Publicador de Conteúdos e Mídias

Diretora acusada de discriminação é ouvida na Comissão de Defesa dos Direitos Humanos

Publicado em 20/08/2009 13h11
A diretora da Escola Classe do Regimento de Cavalaria, Sandra Maria Morais Sousa Guimarães, foi ouvida hoje (20) na Comissão de Defesa dos Direitos Humanos sobre as denúncias de Márcio Gustavo Otaran Mota e sua mulher, Altina Elizabeth Marques Mota, sobre  episódios de discriminação a seu filho Márcio, encaminhadas à comissão em 2007.
 A oitiva foi precedida da leitura do depoimento prestado pelo casal à comissão, em junho passado, na qual os pais de do garoto, que é portador de retardo do desenvolvimento neuropsicomotor, reclamaram das dificuldades para matricular e manter o filho na referida escola, além de sucessivos atritos pela falta de atendimento adequado.

A diretora esclareceu que os fatos não se passaram da forma como foram descritos e que a escola, que dirige desde 2003, sempre se preocupou em dar um atendimento de qualidade e com equidade a todos os alunos, mas que não dispunha de estrutura adequada para crianças com necessidades especiais.

O deputado Bispo Renato Andrade (PP), presidente da comissão, argumentou que a verdade é uma só, embora se apresente com duas faces. Mas, mesmo assim, garantiu à depoente que a oitiva dela não representava uma contestação aos fatos, mas o outro lado dos fatos apresentados.
  O deputado Raimundo Ribeiro pediu objetividade à depoente, para que pudesse confrontar os fatos, e não as versões.
 Para alcançar esse intento, pediu à diretora que envie à comissão cópia do ofício da Secretaria de Educação que proíbe a presença de monitores particulares nas escolas, conforme havia sido pedido pelos pais do aluno.
 Mais esclarecimentos - Foram ouvidas também a professora Angélica, que acompanhou o aluno por cerca de quatro meses, a supervisora pedagógica  Conceição e a funcionária da empresa Juiz de Fora, Kátia, que deram sua contribuição ao esclarecimento da queixa dos pais de Márcio de que o menino tinha recebido um banho de mangueira.

As três foram unânimes em assegurar que a higienização do garoto foi feita no banheiro, cujo chuveiro estava sem água, e que a mangueira foi utilizada apenas para colocar água num balde. "Era impossível limpar apenas com lencinho e luva, precisávamos lavar com água e sabão", disse a professora, que trabalha no ensino especial há muitos anos.

 

Mais notícias sobre