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Ulysses: "a Campo da Esperança quer explicar o inexplicável"

Publicado em 17/06/2008 10h51
O presidente da CPI dos Cemitérios, Rogério Ulysses (PSB), informou que o depoimento de hoje objetiva apurar as responsabilidades sobre o depósito clandestino de ossos no cemitério do Gama, descoberto pela Comissão no último sábado. Em entrevista à imprensa antes de começar a oitiva, o deputado respondeu à nota da empresa Campo da Esperança, divulgada ontem, dizendo que a administradora dos cemitérios do DF quer "explicar o inexplicável".

Ulysses sustenta que a Campo da Esperança, se não usou o depósito clandestino - uma manilha enterrada no fim do cemitério - omitiu-se quanto à irregularidade. O deputado diz não temer ações do dono da empresa. "Uma das prerrogativas de um parlamentar é omitir suas opiniões. Vamos continuar trabalhando para construir um relatório com propostas para uma nova gestão dos serviços funerários no DF", declarou.

O presidente adiantou que a CPI já sabe quem cavou o depósito no Gama. "Todas as pessoas estão com medo de falar", disse, acrescentando que a Comissão está adotando todas as providências necessárias para preservar a integridade física dos depoentes.

A CPI está ouvindo hoje em caráter reservado, no cafezinho do plenário, o autor da denúncia sobre o enterro irregular de ossos removidos da área social do cemitério do Gama: Warllen Aparecido Lucas Lemos, ex-subgerente dos cemitérios do Gama, Taguatinga e Brazlândia.

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