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Alfabetizadores são homenageados em sessão solene

Publicado em 14/11/2008 10h55
Afirmando ser a alfabetização o fundamento do edifício educacional, a deputada Eurides Brito (PMDB) presidiu a sessão solene promovida por seu gabinete para homenagear os professores que se dedicam a ensinar as primeiras letras aos alunos. A deputada, que é presidente da Comissão de Constituição e Justiça, foi secretária de Educação do DF e tem em seu currículo uma grande contribuição ao setor.

Eurides garantiu que a homenagem, que decorre da celebração ao Dia Internacional da Alfabetização, é mais do que merecida, pois ninguém se arriscaria a morar num edifício sem alicerces. A deputada também enalteceu a contribuição apaixonada de quantos se dedicam à difícil e decisiva etapa de promover a alfabetização, defendendo, ainda, que o processo seja estendido a adultos, não como uma benesse, mas como um direito.

Diversos educadores se revezaram na tribuna para relatar suas experiências. A professora Lucineide dos Santos Silva, do CAIC Helena Reis, de Samambaia, emocionou os presentes com a história de seu ingresso na seara da alfabetização, ao assumir a regência de uma classe em Ceilândia, que parecia não querer nada com o ensino. Incomodada, disse ter entendido que precisava aprender para ensinar, o que passou a fazer desde então, sempre com muito sucesso.

A professora Maristela dos Santos, de Brazlândia, aproveitou o apelo da região, produtora de frutas, para criar um método peculiar de ensino, baseado na alimentação saudável.
 Da associação entre letras e números, entre vogais e consoantes, conseguiu resultados excelentes.

Com humildade, o professor Graciano Serejo Rocha disse que, ao ser deslocado para a Gerência de Erradicação do Analfabetismo, descobriu um mundo novo, completamente fora de sua realidade. Até então não acreditava que existissem adultos que não soubessem ler e escrever. Quando descobriu, envolveu-se na emocionante aventura não de alfabetizar, mas de ensinar a maneira mais fácil de fazer isso.

Diversos oradores discursaram para um plenário lotado, discorrendo sobre o significado da alfabetização. O professor Sinval Lucas de Souza Filho, gerente de Erradicação do Analfabetismo, observou que o DF está caminhando rapidamente para ser um território livre do analfabetismo, tendo o menor índice em todo o país.
 Convidou os presentes para a formatura da segunda turma do Projeto A,B,C,D,F, na terça, 18, no Centro de Convenções, ocasião em que será homenageada a educadora Ruth Cardoso.

Para a subsecretária de Educação Básica do DF, Ana Carmina Pinto Dantas Santana, o ensino fundamental, como o marco inicial, faz o diferencial do DF. O educador Antonio Magno Pereira, diretor da Regional de Ensino de Samambaia, avalizou a tese ao afirmar que a alfabetização representa a saída da treva para a luz.

Os discursos foram entremeados com apresentações de alunos da Regional de Ensino do Recanto das Emas que integram o Instituto Batucar, que foram muito aplaudidos, especialmente ao entoarem o hino nacional no ritmo do batuque.

 

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