Últimas Notícias Últimas Notícias

Feira do Livro da CLDF aproxima escritores e público infanto-juvenil

Feira do Livro da CLDF aproxima escritores e público infanto-juvenil

Ter, 14 Ago 2018 14:28

Feira do Livro da CLDF aproxima escritores e público infanto-juvenil

Feira do Livro da CLDF aproxima escritores e público infanto-juvenil

 "Ao ler um livro, reaja a ele", aconselhou o senador Cristovam Buarque (PPS-DF), que leu trechos de suas obras Reaja! (Garamond, 2012) e "Mediterrâneos invisíveis: os muros que excluem pobres e aprisionam ricos" (Paz e Terra, 2016) durante o sarau da Academia Cruzeirense de Letras, evento que encerrou, na noite desta quinta-feira (9), a Feira do Livro da CLDF. Em sua 4ª edição, a feira pautou-se pela aproximação entre escritores e leitores por meio de saraus, exposição de livros, contação de histórias, encontros e oficinas que aconteceram entre os dias sete e nove no foyer do plenário e auditório da Casa. A particularidade da Feira do Livro da CLDF é fortalecer a literatura local e a formação de futuros leitores.

A forte presença do público infanto-juvenil foi o destaque deste ano. O escritor Silvano Colli, autor de o Herdeiro Supremo (Chiado, 2017), conversou sobre narrativa ficcional com estudantes do ensino fundamental de Santa Maria. Arqueiros, magos e outros personagens fantásticos, criados por Colli, seduziram os alunos, que fizeram perguntas sobre o processo de escrita do autor. Ele contou que sua vivência cultural começou aos 13 anos, quando ingressou como ator amador no grupo teatral "Senta que o leão é manso", oriundo de Planaltina, cidade onde mora desde 1985. "O gosto pela leitura e até pela escrita pode ser desperto por meio desse contato com o autor da obra", acredita Colli. Esse público também teve contato com o trabalho da escritora Lucília Garcez e do ilustrador brasiliense Roger Mello, que em 2014 recebeu o prêmio Hans Christian Andersen, o mais importante do mundo dedicado à literatura infanto-juvenil.

Sucesso em edições anteriores, a contação de histórias mais uma vez agradou aos leitores mirins. Niedja Genari, contadora de histórias no DF há quase vinte anos, narrou a história do livro à plateia de cerca de cem crianças de escolas do Plano Piloto, Santa Maria e Sobradinho. Já a contadora Patricia Berg apresentou obras da literatura infantil. As crianças ainda participaram da oficina Brincando com Dobraduras com a escritora Maria da Paz Lima. Os estudantes vieram à Casa pelo projeto "Conhecendo o Parlamento", da Escola do Legislativo (Elegis), para participar da feira.

Memória literária – Uma das novidades desta edição foi o encontro entre escritores e mediadores de leitura. Na atividade, a poetisa Noélia Ribeiro narrou sua trajetória literária e declamou poemas de sua autoria. Conhecida como a musa da geração mimeógrafo, Noélia Ribeiro colhe, nesta fase de sua carreira, o reconhecimento do público obtido com as obras Atarantada (Verbis Brasília, 2009), Escalafobética (Vidráguas, 2015) e Espevitada (Penalux, 2017). Com a trilogia, Noélia voltou à cena literária de Brasília após mais de duas décadas do lançamento de seu primeiro livro, Expectativa, em 1982.

Um dos mediadores de leitura participante da atividade, o professor José Vicente Silva, destacou que a sensibilização pela literatura é uma das principais ferramentas de seu trabalho no Centro de Referência em População em Situação de Rua de Brasília. A poesia é um gênero que sensibiliza os alunos e os auxilia a sair do "contexto de desilusões" a que estão submetidos, alega.

Entre os lançamentos da feira, o destaque foi a obra Versos que me habitam (Confraria do Vento, 2018), de Maria Félix Fontele. Ela autografou o livro de poemas e recitou "Retrato" no sarau Antológico promovido pela Academia Taguatinguense de Letras.

Voluntários – Outra novidade da edição deste ano foi a parceria com o projeto Voluntário Cidadão do GDF. A voluntária Daniella Oliveira, de 34 anos, moradora de Santa Maria e estudante de Pedagogia, pela Faculdade JK, avaliou que participar da feira como voluntária foi uma experiência enriquecedora tanto pela proximidade com os escritores como também para "melhorar o currículo". A estudante de Letras da UnB, Isabel Fugita, 22 anos, moradora do Núcleo Bandeirante, também se voluntariou para fotografar a programação da feira como forma de incentivar o projeto e adquirir prática na área.

Durante os três dias do evento, coordenado pela biblioteca e Terceira Secretaria da Casa, foram distribuídos mil exemplares de gibis da Mala do Livro. Os participantes receberam ainda vales-livro para efetuar a troca por livros de escritores e poetas do DF.

Franci Moraes e Karine Teles (estagiária)
Fotos: Carlos Gandra/CLDF, Isabel Fugita/divulgação,
Comunicação Social - CLDF