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Suspensão de plano de saúde de PMs e bombeiros repercute na Câmara

Publicado em 26/11/2013 14h15

A suspensão do plano de saúde de policiais e bombeiros militares repercutiu na sessão ordinária da Câmara Legislativa do Distrito Federal nesta terça-feira (26). O assunto foi abordado por vários deputados distritais durante o horário reservado aos pronunciamentos de parlamentares.

A deputada Eliana Pedrosa (PPS) foi a primeira a tocar no assunto e condenou o cancelamento do plano de saúde dos militares. Para ela, a administração dos recursos do fundo de saúde dos policiais é uma "caixa preta". A deputada defendeu o restabelecimento do plano de saúde para que os policiais e bombeiros tenham tranquilidade para trabalhar. "A Câmara deve cobrar explicações do GDF e resolver a questão o mais rapidamente possível", completou Pedrosa.

O deputado Patrício (PT) também cobrou uma solução urgente para o problema. Segundo ele, alguns PMs já estão tendo atendimento negado em hospitais. Aylton Gomes (PR) foi outro que apelou ao GDF para resolver a situação com rapidez. Ele relatou o caso de um policial que teve suspenso o tratamento de um filho com câncer.

Líder da bancada PT/PRB, o deputado Chico Vigilante (PT) disse que o governador Agnelo Queiroz garantiu a ele que os PMs e bombeiros não ficarão sem atendimento.

Presídio - A deputada Celina Leão (PDT) lamentou que as condições da população carcerária só estejam vindo à tona agora, com a prisão de políticos condenados no processo do mensalão. De acordo com ela, a situação nos presídios é precária há muitos anos e ninguém dava atenção. A deputada disse que nos últimos dois anos, como presidente da Comissão de Direitos Humanos da Casa, conheceu de perto as condições dos presidiários e os dramas vividos por seus familiares.

Leão informou que atualmente dois mil homens condenados ao regime semi-aberto estão no regime fechado por falta de ação do Estado. "Não podemos aceitar injustiça contra ninguém, nem contra os apadrinhados e muito menos contra as pessoas comuns", lamentou.

Mulher - Outro tema abordado durante a sessão foi a campanha mundial de combate à violência contra a mulher, iniciada ontem (25). A deputada Luzia de Paula (PEN) destacou a data e lamentou os números da violência, especialmente em sua cidade, Ceilândia.

"A data de 25 de novembro de 1960 ficou conhecida mundialmente por conta do maior ato de violência cometido contra mulheres. As irmãs dominicanas Pátria, Minerva e Maria Teresa, conhecidas como "Las Mariposas", que lutavam por soluções para problemas sociais de seu país foram perseguidas, diversas vezes presas até serem brutalmente assassinadas. A partir daí, 25 de novembro passa a ser uma data de grande importância, principalmente para aquelas que sofrem ou já sofreram violência", informou a distrital.

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