Comissão de Ética decide aguardar "fatos novos" antes de julgar Benedito
Comissão de Ética decide aguardar "fatos novos" antes de julgar Benedito

Por sugestão dos deputados Chico Vigilante(PT) e Israel Batista (PDT), a Comissão também aprovou, por unanimidade, a proposta de o Procurador-Geral solicitar ao Tribunal de Justiça do DF todas as informações, inclusive as sigilosas, que constam do processo de investigação contra o deputado Benedito Domingos.
A presidente da Comissão, deputada Celina Leão (PSD), encaminhou a reunião lendo o parecer da Procuradoria, que indagava aos distritais se eles identificavam algum "fato novo" que pudesse mudar a decisão anterior, pelo sobrestamento.
Todos disseram que o acatamento da denúncia pelo Conselho Especial do Tribunal de Justiça não representava fato novo."O acatamento já era esperado. Vamos aguardar a decisão do Tribunal de Justiça e aguardar as informações solicitadas, pois não há nada de novo no processo que justifique qualquer punição ao deputado. Não estamos passando a mão na cabeça de ninguém. E nem podemos cometer injustiças", justificou a parlamentar."Não existe fato novo. Mas se o deputado vier a ser condenado pelo Tribunal de Justiça, no outro dia eu vou ser o primeiro a pedir aqui a cassação dele", enfatizou o deputado Chico Vigilante, afirmando ainda que as denúncias contra Benedito Domingos foram amplamente divulgadas entre 2008 e 2010 e mesmo assim ele fora eleito e absovido pela população.
O corregedor da Câmara Legislativa, Siqueira Campos (PSC), disse que não era preciso adiar o julgamento. " Eu queria julgar logo. Mesmo que viessem no processo as provas mais contudentes eu não cassaria o deputado, pois foi a sociedade que mandou ele para cá, depois de tomar conhecimento de todas as denúncias pela imprensa", afirmou.
O deputado Dr. Charles (PTB) enfatizou que não participou da decisão anterior, ano passado, mas que leu todo o processo que estava à disposição da Comissão. "Está claro que não há nada de novo.
" Israel Batista comentou que a decisão tomada por eles fora acertada. "Não podemos fazer caça às bruxas".