Nova sede da Câmara deve ficar pronta em dois anos
Nova sede da Câmara deve ficar pronta em dois anos

A construtora responsável pelas obras é a Via Engenharia, a mesma que tocava as obras até a rescisão do contrato."No ano passado fizemos um acordo com o governador que envolvia corte de gastos com pessoal na Casa para nos adequarmos à Lei de Responsabilidade Fiscal e, em troca, o Executivo se comprometeu a bancar uma parte do financiamento das obras", explicou Alírio. Segundo o presidente, a Câmara funciona atualmente de forma precária. "Estamos há dezessete anos num prédio emprestado, sem condições ideais de trabalho", afirmou, acrescentando que "a Câmara estava quase entrando para o movimento dos sem-teto".
Dentro do canteiro de obras da nova sede, Alírio agradeceu e lembrou Arruda do compromisso feito há um ano. "O senhor conseguiu pegar o empréstimo que o Distrito Federal precisava no Banco Interamericano de Desenvolvimento. O esforço do Poder Legislativo foi crucial e, agora, vamos terminar essa obra", afirmou o presidente.
Além do corte de pessoal, os 24 distritais se comprometeram a destinar, individualmente, R$ 1 milhão através de emendas aos orçamentos de 2008 e 2009, totalizando R$ 48 milhões. Como o total de gastos previstos para a obra é de R$ 72 milhões, o GDF vai entrar com os R$ 24 milhões restantes.
Para o governador, o acordo demonstra um gesto de confiança por parte do Poder Legislativo. "Esse foi um acordo suprapartidário para acabar com mais um esqueleto de Brasília, além de finalizar o projeto de Lúcio Costa, que previa a reunião dos três poderes distritais em volta da Praça do Buriti", afirmou Arruda. O deputado Reguffe, no entanto, não poupou críticas na cerimônia de retomada das obras. "Defendo que temos que concluir a sede, mas também temos que apurar os motivos que aumentaram o valor total da obra em quase o dobro do previsto", lembrou. Reguffe chegou a afirmar que "ou tivemos desvio de verbas ou incompetência na gestão, dois crimes graves". O custo inicial para a construção era de R$ 42 milhões, mas não previa a construção de mais 300 vagas para veículos, aproximadamente, como exigiu o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Como o gasto necessário para incluir as vagas era bastante superior ao que foi contratado no projeto inicial, foi preciso rescindir o contrato e realizar nova licitação.