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Caesb e CEB apresentam relatórios de gestão fiscal

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A Comissão de Fiscalização, Governança, Transparência e Controle da Câmara Legislativa recebeu hoje (24) os gestores da Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb) e da Companhia Energética de Brasília (CEB) para apresentação de seus respectivos relatórios de gestão fiscal do ano de 2016. O presidente da comissão, deputado Rodrigo Delmasso (Podemos) destacou a importância de se abrir espaço na Câmara Legislativa para discussão do desempenho das empresas que prestam serviços públicos. "É a oportunidade que tem o gestor de apresentar suas ações e resultados à população do DF", afirmou.

O presidente da Caesb, Maurício Ludovice, apresentou em números o desempenho da empresa no ano passado. "A cobertura de coleta e tratamento de esgoto chega a 86% do Distrito Federal. São 529 mil ligações de esgoto com tratamento o que nos coloca acima da média nacional", explicou. O quadro financeiro da companhia também foi apresentado por Ludovice. "Estamos enfrentando uma série de impactos na contabilidade, como energia elétrica, folha de pagamento e despesas em dólar. O gasto com pessoal subiu 12% no ano passado, depois que o Tribunal Regional do Trabalho determinou um reajuste de 9,35% para os funcionários. A despesa com energia elétrica subiu 13%, e a com produtos químicos, com valor atrelado ao dólar, subiu 10%", elencou.

Ludovice também relatou as medidas tomadas pela Caesb para enfrentar a crise de abastecimento de água no Distrito Federal. "Estamos, junto com Goiás, realizando as obras do sistema Corumbá. Cerca de 68% das obras que cabem ao DF já estão prontas. O sistema Corumbá é a grande aposta dos dois estados para enfrentar essa crise de abastecimento. O valor total da obra está orçado em R$ 540 milhões, sendo metade de responsabilidade de cada unidade da Federação", afirmou.

CEB – O diretor geral da CEB, Maurício Velloso, trouxe números de desempenho recentes para justificar o déficit de R$ 161 milhões que atinge a companhia. "De cada 100 reais cobrados nas contas de energia, apenas 14 reais ficam com a CEB. O resto é destinado para a compra da energia e pagamento de tributos. Hoje, nossa despesa operacional consome R$ 441 milhões, os investimentos outros R$ 84 milhões e a dívida da empresa ainda representa mais R$ 97 milhões", afirmou. Velloso também informou que embora a CEB tenha fechado seu balanço de 2016 com lucro líquido de R$ 50,3 milhões, isso não significa que a empresa opere no azul. "Trata-se de um lucro meramente contábil, pois temos um déficit operacional bem mais volumoso", explicou. 

Éder Wen - Coordenadoria de Comunicação Social

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