Vice-governador nega à CPI ter acusado Rollemberg de receber propina
Vice-governador nega à CPI ter acusado Rollemberg de receber propina

O vice-governador do DF, Renato Santana, negou em depoimento à CPI da Saúde, na tarde desta quinta-feira (21), que teria acusado o governador Rodrigo Rollemberg de ter participação em esquema de recebimento de propina no âmbito da Secretaria de Fazenda. O depoimento do vice-governador aconteceu em plenário, logo depois que os deputados distritais ouviram a presidente do SindiSaúde, Marli Rodrigues, mencionar o suposto envolvimento do governador em um esquema de corrupção.
"Eu não afirmei que o governador tinha conhecimento do pagamento de propina na Secretaria de Fazenda", enfatizou o vice-governador, ao desmentir a sindicalista e também garantir que não tem conhecimento de qualquer esquema de pagamento de propina também na Secretaria de Saúde. Ele confirmou que vários empresários o procuraram para denunciar o oferecimento de vantagens no pagamento de dívidas por um "agente", que intermediaria o acesso a quem poderia determinar a concessão, a partir do pagamento de propina.
"Não sou denunciante, nem denunciado. O que fiz, como era o meu dever, foi relatar ao governador, para apuração, a denúncia que recebi de um grupo de empresários", justificou o vice-governador, defendendo ainda que Rollemberg determinou a Casa Civil, Secretaria de Fazenda, Procuradoria e a Decap (Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Administração Pública) que apurassem a denúncia que lhe fora encaminhada.
Segundo detalhou Santana, ele não sabia que o diálogo que teve com a sindicalista (reproduzido em reportagem da revista IstoÉ) tinha sido gravado por ela, na casa de um amigo em comum, conhecido como Valdecir.
O vice-governador foi criticado pelo deputado Wasny de Roure (PT), por não ter "oficializado" aquela denúncia por escrito, quando do encontro relatado com o governador. Os deputados Renato Andrade (PR) e Robério Negreiros (PSDB) disseram ter dúvidas sobre o fato de o governador ter mandado apurar as denúncias, tão logo as recebeu de Santana, em abril.
"Contenda" – Santana negou ainda "qualquer contenda" em relação ao governador, por causa de divergência política entre eles. Disse que grava todos os seus encontros de trabalho antes de dar o encaminhamento das reivindicações que recebe. Assegurou que também não fez nenhum tipo de "conspiração" ao lado de Marli Rodrigues, de quem disse não ter nenhum tipo de proximidade pessoal.