Câmara discute ações para reduzir assassinatos de jovens Estado
Câmara discute ações para reduzir assassinatos de jovens

O alto número de assassinato de jovens e adolescentes no Distrito Federal preocupa a Câmara Legislativa. Nesta quinta-feira, à noite, os deputados distritais realizaram audiência pública, no plenário, para discutir os crimes letais que vitimam essas pessoas no DF. A iniciativa do debate foi da deputada Arlete Sampaio que, ao analisar o Índice de Homicídio na Adolescência no Brasil - IHA 2008, ressaltou que se medidas sérias não foram adotadas o mais rápido possível para reduzir essa tendência, "mais de 36 mil adolescentes serão assassinados entre 2010 3 2016". De acordo com o IHA, o risco de ser vítima de homicídio é 12 vezes superior para os adolescentes do sexo masculino e quase três vezes mais alto para os negros.
Para a deputada Federal Érika Kokay (PT/DF), o desafio é imenso. "É necessário avançar na legislação, mas leis só não bastam. É preciso instituir políticas públicas territorializadas, com focos nas diferentes realidades e focadas nas redes construídas em cada território. Além disso, é preciso focar, e estabelecer o protagonismo", disse.
O secretário de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda do DF, Daniel Seidel, defendeu a necessidade de políticas publicas integradas. "As políticas públicas precisam dar um salto de qualitativo. Precisamos de foco e de redes de proteção abrangentes e integradas", disse. "Na Sedest estamos trabalhando no processo de qualificação dos serviços e uma boa notícia é que conseguimos garantir no Orçamento do DF, para o ano de 2013, R$ 500 milhões em recursos. É uma grande vitória", afirmou.
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