Segunda audiência do PDOT tem grande participação popular
Segunda audiência do PDOT tem grande participação popular

Na abertura dos trabalhos, o deputado Rôney Nemer (PMDB), presidente da Comissão de Desenvolvimento Econômico Sustentável, Ciência, Tecnologia, Meio Ambiente e Turismo - que patrocina as audiências, em conjunto com a Comissão de Assuntos Fundiários e de Constituição e Justiça - observou que as intervenções atuais têm um caráter pontual e se destinam apenas a suprir o "vácuo legal" decorrente dos 52 pontos declarados inconstitucionais pela justiça.
Esse aspecto também foi reforçado pelo secretário de Desenvolvimento Urbano, Regularização e Habitação (SEDHAB), Geraldo Magela, ao lembrar que o PDOT é objeto de reelaboração a cada dez anos e de revisão a cada cinco. A atualização de agora, segundo disse, é apenas "para cobrir o buraco da lei", aberto com os dispositivos que tiveram sua inconstitucionalidade declarada.
Magela avisou que muitos dos assuntos de interesse dos moradores, como a definição de poligonais que fazem praticamente com que uma cidade fique dentro da outra, ou a entrega de escrituras de lotes, estão fora do foco das discussões. O secretário explicou que o "PDOT é como o voo de um helicóptero" e que esses detalhes cabem à Lei de Uso e Ocupação do Solo (LUOS), que será examinada brevemente.
Diversos deputados participaram das discussões, manifestando apoio aos moradores e suas demandas. Olair Francisco (PT do B) foi o primeiro a falar e também se posicionou a favor da não-inclusão de tópicos novos no PDOT, a fim de evitar outras demandas judiciais _ e que o assunto se arraste indefinidamente. Dr. Charles (PTB) partiu da premissa de que se impõe o reconhecimento da necessidade de moradia para que as famílias possam viver em paz.
Já o deputado Agaciel Maia (PTC) avaliou que "quando o governo quer, o governo faz" e que parece haver uma conspiração contra a regularização. Para o distrital Dr. Michel (PSL), os moradores só querem exercer sua cidadania ao reclamarem a escritura dos lotes que ocupam. Criticou, também, a morosidade com que são atendidos os pleitos das camadas mais pobres da população.