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Câmara lança campanha para o Novembro Azul

A Câmara Legislativa do Distrito Federal lançou a campanha Novembro Azul para o combate ao câncer de próstata nesta quinta-feira (7) no Foyer do Plenário. Parlamentares e servidores falaram sobre a importância de exames preventivos e estandes de clínicas médicas ofereceram testes gratuitos. A campanha, iniciativa dos deputados Agaciel Maia (PL), Delmasso (Republicanos) e Valdelino Barcelos (PP) em parceria com o Fascal, visa a informar funcionários da Casa sobre a prevenção e tratamento da doença, além de desmistificar preconceitos, principalmente, sobre o exame de toque.

Em seu pronunciamento, Delmasso explicou que a resistência que alguns homens têm em relação ao exame faz com que muitos sejam diagnosticados tardiamente e acabem falecendo, consequentemente, deixando suas famílias desamparadas, mas ressaltou que o câncer pode ser curado quando identificado em seus estágios iniciais o que só é possível com exames regulares: "Uma atitude simples que te deixa vivo e sua família feliz com sua presença", afirmou.

Maia explicou que homens evitam realizar o exame de toque devido a noções culturais de masculinidade que são difíceis de serem mudadas, porém, que educação e conscientização são capazes de gerar essa mudança: "Determinados preconceitos mudam apenas com campanhas e essa é um passo importante", reiterou ele, após reconhecer a dificuldade em difundir o tema em círculos conservadores.

Já a gerente coordenadora do Fascal, Vanessa Malafaia lembrou os servidores que o plano de saúde garante a eles um pacote de exames anuais. Cada um deve, no mês de seu aniversário, contatar uma clínica especializada para realizá-los. A importância da identificação precoce da doença foi reafirmada por Wilson Lopes da Silva, servidor do fundo, que por ter sido diagnosticado cedo pôde fazer o tratamento adequado e hoje está curado.

Segundo o Instituto do Câncer (INCA), o câncer de próstata é o segundo tipo que mais causa mortes em homens e, considerando ambos os sexos, é também o segundo mais frequente. Pelo menos um em cada 41 homens falece em decorrência dele, contudo, apesar de grave, a maior parte dos diagnosticados não morre por causa da doença quando detectada nos primeiros estágios.

Victor Cesar Borges (estagiário)
Núcleo de Jornalismo – Câmara Legislativa