Governo federal mostra preocupação com o PDOT em discussão na Câmara
Governo federal mostra preocupação com o PDOT em discussão na Câmara

O interesse desses órgãos no assunto se deve à importância ambiental do território do DF, conforme exposição de Rogério Vereza, do Departamento de Áreas Protegidas do Ibama. Segundo o IBGE, 93% da área do Distrito Federal está inserida em unidades de conservação, enquanto que, nos estados, esse percentual não ultrapassa 8%.
Vereza citou, entre outros questionamentos, o que os ambientalistas chamam de "efeito de borda", com ocupação urbana em torno das unidades de conservação, o que estimularia o avanço sobre o interior das florestas. Segundo ele, a proposta de revisão do PDOT desconsidera o zoneamento original da Área de Prioteção Ambiental (APA) do Planalto Central, rica em nascentes e matas de galeria.
A ambientalista Mônica Veríssimo, da Fundação SD Sustentatibilidade e Desenvolvimento, lembrou depois que 15 das espécies animais ameaçadas de extinção no Brasil habitam o Parque Nacional de Brasília (Água Mineral), o Jardim Botânico, a estação de Águas Emendadas e a área do IBGE. Para a arquiteta Tânia Batella, os problemas levantados pelos técnicos do governo federal não se referem ao substitutivo da Câmara, mas ao projeto original do GDF. "O conceito da proposta está errado, conflita com a legislação federal", disse.
A discussão das emendas ao PDOT prossegue na tarde de hoje, na sala de reuniões da Mesa Diretora, com a presença de técnicos da Casa, da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente (Seduma) e de entidades não governamentais.