Licitações podem contribuir para um mercado sustentável, diz analista
Licitações podem contribuir para um mercado sustentável, diz analista

O poder de compra do Estado - que corresponde a 20% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro -, lembrou a analista, deve ser usado para desenvolver um mercado sustentável. Ela citou como exemplo a provável escolha por impressoras dupla-face ou por lâmpadas incandescentes e disse que o Tribunal de Contas da União (TCU), que julga os gastos públicos, já está aberto à nova mentalidade. O que falta, concluiu Ana Maria, é formar e capacitar os agentes públicos com essa finalidade.
Cidadania - "É preciso transformar o hábito do consumo em prática permanente de cidadania", declarou o vice-presidente do Procon-DF, José Vieira, acrescentando que o consumidor tem em suas mãos o poder de transformação social. Para isso, tem que escolher produtos e empresas com responsabilidade social e respeito ao meio ambiente.
O combate ao desperdício e ao "consumo corrupto" pelo poder público foi o foco da fala do pesquisador Aldo Paviani, professor aposentado da Universidade de Brasília (UnB). "O desemprego é uma das formas de desperdício de mão-de-obra e de mentes", afirmou, defendendo também o uso racional da terra e do espaço territorial.
"Consumir de maneira consciente é contribuir para um mundo mais harmônico", vaticinou o diretor do Instituto de Permacultura, Rafael Poubel. Na sua opinião, o consumo consciente não se pauta apenas no varejo; implica "uma nova postura de vida, com cuidado por si próprio, pelo outro e pela natureza".