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Presidente condena "reunião secreta" e diz que medida é antirregimental

Publicado em 08/11/2011 16h39
O presidente da Câmara Legislativa, deputado Patrício (PT), ressaltou em plenário que, conforme determina o Regimento Interno da Casa,  as reuniões  externas das comissões permanentes só podem ser realizadas com antecedência de, no mínimo, 12 horas, com a convocação de todos os parlamentares que a integram. "Fica claro, portanto, que não houve nenhuma reunião da Comissão de Ética na casa da deputada Eliana Pedrosa", enfatizou Patrício."Esta Casa teve um papel institucional importante quando da Caixa de Pandora. E vai continuar atuando dentro do estado democrático de direito", ressaltou Patrício ao condenar a reunião que teria sido realizada extraordinariamente pelas deputadas Eliana Pedrosa (PSD) e Celina Leão (PSD).
 O presidente comparou o fato com o depoimento de Durval Barbosa, concedido no ano passado fora da Câmara Legisltiva e em caráter reservado. "Foi uma operação conjunta com a Polícia Federal, dentro dos trâmites legais e seguindo todas as determinações do Regimento Interno", afirmou.

Em apartes, as deputadas Eliana Pedrosa e Celina Leão defenderam a legalidade do depoimento colhido de Daniel Tavares, em um domingo, na casa de Pedrosa.
 "O que houve foi uma oitiva à presidente da comissão", justificou a deputada. Já Celina Leão enfatizou que o depoente tinha pressa em depor, pois estaria sendo ameaçado de morte. "O que é importante agora é que os distritais concordem em abrir uma CPI para apurar as denúncias, que são graves", disse.

Crise - O líder do governo, deputado Wasny de Roure (PT), fez um apelo no plenário para que o Distrito Federal não seja prejudicado em virtude da crise política gerada com as denúncias envolvendo o governador Agnelo Queiroz. "As denúncias estão sendo investigadas por instituições sérias como o STJ e a Polícia Civil. Não podemos comprometer o soerguimento da nossa cidade, que sofreu tanto no passado", destacou Wasny.

Também o deputado Agaciel Maia (PTC) lamentou os efeitos da crise, citando o caso de que a imagem de todas as organizações não-governamentais está sendo contaminada pelas denúncias, "atingindo as instituições sérias, que são a grande maioria".

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