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Distritais justificam votos na aprovação do projeto do IPREV

Publicado em 30/09/2015 15h26

Um dia após a aprovação do substitutivo ao projeto de lei complementar 30/2015, do Executivo, que autorizou o governo local a utilizar recursos superavitários do Instituto de Previdência dos Servidores (IPREV) para o pagamento de salários dos servidores, vários deputados distritais ocuparam a tribuna na sessão ordinária desta quarta-feira (30) para justificar seus votos. Quase todos eles reclamaram das vaias e xingamentos que receberam de manifestantes que lotaram as galerias da Câmara Legislativa, durante a tensa sessão.

O primeiro a ir à tribuna defender e explicar o seu voto favorável ao projeto foi o líder do PT, deputado Chico Vigilante. "O meu voto de ontem foi um dos que tive a maior convicção de estar fazendo a coisa certa. Antes da votação, consultamos os maiores especialistas do Brasil e recebemos também o apoio do Ministro da Previdência, que nos informou que Brasília deu um exemplo para o País com o projeto que construímos nesta Casa", enfatizou o parlamentar.

A presidente da Câmara Legislativa, deputada Celina Leão (PDT), também defendeu a atuação dos deputados distritais na votação. "Essa reflexão agora é importante, pois as pessoas precisam saber que ontem só tínhamos duas opções: ou votávamos o projeto na forma do substitutivo ou então não votávamos e os servidores ficariam sem receber os seus salários", exortou, lembrando que a Casa "melhorou o projeto que foi encaminhado pelo Executivo, incluindo as garantias de devolução do empréstimo".

Na mesma linha, o deputado Reginaldo Veras (PDT) enumerou as razões que o fizeram votar a favor do projeto. "Eu sempre disse que não votaria nenhum projeto que retirasse direito dos trabalhadores nesta Casa. E foi o que eu fiz ao ajudar a garantir o pagamento dos salários dos servidores. Infelizmente, alguns sindicalistas que concordaram em apoiar o projeto em nossas reuniões foram frouxos e nos acusaram publicamente de traição", criticou. O distrital Ricardo Valle (PT) comentou que se sentiu "mais tranquilo" ao votar o projeto e "evitar um problema mais grave para os servidores".

Voto contrário – O deputado Wasny de Roure (PT), o único distrital a votar contra o projeto, justificou mais uma vez sua posição depois que Chico Vigilante defendera que o projeto estava dentro da legalidade. "De acordo com a  Portaria 402/403 do Ministério da Previdência o projeto votado ontem não tem cobertura constitucional. Por isso não votei nesse remanejamento açodado. Também não acredito que o DF nesta situação difícil  que está vai conseguir devolver esses recursos superiores a 1 bilhão de reais em apenas 180 dias", constestou.

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