Comissão geral defende regulamentação de equipes especiais nas escolas
Comissão geral defende regulamentação de equipes especiais nas escolas

Foi o próprio secretário de Educação, José Luiz Valente, quem tranqüilizou os deputados distritais, professores, pedagogos e psicólogos que debateram o problema na Comissão Geral.
Ele assegurou a permanência daquelas equipes nas escolas públicas e se comprometeu a analisar as reivindicações prioritárias que seriam encaminhadas a ele, ao final da Comissão Geral.
A presidente da Comissão de Direitos Humanos, deputada Erika Kokay (PT), ressaltou a importância do compromisso assumido pelo secretário. Mas defendeu que a regulamentação do trabalho daqueles profissionais nas escolas públicas "deveria ser uma política de Estado, inclusive assegurada pela Lei Orgânica do DF".
Também o professor Washington Dourado, representante do sindicato da categoria (Sinpro), enfatizou a necessidade de se aprovar a regulamentação daquele serviço de atendimento especial aos alunos. "É um serviço de alto gabarito, que precisa ser reconhecido, inclusive com a definição de suas atribuições e gratificação específica".
"Depósitos de meninos" - O deputado Rogério Ulysses (PSB) manifestou seu apoio às propostas discutidas na Comissão Geral, lembrando sua condição de "professor de escola de periferia". O parlamentar afirmou que aqueles profissionais são geralmente os mais qualificados nas escolas. "Eles atuam com jovens rotulados de alunos problemas e são indispensáveis para que as unidades de ensino não se tornem "depósitos de meninos".
O deputado Reguffe (PDT) também apoiou as reivindicações de regulamentação e gratificação aos pedagogos e psicólogos das equipes especiais,"pois lidam com a formação de valores entre os estudantes". E lamentou que o secretário de Educação não tenha ficado até o final do encontro para dialogar com os professores outras questões graves que afetam a qualidade de ensino no DF. "Vou encaminhar minhas sugestões por e-mail", anunciou.