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Concorrentes ao Troféu CLDF destacam relevância da Mostra Brasília

Concorrentes ao Troféu CLDF destacam relevância da Mostra Brasília

Qua, 19 Set 2018 15:50

Concorrentes ao Troféu CLDF destacam relevância da Mostra Brasília

Concorrentes ao Troféu CLDF destacam relevância da Mostra Brasília

Diretores, produtores e atores conversaram com o público sobre o processo de realização dos curtas-metragens selecionados na Mostra Brasília do 51º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro na noite desta terça-feira (18). Os debates acontecem logo após a exibição dos filmes no foyer do Cine Brasília ao longo desta semana. Os filmes selecionados para a Mostra Brasília concorrem ao Troféu Câmara Legislativa do Distrito Federal que distribuirá R$ 240 mil em prêmios.

Os cineastas destacaram os desafios da produção audiovisual, em especial a dificuldade para obter financiamento e a necessidade de fortalecimento das políticas públicas de fomento. Por outro lado, enfatizaram a importância da Mostra Brasília no panorama cinematográfico local e o crescimento do número de filmes inscritos desde o lançamento, em 1996. Nesta 23ª edição, foram inscritos 92 filmes, entre os quais foram selecionados três longas e 18 curtas.

Nesta terça, foram exibidos os curtas Entre Parentes, de Tiago de Aragão; Monstros, de Douro Moura; A roda da fortuna, de Luciano Porto; A praga do cinema brasileiro, de Willian Alves e Zefel Coff; Brasilha, de Rafael Morbeck; e Me deixe não ser, de Kleber Machado. "Brasília respira cinema", disse Douro Moura, ao citar que a paixão pelo ofício é sua principal motivação para continuar produzindo.

Moura trouxe às telas, em Monstros, a violência doméstica. O filme quis mostrar que "as crianças são as maiores vítimas e que os culpados somos todos nós", afirmou o diretor, ao revelar que o curta foi realizado em trinta dias. Já A praga do cinema brasileiro começou a ser gestado há 18 anos, segundo os diretores Willian Alves e Zefel Coff. O curta apresentou fragmentos de filmes, como Terra em Transe, de Glauber Rocha, e trouxe o icônico personagem Zé do Caixão no elenco para expor as sucessivas e constantes mazelas do País. O cenário político também foi palco para Entre Parentes, documentário sobre as manifestações pela demarcação das terras indígenas ocorridas no ano passado. "É um filme sobre a incomunicabilidade" entre as comunidades indígenas e a classe política, discorreu Tiago de Aragão. Para a indígena Daiara Figueroa, da etnia Tukano, participante do curta, o documentário registrou "a luta pela liberdade, pelo direito à terra e ao meio ambiente"; ela explicou que entre os povos indígenas todos se tratam por parentes, referência que deu nome ao filme.

A ética nas relações foi explorada em A roda da fortuna, filmado em Alto Paraíso (GO). O diretor Luciano Porto considerou que a película dialoga com o contexto de "falência das instituições" uma vez que as crises políticas tanto do passado, apresentadas em A praga do cinema brasileiro, quanto as atuais como as documentadas em Entre parentes, estão ligadas à questão ética, que tudo permeia. Já as relações entre moradores de Brasília foram temas de Brasilha e de Me deixe não ser. Em apenas três minutos, o filme de Morbeck mostrou o distanciamento e o acolhimento que acontecem pelas ruas da cidade.

Programação – A Mostra Brasília prossegue nesta quarta-feira (19) com a exibição, às 18h e entrada franca, dos filmes Cabeças, de Bruna Carolli e O outro lado da memória, de André Luiz Oliveira. Os filmes da Mostra estão sendo exibidos, com a mesma programação do Cine Brasília, no Instituto Federal de Brasília (IFB) do Riacho Fundo, no IFB de São Sebastião, no Teatro de Sobradinho e no Teatro da Praça de Taguatinga.

Franci Moraes
Fotos: Carlos Gandra/CLDF
Comunicação Social – Câmara Legislativa