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Líderes partidários saúdam novo presidente e relação com Executivo

Publicado em 03/02/2009 15h52
Os líderes de blocos e partidos da Câmara Legislativa discursaram na sessão solene de posse da nova Mesa Diretora da Câmara Legislativa.
 Os discursos ressaltaram a relação "harmoniosa e independente" entre os poderes Legislativo e Executivo e a atuação da Casa no biênio anterior, sob o comando de Alírio Neto (PPS).

O primeiro deputado distrital a falar foi Rogério Ulysses (PSB), representando o Bloco Independente (PPS, PMN, PSB, PSL e PP) destacando que o principal objetivo é manter a boa relação com o Executivo, construída pela Mesa anterior. "O desafio é não desgastar este relacionamento com a chegada do período eleitoral", observou.
 Em seguida, a vice-líder do bloco PMDB/PR e líder do governo Eurides Brito (PMDB), destacou que muitas ações da Câmara não chegam ao conhecimento da população. "Nesses dois primeiros anos, extinguimos o voto secreto, por exemplo, e a população não tomou conhecimento devido ao pouco destaque dado pela mídia". Pelo Bloco Democrata Progressista (DEM e PRP), Batista das Cooperativas (PRP) acrescentou que muitas vezes as matérias jornalísticas não citam as alterações em projetos feitos pela Casa, a partir de emendas parlamentares, reuniões técnicas e audiências públicas.

Cristiano Araújo (PTB), representando o PTB e o PSDB, desejou boa sorte ao novo presidente, Leonardo Prudente (DEM), e ressaltou que a maior missão da nova Mesa é conduzir os trabalhos da Casa para uma maior interação com a população carente.

Desculpas - O deputado Brunelli (DEM) aproveitou a sessão solene para desculpar-se com o governador José Roberto Arruda. Na confraternização de fim de ano dos servidores da Câmara, em dezembro de 2008,  Brunelli foi fotografado atirando um sapato em um pôster do governador. "Gostaria de pedir desculpas em meu nome. Meus posicionamentos continuarão existindo, mas atos que não dignificam a minha biografia serão corrigidos com gestos de humildade", afirmou.
 A nova líder do Partido dos Trabalhadores, Erika Kokay (PT), mudou o tom dos discursos anteriores e cobrou mais independência do Legislativo. "Nosso desafio é ser um poder altivo que dialoga com a sociedade para garantir o estado democrático de direito", afirmou. A deputada lembrou da pressão do governo para a aprovação do PDOT, em que foram analisadas "300 emendas em 30 minutos" e pediu uma valorização do corpo de servidores da Casa, que está "sem reajuste há dois anos".

Fechando os discursos de líderes, Reguffe (PDT) destacou que o futuro dos Legislativos é fiscalizar mais do que legislar. "É assim que eu penso que a Câmara vai se aproximar da sociedade", observou Reguffe.

 

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