Moção manifesta pesar pela morte do Dr. Campos da Paz
Moção manifesta pesar pela morte do Dr. Campos da Paz
A presidente da Câmara Legislativa, deputada Celina Leão (PDT), apresentou nesta segunda-feira (26) moção em que manifesta votos de pesar pela morte do Dr. Aloysio Campos da Paz Júnior, médico fundador da Rede Sarah de Hospitais e pioneiro de Brasília, ocorrida na tarde de domingo. De acordo com a parlamentar, o Brasil perdeu um de seus maiores nomes da medicina, um exemplo de dedicação e empenho na sua trajetória profissional.
Aos 80 anos, Campos da Paz era casado com a bibliotecária Elsita Campos, com quem tinha três filhos. Ele deixa também quatro netos na capital federal. "A moção busca manifestar pesar à família, amigos e pacientes pela perda irreparável. Dr. Campos da Paz - como era carinhosamente conhecido – que acreditava no ser humano e, sobretudo, na capacidade de superação e reabilitação de seus pacientes. Nossa saudade durará para sempre", afirma a distrital.
Aloysio Campos da Paz Júnior nasceu no Rio de Janeiro em 1934. Graduou-se em Medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro em 1960. Recém formado, ele integrou a primeira equipe médica do Hospital Distrital de Brasília em 1960, implantando a Unidade de Traumato-Ortopedia.
Sarah - Em 1961, assumiu a Direção do então Centro de Reabilitação Sarah Kubitschek. Realizou Pós-Graduação em Ortopedia e Reabilitação na Oxford University - Inglaterra em 1963/1964 e Doutorado em Ortopedia e Traumatologia na Universidade Federal de Minas Gerais em 1966.
No ano de 1975, Campos da Paz criou o "Plano para desenvolvimento de um programa regional de ortopedia e reabilitação" que originou o Instituto Nacional de Medicina do Aparelho Locomotor - SARAH. Coordenou também o Comitê de Saúde da Assembléia pré-Constituinte Comissão Affonso Arinos.
Em 1982, iniciou a expansão do Centro de Reabilitação Sarah Kubitschek com a fundação de uma nova unidade hospitalar em Brasília. Participou também dos projetos de implantação das unidades SARAH em São Luís/MA, Salvador, Belo Horizonte, Fortaleza, Macapá, Belém e Rio de Janeiro. Em 1995, o médico recebeu da Câmara Legislativa o título de cidadão honorário de Brasília por seus relevante serviços prestados à saúde no Distrito Federal.