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Redação Final - CEOF - (52537)
CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL
Comissão de Economia Orçamento e Finanças
Redação Final Nº , DE 2022
(Autoria: Poder Executivo)
Altera a Lei n° 6.934, de 5 de agosto de 2021, que Dispõe sobre as diretrizes orçamentárias para o exercício financeiro de 2022 e dá outras providências.
A CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL decreta:
Art. 1º Fica alterado na Lei nº 6.934, de 5 de agosto de 2021, o anexo: XI – Projeção da Renúncia de Origem Tributária – Texto e Anexos, na forma do anexo único desta Lei.
Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data da sua publicação.
Sala das Sessões em 24/11/2022.
Praça Municipal, Quadra 2, Lote 5, 1º Andar, Sala 1.43 - CEP: 70094902 - Brasília - DF - Tel.: (61)3348-8680
www.cl.df.gov.br - ceof@cl.df.gov.br
Documento assinado eletronicamente por IVONEIDE SOUZA MACHADO ANDRADE OLIVEIRA - Matr. Nº 22330, Secretário(a) de Comissão, em 25/11/2022, às 10:57:59 , conforme Ato do Vice-Presidente e da Terceira Secretária nº 02, de 2020, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 284, de 27 de novembo de 2020. A autenticidade do documento pode ser conferida no site
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Despacho - 4 - CEOF - (52536)
CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL
Comissão de Economia Orçamento e Finanças
Despacho
Anexada a Redação Final, à SELEG para as devidas providências.
Brasília, 25 de novembro de 2022
Praça Municipal, Quadra 2, Lote 5, 1º Andar, Sala 1.43 - CEP: 70094902 - Brasília - DF - Tel.: (61)3348-8680
www.cl.df.gov.br - ceof@cl.df.gov.br
Documento assinado eletronicamente por IVONEIDE SOUZA MACHADO ANDRADE OLIVEIRA - Matr. Nº 22330, Secretário(a) de Comissão, em 25/11/2022, às 10:55:53 , conforme Ato do Vice-Presidente e da Terceira Secretária nº 02, de 2020, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 284, de 27 de novembo de 2020. A autenticidade do documento pode ser conferida no site
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Parecer - 1 - Cancelado - CESC - (53660)
CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL
Gabinete da Deputada Arlete Sampaio - Gab 16
PARECER Nº , DE 2022 - CESC
Projeto de Lei 3015/2022
Dispõe sobre o Sistema de Ensino e a Gestão Democrática da Rede Pública de Ensino do Distrito Federal, e dá outras providências.
AUTOR(A): Poder Executivo
RELATOR(A): Deputada Arlete Sampaio
I – RELATÓRIO
Submete-se à apreciação da Comissão de Educação, Saúde e Cultura o Projeto de Lei nº 3015/2022, de autoria do Poder Executivo, que dispõe sobre o Sistema de Ensino e a Gestão Democrática da Rede Pública de Ensino do Distrito Federal, e dá outras providências.
Aqui, destacamos alguns pontos essenciais da proposição em análise, especialmente em relação à legislação que atualmente regula o princípio da gestão nas escolas públicas do Distrito Federal.
O capítulo I trata das finalidades e dos princípios da gestão democrática (art. 2º) e, em relação à Lei atual, houve mudança somente em um dos princípios. O PL substituiu a expressão “autonomia” por “gestão”.
No capítulo II (art. 3º), no que tange à comunidade escolar, houve mudança em relação ao período considerado para que os professores temporários sejam habilitados como eleitores. A Lei nº 4.751/212 exige exercício na unidade escolar por, pelo menos, dois bimestres. Já o PL (art. 3º, VIII) amplia para período não inferior a oito meses consecutivos.
Em relação à autonomia da unidade escolar (tratado no Capítulo III, arts. 4º a 8º), além de alterações meramente formais, o PL apresenta significativas mudanças, a saber:
- exclui do rol de recursos das unidades executoras das escolas o produto arrecadado da exploração dos espaços físicos das unidades escolares por atividade comercial (art. 7º, caput);
- não contempla o dispositivo que prevê que o repasse de recursos financeiros relativos à gestão descentralizada das unidades escolares deve ocorrer até o término do primeiro bimestre letivo do ano da utilização dos recursos (art. 7º, §2º, da Lei nº 4.751/2012);
- cria Conselho Fiscal, com o intuito de acompanhar, fiscalizar e monitorar a execução financeira de recursos, públicos e privados, recebidos pela unidade executora (art. 7º, §2º); sem, contudo, registrar sua composição.
No capítulo IV, arts. 9º a 36, em relação à gestão democrática, ao tratar dos órgãos colegiados, especificamente quanto ao Conselho de Educação do DF - CEDF, o PL acrescenta ao caput de seu art. 16 o número total de conselheiros (16).
A Proposição ainda exclui da composição do Conselho um representante de associação de pais e responsáveis de alunos das instituições de ensino públicas e privadas do Distrito Federal. O PL exclui também a exigência de que as entidades representativas tenham pública e notória atuação em defesa de seus representados há, pelo menos, três anos de existência.
Assim como a Lei nº 4.751/2012, o PL não inclui, no rol dos membros do Conselho de Educação do DF, representação de instituição pública distrital de educação superior (Universidade do DF - UnDF).
Em relação ao Conselho Escolar, o PL:
a) em discordância com seu anexo, reduz o número mínimo de membros do Conselho Escolar de cinco para três (art. 24, §1º);
b) dispensa a representatividade dos alunos dos Centros de Educação Especial. Já o art. 33 da Lei nº 4.751/2012 prevê: “Caso a instituição escolar não conte com estudantes que preencham a condição de elegibilidade, as respectivas vagas no Conselho serão destinadas ao segmento dos pais e mães de alunos”;
c) não contempla a realização de eleições para os membros do Conselho Escolar, mas estabelece a escolha de tais membros pela Assembleia Geral Escolar ao final do primeiro bimestre letivo (art. 27, §1º);
d) prevê que a presidência do Conselho Escolar será exercida pelo diretor da unidade escolar. A Lei distrital nº 4.751/2012 prevê que caberá aos membros do Conselho eleger seu presidente;
e) inclui o Chefe de Secretaria da unidade escolar, representando a carreira Assistência à Educação do DF (art. 26, §1º, II);
f) prevê a presença de coordenador pedagógico, na falta de representante da Carreira Magistério (art. 26, §1º, III);
g) não esclarece os critérios para a escolha dos membros que não pertençam ao grupo de membros natos;
h) estabelece que, em caso de vacância de membro do Conselho Escolar, a escolha do novo membro será realizada, no máximo, até a próxima sessão ordinária da Assembleia Geral Escolar;
i) altera a duração do mandato do Conselheiro Escolar (de três para quatro anos - art. 28);
j) determina que competirá ao presidente escolher o secretário do Conselho. A Lei nº 4.751/2012 prevê a eleição deste pelos membros da referida instância (art. 30, parágrafo único);
l) não prevê que, caso a instituição escolar não conte com estudantes que preencham a condição de elegibilidade, as respectivas vagas no Conselho serão destinadas ao segmento dos pais e mães de alunos (art. 33, da Lei nº 4.751/2012).
Em seguida, no Capítulo V (arts. 37 a 45), o PL (art. 38, I) prevê como primeira etapa do processo eleitoral a participação em curso de gestão escolar, a ser oferecido pela SEEDF, com o objetivo de qualificação para o exercício da função de gestor, exigida frequência mínima de 75%, com avaliação individual escrita, de caráter eliminatório.
Ainda em relação ao processo eleitoral, o PL:
- não prevê a nomeação dos eleitos pelo Governador do DF (art. 38, III, da Lei nº 4.751/12);
- determina a pontuação mínima exigida (média igual ou superior a seis pontos) na avaliação individual decorrente da participação do curso de qualificação (art. 38, II).
Sobre os requisitos para a participação nas eleições, o PL:
- exige experiência em unidade escolar. A Lei nº 4.751/12 exige prática no sistema de educação pública, bem como vinculação à Diretoria Regional de Ensino na qual concorrerá (art. 40, I);
- prevê tempo mínimo de atuação na unidade escolar em que o candidato concorrerá (art. 40, II);
- determina que os candidatos às funções de diretor e vice tenham disponibilidade para o cumprimento do regime de quarenta horas semanais, com dedicação exclusiva para o exercício do cargo a que concorre (art. 40, IV).
O PL veda a participação no pleito daqueles candidatos que tenham:
- registro de sanção disciplinar nos assentamentos funcionais, vigente, nos termos do art. 201 da Lei Complementar nº 840, de 23 de dezembro de 2011 (art. 40, 3º, I);
- registro, no último quinquênio contado até o fim do mês que anteceder as eleições, de reprovação de prestação de contas ou de omissão no dever de prestar contas de recursos públicos recebidos (art. 40, 3º, II);
- participado de gestão escolar, no último quinquênio contado até o fim do mês que anteceder as eleições, sem ter apresentado projeto político-pedagógico e/ou crescimento no indicador do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica - IDEB na sua gestão (art. 40, 3º, VI).
A Proposição, em seu art. 41:
- amplia o tempo do mandato de três para quatro anos;
- estabelece data para início do mandato dos eleitos (2 de janeiro ao ano seguinte ao da eleição);
- exclui a previsão de reeleição para um único período subsequente (não esclarece se está permitida a reeleição).
Quanto à hipótese de inexistência de candidato devidamente habilitado para compor chapa a fim de concorrer à eleição, o PL (art. 44) prevê que a direção da unidade escolar será indicada pela SEEDF.
Outro ponto que merece destaque é o fato de o PL (art. 45) excluir a previsão de realização de eleições no caso de unidades escolares recém-instaladas.
No Capítulo VI, que trata do processo eleitoral (arts. 46 a 54), o PL:
- cria a Comissão Eleitoral Regional com suas respectivas atribuições (arts. 47 e 48);
- exclui a realização de eleições, após 180 dias, em caso de quórum insuficiente ou ausência de chapas na disputa, concedendo ao Secretário de Educação a prerrogativa de indicar os gestores escolares (art. 51, §1º);
- inclui duas novas vedações durante o período eleitoral (art. 54, VI e VII): i) utilização de redes sociais, e-mail, whatsapp, telegram ou similares, de uso da unidade escolar, exceto informações oficiais relativas ao processo eleitoral; ii) envio de material de campanha por meio de agenda do estudante ou similar, exceto informações oficiais relativas ao processo eleitoral.
No Capítulo VII, que trata das disposições gerais e transitórias (arts. 56 a 67), o PL (art. 57) nada prevê quanto à transição entre os membros do CEDF. A lei nº 4.751/2012 consigna que, na primeira investidura de membros do mencionado colegiado, após a regulamentação da Lei, metade dos conselheiros representantes do Poder Executivo, excetuados os membros natos, e metade dos demais conselheiros cumprirá mandato de dois anos
O PL estabelece:
- período de transição após a homologação dos resultados do processo eleitoral pelo titular da SEEDF (art. 62, §1º);
- o caráter permanente das comissões locais, regionais e centrais (art. 62, §2º);
- o dia 2 de janeiro do ano subsequente ao das eleições como a data para a posse dos eleitos (art. 62, §5º);
- que, na hipótese de situações excepcionais e/ou emergenciais, o Secretário de Educação poderá, por conveniência ou oportunidade, determinar o afastamento provisório do Diretor e/ou do Vice-Diretor da unidade escolar para o exercício provisório em outra unidade da SEEDF (art. 63, caput);
- que o aludido afastamento se configura como medida excepcional e cautelar e deverá ser apurado mediante procedimento disciplinar (art. 63, §§1º e 2º).
Sobre as inovações supramencionadas, o PL não esclarece as situações excepcionais e/ou emergenciais que ensejam o afastamento de diretores e vices pelo Secretário de Educação.
O PL, ainda, determina a prorrogação do mandato dos diretores eleitos em 2019 até 31 de março. E em seu Art. 66, a vigência da lei na data de sua publicação, produzindo efeitos a partir 01 de abril de 2023. E no Art. 67 revoga a Lei 4.751 de 7 de fevereiro de 2012, a partir de 01 de abril de 2023.
Sob a forma de justificação, o Poder Executivo destaca o inciso I do artigo 11 do Plano Distrital de Educação - PDE, aprovado pela Lei Distrital nº 5.499, de 14 de julho de 2015, que estabelece a necessidade, no prazo de 360 dias a contar de sua publicação, de envio à Câmara Legislativa do Distrito Federal - CLDF Projeto de Lei destinado à adequação da Lei de Gestão Democrática ao PDE, sendo que, até o envio da presente proposição, essa determinação não tinha sido cumprida.
II – VOTO DO RELATOR
Conforme o disposto no art. 69, inciso I, alínea b, do Regimento Interno desta Casa, à Comissão de Educação, Saúde e Cultura compete examinar, no mérito, matérias relacionadas à “educação pública e privada, inclusive creches e pré-escolas”.
O Projeto aqui analisado visa revogar a atual Lei de Gestão Democrática e estabelecer normas para o sistema de ensino do DF e para a gestão democrática, além de fazer a adequação necessária da legislação ao PDE, conforme estabelece a Lei Distrital nº 5.499/2015. Tal adequação deveria ter ocorrido em julho de 2016. Porém somente agora, novembro de 2022, o Poder Executivo enviou a proposição com essa finalidade.
A seguir, faremos uma análise dos principais aspectos contidos na Proposição, que conta com 67 artigos, divididos em sete capítulos. O PL, em vários dispositivos, apresenta as mesmas disposições da Lei nº 4.751/2012. Algumas mudanças são meramente formais, sem impacto em seu conteúdo, tais como substituição, ao longo de todo o texto, da expressão “escola” ou “instituição educacional” por unidade escolar; utilização da sigla SEEDF em vez de SEDF e mudança no número dos dispositivos.
Inicialmente, cabe destacar que na legislação brasileira, a gestão democrática aparece como princípio e como diretriz do ensino, conforme se verifica a seguir:
Constituição Federal
Art. 206. O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios:
..................................
VI - gestão democrática do ensino público, na forma da lei;
.................................
Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB
Art. 3º O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios:
............................
VIII - gestão democrática do ensino público, na forma desta Lei e da legislação dos sistemas de ensino;
............................
Plano Nacional de Educação – PNE
Art. 2º São diretrizes do PNE:
...................................
VI - promoção do princípio da gestão democrática da educação pública;
...................................
Plano Distrital de Educação – PDE
Art. 2º São diretrizes do PDE:
VII – promoção do princípio da gestão democrática da educação pública do Distrito Federal, com participação efetiva da comunidade escolar e local nos conselhos escolares, e com a participação dos profissionais da educação na elaboração do projeto pedagógico da escola;
É oportuno registrar que tanto a CF quanto a LDB não vinculam a gestão democrática do ensino público necessariamente às eleições, bem como não vedam essa possibilidade. Nesse sentido, a LDB dispõe, in verbis:
Art. 14. Os sistemas de ensino definirão as normas da gestão democrática do ensino público na educação básica, de acordo com as suas peculiaridades e conforme os seguintes princípios:
I - participação dos profissionais da educação na elaboração do projeto pedagógico da escola;
II - participação das comunidades escolar e local em conselhos escolares ou equivalentes.
Assim, a LDB, que tem seu texto escrito no contexto da década de 1990, associa a gestão democrática à existência de órgãos colegiados e participação dos profissionais da educação das decisões escolares. No entanto, o atual Plano Nacional de Educação (Lei nº 13.005, de 25 de junho de 2014), importante política pública de direcionamento das ações educacionais, que é mais recente que a LDB, prevê em uma de suas metas, in verbis:
Meta 19: assegurar condições, no prazo de 2 (dois) anos, para a efetivação da gestão democrática da educação, associada a critérios técnicos de mérito e desempenho e à consulta pública à comunidade escolar, no âmbito das escolas públicas, prevendo recursos e apoio técnico da União para tanto. (sem negrito do original)
Nessa direção, a primeira Estratégia dessa Meta consigna que os gestores de escolas públicas sejam nomeados em consonância com tais pressupostos. Dessa forma, prevê, in verbis:
Estratégias
19.1. priorizar o repasse de transferências voluntárias da União na área da educação para os entes federados que tenham aprovado legislação específica que regulamente a matéria na área de sua abrangência, respeitando-se a legislação nacional, e que considere, conjuntamente, para a nomeação dos diretores e diretoras de escola, critérios técnicos de mérito e desempenho, bem como a participação da comunidade escolar; (sem negrito do original)
Atualmente, o Distrito Federal conta com a Lei nº 4.751, de 7 de fevereiro de 2012, que dispõe sobre o Sistema de Ensino e a Gestão Democrática do Sistema de Ensino Público do Distrito Federal. Antes, existia a Lei nº 4.036, de 25 de outubro de 2007 (que dispõe sobre a gestão compartilhada nas instituições educacionais da rede pública de ensino do Distrito Federal).
Considerando os requisitos necessidade, relevância social, oportunidade e conveniência, apresentamos a seguir análise de mérito do Projeto de Lei em questão.
Em relação à necessidade, é preciso saber se a via legislativa é o meio adequado para a resolução do problema, ou seja, se é necessária a criação de Lei para tratar da matéria. Conforme já exposto, os sistemas de ensino devem definir suas normas de gestão democrática do ensino público na educação básica, de acordo com as suas peculiaridades e com os seguintes princípios: participação dos profissionais da educação na elaboração do projeto pedagógico da escola; bem como participação das comunidades escolar e local em conselhos escolares ou equivalentes (art. 14, caput, LDB).
Ainda em âmbito nacional, conforme já dissemos, o PNE (2014-2024) determina, em seu art. 9º, que Estados, Distrito Federal e Municípios aprovem leis específicas para os seus sistemas de ensino, disciplinando a gestão democrática da educação pública nos respectivos âmbitos de atuação, no prazo de dois anos, adequando, quando for o caso, a legislação local já adotada com essa finalidade.
Na esfera local, a Lei distrital nº 5.499/2015, que aprova o PDE, estabeleceu o prazo de até 360 dias da sua publicação, para que o Poder Executivo encaminhasse a esta Casa de Leis Projeto de adequação da Lei de Gestão Democrática ao referido Plano. Dessa forma, por explícita disposição legal, determinou ao Poder Executivo local deflagrar o processo legislativo para tratar da matéria.
Assim, tanto em nível nacional quanto local, há determinação para a criação de lei tratando da matéria, o que faz com que a Proposição atenda ao requisito da necessidade.
No que se refere à relevância social, é inquestionável a importância da matéria para as mais de 600 escolas públicas do DF, pois o trabalho dos órgãos colegiados em educação e a gestão das escolas públicas impactam diretamente a vida dos mais de 430 mil estudantes da Rede Pública de Ensino do DF. A forma como a escola é gerida interfere na sua relação com a comunidade, possibilita maior ou menor participação social no controle da gestão pública, fortalece ou enfraquece o trabalho dos órgãos colegiados presentes na escola (conselho escolar, assembleia geral escolar, conselho de classe e grêmios estudantis).
Portanto, a legitimidade de uma lei que tem por objeto a gestão democrática está atrelada à participação social, devendo ser amplamente discutida com a comunidade escolar, ou seja, com pais, alunos, integrantes da Carreira Magistério público e da Carreira Assistência à Educação e suas respectivas entidades representativas, além da sociedade civil em geral.
No entanto, o Autor não apresentou informações quanto a essa participação, embora tenhamos identificado consulta pública sobre a Lei de Gestão Democrática, disponibilizada no endereço eletrônico da SEEDF[1] por cerca de um mês (de julho a 2 de agosto de 2019).
De acordo com as informações supramencionadas, foi realizada, em 2019, pesquisa para se obterem informações, opiniões e críticas da comunidade escolar. Não consta que houve debate com a população sobre o Projeto de Lei em comento. Sem essa discussão, entendemos que esse requisito do mérito fica comprometido justamente por faltar-lhe elemento fundante da gestão democrática: a participação social.
E ao mesmo tempo, pelo envio extemporâneo desse PL à CLDF, fica inviável a realização de audiências públicas, reuniões ou comissões gerais para debate com toda a comunidade para aprimoramento da proposição.
No que tange à oportunidade e conveniência, o PL já deveria ter sido encaminhado a esta Casa de Leis até 2016, por força de determinação do PNE e do PDE. Causa-nos estranheza essa proposta, que está em mora há seis anos, ser encaminhada a esta Casa de Leis faltando apenas dois meses para encerrar o ano.
Com efeito, é sabido que, nos últimos dias de aula, as escolas estão envolvidas com a encerramento do ano letivo: finalização de projetos em andamento, realização de avaliações e recuperações finais, de conselhos de classe, de reuniões de pais, lançamentos de notas, elaboração de relatórios individuais de alunos etc. Isso quer dizer que, considerando a dinâmica escolar, este não é o momento adequado para a discussão da matéria. Não há tempo hábil para mobilização da sociedade civil, sem mencionar que o foco da comunidade escolar está direcionado aos aspectos pedagógico-administrativos da escola.
Outro ponto que merece ser destacado é que o atual chefe do Poder Executivo foi reeleito e poderá, portanto, apresentar novo Projeto de Lei no próximo ano, em momento mais propício à ampla discussão da Proposta com a sociedade. Assim, entendemos que este não é o momento oportuno e conveniente para apresentação da matéria.
Considerando a análise do PL, em vários aspectos apenas reproduz o texto da Lei distrital nº 4.751/2012, restringindo-se, em muitos dispositivos, à simples substituição de vocábulos ao longo de sua redação. À exceção da falta de eleições para conselheiros escolares, pouco inova em relação aos órgãos colegiados, se comparado à atual Lei de Gestão Democrática local.
Ao prever a consulta pública à comunidade quanto à escolha dos diretores das escolas, a Proposição dialoga com políticas públicas educacionais e se coaduna com a LODF. Todavia, em relação a esse aspecto, apresenta contradição: estabelece as eleições como mecanismo de escolha dos diretores e vice-diretores, mas não a assegura no caso da falta de quórum e de falta de chapas interessadas na unidade escolar.
A partir daqui, passaremos a destacar aspectos constantes na proposição que, em nosso entendimento, são fundamentais para concretizar ou comprometer a garantia do princípio constitucional da gestão democrática e precisam ser discutidos com a sociedade civil para aperfeiçoamento da legislação:
O PL, em seu artigo 2º, substituiu a expressão “autonomia” por “gestão”. Entendemos que é necessário constar o vocábulo “autonomia escolar”, pois se trata de um dos princípios da gestão democrática e reforça ideia de liberdade que a escola possui para realizar seu trabalho - isso, claro, em consonância com as diretrizes e legislação vigentes e com a participação social;
No art. 3º, houve mudança em relação ao período considerado, para que os professores temporários sejam habilitados como eleitores. A Lei nº 4.751/212 exige exercício na unidade escolar por, pelo menos, dois bimestres. Já o PL (art. 3º, VIII) amplia para período não inferior a oito meses consecutivos. Essa situação pode contribuir para a falta de quórum nas eleições, uma vez que, segundo dados da SEEDF[2], dos professores em exercício em sala de aula, há 23.485 efetivos e 11.250 temporários. Sendo assim, os substitutos representam quase 50% do corpo docente efetivo da Rede Pública de ensino do DF. Como o PL prevê a realização das eleições no mês de outubro, para atender à exigência temporal a fim de se tornarem eleitores habilitados, os professores temporários teriam de assumir suas vagas no início do ano letivo, o que não corresponde à realidade de todas as contratações, que existem para suprirem carências temporárias ao longo do ano letivo;
A Proposição ainda exclui da composição do Conselho um representante de associação de pais e responsáveis de alunos das instituições de ensino públicas e privadas do Distrito Federal. A participação desse segmento é relevante para promover a participação dos pais e responsáveis nas decisões educacionais no DF. Porém essa representatividade deve constituir-se como uma voz que não fale por si, mas por quem diz representar;
O PL exclui também a exigência de que as entidades representativas tenham pública e notória atuação em defesa de seus representados há pelo menos três anos de existência;
Assim como a Lei nº 4.751/2012, o PL não inclui, no rol dos membros do Conselho de Educação do DF, representação de instituição pública distrital de educação superior (Universidade do DF - UnDF). Entendemos, que, por simetria, deve haver essa inclusão, já que as instituições públicas de educação superior federais e privadas constam nesse rol. A ausência da UnDF nesta lista se explica pelo fato de a instituição ter sido criada recentemente pela Lei Complementar, de 26 de julho de 2021;
Cria Conselho Fiscal, com o intuito de acompanhar, fiscalizar e monitorar a execução financeira de recursos, públicos e privados, recebidos pela unidade executora (art. 7º, §2º); sem, contudo, registrar sua composição. Sobre esse dispositivo, entendemos que a criação dessa instância esvazia os Conselhos Escolares de uma de suas competências fundamentais;
Reduz o número mínimo de membros do Conselho Escolar de cinco para três (art. 24, §1º). Número insuficiente para caracterizar real representação dos segmentos que compõem a comunidade escolar;
No Capítulo V (arts. 37 a 45), o PL (art. 38, I) prevê como primeira etapa do processo eleitoral a participação em curso de gestão escolar, a ser oferecido pela SEEDF. No entanto, entendemos ser mais coerente ofertar esse curso após a eleição, pois submeter os candidatos a curso de gestão antes do pleito é onerar o Poder Público com os custos de sua oferta e com a dispensa dos servidores, de sua carga horária de trabalho, para a participação na referida formação. Nem todos exercerão a função de gestão, mas tão somente os eleitos;
Dispensa a representatividade dos alunos dos Centros de Educação Especial, o que significa caminhar na contramão das políticas públicas de educação inclusiva. Considerando as condições específicas desses alunos e dos menores de 13 anos (que podem não ter maturidade suficiente para compreender o exercício da função de conselheiro), entendemos ser coerente, nesses casos, que esse segmento de estudantes seja representado por seus pais ou responsáveis (art. 24, §1º), assim como prevê o art. 33 da Lei nº 4.751/2012;
Não contempla a realização de eleições para os membros do Conselho Escolar, mas estabelece a escolha de tais membros pela Assembleia Geral Escolar ao final do primeiro bimestre letivo (art. 27, §1º). Aqui, reside um dos principais problemas da Lei relativos ao Conselho Escolar. O Conselho Escolar é uma instância de representação de segmentos da comunidade escolar. Portanto, os representantes devem, necessariamente, ser escolhidos no âmbito interno desses segmentos. Estudantes escolhem estudantes, professores escolhem professores, funcionários escolhem funcionários, o mesmo para qualquer segmento que se identifique na comunidade escolar. Essa escolha deve ocorrer por meio de consulta à comunidade por segmento.
Prevê que a presidência do Conselho Escolar será exercida pelo diretor da unidade escolar. A Lei distrital nº 4.751/2012 prevê que caberá aos membros do Conselho eleger seu presidente. A colegialidade é considerada por Max Weber como mecanismo para equilibrar o poder monocrático da autoridade. Não faz sentido, portanto, que um órgão que existe para caracterizar a distribuição de poderes seja presidido exatamente por quem já detém o poder. Em alguns sistemas de ensino, os diretores escolares nem participam do Conselho Escolar. Em qualquer situação, um verdadeiro processo de gestão democrática escolar caracteriza-se, dentre outros elementos, pelo fato de a direção escolar ser uma executora das decisões do colegiado;
Inclui o Chefe de Secretaria da unidade escolar, representando a carreira Assistência à Educação do DF (art. 26, §1º, II) e ainda a presença de coordenador pedagógico, na falta de representante da Carreira Magistério (art. 26, §1º, III). Essa disposição associada àquela que prevê a possibilidade de o conselho escolar ser constituído de, no mínimo, três componentes pode inviabilizar a atuação do Conselho Escolar em seu princípio básico;
Determina que competirá ao presidente escolher o secretário do Conselho. A Lei nº 4.751/2012 prevê a eleição deste pelos membros da referida instância (art. 30, parágrafo único). Mais uma vez é dado poder excessivo ao diretor, uma vez que a mesma lei prevê que quem preside o conselho é o diretor;
Não prevê a nomeação dos eleitos pelo Governador do DF (art. 38, III, da Lei nº 4.751/12). Mesmo que a nomeação de todo servidor público em cargo em comissão seja prerrogativa do Governador, numa lei de gestão democrática da educação é fundamental que isso seja reforçado para evitar futuros questionamentos;
Determina a pontuação mínima exigida (média igual ou superior a seis pontos) na avaliação individual decorrente da participação do curso de qualificação (art. 38, II). Não faz sentido a existência de processos seletivos de qualquer natureza para determinar quem pode ou não pode ser candidato à direção escolar. Os servidores elegíveis foram aprovados em concurso público de provas e títulos sendo, portanto, sua competência para participar de processos educativos já aferida;
Estabelece que os candidatos às funções de diretor e vice tenham disponibilidade para o cumprimento do regime de quarenta horas semanais, com dedicação exclusiva para o exercício do cargo a que concorre (art. 40, IV). Essa exigência impede que os professores que trabalham 60 horas na SEEDF (aprovados em dois concursos públicos) atuem como gestores escolares. Entendemos que essa disposição não dialoga com as disposições constitucionais que permitem a acumulação de cargos públicos, no caso de professores. Essa vedação constava na Lei º 4.751/2012, mas foi revogada em 2018, justamente por violar direito constitucionalmente tutelado;
Veda a participação no pleito daqueles candidatos que tenham participado de gestão escolar, no último quinquênio contado até o fim do mês que anteceder as eleições, sem ter apresentado projeto político-pedagógico e/ou crescimento no indicador do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica - IDEB na sua gestão (art. 40, 3º, VI). O IDEB é um índice que visa avaliar redes e não indivíduos, portanto não cabe ser considerado para escolha de diretores e vices;
Quanto à hipótese de inexistência de candidato devidamente habilitado para compor chapa a fim de concorrer à eleição, o PL (art. 44) prevê que a direção da unidade escolar será indicada pela SEEDF. Sobre isso, entendemos que a eleição de diretores escolares é a regra em observância ao art. 222, parágrafo único da LODF, o qual consigna que “a gestão democrática é assegurada por meio de seleção com provas e eleição direta [...]”. Logo, a indicação de pelo Secretário de Estado de Educação, além de afrontar a LODF, representa retrocesso incompatível com a luta dos profissionais de educação do DF pela gestão democrática. No entanto, a não existência de candidaturas não pode submeter a escola a ficar acéfala, portanto parece razoável que a SEEDF indicasse uma direção pro tempore aliada à fixação de nova data para eleição;
Exclui a realização de eleições, após 180 dias, em caso de quórum insuficiente ou ausência de chapas na disputa, concedendo ao Secretário de Educação a prerrogativa de indicar os gestores escolares (art. 51, §1º). Pelos motivos já expostos, a não realização de consulta pública para a escolha dos dirigentes escolares vai de encontro ao PNE e à LODF;
Inclui duas novas vedações durante o período eleitoral (art. 54, VI e VII): i) utilização de redes sociais, e-mail, whatsapp, telegram ou similares, de uso da unidade escolar, exceto informações oficiais relativas ao processo eleitoral; ii) envio de material de campanha por meio de agenda do estudante ou similar, exceto informações oficiais relativas ao processo eleitoral. Em razão do crescente uso das novas tecnologias de comunicação, é coerente que seja regulamentado seu uso durante o período eleitoral. A vedação de envio de material de campanha por meio de agenda escolar configura forma de assegurar a igualdade de condições entre os candidatos, sobretudo quando um deles ocupa a função de gestão na escola;
Sobre as inovações em relação ao afastamento de diretores e vices, o PL não esclarece as situações excepcionais e/ou emergenciais que ensejam tal afastamento pelo Secretário de Educação. Embora a Proposição consigne que esse fato deverá ser apurado em procedimento disciplinar, entendemos que não discriminar a natureza dessas situações poderá deslegitimar o resultado das eleições e
O PL, ainda, determina a prorrogação do mandato dos diretores eleitos em 2019 até 31 de março. No entanto, essa disposição gera um vácuo, pois, se as eleições devem acontecer no mês de outubro e o mandato dos atuais gestores será até o final do primeiro trimestre no 2023, questionamos como ficará a gestão das escolas entre 1º de abril de 31 de dezembro de 2023.
Diante do impacto da matéria na organização do trabalho pedagógico e no dia a dia das escolas públicas distritais e da necessidade de participação social na gestão pública, entendemos que a apresentação pelo Poder Executivo de novo Projeto de Lei no próximo ano, após ampla discussão com comunidade escolar em plenárias, audiências públicas e assemelhados, seja o mais adequado, para que a Lei a ser criada contribua, de fato, para o fortalecimento da gestão democrática, da autonomia da escola pública e para a democratização das relações escolares.
Por isso, entendemos que nesse momento, o esforço dessa Casa de Leis deva ser o de garantir as mudanças necessárias na Lei em vigor apenas no tocante ao processo de escolha de diretores, vices e conselheiros escolares em função do encerramento dos mandatos das atuais direções escolares em 31 de dezembro de 2022.
Nesse sentido, apresentamos uma emenda substitutiva com pontos essenciais para que a gestão democrática nas escolas públicas não seja descaracteriza.
São eles:
- prorrogação dos mandatos das atuais direções e conselheiros escolares até 31 de dezembro de 2023;
- novas eleições em outubro de 2023;
- possibilidade de participação dos atuais diretores e vices no próximo pleito;
- posse das direções e conselheiros eleitos em 02 de janeiro de 2024;
- possibilidade de participação dos professores contratados temporariamente como eleitores, independentemente do período que estejam atuando na unidade escolar.
Foram apresentadas 7 (sete) emendas à Proposição, conforme quadro abaixo:N.
AUTOR
TIPO
OBJETO
COMENTÁRIO
1
JOÃO CARDOSO
MODIFICATIVA
ALTERA MANDATO ELEITOS EM 2017 E 2019 PARA DEZEMBRO DE 2023.
CONTEMPLADA NO SUBSTITUTIVO.
2
JOÃO CARDOSO
ADITIVA
INCLUI PRAZO PARA AVALIAÇÃO INDIVIDUAL DOS CANDIDATOS.
A SER DEBATIDA EM POSTERIOR ALTERAÇÃO LEGISLATIVA.
3
JOÃO CARDOSO
MODIFICATIVA
ALTERA COMPOSIÇÃO DO CONSELHO DE EDUCAÇÃO.
A SER DEBATIDA EM POSTERIOR ALTERAÇÃO LEGISLATIVA.
4
JORGE VIANNA
MODIFICATIVA
EXCLUI PRAZO DE 8 MESES PARA VOTAÇÃO POR PROFESSORES TEMPORÁRIOS.
CONTEMPLADA NA EMENDA SUBSTITUTIVA.
5
JORGE VIANNA
ADITIVA
PERMITE REELEIÇÕES SUCESSIVAS.
CONTEMPLADA NO SUBSTITUTIVO.
6
JORGE VIANNA
MODIFICATIVA
ALTERA REGRAS PARA O PROCESSO ELEITORAL.
A SER DEBATIDA EM POSTERIOR ALTERAÇÃO LEGISLATIVA.
7
JORGE VIANNA
MODIFICATIVA
ALTERA COMPETÊNCIA DO CONSELHO FISCAL.
A SER DEBATIDA EM POSTERIOR ALTERAÇÃO LEGISLATIVA.
Diante do exposto, somos pela APROVAÇÃO, no mérito, do Projeto de Lei nº 3015/2022, no âmbito da Comissão de Educação, Saúde e Cultura, na forma da emenda substitutiva.
Sala das Comissões
arlete sampaio
Relatora
[1] Disponível em: https://www.educacao.df.gov.br/consulta-publica-aborda-gestao-democratica/. Acesso em 7/11/2022.
[2] Disponível em: https://www.educacao.df.gov.br/servidores-3/. Acesso em: 28/10/2022.
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Projeto de Decreto Legislativo - (53554)
CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL
Gabinete do Deputado Hermeto - Gab 11
Projeto de Decreto Legislativo Nº , DE 2022
(Autoria: Deputado Hermeto)
CONCEDE TÍTULO DE CIDADÃO HONORÁRIO DE BRASÍLIA AO SR. GUSTAVO DO VALE ROCHA.
A CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL DECRETA:
Art. 1º Fica concedido o Título de Cidadão Honorário de Brasília ao Sr. Gustavo do Vale Rocha.
Art. 2º Este Decreto Legislativo entra em vigor na data de sua publicação.
JUSTIFICAÇÃO
Gustavo nasceu em Belo Horizonte, no dia 23 de janeiro de 1973, é um jurista, advogado e professor universitário. Aceitou o convite do governador Ibaneis Rocha para assumir como secretário de estado-chefe, da Casa Civil do Distrito Federal. Foi ministro de Estado dos Direitos Humanos e Secretário de Estado de Justiça e Cidadania do Distrito Federal.
Assumiu interinamente a Secretaria Extraordinária da Pessoa com Deficiência do DF. Foi subchefe para Assuntos Jurídicos da Casa Civil da Presidência da República. Integrante da Comissão de Ética Pública da Presidência da República (CEP/PR) e membro da Autoridade Pública de Governança do Futebol (APFut). Foi conselheiro do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), até junho de 2019, sendo substituído por Otávio Luiz Rodrigues. Em março de 2020, aceitou o convite para ser chefe da Assessoria Especial de Estratégia do Gabinete do Governador do Distrito Federal.
Ex-ministro do Ministério dos Direitos Humanos, atual Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, Gustavo Rocha lançou a campanha “Você tem voz”, como forma de enfrentamento à violência contra as mulheres. Com a música “Coração pede Socorro”, interpretada pela cantora Naiara Azevedo, a campanha foi vencedora do “Leão de Ouro” na categoria Entertainment for Music, no Festival de Publicidade de Cannes, prêmio mais importante da publicidade mundial.
Gustavo do Vale Rocha é bacharel em Direito, especialista em Direito Econômico pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e mestre em Políticas Públicas pelo Centro Universitário de Brasília – UniCEUB. É professor de Direito Civil nesta instituição desde 1999, tendo coordenado o Núcleo de Prática Jurídica do UniCEUB entre 2010 e 2018.
No exercício da advocacia desde 1997, fundou o escritório de Advocacia Vale e Rocha Advogados Associados em 2004, dele se licenciando quando assumiu as atuais funções públicas.
Cursou Economia na Universidade de Brasília - UNB – concomitantemente ao curso de Direito no Centro Universitário de Brasília – UniCEUB. Interrompeu o curso de Economia após dois anos, graduando-se em Direito em 1996 e obtendo o título de mestre em Direito e Políticas Públicas pelo mesmo UniCEUB em 2012. Possui especialização em Direito Econômico pela Fundação Getulio Vargas (2000) e é pós-graduado pela Escola da Magistratura do Distrito Federal (1997).
Desde 1999 é professor no UniCEUB, dedicando-se ao ensino do Direito Civil e de prática jurídica, coordenando o Núcleo de Prática Jurídica daquela universidade por 8 (oito) anos, de 2010 a 2018. Responsável pela formação em Prática Jurídica de aproximadamente 1.000 alunos a cada ano, prestando atendimento jurídico a pessoas hipossuficientes e alcançando a quantidade de 50 mil processos acompanhados.
Gustavo do Vale Rocha fez ainda parte do Conselho Universitário e do Conselho de Ensino e Pesquisa do UniCEUB.
Convidado pelo governador eleito Ibaneis Rocha para assumir a Secretaria de Estado de Justiça do Governo do Distrito Federal (Sejus/DF), Gustavo Rocha, foi nomeado em 1° de janeiro de 2019 e permaneceu no cargo até 11 de março de 2020. Teve como desafio avançar, no plano distrital, algumas das pautas trabalhadas na esfera federal enquanto ministro dos Direitos Humanos.
A Secretaria de Justiça e Cidadania tem como premissa básica promover o pleno exercício da cidadania e da defesa dos direitos inalienáveis da pessoa humana, mediante ação integrada entre a sociedade e o Governo do Distrito Federal (GDF). À frente da pasta, Gustavo Rocha foi responsável por articular diretrizes para a política governamental, bem como a coordenação de sua execução nas áreas da proteção, educação e orientação ao consumidor, além da defesa dos direitos da cidadania, das crianças e adolescentes, idosos, pessoas com deficiência, população negra, população LGBT.
Entre os destaques de sua gestão estão o fortalecimento do Sistema Socieducativo do DF, a regulamentação de serviços funerários no Distrito Federal e o Programa Sejus Mais Perto do Cidadão, que leva mensalmente serviços do GDF a regiões administrativas e alcançou mais de 70 mil pessoas em 11 edições.
Gustavo Rocha assumiu interinamente a Secretaria Extraordinária da Pessoa com Deficiência do DF, cargo que ocupou entre outubro de 2019 e março de 2020. Foi convidado pelo governador Ibaneis Rocha para ser chefe da Assessoria Especial de Estratégia, do Gabinete do Governador, mas saiu para assumir a Casa Civil que é onde está até a presente data.
Antes o exposto, em face dos relevantes serviços prestados, ao Distrito Federal de diversas formas já mencionadas acima, solicito aos pares, os quais entenderão a grandeza desta proposição legislativa, ao quais conclamo a convertê-la em Decreto Legislativo.
Sala das Sessões, em 02 de dezembro de 2022.
DEPUTADO HERMETO
Líder de Governo MDB/DF
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Documento assinado eletronicamente por JOAO HERMETO DE OLIVEIRA NETO - Matr. Nº 00148, Deputado(a) Distrital, em 02/12/2022, às 10:41:43 , conforme Ato do Vice-Presidente e da Terceira Secretária nº 02, de 2020, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 284, de 27 de novembo de 2020. Documento assinado eletronicamente por IOLANDO ALMEIDA DE SOUZA - Matr. Nº 00149, Deputado(a) Distrital, em 02/12/2022, às 11:29:33 , conforme Ato do Vice-Presidente e da Terceira Secretária nº 02, de 2020, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 284, de 27 de novembo de 2020. Documento assinado eletronicamente por RAFAEL CAVALCANTI PRUDENTE - Matr. Nº 00139, Deputado(a) Distrital, em 05/12/2022, às 12:30:49 , conforme Ato do Vice-Presidente e da Terceira Secretária nº 02, de 2020, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 284, de 27 de novembo de 2020. A autenticidade do documento pode ser conferida no site
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Indicação - (53537)
CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL
Gabinete do Deputado Leandro Grass - Gab 13
Indicação Nº , DE 2022
(Autoria: Deputado Leandro Grass)
Sugere ao Senhor Chefe do Poder Executivo do Distrito Federal, por intermédio da Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal, a criação do Centro de Referência em Práticas Integrativas, entre as Regiões Administrativas de São Sebastião e Jardim Botânico, ao lado da quadra 14 do Jardim Mangueiral.
A CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL, nos termos do art. 143 do seu Regimento Interno, vem por meio desta proposição sugerir ao Senhor Chefe do Poder Executivo do Distrito Federal, por intermédio da Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal, a criação do Centro de Referência em Práticas Integrativas, entre as Regiões Administrativas de São Sebastião e Jardim Botânico, ao lado da quadra 14 do Jardim Mangueiral.
JUSTIFICAÇÃO
As Práticas Integrativas e Complementares (PICS) são tratamentos que utilizam recursos terapêuticos baseados em conhecimentos tradicionais, voltados para prevenir diversas doenças como depressão e hipertensão. Em alguns casos, também podem ser usadas como tratamentos paliativos em algumas doenças crônicas.
Dentre os benefícios das práticas integrativas, ficou evidenciado o relaxamento e bem-estar da pessoa, alívio da dor e da ansiedade, diminuição de sinais e sintomas de doenças, estimulando o contato profissional-paciente, e a redução do uso de medicamentos, tudo isso contribuindo para o fortalecimento do sistema imunológico e melhoria da qualidade de vida do cidadão.
No Distrito federal, já contamos com uma unidade do Centro de Referência Interativas em Saúde, na Região Administrativa de Planaltina, que vem alcançando significativo resultados para o bem estar da população. Assim, a criação de outros só trará benefícios à população.
Assim, solicito o apoio dos nobres pares no sentido de aprovarmos a presente Indicação.
Sala das Sessões, em
DEPUTADO LEANDRO GRASS
Partido Verde
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Documento assinado eletronicamente por LEANDRO ANTONIO GRASS PEIXOTO - Matr. Nº 00154, Deputado(a) Distrital, em 01/12/2022, às 17:03:16 , conforme Ato do Vice-Presidente e da Terceira Secretária nº 02, de 2020, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 284, de 27 de novembo de 2020. A autenticidade do documento pode ser conferida no site
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Indicação - (53538)
CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL
Gabinete do Deputado Rafael Prudente - Gab 22
Indicação Nº , DE 2022
(Autoria: Deputado Rafael Prudente - MDB)
Sugere ao Poder Executivo, por intermédio da Secretaria de Estado de Transporte e Mobilidade, a implantação de novas linhas de ônibus saindo do Itapoã Park, na Região Administrativa do Itapoã – RA XXVIII , sentido W3 Norte e W3 Sul, e voltando para o Itapoã Park.
A CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL, nos termos do art. 143 do seu Regimento Interno, sugere ao Poder Executivo, por intermédio da Secretaria de Estado de Transporte e Mobilidade, a implantação de uma linha de ônibus saindo do Itapoã Park, na Região Administrativa do Itapoã – RA XXVIII, sentido W3 Norte e W3 Sul, e voltando para o Itapoã Park.
JUSTIFICATIVA
Trata-se de reivindicação dos moradores do Itapoã Park, na Região Administrativa do Itapoã – RA XXVIII, os quais lutam por melhorias na mobilidade urbana que envolve a localidade em questão.
Atualmente os moradores e usuários daquela localidade, vem enfrentando transtornos constantes devido à falta de transporte público adequado que possibilite o acesso àquela área. A adequação na quantidade de ônibus, trará melhor qualidade de vida para os usuários de transporte coletivo.
Diante do exposto, rogo aos nobres pares o apoio para a aprovação da presente Indicação.
Sala das Sessões, em..................................
rafael prudente
Deputado Distrital
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Documento assinado eletronicamente por RAFAEL CAVALCANTI PRUDENTE - Matr. Nº 00139, Deputado(a) Distrital, em 08/12/2022, às 16:20:33 , conforme Ato do Vice-Presidente e da Terceira Secretária nº 02, de 2020, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 284, de 27 de novembo de 2020. A autenticidade do documento pode ser conferida no site
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Despacho - 3 - SELEG - (53535)
CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL
Secretaria Legislativa
Despacho
Ao SACP, para conhecimento e providências protocolares, informando que o Processo deve ser encaminhado a CDESCTMAT (RICL, art. 227, Art. 69-B, “j”) para exame e parecer (Lei nº 4.285, de 26 de dezembro de 2008) e, em seguida a Secretaria Legislativa, para as providências que trata os incisos V, VI e VII do art. 227.
_______________________________________
MARCELO FREDERICO M. BASTOS
Matrícula 23.141
Assessor Legislativo
Brasília, 1 de dezembro de 2022
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Documento assinado eletronicamente por MARCELO FREDERICO MEDEIROS BASTOS - Matr. Nº 23141, Assessor(a) da Secretaria Legislativa, em 01/12/2022, às 14:30:29 , conforme Ato do Vice-Presidente e da Terceira Secretária nº 02, de 2020, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 284, de 27 de novembo de 2020. A autenticidade do documento pode ser conferida no site
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