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"Nosso pão e nosso Leite" não vai acabar, diz diretor da Emater

Publicado em 29/09/2011 14h16
O diretor-executivo da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), Marcelo Resende, garantiu que o programa "Nosso Pão e nosso Leite" não vai acabar, mas apenas passar por mudanças com a finalidade de aperfeiçoá-lo. A afirmação foi feita hoje (29) durante audiência pública convocada pela deputada Eliana Pedrosa (DEM) para discutir a situação do programa.
 Marcelo Resende lembrou que o programa beneficia 47 mil pessoas no Distrito Federal, mas que o marco legal em que se apóia é muito frágil, requerendo alterações que o tornem mais eficiente e transparente.
 Resende esclareceu ainda que o depoimento das mães e lideranças comunitárias, no decorrer da audiência, foi importante para ajudar a encaminhar as modificações que serão feitas.

O programa é implementado a um custo anual de R$ 35 milhões e é atendido por 101 produtores do DF e 224 de Goiás. Entre eles, há produtores que fornecem 151 litros de leite, contra outros que entram com mais de 81 mil litros. Essa é a realidade atual, mas, segundo declarou Resende, em qualquer mudança "a prioridade será sempre para o pequeno produtor".

Marcelo Resende também defendeu a secretária de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda (Sedest) do DF, Arlete Sampaio, apontada por alguns dos presentes como defensora da idéia de trocar a entrega direta do leite e pão por dinheiro. Para o diretor da Emater, Arlete foi a responsável pela implementação do maior programa de leite do país, executado pelo Governo Federal nas administrações do ex-presidente Lula.
 

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