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Estudantes prometem ir às ruas em defesa da qualidade da educação pública

Publicado em 17/03/2008 13h04
Estudantes prometem ocupar as ruas para defender a qualidade da educação. Esse o discurso de vários alunos de escolas públicas do DF, presentes à audiência pública promovida pelo vice-presidente da Casa, deputado Paulo Tadeu (PT), hoje pela manhã no auditório da Câmara Legislativa, para debater a educação em Brasília.

Os programas propostos pelo governo do DF para eliminar a defasagem idade-série, o nível de repetência e a implantação do ensino integral foram duramente criticados por todos os professores, alunos e representantes da comunidade que participaram do debate.

Segundo a deputada Erika Kokay (PT), presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos, a lógica do GDF é uma lógica mercantilista, de terceirização dos serviços públicos e redução do Estado ao mínimo. Ao concordar com a professora Maria Luísa Angelim, da UnB, que defendeu uma educação integral, para formar os jovens como seres humanos capazes de exprimir toda sua diversidade, a deputada disse estranhar que o governo esteja preocupado apenas com o prejuízo financeiro trazido pela repetência de alunos e não com as dificuldades que os levaram a esse insucesso.

O deputado Paulo Tadeu, observou que, com raros períodos de exceção, desde seus tempos de aluno no ensino fundamental, as pessoas responsáveis pela educação no Distrito Federal são as mesmas. O parlamentar salientou ainda o fato de que o governador Arruda comemorou tanto a economia de mais de um bilhão de reais do orçamento do ano passado ao mesmo tempo em que alegou falta de recursos para melhorar o salário dos professores, enquanto anuncia uma série de obras que, segundo seu entendimento, não atendem qualquer necessidade da população.

Vários professores fizeram uso da palavra e lembraram que Brasília nasceu inovando com uma política pública que promovia a educação integral, com as escolas parques complementando o ensino das escolas classe. Essa experiência durou de 1960 a 1968, quando a ditadura militar interveio na educação em todo o país. Questionaram ainda a lógica do GDF de impor programas sem qualquer base científica e sem discussão com a comunidade interessada. Para eles, o governo do DF está preocupado com estatísticas e não com educação.

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