Estudantes e especialistas debatem problemas de segurança que afetam os jovens
Estudantes e especialistas debatem problemas de segurança que afetam os jovens
Os problemas de segurança que afetam os jovens no Distrito Federal, especialmente em regiões próximas às escolas, foi tema de debate na Câmara Legislativa, nesta segunda-feira (7). Alunos do Centro de Ensino Médio de Taguatinga relataram os frequentes assaltos e roubos, que criam uma sensação de medo. A deputada Celina Leão (PDT), que esteve à frente da audiência pública, disse que vai encaminhar um ofício ao GDF cobrando providências imediatas.
"Pelo que foi relatado, somos levados a crer que há um padrão que se repete entre os criminosos. Vamos solicitar que a Secretaria de Segurança Pública investigue e identifique os responsáveis", explicou a parlamentar. Alunos contaram que famílias estão contratando segurança particular porque temem pela integridade de seus filhos.
A deputada também pediu aos estudantes que enviem sugestões à Câmara Legislativa para ajudar a aperfeiçoar o plano de políticas públicas para a juventude, em tramitação na Casa. "O governo precisa garantir ensino de qualidade, escolas bem equipadas e que os alunos tenham respeitado o direito de ir e vir com segurança", completou.
Além dos estudantes, participaram da audiência pública professores, representantes de entidades estudantis, como a UNE e a Umesb, além do Ministério Público do DF. Para o professor Davi Silva Fagundes, criador do projeto "Adote um Distrital", é preciso acompanhar a elaboração de políticas públicas pela Câmara Legislativa e sua execução pelo governo. "Temos que saber em que nível as ações estão sendo aplicadas", observou.
Para a promotora de justiça adjunta Cláudia Braga Tomelin de Almeida, que atua na Vara da Infância, na área de atos infracionais, a educação é o melhor antídoto contra a violência e os problemas da área de segurança. Já sua colega Janaína Laudelina Bizerra destacou a necessidade de o jovem se preocupar com a política. "Há um fenômeno de desinteresse que é mundial, mas temos de combatê-lo", declarou.