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CPI da Gautama: Hebert depõe e não consegue explicar contradições em contrato

Publicado em 15/10/2007 11h58
Depois de uma exposição de cerca de vinte minutos, o engenheiro Hebert Gualberto de Souza não conseguiu convencer os membros da CPI da Gautama, na reunião ordinária realizada na manhã de hoje, de que não percebeu quaisquer irregularidades na execução do contrato para a construção de barragem da bacia do Rio Preto.

Hebert, que acumulou funções como presidente da Comissão de Licitação que sagrou a Gautama como vencedora da concorrência para a construção da barragem, como fiscal dos serviços realizados e como executor do contrato, discorreu sobre aspectos técnicos das obras, mas não soube dizer porque atestou execução de serviços que não haviam sido prestados.

De acordo com os deputados que o inquiriram - Bispo Renato (PR), Cabo Patrício (PT) e Brunelli (DEM) - , a CPI esperava respostas mais conclusivas do depoente para os fatos, visto que trabalhara na Secretaria de Agricultura de março de 1999 a abril de 2007, tendo participado praticamente de todo o histórico que envolve o contrato da secretaria com a construtora Gautama, mas insistiu em dar às explicações um caráter apenas técnico.

Acareações - A fim de tentarem obter respostas consistentes às indagações objetivas feitas ao depoente, os deputados decidiram atribuir caráter reservado à reunião, que até  então era aberta.
 De 11h40 às 13h30, Hebert foi ouvido reservadamente.
 A partir de suas informações, a CPI decidiu promover duas acareações, entre Hebert e o topógrafo Emirton de Araújo Carvalho, e entre Hebert e o advogado Júlio Castro Cavalcante, que depôs no último dia 10.


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