Câmara discute futuro dos Centros de Línguas
Câmara discute futuro dos Centros de Línguas

Chico Leite destacou que os CILs têm sido uma referência na luta pela educação pública. "Sua história de inclusão social e democratização do acesso, sem perda de qualidade, é motivo de orgulho para a comunidade do Distrito Federal", afirmou. O parlamentar observou que os centros possibilitaram o domínio de línguas estrangeiras tanto para os alunos da rede pública como para pessoas da comunidade.
Para o deputado Reguffe (PDT), é um absurdo falar no fechamento dos CILs, enquanto o governo mantém como slogan "compromisso com o futuro". Ele observou que, neste momento, não há como prescindir de pelo menos uma língua estrangeira.
Resgate - A diretora do Centro de Línguas de Sobradinho, Maria Lúcia Cruz, lembrou que durante a campanha eleitoral o governador Arruda disse que faria a reestruturação dos CILs. "Depois de um ano e nove meses de governo, cadê a reestruturação?", indagou. Maria Carmem Sarkis, diretora do Centro de Línguas de Brasília, afirmou que, apesar das perdas sofridas no decorrer deste ano, com a limitação de matrículas e adoção de critérios excludentes, da ausência de projeto específico e das constantes mudanças nas políticas públicas, os CILs colecionam diversas histórias de inclusão e resgate social.
Representando os alunos, Humberto Amaral disse que foi um choque saber da hipótese do fechamento dos CILs. A diretora do Sinpro, Maria Augusta Ribeiro, defendeu que os Centros sejam ampliados. Representando a Secretaria de Educação, Ana Carmina Santana, afirmou, que não será fechado nenhum CIL: "Da nova proposta de funcionamento, pode-se até discordar. Mas, a secretaria está aberta para discutir o novo formato dos CILs".