CLDF celebra campanha do Novembro Azul
CLDF celebra campanha do Novembro Azul

"Mais de 68 mil novos casos de câncer de próstata foram diagnosticados no Brasil em 2014", observou a deputada Telma Rufino (sem partido), nesta manhã (17), ao apresentar o número de ocorrências de homens com a doença durante seu discurso na solenidade de conscientização sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de próstata. O evento, presidido pela distrital, contou com as presenças de profissionais da área de urologia, da deputada Celina Leão (PDT), do deputado Agaciel Maia (PTC) e do conselheiro do TCDF Márcio Michel. A solenidade ainda teve a participação do Coral Superação e do Grupo Expressão de Amor, e entrega de moções de louvor.
Celina Leão e os demais integrantes da mesa parabenizaram a iniciativa da procuradora da mulher na Câmara Legislativa, deputada Telma Rufino, pela promoção de um evento voltado para a saúde dos homens. O urologista e docente da Escola Superior de Ciências da Saúde (ESCS), Francisco Diogo Rios Mendes, lembrou do papel da mulher no processo de conscientização do homem com a própria saúde.
Mendes ainda lembrou que há ressalvas na procura, por parte dos homens, com a manutenção da sua saúde, e propôs uma mudança de comportamento da sociedade. "É preciso tratar dessas questões desde criança, também é preciso tratar das questões de masculinidade. Quando se leva uma criança, um garoto, desde cedo ao médico, ao chegar aos 40 anos já se torna algo normal de fazer", apontou.
O presidente da Seccional da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU-DF), Aderivaldo Cabral Dias Filho, em sua fala, declarou que a baixa procura dos homens ao médico urologista "não é o preconceito, mas o medo do diagnóstico. O homem tem medo é do que o médico pode constatar". O urologista ainda apontou que há poucos profissionais na área e uma grande fila de espera para cirurgias.
O deputado Agaciel Maia apontou que é necessário haver destinação de recursos para políticas de prevenção e conscientização da doença e ressaltou que "é melhor gastar na prevenção do que depois gastar em cirurgias e tratamentos".