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Nova sede da Câmara deve ficar pronta em dois anos

Publicado em 05/03/2008 17h38
Se tudo ocorrer dentro do previsto, a nova sede da Câmara Legislativa deve ficar pronta em 24 meses. Paradas desde 2005, as obras foram retomadas oficialmente hoje, com as assinaturas de ordem de serviço do governador José Roberto Arruda e do presidente da Câmara, Alírio Neto (PPS).
 A construtora responsável pelas obras é a Via Engenharia, a mesma que tocava as obras até a rescisão do contrato."No ano passado fizemos um acordo com o governador que envolvia corte de gastos com pessoal na Casa para nos adequarmos à Lei de Responsabilidade Fiscal e, em troca, o Executivo se comprometeu a bancar uma parte do financiamento das obras", explicou Alírio. Segundo o presidente, a Câmara funciona atualmente de forma precária. "Estamos há dezessete anos num prédio emprestado, sem condições ideais de trabalho", afirmou, acrescentando que "a Câmara estava quase entrando para o movimento dos sem-teto".

Dentro do canteiro de obras da nova sede, Alírio agradeceu e lembrou Arruda do compromisso feito há um ano. "O senhor conseguiu pegar o empréstimo que o Distrito Federal precisava no Banco Interamericano de Desenvolvimento. O esforço do Poder Legislativo foi crucial e, agora, vamos terminar essa obra", afirmou o presidente.

Além do corte de pessoal, os 24 distritais se comprometeram a destinar, individualmente, R$ 1 milhão através de emendas aos orçamentos de 2008 e 2009, totalizando R$ 48 milhões. Como o total de gastos previstos para a obra é de R$ 72 milhões, o GDF vai entrar com os R$ 24 milhões restantes.

Para o governador, o acordo demonstra um gesto de confiança por parte do Poder Legislativo. "Esse foi um acordo suprapartidário para acabar com mais um esqueleto de Brasília, além de finalizar o projeto de Lúcio Costa, que previa a reunião dos três poderes distritais em volta da Praça do Buriti", afirmou Arruda. O deputado Reguffe, no entanto, não poupou críticas na cerimônia de retomada das obras. "Defendo que temos que concluir a sede, mas também temos que apurar os motivos que aumentaram o valor total da obra em quase o dobro do previsto", lembrou. Reguffe chegou a afirmar que "ou tivemos desvio de verbas ou incompetência na gestão, dois crimes graves". O custo inicial para a construção era de R$ 42 milhões, mas não previa a construção de mais 300 vagas para veículos, aproximadamente, como exigiu o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Como o gasto necessário para incluir as vagas era bastante superior ao que foi contratado no projeto inicial, foi preciso rescindir o contrato e realizar nova licitação.

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