Aprovados em concurso da CEB pleiteiam urgente nomeação
Aprovados em concurso da CEB pleiteiam urgente nomeação

Os aprovados no concurso da Companhia de Eletricidade de Brasília (CEB), realizado em 2012, lotaram o auditório da Casa para reivindicar nomeação nos cargos durante a audiência pública que debateu a situação da empresa.
De acordo com Marcelo Pontes, aprovado para o cargo de eletricista, há cerca de mil e quinhentos aprovados no cadastro reserva, sendo que quinhentos são eletricistas. Eles reclamam que a empresa não dispensa os terceirizados para contratar os concursados. Segundo o diretor do Sindicato dos Urbanitários, Alairton de Farias, um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) foi firmado com o Ministério Público prevendo a substituição gradual de terceirizados por concursados até 2018, mas "até o momento a reestruturação não foi feita". Ele lembra que a área de serviços de ponta, como a dos eletricistas, é a que mais necessita de profissionais.
Alairton afirmou ainda que não apenas a situação dos empregados, os quais muitas vezes trabalham "de improviso" e com equipamentos sucateados, mas também a da própria empresa é precária. "Em 96, a CEB era considerada a melhor companhia energética do Brasil, e em 2015 encontra-se em grave situação", lamentou. Segundo o sindicalista, a empresa está há mais de uma década sem investimentos no setor, apesar do crescimento da demanda no DF nesse mesmo período.
Renovação - O mediador do debate, deputado Wellington Luiz (PMDB), defendeu a nomeação dos aprovados, bem como a renovação da concessão da CEB Distribuição. O deputado Ricardo Vale (PT) se solidarizou com a categoria, que anunciou início de greve para a próxima segunda-feira (9). "Será que é interesse do governo enfraquecer e vender a CEB?", questionou o parlamentar, que protocolou indicação solicitando ao GDF imediata renovação da concessão. "Se a CEB quebrar todos nós vamos pagar", declarou o deputado Renato Andrade (PR), que ainda defendeu "a contratação daqueles que estudaram e passaram no concurso público".
A mesma opinião manifestou o deputado Raimundo Ribeiro (PSDB): "Quando uma empresa pública realiza um concurso, ela cria uma expectativa nos cidadãos que precisa se confirmar". Para Ribeiro, há que se estabelecer uma ordem de prioridades na situação da CEB: primeiro, exigir do governo a renovação da concessão da companhia e, logo em seguida, a nomeação dos aprovados.
O líder do governo na Casa, deputado Júlio César (PRB) se posicionou a favor da nomeação dos aprovados e da renovação. Já o deputado governista, Roosevelt Vilela (PDT), disse que o governador está fazendo um "esforço gigantesco" para atender às demandas dos servidores, mas o "estado financeiro" do GDF é ruim. "O governo está olhando com lupa todos os casos", alegou o subsecretário de Relações Legislativas da Casa Civil, Sérgio Nogueira.
Empresa - O presidente da CEB, Ari Joaquim da Silva, disse que a companhia atende cerca de um milhão de consumidores, o que representa 1,83% do consumo do País. Ele descartou a possibilidade de privatização da CEB. Anunciou também que no próximo mês deverá haver a assinatura de renovação do contrato de concessão. Em resposta ao pleito dos concursados, o presidente disse que há intenção de convocá-los, mas não estabeleceu datas.