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Deputada afirma que serviço de monitora é essencial

Publicado em 26/03/2008 14h11
A deputada Erika Kokay (PT) afirmou hoje, durante a audiência pública promovida pela Comissão de Educação e Saúde (CES) para debater o processo seletivo para o cargo de monitor da Secretaria de Educação, que a função é tão importante que deveria merecer o mesmo tratamento dado aos monitores do CAJE, cuja permanência no cargo foi negociada até a realização de concurso público.

No caso da Educação, segundo a deputada, as crianças ficaram o ano inteiro de 2007 sem período integral exatamente por falta das monitoras, cujo processo de seleção vem sendo questionado pelos antigos colaboradores, cuja maioria não foi aprovada.

Erika considerou legítimo o movimento das monitoras, que estão lutando por seus direitos, e que o Estado conhece perfeitamente a natureza das atividades que desempenham nas creches, não se justificando, portanto,  a exigência de que comprovassem a prévia experiência, na forma como foi estabelecido no edital do processo seletivo.

A deputada, que é presidente da Comissão de Direitos Humanos e membro titular da CES, sugeriu que a comissão solicite à Secretaria de Educação a relação de todas os monitoras que participaram da seleção e quais foram aprovadas e os motivos determinantes da desaprovação das demais. Com base nisso, segundo disse, impõe-se a revisão dos critérios.
 Nas conclusões, a secretária-adjunta de Educação, Eunice Ferreira dos Santos, lembrou que dez mil pessoas que participaram da seleção tiveram a mesma oportunidade. Mas a coordenadora da Associação dos Trabalhadores em Assistência Social, Lucilene Gomes da Silva, afirmou que "ainda não ouviram o que gostariam de ouvir" e a deputada Eurides Brito (PMDB) concluiu que pela primeira vez as autoridades do governo se mostraram receptivas, prestando os esclarecimentos que a situação requer.

 

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