(Autoria: Deputado Thiago Manzoni)
Concede o Título de Cidadão Honorário de Brasília ao senhor Roberto de Oliveira Campos Neto.
A CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL decreta:
Art. 1º Fica concedido o Título de Cidadão Honorário de Brasília ao senhor Roberto de Oliveira Campos Neto.
Art. 2º Este Decreto Legislativo entra em vigor na data de sua publicação.
JUSTIFICAÇÃO
O presente Projeto de Decreto Legislativo tem por objetivo de conceder o Título de Cidadão Honorário de Brasília ao Senhor Roberto de Oliveira Campos Neto, por sua brilhante trajetória no desenvolvimento econômico nacional e à frente do Banco Central do Brasil.
Roberto de Oliveira Campos Neto, nascido no rio de Janeiro, no dia 28 de Junho de 1969 é o atual presidente do Banco Central do Brasil. Trabalhou no mercado financeiro entre 1996 e 2019.
Roberto Campos Neto é filho de Roberto de Oliveira Campos Filho e neto do famoso economista Roberto Campos, personagem importante no governo Castelo Branco e um dos idealizadores do Banco Central e do BNDES.
O economista tem uma trajetória marcada pela experiência no mercado financeiro e uma atuação comprometida com a autonomia do Banco Central do Brasil e a modernização do sistema bancário.
Mudou-se para os Estados Unidos, onde cursou Economia e Finanças na Universidade da Califórnia (UCLA), concluindo a graduação em 1993. Sua formação acadêmica incluiu também um mestrado na mesma instituição, onde atuou como professor assistente.
Apesar do início na academia, Campos Neto acabou indo para o mercado privado em 1996, quando ingressou no Banco Bozano Simonsen, iniciando sua carreira como trader. No banco, ele teve experiência com operações de juros, câmbio, Bolsa e renda fixa internacional.
Em 1999, quando o Banco Santander adquiriu o Bozano Simonsen, ele se destacou como chefe de trading e membro do conselho executivo. Além disso, ficou responsável pela tesouraria global nas Américas.
Em 2004, Campos Neto optou por uma mudança, saindo do Santander para assumir a gestão de portfólio na Claritas Investimentos, onde ficou até 2006. Nesse ano, ele voltou para o Santander, permanecendo na instituição por mais 12 anos, ocupando diversas posições estratégicas de liderança.
Nesse período, ele também concluiu outro mestrado, desta vez focado em inovação na Singularity University, na Califórnia.
Em novembro de 2018, o então presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou Roberto Campos Neto como o próximo presidente do Banco Central do Brasil (Bacen), sucedendo a Ilan Goldfajn. Sua nomeação foi aprovada pelo Senado Federal, com 55 votos favoráveis e 6 contrários.
Ao assumir a presidência do Banco Central, Campos Neto manteve a agenda de seu antecessor, Ilan Goldfajn, dando continuidade ao incentivo à concorrência no setor financeiro.
As propostas de Campos Neto como presidente do Banco Central abrangiam:
- Implementação do PIX;
- Introdução do open banking;
- Expansão do open finance;
- Criação do real digital
Uma das grandes realizações de Campos Neto à frente do BC foi a condução da taxa básica de juros, a Selic, durante a pandemia. Em 2020, em resposta à pandemia, adotou medidas para enfrentar os impactos econômicos, sendo a redução da Selic uma das estratégias implementadas inicialmente. Ao longo de sua gestão, a Selic alcançou o seu nível mais baixo na história, atingindo 2% ao ano.
No entanto, com a posterior estabilização da situação pandêmica e a preocupação em controlar a inflação, o Banco Central iniciou um ciclo de aumento dos juros em 2021. Porém, em 2022, diante de eventos globais como a guerra entre Rússia e Ucrânia e o aumento da inflação em vários países, o Bacen elevou a Selic para dois dígitos, atingindo 13,75%
Já em 2023, após o prolongado ciclo de alta nos juros, Campos Neto votou a favor da primeira redução da Selic em dois anos, diminuindo a taxa em 0,5 ponto percentual.
No início do segundo semestre de 2024, as expectativas do mercado são de que Campos Neto entregue seu mandato com uma Selic em 10,50% a.a.
Dados seus relevantes serviços prestados à população brasiliense e ao Brasil, conto com o apoio dos Nobres Parlamentares para a aprovação deste Projeto de Decreto Legislativo ora apresentado.
Sala das Sessões, …
Deputado THIAGO MANZONI