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Câmara inicia discussão da criação do Instituto do Hospital de Base

Publicado em 14/06/2017 14h22

A Câmara Legislativa do Distrito Federal iniciou na tarde desta a quarta-feira (14) a apreciação do projeto de lei nº 1.486/2017, do Executivo, que cria o Instituto do Hospital de Base. A sessão ordinária transcorre com um clima tenso nas galerias, com manifestantes pró e contra o projeto. Os pronunciamentos dos deputados distritais estão sendo acompanhados de vaias, palmas e até alguns xingamentos, o que forçou a interrupção da sessão em vários momentos. A sessão prossegue e a proposta poderá ser votada ainda hoje.

O clima de divisão também chegou à tribuna com manifestações para os dois lados. Os líderes do PT, Ricardo Valle, e do PMDB, Wellington Luiz, se manifestaram contra o projeto. Já os deputados Rodrigo Delmasso (Podemos), líder do governo, e Agaciel Maia (PR) saíram em defesa da proposta.

Ricardo Vale explicou que a bancada do PT estudou o projeto a fundo e discutiu o tema com vários especialistas e a conclusão tomada é contrária à criação do Instituto do Hospital de Base. No entendimento da bancada do PT, o modelo de instituto não é adequado. Os petistas defendem que o melhor caminho para resolver os problemas da saúde é a melhoria da gestão.

O deputado Wellington Luiz disse que tomou conhecimento de que o GDF patrocinou um ônibus com 30 servidores comissionados para defender o projeto nas galerias e cobrou investigações. Em relação à proposta, Wellington afirmou que o modelo proposto mostrará que é danoso em muito pouco tempo.

Na opinião do deputado Agaciel Maia, "do jeito que está não dá para ficar". Para ele, o modelo atual está esgotado e a saída é a adoção de um novo modelo de gestão. O deputado Rodrigo Delmasso classificou o projeto como o mais importante do governo atual. Ele defendeu a criação do Instituto e disse que a medida representará uma virada no atendimento da saúde para a população. "O Hospital de Base vai continuar público e com atendimento gratuito", enfatizou.

Na avaliação do deputado Chico Vigilante (PT), o futuro instituto será um "cabidão de emprego sem concurso público", além de uma porta aberta para a corrupção. O deputado Raimundo Ribeiro (PPS) concorda que a gestão tem que mudar, mas discorda do modelo do instituto.

Ribeiro lembrou ainda que várias entidades se manifestaram durante audiência pública promovida pela Câmara contra a proposta. O deputado Lira (PHS) anunciou que votaria "do lado da população e pela melhoria da saúde pública" e defendeu a aprovação do projeto. O tema continua sendo debatido e ainda não há previsão de quando entrará em votação.

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