BARBOSA VIEIRA
DANIEL VIEIRA DA COSTA
DERIVALDO DE SENA
IRINEU ALVES DA SILVA
JUAILDES ALVES DA SILVA FILHO
LEANDRO LIMA DE OLIVEIRA
MANACEIS PIMENTEL DE MELO
REGINALDO PEREIRA DOS SANTOS
WESLEY GOMES COSTA
HÉLIO FRANCISCO DA CRUZ
PASTORA
MO 1652/2025 - Moção - 1652/2025 - Deputado Eduardo Pedrosa - (314233) pg.1
CLAUDIANE SILVA SOUSA RAMOS
MACIEL
FERNANDA MOTA ALBUQUERQUE
JAQUELINE COELHO DE SOUZA
LETICIA PERES DE OLIVEIRA
NUBIA ANDREA DA COSTA SILVA
REGINALDO. PEREIRA DOS SANTOS
SHIRLIEIDE VIANA MOREIRA
ADRIANA DE OLIVEIRA COSTA
PRESBÍTERO
ATENOLINO XAVIER DE SANTANA
MISSIONÁRIO
DOUGLAS SERVOLO VIEIRA DA SILVA
ANDERSON DE JESUS OLIVEIRA
JOÃO FERREIRA DOS ANJOS
HOMENAGIADOS
GENOVEVA EREIRA LIMA
DEUSILENE ALVES GARCÍA
JUSTIFICAÇÃO
Os líderes religiosos das Igrejas Evangélicas exercem papel fundamental na
promoção de valores éticos, espirituais e sociais, contribuindo de forma decisiva para a
formação de cidadãos conscientes, o fortalecimento das famílias e o acolhimento de pessoas
em situação de vulnerabilidade. Por meio de suas ações pastorais, evangelísticas e sociais,
têm sido verdadeiros instrumentos de transformação, esperança e paz em diversas regiões do
Distrito Federal.
Além do trabalho espiritual, muitos desses líderes se dedicam à condução de projetos
sociais que oferecem apoio psicológico, orientação educacional, combate à dependência
química, distribuição de alimentos e outras iniciativas que impactam positivamente a vida de
milhares de pessoas.
MO 1652/2025 - Moção - 1652/2025 - Deputado Eduardo Pedrosa - (314233) pg.2
Diante da relevância de sua atuação e da influência positiva que exercem no cotidiano
da população, é plenamente justificável que esta Casa Legislativa manifeste votos de louvor e
reconhecimento público a esses homens e mulheres que, com fé, amor e compromisso,
contribuem para a construção de uma sociedade mais justa, solidária e humana.
Sala das Sessões, em
EDUARDO PEDROSA
Deputado Distrital
Praça Municipal, Quadra 2, Lote 5, 4º Andar, Gab 20 - CEP: 70094902 - Brasília - DF - Tel.: (61)3348-8202
www.cl.df.gov.br - dep.eduardopedrosa@cl.df.gov.br
Documento assinado eletronicamente por EDUARDO WEYNE PEDROSA - Matr. Nº 00145,
Deputado(a) Distrital, em 16/10/2025, às 14:23:03 , conforme Ato do Vice-Presidente e da
Terceira Secretária nº 02, de 2020, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal
nº 284, de 27 de novembro de 2020.
A autenticidade do documento pode ser conferida no site
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MO 1652/2025 - Moção - 1652/2025 - Deputado Eduardo Pedrosa - (314233) pg.3
DCL n° 228, de 17 de outubro de 2025
Atos 243/2025
Mesa Diretora
Ato da Mesa Diretora Nº 243, DE 2025
Aprova Parecer da Procuradoria-Geral da Câmara Legislativa do Distrito Federal.
A MESA DIRETORA DA CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL, no uso de suas atribuições regimentais, considerando o Parecer-PG nº 400 (2309238) e as demais razões apresentadas no Processo SEI nº 00001-00035351/2025-70, RESOLVE:
Art. 1º Fica aprovado o Parecer-PG nº 400/2025-NAMD (2309238) da Procuradoria-Geral da Câmara Legislativa do Distrito Federal.
Art. 2º Fica determinado o arquivamento do Processo SEI nº 00001-00035351/2025-70.
Art. 3º Este Ato entra em vigor na data de sua publicação.
Sala de Reuniões, 13 de outubro de 2025.
| DEPUTADO WELLINGTON LUIZ Presidente | |
| DEPUTADO RICARDO VALE 1º Vice-Presidente | DEPUTADa paula belmonte 2ª Vice-Presidente |
| DEPUTADO pastor daniel de castro 1º Secretário | DEPUTADO roosevelt 2º Secretário |
| DEPUTADO martins machado 3º Secretário | DEPUTADO robério negreiros 4º Secretário |
| Documento assinado eletronicamente por DANIEL DE CASTRO SOUSA - Matr. 00160, Primeiro(a)-Secretário(a), em 16/10/2025, às 09:00, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025. |
| Documento assinado eletronicamente por PAULA MORENO PARO BELMONTE - Matr. 00169, Segundo(a) Vice-Presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, em 16/10/2025, às 09:26, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025. |
| Documento assinado eletronicamente por ROOSEVELT VILELA PIRES - Matr. 00141, Segundo(a)-Secretário(a), em 16/10/2025, às 10:22, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025. |
| Documento assinado eletronicamente por RICARDO VALE DA SILVA - Matr. 00132, Primeiro(a) Vice-Presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, em 16/10/2025, às 10:33, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025. |
| Documento assinado eletronicamente por MARCOS MARTINS MACHADO - Matr. 00155, Terceiro(a)-Secretário(a), em 16/10/2025, às 11:40, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025. |
| Documento assinado eletronicamente por WELLINGTON LUIZ DE SOUZA SILVA - Matr. 00142, Presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, em 16/10/2025, às 16:11, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025. |
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DCL n° 228, de 17 de outubro de 2025
Atos 244/2025
Mesa Diretora
Ato da Mesa Diretora Nº 244, DE 2025 (*)
Concede licença a parlamentar, na forma do art. 19, inciso III, §§ 2º e 3º, do Regimento Interno da Câmara Legislativa do Distrito Federal.
A MESA DIRETORA DA CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL, no uso de suas atribuições regimentais, considerando o Memorando Nº 34/2025-GAB DEP PEPA (2370505) e as razões apresentadas no Processo SEI nº 00001-00042939/2025-80 RESOLVE:
Art. 1º Conceder licença no período 14 a 16/10/2025, para tratamento de saúde ao Deputado Pepa, em conformidade com o art. 19, inciso III, §§ 2º e 3º, do Regimento Interno da Câmara Legislativa do Distrito Federal.
Art. 2º Este Ato entra em vigor na data de sua publicação.
Sala de Reuniões, 15 de outubro de 2025.
| DEPUTADO WELLINGTON LUIZ Presidente | |
| DEPUTADO RICARDO VALE 1º Vice-Presidente | DEPUTADa paula belmonte 2ª Vice-Presidente |
| DEPUTADO pastor daniel de castro 1º Secretário | DEPUTADO roosevelt 2º Secretário |
| DEPUTADO martins machado 3º Secretário | DEPUTADO robério negreiros 4º Secretário |
_____
(*) Republicado por conter, no texto publicado no DCL nº 255, de 15/10/2025, incorreção no original.
| Documento assinado eletronicamente por DANIEL DE CASTRO SOUSA - Matr. 00160, Primeiro(a)-Secretário(a), em 16/10/2025, às 09:00, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025. |
| Documento assinado eletronicamente por PAULA MORENO PARO BELMONTE - Matr. 00169, Segundo(a) Vice-Presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, em 16/10/2025, às 09:26, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025. |
| Documento assinado eletronicamente por ROOSEVELT VILELA PIRES - Matr. 00141, Segundo(a)-Secretário(a), em 16/10/2025, às 10:22, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025. |
| Documento assinado eletronicamente por RICARDO VALE DA SILVA - Matr. 00132, Primeiro(a) Vice-Presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, em 16/10/2025, às 10:29, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025. |
| Documento assinado eletronicamente por ROBERIO BANDEIRA DE NEGREIROS FILHO - Matr. 00128, Quarto(a)-Secretário(a), em 16/10/2025, às 11:12, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025. |
| Documento assinado eletronicamente por MARCOS MARTINS MACHADO - Matr. 00155, Terceiro(a)-Secretário(a), em 16/10/2025, às 11:40, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025. |
| Documento assinado eletronicamente por WELLINGTON LUIZ DE SOUZA SILVA - Matr. 00142, Presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, em 16/10/2025, às 16:11, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025. |
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DCL n° 228, de 17 de outubro de 2025
Atos 246/2025
Mesa Diretora
Ato da Mesa Diretora Nº 246, DE 2025
Altera o Ato da Mesa Diretora nº 202, de 2025, que constitui Grupo de Trabalho destinado a revisar a metodologia de instrução processual relativa à aposentadoria especial por insalubridade dos servidores da CLDF.
A MESA DIRETORA DA CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL, no uso de suas atribuições previstas no art. 41, § 2º, VIII, do Regimento Interno e no art. 206, IV, do Ato da Mesa Diretora nº 85, de 2024, RESOLVE:
Art. 1º O grupo de trabalho constante do art. 2º do Ato da Mesa Diretora nº 202, de 2025, passa a ser integrado pelos seguintes servidores:
| Servidor | Matrícula | Representação |
| Bruno Eduardo Nascimento Costa | 24.869 | GPS |
| Gabriele Oliveira Guimarães | 23.718 | |
| Edilair da Silva Sena | 16.015 | DGP |
| Inaldo José de Oliveira | 11.108 | |
| Jacqueline Jereissati Galuban | 11.664 | SESPE |
| Hugo Ricardo Valim de Castro | 22.907 | NSOC |
| Igor Josafá Torres Barbosa | 24.251 | ASSEPRO |
| Antônio Carlos Dib de Sousa e Silva | 11.343 | GSS |
| Gina Rúbia de Oliveira Alves | 12.043 | FASCAL |
| Victor Lúcio Figueiredo | 13.157 | SINDICAL |
Art. 2º Este Ato entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 3º Revogam-se as disposições em contrário.
Sala de Reuniões, 14 de outubro de 2025.
| DEPUTADO WELLINGTON LUIZ Presidente | |
| DEPUTADO RICARDO VALE 1º Vice-Presidente | DEPUTADa paula belmonte 2ª Vice-Presidente |
| DEPUTADO pastor daniel de castro 1º Secretário | DEPUTADO roosevelt 2º Secretário |
| DEPUTADO martins machado 3º Secretário | DEPUTADO robério negreiros 4º Secretário |
| Documento assinado eletronicamente por DANIEL DE CASTRO SOUSA - Matr. 00160, Primeiro(a)-Secretário(a), em 16/10/2025, às 09:00, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025. |
| Documento assinado eletronicamente por PAULA MORENO PARO BELMONTE - Matr. 00169, Segundo(a) Vice-Presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, em 16/10/2025, às 09:26, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025. |
| Documento assinado eletronicamente por ROOSEVELT VILELA PIRES - Matr. 00141, Segundo(a)-Secretário(a), em 16/10/2025, às 10:22, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025. |
| Documento assinado eletronicamente por RICARDO VALE DA SILVA - Matr. 00132, Primeiro(a) Vice-Presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, em 16/10/2025, às 10:31, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025. |
| Documento assinado eletronicamente por ROBERIO BANDEIRA DE NEGREIROS FILHO - Matr. 00128, Quarto(a)-Secretário(a), em 16/10/2025, às 11:12, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025. |
| Documento assinado eletronicamente por MARCOS MARTINS MACHADO - Matr. 00155, Terceiro(a)-Secretário(a), em 16/10/2025, às 11:40, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025. |
| Documento assinado eletronicamente por WELLINGTON LUIZ DE SOUZA SILVA - Matr. 00142, Presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, em 16/10/2025, às 16:11, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025. |
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DCL n° 228, de 17 de outubro de 2025
Atos 248/2025
Mesa Diretora
Ato da Mesa Diretora Nº 248, DE 2025
Aprova Requerimentos de Audiências Públicas.
A MESA DIRETORA DA CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL, no uso de suas atribuições regimentais e nos termos do Art. 41, § 1º , XI, c, do RICLDF, RESOLVE:
Art. 1º Aprovar os seguintes Requerimentos de Audiências Públicas:
| Número do Requerimento | Deputado(a) Autor(a) | Enunciado |
| 2331/2025 | Gabriel Magno | Requer a realização de Audiência Pública externa, para debater a construção de equipamentos públicos na Vila Telebrasília, no dia 12 de novembro de 2025, às 19h, na Rua 01 Lote 09, Vila Telebrasília/DF. |
| 2332/2025 | Dayse Amarílio | Requer a realização de audiência pública “SUS COM ATENÇÃO PRIMÁRIA PRIORITÁRIA: a saúde começa dando voz ao território com o trabalho da Enfermagem, da Imunização, dos ACS e AVAS”, a ser realizada no dia 10 de novembro de 2025, às 14h, no plenário desta Casa de Leis . |
| 2333/2025 | Dayse Amarílio | Requer a realização de audiência pública “SUS FORTE é SUS COM GENTE: discutindo o dimensionamento de pessoal e falta de nomeação”, a ser realizada no dia 2 de dezembro de 2025, às 9h30, no plenário desta Casa de Leis. |
Art. 2º Este Ato entra em vigor na data de sua publicação.
Sala de Reuniões, 15 de outubro de 2025.
| DEPUTADO WELLINGTON LUIZ Presidente | |
| DEPUTADO RICARDO VALE 1º Vice-Presidente | DEPUTADa paula belmonte 2ª Vice-Presidente |
| DEPUTADO pastor daniel de castro 1º Secretário | DEPUTADO roosevelt 2º Secretário |
| DEPUTADO martins machado 3º Secretário | DEPUTADO robério negreiros 4º Secretário |
| Documento assinado eletronicamente por DANIEL DE CASTRO SOUSA - Matr. 00160, Primeiro(a)-Secretário(a), em 16/10/2025, às 09:00, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025. |
| Documento assinado eletronicamente por PAULA MORENO PARO BELMONTE - Matr. 00169, Segundo(a) Vice-Presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, em 16/10/2025, às 09:26, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025. |
| Documento assinado eletronicamente por ROOSEVELT VILELA PIRES - Matr. 00141, Segundo(a)-Secretário(a), em 16/10/2025, às 10:22, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025. |
| Documento assinado eletronicamente por RICARDO VALE DA SILVA - Matr. 00132, Primeiro(a) Vice-Presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, em 16/10/2025, às 10:29, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025. |
| Documento assinado eletronicamente por ROBERIO BANDEIRA DE NEGREIROS FILHO - Matr. 00128, Quarto(a)-Secretário(a), em 16/10/2025, às 11:13, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025. |
| Documento assinado eletronicamente por MARCOS MARTINS MACHADO - Matr. 00155, Terceiro(a)-Secretário(a), em 16/10/2025, às 11:40, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025. |
| Documento assinado eletronicamente por WELLINGTON LUIZ DE SOUZA SILVA - Matr. 00142, Presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, em 16/10/2025, às 16:11, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025. |
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DCL n° 228, de 17 de outubro de 2025
Portarias 298/2025
Secretário-Geral
Portaria do Secretário-Geral Nº 298, de 15 DE outubro DE 2025
O SECRETÁRIO-GERAL DO GABINETE DA MESA DIRETORA DA CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL, no uso da atribuição que lhe foi delegada por meio do disposto no inciso XII, do art. 1º, do Ato do Presidente nº 12, de 2025, publicado no DCL nº 7, de 8/01/2025, RESOLVE:
Art. 1º ALTERAR, temporariamente, pelo prazo de 60 (sessenta) dias, os Fiscais do Contrato nº 45/2020, firmado entre a empresa SEISELLES DISTRIBUIÇÃO E LOGÍSTICA EIRELI, inscrita no CNPJ/MF sob o nº 10.445-514/0001-04, cujo objeto é a prestação de serviços de fornecimento de jornais e revistas, em meio digital, à Câmara Legislativa do Distrito Federal, conforme condições, especificações a quantidades constantes do Termo de Referência, Anexo I do edital, que integra este contrato, independentemente de transcrição. Processo nº 00001-00017163/2020-55.
Art. 2º Os Fiscais indicados por esta Portaria são os seguintes servidores, aos quais cabe exercer as atribuições previstas na Lei nº 14.133/2021:
| NOME | MATRÍCULA | LOTAÇÃO | FUNÇÃO |
| ADÃO JOSÉ DE AZEVEDO | 11.540 | SEAUX | Fiscal |
| VERA LÚCIA LIMA DE AQUINO | 12.799 | NUAL | Fiscal Substituta |
Art. 3º Este Ato entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 4º Revogam-se as disposições em contrário.
JOAO MONTEIRO NETO
Secretário-Geral /Presidência
| Documento assinado eletronicamente por JOAO MONTEIRO NETO - Matr. 24064, Secretário(a)-Geral da Mesa Diretora, em 15/10/2025, às 16:10, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025. |
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DCL n° 228, de 17 de outubro de 2025
Portarias 303/2025
Secretário-Geral
Portaria do Secretário-Geral Nº 303, de 16 de outubro DE 2025
O SECRETÁRIO-GERAL DO GABINETE DA MESA DIRETORA DA CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL, no uso de suas atribuições regimentais, considerando a Resolução nº 337, de 2024, o Ato da Mesa Diretora nº 155, de 2022, e as demais razões apresentadas no Processo SEI 00001-00008550/2024-24, RESOLVE:
Art. 1º Credenciar os seguintes servidores para a condução de veículos oficiais de propriedade da Câmara Legislativa do Distrito Federal, conforme a categoria autorizada na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) apresentada:
| NOME | CARGO | MATRÍCULA | CNH (SEI nº) |
| Willian Oliveira de Araujo | Analista Legislativo | 25.023 | |
| Felipe Augusto Vieira Silva | Analista Legislativo | 25.024 | |
| Hérmane Cardoso Mancio | Analista Legislativo | 25.025 | |
| Raphael José Vieira Rocha | Consultor-Técnico Legislativo | 25.033 | |
| Nelson Kazuo das Neves Imaura | Analista legislativo | 25.026 | |
| Alline Umbelino de Souza | Analista Legsilativa | 25.027 | |
| Marcus Vinícius Ferreira Rodrigues | Analista Legislativo | 24.972 | |
| Warley Marckson Bastos Moura | Analista legislativo | 25.030 | |
| Kleyton Dhone Silva Costa | Analista Legislativo | 24.967 |
Art. 2º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.
JOÃO MONTEIRO NETO
Secretário-Geral/Presidência
| Documento assinado eletronicamente por JOAO MONTEIRO NETO - Matr. 24064, Secretário(a)-Geral da Mesa Diretora, em 16/10/2025, às 20:13, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025. |
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DCL n° 228, de 17 de outubro de 2025
Avisos - Sindical/ASSECAM 1/2025

SINDICATO DOS SERVIDORES DO PODER LEGISLATIVO E DO TRIBUNAL DE CONTAS DO DISTRITO FEDERAL - SINDICAL
EDITAL DE CONVOCAÇÃO – ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA
O Presidente do Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo e do Tribunal de Contas do Distrito Federal - SINDICAL, no uso de suas atribuições estatutárias e com base no art. 22, inciso I, convoca todos os seus filiados quites com suas obrigações sindicais para Assembleia Geral Ordinária, a realizar-se no dia 30 de outubro de 2025, às 13h, na sala das Comissões Pedro de Souza, no edifício sede da Câmara Legislativa do Distrito Federal, com primeira e única convocação às 13h, para deliberar sobre a seguinte pauta: análise e aprovação do orçamento para o exercício de 2026.
Brasília, 17 de outubro de 2025.
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VICTOR LÚCIO FIGUEIREDO
Presidente do Sindical
DCL n° 228, de 17 de outubro de 2025
Portarias 8/2025
Quarto Secretário
Portaria do Secretário-Executivo da 4ª Secretaria Nº 08, DE 16 DE outubro DE 2025
O SECRETÁRIO-EXECUTIVO DA QUARTA SECRETARIA DA CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL, no uso de suas atribuições regimentais e nos termos do § 2º do art. 27 do Ato da Mesa Diretora nº 150/2023, RESOLVE:
Art. 1º Aprovar o Plano de Trabalho do Setor de de Administração de Sistemas - SEASI - Relação de Servidores em Teletrabalho - novembro 2025 (2376441).
Art. 2º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publucação.
Brasília, 16 de outubro de 2025
guilherme calhao motta
Secretário-Executivo da Quarta Secretaria
| Documento assinado eletronicamente por GUILHERME CALHAO MOTTA - Matr. 24816, Secretário(a)-Executivo(a), em 16/10/2025, às 16:43, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025. |
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DCL n° 228, de 17 de outubro de 2025
Atas de Reuniões 9/2025
Fascal
Ata de Reunião
ATA DA 9ª REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA DO ANO DE 2025 DO COMITÊ DE GOVERNANÇA E GESTÃO ESTRATÉGICA DO FUNDO DE ASSISTÊNCIA À SAÚDE DOS DEPUTADOS DISTRITAIS E DOS SERVIDORES DA CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL (FASCAL)
No dia quinze de outubro de dois mil e vinte e cinco, às quinze horas, reuniram-se os senhores servidores membros do Comitê de Governança e Gestão Estratégica do CLDF Saúde (Fascal): Geovane de Freitas Oliveira - Diretor do Fascal, Gina Rúbia Alves - Chefe do SECREF, Harisson de Oliveira Lima - Chefe do SECRE , Mário Alcides Medeiro Silva - Chefe do SACPRO, Mário Noleto Oliveira do Carmo - Chefe do SOFC e Pedro Henrique de Oliveira Albernaz - Chefe do SAM. Aberta a reunião, os membros do Comitê discutiram sobre os seguintes itens:
Item 1) Processo SEI -00001-00037543/2025-11 - Pedido de reconsideração de associada. Deliberação: Os membros decidiram pelo indeferimento do pedido da associada. Os efeitos da decisão ficam suspensos até deliberação do Conselho de Administração do Fascal - CAF.
Brasília, 15 de outubro de 2025.
| Documento assinado eletronicamente por PEDRO HENRIQUE DE OLIVEIRA ALBERNAZ - Matr. 22962, Membro do Comitê de Governança do Fundo de Assistência à Saúde dos Deputados Distritais e Servidores, em 15/10/2025, às 16:07, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025. |
| Documento assinado eletronicamente por MARIO ALCIDES MEDEIROS SILVA - Matr. 11313, Membro do Comitê de Governança do Fundo de Assistência à Saúde dos Deputados Distritais e Servidores, em 15/10/2025, às 16:11, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025. |
| Documento assinado eletronicamente por HARISSON DE OLIVEIRA LIMA - Matr. 24670, Membro do Comitê de Governança do Fundo de Assistência à Saúde dos Deputados Distritais e Servidores, em 15/10/2025, às 16:20, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025. |
| Documento assinado eletronicamente por GINA RUBIA DE OLIVEIRA ALVES - Matr. 12043, Membro do Comitê de Governança do Fundo de Assistência à Saúde dos Deputados Distritais e Servidores, em 15/10/2025, às 17:10, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025. |
| Documento assinado eletronicamente por MARIO NOLETO OLIVEIRA DO CARMO - Matr. 11439, Membro do Comitê de Governança do Fundo de Assistência à Saúde dos Deputados Distritais e Servidores, em 15/10/2025, às 17:27, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025. |
| Documento assinado eletronicamente por GEOVANE DE FREITAS OLIVEIRA - Matr. 24088, Membro do Comitê de Governança do Fundo de Assistência à Saúde dos Deputados Distritais e Servidores, em 15/10/2025, às 17:49, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025. |
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DCL n° 228, de 17 de outubro de 2025
Comunicados - Administrativos 1/2025
Outros
Memorando Nº 104/2025-GAB DEP ROOSEVELT
Brasília, 15 de outubro de 2025.
Ao Gabinete da Mesa Diretora
Assunto: Delegação de competência
Senhor Presidente,
1. Delego o servidor RAPHAEL SILVANO LIMA PIRES, matrícula 22.265, lotada no Gabinete Parlamentar do Deputado Roosevelt, competência para praticar o seguinte ato administrativo referente ao Gabinete:
a) Responder pelos bens patrimoniais da unidade;
2. Fica revogada qualquer delegação de competência anteriormente concedida com relação aos atos acima referidos no âmbito deste Gabinete.
Atenciosamente,
Deputado Roosevelt
Deputado Distrital - PL/DF
| Documento assinado eletronicamente por ROOSEVELT VILELA PIRES - Matr. 00141, Deputado(a) Distrital, em 16/10/2025, às 10:27, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025. |
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DCL n° 228, de 17 de outubro de 2025 - Suplemento
Ata Sucinta Sessão Ordinária 89/2025
Ata de Sessão Plenária
3ª SESSÃO LEGISLATIVA DA 9ª LEGISLATURA
ATA SUCINTA DA 89ª (OCTOGÉSIMA NONA)
SESSÃO ORDINÁRIA,
EM 14 DE OUTUBRO DE 2025
SÚMULA
PRESIDÊNCIA: Deputados Ricardo Vale e Martins Machado
SECRETARIA: Deputado Roosevelt
LOCAL: Plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal
INÍCIO: 17 horas e 43 minutos
TÉRMINO: 19 horas e 8 minutos
Observação: A versão integral desta sessão encontra-se na ata circunstanciada.
1 ABERTURA
Presidente (Deputado Ricardo Vale)
– Declara aberta a sessão.
1.1 LEITURA DE EXPEDIENTE
– O Deputado Roosevelt procede à leitura do expediente sobre a mesa.
2 COMUNICADOS DE LÍDERES
Deputado Eduardo Pedrosa
– Parabeniza o atleta Caio Sena, campeão mundial de marcha atlética, por suas conquistas.
– Solidariza-se com as famílias de dois policiais penais falecidos ontem: Henrique André Venturini, assassinado ao reagir a assalto enquanto trabalhava como motorista de aplicativo, e Osvaldo Melo de Oliveira, vítima de infarto.
– Reflete acerca das decisões judiciais que beneficiam os jovens delinquentes com a impunidade, e ressalta que é preciso que a Justiça cumpra seu papel de proteger a população e punir os que cometem crimes.
– Informa ter recebido muitas reclamações sobre falta de energia elétrica em todo o DF e cobra da Neoenergia a prestação devida do serviço à população, ainda que seja sob investigação e punição por parte do GDF.
Deputado Chico Vigilante
– Afirma que a escola é templo sagrado dos educadores, e deplora proposta de lei que obrigue a instalação de câmeras de monitoramento nas salas de aula.
– Defende que o Governo deve priorizar a melhoria estrutural das escolas, como a reforma elétrica e instalação de ar-condicionado nas salas de aula, substituição das janelas existentes, mais nomeação de professores, plano de carreira para a categoria, e melhor remuneração dos educadores sociais.
– Relata situação que vivenciou ontem, quando foi impedido de utilizar o banheiro em farmácia no DF, e anuncia que apresentará projeto de lei que obriga os estabelecimentos a disponibilizarem instalações sanitárias ao uso pelos clientes.
– Expressa apoio ao projeto da Defensoria.
Deputado João Cardoso
– Celebra os resultados positivos dos esforços de seu mandato para nomear candidatos do concurso público do Banco de Brasília – BRB e recompor o efetivo da instituição.
Deputado Fábio Félix
– Exalta o Dia do Professor, comemorado amanhã, e enfatiza que uma real homenagem desta Casa aos docentes passa pelo fortalecimento da estrutura escolar e da categoria, que tem a pior remuneração das carreiras públicas no DF.
– Comunica que aplicou emendas parlamentares para a realização de importantes projetos e destaca que continuará lutando pela valorização da categoria de docentes.
– Chama a atenção para projetos que visam punir os professores com a narrativa de beneficiar os profissionais, como a proposta que visa implantar câmeras de monitoramento nas salas de aula.
Deputado Gabriel Magno
– Homenageia os professores pelo seu dia, 15 de outubro, e enaltece a importância da categoria mais numerosa e com a maior capilaridade no serviço público do DF, presente em todas as localidades.
– Pondera que os educadores deveriam ser mais bem remunerados, em razão da importância da sua profissão, dos desafios e das más condições de trabalho a que estão expostos, e alerta para a dificuldade financeira vivenciada por grande parte da categoria.
– Alerta para o possível monitoramento e censura das atividades desenvolvidas em sala de aula e defende que a escola é lugar de segurança e exercício da liberdade.
Deputado Roosevelt
– Defende a urgência de instalar videomonitoramento nas salas de aula da rede pública de educação para a proteção de toda a comunidade escolar e pede a votação do projeto que trata da matéria.
3 COMUNICADOS DA PRESIDÊNCIA
Presidente (Deputado Ricardo Vale)
– Informa aos aposentados do Distrito Federal que o Projeto de Lei Complementar nº 85, de 2025, de autoria deste Deputado, foi discutido hoje no Colégio de Líderes, e acrescenta que, por sugestão do Governador Ibaneis, o IPREV suspenderá a cobrança de valor retido nos meses de novembro e dezembro de 2020, na ordem de R$2.300,00, quantia que retornará ao contracheque dos aposentados.
– Comunica que, de ordem do Presidente desta Casa, Deputado Wellington Luiz, nos termos do art. 114, § 2º, do Regimento Interno, não será designada Ordem do Dia para a Sessão Ordinária de 16 de outubro de 2025, sendo a referida sessão apenas de debates.
4 ENCERRAMENTO
Presidente (Deputado Ricardo Vale)
– Declara encerrada a sessão.
Observação: O relatório de presença, encaminhado pela Secretaria Legislativa, está anexo a esta ata.
Nos termos do art. 135, I, do Regimento Interno, lavro a presente ata.
TIAGO PEREIRA DOS SANTOS
Chefe do Setor de Ata e Súmula
| Documento assinado eletronicamente por TIAGO PEREIRA DOS SANTOS - Matr. 23056, Chefe do Setor de Ata e Súmula, em 15/10/2025, às 11:34, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025. |
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DCL n° 228, de 17 de outubro de 2025 - Suplemento
Ata Circunstanciada Sessão Ordinária 88/2025
CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL
TERCEIRA SECRETARIA
Diretoria Legislativa
Setor de Registro e Redação Legislativa
ATA DE SESSÃO PLENÁRIA
3ª SESSÃO LEGISLATIVA DA 9ª LEGISLATURA
ATA CIRCUNSTANCIADA DA
88ª SESSÃO ORDINÁRIA,
TRANSFORMADA EM COMISSÃO GERAL
PARA DISCUTIR POLÍTICAS PÚBLICAS DE
PROTEÇÃO ANIMAL NO DISTRITO FEDERAL,
DE 9 DE OUTUBRO DE 2025.
INÍCIO ÀS 15H29 TÉRMINO ÀS 18H26
PRESIDENTE DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Sob a proteção de Deus, iniciamos os nossos
trabalhos.
De acordo com a aprovação do Requerimento nº 2.275/2025 e conforme art. 131, § 4º, do
Regimento Interno, está aberta a sessão ordinária, que se transforma em comissão geral para
discutir políticas públicas de proteção animal no Distrito Federal.
Convido todos que desejarem a participar do debate no plenário.
Suspendo a comissão geral durante 15 minutos.
(A comissão geral é suspensa.)
PRESIDENTE DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Declaro reaberta a comissão geral para
debater políticas públicas de proteção animal no Distrito Federal.
Dou boas-vindas a todos os presentes.
Convido para compor a mesa as seguintes pessoas: o secretário-executivo de proteção
animal do Distrito Federal, Leonardo Araújo Emerick; a promotora de justiça titular da 4ª Promotoria
de Justiça de Defesa do Meio Ambiente e Patrimônio Cultural, a Prodema, Luciana Bertini Leitão; a
superintendente de fiscalização do Instituto Brasília Ambiental, Simone de Moura Rosa; a diretora do
Departamento de Proteção, Defesa e Direitos dos Animais do Ministério do Meio Ambiente e Mudança
do Clima, Vanessa Negrini; a diretora de Estatística e Pesquisas Socioeconômicas do Instituto de
Pesquisa e Estatística do Distrito Federal, Francisca de Fátima de Araújo Lucena; a secretária-geral da
Comissão Especial de Proteção e Defesa dos Animais da OAB-DF, Nivea Orso; a secretária-geral da
Medicina Veterinária Forense, integrante da Câmara Técnica do Conselho Regional de Medicina
Veterinária do Distrito Federal, Patrícia Mendes Soriano de Souza; e o representante da causa do
Instituto Cultural e do Bem-Estar Animal, Gleison William Lucas Bezerra. (Palmas.)
Para compor a mesa estendida, convido as seguintes pessoas: a presidente do Instituto
Castra-DF, Elisângela Araújo; e a senhora representante da causa e do abrigo Resgate Noroeste,
Stephanie Reis Cunha. (Palmas.)
Que legal ver este plenário cheio! Primeiramente, quero agradecer a todos vocês que vieram.
Isso mostra a importância que o povo do Distrito Federal tem dado à causa animal e à proteção dos
animais no âmbito do Distrito Federal. Esse é um tema que, cada vez mais, tem sido amplamente
debatido, e isso é muito importante. Nosso mandato tem atuado muito, principalmente agora, neste
segundo mandato, no qual retornei à Câmara Legislativa. Já na campanha, percebi que muitas
pessoas me cobravam e me perguntavam: “Deputado, o senhor vai cuidar dos nossos animais no
Distrito Federal? Porque, se não for, eu nem voto no senhor.” Para vocês terem uma ideia, todo
deputado precisa abrir uma conta na Caixa Econômica Federal para receber os recursos do fundo
partidário. Quando cheguei lá para abrir a conta, a primeira coisa que a gerente me perguntou foi:
“O senhor apoia a causa animal? Porque, se não apoia, nem conte comigo.”
É impressionante como as pessoas têm se preocupado e cobrado da Câmara Legislativa, de
todos os deputados – principalmente de nós, que entramos com força e com seriedade, sem brincar,
e, no meu caso, sem qualquer intenção de ganhar voto com isso, eu entrei na causa primeiro porque
gosto de animais, sempre gostei. Tenho 3 cachorros em casa e só não tenho mais por que minha
casa é pequena. Eu assumi esse compromisso com muita gente, é um tema importante e nós vamos
participar.
Lembro-me de que a Vanessa também foi candidata a deputada federal, e nós realizamos
muitas atividades juntos. Fui me envolvendo, especialmente ao ver o amor de tantas pessoas – como
vocês aqui –, que tiram do próprio sustento da família para adotar, cuidar e proteger animais. Muita
gente faz isso por amor. Conheci muitos de vocês e muitos dos animais que encontramos,
infelizmente, em situação de rua no Distrito Federal. Recebemos inúmeras ligações pedindo auxílio e
ajuda. Nós temos nos virado com nossa equipe de gabinete para tentar ajudar, assim como vocês
fazem, da maneira que for possível.
A Regina, que está presente, tem uma chácara na Fercal. Obrigado pela presença e por tudo
o que fez por aqueles bichinhos. Os animais haviam sido despejados do Núcleo Bandeirante, de um
abrigo provisório que funcionava ali há muitos anos. Quando vi a matéria no Metrópoles, pensei que
precisávamos fazer alguma coisa. Fomos lá, resgatamos os animais, e a Regina cedeu a chácara
dela, preparou o espaço da forma que pôde e os acolheu. Ficamos praticamente um ano cuidando
daqueles animais – se não me engano, eram 12 ou 13 cachorros. Muitos já viviam há anos nas ruas
e tinham muita dificuldade de readaptação. Foi um período difícil, especialmente para a Regina. Nós
nos cotizávamos para ajudar, mas muitas vezes não era suficiente, e ela ligava pedindo mais apoio.
Então, cuidar de animais não é fácil. Felizmente, quero registrar a presença e agradecer ao Castra-
DF, que conseguiu, depois de 1 ano, levar aqueles bichinhos para lá. (Palmas.) Eu não tenho mais
notícias diretas deles, mas a Rafaela tem, nós continuamos acompanhando e espero que agora eles
possam ter um destino melhor do que tiveram até então.
Agradeço de coração, Regina, e, em seu nome, agradeço a todos vocês – alguns que
conheço há mais tempo, outros que estou conhecendo agora. Vejo aqui pessoas com quem já
convivemos, que trabalham pela causa e com muito amor.
A ideia desta comissão geral é justamente discutir as políticas públicas voltadas à proteção
animal. Que bom que o Governo do Distrito Federal criou a Secretaria de Proteção Animal. Fiquei
muito satisfeito, nós cobramos bastante por isso aqui. Mas, aliado a isso, é preciso ter as políticas, é
preciso ter a estrutura, é preciso ter os recursos. Nos últimos 3 anos, quando eu entrei para valer
nessa pauta, o que vem sendo tocado de políticas públicas é por meio de recursos de emenda
parlamentar, como é o caso do deputado Daniel Donizet e do deputado Ricardo Vale, que destinam
recursos a essa causa. Fora isso, não há mais nada. Não adianta criar uma secretaria e não oferecer
estrutura, pessoal e recursos. É também papel da Câmara Legislativa discutir isso.
Além das políticas que têm que ser criadas... Temos visto o governo se movimentando,
apresentando alguns projetos; alguns deputados, assim como eu, apresentam projetos, e nós
ficamos observando. Recentemente, nós apresentamos um projeto de lei que criou uma polêmica
muito grande, mas o apresentamos com o intuito de ajudar a tirar animais em situação de rua – nós
protocolamos o projeto nesta casa, vai entrar em tramitação. Esse projeto permitirá a quem adotar
animais em situação de rua obter um desconto de até 30% no IPTU, a depender do local onde essa
pessoa more. É mais uma forma de incentivar as pessoas a adotarem esses animais.
Existe quase 1 milhão e meio de animais em situação de rua no Distrito Federal. O Estado
não vai conseguir resolver isso a médio nem a longo prazo. Então, é fundamental conscientizar a
população para que mais pessoas, como vocês, se tornem cuidadores, se tornem protetoras desses
animais, mas também para que haja mais pessoas que adotem esses animais. O Estado também tem
que ter políticas para vocês, que já são cuidadores, e políticas para ajudar as pessoas a adotarem
esses animais e não os deixarem nas ruas.
Além disso, é preciso uma política para conseguir a castração dos animais que estão nas
ruas, porque, se nós não conseguirmos castrar esses animais, como nós vamos fazer? Essa
população só vai crescer. Daqui a pouco, o que hoje é 1 milhão e meio, daqui a pouco, serão 3
milhões, 6 milhões, e a situação ficará inviável. Aliás, se houvesse, anos atrás, uma política no
Distrito Federal para evitar que essa população crescesse, não haveria hoje tantos animais em
situação de rua, sofrendo, passando fome, passando frio, sujos, na rua, doentes e transmitindo
doenças.
Pessoal, esta audiência é um evento que me causa muita felicidade. Eu tenho certeza de que
nós vamos debater a situação e vão surgir muitas propostas para minimizar e começar a mudar esse
quadro com relação aos nossos animais, sejam os animais domésticos, sejam os que estão em
situação de rua.
Muitas pessoas possuem animais em casa e não conseguem castrá-los. Por isso, foi
importante esse projeto do Castra-DF. Eu acompanhei a situação com os meus olhos, destinei
recursos e vi muitas famílias, muitos amigos meus que não tinham condições de castrar os seus
animais levá-los para castração, e depois me agradecerem, dizendo: “Castrei meu animal porque eu
não conseguia, eu não tinha dinheiro”. (Palmas.)
São 2 segmentos sobre os quais teremos que discutir as políticas e ver como vamos resolver:
cuidar dos animais domésticos e cuidar dos animais em situação de rua.
Eu tinha um discurso para fazer, mas, como eu já falei demais, não vou lê-lo. Agradeço à
nossa equipe que ajudou a preparar esse texto. Se eu tiver esquecido alguma coisa, vocês me
lembrem que, daqui a pouco, eu falo.
Estou muito feliz, muito esperançoso. Agradeço a presença de todas as autoridades.
Realmente, esta é uma mesa com uma representatividade muito importante que, com certeza, a
partir de hoje – com a criação dessa secretaria e ouvindo vocês e as autoridades que já conhecem o
tema e já trabalham nisso –, vai nos ajudar a reverter essa situação triste no Distrito Federal. São 2
situações tristes: uma é ver cuidadores sem ter condições de cuidar de animais e outra é ver os
próprios animais no meio das ruas.
Muito obrigado. (Palmas.)
Após a fala das autoridades da mesa, nós abriremos as inscrições para somente 10 pessoas.
Então, quem quiser se inscrever, fale com a Rafaela aqui, essa moça loira, com roupa preta. Levante
a mão, Rafaela.
Daremos início às falas.
Concedo palavra ao senhor representante da causa e do Instituto Cultural e do Bem-Estar
Animal, Gleison William Lucas Bezerra. Obrigado pela sua presença.
GLEISON WILLIAN LUCAS BEZERRA – Eu que agradeço, deputado.
Cumprimento todos da mesa.
A causa animal é representada hoje por 99% de mulheres. Quero registrar isso e deixar
meus parabéns.
Hoje, a causa animal funciona como uma engrenagem. Há protetores antigos que
conquistaram muita coisa – não é, Vanessa? Hoje, essa causa vem crescendo. Há vários projetos,
abrigos, e a demanda é crescente. É uma demanda nova para o Estado, que não estava preparado
para isso. Temos feito algumas reuniões para tratar do tema.
Vou ser bem pontual e ir direto à raiz da questão. De acordo com o que deputado mencionou
sobre os animais em situação de rua, realizamos um trabalho na Estrutural, principalmente na Santa
Luzia, onde a situação é bem precária. Os animais, especialmente os gatos, vivem como cachorros
no meio da rua. Quero enfatizar que precisamos realizar resgates e castrações pontuais. Se formos
castrar uma matilha ou uma colônia de gatos, enfrentaremos grande dificuldade. Se resgatarmos
hoje, onde vamos castrar amanhã, se ainda tivermos que esperar por uma inscrição do próprio
governo? Isso não é uma crítica, é a realidade que vivemos.
Precisamos de recursos e de atenção aos resgates para levar os animais a uma clínica e fazer
os agendamentos pontuais. Isso está atrelado ao resgate e à feira de adoções. O governo tem que
investir nisto, para que o ciclo se feche: resgatar, castrar, cuidar e levar para um lar temporário ou
um abrigo.
Outro ponto importante é entender qual é a demanda de cada um. Há abrigos e lares
temporários.
Encerro minha fala reforçando que precisamos de apoio na ponta, nas castrações dos
animais em situação de rua, e precisamos realizar reuniões mensais e pontuais para tratar disso. Há
muitas crianças aqui no plenário. Acredito muito na importância de campanhas educativas,
principalmente nas escolas. Educar as crianças é formar adultos conscientes e grandes cidadãos.
Obrigado. (Palmas.)
PRESIDENTE DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Obrigado, Gleison.
Concedo a palavra à senhora secretária-geral da Medicina Veterinária Forense da Câmara
Técnica do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Distrito Federal, Patrícia Mendes Soriano de
Souza.
PATRÍCIA MENDES SORIANO DE SOUZA – Boa tarde.
Quando recebi o convite, a primeira coisa que pensei foi como poderia contribuir com tudo o
que já está sendo feito – não que seja uma preocupação exclusiva dos médicos veterinários, mas de
qualquer amante de animais, trata-se do bem-estar desses animais.
Hoje, há um programa muito bacana de campanha de castração. Acredito que o objetivo seja
a permanência dele, que cresça ainda mais e continue sendo realizado com o mesmo cuidado com os
animais, sempre visando ao bem-estar deles. O Castra-DF conta com médicos veterinários
competentes, anestesistas e cirurgiões. Acredito que a nossa maior preocupação é quanto a cirurgia.
Em relação à necessidade de mais apoio, acredito que precisamos de mais hospitais
veterinários. Hoje, superamos uma lacuna que existia antigamente. Na minha graduação e nos
primeiros anos como profissional formada, não havia hospital público. Hoje há, mas, infelizmente,
mesmo com profissionais excelentes, o número ainda não é suficiente. Se considerarmos a
quantidade de animais, não apenas em situação de abandono, mas também animais condutores que
precisam de auxílio financeiro, ainda não é suficiente. Precisamos de mais hospitais, tanto públicos
quanto particulares, que consigam oferecer esse suporte e atender à demanda da quantidade de
animais que existe. E quando falamos em hospital, estamos falando de hospitais completos, que
realizem cirurgias, internações, e que ofereçam suporte para esses animais.
Acredito que essas são as coisas que ainda conseguimos melhorar aqui no Distrito Federal.
É isso. Muito obrigada. (Palmas.)
PRESIDENTE DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Obrigado, Patrícia.
Concedo a palavra à senhora secretária-geral da Comissão Especial de Proteção e Defesa dos
Animais da OAB-DF, Nivea Orso.
NIVEA ORSO – Cumprimento todos. Cumprimento os integrantes da mesa, na pessoa do
deputado Ricardo Vale. É uma honra estarmos aqui, junto com pessoas tão especiais, que sabemos
que se dedicam à causa animal.
A Comissão Especial de Proteção e Defesa dos Animais agradece a oportunidade de
participar desta audiência pública, reforçando o nosso compromisso de uma atuação forte e
participativa em prol dos animais.
Sabemos que o Distrito Federal tem avançado na pauta dos direitos dos animais, mas ainda
há um longo caminho pela frente. A quantidade de animais abandonados em todas as regiões do
Distrito Federal é realmente assustadora. Estamos diante de um cenário de muita tristeza, no qual os
protetores se encontram sem espaços, sem recursos e sem esperança. Esses protetores precisam de
ajuda. São eles que olham por esses animais abandonados, e alguém precisa olhar por eles.
Os animais são seres sencientes. A Constituição federal, no art. 225, reconhece a senciência
animal. E temos no Distrito Federal a Lei nº 7.535/2024, que também reconhece que animais não
são coisas.
Uma preocupação muito importante dos protetores é em relação aos casos de maus-tratos.
Houve mudança na Lei nº 9.605/1998, que aumentou a pena de maus-tratos contra cães e gatos.
Embora não alcance animais de produção e animais silvestres, essa mudança representou um
enorme avanço, uma vez que nós não nos sentimos tão desamparados nos casos de violência contra
esses animais. Hoje, sabemos que um infrator pode ser preso e cumprir pena de 2 a 5 anos de
reclusão, além de multa e proibição da guarda do animal. Isso demonstra uma mudança de
paradigma e um avanço civilizatório.
Os cães e gatos, que são o foco principal desta audiência, precisam ter sua dignidade
reconhecida. Abandonar e submeter um animal à fome, sede e frio também é praticar um ato de
violência. Não podemos mais banalizar essa visão. Também não podemos permitir que eles sejam
invisibilizados ou excluídos. Para além daqueles que são indiferentes à presença de um animal
abandonado, há os intolerantes, que desejam a implementação de uma política de higienização,
removendo aquele ser considerado indesejado, sem se importar com sua destinação ou bem-estar.
Nesse contexto, apresento uma questão muito importante a ser debatida: os animais
comunitários em condomínios e órgãos públicos. Não podemos ter uma legislação que escolha se
determinado cão ou gato terá direito à proteção em razão do local onde se encontra. Todos devem
ter direito à igual tutela do Estado e da comunidade, sem distinções.
Para finalizar, gostaria de registrar que, no dia 4 de outubro, foi celebrado o Dia Mundial dos
Animais. Nossa esperança é que possamos sair desta audiência com a possibilidade de concretização
das ideias aqui manifestadas, para que, de fato, possamos dar dignidade a esses animais, que tanto
nos ensinam sobre compaixão, amor e lealdade.
Obrigada. (Palmas.)
PRESIDENTE DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Obrigado, Nivea.
Concedo a palavra à senhora Stephanie Reis Cunha, que está na mesa estendida. Ela é
representante da causa e do abrigo Resgate Noroeste.
STEPHANIE REIS CUNHA – Boa tarde. Cumprimento todos os membros da mesa na pessoa
do deputado Ricardo Vale e agradeço a oportunidade de estar aqui.
Vou contextualizar a minha presença neste espaço. Eu sou protetora, então falo como
protetora, penso como protetora e me posiciono como protetora. Dessa forma, minha visão não
poderia ser outra senão a de uma protetora.
Vou tentar ser breve, mas deixar uma protetora falar é algo meio perigoso, deputado. Posso
ficar aqui até amanhã, mas serei rápida. (Risos.)
Hoje, há uma situação caótica. Vejo aqui diversos protetores e acredito que todos eles estão
endividados e exaustos – não é? Não conheço nenhum protetor que não esteja devendo ou que não
esteja com a lotação muito acima do que seria possível. Não sei nem como nós estamos conseguindo
fazer isso.
Contamos com uma política hoje – vamos chamar assim – que é o Castra-DF. Ela pode ser
ótima, mas, efetivamente, não atende aos animais de rua. Ela é direcionada a animais domésticos
domiciliados. Portanto, não há hoje uma política efetiva que atenda aos grandes plantéis, aos
protetores e às ONGs. Políticas públicas são muito bem-vindas – ótimas –, mas precisamos de uma
medida emergencial. Precisamos de alguma ação do governo – seja federal, seja estadual, sejam lá
qual for o nível – para agora. A fome não espera, a doença dos cães não espera, a nossa exaustão
não espera, e os animais não esperam nas ruas por uma política pública para serem resgatados.
Eu me pergunto: qual seria essa medida de emergência? Sinceramente, eu não sei. A única
coisa que vislumbro são parcerias com ONGs que realmente tenham expertise e experiência
comprovada na atuação com animais. Que se façam parcerias, que se convoque a linha de frente.
Venho defendendo isso desde antes da criação da Sepan-DF, quando ainda havia reuniões com a
Sema-DF. Não acredito em políticas públicas de cima para baixo. A política pública efetiva precisa ser
construída de baixo para cima.
Vocês precisam – e aqui me dirijo ao representante da Sepan-DF – nos ouvir. Isso já tem
sido feito, o Cristiano tem nos chamado para conversar, mas é preciso que nós, protetores,
estejamos integrados às soluções. É muito diferente a teoria, as soluções mágicas, daquilo que
vivenciamos na prática. Somente com as nossas experiências e com a participação efetiva da
proteção animal é que poderemos construir soluções – mágicas, nunca, mas pelo menos mais
rápidas.
Ontem até concedi uma entrevista sobre o projeto de lei do auxílio ração. Talvez seja um
caminho.
Para encerrar, fazendo referência ao que o Gleison disse, existe um caminho longo, mas a
educação de base com as crianças é o que vai educar os adultos. Quem educa são as crianças. As
crianças educam os adultos. Se conseguirmos entrar nas escolas, levar essa conscientização, mostrar
a importância da adoção, daqui a 5 anos, 6 anos, 10 anos, poderemos colher os frutos do que está
sendo feito hoje.
É isso. Eu poderia ficar falando mais umas 3 horas, mas vou encerrar por aqui.
Muito obrigada. (Palmas.)
PRESIDENTE DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Obrigado, Stephanie. É importante a sua
contribuição para este debate.
Concedo a palavra à senhora diretora do Departamento de Proteção, Defesa e Direitos
Animais do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Vanessa Negrini.
VANESSA NEGRINI – Boa tarde a todos e a todas.
Muito obrigada, deputado Ricardo Vale, pela iniciativa deste encontro que reúne os poderes
locais, governo federal, a proteção animal, OAB, Conselho Federal de Medicina Veterinária, porque a
proteção animal tem problemas enormes que não serão resolvidos só com uma frente, serão
resolvidos com esse esforço coletivo.
Eu gostei muito de ouvir a Stephanie dizer que política pública não dá para ser feita dentro
de gabinete. A primeira medida que fizemos no Departamento de Proteção, Defesa e Direitos
Animais – departamento criado agora no governo do presidente Lula, no âmbito do Ministério do
Meio Ambiente e Mudança do Clima – foi chamar quem já faz a proteção para ouvir como
deveríamos criar o ProPatinhas, programa lançado pelo presidente Lula em abril, e o SinPatinhas.
Ao longo de 4 encontros técnicos, nós tivemos a participação de mais de 660 pessoas, entre
ONGs, protetores, academias, governos locais, vereadores, deputados, conselhos, para apontarem as
experiências que já vêm dando certo e apontarem quais caminhos deveríamos trilhar para fazer esse
programa federal. E encerramos com um seminário nacional, com a participação de mais de 5 mil
pessoas.
Uma das prioridades apontadas era a necessidade de fazermos o censo animal e termos o
registro. Todos os países que enfrentaram com seriedade a questão do controle populacional ético de
cães e gatos passaram necessariamente pelo registro, microchipagem e identificação do animal. É
através disso que você começa a conhecer a realidade local. Nas palavras da ministra Marina – e ela
sempre fala isso –, nós só protegemos aquilo que conhecemos.
Foi então que nasceu o SinPatinhas, Sistema do Cadastro Nacional de Animais Domésticos,
que é esse RG animal. Muitos aqui já devem ter o RG dos seus animais. Nós já estamos em 97% dos
municípios brasileiros. Há mais de 800 mil cadastros de cães e gatos. É um começo, começou em
abril. Temos mais de 112 milhões de animais no Brasil, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde de
2019, e precisamos alcançar mais.
O que o SinPatinhas traz? Para o animal, ele é uma porta de acesso a programas e políticas
públicas de proteção animal: castração, microchipagem, vacinação, sem contar a questão da guarda
responsável. Quando você tem um animal, você o registra, você o microchipa. Se esse animal se
perder, você sabe como localizar esse tutor. Se você doa esse animal, você pode fazer a transferência
pelo próprio sistema, pelo próprio SinPatinhas. Se uma pessoa cometeu crimes contra animais e
houver uma sentença transitada em julgada, ela pode ter uma negativação nesse banco de dados do
SinPatinhas e ela não vai conseguir adotar outros animais. Então, você começa a criar essa cultura
da guarda responsável, que é muito importante. Animais chegam a estar em situação de rua não é à
toa, isso vem de um acúmulo de questões: ausência de políticas públicas de castração, ausência de
políticas de adoção.
O SinPatinhas traz essa cidadania animal – nas palavras do presidente Lula, soberania animal
–, mas traz uma questão fundamental: ele traz dados para a União, estados e municípios. Secretário,
eu já coloco à disposição o SinPatinhas. Ele é aberto, é gratuito para todo mundo que quiser registrar
e para os estados e municípios que quiserem aderir. Transferimos gratuitamente a tecnologia. Eu vi
que vocês estão querendo fazer o RG Animal. Se quiserem usar o SinPatinhas, já estão mais que
convidados. É transferência gratuita de tecnologia. Já podem usar de imediato. Vocês vão ter acesso
às informações sobre quantos cães, quantos gatos, quem está castrado, quem não está, as
incidências de doença.
Quero parabenizar o Conselho Federal de Medicina Veterinária, que foi o parceiro técnico que
ajudou a desenvolver o SinPatinhas. O médico veterinário vai registrar as doenças, leishmaniose,
esporotricose, de forma, secretário e deputado, a trazer dados para direcionarmos melhor os
esforços das políticas públicas. Como o Gleison falou, muito sabiamente, não conseguimos apagar
tudo de uma vez, temos que ir ao cerne do problema. Só vamos ao cerne do problema quando
temos informações, e o SinPatinhas traz essas informações. Eu vou saber qual é o bairro que tem
uma concentração maior de animais, onde se precisa castrar e os municípios que realmente têm
necessidade de receber aqueles recursos.
No âmbito do governo federal, teremos um panorama nacional de onde está a população de
cães e gatos. Há uma lei, cujo ano de publicação eu esqueci – 2021 ou 2001 –, que institui a política
de controle de cães e gatos e dispõe que o controle deve ser feito com base em dados e evidências,
mas nunca houve esses dados e evidências. O SinPatinhas traz essas informações pela primeira vez e
elas estão disponíveis para os municípios.
Aqui no Distrito Federal, estamos com uma ação de 10 mil microchipagens marcadas. O
centro de zoonoses do Distrito Federal foi o primeiro a ter seus animais 100% microchipados e
registrados no SinPatinhas – ficamos muito felizes com isso. A Sepan-DF solicitou apoio para realizar
uma ação de microchipagem de animais em situação de rua e nós já enviamos os microchips. Essa
ação começará agora, em outubro, e todas as universidades – inclusive a UnB – com curso de
medicina veterinária aderiram. Em novembro, nesses campi, haverá microchipagem para o DF todo.
Serão 10 mil microchipagens e haverá a divulgação do SinPatinhas, além da promoção da
conscientização e da educação sobre a guarda responsável. Quanto mais pessoas estiverem inscritas
no SinPatinhas, mais informações de qualidade teremos.
Essa aqui é a Bolim. A Bolim é uma das minhas resgatadas. Hoje, lá em casa, há, entre cães
e gatos, 22 animais. Ela é um dos animais que a saudosa protetora Deuzenice nos deixou. Além da
Bolim, eu tenho animais que foram do caso de acumulação lá de Brazlândia, gatos do Gatil Luz
Violeta.
O problema da situação animal é muito grave. Os protetores não têm direito nem de morrer
hoje em dia. Essa é a verdade. Precisamos unir esforços – governo federal, governo local, Legislativo,
Executivo – para trazer soluções para atender a quem está na ponta, ou seja, os protetores, que
estão carregando o fardo mais pesado.
Contem com o Departamento de Proteção, Defesa e Direitos Animais. Estamos juntos para
fortalecer os governos locais nesta caminhada.
Muito obrigada! Parabéns, deputado Ricardo Vale, mais uma vez, por esta iniciativa.
(Palmas.)
PRESIDENTE DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Obrigado, minha amiga Vanessa.
Registro e agradeço a presença da doutora Selma Luiz Duarte, da Comissão Especial de
Proteção e Defesa dos Direitos dos Animais da OAB; da Carolina Mourão, da Confederação Brasileira
de Proteção Animal; da Márcia Abrahão, ex-reitora da Universidade de Brasília; da Lidiane Rodrigues,
presidente do Instituto Alca; da Edilaine, do Instituto Vida Acolhida, que trouxe esses bichinhos
lindos; da Beatriz Torres e da Mila, da Sociedade Vegetariana Brasileira; do Fernando Freitas Moura,
clínico-cirurgião veterinário; e da Raquel Campanati, da União Planetária. (Palmas.)
Depois registraremos as outras pessoas que também vieram engrandecer esta tarde.
Concedo a palavra à senhora diretora de Estatística e Pesquisas Socioeconômicas do Instituto
de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal, Francisca de Fátima de Araújo Lucena.
FRANCISCA DE FÁTIMA DE ARAÚJO LUCENA – Boa tarde a todas e todos.
É um prazer para o Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal trazer algumas
informações para somar à fala da Vanessa. Informações são importantes para que possamos
planejar.
Quero cumprimentar os colegas da mesa na pessoa do deputado Ricardo Vale.
Nós, no instituto, temos conduzido diversas pesquisas, com diversas finalidades. Uma delas é
a Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios, na qual vamos às casas para coletar uma série de
informações sobre o domicílio e seus moradores. Desde 2021, essa pesquisa inclui uma pergunta
sobre a presença de animais de estimação. Nós estamos na segunda edição da pesquisa –
realizamos a coleta dos dados em 2021 e em 2024 – que apresenta informações sobre a presença de
animais domésticos. Na pesquisa, esses animais são denominamos domiciliados. Aprendemos com
vocês que outra denominação necessária e oportuna seria animais domésticos.
No Distrito Federal, sabemos que há animais em 55% dos domicílios. Essa proporção varia
bastante conforme a região administrativa por conta das características das moradias, como tamanho
do imóvel e capacidade de receber os animais em casa. Os animais contabilizados na Pesquisa
Distrital por Amostra de Domicílios são os que residem no domicílio. Essa pesquisa tem
regulamentação e é realizada a cada 2 anos. Nós estamos planejando a próxima edição. Esse foi o
primeiro resultado estatístico e numérico produzido no Distrito Federal.
Há também outra pesquisa chamada Censo Distrital da População em Situação de Rua. A
cada 2 anos, fazemos uma varredura em todo o território para identificar pessoas que residem na
rua. Elas não têm domicílios fixos no formato de moradia tradicional considerada pelo IBGE. Nós
também perguntamos para essa população se há animais sob a tutoria e os cuidados dela. Essa
informação de quantidade de animais foi coletada pelo segundo ano e está disponível no site. Nós
categorizamos na pesquisa os cães, os gatos, as aves e outros. Esses foram os limites que
conseguimos avançar até agora. Na próxima pesquisa, faremos uma consulta para saber que outros
animais podemos incluir na investigação, tanto nas pesquisas domiciliares quanto nas de população
em situação de rua.
Também questionamos essas pessoas em situação de rua sobre as barreiras que elas
enfrentam para acessar os serviços públicos. Muitas relataram que, por terem animais, não
conseguiam acessar restaurantes comunitários ou albergues para passar a noite. Isso motivou
alterações em algumas estruturas públicas do Distrito Federal para que pessoas em situação de rua
pudessem levar seus animais a usufruírem dessas políticas públicas. Por exemplo, o hotel social
passou a ter um local para que os animais também possam pernoitar, e os restaurantes comunitários
já oferecem a possibilidade de acolher os animais enquanto a população em situação de rua faz suas
refeições.
Todas essas informações vieram das pesquisas do instituto e apoiam essas alterações. Esse
acompanhamento fornece dados para que a política pública seja aprimorada e atenda às
necessidades da população em geral, da população em situação de rua, dos tutores e cuidadores.
Há algumas semanas, nós fomos convocados pela Sepan-DF para apoiá-los. Como somos um
instituto de pesquisa, temos conhecimento sobre como realizar pesquisas e temos também
capacidade tecnológica para armazenar informações. Nós fomos chamados para apoiar a Sepan-DF,
com base nos resultados que temos, a fim de ampliar o escopo além dos animais domésticos e dos
que estão sob tutela da população em situação de rua e incluir cuidadores e outras modalidades.
No dia 1º de outubro, no instituto, nós desenvolvemos uma ferramenta em diálogo com a
equipe da Sepan-DF – a Stephanie e a Natália estavam presentes na reunião. Junto com a equipe da
Secretaria Extraordinária de Proteção Animal do Distrito Federal, buscamos as informações mínimas
necessárias para fazermos o mapeamento de quantos são os cuidadores, de quanto são os animais e
de quais são suas necessidades para promover o cuidado. Então, lançamos esse formulário com um
chamamento para que os protetores de animais do Distrito Federal e Entorno se cadastrem e
forneçam suas informações, para dimensionarmos quantos são os cuidadores, onde se localizam e
quais são suas necessidades em termos de vacinação, de medicamentos e de ração, para que
tenhamos como quantificar qual é o alcance que essa política pública vai ter que ter. Lançamos esse
formulário no dia 1º de outubro e ele estará aberto até o dia 31 de outubro. Acessando o site do
IPEDF ou da própria Sepan-DF é possível fazer o cadastramento.
Nós começamos no dia 1º, hoje é dia 9. Estamos com 203 formulários completos e 529
formulários que ainda estão sendo preenchidos. Desse total, 188 são de protetores individuais e 11
estão vinculados a uma OSC ou a uma ONG. Queremos deixar, como instituto de pesquisa, o pedido
para que vocês preencham o formulário, para que a Sepan-DF, usando essas informações, possa
dimensionar as políticas públicas que estão sendo desenvolvidas em diálogo com a representação da
sociedade civil. Assim, teremos informações adequadas e que consigam direcionar, em termos de
quantidade, o quanto precisamos de ração, de castração. Em sua fala, a Stephanie mencionou a
insuficiência da oferta de serviços de castração.
Então, hoje vim aqui para dizer, em nome do instituto, que nós, que fazemos pesquisa há
mais de 50 anos – vamos sendo sucedidos pelos colegas –, fazemos pesquisas bastante complexas e
aceitamos esse desafio de apoiar a Sepan-DF para fazer um dimensionamento mais real de quais são
as necessidades de vocês, para que as políticas públicas que estão sendo implementadas sejam bem-
sucedidas e atendam às necessidades de vocês.
Antes de eu encerrar, quero só lembrá-los de que o cadastro – que na verdade é um
formulário – é direcionado para cães e gatos, em função do desenho da política pública. Esse é o
primeiro passo. Anteriormente, não havia qualquer pesquisa ou qualquer levantamento de
informações no Distrito Federal. Essa troca era entre protetores e entre cuidadores e a
movimentação se dava muito a partir do Legislativo, de emendas, de solicitações individuais. Agora
temos a oportunidade de contribuir de maneira mais completa com a causa.
Muito obrigada. (Palmas.)
PRESIDENTE DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Muito obrigado, Francisca.
Concedo a palavra à senhora superintendente de Fiscalização do Instituto do Meio Ambiente
e dos Recursos Hídricos do Distrito Federal – Brasília Ambiental, Simone de Moura Rosa.
SIMONE DE MOURA ROSA – Olá! Boa tarde a todos. Deputado, promotora, secretário,
colegas da mesa, primeiramente agradeço a oportunidade de estarmos aqui.
Eu represento o Instituto Brasília Ambiental. Nós somos o órgão que executa as políticas
públicas. Nós não estamos nos planejamentos, não fazemos gestão, mas somos nós que executamos
as políticas públicas. Então, grande parte do que é decidido é executado por meio de nossas ações.
Na fiscalização, fiscalizamos especialmente maus-tratos – não só aqueles ligados aos animais
domésticos, mas também aqueles relacionados aos animais silvestres e aos animais nativos. E, no
que concerne a animais domésticos, fiscalizamos não só cães e gatos, mas também porcos e cavalos,
que também são considerados animais domésticos e também sofrem abandono. Então, nossa pauta
é bem grande. Temos muitas ações, que são, na maioria das vezes, silenciosas. Porém, são ações
que tentam dar voz àqueles que não falam. Nós vamos até os locais relativos às denúncias que
recebemos.
Atualmente, depois da criação da delegacia, houve uma redução dos encaminhamentos para
o nosso órgão. Antes, as denúncias eram sempre direcionadas para nós, mas agora existe também a
DRCA. Por isso, nós fazemos uma convergência de ações. Em muitos casos, nós agimos juntos,
porque algumas ações são tanto infrações quanto crimes. Nós agimos juntos e aplicamos a punição
nas 2 esferas quando preciso.
Nas nossas ações, nós percebemos – e eu acho que também é importante dizer isso aqui – 2
grandes dificuldades. A primeira delas diz respeito, obviamente, à destinação. Quando um animal
está em situação de maus-tratos, a primeira coisa que se pensa – e nós também, enquanto fiscais do
meio ambiente – é retirá-lo dali. Retirando-o dali, para onde nós vamos levá-lo? Seja um gato ou um
cavalo, ele precisa ir para algum lugar seguro.
Com a dificuldade que nós sabemos que existe, não só aqui, mas também em vários locais
no Brasil, começamos, enquanto órgão executor, a pensar em algumas alternativas: como nós
poderíamos ajudar o bem-estar animal, sem necessariamente, em um primeiro momento, retirá-lo do
dono? Quando nós vamos ao local, nós verificamos o escore corporal: se o animal está muito magro
e a situação em que se encontra – se ele está amarrado, se está sob o sol, se há água, se há comida
etc. Muitas vezes, o tutor sequer sabe que aquilo que ele está fazendo é maus-tratos. Por exemplo,
deixar de prestar assistência veterinária é maus-tratos; deixar o cachorro sem água à disposição todo
o tempo é maus-tratos; deixá-lo amarrado, sem condições de se movimentar, é maus-tratos; e deixá-
lo sob o sol também. Com essa primeira abordagem, em alguns casos, nós fazemos uma advertência
para que a pessoa preste uma assistência veterinária ou melhore as condições do animal. Em
seguida, nós retornamos para verificar. Grande parte dos autuados se regulariza e nos presta contas
adequadamente daquilo que foi feito.
Há também uma grande dificuldade de alguns autuados com relação à assistência veterinária
de grandes animais, que é mais difícil quando o animal está machucado e não consegue se levantar.
Eles têm uma dificuldade maior com isso. Mas, com cães e gatos, nós temos obtido bom êxito.
Somente nos casos em que realmente não é possível que aquele animal fique ali ou quando um
infrator não se adequa ao que nós solicitamos, nós buscamos retirar aquele animal do local.
Também existe outro caso, muito específico, em que as nossas ações acontecem: os casos
de acumuladores. Tem aparecido vários acumuladores de animais, e isso também demanda uma
questão de saúde pública, porque uma pessoa com o hábito de acumular não se limita apenas aos
animais; ela também apresenta alguns problemas e distúrbios. Foi criado, no âmbito do Distrito
Federal, um grupo do qual a Sepan-DF faz parte – e nós também – que, assim que nós vamos a
algum local e verificamos que não se trata só de maus-tratos, mas de uma pessoa acumuladora,
encaminha essa pessoa para que ela receba toda a assistência necessária, desde o serviço de saúde
e o acolhimento do serviço social até a nossa ação de ir lá fazer o recolhimento desses animais.
Agradecemos a oportunidade de estar aqui. Nós nos colocamos à disposição de todos: do
secretário, do deputado e do Ministério Público, que é um grande parceiro nosso nessas causas.
Também nos colocamos à disposição para pôr em prática todas as políticas públicas que forem
decididas para a melhoria da saúde e do bem-estar dos animais.
Quando há animais bem cuidados dentro de uma residência, nós observamos que toda a
família também está feliz e bem cuidada, porque eles são reflexos das pessoas que moram ali.
Algumas pessoas até mencionaram que há tutores que não têm sequer o que comer, mas, às vezes,
quando vamos à casa dessa pessoa, encontramos uma raçãozinha em um saquinho que ela
conseguiu para dar ao seu animal. Nós tentamos sempre agir da melhor forma possível com relação
a essas pessoas que fazem o bem e ajudam os animais.
Um detalhe: não há, no momento, nenhum acordo de cooperação com ONGs ou nada nesse
sentido. Antes, essa competência era nossa. Com a divisão, no momento, não temos essa
competência. Quando é preciso fazer uma tratativa, pedimos para a Sepan-DF fazê-la em nosso
nome.
Obrigada. (Palmas.)
PRESIDENTE DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Obrigado, Simone.
Eu gostaria que você falasse um pouco sobre as capivaras. Eu cheguei a fazer uma audiência
pública nesta casa, no ano passado ou no ano retrasado... Nesta época, as capivaras se aproximam
muito da população e dos locais de moradia. O tempo fica muito seco, e elas acabam indo atrás de
comida. Temos visto muitas capivaras em vários pontos do Distrito Federal. Infelizmente, algumas
são atropeladas.
Surgiu a possibilidade da febre maculosa, transmitida pelo carrapato. Graças a Deus, não
houve nenhum caso no Distrito Federal, mas todos ficaram alertas. Começaram a ameaçar as
bichinhas e a falar que era preciso dar um jeito nelas porque elas iam transmitir doença.
Só por curiosidade: o Ibram faz algum acompanhamento ou controle desses animais?
SIMONE DE MOURA ROSA – As capivaras não são animais domésticos, mas estão presentes
porque são nativas daqui. Temos visto muitas capivaras porque elas estão no momento de procriar.
Elas tiveram as crias, estão com os filhotinhos e buscam alimentação e água. Então, nós as vemos
em maior quantidade.
As capivaras fazem parte de uma teia maior de alimentos. Provavelmente, uma capivara está
alimentando agora uma onça que vimos passar no Lago Norte. Elas fazem parte de uma cadeia
maior.
Elas estão chegando muito perto mesmo. Elas estão perdendo medo do ser humano, porque
estão convivendo muito com as pessoas. Porém, os estudos feitos pela Secretaria do Meio Ambiente
indicam que a população de capivaras não está aumentando. Ela é cíclica. Elas nascem, vão
morrendo, infelizmente atropeladas, sendo alimento de outros animais, e vão procriando. A mesma
quantidade vai sendo mantida.
Vimos que elas estão em lugares perigosos. Nesses casos, o órgão ambiental busca atraí-las
para um lugar diferente, oferecendo comida ou melhorando um ambiente próximo. O órgão
ambiental vai conduzindo as capivaras para que elas, naturalmente, procurem comida em outro lugar
e deixem de ficar perto dos seres humanos.
Não temos casos registrados de carrapato-estrela, que transmite a febre maculosa, no
Distrito Federal, há muito tempo. Todos os animais, não só a capivara, podem ter carrapato. Cavalos,
gatos, cachorros e vários animais podem transmitir o carrapato.
Algumas pessoas acusam as capivaras de ter o carrapato-estrela. Eu sou quase uma
“capilover” porque acho as capivaras muito fofas. Elas podem estar contaminadas por carrapato,
assim como qualquer outro animal. No entanto, não há casos no Distrito Federal. A transmissão do
carrapato pode acontecer de animal para animal e de vegetação para animal.
Também é importante dizer que as capivaras não atacam as pessoas, a não ser que se
sintam ameaçadas. Não se deve mesmo chegar perto das capivaras nem deixar cachorros chegarem
perto delas, principalmente se elas estiverem com uma cria. Qualquer animal com cria tenta
defendê-la.
O que pedimos é: tentem manter distância das capivaras. Elas são bonitinhas e fofinhas, mas
vamos evitar contato com elas. O contato e a proximidade com os humanos fazem com que os
animais silvestres se acostumem com o cheiro dos humanos, passem a perder o medo deles e se
aproximem cada vez mais deles. Isso faz com que a vida deles também fique em risco. (Palmas.)
PRESIDENTE DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Obrigado, Simone.
Concedo a palavra à senhora promotora de justiça titular da Promotoria de Justiça de Defesa
do Meio Ambiente e Patrimônio Cultural – Prodema, Luciana Bertini Leitão.
LUCIANA BERTINI LEITÃO – Boa tarde a todos.
Primeiramente, eu gostaria de agradecer o convite ao deputado Ricardo Vale e parabenizá-lo
pela iniciativa deste debate.
Este tema realmente precisa ser muito debatido. Precisamos diferenciar isso. É muito difícil
tratar política pública, porque, muitas vezes, discutimos ações isoladas, mas não essa visão de
política pública de fato, essa visão de Estado que independe de governo e que deve permanecer e
ser aprimorada ano a ano.
Esse é o grande desafio para todos os órgãos públicos, protetores, tutores, população em
geral, escolas.
Nós, no Ministério Público, somos 6 colegas na Promotoria de Justiça de Defesa do Meio
Ambiente e Patrimônio Cultural. Todos atuam na temática de responsabilização criminal dos
infratores, principalmente na esfera criminal. A quarta promotoria, da qual sou titular, atua na esfera
cível e administrativa e acompanha a política pública de proteção e defesa da fauna, para buscar
fomentar e realizar essa política.
Recentemente, participei de uma mesa de debates e fiz um curso com a FGV para termos
esse olhar diferenciado sobre quanto do orçamento se executa ano a ano e é destinado à fauna. Se
observarmos quanto do orçamento previsto no PPA do ano passado foi efetivamente executado,
ficaremos surpresos, pois pouco foi executado.
É importante que toda a sociedade tenha essa preocupação de acompanhar o orçamento.
Precisamos saber quanto está sendo destinado para as ações, se os valores estão aumentando, se
eles estão sendo aplicados em ações específicas voltadas para política pública ou apenas para ações
isoladas, como um número x de castrações ou uma destinação para o hospital veterinário, que são
ações muito importantes, mas que nem sempre representam política pública.
Esse olhar é essencial. Como já foi dito – não lembro se pela Vanessa Negrini – a atuação
precisa ser integrada. Todos devem somar esforços.
O manejo ético da população de animais, falo especificamente de cães e gatos, implica
incluir todos esses animais nesse manejo. Precisamos pensar naqueles em situação de
vulnerabilidade, em situação de rua, nos abandonados, que devem receber um olhar diferenciado do
Estado. Eles podem formar matilhas que atacam – já tivemos casos. Esses animais são ferais e,
muitas vezes, o Estado tem dificuldade até para destiná-los. Infelizmente, atualmente, no Distrito
Federal, existe apenas a Gerência de Vigilância Ambiental de Zoonoses com esse abrigo. Há também
o Castra-DF, que é um abrigo contratado temporariamente, sujeito a não ter o contrato renovado.
Sabemos que ainda é muito precária a destinação desses animais resgatados.
Entendo que, ao discutir política pública para manejo ético da população de cães e gatos, é
muito importante o censo. Parabenizo a iniciativa do Distrito Federal, que, desde 2023, tem esse
cuidado de fazer o registro nos domicílios de cada cão e gato presente. Isso fará a diferença para
definirmos essa política e para que o Ministério Público possa cobrar sua efetiva implementação, para
evitar casos de zoonoses, abandono e maus-tratos.
Na esfera de responsabilização, houve um grande diferencial no Distrito Federal. Para quem
não me conhece, sou titular da promotoria desde 2012. Percebo a diferença de 2012 para 2025. Aos
poucos, o Distrito Federal tem evoluído. Já há hospital veterinário – isso fez diferença –; há delegacia
especializada, a DRCA. Esses serviços de saúde única e atendimento animal fazem toda a diferença
no contexto geral.
Sabemos que ainda falta muito para ser aprimorado. Na promotoria, desde 2018, após
sermos procurados por protetores que nos fizeram esse pedido, tomamos a iniciativa de fazermos um
trabalho de educação ambiental e assim foi feito. Construímos em conjunto um projeto chamado
Projeto Vira Amigo. O termo vira é justamente para fazer alusão ao vira-lata. Reunimos órgãos, tanto
os representantes do BPMA, o batalhão de policiamento ambiental da Polícia Militar, quanto da Dema,
da Polícia Civil, que também compôs a equipe conosco para realizarmos o projeto. Na época, só
havia a Sema-DF, não havia a Sepan-DF. O Ibram também foi um ator muito presente no projeto e
até hoje é.
Nós nos reunimos e definimos que seria feito um trabalho no programa Parque Educador,
que é um programa do Ibram, para que as escolas recebessem noções gerais de guarda responsável
de cães e gatos, com uma cartilha, a qual elaboramos em conjunto com todos esses órgãos e com
alguns protetores, e começamos esse trabalho de educação ambiental com as escolas públicas.
Houve várias versões. Isso foi em 2018. Em 2019, também fizemos outras iniciativas. Fomos
até a Rota do Cavalo, após sermos procurados por outra protetora, uma médica veterinária, que se
queixava justamente de que o calendário de castração não chegava aos assentamentos mais isolados
e ela queria saber como essa falha poderia ser contornada.
Nós nos reunimos, entendemos que poderíamos fazer uma ação. Chamei, à época, a Dival,
que se somou a nós, o Ibram e fomos até a Rota do Cavalo. Procuramos a escola rural que realizava
todo esse trabalho com a comunidade, com os pais e com as famílias, e promovemos, em 2 finais de
semana, teatrinhos, distribuição de cartilhas e organizamos um formulário de interessados para a
castração. Esse foi um trabalho difícil, que contou com a participação do Almiro Neto – nosso chefe
de gabinete, que está aqui presente.
Esse foi um trabalho difícil de sensibilização, porque muitas famílias não queriam castrar os
animais, não entendiam a necessidade. Por isso é importante esse contato com a população.
Tivemos que explicar para cada pessoa presente naquela ação a importância da castração. Muitos
achavam que o animal ficaria fraco. Outros não queriam porque aquele era um animal de raça –
ainda que não fosse de raça pura, como eles dizem, tinham uma perspectiva de venda. Um deles
nem quis assumir isso, mas percebemos. Vimos que era muito importante aquele trabalho de
educação ambiental, de sensibilização sobre a importância da castração. Naquele momento,
conseguimos mais de 100 animais inscritos. As famílias precisavam de um tutor, que levaria os
animais às clínicas cadastradas – na época, era o Ibram – e assim foi feito.
Reunimos mais de 100 interessados na castração de cães e gatos. Fizemos um ofício e o
entregamos ao Ibram como uma requisição, conforme já havíamos acertado, do grande plantel.
Assim, foram feitas, na pet Adote, do Paraná, essas adoções.
Porém, vejam como isso é difícil. Ficou muito claro para nós que, muitas vezes, o programa
de castração não chega para quem mais precisa. Costumamos visitar coletivos, OSCs e protetores
que tenham parcerias com nossa central de mídias alternativas. Visitamos algumas, e os líderes nos
relataram a dificuldade de entrar, de serem contemplados nesse cadastro de adoção. Visitamos
algumas ONGs, que são até cadastradas na nossa central de mídias alternativas, e elas nos relataram
que a situação é muito difícil, que há um número grande de animais, mas enfrentam dificuldades de
deslocamento, para levar os animais. Muitas vezes, não há veículos, não há caixas de transporte. Há
uma série de dificuldades, e as pessoas não conseguem ser contempladas.
Neste momento, precisamos nos debruçar sobre essas dificuldades que devem ser
enfrentadas. Não buscamos minimizar essas dificuldades, mas, sim, verificar efetivamente quais são
as dificuldades daqueles que estão cuidando dos animais. Precisamos ouvir a população de um modo
geral para, no final, aprimorar a política pública.
Agradeço a iniciativa do deputado e o convite. Acredito que o melhor caminho mesmo é o
diálogo. (Palmas.)
PRESIDENTE DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Muito obrigado, doutora Luciana.
Vamos ouvir agora a senhora presidente do Instituto Castra-DF, Elisângela Araújo. (Palmas.)
Antes de a Elisângela falar, registro a presença do deputado federal Julio Cesar, meu amigo
de legislatura. Tive a alegria de ser deputado distrital aqui com ele.
Seja bem-vindo. Vossa excelência quer dar uma palavrinha? Elisângela, você permite? O
deputado federal é muito ocupado.
JULIO CESAR – Primeiramente, peço uma salva de palmas para a Elisângela, porque ela faz
um trabalho belíssimo, reconhecido em todo o Distrito Federal. (Palmas.)
Quero, bem rapidinho, cumprimentar o meu amigo deputado Ricardo Vale e o parabenizar
por esta iniciativa de trazer um tema tão importante para a nossa sociedade. Eu vim à Câmara
Legislativa fazer uma visita a um amigo. Eu estava assistindo à TV e vi que vossa excelência estava
fazendo esta audiência. Pensei assim: “Do que se trata? Animal, não é? A causa animal.” Tenho 2
pets, são 2 cachorrinhos. Todo mundo sabe que, quando você tem um cachorrinho, você o ama,
porque você realmente trata, cuida dele. É uma causa pela qual eu também, na câmara federal,
venho trabalhando com muita intensidade.
Eu quis vir aqui só prestar o meu apoio a tudo que vossa excelência faz. Eu sei que o senhor,
deputado Ricardo Vale, tem investido nessa questão dos animais e faz muito mais do que só postar
na rede social. Nós sabemos que muitas pessoas gostam de dizer na rede social que ajudam, que
fazem isso e aquilo – eu digo na questão política –, mas no fundo, no fundo, acabam não fazendo
nada. (Palmas.) Vejo que vossa excelência é um deputado que, de fato e de verdade, não só faz
como tem investido recursos, assim como eu também tenho feito isso.
Com certeza, quero me somar a todas essas pessoas que compõem a mesa – a cada uma
das que já falaram e que vão falar – e que prestam esse serviço. Quero que vocês contem com o
meu apoio incondicional na câmara federal, para buscarmos mais um hospital veterinário para o
nosso Distrito Federal. Quero me somar a essa causa para apoiar os abrigos, as ONGs, porque
realmente fazem um trabalho voltado a buscar animais que estão jogados na rua ou sofrendo maus-
tratos, situações que nós precisamos evitar. Saibam que na câmara federal também há um deputado
federal que luta por isso, que é o deputado federal Julio Cesar.
Parabéns a vocês, parabéns a todos que estão aqui. Que cachorrinho bonito esse! Eu estava
ali e já pensei assim: “Preciso ir lá tocar nele também!” Aquele ali já está cansado, mas ele está
representando uma boa causa.
Pessoal, Deus os abençoe, parabéns a todos, felicidades!
PRESIDENTE DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Obrigado, deputado Julio Cesar, pelas
palavras. Parabéns por também estar empenhado nessa causa – uma causa que é de todos nós.
Passo a palavra agora para a Elisângela. Como eu falei, ela é a senhora presidente do
Instituto Castra-DF.
ELISÂNGELA ARAÚJO – Cumprimento a mesa, na pessoa do deputado Ricardo Vale;
cumprimento a todos, senhoras e senhores.
Sou presidente do Instituto Omni, responsável hoje pelo programa Castra-DF. Falo como
presidente do Instituto Omni de Desenvolvimento Social, para tratar de algo maior que um projeto.
Falo na parceria pública e social como instrumento de política de Estado. O termo de
o
fomento que deu origem ao Castra-DF não é um contrato comum. É um pacto pautado pela Lei n
13.019/2014, que é o marco regulatório das organizações da sociedade civil e que consagra 3
pilares: finalidade pública, corresponsabilidade e resultados. Quando o poder público e uma OSC se
unem sob esse marco, não se terceiriza problema, nós compartilhamos solução; não se transfere
culpa, nós dividimos a missão; não se cria um fornecedor, torna-se um parceiro.
Parceria é método, e não retórica, e exige governança clara, metas mensuráveis,
transparência e, sobretudo, confiança institucional. Sem isso, a política pública perde o sentido. Tudo
isso acontece quando a vida acontece nas ruas, nas regiões administrativas, junto de quem mais
precisa. Foi exatamente assim que desenhamos, pactuamos e executamos o Castra-DF: com técnica,
com excelência e com compromisso, chegando a quem mais precisa.
Permita-me estabelecer um ponto crucial: a titularidade da política é do Estado, e a execução
qualificada ocorre em parceria. Isso é o que leva a política ao cidadão. O Instituto Omni não buscou
substituir o Estado; buscou somar capacidades, ampliar cobertura e encurtar a distância entre o
direito e o acesso. Fizemos isso com governança clínica, protocolos operacionais padronizados e uma
equipe técnica especializada, transformando o projeto Castra-DF em referência nacional. Vários
governadores e prefeitos visitaram o Castra-DF com o objetivo de levar o modelo de atendimento de
excelência aos animais e tutores para seus estados.
Também é verdade que parcerias são testadas nas crises. Quando elas surgiram, seja por
pressão de demanda ou por narrativas desinformadas e maldosas, o Omni fez o que um parceiro
confiável faria: ampliou a equipe, reforçou protocolos, sistematizou registros e respondeu a cada
apontamento e solução com resiliência e discrição. Onde muitos viram problema, nós vimos uma
oportunidade de aprimorar e entregar mais. Essa é a diferença entre cumprir tarefa e servir ao
interesse público.
Registro aqui, com todo respeito, uma reflexão serena e necessária: fiscalizar é função do
Estado e de todos os órgãos de controle; paralisar um parceiro, não. Orientar é um dever público;
presumir culpa, não.
Somos gratos à Secretaria Extraordinária de Proteção Animal, na pessoa do secretário
Leonardo. Somos gratos ao deputado Daniel Donizet, responsável pela implementação do programa
Castra-DF. Somos gratos também ao deputado Ricardo Vale, parceiro essencial nesta 2ª edição.
Muito obrigada, deputado Ricardo Vale, pelo apoio, por conhecer de perto o Castra-DF e pela visita
tanto ao Castra-DF quanto ao albergue. Agradeço o seu compromisso com a população.
Quero ainda destacar que o que sustenta nossa fala são os dados dos resultados e a
satisfação dos participantes pelo serviço entregue. O Castra-DF não é uma narrativa, é um legado.
Os atendimentos são pautados no acolhimento humanizado, sem qualquer distinção de espécie, raça,
gênero ou peso, com cobertura territorial ampliada. Estivemos no Gama, no Sol Nascente, no Pôr do
Sol, em Sobradinho 1 e 2 e em Vicente Pires. Foram 5 cidades. O Castra-DF chegou perto do
cidadão.
Atualmente, há 10 mil animais cadastrados no banco de dados do Castra-DF. Essa iniciativa
foi muito bem-vinda, pois é fundamental mapear o grande número de animais, tanto com tutores
quanto de rua, no Distrito Federal.
Reforço que todos nós temos que somar forças e não medir esforços para essa política,
porque tudo o que é feito com união traz resultado. Acredito que este diálogo com esta mesa é
essencial para a criação de políticas públicas efetivas.
Eu conheço a vida dos protetores. Na 1ª edição, o Castra-DF esteve em 21 plantéis e
atendeu na ponta, na casa dos protetores. Por isso, sabemos quais são as dificuldades enfrentadas
por todos os protetores: o acesso a remédios, ração, caixas e transporte.
Nesta 2ª edição, atendemos a vários protetores. Eles tinham dificuldade até com os
medicamentos do pós-operatório. Nós, do Castra-DF, levávamos até eles – ou eles vinham buscar –,
mas todos receberam esse acolhimento, pois sabemos o quanto é difícil para o protetor lidar com a
logística de deslocamento até o local das castrações: a caixa, o transporte, o dinheiro, o remédio. Sei
da luta de cada protetor. Tenho profundo respeito por cada um de vocês que brigam por essa causa,
que lutam por esses animais.
É muito gratificante tê-los como parceiros, porque acreditamos que a proteção é um dever
de todos, é uma responsabilidade da sociedade. Não é apenas dos protetores, é também do poder
público e das organizações sociais; envolve a Secretaria de Proteção Animal, criada com essa
finalidade; envolve, ainda, uma pasta tão especial que é o Ministério Público, que hoje conta com a
doutora Luciana à frente dessa pauta.
Acredito que, quando nos somamos à atuação da Delegacia de Proteção Animal, podemos
avançar muito. Esse trabalho já é referência para todo o Brasil, pois, pelas visitas e ligações que
recebemos, muitas pessoas querem saber como realizamos os mutirões de castração – afinal, o
problema dos animais é nacional, não se restringe a Brasília.
Vale destacar que esses resultados não caíram do céu, foram fruto de método, gestão e
escolha ética. Fizemos o que precisava ser feito, com o que está disponível sem perder o padrão. O
Omni não reclamou diante do desafio: reprogramou o voo, não pediu menos cobrança, ofereceu mais
evidência, não se desviou do objeto e expandiu sua capacidade de entrega. Tudo isso foi mérito de
uma equipe integrada, capacitada, com zelo e dedicação, que merece todo meu agradecimento – a
todos os cirurgiões que participaram do Castra-DF, aos anestesistas, auxiliares, recepcionistas,
protetores, tutores e também aos alunos que se formaram no Castra-DF. Foram 730 pessoas
capacitadas nos cursos de banho e tosa, auxiliar veterinário e adestramento. É gratificante saber
que, por meio do Castra-DF, nós também formamos cidadãos preparados para o mercado de
trabalho.
Na 2ª edição do Castra-DF, 6.230 pessoas foram convocadas, 5.273 animais foram atendidos
diretamente, com hemogramas, atendimento clínico, alguns foram castrados, outros animais foram
considerados inaptos e retornaram. Esses números representam o Castra-DF. A secretaria tem
acompanhado diariamente de perto cada resultado. É muito gratificante saber que essa parceria deu
certo.
Também enfrentamos momentos difíceis, sendo alvo de notícias maliciosas e interpretações
distorcidas, tentando reduzir um trabalho efetivo e necessário. Diante das manchetes negativas,
respondemos como uma OSC verdadeiramente comprometida deve responder: com resiliência e
discrição, preservando a imagem e a segurança dos animais e evitando ataques ofensivos, o que
poderia ter prejudicado todo o processo de adoção. A verdade institucional tem um aliado que não
falha: o resultado. É por isso que o projeto hoje é reconhecido.
O albergue recebe solicitações para visitas, manifestações de reconhecimento, aprovação,
elogios ao local. É notável e visível a evolução positiva dos animais acolhidos por nós. Os animais
chegaram doentes, machucados, desnutridos, com vermes e parasitas, agressivos. Não se
encontravam saudáveis. Não se cura um animal vindo da rua da noite para o dia. Foi necessário um
longo processo. Atualmente, 11 animais do albergue estão judicializados pelo Estado e sob nossos
cuidados. Todos estão muito saudáveis e com comportamento transformado.
Um exemplo é a Pandora, uma cachorra de grande porte vinda da 26ª Delegacia de
Samambaia, que hoje é outro animal. Quando ela chegou, era extremamente agressiva, ninguém
conseguia tocá-la, vivia num contexto de agressividade, de maus-tratos. Hoje, quem a conhece se
encanta, pois ela virou um exemplo de mudança de comportamento.
O albergue hoje abriga animais saudáveis, bem cuidados, com rotina, alimentação nutricional
balanceada, acompanhamento de veterinários e visitas de escolas. Estamos tendo uma parceria
muito boa com o Patinhas do Bem. Estamos levando crianças para conhecer o conceito de adoção,
além de idosos e crianças com deficiência, para mostrar que o cachorro também cura depressão, ele
cura um autista. O albergue será uma referência para o Brasil. (Palmas.)
Termino como comecei: reconhecendo publicamente o êxito do Castra-DF, incentivando o
que funciona, as boas práticas. Precisamos de luz para tornar as políticas públicas ao alcance de
todos.
Com relação à natureza dessa relação, o Omni é um parceiro do poder público. Onde puder
caminhar com transparência, lisura, união e força, o Omni estará pronto para abraçar a todos e
colher bons resultados por meio do diálogo.
É por isso que aqui estamos, nesta audiência pública, para que vocês possam, não nos
proteger, mas proteger os animais e a população que confia no Estado e em seus parceiros.
O Castra-DF tem um legado. Ele terá, daqui a alguns dias ou daqui a alguns anos, uma
próxima edição. Isso é política pública viva, isso é uma parceria que dá certo, isso é Brasília cuidando
dos animais. Brasília tem que começar a dar exemplo para o Brasil e nós vamos fazer isso juntos.
Nossos animais de rua terão que ter um olhar especial.
Eu agradeço imensamente a todos os institutos que apoiaram o Instituto Omni, como
Mulheres em Ação, Inas, Inesc, Abraço, Mulheres em Liberdade. Foram muitos institutos que se
solidarizaram com o Omni.
Eu deixo todo o meu agradecimento por ter vocês como parceiros. Agradeço a todos os
institutos que mandaram mensagens em momentos de crise, estenderam a mão ao Instituto Omni
pelo trabalho que nós fazemos. Parceria é você se unir na crise, não é você atacar. É isto que o Omni
faz: ele tem o silêncio, porque ele respeita todos. Todos merecem o respeito do Omni. Por isso que
os animais que estão hoje no albergue já estão disponíveis para adoção. Não aceitamos ataques, não
aceitamos haters, porque esses animais são inocentes, eles vieram da rua e merecem o respeito de
todos nós. Eles precisam de um lar para serem adotados.
Obrigada. (Palmas.)
PRESIDENTE DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Obrigado, Elisângela.
Quero dizer que eu visitei o abrigo e fiquei muito impressionado.
(Intervenção fora do microfone.)
PRESIDENTE DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Estão sendo adotados 3 animais que nós
levamos? Que legal! Está vendo, Regina? Que legal! A Regina ficou 1 ano com os bichinhos. No dia
em que eu fui buscá-los, ela chorou, chorou... Mas ela não tinha mais condições – não é, Regina? –,
senão ficaria com eles.
O Estado faz tanta parceria público-privada com grandes empresas, com grandes
organizações. Há algumas parcerias público-privadas, inclusive, nas quais eu acho que o Estado erra,
mas não há como. Nós só vamos resolver a situação desse contingente, dessa quantidade de animais
em situação de rua, com parcerias como essa, secretário. Não tem jeito isso.
O Castra-DF é uma experiência nova. É importante trabalhar principalmente com os animais
em situação de rua e fazer parceria com as pessoas, com as entidades que já são cuidadoras,
protetoras de animais, e que não têm praticamente estrutura alguma. Nós vamos ter que construir
essas políticas públicas destas 2 formas: parceria público-privada com instituições como o Castra-DF;
e parcerias com a sociedade civil, com os cuidadores e os protetores, que já estão há muitos anos
trabalhando sem apoio algum.
Eu queria fazer esse registro. Eu sei que vocês passaram por uma situação muito difícil – eu
a acompanhei pela imprensa. Prestei minha solidariedade, porque vi a situação de perto.
Evidentemente que todos nós, todas as instituições têm que ter transparência, têm que responder
pelos recursos que recebem. Naquele momento, vocês sofreram um ataque desproporcional – até
porque o Estado sequer havia iniciado um processo de investigação. Condenaram o Castra-DF. Esse
tipo de atitude não pode ser aceito em nossa sociedade. (Palmas.) Investigam-se os fatos, e, se
houver erros, que se pague por eles. Isso vale para todos: para as instituições, para os políticos e
para toda a sociedade. Não dá para fazer sensacionalismo. A imprensa muitas vezes condena e
destrói trabalhos, reputação e imagem de pessoas sérias. Não podemos permitir isso. Externo a
minha solidariedade, mais uma vez. Espero que tudo seja esclarecido.
Concedo a palavra à Vanessa, que quer dar um informe sobre cavalos.
VANESSA NEGRINI – Achei que falaríamos apenas de cães e gatos. Como foi falado da
capivara, quero apresentar a situação dos cavalos, que também preocupa todos nós.
No DF, há uma lei que proíbe o uso de carroças e há uma determinação judicial para retirá-
las de circulação. Surgiu uma oportunidade, no âmbito do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do
Clima, que talvez possa auxiliar o Governo do Distrito Federal a impulsionar essa transição. Imagino
que a grande questão seja o que fazer com as carroças atuais e com os trabalhadores.
Foi aprovado no âmbito do Ministério do Meio Ambiente um dispositivo conhecido como Lei
Rouanet da Reciclagem. Tal dispositivo foi sancionado pelo presidente Lula. Como ela funciona?
Apresenta-se um projeto, esse projeto é validado, e quem o apresentou recebe autorização para
captar recursos junto à iniciativa privada para executar o projeto. Portanto, foi instituída a Lei
Rouanet da Reciclagem. Sabemos que grande parte das pessoas que trabalham com carroças atuam
diretamente na reciclagem, com a coleta de papelão e de latinhas, e estão inseridas nesse contexto.
Surge, então, uma possibilidade de talvez se buscarem entidades que queiram apresentar esse
projeto, fazer a captação e elaborar um plano de aposentação desses cavalos, levando-os para
comunidades rurais e projetos de equoterapia.
Fica aqui o convite para diálogos entre o MMA, o governo local e as ONGs que atuam com
cavalos. Quem sabe, juntos, possamos avançar nesse passo tão importante. O Ministério Público tem
atuado bastante e buscado soluções. Talvez possamos unir esforços nesse sentido.
Obrigada.
PRESIDENTE DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Obrigado, Vanessa.
Concedo a palavra ao secretário-executivo de Proteção Animal do Distrito Federal, Leonardo
Araújo Emerick.
LEONARDO ARAÚJO EMERICK – Boa tarde a todos.
Primeiramente, eu gostaria de parabenizar o deputado pela iniciativa de ampliar esse debate
e essa discussão que já temos construído.
Este é um momento oportuno, inclusive para o Governo do Distrito Federal, que
recentemente apresentou um projeto de lei. Podemos compartilhar algumas informações a respeito
disso e ampliar esta mesa de debate. Desde o momento em que o secretário da Secretaria
Extraordinária de Proteção Animal Cristiano assumiu, ele tem promovido esses debates. Ele já teve a
oportunidade de ir ao Ministério Público, de conversar com vários protetores e várias organizações,
inclusive com o Castra-DF e todas as nossas parcerias, em especial com o grande parceiro dessas
iniciativas, a DRCA.
Como todos sabem, é um debate complexo, é uma política pública complexa. Embora, num
primeiro momento, possa parecer algo simples, é uma política complexa, que exige estrutura, e já
faz algum tempo que não se desenha uma política estruturada para isso. A promotora falou um
pouco sobre isso e os dados do IPE-DF também retratam essa realidade.
O que objetivamos, neste primeiro momento, junto ao governo, é conseguirmos estruturar
políticas públicas de Estado baseadas especificamente em dados e evidências. Com isso,
conseguimos construir algo que seja perene – não um projeto específico, mas sim uma política
pública com vários programas desenhados nessa estrutura.
Estamos há pouco tempo à frente da pasta. O Cristiano já tem algum tempo, eu, menos –
ainda não completei 1 mês –, mas estamos firmes e fortes para correr atrás do tempo perdido,
vamos dizer assim, deputado. Contamos com sua parceria aqui na Câmara Legislativa para todos os
debates e discussões que teremos que promover.
Neste primeiro momento, debatemos, junto com o IPE-DF, a necessidade de termos uma
noção clara de qual é essa população e qual é o alcance que precisamos desenhar, a fim de que
consigamos estruturar algo realmente eficaz.
Desde que começamos a discutir e analisar os números, observamos que hoje realizamos
uma média de 1.600 a 1.700 castrações por mês, o que totaliza pouco mais de 15.000 castrações ao
ano. Esse número tem demonstrado não ser suficiente, porque a população animal, pela nossa
visibilidade, tem se mostrado cada vez maior. Ela tem aumentado cada vez mais.
Precisamos desses números e dessas informações para, a partir deles, desenharmos políticas
eficazes e efetivas neste primeiro momento. O IPE-DF foi um grande parceiro nesse processo.
Aproveito para reforçar o comentário da nossa colega Francisca sobre o formulário. Estamos
na fase de identificação dos protetores, que têm toda a expertise técnica e já atuam com experiência
nas ações. Vejo aqui alguns que já conhecemos, mesmo nesse pouco tempo de trabalho, com quem
temos conversado. Este é o momento de ouvi-los como atuantes na causa, para entendermos e
desenharmos como vamos estruturar essa política – principalmente essa primeira política de
programa de apoio à proteção animal, que é o projeto de lei encaminhado pelo governador, nesta
semana, à Câmara Legislativa.
Temos certeza de que a Câmara Legislativa, junto com seus deputados – e aqui falo também
na pessoa do deputado Ricardo Vale –, vai pautar a matéria com a urgência necessária que o tema
merece, para que possamos tratá-lo com a velocidade adequada e dar um retorno o mais rápido
possível a essa construção.
Esse formulário está aberto até 31 de outubro. Em paralelo, já estamos realizando alguns
estudos internos. A ideia é obter esses dados por meio de um trabalho específico e técnico do IPE-
DF, que trará números e projeções sobre como o instituto de pesquisa trabalha com seus dados, a
fim de que possamos construir uma política pública bem estruturada.
Dentro dessa ideia de política pública, que também compõe o projeto de lei, definimos a
criação do nosso cadastro distrital dos animais. Já conhecemos a história e a estrutura do
SinPatinhas – uma ótima iniciativa do governo federal –, mas também precisamos ter autonomia no
Distrito Federal para imaginar e construir isso com clareza. Quem acompanha as redes sociais ou o
noticiário vê o quanto essa pauta tem sido constante na discussão. Acreditamos que, neste
momento, já estamos ganhando relevância também no âmbito de governo, para que possamos
estruturar essa política.
Esse projeto de lei encaminhado recentemente já aborda 2 pontos cruciais: primeiro, a
valorização desse importante mecanismo da sociedade civil – esse importante instituto – que são os
protetores. Para isso, precisamos identificar suas atuações, suas necessidades, e entender como
podemos ajudar enquanto governo. Temos limitações. Estou ao lado da nossa colega promotora, e
certamente precisamos de uma estrutura bem montada, porque o Ministério Público e o Tribunal de
Contas – como estamos tratando de recursos públicos, valores públicos, orçamento público – exigem
que tudo esteja muito bem desenhado, para que não haja risco de execução no futuro ou, pior, uma
possível descontinuidade por falhas na elaboração.
Temos consciência da necessidade de se fazer isso com velocidade, com a urgência que o
caso requer, mas também com a certeza de que precisamos estar bem estruturados e certos sobre
qual projeto vamos desenhar. Certamente, isso é o que o Governo do Distrito Federal tem abordado
recentemente.
Acho que já comentamos vários assuntos e vocês já conseguiram ter uma boa noção – e até
conhecem muito – sobre a dimensão dessa política pública atual. Estamos em um momento de
análise e de conhecimento dessa política, o que provavelmente impactará em algumas revisões.
Talvez a Câmara Legislativa dê um start em algumas revisões normativas e em outras estruturas,
para que possamos estruturar essa política pública de forma mais perene. Acredito que esse projeto
de lei seja uma das primeiras iniciativas nesse sentido.
Já promovemos vários serviços, como as castrações, por exemplo, que já vêm sendo
realizadas em grande número. O secretário tem ciência disso e já apresentou ao governador, ao
nosso secretário da Casa Civil, ao governo com um todo a necessidade de ampliarmos esses
números de castrações. Estamos buscando alternativas para isso, como a possibilidade de aumentar
o número de clínicas da nossa rede credenciada, a fim de que possamos, a partir disso, alcançar um
número maior de animais e de beneficiários nessa situação. Estamos há pouco tempo na secretaria,
mas todos já conhecem e sabem que é uma necessidade haver estrutura para as castrações.
Além disso, precisamos reforçar cada vez mais a importância – como foi mencionado por
nossa colega do CRMV – da ampliação dos hospitais veterinários. Também ouvimos de outro colega,
cujo nome agora não me recordo, sobre a relevância de um hospital veterinário que atenda ao
público sem distinção. É óbvio que há limitações de atendimento, mas temos uma estrutura montada
para realizar esses atendimentos ao público. Não sei se isso é recorrente em outros estados, mas
acredito que não. Essa é uma iniciativa bastante interessante e certamente precisaremos estudar a
possibilidade de ampliar essa capacidade. Com essas estruturas bem montadas e com programas
bem desenhados – como vocês conhecem muito bem –, conseguimos trazer para dentro do governo
essa disputa orçamentária e, cada vez mais, conseguimos viabilizar projetos e programas que
permitam a execução orçamentária. Não tenho dúvida de que o governador estará empenhado nisso
também.
Nós já abordamos várias matérias, então fico à disposição caso haja necessidade de algum
outro esclarecimento para este debate.
Outra matéria recente que é um exemplo de sucesso, já com ótimos resultados, é a atuação
com relação à população em situação de rua e seus animais, ao acolhimento deles. Recentemente, o
Governo do Distrito Federal, por meio de uma atividade intersetorial, instituiu a ideia do hotel social,
onde há o acolhimento dessa população em situação de rua, oferecendo a possibilidade de que
levem seus animais – cães, gatos – para dormir no mesmo local. Certamente, essa é uma excelente
iniciativa. Isso demonstra uma das ideias de atuação do governo junto a essa população em situação
de rua, que é uma vulnerabilidade que precisamos atacar.
É isso, deputado. Permaneço à disposição. Deixo a secretaria aberta para esses debates.
Desde que o nosso secretário Cristiano assumiu, ele ampliou o diálogo com os protetores. Espero
que esta comissão geral seja mais uma roda de diálogo. Estamos à disposição para, em qualquer
outro momento, trazer mais informações.
Prometo que nossa atuação e gestão serão sempre pautadas pela prestação de serviços com
muita transparência pública, com informações e dados cada vez mais atualizados para todos vocês.
Muito obrigado. Fico à disposição. (Palmas.)
PRESIDENTE DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Obrigado, Leonardo.
Houve 9 inscrições. Lembro a todos que o tempo regimental é de apenas 3 minutos. Já são
17 horas e 24 minutos, e temos até as 18 horas. Portanto, serei bem rígido com o tempo, para que
todos os inscritos possam fazer suas falas e observações.
Concedo a palavra à Bárbara de Oliveira Aguiar, presidente da Federação Brasiliense de
Proteção do Bem-Estar Animal. (Palmas.)
BÁRBARA DE OLIVEIRA AGUIAR – Senhoras e senhores, autoridades e representantes do
poder público, deputado Ricardo Vale, protetores e protetoras, amigas e amigos da causa animal, é
com profunda emoção, honra e senso de responsabilidade que me apresento. Sou Bárbara Aguiar,
presidente da Federação Brasiliense de Protetores do Bem-Estar Animal, FBPA, advogada e uma
apoiadora comprometida com a causa animal.
É com enorme alegria que apresento oficialmente a nossa federação, que é uma entidade
que nasce para representar, articular e fortalecer todos aqueles que dedicam sua vida, seu tempo e
recursos para defender a dignidade e o bem-estar dos animais no Distrito Federal.
A FBPA surge em um momento atual, urgente e necessário como resultado da força coletiva
de centenas de protetores independentes, organizações e coletivos que, ao longo dos anos,
sustentaram com coragem e amor uma luta silenciosa e muitas vezes invisibilizada. Ela é a expressão
institucional de um movimento que sempre existiu nas ruas, nos abrigos improvisados, nas redes de
solidariedade, nas madrugadas de resgate e nos esforços individuais, que, somados, formam uma
verdadeira rede de proteção animal.
Todos aqui sabem que os protetores cumprem uma função social inestimável. São agentes
públicos sem cargo e sem salário, que enfrentam diariamente o abandono, o descaso e, por vezes, a
indiferença. São agentes que fazem com amor e determinação aquilo que, muitas vezes, o Estado
deveria fazer e, ainda assim, frequentemente são ignorados.
A criação da FBPA marca o início de um novo ciclo: um ciclo de organização, de
representação legítima e de diálogo institucional com os poderes públicos e a sociedade civil.
Queremos construir uma ponte sólida com secretaria, órgãos de controle, legisladores e comunidades
para que a pauta animal ocupe um espaço que merece: no centro das políticas públicas, das
decisões estratégicas e do debate social.
A causa animal não é menor, não é secundária e não pode mais ser tratada como periférica.
Ela envolve saúde pública, educação, meio ambiente, ética e cidadania. É com essa visão ampla e
técnica que a federação nasce, para dar voz, estrutura e legitimidade a todos que já atuam na linha
de frente.
A FBPA será um espaço de articulação e união e conectará protetores independentes,
entidades e coletivos, para que falemos com uma só voz coerente e respeitada perante o Distrito
Federal e todo o país.
A federação nasce com um tempo indeterminado, mas com um propósito eterno: garantir
que o respeito à vida animal seja um valor social, político e ético inegociável.
Aos protetores e protetoras aqui presentes deixo uma mensagem muito clara: vocês não
estão mais sozinhos.
Quero parabenizar o Omni, Instituto de Desenvolvimento Social, e sua presidente, Elisângela,
pelo trabalho de excelência realizado com o Castra-DF, uma iniciativa que inspira e comprova o poder
transformador de ações bem estruturadas.
Muito obrigada. (Palmas.)
PRESIDENTE DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Obrigado, Bárbara. Obrigado também pela
pontualidade e pelo respeito ao tempo regimental.
Concedo a palavra à Márcia Abrahão, ex-reitora da Universidade de Brasília.
MÁRCIA ABRAHÃO – Obrigada, deputado. Muito obrigada pela audiência e por ter me
recebido. Cumprimento toda a mesa, todos os presentes.
Eu vou falar rapidamente sob 2 pontos de vista: o ponto de vista pessoal e o ponto de vista
como gestora pública. Acho importante darmos um depoimento pessoal até para termos credibilidade
no que fazemos como gestores públicos.
Do ponto de vista pessoal, sou cuidadora de cães. Infelizmente perdi um recentemente. Na
minha casa somos todos idosos, inclusive os animais. Sabemos a dificuldade que é – mesmo para
nós, que temos condições – para comprar ração, remédios, ainda mais de cães e animais idosos.
Do ponto de vista de gestora pública, assim que eu assumi a reitoria da UnB – eu fui reitora
por 8 anos –, nós criamos a Secretaria de Meio Ambiente. Na UnB, passam mais de 60 mil pessoas
semanalmente. Nós fizemos um trabalho de conscientização interna e um trabalho também para
fora.
Nós temos 2 hospitais veterinários – 1 de pequenos animais e 1 de grandes animais –, que
nós fortalecemos, mesmo com todas as dificuldades. Fizemos um trabalho de castração, porque
existe o abandono nos nossos campi.
Recebemos animais abandonados e maltratados. Deve existir uma conscientização interna e
externa a esse respeito. Nós fizemos microchipagem. Hoje há tutores dos nossos gatos. Nós temos
principalmente gatos.
Sabemos das dificuldades de vocês, protetores. Por isso, eu fiz questão de vir aqui para
também me solidarizar com a causa e dizer que precisamos, sim, de mais políticas públicas no
Distrito Federal e no âmbito federal. Nós recebemos recursos federais aqui no DF e uma parte desses
recursos poderia ser usada para cuidar dos animais do DF. Não posso deixar de falar dos animais de
grande porte que são abandonados, dos quais nós cuidamos, mas, como um órgão federal, não
temos condições de dar conta sozinhos de toda a demanda.
Por isso, é importante estarmos unidos, deputado Ricardo Vale. Parabéns pelo seu trabalho.
Precisamos, juntos, trabalhar para construir uma situação que dê conforto aos animais. Como disse o
deputado Ricardo Vale, temos 2 problemas: dar condições para as pessoas que cuidam dos animais e
pensar nos animais que estão abandonados. Precisamos fazer esse trabalho.
Secretário, foi muito bom que vocês tiveram essa iniciativa nesse momento final do governo.
É importante que, mesmo no fim do governo, ainda consigamos implementar alguma política para
deixar para a sociedade.
Muito obrigada. Estou à disposição. (Palmas.)
PRESIDENTE DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Obrigado, reitora. Parabéns por se unir a nós
nesta causa.
Concedo a palavra à Alda, do Albergue Canino de Planaltina de Goiás.
ALDA JACY DIAS – Cumprimento o deputado Ricardo Vale e, na sua pessoa, todos que
compõem esse dispositivo. Cumprimento também todos os protetores e protetoras de animais –
cães, gatos e outros.
Nós somos do Alca, Albergue Canino de Planaltina de Goiás.
Eu venho aqui defender um projeto ao qual a Elisângela fez menção, aquele do cão como
assistente de terapias para TEA e outras neurodivergências. Eu acredito muito nessa ponte
emocional. Acredito que o cachorro age muito de acordo com a nossa energia.
Nós elaboramos um projeto de assistência com cachorros e eles estão em treinamento para
prestar serviços a centros terapêuticos. Em Planaltina de Goiás há o Espaço Manuela, que acolhe,
para diferentes terapias, crianças e adolescentes com esses transtornos já citados.
Porém, nós do Alca – a presidente, Lidiane Correia, está presente – fomos surpreendidos
com uma suspensão dos trabalhos. Eu acho que já posso falar disso, porque completei 70 anos e me
sinto nesse direito. Então, nós, no Alca, fomos surpreendidos com a suspensão dos trabalhos ainda
iniciais, porque ainda não havíamos assinado parceria. Nós estávamos testando o projeto e fomos
surpreendidos com essa suspensão no Espaço Manuela. Isso aconteceu por uma razão política,
porque há 8 anos eu fui candidata a vereadora do município por um partido de esquerda. No ano
passado, também fui candidata, porque sou insistente e queria compor aquela casa de leis
justamente para defender a população e os animais. Enfim, fomos surpreendidos com essa
suspensão.
O meu objetivo é levar esse projeto adiante para que os cães do nosso albergue, os cães
treinados e os que serão treinados, sejam levados a outros espaços. Nós estamos com 41 cães. Entre
eles, há cães idosos, cães que não estão selecionados para o treinamento. Queremos expandir isso
para outros espaços. Não existe apenas o espaço mantido pela prefeitura. Existem outros locais.
Todavia, nós esbarramos na dificuldade do transporte, como já foi mencionado, pois os veículos não
são adequados para transportar os cães.
Eu conto muito com o apoio de todos para que esse projeto de cãoterapia não morra.
Muito obrigada. (Palmas.)
PRESIDENTE DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Obrigado, Alda.
Ouviremos uma apresentação.
(Apresentação musical.)
PRESIDENTE DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Concedo a palavra à Edlaine Barbosa
Linhares.
EDLAINE BARBOSA LINHARES – Boa tarde.
Eu quero saudar a mesa, a Luciana, os deputados, os secretários e demais membros.
Nós somos da ONG Vida Acolhida. Nós fazemos um trabalho de proteção animal na escola. É
uma parceria com a Secretaria Extraordinária de Proteção Animal, com apoio de uma emenda
parlamentar do deputado Ricardo Vale. Nós realizamos a primeira fase do projeto e atendemos 1.200
alunos de 7 a 10 anos. Levamos a eles esse projeto de conscientização. Acreditamos que o grande
problema da sociedade será resolvido com a educação.
O projeto foi muito bem acolhido. A doutora Luciana esteve conosco. Nós realizamos 26
adoções conscientes. Recebemos fotografias, resultados, respostas de todas as adoções. Os animais
estão bem cuidados e 1.200 famílias foram alcançadas com a adoção consciente.
Na escola pública, falamos sobre maus-tratos, cuidados, adoção e sobre como a criança vai
permanecer com esse animal até o fim da vida dele. Nosso projeto é lúdico. Nós levamos os animais,
cantamos para as crianças. É um projeto totalmente voltado para os menores.
Na segunda fase, queremos atender aos adolescentes com o rock dos animais.
Eu quero agradecer a todos. Nós acreditamos mesmo que a educação vai transformar toda a
nossa cultura daqui para frente. Se não trabalharmos a educação, não conseguiremos resolver o
problema do abandono dos animais. A doutora Luciana está aqui como uma prova do trabalho.
(Palmas.)
PRESIDENTE DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Concedo a palavra à Luciana Bertini.
LUCIANA BERTINI LEITÃO – Eu participei desses encontros na escola, na Estrutural. Eu
gostaria de registrar que é muito emocionante ver o quanto as crianças querem participar dessas
ações de educação ambiental.
Esse trabalho foi muito bem conduzido pela ONG Vida Acolhida. Eu parabenizo esse grupo
publicamente, como já o fiz em outras ocasiões. Achei muito interessante ver o quanto as crianças
realmente se envolvem com o projeto. Elas participaram, interagiram conosco. Vinham contar
histórias da casa delas, até de situações ruins. Elas identificavam o que estava errado e o que estava
certo e raciocinavam sobre isso.
Parabéns por essa iniciativa! Torço para que ela realmente dê certo e se multiplique.
PRESIDENTE DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Posso dar um testemunho também? Eu não
tive a felicidade de ir a nenhuma escola. Mas não foi por falta de convite, não é, Edlaine? Foi por
falta de tempo. Pensem em um projeto que dá resultado! Eu os acompanho pelas redes sociais e
quando converso com vocês. Essa é uma emenda muito bem investida, uma emenda que nos
orgulha. É o que você falou: é por meio da educação que vamos mudar a consciência das pessoas,
que as pessoas vão respeitar os animais e vão amá-los mais.
Está aí uma política pública que o Estado deveria assumir. Por enquanto, o projeto está
funcionando com minhas emendas. E quando eu não estiver mais aqui? Será que haverá outros
deputados que darão continuidade ao projeto? Espero que haja. Como o secretário falou, as políticas
públicas são permanentes. Nós passamos, os governadores passam, os deputados passam, a
sociedade passa, mas as instituições e as políticas públicas têm que persistir, têm que continuar. É
por isso que tenho muito orgulho de ajudar esse projeto – não só esse, mas também outros projetos
em outras áreas, principalmente nas escolas, porque é ali que há transformação, é ali que se cria
consciência, que se educa.
Parabéns! Fico muito feliz de ajudar. No que depender de mim, em parceria com a secretaria,
faremos esse projeto crescer cada vez mais!
EDLAINE BARBOSA LINHARES – Quero dizer que foram 26 adoções conscientes. Todos os
dias, a campanha de adoções era de 9 horas às 11 horas. Houve pai que chegou às 6 horas da
manhã para nos esperar chegar com os animais e fazer as adoções.
Lá na escola, ensinamos que todo tipo de crueldade é maus-tratos. Se você deixa um animal
acorrentado no sol quente, é maus-tratos. Se você não troca a água desse animal, é maus-tratos. Se
você não leva esse animal para passear, é maus-tratos. Se você não vacina esse animal, é maus-
tratos. Tudo isso nós ensinamos aos meninos. Então, essa adoção é uma adoção consciente. Nós
ensinamos também que esse animal vai viver, no mínimo, 15 anos. Então, durante esses 15 anos,
esse animal tem que passear, tem que tomar vacina, tem que brincar, tem que socializar. Todo esse
tratamento foi dado lá. É por isso que essa foi uma adoção consciente. Temos relatos disso.
PRESIDENTE DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Obrigado.
(Apresentação musical.)
PRESIDENTE DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Obrigado. Parabéns!
Concedo a palavra à Karina Rocha, coordenadora-geral do Castra-DF.
KARINA ROCHA – Boa tarde a todos. Componentes da mesa, senhoras e senhores, serei
breve. Como coordenadora, eu lido com a parte operacional do projeto. Então, eu gostaria de
apresentar dados, pois eles são o resultado do nosso trabalho, como a Elisângela disse. O Castra-DF
faz isso com muita excelência.
Houve 11.704 convocados. Entretanto, 10.447 apareceram. Então, mil e poucos não
compareceram. Todos os 10.447 que compareceram foram atendidos e fizeram exame clínico e
hemograma. Por algum motivo, alguns não estavam aptos à castração. Houve castração efetiva de
7.107 animais.
Eu gostaria de perguntar ao secretário se esses números do Castra-DF estão nos 15 mil
anuais que ele apresentou.
Baseados nos resultados das castrações, temos a seguinte projeção: se um cão e uma cadela
ou um gato e uma gata se reproduzirem uma vez por ano, gerarão uma ninhada de 12 animais. É
um crescimento exponencial. No segundo ano, esses 12 animais gerarão 128 animais. Depois, serão
512 animais; depois, 2.048 animais. Em 6 anos, serão 67.000 animais.
No Castra-DF, executamos a castração em 7.107 animais e evitamos 469.000.000 de
nascimentos indesejados ou não.
O projeto Castra-DF é executado desde novembro de 2023. Nesta segunda edição, ousamos
acolher uns animaizinhos de rua, segundo um protocolo. Essa acolhida está dando certo. Como a
Elisângela disse, todos os animais muito bem cuidados, microchipados e socializados.
Eu gostaria de pedir a exibição do vídeo sobre o projeto Castra-DF.
Obrigada a todos. (Palmas.)
(Apresentação de vídeo.)
(Palmas.)
PRESIDENTE DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Obrigado.
Concedo a palavra ao Lailson, coordenador do Setorial de Direitos Animais do PT. Como está,
Lailson? Tudo bem? Ele foi um dos que me cobrou: “Não vai cuidar dos animais, não?” Espero que
esteja gostando do nosso trabalho.
LAILSON LIMA – Com certeza, deputado. Estou gostando muito do seu trabalho. Eu gostaria
de aproveitar a oportunidade para agradecer à mesa, a todos os participantes, em especial aos
amantes dos animais não humanos. Esses são especiais, estão sempre no meu coração.
Serei bem sucinto. Tenho muito a falar, mas vou ser objetivo.
Eu não poderia deixar de agradecer ao deputado Ricardo Vale o projeto revolucionário sobre
alimentação vegana nas escolas. Acredito que esse é o caminho da educação e da divulgação desse
tema tão importante que é o veganismo.
Eu gostaria de agradecer as políticas apresentadas nesta casa. Há avanços na nossa causa
animal, mas, independentemente disso, a situação ainda é muito grave. A causa animal no DF ainda
precisa avançar muito.
Destaco, primeiramente, o foco nos animais de rua. Existem várias políticas, mas, na minha
percepção, elas focam nos animais com tutores. Os animais de rua precisam de atenção. Eles não
conseguem ver o Instagram da Sepan para saber que dia haverá castração. Eles são animais
alienados das políticas públicas do GDF.
Eu gostaria de destacar a situação dos cavalos no DF, mencionada pela Vanessa. Existe uma
lei que proíbe o uso de carroças com tração animal, mas, infelizmente, é comum vermos essa
prática. Isso não acontece somente na periferia, mas em todos os locais. Dias atrás, vi uma cena no
Guará que me chocou. Havia inúmeros cavalos em carroças. É uma prática muito comum. Imploro
que o GDF atue nessa questão, que é gravíssima.
Outro caso que eu gostaria de destacar aconteceu comigo na semana passada. Eu estava
andando pela L4 Norte quando, de repente, uma família enorme de capivaras apareceu na pista. Foi
uma das cenas mais tristes que já vi. Elas estavam próximas ao Iate Clube de Brasília. Tive que
interromper o trânsito para evitar que cerca de 30 ou 40 capivaras fossem atropeladas.
Busquei ajuda do GDF, das entidades e dos órgãos públicos. Liguei no 197 e, infelizmente,
não consegui auxílio de ninguém. Era preciso, ao menos, ter manejado aquelas capivaras para a
beira do lago Paranoá.
Para finalizar, ouvi muito a palavra união aqui. Acredito que toda a sociedade civil –
especialmente, os amantes dos animais – está à disposição para formar um grupo de trabalho com o
GDF, com apoio do deputado Ricardo Vale. Todos têm muito a contribuir para construir uma política
de baixo para cima.
Podemos contribuir com isso. Estamos à disposição para colaborar com essa política pública
do GDF, que é tão necessária.
Muito obrigado e boa tarde. (Palmas.)
PRESIDENTE DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Obrigado, Lailson.
Peço desculpas à Beatriz Torres, da Sociedade Vegetariana Brasileira. Pulei o nome dela.
Concedo a palavra a Beatriz Torres.
BEATRIZ TORRES – Boa tarde a todos e a todas.
Obrigada, deputado, pela oportunidade de fala e pelo projeto da merenda vegana.
Quero aproveitar este momento para agradecer a todos os protetores e protetoras do Distrito
Federal que trabalham incansavelmente pelos animais e para parabenizá-los.
Quero reforçar o compromisso da Sociedade Vegetariana Brasileira com a causa animal e
aproveitar esta chance de falar a tantas pessoas que, assim como nós, também amam e respeitam
os animais e querem a garantia dos direitos deles.
Hoje venho aqui para fazer um convite a todos vocês. Que, cada vez mais, vocês ampliem o
seu círculo de compaixão. Que possamos enxergar a senciência dos animais – a capacidade de sentir
dos animais –, não apenas a dos chamados de estimação, mas também a dos silvestres e daqueles
considerados de criação.
Eu trouxe alguns dados numéricos para citar brevemente. Atualmente, o Brasil mata 1 boi, 2
porcos e 208 frangos por segundo. Há 11.000 animais abatidos por minuto no país. Em
contrapartida, ao tornar-se vegetariano, estima-se que é possível salvar até 25 animais terrestres por
ano. Fica, portanto, o nosso convite – o convite da Sociedade Vegetariana Brasileira – para entrarem
em contato conosco, visitarem o nosso site e olharem com carinho para a campanha Segunda sem
Carne, que é nossa campanha de redução do consumo de alimentos de origem animal.
Existem muitas formas de fazer essa transição de maneira acessível e saudável. Ela é
totalmente possível. Estamos aqui para fazer esse convite e para nos colocar à disposição de todos
para auxiliá-los nesse processo. Seria excelente tantas pessoas comprometidas com a causa animal,
que atuam diretamente – todos os dias, incansavelmente –, estarem conosco nessa luta, nessa
causa.
Muito obrigada a todos e muito obrigada pela oportunidade de fala. (Palmas.)
PRESIDENTE DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Obrigado, Beatriz.
Concedo a palavra a André Rezende, presidente da ONG Patinhas do Bem.
ANDRÉ REZENDE – Boa tarde a todos. É um prazer estar aqui. Quero cumprimentar a mesa
na pessoa do deputado Ricardo Vale. Estive aqui no seu primeiro mandato, deputado. Não tive o
prazer de jogar futebol com o senhor, mas fiquei sabendo que o senhor joga futebol.
PRESIDENTE DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Ainda jogo bem, ouviu? (Risos.)
ANDRÉ REZENDE – Eu também jogo. O senhor joga de 10, eu jogo de 8. Dá para fazermos
uma parceria, não é?
Na verdade, eu trabalho com o social. Eu trabalho com crianças com TEA, com crianças com
dificuldade de aprendizado, com idosos e com dependentes químicos.
Como cheguei até este evento? Conheci o projeto Castra-DF. Fui a um albergue propor uma
parceria com algumas crianças e me encantei com o trabalho. A doutora Simone está presente? Peço
uma salva de palmas para a doutora Simone, por favor. (Palmas.)
Deputado, existe o profissional e existe aquela pessoa que ama o que faz. Um dia cheguei ao
albergue e ela estava lá, deitada, dormindo com um cachorro praticamente inválido. Ela passou a
noite com esse cachorro. Aquilo era muito além da obrigação dela. É possível ver amor no que foi
feito, no que está sendo feito. É possível ver envolvimento.
Eu me apaixonei por aquele trabalho e falei que gostaria de levar algumas crianças lá. Eu as
levei, e elas ficaram impactadas. Os professores também ficaram impactados com o trabalho. Assim
nasceu a ONG Patinhas do Bem, um instituto novo que vai atuar justamente com esse tipo de
trabalho. Há psicólogos, terapeutas, neurologistas envolvidos para promover a cura por meio dos
animais. A partir daí, buscaremos uma adoção responsável. Agradeço muito a vocês. Quero
agradecer a parceria e estender esse agradecimento à Alca, que também realiza um bom trabalho.
A qualquer instituto que necessite de parcerias e que deseje receber a visita dos idosos ou
das crianças informo que teremos o maior prazer de levá-los. Fazemos lanches, realizamos todo um
trabalho, toda uma dinâmica. Esse é um trabalho muito bonito. A Patinhas do Bem está à disposição
de vocês.
Queremos o seu apoio, deputado, para que o senhor nos ajude a desenvolver esse projeto.
Vamos ajudar crianças, vamos ajudar idosos. Vamos ajudar também na recuperação química. Esse
amor que os animais têm para dar muitas vezes falta no ser humano. Nós encontramos esse amor
no Castra-DF e no albergue.
Muito obrigado e uma boa tarde. (Palmas.)
PRESIDENTE DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Obrigado, André.
Concedo a palavra a Carolina Mourão, da Confederação Brasileira de Proteção Animal.
CAROLINA MOURÃO – Muito obrigada.
Queria cumprimentar todos os presentes à mesa; o governo federal; o secretário; e, em
especial, o presidente da mesa, deputado Ricardo Vale. Este se empenha e dá continuidade a esse
trabalho, que é o debate na casa legislativa para fazer tudo funcionar no Executivo – o Executivo não
vive sem a aprovação das regras legais.
Que bom que a plantinha que colocamos ali atrás, com o Castra Fácil no DF, continua
atuando no Brasil todo e no México! Houve 2,6 milhões de castrações auditáveis, o que é muito
importante, porque temos certeza do CPF e dos animais que foram realmente atendidos.
Temos dados que podem auxiliar o secretário e – quem sabe? – até mesmo o instituto de
pesquisa. São dados que o próprio governo federal tem, assim como o IBGE, porque são públicos e
notórios.
Resumindo, para objetivar e auxiliar os trabalhos, sabemos que no DF precisamos de 15 mil
castrações por mês, realizadas nas 35 RAs com toda certeza. Não existe RA mais ou menos
importante, mais ou menos carente – nem na gestão de cães e gatos, nem na gestão humana. O
número que mencionei representa apenas 20%, e isso é considerado um controle populacional
mínimo. Enxugaremos gelo, se não houver 15 mil castrações entregues e auditáveis por mês no DF.
Lembro que o cadastramento é muito importante, porém não podemos transformar o
cadastramento na operação de castração. Cadastrar é interessante, pois é muito importante mapear
a crise, que está instalada de modo generalizado; mas temos que sair um pouco do eterno debate e
partir para a execução.
O modal que criamos em Brasília se estendeu para o Brasil e para o México, há 3 anos. Ele
pode ser replicado aqui rapidamente, de modo muito ágil, com bastante boa vontade e colaboração
de todos.
Agradeço aos presentes e à nossa delegada do DF, a Rita, que também é gestora de uma
ONG e que faz um trabalho maravilhoso. Agradeço a todos vocês o trabalho espetacular que realizam
e que não é mais invisível. Nós já caminhamos em Brasília, mas ainda falta muito para deixarmos de
ver um animal...
Obrigada, deputado, estamos à disposição.
Temos muitos dados além desses, mas eu quis objetivar minha fala e poupá-los da
quantidade de informação que nós temos. Objetivamente, é isto que tem que acontecer: 15 mil
castrações. Nós tentamos fazer cadastros no Ibram, que é nosso parceiro e que faz muita gestão.
Aliás, fazia – agora é a Sepan-DF.
Agradeço aos senhores, porque é a integração entre todos nós que faz tudo acontecer. Sim,
avançamos, hoje há uma mesa, um quórum e situações de boa vontade e de obrigações, dentro da
Câmara Legislativa e dentro do Executivo. Não tínhamos esse cenário antes.
Queria só chamar a atenção para que se observe que o Centro de Zoonoses não evoluiu em
nada durante esses anos todos. Não há veterinário no quadro, isso é algo aterrorizante. Os
veterinários são contratados por meio de contratos específicos. Além disso, não é possível que, no
Distrito Federal, ainda esteja guardada para os animais uma câmara de gás Auschwitz que é quase
um museu. Nada é feito a respeito disso.
Faço o encaminhamento, deixando todos à vontade, de que o Centro de Zoonoses seja
transferido para o ambiente ao lado do Hospital Veterinário Público. Sugiro isso para que a sinergia
entre as 2 ações aconteça e para que se libere espaço para o Hospital da Criança, que atualmente
está em um local desfavorável para as crianças. O Hospital da Criança está um nível abaixo do CCZ,
que não possui esgoto.
É isso. Tudo é possível com trabalho e comprometimento.
Expresso minha gratidão a todos vocês, que são especialíssimos. Muitos de vocês eu já
conheço há muitos anos. Parabéns por terem permanecido e continuado nessa jornada.
Obrigada. (Palmas.)
PRESIDENTE DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Obrigado, Carolina.
Concedo a palavra ao Edmar Gonçalves, protetor independente.
EDMAR GONÇALVES – Mais uma vez, parabéns, deputado, pelas iniciativas.
Boa tarde a todos os presentes na mesa e a todos os presentes no plenário.
Sou um protetor independente, particular. Eu estive na prévia desta audiência, quando
apresentei uma pauta relacionada principalmente à situação dos condomínios no Distrito Federal.
Quero aprofundar um pouco mais sobre esse tema. São tantas coisas para serem ditas! Se
eu fosse citar todos os casos de perseguição e situações relacionadas, ficaria horas falando. A
doutora Nivea e a doutora Selma são matronas no nosso caso e nos auxiliam há mais de 2 anos no
condomínio.
A situação que ocorre no meu condomínio, e para a qual peço uma atenção especial, é que
havia 60 gatos de rua antes do início do nosso trabalho. Conseguimos recolher 50 gatos. Castramos
48 deles, em parceria com o Ibram e a Sepan-DF.
Essa parceria surgiu após uma denúncia de maus-tratos no abrigo. Nós tiramos os gatos da
rua. Eles não podem ser alimentados devido às convenções desumanas, imorais e inconstitucionais
dos condomínios. Denunciaram maus-tratos no abrigo, e o feitiço virou contra o feiticeiro. A
fiscalização do Ibram foi ao local e, em vez de penalizar, tornou-se parceira do projeto. Já
conseguimos castrar 40 gatos em parceria com a Sepan-DF.
A Zoonoses tornou-se nossa parceira também. A parceria começou após uma denúncia de
que estaríamos fazendo comércio ilegal de animais. Disseram que estávamos vendendo gatos vira-
latas por R$10 mil. Ninguém comprou, mas conseguimos adoção para 38 gatos.
Apesar de parecer que está tudo legal, que o condomínio está indo bem e que está tudo
resolvido, as perseguições aumentaram, as multas aumentaram, as reclamações aumentaram. São
multas e multas contra o condomínio e contra a protetora que cedeu o terreno.
Esse é um caso particular, mas – vejam –, se eu não tivesse tirado 50 gatos da rua – hoje há
mais 10 ou 12 ou 15 –, seriam 60. Como se passaram 2 anos, haveria cerca de 200 gatos hoje. Até
então ninguém fazia nada. Os gatos só procriavam, mas é proibido alimentar, porque, “se
alimentarmos os gatos, eles vão procriar”. Não! O que causa a procriação dos gatos é justamente a
ausência de captura, de castração e de cuidados adequados.
Se multiplicarmos a situação do meu condomínio por 400 ou 500 outros condomínios no
Distrito Federal, mencionando só os horizontais, excetuando 3 ou 4 onde a coletividade conseguiu,
junto à administração, realizar um trabalho em parceria, a situação seria resolvida. Mas são 3, de 500
condomínios.
Quando mencionamos 5 mil animais, estamos nos referindo a centenas de protetores e
também à opressão e às multas enfrentadas por eles.
A Lei nº 6.612, que trata da permissão para instalar comedouros, possui uma falha, uma
brecha, a de que, em condomínios, órgãos públicos e empresas, é preciso autorização da
coletividade.
Infelizmente, os gatos que retiramos são de classe média alta, mas eles também têm fome e
sede. E o que acontece? Se essa lei não for revista, se essa brecha não for corrigida, se os
condomínios não deixarem de ser principados, cidades-estados, que legislam com crueldade contra
os animais, nós teremos um problema. Na verdade, já temos – e ele é muito sério. Estamos falando
também das ruas.
Condomínios não podem legislar acima da Constituição, acima da lei maior. É a respeito disso
que peço ação ao deputado. Sei que havia representantes do Judiciário e do Ministério Público aqui.
Acredito que é preciso sensibilizá-los para essa questão. (Palmas.)
PRESIDENTE DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Obrigado, Edmar.
Aproveito para lembrar que, nesta casa, está tramitando um projeto de lei de nossa autoria
que impede os condomínios de proibir que pessoas cuidem, alimentem e deem água a animais que,
por um motivo ou outro, cheguem nesses locais.
É um absurdo que alguns condomínios e alguns dirigentes sem qualquer amor pelos animais
cheguem até a maltratá-los para afastá-los. Com a aprovação e sanção dessa lei, os condomínios e
seus dirigentes que agirem dessa forma é que serão multados, e não mais quem cuida dos animais.
Pessoal, nosso tempo já extrapolou, mas, evidentemente, se algum de vocês quiser fazer
uma consideração final, abriremos espaço, pedindo apenas que sejam breves e objetivos.
Secretário, a nossa equipe registrou alguns encaminhamentos e sugestões. Um deles é uma
pergunta sobre o hospital veterinário da região Norte, que foi anunciado pelo ex-secretário Ricardo
Villafane. Ele afirmou, em nome do Governo do Distrito Federal, que já havia uma área disponível em
Sobradinho II e que a obra seria iniciada em breve, atendendo à demanda da região Norte.
Há também algumas sugestões.
Primeiro, quero informar que solicitaremos urgência na tramitação do Projeto de Lei nº
1.966/2025, encaminhado pelo Governo do Distrito Federal a esta casa. Amanhã, procurarei o
presidente para incluir o tema na próxima reunião do Colégio de Líderes, a fim de acelerar esse
processo, que representa o primeiro projeto de lei do Governo do Distrito Federal que tenta construir
uma política pública estruturante. Assim, atendendo ao pedido de vocês, colocaremos o projeto em
regime de urgência nesta casa.
Outra sugestão recebida é a inclusão, nos currículos escolares, de conteúdos sobre boas
práticas no tratamento de animais e sobre adoção responsável – uma importante política pública.
Podemos, inclusive, apresentar uma indicação à Secretaria de Educação e à secretaria responsável
pela pauta, para que o Estado desenvolva essa política.
Também foi proposta a ampliação do número de castrações, com foco nos animais de rua e
nos animais cuidados por protetores. Lembrando que os animais de rua não conseguem se cadastrar
nos programas de castração. Essa questão foi muito debatida aqui. Precisamos continuar dialogando
para encontrar uma solução para esses animais de rua.
Por fim, foi sugerida a elaboração de políticas públicas estruturantes voltadas aos cuidados
com os animais e aos protetores, especialmente considerando os animais de rua.
Vou passar a palavra ao secretário-executivo da Secretaria Extraordinária de Proteção Animal
do Distrito Federal para os devidos esclarecimentos. Quero justificar a ausência do secretário
Cristiano. Ele tinha assumido conosco o compromisso de que viria, mas, em função de um problema
que ele teve, não pôde vir. Nós agradecemos a sua presença, Leonardo. Agradeça ao secretário
Cristiano, pois, todas as vezes em que nós o procuramos, ele se colocou à disposição.
Trata-se de saber ouvir – saber ouvir a Câmara Legislativa, saber ouvir os cuidadores, saber
ouvir as entidades. Nós, juntos, vamos criando essas políticas tão necessárias para o DF.
Concedo a palavra ao Leonardo Araújo Emerick.
LEONARDO ARAÚJO EMERICK – Obrigado, deputado, pelos apontamentos e pela
oportunidade de apresentar essas respostas.
Realmente, quero agradecer novamente a construção deste debate. Eu vi algumas
discussões a respeito da construção de política pública de baixo para cima – eu acho que o pouco
tempo de administração do secretário Cristiano já demonstra isso –, essa construção de vários atores
que se fazem presentes. Mesmo eu chegando há muito pouco tempo, o tema já está na nossa mesa
de discussão, já está na nossa mesa de debate.
Este evento é mais uma oportunidade para nós discutirmos aqui.
Tenho certeza de que essa vai ser a forma de construção das políticas pela Sepan-DF.
Com relação ao hospital HVEP da região norte, eu desconheço esse projeto. Ainda não tenho
noção dele, mas eu vou buscar saber a respeito, em nome da secretaria.
O que nós estamos buscando agora, na verdade, é a prorrogação do funcionamento do atual
hospital veterinário. Ele se encerrará agora já em 2026. Então, nós precisamos preparar todos os
atos para que esse serviço continue, já com a ideia de mantê-lo na região de Taguatinga, ou seja, na
região do sudoeste do Distrito Federal. Certamente, por causa do seu sucesso, pode ser que –
considerando também sua viabilidade – nós consigamos – quem sabe? – ampliar esse serviço para
outras regiões do Distrito Federal.
Desde já agradeço o comprometimento desta casa e o seu, deputado Ricardo Vale, em nome
dos demais parlamentares, para dar celeridade ao projeto de lei encaminhado pelo governador. O
objetivo é já iniciar com esses programas de apoio aos protetores, que são os que têm atuado com
eficiência na construção dessa política. Obrigado.
Com relação aos currículos escolares, eu acho que é uma iniciativa muito interessante. Uma
das pautas da secretaria... Nós estamos nesse formato de estruturação também. Há uma
subsecretaria instituída recentemente. Acho que a doutora já teve a oportunidade de conhecer a
nossa subsecretária Cássia, que é uma servidora da Secretaria de Estado de Educação do Distrito
Federal. Nós já estamos pensando em alguns projetos – junto ao Gleison, já estamos discutindo isso;
não é, Gleison? – para a nossa secretaria estar dentro das escolas e começar a incluir esse tema nos
currículos escolares. Com alguns projetos e talvez com a entrada no currículo escolar, isso fica ainda
mais perene.
Com o envolvimento da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal, eu acho que –
nos próximos dias, nas próximas semanas – nós devemos estreitar ainda mais a relação com essa
secretaria e estruturar esse projeto.
Com relação à ampliação da castração, realmente a castração é a nossa política estruturada.
Nós precisamos nos empenhar para ampliar essas castrações. Acho que isso é um consenso nesse
debate. Em todos os debates de que participamos, essa foi uma matéria em que não houve
divergência – acho que há um consenso com relação a isso. Nós estamos empenhados em produzir e
promover isso cada vez mais.
Nós discutimos alguns números. A colega Carol Mourão – anotei o nome dela – comentou
sobre o quantitativo de dados dela a respeito das castrações. São esses números que nós realmente
precisamos atacar, senão nós vamos continuar enxugando gelo nessas políticas. Nós precisamos
dessas informações, precisamos estruturar isso dentro de uma política pública para que tenhamos
certeza de que vamos resolver isso em determinado tempo.
Com essa ideia de ampliação das castrações, nós já temos algumas atuações no sentido de
aumentar a nossa rede credenciada, como eu falei recentemente. Atualmente, há, se não me
engano, 3 clínicas credenciadas.
A nossa ideia é que possamos lançar, com urgência, nas próximas semanas, após todo o
processo de contratação – sabemos da morosidade e da necessidade de todas as etapas –, a
ampliação desses credenciamentos para que tenhamos mais clínicas credenciadas em todas as
regiões administrativas, com a ampliação da capacidade dos serviços prestados.
Isso entra na discussão que mencionei anteriormente, a de que, com projetos bem
desenhados, nossa briga orçamentária – isso é compromisso do secretário Cristiano – é levantar essa
pauta cada vez mais junto ao governo. A sociedade civil tem feito esse papel também. No âmbito do
governo, apesar da disputa orçamentária interna – você conhece muito bem –, com programas e
projetos bem estruturados, nós vamos conseguir ampliar consideravelmente as castrações. Esse é o
nosso projeto emergencial, junto com as outras iniciativas em que atuamos.
Com relação à discussão do não acesso ao Instagram da Sepan-DF ou ao agendamento no
Agenda DF, há projetos específicos para que consigamos atuar junto aos animais de rua. Não é uma
matéria fácil. Vocês, certamente, conhecem melhor do que eu o que significa capturar os diferentes
tipos de animais que vivem nas ruas, especialmente gatos. Precisamos melhorar cada vez mais essa
estrutura. Não é uma coisa simples e é também uma matéria muito complexa, pois envolve outras
secretarias. É uma atividade intersetorial no âmbito da secretaria.
A Sepan-DF está empenhada nesse debate. O governador e o secretário da Casa Civil,
Gustavo Rocha, também têm conduzido esses debates junto com os outros órgãos. Nessa
articulação, já realizamos não só os agendamentos para os tutores e seus pets, mas também criamos
cadastros específicos para protetores que qualificamos como grandes plantéis, ou seja, que possuem
mais de 10 animais. Esses protetores já têm prioridade nesse processo. Espero que, com o programa
de proteção, que é o nosso projeto de lei, consigamos ampliar ainda mais as castrações voltadas aos
protetores e aos grandes plantéis.
Também há atuações específicas com relação aos animais em situação de rua e de vida livre.
Essa é uma temática que precisamos abordar. Um instrumento valoroso que podemos utilizar – assim
como alguns outros casos de sucessos, como vimos neste debate – é a ampliação das parcerias com
a sociedade civil, com quem tem a expertise de atuação na captura e no desenvolvimento de
projetos, com o ciclo completo até a adoção. Não tenham dúvidas de que vamos ampliar essas ações
e apresentar respostas o quanto antes.
Espero ter esclarecido alguns pontos. Fico à disposição, deputado.
PRESIDENTE DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Esclareceu. Obrigado, secretário Leonardo.
Obrigado pela presença de todos vocês.
Antes de encerrar, farei a propaganda do Veg Fest, que acontecerá de 4 a 7 de dezembro de
2025. Haverá mais de 100 palestras e demonstrações culinárias, com a presença de muitas pessoas
que entendem de culinária. Além disso, feira vegana, balada veg e muito mais. Esse evento é
realizado pela Sociedade Vegetariana Brasileira. Vou apresentar o cartaz. Não sei se a TV Câmara
Distrital consegue mostrar.
Vamos participar! Vai ser um evento muito bom.
Preciso encerrar, mas, antes, quero dizer que nós vamos realizar tantas quantas forem as
audiências e comissões gerais, enfim, o que for necessário para debater com a sociedade civil, com
as organizações sociais, com os órgãos do Estado e com o Ministério Público, nós vamos fazer.
Esse tema não surgiu da minha cabeça, veio de um pedido de alguns protetores que cobram,
e continuam cobrando, políticas públicas por parte do Estado. Muita gente confunde o papel da
Câmara Legislativa com o papel do Estado, o papel do deputado com o papel do secretário.
Como falei, nosso gabinete virou referência. Quando há qualquer animal na rua, qualquer
animal maltratado, pessoas ligam para nós. A equipe já fica com medo quando o telefone toca por
volta das 21 horas ou 22 horas, achando que tem que buscar um animal. Fazemos o que podemos.
É fundamental que o Estado construa, juntamente conosco, todas as políticas públicas, para
que possamos minimizar esses problemas. Queira Deus que, um dia, não vejamos mais animais em
situação de rua no Distrito Federal. É para isso que vamos trabalhar enquanto estivermos aqui.
Muito obrigado a todos vocês.
Agradeço às autoridades e aos demais convidados que honraram a Câmara Legislativa do
Distrito Federal com suas presenças.
Valeu, pessoal. Muito obrigado.
Como não há mais assunto a tratar, declaro encerrada a presente comissão geral, bem como
a sessão ordinária que lhe deu origem.
Observação: nas notas taquigráficas, os nomes próprios ausentes de sites governamentais oficiais são reproduzidos
conforme informados pelos organizadores dos eventos.
Todos os discursos são registrados sem a revisão dos oradores, exceto quando indicado, nos termos do Regimento Interno
da Câmara Legislativa do Distrito Federal.
Siglas com ocorrência neste evento:
Alca – Albergue Canino de Planaltina de Goiás
BPMA – Batalhão de Polícia Militar Ambiental
CBPA – Confederação Brasileira de Proteção Animal
CCZ – Centro de Controle de Zoonoses
CRMV – Conselho Regional de Medicina Veterinária do Distrito Federal
Dema – Delegacia de Combate à Ocupação Irregular do Solo e aos Crimes contra a Ordem Urbanística e o Meio Ambiente
Dival – Diretoria de Vigilância Ambiental em Saúde
DRCA – Delegacia de Repressão aos Crimes Contra os Animais
FBPA - Federação Brasiliense de Protetores do Bem-Estar Animal
FGV – Fundação Getúlio Vargas
GDF – Governo do Distrito Federal
HVEP – Hospital Veterinário Público
IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
Ibram – Instituto do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos do Distrito Federal – Brasília Ambiental
Inas – Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores do Distrito Federal
Inesc – Instituto de Estudos Socioeconômicos
IPEDF – Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal
IPTU – Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana
MMA – Ministério do Meio Ambiente
OAB – Ordem dos Advogados do Brasil
ONG – Organização Não Governamental
OSC – Organização da Sociedade Civil
PPA – Plano Plurianual
Prodema – Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente e Patrimônio Cultural
ProPatinhas – Programa Nacional de Proteção e Manejo Populacional Ético de Cães e Gatos
RA – Região Administrativa
Sema-DF – Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Distrito Federal
Sepan-DF – Secretaria Extraordinária de Proteção Animal do Distrito Federal
SinPatinhas – Sistema do Cadastro Nacional de Animais Domésticos
TEA – Transtorno do Espectro Autista
UnB – Universidade de Brasília
As proposições constantes da presente ata circunstanciada podem ser consultadas no portal da CLDF.
Documento assinado eletronicamente por MIRIAM DE JESUS LOPES AMARAL - Matr. 13516, Chefe do
Setor de Registro e Redação Legislativa, em 13/10/2025, às 18:51, conforme Art. 30, do Ato da Mesa
Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março
de 2025.
A autenticidade do documento pode ser conferida no site:
http://sei.cl.df.gov.br/sei/controlador_externo.php?acao=documento_conferir&id_orgao_acesso_externo=0
Código Verificador: 2366887 Código CRC: 1EA6C553.
Praça Municipal, Quadra 2, Lote 5, Piso Inferior 1, Sala TI.3 - CEP 70094-902 - Brasília-DF - Telefone: (61)3348-9241
www.cl.df.gov.br - serel@cl.df.gov.br
00001-00042592/2025-75 2366887v7
Criado por andreia.santos, versão 7 por andreia.santos em 13/10/2025 17:56:30.
DCL n° 228, de 17 de outubro de 2025
Relatórios 2/2025
Relatório Trimestral de Propaganda e Publicidade
CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL
SEGUNDA SECRETARIA
A Secretaria Executiva da Segunda Secretaria vem dar publicidade ao Relatório do 3º Trimestre de 2025, referente às
DESPESAS COM PROPAGANDA E PUBLICIDADE da Câmara Legislativa do Distrito Federal
(Art. 22, § 2º, da Lei Orgânica do Distrito Federal, e Lei Distrital nº 3.184/2003):
| JANEIRO a SETEMBRO de 2025 | ||||||
| DESPESAS PAGAS À CONTA DE RESTOS A PAGAR (Exercício 2024) | (Valores em R$) | |||||
| CNPJ | EMPRESA | NE (1) | VALOR | VALOR | VALOR | FINALIDADE |
| 08.220.275/0001-42 | GRÁFICA E EDITORA MOVIMENTO LTDA | 2024NE00114 | 5.114,25 | 5.114,25 | 0,00 | Serviços de publicidade referentes à impressão gráfica e diagramação. |
| 08.220.275/0001-42 | GRÁFICA E EDITORA MOVIMENTO LTDA | 2024NE00199 | 139.431,09 | 139.431,09 | 0,00 | Serviços de publicidade referentes à impressão gráfica e diagramação. |
| 09.168.704/0001-42 | EMPRESA BRASIL DE COMUNICACAO S.A. - EBC | 2024NE00210 | 1.006,40 | 1.006,40 | 0,00 | Serviços de publicidade institucional da CLDF. |
| 090101-00001 | UG-CASA CIVIL DO DISTRITO FEDERAL * GESTÃO-TESOURO | 2024NE00212 | 9.227,04 | 9.227,04 | 0,00 | Serviços de publicidade institucional da CLDF. |
| 04.784.569/0002-27 | CALIA Y2 PROPAGANDA E MARKETING LTDA | 2024NE00272 | 932.714,17 | 932.714,17 | 0,00 | Serviços de publicidade institucional da CLDF. |
| 14.470.051/0002-72 | EBM QUINTTO COMUNICACAO LTDA | 2024NE00390 | 3.990,00 | 3.990,00 | 0,00 | Serviços de publicidade referentes à utilidade pública da CLDF. |
| 04.784.569/0002-27 | CALIA Y2 PROPAGANDA E MARKETING LTDA | 2024NE00391 | 0,00 | 0,00 | 0,00 | Serviços de publicidade referentes à utilidade pública da CLDF. |
| 04.784.569/0002-27 | CALIA Y2 PROPAGANDA E MARKETING LTDA | 2024NE00473 | 19.000,00 | 19.000,00 | 0,00 | Serviços de publicidade referentes à utilidade pública da CLDF. |
| 04.784.569/0002-27 | CALIA Y2 PROPAGANDA E MARKETING LTDA | 2024NE00588 | 1.271.970,99 | 1.271.970,99 | 0,00 | Serviços de publicidade institucional da CLDF. |
| 01.688.354/0001-33 | AV COMUNICAÇÃO E MARKETING LTDA | 2024NE00589 | 1.081.761,99 | 1.081.761,99 | 0,00 | Serviços de publicidade institucional da CLDF. |
| 14.470.051/0002-72 | EBM QUINTTO COMUNICACAO LTDA | 2024NE00590 | 1.228.987,51 | 1.228.987,51 | 0,00 | Serviços de publicidade institucional da CLDF. |
| 01.688.354/0001-33 | AV COMUNICAÇÃO E MARKETING LTDA | 2024NE00676 | 292.923,13 | 292.923,13 | 0,00 | Serviços de publicidade institucional da CLDF. |
| 01.688.354/0001-33 | AV COMUNICAÇÃO E MARKETING LTDA | 2024NE00729 | 810.762,95 | 810.762,95 | 0,00 | Serviços de publicidade referentes à utilidade pública da CLDF. |
| 04.784.569/0002-27 | CALIA Y2 PROPAGANDA E MARKETING LTDA | 2024NE00730 | 1.085.339,57 | 1.085.339,57 | 0,00 | Serviços de publicidade referentes à utilidade pública da CLDF. |
| 14.470.051/0002-72 | EBM QUINTTO COMUNICACAO LTDA | 2024NE00732 | 988.815,08 | 988.815,08 | 0,00 | Serviços de publicidade referentes à utilidade pública da CLDF. |
| 01.688.354/0001-33 | AV COMUNICAÇÃO E MARKETING LTDA | 2024NE01077 | 7.087.956,74 | 7.087.956,74 | 0,00 | Serviços de publicidade institucional da CLDF. |
| 14.470.051/0002-72 | EBM QUINTTO COMUNICACAO LTDA | 2024NE01078 | 3.241.604,56 | 3.241.604,56 | 0,00 | Serviços de publicidade institucional da CLDF. |
| 04.784.569/0002-27 | CALIA Y2 PROPAGANDA E MARKETING LTDA | 2024NE01079 | 3.307.103,70 | 3.307.103,70 | 0,00 | Serviços de publicidade institucional da CLDF. |
| REFERENTES À COMPETÊNCIA DO EXERCÍCIO DE 2024 (Restos a Pagar) (5) | SUBTOTAL | 21.507.709,17 | 21.507.709,17 | 0,00 |
| |
|
|
|
|
|
|
| |
| JANEIRO a SETEMBRO de 2025 | ||||||
| DESPESAS PAGAS À CONTA DO ORÇAMENTO DE 2025 | (Valores em R$) | |||||
| CNPJ ou UG | EMPRESA | NE (1) | VALOR | VALOR | VALOR | FINALIDADE |
| 08.220.275/0001-42 | GRÁFICA E EDITORA MOVIMENTO LTDA | 2025NE00135 | 343.434,93 | 619.913,55 | 276.478,62 | Serviços de publicidade referentes à impressão gráfica e diagramação. |
| 08.220.275/0001-42 | GRÁFICA E EDITORA MOVIMENTO LTDA | 2025NE00138 | 98.278,21 | 383.388,15 | 285.109,94 | Serviços de publicidade referentes à impressão gráfica e diagramação. |
| 03.157.626/0001-02 | FORTE GRAFICA E EDITORA LTDA | 2025NE00152 | 65.260,00 | 65.260,00 | 0,00 | Serviços referentes à aquisição de materiais para distribuição gratuita. |
| 09.168.704/0001-42 | EMPRESA BRASIL DE COMUNICACAO S.A. - EBC | 2025NE00176 | 8.504,08 | 20.000,00 | 11.495,92 | Serviços de utilidade institucional da CLDF. |
| 090101-00001 | UG-CASA CIVIL DO DISTRITO FEDERAL * GESTÃO-TESOURO | 2025NE00177 | 78.672,16 | 180.000,00 | 101.327,84 | Serviços de utilidade institucional da CLDF. |
| 14.470.051/0002-72 | EBM QUINTTO COMUNICACAO LTDA | 2025NE00295 | 2.333.185,89 | 2.400.000,00 | 66.814,11 | Serviços de publicidade referentes à utilidade pública da CLDF. |
| 01.688.354/0001-33 | AV COMUNICAÇÃO E MARKETING LTDA | 2025NE00296 | 3.298.332,92 | 3.298.332,92 | 0,00 | Serviços de publicidade referentes à utilidade pública da CLDF. |
| 04.784.569/0002-27 | CALIA Y2 PROPAGANDA E MARKETING LTDA | 2025NE00297 | 2.300.000,00 | 2.300.000,00 | 0,00 | Serviços de publicidade referentes à utilidade pública da CLDF. |
| 01.688.354/0001-33 | AV COMUNICAÇÃO E MARKETING LTDA | 2025NE00371 | 63.207,68 | 745.000,00 | 681.792,32 | Serviços de utilidade institucional da CLDF. |
| 14.470.051/0002-72 | EBM QUINTTO COMUNICACAO LTDA | 2025NE00372 | 0,00 | 155.000,00 | 155.000,00 | Serviços de utilidade institucional da CLDF. |
| 04.784.569/0002-27 | CALIA Y2 PROPAGANDA E MARKETING LTDA | 2025NE00373 | 696.615,16 | 696.615,16 | 0,00 | Serviços de utilidade institucional da CLDF. |
| 01.688.354/0001-33 | AV COMUNICAÇÃO E MARKETING LTDA | 2025NE00504 | 2.323.808,97 | 2.400.000,00 | 76.191,03 | Serviços de utilidade institucional da CLDF. |
| 04.784.569/0002-27 | CALIA Y2 PROPAGANDA E MARKETING LTDA | 2025NE00505 | 1.221.248,97 | 2.300.000,00 | 1.078.751,03 | Serviços de utilidade institucional da CLDF. |
| 14.470.051/0002-72 | EBM QUINTTO COMUNICACAO LTDA | 2025NE00506 | 1.961.712,12 | 2.300.000,00 | 338.287,88 | Serviços de utilidade institucional da CLDF. |
| 49.506.420/0001-33 | MAK COMERCIO E DISTRIBUIDORA LTDA | 2025NE00633 | 5.439,45 | 5.439,45 | 0,00 | Serviços referentes à aquisição de materiais para distribuição gratuita. |
| 04.784.569/0002-27 | CALIA Y2 PROPAGANDA E MARKETING LTDA | 2025NE00718 | 467.247,72 | 2.000.000,00 | 1.532.752,28 | Serviços de publicidade referentes à utilidade pública da CLDF. |
| 14.470.051/0002-72 | EBM QUINTTO COMUNICACAO LTDA | 2025NE00719 | 458.276,58 | 1.950.000,00 | 1.491.723,42 | Serviços de publicidade referentes à utilidade pública da CLDF. |
| 01.688.354/0001-33 | AV COMUNICAÇÃO E MARKETING LTDA | 2025NE00720 | 310.889,30 | 1.950.000,00 | 1.639.110,70 | Serviços de publicidade referentes à utilidade pública da CLDF. |
| 01.688.354/0001-33 | AV COMUNICAÇÃO E MARKETING LTDA | 2025NE00827 | 0,00 | 1.665.000,00 | 1.665.000,00 | Serviços de publicidade referentes à utilidade pública da CLDF. |
| 04.784.569/0002-27 | CALIA Y2 PROPAGANDA E MARKETING LTDA | 2025NE00828 | 0,00 | 1.665.000,00 | 1.665.000,00 | Serviços de publicidade referentes à utilidade pública da CLDF. |
| 14.470.051/0002-72 | EBM QUINTTO COMUNICACAO LTDA | 2025NE00829 | 0,00 | 1.675.000,00 | 1.675.000,00 | Serviços de publicidade referentes à utilidade pública da CLDF. |
| 14.470.051/0002-72 | EBM QUINTTO COMUNICACAO LTDA | 2025NE00843 | 0,00 | 915.000,00 | 915.000,00 | Serviços de publicidade referentes à utilidade pública da CLDF. |
| 04.784.569/0002-27 | CALIA Y2 PROPAGANDA E MARKETING LTDA | 2025NE00844 | 0,00 | 915.000,00 | 915.000,00 | Serviços de publicidade referentes à utilidade pública da CLDF. |
| 01.688.354/0001-33 | AV COMUNICAÇÃO E MARKETING LTDA | 2025NE00845 | 0,00 | 915.000,00 | 915.000,00 | Serviços de publicidade referentes à utilidade pública da CLDF. |
| REFERENTES À COMPETÊNCIA DO EXERCÍCIO DE 2025 | SUBTOTAL | 16.034.114,14 | 31.518.949,23 | 15.484.835,09 |
| |
| TOTAL | 37.541.823,31 | 53.026.658,40 | 15.484.835,09 |
| ||
| (1) Nota de Empenho Original. | ||||||
| (2) Valores pagos no período. | ||||||
| (3) Valores orçamentários reservados até o momento para cada ação. Para os Restos a Pagar 2024, os valores referem-se ao valor inscrito em RP deduzido de eventuais cancelamentos. | ||||||
| (4) Valores orçamentários ainda disponíveis para o financiamento das ações programadas e não executadas. Em relação à Despesa Autorizada LOA/2025 e alterações o saldo é de R$ 19.577.550,77 | ||||||
| (5) São valores que estão sendo pagos no exercício de 2025, mas se referem à competência do exercício de 2024. |
FERIX ANTONIO ORRO NETO
Chefe do Núcleo de Acompanhamento Orçamentário
GILMAR APARECIDO OLIVEIRA
Chefe do Setor de Execução Orçamentária
FERNANDO JOSÉ BOTELHO TAVEIRA
Diretor da Diretoria de Administração e Finanças
ANDRÉ LUIZ PEREZ NUNES
Secretário-Executivo da Segunda Secretaria
| Documento assinado eletronicamente por FERIX ANTONIO ORRO NETO - Matr. 23406, Chefe do Núcleo de Acompanhamento Orçamentário, em 16/10/2025, às 13:16, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025. |
| Documento assinado eletronicamente por GILMAR APARECIDO OLIVEIRA - Matr. 18403, Chefe do Setor de Execução Orçamentária, em 16/10/2025, às 13:46, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025. |
| Documento assinado eletronicamente por FERNANDO JOSE BOTELHO TAVEIRA - Matr. 23903, Diretor(a) de Administração e Finanças, em 16/10/2025, às 14:32, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025. |
| Documento assinado eletronicamente por ANDRE LUIZ PEREZ NUNES - Matr. 21912, Secretário(a)-Executivo(a), em 16/10/2025, às 17:17, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025. |
| A autenticidade do documento pode ser conferida no site: |
DCL n° 228, de 17 de outubro de 2025 - Suplemento
Ata Sucinta Sessão Ordinária 88/2025