Audiência pública debate prevenção de riscos ambientais
Audiência pública debate prevenção de riscos ambientais

Para Liliane, também o Distrito Federal tem seus fatores de risco e deve estar atento para evitar tragédias como aquelas que ocorreram recentemente no Rio de Janeiro. Segundo alertou a deputada, mudanças ambientais têm trazido grandes desarranjos não só para o país, mas também em outras partes do mundo e a forma de confrontar-se com as ameaças é recorrer à prevenção.
A deputada Luzia de Paula (PPS) reforçou a importância de tais iniciativas, mencionando a morte recente de duas crianças em Ceilândia. Segundo disse, há muito a ser feito, especialmente para que pessoas não morem onde não seja seguro e estejam expostas aos efeitos da falta de políticas públicas de habitação e saneamento, entre outras de igual importância.
Argumentando que o maior patrimônio social é o ser humano, a deputada Celina Leão (PMN) disse que o papel do parlamento não é só propor e aprovar projetos de lei, mas deve "vigiar a vida". E foi isso o que ela fez no final de semana, quando foi acompanhar a transferência de famílias da Vila Rabelo. "Gostei do que vi", afirmou.
Já o deputado Aylton Gomes (PR), que é egresso do Corpo de Bombeiros, onde disse ter aprendido que o "bombeiro chega lá e ajuda, sem perguntar nada", acredita que o mais importante, num primeiro momento, é "quebrar barreiras para que os órgãos que atuam nesse campo se enxerguem e possam trabalhar juntos".
O nascimento das três bacias hidrográficas no DF - "que são uma dádiva e uma responsabilidade" - foi lembrado pelo deputado Israel Batista (PDT).
Segundo disse, muitas das cidades do DF já esgotaram seus limites, embora reconhecendo que o povo também precisa morar e que, nesse caso, o governo tem de se adiantar em relação a tais demandas. Nessa mesma linha de pensamento se manifestou o deputado Olair Francisco (PTdoB), argumentando que no DF, mesmo sendo planalto, as casas estão sujeitas a riscos. Também os deputados Washington Mesquita (PSDB), Wellington Luiz (PSC) e Dr. Michel (PSL) reconheceram a necessidade de definir ações imediatas para minimizar os riscos, especialmente em relação à Fercal e Sobradinho II.