Presidente condena "reunião secreta" e diz que medida é antirregimental
Presidente condena "reunião secreta" e diz que medida é antirregimental

O presidente comparou o fato com o depoimento de Durval Barbosa, concedido no ano passado fora da Câmara Legisltiva e em caráter reservado. "Foi uma operação conjunta com a Polícia Federal, dentro dos trâmites legais e seguindo todas as determinações do Regimento Interno", afirmou.
Em apartes, as deputadas Eliana Pedrosa e Celina Leão defenderam a legalidade do depoimento colhido de Daniel Tavares, em um domingo, na casa de Pedrosa.
"O que houve foi uma oitiva à presidente da comissão", justificou a deputada. Já Celina Leão enfatizou que o depoente tinha pressa em depor, pois estaria sendo ameaçado de morte. "O que é importante agora é que os distritais concordem em abrir uma CPI para apurar as denúncias, que são graves", disse.
Crise - O líder do governo, deputado Wasny de Roure (PT), fez um apelo no plenário para que o Distrito Federal não seja prejudicado em virtude da crise política gerada com as denúncias envolvendo o governador Agnelo Queiroz. "As denúncias estão sendo investigadas por instituições sérias como o STJ e a Polícia Civil. Não podemos comprometer o soerguimento da nossa cidade, que sofreu tanto no passado", destacou Wasny.
Também o deputado Agaciel Maia (PTC) lamentou os efeitos da crise, citando o caso de que a imagem de todas as organizações não-governamentais está sendo contaminada pelas denúncias, "atingindo as instituições sérias, que são a grande maioria".