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Plenário repudia decreto federal que amplia porte de armas

Plenário repudia decreto federal que amplia porte de armas

Qua, 08 Mai 2019 19:12

Plenário repudia decreto federal que amplia porte de armas

Plenário repudia decreto federal que amplia porte de armas

O decreto presidencial que facilita o porte de armas para diversas categorias, incluindo, entre vários outros, políticos eleitos, caminhoneiros e jornalistas, publicado nesta quarta-feira (8), repercutiu entre os deputados distritais que demonstraram preocupação e repudiaram a medida. Para Fabio Felix (PSol), o texto pretende transformar o País "em um faroeste". Na visão do parlamentar, além do discurso de ódio que vem sendo alimentado pelo governo federal, "a intenção é armar a população e promover uma verdadeira guerra civil".

O deputado Chico Vigilante (PT) avaliou que o maior beneficiário da legislação é a indústria armamentista, que é internacional. "Todos vão poder comprar até cinco mil projeteis por ano", salientou, demonstrando espanto. Além disso, acrescentou, "tem gente iludida, achando que basta ter uma arma para combater a violência". E, referindo-se aos policiais, defendeu que "as armas têm de estar nas mãos dos agentes públicos que estão preparados para portá-las".

O deputado Reginaldo Veras (PDT) chamou a atenção para o aumento de armas em circulação, a partir da medida, o que poderá facilitar o acesso de bandidos e milícias a esses equipamentos, inclusive os que eram de uso restrito das Forças Armadas e foram liberados. "Os milicianos estão sorrindo", criticou.

Por sua vez, Leandro Grass (Rede) disse que "é preocupante viver numa sociedade de pessoas armadas". Também criticou o pensamento liberal que defende o acesso a armas. "Pelo preço, não é uma escolha individual, apenas atende a uma elite", completou. Também destacou que o Brasil já é campeão mundial de homicídios por armas de fogo e que o decreto vai de encontro do Estatuto do Desarmamento, aprovado pelo Congresso Nacional. Por fim, pregou uma cultura de paz.

A deputada Arlete Sampaio (PT) considerou que a medida "é um chamamento à guerra" e ainda viu no decreto um fortalecimento do poder milícias.

Marco Túlio Alencar
Fotos: Carlos Gandra/CLDF
Núcleo de Jornalismo - Câmara Legislativa