Comissão aprova projetos que findam polêmica sobre a carreira de assistência social
Comissão aprova projetos que findam polêmica sobre a carreira de assistência social

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) da Câmara Legislativa aprovou nesta terça-feira (13) o projeto de lei nº 1.851/2014, do Executivo, que cria a carreira socioeducativa no quadro de pessoal do GDF. A proposta, que tem provocado ampla discussão na Câmara Legislativa no último mês, determina a estrutura mínima da nova carreira e o número de cargos a serem preenchidos por meio de concurso público.
Os deputados da CAS também aprovaram o projeto de lei nº 1.901/2014, do Executivo, que modifica a carreira pública de assistência social, estabelecendo a criação de um comitê gestor de política de assistência social. Em seu relatório, a deputada Celina Leão (PDT), presidenta da comissão, enfatizou que as mudanças no acolhimento dos adolescentes em conflito com a lei foram discutidas em profundidade na Câmara Legislativa e deverão trazer melhorias ao sistema, atendendo ao que estabelece o Estatuto da Criança e Adolescente (ECA). Ambos os projetos podem ser votados ainda hoje à tarde, em plenário.
Metrô – Após lamentar o não comparecimento do secretário de Administração Pública, Wilmar Lacerda; do diretor- presidente do Metrô-DF, Alberto Castilho, e também do diretor de operações da Companhia do Metropolitano, Fernando Solero, para prestarem esclarecimentos na CAS, Celina Leão anunciou que vai aguardar a marcação dos depoimentos até o próximo dia 25. "Se não houver comparecimento, terei que entrar com denúncia de crime de responsabilidade", alertou, ressaltando a necessidade de discussão dos problemas que envolvem a operação do Metrô, sobretudo a segurança dos usuários.
A distrital abriu espaço na reunião para ouvir o depoimento da diretora do Sindmetrô, Tânia Viana, quem denunciou que pilotos do Metrô estão "trancafiados" na companhia, por causa das denúncias feitas à imprensa de que ingressam em túneis sem qualquer possibilidade de comunicação com a estação de controle. "A segurança do metrô é a nossa principal reivindicação. Mas não conseguimos dialogar com o governo", criticou a sindicalista.
Ao considerar a denúncia "gravíssima", o deputado Olair Francisco (PTdoB) propôs que os fatos narrados pela sindicalista sejam levados ao conhecimento da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Legislativa, para serem apurados. Celina Leão acatou a sugestão e adiantou que poderia ocorrer uma visita conjunta ao Metrô, com representantes dos dois colegiados.