Estudantes prometem ir às ruas em defesa da qualidade da educação pública
Estudantes prometem ir às ruas em defesa da qualidade da educação pública

Os programas propostos pelo governo do DF para eliminar a defasagem idade-série, o nível de repetência e a implantação do ensino integral foram duramente criticados por todos os professores, alunos e representantes da comunidade que participaram do debate.
Segundo a deputada Erika Kokay (PT), presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos, a lógica do GDF é uma lógica mercantilista, de terceirização dos serviços públicos e redução do Estado ao mínimo. Ao concordar com a professora Maria Luísa Angelim, da UnB, que defendeu uma educação integral, para formar os jovens como seres humanos capazes de exprimir toda sua diversidade, a deputada disse estranhar que o governo esteja preocupado apenas com o prejuízo financeiro trazido pela repetência de alunos e não com as dificuldades que os levaram a esse insucesso.
O deputado Paulo Tadeu, observou que, com raros períodos de exceção, desde seus tempos de aluno no ensino fundamental, as pessoas responsáveis pela educação no Distrito Federal são as mesmas. O parlamentar salientou ainda o fato de que o governador Arruda comemorou tanto a economia de mais de um bilhão de reais do orçamento do ano passado ao mesmo tempo em que alegou falta de recursos para melhorar o salário dos professores, enquanto anuncia uma série de obras que, segundo seu entendimento, não atendem qualquer necessidade da população.
Vários professores fizeram uso da palavra e lembraram que Brasília nasceu inovando com uma política pública que promovia a educação integral, com as escolas parques complementando o ensino das escolas classe. Essa experiência durou de 1960 a 1968, quando a ditadura militar interveio na educação em todo o país. Questionaram ainda a lógica do GDF de impor programas sem qualquer base científica e sem discussão com a comunidade interessada. Para eles, o governo do DF está preocupado com estatísticas e não com educação.