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Comissão de Ética decide aguardar "fatos novos" antes de julgar Benedito

Publicado em 03/04/2012 12h55
Por unanimidade, os membros da Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara Legislativa decidiram, em reunião na manhã desta terça-feira, manter o sobrestamento da representação feita contra o deputado Benedito Domingos(PP), por considerarem que não houve nenhum fato novo que pudesse modificar a decisão tomada no ano passado, quando foi requerida abertura de uma CPI para apurar as denúncias de fraude em licitação e formação de quadrilha, apresentadas contra aquele parlamentar.

Por sugestão dos deputados Chico Vigilante(PT) e Israel Batista (PDT), a Comissão também aprovou, por unanimidade, a proposta de o Procurador-Geral solicitar ao Tribunal de Justiça do DF todas as informações, inclusive as sigilosas, que constam do processo de investigação contra o deputado Benedito Domingos.

A presidente da Comissão, deputada Celina Leão (PSD), encaminhou a  reunião lendo o parecer da Procuradoria, que indagava aos distritais se eles identificavam algum "fato novo" que pudesse mudar a decisão anterior, pelo sobrestamento.
 Todos  disseram que o acatamento da denúncia pelo Conselho Especial do Tribunal de Justiça não representava  fato novo."O acatamento já era esperado. Vamos aguardar a decisão do Tribunal de Justiça e aguardar as informações solicitadas, pois não há nada de novo no processo que justifique qualquer punição ao deputado. Não estamos passando a mão na cabeça de ninguém. E nem podemos cometer injustiças", justificou a parlamentar."Não existe fato novo. Mas se o deputado vier a ser condenado pelo Tribunal de Justiça, no outro dia eu vou ser o primeiro a pedir aqui a cassação dele", enfatizou o deputado Chico Vigilante, afirmando ainda que as denúncias contra Benedito Domingos foram amplamente divulgadas entre 2008 e 2010 e mesmo assim ele fora eleito e absovido pela população.

O corregedor da Câmara Legislativa, Siqueira Campos (PSC), disse que não era preciso adiar o julgamento. " Eu queria julgar logo. Mesmo que viessem no processo  as provas mais contudentes eu não cassaria o deputado, pois foi a sociedade que mandou ele para cá,  depois de tomar conhecimento de todas as denúncias pela imprensa", afirmou.

O deputado Dr. Charles (PTB) enfatizou que não participou da decisão anterior, ano passado, mas que leu todo o processo que estava à disposição da Comissão. "Está claro que não há nada de novo.

"  Israel Batista comentou que a decisão tomada por eles fora acertada. "Não podemos fazer caça às bruxas".

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