Deputados justificam emendas orçamentárias para a cultura
Deputados justificam emendas orçamentárias para a cultura

Vários deputados usaram o microfone nesta quarta-feira (11), na sessão ordinária, para explicar o volume de emendas orçamentárias de parlamentares destinadas à cultura, objeto de matéria veiculada hoje pela imprensa local. A escassez de recursos destinados pelo governo para a área e o não aproveitamento das emendas pelas outras secretarias do GDF foram alguns dos motivos citados.
A deputada Eliana Pedrosa (PPS) ateve-se à crítica de um jornal diário que dizia haver poucas emendas destinadas à educação. A distrital lembrou que houve um superavit de R$ 211 milhões no orçamento da Secretaria de Educação de 2012 para 2013. "Ou está havendo má gestão ou foram alocados recursos em quantidade superior à necessária para executar os projetos previstos", afirmou.
Agaciel Maia (PTC), que foi relator do orçamento deste ano, completou, explicando que não se pode destinar emendas parlamentares para beneficiar áreas do governo que não executaram 100% de seus orçamentos na gestão anterior. O parlamentar afirmou também que a própria Secretaria de Cultura costuma pedir aos deputados emendas para grandes eventos da cidade, como o aniversário de Brasília. "Criou-se uma cultura de que o orçamento da área precisa ser reforçado por meio de emendas de deputados", acrescentou.
A líder do governo, Arlete Sampaio (PT), destacou que nenhuma de suas emendas para a educação foi executada, ao passo que a Secretaria de Cultura aproveitou várias, algumas para eventos e outras para políticas públicas. A distrital destacou, entre as emendas de sua autoria concretizadas, a que possibilitou a compra de mais de 700 livros para a Biblioteca Nacional - a qual antes não possuía nenhum exemplar, segundo informou.