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Servidores pressionam para que distritais derrubem veto a porte de arma

Publicado em 21/05/2013 15h18

 

Servidores do sistema socioeducativo do Distrito Federal compareceram à Câmara Legislativa nesta terça-feira (21) em busca de apoio para a derrubada do veto do governador Agnelo Queiroz ao artigo 3º da Lei Distrital nº 1.185/2012 que permite o porte de arma à categoria.

Os servidores ouviram palavras de apoio de diversos deputados distritais, que justificaram a necessidade dos Atendentes de Reintegração Social (ATRS) portarem armas fora do ambiente de trabalho. Segundo a categoria, o armamento não será utilizado dentro das unidades socioeducativas, mas auxiliará os atendentes a fazerem frente às constantes ameaças recebidas dos internos. 

A deputada Celina Leão (PSD) disse que o momento é de "se parar com a hipocrisia e falar a verdade". De acordo com a deputada, o discurso de que os ATRS não precisam andar armados fora do ambiente de trabalho não condiz com a realidade. "A arma é uma necessidade para estes servidores, que têm a sua família exposta e precisam se proteger. Essa Casa não pode se furtar a garantir a segurança para o trabalhador", afirmou Celina.

Robério Negreiros (PMDB), por sua vez, observou que a fundamentação para o veto do governador está "muito fraca" e pediu isonomia de tratamento com relação ao porte de armas. "Se saiu para os agentes penitenciários, deveria ter saído para eles também", disse Robério, referindo-se aos ATRS.

Compromisso - "Antes eu era contrário, mas fui convencido da necessidade do porte de armas. Vocês terão meu voto para derrubar o veto", comprometeu-se o deputado Roney Nemer (PMDB).

Eliana Pedrosa (PSD) e o presidente da Câmara Legislativa, deputado Wasny de Roure (PT), também prometeram apoio aos servidores do sistema socioeducativo. "Já conversei com o governo sobre as reivindicações de vocês, que vão além da questão do porte de arma, abrangendo as condições de trabalho e o risco a que vocês são expostos diariamente", observou Wasny.

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