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Câmara debate medidas para intensificar combate ao Aedes aegypti

Publicado em 25/02/2016 15h53

A Câmara Legislativa realizou na tarde desta quinta-feira comissão geral, de iniciativa do deputado Cláudio Abrantes (Rede), para debater alternativas de combate ao mosquito Aedes aegypti no DF. O debate trouxe ao Legislativo autoridades da área de vigilância sanitária do âmbito federal, que alertaram para a necessidade de as pessoas adotarem ações preventivas para evitar a transmissão das três viroses provocadas pelo mosquito: dengue, febre chikungunya e zikavirose.

Ao abrir a discussão, Abrantes enfatizou que "a prevenção domiciliar contra o Aedes aegypti é uma questão cultural" que deve ser encampada por toda a população. O parlamentar ressaltou que a Câmara Legislativa está mobilizada no sentido de apoiar as medidas necessárias para a melhoria do combate ao mosquito. "Precisamos aliar informações às ações que devem ser executadas pelos órgãos envolvidos e também pelos moradores", destacou.

O subsecretário de Saúde do DF, Tiago Souza, elogiou o trabalho dos agentes comunitários de saúde e apresentou números "elevados" dos casos de dengue atendidos no DF, nos últimos anos. Em 2015, conforme informou, foram registrados 9.800 casos confirmados. "Temos que adotar esforços conjuntos para reduzir esse quadro", alertou, lembrando que no Brasil houve mais de 1 milhão e 600 mil casos no ano passado, com alta incidência na região Centro-Oeste, sobretudo em Goiás.

A coordenadora de Políticas Educacionais para etapas temáticas e modalidades especiais de ensino da Secretaria de Educação, Hélia Giannetti, anunciou várias medidas educativas e de prevenção desenvolvidas nas escolas públicas do DF, como a importância da coleta do lixo. "No próximo dia 4 de março, teremos um dia letivo temático sobre a prevenção ao Aedes aegypti", anunciou.

Pesquisas - O professor da UnB, Pedro Luiz Tauil, especialista em medicina tropical, fez uma exposição sobre as pesquisas que vêm sendo desenvolvidas para que se chegue a uma vacina eficaz contra o mosquito, ressaltando que os estudos ainda não apresentam alternativas viáveis em curto prazo. Entre as possibilidades de controle, destacou que uma possibilidade é tornar o mosquito estéril ou inofensivo aos seres humanos.

O representante do Instituto Osvaldo Cruz (Fiocruz), médico infectologista Vítor Laerte Júnior, comentou o quadro da evolução da dengue no Brasil, lembrando que a doença já havia sido erradicada na década de 60. E fez uma previsão preocupante: a possível reintrodução nos próximos anos da "febre amarela urbana".

O coordenador geral do Programa Nacional de Controle da Dengue do Ministério da Saúde, Giovanini Coelho, também alertou que a dengue e hoje "um dos maiores problemas da saúde pública" no País. Ele ressaltou que o Ministério tem se pautado por muita transparência sobre a gravidade da situação com a transmissão do zika vírus e dos casos de microcefalia. "Mas é preciso que a gente combata também os boatos com falsas informações sobre a transmissão da doença", advertiu.

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