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Câmara quer ouvir ex-servidor preso por "arapongagem"

Publicado em 09/02/2010 15h34
O presidente da Câmara Legislativa, deputado  Wilson Lima (PR), decidiu hoje (9) solicitar ao diretor da Polícia Civil, Pedro Cardoso, a realização de varredura técnica nos gabinetes e dependências da casa a fim de checar eventuais instalações de "grampos". Ele atendeu a um requerimento apresentado pelo líder do PT, deputado Paulo Tadeu, em Plenário.

O distrital defendeu também a convocação, pela Casa, do servidor Francisco do Nascimento Monteiro, que estava lotado no gabinete do deputado Benedito Domingos (PP), quando foi preso junto com outros dois policiais de Goiás, acusados de "arapongagem" em gabinetes de parlamentares da oposição. "Precisamos saber quem encomendou a arapongagem", questionou Tadeu, destacando que o servidor estava também lotado numa secretaria do GDF.

Também os petistas Cabo Patrício e Erika Kokay ressaltaram a necessidade de apuração do caso. Erika disse que "está em curso um jogo sujo a mando do Palácio do Buriti", enquanto Patrício enfatizou: "precisamos saber também qual foi a base interna para a escuta ambiental feita na Câmara Legislativa".

:Ao assegurar que não teve nenhuma participação no episódio do suposto grampo, o deputado Benedito Domingos afirmou que o servidor preso, recém contratado, já estaria sendo exonerado por ele. "Ele me disse que estava com os dois policiais de Goiás porque eles estavam lhe cobrando um cheque sem fundos, dado em pagamento por serviços de filmagem em uma creche", afirmou. "Mas é preciso confirmar essa versão e colocar tudo em pratos limpos", defendeu  Benedito. "Jamais aceitaria a pecha de araponga"."Morosidade" - O deputado Reguffe (PDT) reclamou da "morosidade" da Câmara Legislativa na apuração do processo de impechament do governador, como também do TCDF, em relação à análise do pedido que fez de suspensão de contratos do GDF com as empresas denunciadas na operação Caixa de Pandora.

O distrital Rogério Ulysses (PSB) também criticou o atraso nas investigações por parte da Câmara Legislativa, ressaltando que tem pressa em comprovar a sua inocência. Já os deputados Milton Barbosa (PSDB) e Jaqueline Roriz (PMN) disseram que a Câmara precisa também retomar a votação de projetos de interesses da sociedade, além da apuração das denúncias de corrupção.

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